Like The Pain
8 Nas Grandes Janelas de Vidro
Notas iniciais
demorei? ... eh eu sei T---T Não me batam, foi certinho um mês.. eu avisei q ia demorar dessa vez.. mês agitado e totalmente complicado ... but .. new cap ^.^
não reparem em qualquer errinho.. minha beta morreu ¬¬
outro cap q dividi em dois pq senão ia fikr muito grande e chato...
anyway espero q gostem.. ate as notas finais o/
boa leitura
.
_O que foi Mir? Não vai me deixar entrar?
Definitivamente aquele sorriso, trazia consigo aquela sensação desagradável que eu ate tinha esquecido que conhecia tão bem. O rosto dele sempre me trazia tantas lembranças, sensações, e o pior de tudo, sempre me levava ao desespero seja por coisas boas ou ruins.
Vê-lo na minha frente, não era algo inimaginável, só era algo que eu preferiria evitar.
Provavelmente me emergi em meu mundinho de pensamentos, sentindo o coração acelerar da maneira mais incomoda que eu poderia e me permitiria descrever, não sei por quanto tempo o encarei sem ação, não havia ação, SeungHo nunca me permitiu isso.
Senti algo passar por mim, quando me dei conta ele já estava dentro de casa se sentindo confortável no “meu lugar feliz”, no único lugar que eu achei que estava seguro. Aquela pessoa sempre conseguia provar que eu estava errado. Meu desespero me tomou a cabeça.
_Wuaa, esse lugar não mudou nadinha _ Falava ele observando tudo com as mãos dentro dos bolsos.
_Você não é mais bem vindo aqui... por favor, saia.
Ele me olhou de imediato, parecia estar assustado, ou quem sabe apenas confuso.
_O que?
_Saia
Eu não me importava como aquilo tinha soado se tinha sussurrado ou gritado, eu estava falando serio, mas era obvio que SeungHo nem me escutaria. Ao invés de uma reação como o esperado, ele colocou um sorrisinho nos lábios. Ele estava se divertindo com isso? Estava gostando de tudo? Não importava o que se passava na cabeça dele, eu não podia mais encará-lo, o aperto que vinha em meu peito estava me fazendo sufocar.
_Por favor... saia..._ Falei desviando meu olhar do sorriso que ele tão satisfatoriamente tinha estampado no rosto. Minhas palavras saiam embaralhadas _ Por favor... _nem mesmo eu conseguia compreender o que estava dizendo. Aquilo... eu não sabia que tipo de sensação era aquela que SeungHo sempre trazia, mas estava pior do que antes, estava insuportável.
_Mir, eu vim aqui porque queria ver você, porque está assustado? _Ele inclinou o corpo um pouco pra frente _ Ate parece que vou machucar você_ E terminou aquela frase com um sorriso cínico.
Só o fato de ele estar lá, no mesmo lugar que eu, já era grande coisa, somente aquilo já era demais pra mim. Sabia que algum tempo já havia se passado desde que ele tinha ido embora, mas não era tempo suficiente, nem todo tempo do mundo seria. Seungho não era algo que se podia apagar tão facilmente. Eu demorei muito pra conseguir me recuperar ao menos um pouco dele, e agora, ele na minha frente novamente trazia tudo a tona. Tantas lembranças boas, mas todas elas ofuscadas pelas más.
_Eu realmente pensei que depois desse tempo você já estivesse bem, mas você ainda é tão imaturo_ Cantarolou aquilo, desviando o olhar que parecia querer me destruir_ O esperado era que você já tivesse conseguido superar_ ele voltou a observar o apartamento, seus olhos iam de um lugar para o outro enquanto ele dava passos lentos e despreocupados.
_O que você quer?
Ele passou a mão por cima do móvel da sala _Nada, queria ver meu antigo companheiro de apartamento _ Se sentou no sofá, seus olhos ainda observavam tudo _Liguei para o CheonDung esses dias, ele te disse? _ Ele olhou pra mim por um breve momento, deve ter percebido pela minha expressão que eu não sabia de nada, riu baixo e pra si mesmo _ Como o esperado ele não te avisou não é?
_Ele não... ele sabia que você estava vindo pra cá?
Então era sobre isso que CheonDung estava falando, eu deveria escutá-lo mais vezes. Naquele momento me lembrei da ligação que o Hyung tinha tido alguns dias antes “Então era o SeungHo?”, eu deveria perguntá-lo, mas antes que eu me permitisse questioná-lo ele respondeu.
_Já faz quase duas semanas que venho ligando pra ele, você mudou o seu numero, e o único contato que tinha me restado era o dele, liguei pra ele varias vezes pedindo o seu novo numero, mas ele sempre era tão grosso, não sabia que o adorável CheonDung podia ser tão malcriado _ Ele riu, mas eu não achava graça de nada _ como não tinha seu numero, resolvi vir aqui, que bom que pelo menos você não se mudou, se tivesse feito isso nem sei como iria te encontrar _ Ele voltou a observar o apartamento prendendo sua atenção em algo.
Seungho se esticou um pouco pegando algo que estava na mesa ao lado do sofá, ele olhou para aquele objeto pequeno, tão atentamente como se o conhecesse, no momento eu não conseguia ver direito o que era, mas me incomodava saber que as mãos dele tocavam novamente algo que era meu.
_Como você conseguiu isso? _ Ele mostrou pra mim, era uma pulseira de tecido bordado preto, mas aquilo não era meu, era do ChangSun.
Eu apenas fui em direção a ele e tomei a pulseira dele rapidamente _Apenas vá embora, você já me viu, não era isso que queria? Agora já pode ir.
Ele me olhava serio do sofá, aqueles olhos sempre tão... cruéis? não lembrava quando tinha começado a gostar tanto deles, eu apenas tinha começado e só isso já era o suficiente. Ele me olhou por um breve segundo, quem sabe tivesse finalmente entendido, ele levantou e caminhou ate a minha frente, Ate o momento eu não sabia como aquilo acabaria, mas agora eu já começava a pensar que seria como o antes que eu tão ingenuamente achei que tinha deixado pra trás.
_Eu soube que você está dividindo o apartamento com alguém, é verdade?
Aquela pergunta me surpreendeu como ele sabia? Eu não e importava, mas eu não queria responde-lo, eu só queria tira-lo dali _ Não te interessa, e mesmo se interessasse eu não te diria, agora você quer fazer o maldito favor de ir embora _ Minha voz estava se tornando cada vez mais grosseira, e com a raiva vinha a sensação de choro que já tomava conta o céu da minha garganta.
Ele continuava a me encarar, parecia calmo, acolhedor... Quem sabe fosse só isso que ele queria que parecesse. Ele olhou pra baixo por um breve momento e levantou o olhar pra mim, mas uma vez com um sorriso no rosto, mas dessa vez era um sorriso amigável, quase compreensível. Não era difícil ver que SeungHo estava começando a se interessar um pouco mais por aquela situação.
_Fico feliz que esteja bem, realmente feliz, mas Mir... é visível que ainda não conseguiu me esquecer... estou certo?
Não lembro como aquelas palavras soaram, mas quando chegaram a meus ouvidos, o nó na minha garganta já era maior do que o suportável, o medo que me corria o corpo a cada momento que passava crescia mais. “Esse tom de voz”, eu conhecia esse tom, conhecia muito bem. As lembranças começaram a bater forte na minha cabeça, parecia que eu tinha voltado ao inicio, eu não queria aquilo, eu nunca quis.
_Não vai me responder Mir? Quer que eu tire essa resposta de você?
E aquele era o sorriso dele mais uma vez, sendo dado a mim como uma oferenda, que ele daria em troca por meu corpo. Fiz isso tantas vezes antes, mas agora como sempre foi tudo parece errado. Ele andava calmamente em minha direção, se movimentando a cada relutância que vinha do meu corpo. Um predador, sempre foi o que ele era, e mais uma vez eu a maldita presa.
Minha visão turva, meus olhos ardiam, a cada passo que ele dava em minha direção, eu recuava um, mas eu não me deixaria chorar, o pouco orgulho que ainda me restava não iria conceder isso, ele só estava brincando, minhas reações desde o começo sempre foram algo que o entretiveram, mas eu tinha demorado muito pra deixar de ser o brinquedo dele. Eu não me permitiria tal coisa novamente.
A parede atrás de mim foi à barreira, já estava encostado nela quando minhas pernas e braços falharam, eu poderia ter fugido quem sabe, mesmo sabendo que não haveria uma saída, ter dado um jeito de sair dali ate parecia uma boa idéia, mas eu não estava em condições de raciocinar, meu medo apenas me permitiu ficar paralisado, o vendoele vindo lentamente e cada vez mais em minha direção.
_Por. favor, não... não se aproxime mais de mim... não...
Ele olhava pra mim com aquela expressão intacta, mas era visível que estava apreciando de tudo aquilo, ele definitivamente iria desfrutar daquele momento o quanto pudesse, quem sabe fosse essa a verdadeira razão de ter voltado hoje.
_Calma Mir, Porque está tão assustado?
Nem mesmo eu sabia o porque, talvez o medo, pela primeira vez, fosse à forma que eu encontrei pra evitá-lo, para que o desejo que eu sempre sentia por ele não viesse e que não me fizesse implorar pelos toques frios e vazios que sempre vinham das mãos dele.
Não demorou nada pra q eu sentisse o calor do corpo dele encostar cada vez mais no meu, mas aquele calor me queimava por ser frio. Eu coloquei minhas mãos sobre seu tórax na tentativa falha de o empurrar pra longe, mas cada vez que eu olhava o rosto dele, ele sorria.
_Saia de perto de mim_ Eu o empurrava, mas ele não parecia se importar, por que se importaria? Ele nunca se importou
Logo senti duas mãos segurando meus pulsos com toda brutalidade e força que nele poderia haver. Ele ainda sorria, mas agora, eu tinha perdido minha opção de deixar ou não ele ganhar.
Por mais fosse quase impossível, tentava focar meu olhar no chão, apenas para não ver o rosto que se aproximava cada vez mais do meu. Ele segurou meus pulsos com apenas uma das mãos sobre minha cabeça. Me odiava por ser tão fraco, e por aquela falta que eu achei que tinha trocado por ódio, parecer estar voltando agora apenas para me provar que eu sempre estive errado. Eu já não suportava mais.
A mão de SeungHo que estava livre se encarregou de levantar meu queixo, o que eu desejava que ele não visse estava bem ali, estampado em minha face, a maldita fraqueza que eu sentia sempre que não conseguia afastá-lo.
_ O que foi Miru? Está tão relutante... você nunca foi assim
Eu já não podia mais conter, sentia os olhos que antes apenas ardiam dispostos a transbordar a qualquer momento, e o pior de tudo, é que seria ali, na frente dele.
SeungHo se aproximou, senti sua respiração bater sobre meus lábios, mas antes que ele pudesse tocá-los eu ainda tive força de virar meu rosto pro lado. Eu não podia permitir que ele fizesse o que bem desejasse, não mais. Ele segurou meu rosto com força fazendo meus olhos virarem novamente em sua direção.
_O que pensa que está fazendo? ... Acha mesmo que vai ser tão fácil assim? _Ele cuspia aquelas palavras _ Você não entendeu ainda Mir? ... Não sabe? _ E sua mão cada vez mais apertava meu rosto _ Você é meu... e sempre será somente meu.
Não houve tempo nem de pensar, ele pressionou os seus lábios contra os meus forçadamente. Não importava quanto eu relutasse, ele pressionava cada vez mais sua boca, eu apenas me remexia naquele pequeno espaço que ele tinha criado entre mim e ele, não era confortável, não existia. Eu puxava minhas mãos, mas cada vez ele as apertava mais. SeungHo não cessaria o beijo, ele estava faminto, não pararia ate estar completamente saciado.
Eu me rebatia, implorava em silencio e nos pequenos gemidos de dor que ainda conseguia gesticular. A boca dele parecia que queria me devoraria a qualquer momento, e eu já tinha começado a sentir o gosto de sangue, me perguntava apenas se aquele gosto era dele, ou se era novamente meu.
Seungho soltou meu rosto, direcionando sua mão ate minha nuca, prendendo ela com força, não demorou muito para que eu sentisse a língua dele tocar meus lábios, e logo em seguida, sentir o gosto dela tomar a minha também. Eu não iria permitir, não havia uma razão para voltar ao começo. Eu sabia que era uma batalha perdida assim que SeungHo decidiu o que queria, mas mesmo, covarde e fraco eu queria lutar ate o final.
Senti os lábios dele se afastarem por um segundo, quando os senti voltando apenas fiz a primeira coisa que passou a mente. Vi ele se afastar de costas, enquanto eu deixei meu copo cair e tocar o chão. Eu não tinha entendido o que tinha acontecido, ate ver o rosto dele. Seungho tocava os próprios lábios, pareciam estar sangrando. Os lábios que a pouco machucavam os meus agora estavam machucados, e eu não sabia por que aquilo doía tanto em mim.
Não tiraria meus olhos dele, e ele agora me encarava ali, sentado no chão me protegendo com um bichinho assustado. Seungho passou a língua brevemente pelo lugar que estava machucado, passando seu dedo logo em seguida pelo mesmo lugar. Ele riu abafadamente.
_Nem acredito que você me mordeu... Isso é quase engraçado
Eu juro que não sabia como deveria estar, mas aquela angustia e dor, eu não saberia mais como suprimi-las, minha boca teimava eu soltar barulhos abafados, e meus olhos já não podiam mais conter as lagrimas que escorriam silenciosas e calmas.
Seungho deus mais alguns passos, se agachando em minha frente. Minhas pálpebras tremiam.
_Miru, por hoje vou deixar você pra que se acalme tudo bem? _ Ele passou a mão sobre minha cabeça se levantando logo em seguida. _ Mas não preocupe, eu prometo que dessa vez eu vou voltar _ Eu não o encarava mais, mas tinha certeza de que estava sorrindo _ Afinal Mir, eu já disse... Você é meu.
Ouvi a porta se fechar logo em seguida. Meus olhos trêmulos, minha visão estava embaçada, tentei me levantar, minhas pernas tremiam e meu corpo parecia que tinha sido espancado. Tudo doía... tudo. Eu apenas consegui dar um passo antes de meu corpo não suportar o próprio peso e cair mais uma vez no chão, ajoelhado de frente pra parede. Passei minha mão sobre superfície lisa e gelada, e sabia que não havia mais como suportar. Meus olhos transbordaram, minha garganta soltou tudo que eu estava tentando prender.
Como um idiota eu desabei, não havia mais o que fazer. “Meus parabéns Mir”, minha voz vinha embalada ao sentimento culposo “Mas uma vez você o deixouele ganhar”.
“Eu mudei”
Eu realmente tinha creditado nisso
“Sou um homem mais forte agora”
Por alguma razão pensei que isso era verdade. e me descobri completamente enganado.
Senti meu coração palpitar, podia ouvi-lo fazendo isso. Aquilo era ridículo, simplesmente e puramente ridículo. Eu me detestava por ser assim, apenas rezava para que meu orgulho não me odiasse um pouco mais enquanto eu me permitiria chorar, ali naquele pequeno espaço frio, onde minha dor ecoava tão desesperadamente.
Naquela noite, SeungHo tinha me deixado novamente, tudo que ele tinha acabado de trazer de volta tinha sumido... tudo, mas a única coisa que ele não podia deixar, ainda estava ali, naquele apartamento, e aquela coisa desejava que aquilo, pela primeira vez, significasse um adeus.
~~~~~
Quatro dias tinham se passado desde a “visita” do SeungHo, tentei seguir minha rotina como se nada estivesse acontecido. Mas obviamente eu não conseguia, minha cabeça fazia questão de botar cada detalhe pra fora de todos os acontecimentos da noite anterior. Por que SeungHo tinha voltado? Isso era o pior, já que eu não sabia o porque “Provavelmente sentiu faltada de arruinar minha vida e voltou para fazer isso um pouco mais”.
Eu estava na biblioteca da faculdade, e mesmo tendo uns três livros abertos ali na minha frente eu não prestaria atenção neles de qualquer forma. Meus olhos focavam aquela pagina 238 aberta, com aquela foto de um homem que eu deveria saber quem era, mas já não me importava tanto assim, era um lugar calmo aquela hora da manhã, e somente por isso talvez eu tenha entrado ali.
Era tão silencioso, eu olhava as grandes janelas de vidro, que por fora eram tão delicadamente estampadas por folhagens das arvores que batiam nela. Me perguntava porque a vida não podia ser sempre assim, como em uma biblioteca, seria tudo sempre tão pacifico e monótono. Provavelmente eu não teria problemas algum.
_Ahn... Com licença?
E meus devaneios foram interrompidos, segui em direção de onde vinha essa voz, era feminina e delicada, e eu tinha quase certeza de que já tinha ouvido essa voz antes.
_Desculpa incomodá-lo, mas você é bang chulyeon não é?
_Urrun... você deseja algo?
Ela se sentou apressada na cadeira vazia que ficava no outro lado da mesa, ficando de frente pra mim. Era realmente uma garota bonita, mas eu nunca tinha visto ela pela faculdade, me perguntava quem ela seria.
_Que bom que te encontrei, já faz dois dias que te procuro.
_ Dois dias? Quem é voc...
Eu finalmente tinha lembrado de onde a conhecia, era a garota que tinha aparecido naquele dia procurando pelo Joon.
_Não fomos apresentados não é? ... Meu nome é Kim Nanji, e eu sou amiga de infância do Joon-ssi.
Se eu parava pra pensar, desde aquela noite, Joon não tinha dado sinal de vida, não voltou pra casa, não tinha ligado nada, eu ate me importaria de me preocupar com ele, mas estava ocupado demais me preocupando comigo mesmo. No momento eu não queria ser pessimista, pensar que algo ruim aconteceu com ele não iria me ajudar nesse momento.
_Você disse que estava me procurando?
_Ah sim _ Ela sorriu timidamente _ Deve ser estranho já que nem me conhece, mas você deve estar preocupado com o Joon não é?
_Um pouco... aconteceu alguma coisa, já que ele sumiu?
_É... não é bem que ele sumiu, ele só foi impedido de fazer qualquer tipo de ligação por esses dias, então foi por isso que eu resolvi te procurar.
O sorriso que ela estampava era realmente acolhedor e gentil, parecia cautelosa a cada palavra que pronunciava, eu já estava nervoso com o que aquilo poderia ser.
_Joon-ssi fala muito de você sabia? Ele escreve muito sobre você também
_Escreve?
_Você não sabia? Ele tem tipo um diário... se bem que ele não chama assim, ele diz que é um caderno de anotações diárias... Nele tem tantas coisas sobre você... por isso resolvi vir te procurar... porque você parece ser alguém importante pra ele.
Admito que fiquei feliz ao saber que mesmo que fosse quase nada, eu era importante pro Joon, ele nunca dizia muita coisa, mas sempre que falava, parecia que fazia questão de deixar uma enorme duvida sobre minha cabeça que há muito tempo já não confia nas palavras das pessoas.
_Você deve saber o porque ele não voltou pra casa ainda não é? _ O sorriso dela foi trocado por olhos baixos, que encaravam a mesa_ Isso sempre foi complicado.
Eu não fazia a mínima idéia do que ela estava falando, Não fazia muito tempo que Joon tinha me contado sobre me conhecer, e eu sinceramente não esperava que da parte dele ainda houvesse mais segredos.
_ O que é complicado?
_Você sabe... tudo que ele ta passando, isso realmente é complicada não acha? _ Ela se encostou na cadeira, passando a mão sobre a franja que cobria um pouco o seus olhos escuros_ Creio que foi melhor assim.
Não importava quanto ela falasse, se continuasse assim eu nunca entenderia. Parecia ser um assunto complicado, e eu não queria forçá-la a falar nada que não pudesse que tipo de problemas Joon estaria passando? Ele não falava muito sobre si mesmo, na verdade, ele nunca falava nada, e o que eu sabia eram trivialidades que qualquer um sabia apenas por observá-lo um pouco.
Os olhos dela se focaram e minha direção, me encarando com pesar por longos e quase intermináveis segundos. Eu me sentia desconfortável, mas o desconforto logo foi quebrado pela voz dela, que soou da forma mais compreensiva que eu poderia descrever.
_Você gosta dele também não é? ... Mas não se preocupe ta bom, vai tudo ficar bem.
Ela sorriu, mas porque será que quando alguém fala “não se preocupe” e ai que nos preocupamos mais ainda? Minha intenção de não questioná-la, não existia mais, eu não entendia o que estava acontecendo, e aquilo já estava começando a me incomodar.
_Foram cinco anos de preocupação ate aqui... desde que ele fugiu da casa do pai dele e começou a trabalhar naquela cafeteria todos nos temos ficado muito preocupados com ele... Aish, ele ate parece uma criança as vezes.
_Joon fugiu da casa do pai? Por que?
Ela me encarou a meio a confusão que sobrevoava sua cabeça, e essa mesma confusão já estava me cercando há muito tempo.
_Ele... ele não contou isso? ... Não disse isso quando foi morar com você?
_Não... ele não me contou muitas coisas sobre o passado dele então... é lá que ele ta agora, na casa do pai dele?
Nanji manteve seu silencio, me encarando com olhos pensativos, provavelmente estava pensando que falou demais, eu não a culpava, eu culpava Joon por isso, e por qualquer coisa que viesse a seguir.
_Se ele não te contou isso então... ChulYeon... ele não? _ Ela tapou a própria boca.
_Ele não o que? Tem mais coisa ainda?
Mal eu sabia o poço de segredos que Joon tinha se tornado. Mal eu sabia o quanto dali pra frente, Joon que me fez sorrir tanto, iria me fazer... A historia que ele não me contou, nada fazia sentido, era impossível e eu não queria acreditar. Eu pensava em mim, nos problemas que o meu passado sempre trazia, me foquei tanto em mim mesmo e no me egoísmo, que mal pude ver a batalha que Joon apenas tinha começado a enfrentar.
..
Notas finais
ñ me matem okay .. eu peço o/
o prox será bem melhor (eu espero)
Como esse foi dividio o prox já ta quase pronto, então postarei logo logo ^^d
~~~~~
AUTORES TAMBEM TEM SENTIMENTOS
CAMPANHA DOE SEU REVIEW . SEJA UM DOADOR VOCE TAMBEM (?)
bjss at a prox o/
Fale com o autor