Like Phantoms Forever. - Frerard.
16 Família.
Notas iniciais
3ª Pessoa (Narrador)
Foge da cadeia “The Speed” o assassino de colegiais que vem atormentando a vida da pacata Belleville; Pais com medo de deixar seus filhos irem á escola, privando os jovens não só da educação, como também de seus amigos e liberdade. Nada parece tranquilizar os moradores da cidade. O responsável pelo sistema policial da cidade, oficial Onik, só tem á se desculpar. Em uma entrevista concedida á um jornalista próximo á família do policial, Onik diz que em todos os seus anos como oficial, nunca viu um criminoso com Speed. “Ele era esperto e ágil, não fez o menor ruído ao matar os dois guardas á paisana.” “Nenhum dos prisioneiros ouviu sua fuga, ninguém o viu, sequer o sentiu. Acredito que esse seja o maior inimigo que New Jersey já teve.” Completa o policial. Mas, por razões ainda não divulgadas, nenhum dos agentes da polícia está autorizado á dar relatos sobre sua aparência ou comportamento, nenhum retrato falado ou identidade fora revelado, deixando os moradores ainda mais furiosos, com razão. Afinal, como poderemos combater algo que não conhecemos?
Essa era a manchete do jornal que Claus trazia ás mãos, lendo esparramado no sofá de couro vermelho, enquanto Brian corria hiperativo pela casa e os dois jovens preparavam o almoço de comemoração. Todos iriam finalmente conhecer sua tão comentada namorada. Todos é claro que eram Gerard e Frank. Ambos estavam curiosos e caprichavam o máximo que podiam com o almoço. Os dois garotos estavam mais apegados do que nunca, Frank agora sorria como Claus nunca havia o visto sorrir. A casa cheia e toda essa felicidade trazia-o uma sensação de paz, como se tudo estivesse começando á dar certo e esse fosse o começo de uma vida maravilhosa e calma. Seu filho estava crescendo rodeado de boa influências, seu sobrinho havia finalmente encontrado sua felicidade com um ótimo rapaz, Gerard havia virado um membro da família e ele havia encontrado o amor de sua vida, se sentia um adolescente novamente, com ela as sensações mais clichês pareciam as mais belas, sentia-se demasiadamente feliz e jovem novamente; estava na hora de voltar a vida.
Um ruído o fez acordar de seus devaneios, o som abafado da campainha que ecoava pela casa. E como uma criança que espera á chegada do seu brinquedo de natal, correu pela porta, tropeçando no que encontrava pela frente.
– Vai acabar quebrando algo. – Frank riu enquanto batia uma tigela com massa á beira do balcão que separava a sala de estar com o hall de entrada.
Ajeitou-se assim que chegou na frente da porta de madeira marrom, abrindo a mesma com um enorme sorriso infantil, o mesmo retribuído pela bela mulher de cabelos vermelhos, que caiam em cachos definidos sob seus ombros. Os olhos azuis encontraram os castanhos, fazendo ambos corarem e desviar o olhar. Ele estendeu a mão á ela, que sorriu e entrelaçou seus dedos aos dele, que deu espaço para que ela entrasse, fechando a porta logo em seguida.
– Garotos podem vir aqui um instante? – Nesse momento a casa foi tomada por um silêncio absurdo, as risadas que vinham da cozinha desapareceram, enquanto dois garotos de cabeças baixas e mãos dadas se encaminhavam até onde estava o mais velho. Gerard levantou o olhar pasmo com o que viu. Frank fez o mesmo, dando de cara com uma agradável surpresa de vestido branco florido. Os garotos sorriram torto, aliviados.
– Abigail! – Gerard exclamou, dando um longo e apertado abraço na mulher que não tinha nem metade de sua altura. A mesma retribuiu o abraço apertando o garoto como uma mãe aperta seu filho depois de muito tempo ser vê-lo. Gerard a soltou do abraço e riu da expressão surpresa no rosto de Claus, que se fez ainda mais presente quando Frank fez o mesmo que o garoto maior.
– Você não cresce mesmo, Frank! – Riu Abigail dando tapinhas nas costas do garoto.
– Fala a mulher mais baixa que eu. – Frank fingiu-se de ofendido, caindo na gargalhada junto á Gerard e a ruiva assim que notou o rosto confuso do tio.
– Então, como assim, vocês se conhecem? – Claus fazia gestos frenéticos com as mãos, balançando-as em direções diferentes.
– É uma longa história, muito longa mesmo. – A mulher passou seu braço pela cintura do seu amado, enquanto o mesmo segurava sua mala. Os garotos voltavam para a cozinha, sorridentes e gargalhando alto.
Brian veio correndo, abraçando Abrigail, que o pegou no colo e deu-lhe um beijo na bochecha. Apesar dele se comportar como um menino se seis anos na frente dela, ela sabia muito bem como Brian era, e adorava o pequeno.
– Abby! – O garoto abraçou seu pescoço em meio aos longos fios avermelhados. – Vai dormir aqui hoje? – Brian olhou a mala que seu pai tinha em mãos.
– Claro, e vamos ver filmes, e comer pipoca, e contar histórias de terror com os meninos como você disse que gosta de fazer.
Brian tinha dito á Abigail naquele final de semana tudo o que se orgulhava em Frank, e como estava feliz que ele tivesse encontrado alguém como Gerard. Contou a ela que os três viam filmes até altas horas da madrugada nas noites de quinta e terça e como ele adorava isso.
– O almoço está pronto! – Gerard gritou da porta da cozinha.
– Viu? Agora vá lavar suas mãos. – Disse ela largando Brian.
– Que mulher mandona que o senhor foi arrumar, viu pai?! – Brian se fez de ofendido, andando até o banheiro enquanto Claus apenas ria da situação.
– E você o que está rindo? Vai lavar as mãos você também. – Pôs as mãos nas costas do homem grande, o empurrando pelo mesmo caminho que Brian havia trilhado.
Gerard’s POV:
Frank e eu ainda estávamos pasmos com o fato de Abigail ser a namorada de Claus, não que isso fosse uma coisa ruim, Abigail era uma mulher incrível, mas nós jamais consideraríamos essa possibilidade.
– Hey! – Frank me abraçou, quase me fazendo derrubar os pratos que estavam em minhas mãos. – Você imaginava que era ela? – Sorriu sobre meu moletom negro.
– Sequer cogitava essa opção. – Rimos.
– A vida e suas ironias. – Soltou-me, pegando os pratos das minhas mãos.
– Pegue os talheres.
– Como quiser. – Arrumamos á mesa enquanto esperávamos os três voltarem. Quando voltaram, sentaram-se á mesa e trouxemos o almoço. Frank tinha feito lasanha que estava ótima por sinal, mas optou por comer bife de soja, arroz e salada verde.
O almoço foi divertido, todos rindo e conversando. Quando todos acabaram, Claus se atirou no sofá, onde pegou no sono, Brian acabou dormindo também, mas em seu quarto, vendo televisão. Abigail se ofereceu para ajudar á limpar a cozinha, e como ela iria no obrigar a deixar mesmo se disséssemos “não”...
– Como você conheceu Claus? – Perguntou Frank, que secava os pratos.
– Ah, é uma longa história. – Abigail estava lavando os pratos, e aproveitou para jogar um pouco de água em nós dois.
– Ei! – Frank e eu dissemos ao mesmo tempo, rindo logo depois.
– Mas se vocês quiserem saber, vamos dar um passeio á tarde! Assim vocês já me contam como anda a relação de vocês. – Coramos até dizer chega e ela riu.
– Agora somos uma família, rapazes. Uma família um tanto bagunçada, mas família é família. Temos que confiar uns nos outros. É assim que funciona.
Família, dezessete anos e eu nunca conheci o significado verdadeiro dessa palavra. As únicas pessoas que eu chamei de família estavam sempre separadas de mim, distantes. Eu achava que nunca iria conhecer a felicidade verdadeira, o que era uma família. Pelo menos até agora. Agora eu tinha Frank, Brian, Claus e Abigail, e era mais do que eu poderia pedir.
Fale com o autor