Notas iniciais
OLÁ, MERMAIDS DA VIDA! TEMOS ALGUÉM #TEAMJACE NO RECINTO? Então, voltei! Desculpa pela demora, quase um mês eu sei, mas teve aquele negócio de Carnaval no meio do caminho, e teve uns blocos, umas Sapucaí, teve uns bloqueios... Eu tava com bloqueio para Rememeber the Name, e fiquei maluca. Mas, Lightwood, os capítulos já não estão prontos? Sim, mas atualizar uma estória e não fazer o mesmo com a outra não é legal. Mas agora vamos voltar para a estória que é o que importa. UM SUPER HIPER MEGA ULTRA OBRIGADA À ABELHINHA99! Ela fez uma recomendação à fic e eu fiquei super feliz, fez a minha semana! Obrigada sua linda! BOM CAPÍTULO!

Após a notícia que o irmão da Isabelle, ou Izzy como ela prefere ser chamada, toda a escola se animou. Aparentemente o tal Jace, era uma pessoa querida por todos. Devo dizer que principalmente pelo público feminino. Porém, algo naquela notícia me intrigava. Não sabia dizer o motivo exatamente, mas algo… Me deixava com uma pulga atrás da orelha.

Mas o fato é que desde que todos ficaram sabendo que ele iria voltar do Canadá, há uma semana atrás, tudo mudou. O Jace era tão querido que estavam organizando uma festa para ele no Java Jones.

—Clary. -Olhei para a Izzy. -Acho que já pode ir, não há mais nada para fazer.

—Tudo bem. Te vejo mais tarde. -Quando estava com a mão sobre a porta ela me chamou.

—Clary. -A olhei. -Pensando bem, o que acha de ir se arrumar na minha casa? -Pensei por um instante. O que poderia acontecer de ruim?

—Tudo bem.

Nada de ruim aconteceu, eu apenas me tornei uma bonequinha para a Izzy. Ela estava terminando de pintar o meu rosto, e eram 18h19. A festa começaria às 19h00. Olhei para o meu reflexo e suspirei, lábios avermelhados, olhos marcados com um lápis preto e delineador, bochechas rosadas, nada muito extravagante.

Assim que terminou de me pintar entrou em seu closet abarrotado de roupas e começou a se vestir, sim, ela estava andando de roupão pela casa. Eu já estava pronta, usava um vestido preto que ia até um pouco mais abaixo metade das minhas coxas, um cardigã quadriculado vermelho e preto, e um coturno preto. Em alguns minutos a Izzy saiu de dentro do closet usando uma saia preta rodada, uma jaqueta preta, e um salto vermelho vinho. Demorou mais algum tempo pintando o seu rosto. Claro que demorou bem mais que o meu, afinal, ela gostava de se maquiar, bem diferente de mim, mas a Izzy ficou impecável no final.

—E então?

—Está linda. -Ela sorriu.

—Você também está. -Abri o meu melhor sorriso. -Vamos, estamos atrasadas.

Entramos no carro dela e como de costume antes de tudo ela ligou o som e começou a cantar, eu já estava me acostumando com aquilo. Para a sorte dos meus queridos ouvidos a casa dela não ficava muito longe do Java Jones, cerca de 15 minutos depois ela estacionou em frente ao mar. Descemos do carro e eu me arrependi de ter aceitado a sugestão da Izzy, o vento frio bateu em minhas pernas em questão de segundos, fazendo eu me arrepiar por completo.

—Não se preocupe, Clary, quando você começar a dançar vai esquentar. -Ela disse e riu. -Vamos, o pessoal já deve estar aí, e o Jace vai chegar em breve. -Julgando pelo número de carros estacionados ali, com certeza, toda a escola, ou até mais pessoas, estavam ali. Devia estar entupido lá dentro.

Fui puxada pela Isabelle até as escadas, ela as subiu correndo e logo entrou, segui o seu exemplo e tive a confirmação, estava entupido. Tocava uma música eletrônica absurdamente alta, tanto que machucava os meus ouvidos sensíveis. Joguei os meus cabelos para frente e na tentativa de diminuir um pouco o barulho, e é claro que não funcionou. Segui a Izzy até próximo ao bar, lá estava o Alec, o meu irmão, o Simon, o Meliorn, e uma menina que eu não conhecia, mas pelo modo que ela estava colada ao Simon, devia ser namorada dele.

—Izzy, achei que não viria mais. -A menina disse.

—E desde quando eu perco uma festa Maureen? -Não era a primeira vez que eu via aquela menina junto com eles, principalmente junto com o Simon, talvez fosse realmente namorada dele.

—Hey, Clarissa. Isabelle? -Meu irmão perguntou referindo-se a roupa. -Imaginei. -Ele se aproximou e me fez girar. -Não gostei nada dessa roupa, está muito curta. -Por mais que ele fosse um pé no saco, o Sebastian era muito ciumento quando tratava-se de mim, e boa parte das vezes implicava com o comprimento das minhas roupas, mas eu o dava uma resposta bem dada. O que não aconteceu aquela noite.

—Não enche, Sebastian. -Ele riu e voltou para o lugar que estava antes, colado ao bar.

—Vem, Clary!

—O que… -Quando percebi estava no meio das pessoas que dançavam como se não houvesse amanhã. -Isabelle, eu não sei dançar! -Ela riu.

—É só se soltar, Clarissa! -Vi o Meliorn se aproximar dela. -Feche os olhos, respira fundo e esquece as pessoas em volta, é só você e a música. -Ela tentou me ajudar, mas não funcionou nem um pouco. Vi sua jaqueta voar em minha direção, foi impossível não esboçar uma reação ao ver o que ela usava sob o casaco. Era um cropped de renda colado ao corpo, evidenciando os seus seios e a sua cintura fina. Isabelle Lightwood vestindo-se para impressionar.

—Izzy! -Ela riu e voltou-se para o Meliorn. Balancei a cabeça em negação e voltei para perto dos outros. -Sua irmã é maluca. -Disse ao Alec.

—Você ainda não viu nada. -Ao longo da semana, eu acabei ficando mais próxima do Alec, o que era estranho, já que toda vez que olhava em seus olhos minha cabeça protestava. Aquele sim tinha um segredo bem guardado. -Vem. -Ele me estendeu a mão. -Vem dançar comigo.

—Ah… Eu não sei dançar, Alec. -Ele me puxou para perto e eu quase tropecei.

—Eu te ensino.

Olhei em seus olhos e pela primeira vez vi que ele estava sendo ele mesmo comigo, talvez fosse a única vez que aquilo fosse acontecer, então não pensei duas vezes, peguei a mão que ele me estendia e deixei-o me guiar. A música não era lenta, mas também não era agitada como as outras, eu diria que era até sexy, e por causa das milhares de vezes que a Izzy me obrigou a escutar, sabia que era Pillowtalk.

Senti sua mão escorregar para a minha cintura e me puxar para mais perto, diferente do que eu esperava, me deu vontade de rir, mas não uma risada sem graça, foi tipo gargalhar, acabei abaixando a cabeça para poder esconder. Felizmente ele me acompanhou na risada.

—O que foi? -Voltei a olhá-lo.

—Não é nada. -Ele me virou.

—Está vendo a minha irmã? -Assenti. -Tente fazer como ela. -Voltei a rir ao encará-lo sobre o meu ombro.

—Super fácil imitar Isabelle Lightwood dançando. -Ele riu.

—Assim. -Suas mãos foram para a minha cintura, e me fizeram rebolar contra ele. -Entendeu?

—Não consigo dançar com você, Alec! -Respondi em mio a risada.

—É só esquecer que sou eu. -Respirei fundo e fechei os olhos, fiz o de tudo para poder esquecer que era o Alec, ajudou um pouco. -Viu? -Quando dei por mim, estava dançando, como uma adolescente normal, não uma sereia de 700 anos. Só que uma adolescente normal que nunca havia dançado na vida e que não tinha ideia de como mexer a cintura, ou sequer tinha coordenação nos pés para dançar.

—Você é pior do que eu pensava. -Ele riu.

—Eu avisei.

Resolvemos o nosso problema com a dança quando começamos a inventar passos para cada dança, o que acabou chamando um pouco de atenção para nós dois. Coisa que ambos não ligamos, afinal, estávamos felizes demais para nos preocupar com a opinião alheia.

Depois de algumas músicas a Izzy percebeu a minha volta para a pista de dança e aproximou-se de nós, aquela altura ela já não tinha batom nos lábios, e seus cabelos colavam em sua nuca. Para a minha surpresa ela não havia bebido, já que segundo a mesma, eu teria que cuidar dela depois.

Depois que eu fiquei mais solta o Alec sumiu, talvez tivesse ido atrás de alguma menina. Não dei muita importância, já que estava com o resto do grupo. O Sebastian foi o segundo a sumir, aquele eu sabia com quem estava, Camille. Aquela garota era um saco, vinha atrás de mim para saber dele, aquilo me irritava. E o meu irmão sabia o quanto me irritava, e apenas ria das minhas reclamações e ameaças não cumpridas.

—Preciso beber algo. -Avisei. -Já volto.

Passei por entre as pessoas até chegar ao bar, pedi um copo de água, já que era a única coisa não alcoólica. A primeira e última vez que bebi, foi em 1854, foi em uma das poucas vezes que saí com o Sebastian naquela década, ele me fez beber, e eu bebi, bebi tanto que não pude voltar para o mar por dois dias. Sereias tem mais resistência ao álcool, mas quando exageram, ficam como eu havia ficado, mal se aguentando deitada.

—Aqui.

—Obrigada. -Agradeci e me virei para sair, acabei virando tão rápido que acabei esbarrando em alguém, e a minha água virou em cima de mim, molhando todo o meu vestido.

—Me desculpa, eu não… -Reconheci aquela voz no mesmo instante, ergui o meu rosto torcendo para estar enganada, mas não estava, era ele, meu pesadelo havia retornado.

—Jonathan.-Sussurrei. Foi como se tudo ao meu redor tivesse parado. Foi como se o Sebastian tivesse nos prendido em um instante, eu podia ver tudo ao me redor se mover, mas a única coisa que me importavam eram os seus olhos.

—Como sabe o meu nome? -Engoli em seco tentando achar uma resposta plausível para aquela pergunta naquela situação. Fazia 50 anos que eu não o via e eu podia perceber o quanto ele estava diferente, muito diferente da última vez. O corte de cabelo, as roupas, o jeito de falar, como em todas as vezes, mas ainda era ele, o homem pelo qual havia me apaixonado perdidamente, e com todas as forças que tinha.

—Ah… Eu… Você… Parece com alguém que eu conheço. -Inventei. -Ah, me desculpa. -Passei por ele e saí da festa, me apoiei na madeira e respirei fundo.

Aquilo não poderia estar acontecendo, era a primeira vez em séculos que eu me sentia feliz, e que eu não pensava nele a todo momento. Aquilo não podia estar acontecendo, não podia! Eu não iria conseguir viver ali sabendo que ele estava tão perto de mim, talvez estudasse na mesma escola, ou morasse por ali, eu não sabia, mas não poderia continuar na Califórnia, não iria aguentar vê-lo morrer outra vez.

—Calipso, por quê? -Perguntei olhando para o mar. -Por que agora? -Sentia as lágrimas queimarem em meus olhos. Já não me importava mais com o meu vestido molhado, ou com o frio. Eu só conseguia pensar no Jonathan, vivo, há poucos metros de distância, e ele falou comigo.

—Clary, você está bem?

—Ah, oi Alec. -Suspirei. -Estou sim. -Disse passando a mão em meu vestido. -Esbarrei em um cara e acabei molhando meu vestido.

—E está aqui fora no frio?

—Ah… É. -Ele riu e me entregou a jaqueta que segurava. -Vamos, Isabelle me ligou fazendo um escândalo. -Ele disse e passou a mão pelos meus ombros. -O Jace chegou.

—Então, eu vou conhecer o famoso Jace. -Ele sorriu e abriu a porta.

Passamos por entre as pessoas até um canto mais afastado, encontrei todos menos a Isabelle, assim que me viu o Sebastian arregalou os olhos, e pegou o meu braço, eu estranhei e o olhei, ele não me deu chance de perguntar, apenas saiu me arrastando dali. Todos estranharam, mas tudo fez sentido quando a música parou e a Izzy começou a falar.

—Sem reclamações! -Ela disse, ao parar a música o Sebastian não me deixou vê-la, e continuou a me puxar. -Por favor, façam muito baralho para o meu irmãozinho Jace Herondale!

Meu sangue gelou e eu estanquei no lugar, ouvi o Sebastian praguejar. Tudo aconteceu em questão de segundos, a gritaria, as palmas, o Jonathan, ou Jace, aparecendo e cumprimentando a todos, o Sebastian me carregando até o lado de fora, até os meus joelhos baterem contra a areia.

Como eu não havia percebido antes? Estava em tempo de ele aparecer novamente. Como eu não percebi? Não havia me interessado em procurar por fotos do irmão da Isabelle, ou sequer me importado com aquilo. Ele era o irmão da Izzy, irmão do Alec, amigo dos meus amigos. Como eu iria suportar vê-lo todos os dias? Como…

—Clary. -Olhei para o Sebastian. -Eu sinto muito, eu não sabia… -Sem pensar duas vezes enlacei seu pescoço e deixei minhas lágrimas rolarem.

—Vai acontecer novamente, Sebastian. Eu não vou suportar perdê-lo novamente. -Funguei.

—Você não vai. -Ele acariciou os meus cabelos.

—Tem razão. -Eu o olhei. -Foi o que eu sonhei, dessa vez eu vou morrer. -Limpei minhas lágrimas. -Mas não vou voltar.

—O que?

—A voz do meu sonho disse que essa seria a última vez que eu o veria, que um não poderia viver enquanto o outro estivesse vivo, e se eu quisesse vê-lo feliz eu deveria morrer. -Ele não disse nada apenas me observou. -Sebastian, me mata.

—O QUE?!

—Não vou suportar vê-lo morrer novamente, então me mata e isso acaba.

—Se você não suportaria perdê-lo, eu não suportaria perder você. -Respirei fundo. Todos esses anos, eu só o perdi cerca de quatro vez, enquanto eu já devo ter morrido umas sete. -Eu não vou perder você novamente, e se for preciso eu mesmo mato aquele loiro oxigenado.

—Você não vai encostar nele! -Ele me olhou e passou a mão pelos cabelos platinados, me sentei na areia e afundei o rosto entre os meus joelhos. -Talvez, se nós sairmos de…

—Não, vão perguntar, e você sabe que Maryse está vindo para cá. Não podemos sair agora. -Suspirei, senti a areia molhada e não pensei duas vezes, tirei a jaqueta do Alec, que ainda estava em meus ombros, e o meu casaco, o Sebastian percebeu o que eu estava fazendo e não disse nada, apenas começou a se despir.

—Não precisa ir comigo.

—Eu quero ir com você. -Agradeci mentalmente. Dobrei minhas roupas e as escondi entre algumas pedras, olhei em volta e vi que ninguém olhava. Caminhei pela água até ela tampar minha cabeça. Mal percebi a transformação acontecer, mas até o meu corpo sabia que eu precisava do Mar.

Notas finais
ELE CHEGOU! (tô aqui fazendo a dancinha da Clary na balada) E então? Jace apareceu, e agora? Como fica a Clary? Como fica o coraçãozinho apaixonado dela? Será que o Jace é mesmo esse cara que ela diz conhecer? Isso tá ficando bom... Quando vocês descobrirem o que vem por aí...Meu pescoço estará em risco. Antes que eu esqueça. Embora a Clary tenha séculos de idade, e já tenha tido contato com o ensino médio antes, ela nunca teve contato com um grupo com este (Isabelle, Alec, Simon e todo o resto). E lembrando que, eles não são caçadores de sombras que seguem regras, eles são adolescentes que gostam de fazer as suas próprias regras. Okay? Ah, e outra coisa! A fanfic se passa em 2016 okay? Não se assustem com as músicas "velhas". Não deixem de me dizer o que estão achando, por favorzinho! Kissus Lightwood