Notas iniciais
Olá! ANTES DE QUALQUER COSIA EU PEÇO DESCULPAS PELA DEMORA! Agora... Bom, eu """"""PRECISO""""""" FALAR COM VOCÊS! Mas só lá em baixo! BOM CAPÍTULO

—Clary! -Olhei para a pessoa que me chamava.

—Ah, oi Isabelle. -Ela abriu o armário.

—Como foi o primeiro dia? Quero dizer, ontem você saiu sem mais nem menos. Meu irmão achou que ele havia feito algo. -Eu desviei o olhar. Sereias tem algumas habilidades, poderes até se você preferir, e uma das minhas habilidades é saber quando estão mentindo, eu posso sentir quando as pessoas são mentirosas. E dependendo da mentira eu sentia uma forte dor de cabeça e as vezes me sentia tonta. E ontem eu senti exatamente aquilo, podia sentir que a Isabelle mentia, mas o irmão dela mentia por toda a família. -O Alec fez algo errado? -Provavelmente.

—Não. Claro que não. É que… Eu sou um pouco anti social demais e quando muitas pessoas assim falam comigo eu fico nervosa e prefiro me afastar. -Ela sorriu.

—Não esquenta com isso, nós não somos tão selvagens como parecemos. -Ela fechou o armário. -Você verá. -Algo em seus olhos me fez acreditar nela, não só pelo fato dela não estar mentindo. -Qual a sua primeira aula?

—Ah… -Parei para pensar. -Acho que educação física.

—Eu também, você irá amar o Raphael. -Ela agarrou o meu braço.

Em poucos minutos nós chegamos no vestiário e trocamos de roupa, segundo a Isabelle nós estávamos atrasadas. O que era mentira, esperamos por cerca de vinte minutos os outros alunos aparecerem.

—Bom dia. -Desejou o homem que entrou no ginásio. Ele aparentava ser bem novo para ser um professor, mas eu podia sentir que ele tinha 26.

—Não vai nos fazer correr novamente, vai Raphael? -Alguém perguntou.

—Vou sim, Simon. -Eu o olhei, ele consertava os seus óculos, e para um nerd ele tinha ombros bastante largos.

—Isabelle Lightwood. -A morena olhou para o professor. -Junte-se a Simon Lewis e comecem a correr. -Ela bufou e se levantou, o menino do outro lado fez o mesmo, os dois se encararam por alguns segundos, eles pareciam se odiar, mas foi só eu olhar para a cena e que eu senti a minha cabeça doer; e com uma segunda olhada aprofundada, eu pude perceber que aqueles dois fingiam muito mal que se odiava, porém, pareciam convencer todos além de mim. -Theresa Gray, e Aline Penhallow. -Assim se seguiu até ele chamar o meu nome. -James Carstairs e Clarissa Fairchild. -Eu me levantei e me juntei ao Jem. Começamos a nos aquecer. Eu podia sentir a sua insegurança.

—Jem, o que foi?

—Isso é tão chato. -Ele bufou e eu ri. -Maryse está vindo para cá. -Eu arregalei os olhos.

—O que? Por quê? O que ela vem fazer aqui? Quem chamou ela aqui?

—Hey, calma. -Eu suspirei. Ele lançou um olhar para a Tessa e para o Will, eles assentiram. Por um estranho motivo desconhecido, eu era mais ligada a Jem do que aos outros dois.

—Ela me dá medo.

—Sua mãe quer que ela te ajude com os seus pesadelos. -Senti o meu rosto esquentar. -Jocelyn está achando que podem não ser só sonhos. -Eu o olhei. -Ela vai te explicar melhor que eu. -Balancei a minha cabeça em afirmação, já prevendo os encontros desconfortáveis e intimidantes com a Maryse. -Tem mais.

—O que foi?

—Nós vamos para Londres. -Eu arregalei os olhos. -Eu, Will e Tessa. Temos assuntos para resolver lá, e não podemos deixar Londres sozinha já que Maryse está vindo. -Deixei que um suspiro preguiçoso de desânimo escapasse pelos meus lábios. -Vamos sentir sua falta ruivinha.

—Vão demorar muito?

—Não sei dizer. -Eu assenti. -Prometemos ligar.

—Por que está me dizendo isso agora? Estamos na escola.

—Por que nós já estamos em Londres, e você está dormindo na sala de aula.

—O que…

—CLARY! -Me levantei rapidamente e olhei em volta. -Você está bem? -Cocei os olhos, bocejei e tentei falar um “sim” ao mesmo tempo. Maldito seja James Carstairs! Pensei. -A noite foi boa? -Senti o meu rosto esquentar. -Estou brincando.

—Fiquei acordada até tarde… -Parei para pensar. -Estudando. -Isabelle assentiu, até eu podia sentir a minha própria mentira. Nós ficamos a noite inteira na água, nadamos até o Havaí, que era um longo percurso, e nós já estávamos um tempo longe da água. Minhas pernas estavam doloridas, e eu estava morrendo de sono. -O que vai fazer depois da escola? -O professor Raphael me olhava de cara feia. Ótimo.

—Provavelmente, vou dormir.

—Não vai mais, eu, Alec, Simon… -O meu dom de descobrir mentiras além de me dar dor de cabeças e tonturas, ele me dava um pressentimento, e naquele momento, eu tinha esse pressentimento sobre a Isabelle, principalmente no que se referia ao Simon. -Maia, Jordan, Meliorn e mais um pessoal do time de basquete iremos ao Java Jones.

—E o que seria isso? -Ela riu.

—Você verá.

—Tem certeza que eu preciso ir?

—Sim. -Revirei os olhos e entrei em seu carro. -Você vai gostar. O Sebastian estará lá. -Ela sorriu. -Ele é gato, é legal. —Não é, não.

—Hum… -Foi a coisa inteligente que eu disse. Ela riu e deu partida no carro.

O caminho até o Java Jones não foi nada silencioso, a Isabelle cantava o tempo inteiro, na verdade gritava, e a música parecia estar no último volume. E ela também dançava, era até engraçado.

Mas eu estava preocupada com a volta de Maryse. Ela era uma mulher rígida e por um tempo teve uma rixa com minha mãe. Nunca soube o motivo, mas tiveram. O Sebastian diz que Maryse quebrou uma das regras, e minha mãe a ajudou, a culpa caiu sobre a minha mãe, e Maryse saiu impune. Bom é o que o meu irmão diz, talvez, não seja a verdadeira história.

—Yeah I know that I let you down, Is it too late to say I’m sorry now? -Ela continuou a cantar após desligar o rádio. -Eu sei, eu sou demais cantando. -Eu acabei rindo. -Vamos, eles já estão lá.

Ela saiu correndo na minha frente. Eu suspirei e passei a mão pelos cabelos. O Java Jones era um restaurante-Lanchonete-Casa de show-Eventos que ficava perto do Pier. Olhei para a frente e vi o mar, eu poderia muito bem falar qualquer coisa para a Isabelle e passar o resto da tarde na água. Mas não seria uma boa opção começar o ano usando meus talentos.

Respirei fundo e subi as escadas, abri a porta escutando o sino tocar. Haviam muitas pessoas ali, parecia ser o lugar que os adolescentes iam depois da escola. Avistei a Isabelle em uma mesa que ficava bem no centro do lugar, e também era a mesa mais lotada. Na mesa também se encontrava o irmão dela, o Simon, o Meliorn, e o meu irmão, pelo menos eram os que eu reconhecia. Caminhei até lá e a lancei um olhar para a Isabelle.

—Hey! -Ela chamou a atenção de todos. -Pessoal essa é a Clary. -Abri o meu melhor sorriso. -Não a assustem ainda, isso vai para você Sebastian, ela é tímida. -Aquilo foi como presentear um chocolatra com uma fábrica de chocolates. O Sebastian aprontaria alguma coisa, daquilo eu tinha certeza.. -Sejam cavalheiros e a deixe sentar. -O Simon levantou e eu lancei um olhar de agradecimento para ele.

—Ela é muda? -Alguém perguntou.

—Não, Jordan. -A Isabelle respondeu.

—Isabelle, eu acho que não é uma boa ideia…

—Hey, calma… Eles são grandes, mas não passam disso. -Eu acabei sorrindo.

—Achei de demoraria mais. -Olhei para o Sebastian. Todos estavam parados como na mesma posição de segundos atrás. Esse era o dom do Sebastian, ele podia parar o tempo por alguns minutos. Ele nunca conseguiu passar dos dez minutos no instante, como ele passou a chamar, e ele também podia selecionar quem pararia ou não. -Izzy? Me surpreendeu, Clarissa. -Ele sempre me chamava de Clarissa quando queria me zoar.

—Cala a boca, Sebastian. -Ele riu e fez sinal para o garçom. Ele já havia encerrado o instante e fez todos me encararem como se eu fosse louca.

—Mas eu não falei nada! -Rebateu como se fosse inocente. Eu queria esganá-lo, aquele dom era incrível, mas foi concedido à pessoa errada. E pior! O Sebastian sabia perfeitamente como usá-lo para me colocar em situações embaraçosas. -Controle-se Clary. -Revirei os olhos e me recostei no banco. Estávamos no instante novamente. -Jem falou com você?

—Sim.

—Ótimo. -Ele abriu um sorriso e olhou para o garçom. -Ela vai querer um…

—Uma limonada, e põe na conta dele. -Meu irmão ergueu uma das sobrancelhas. -O que foi? -O garçom saiu nos ignorando, bem diferente das pessoas na mesa.

—Ah… Eu perdi alguma coisa? -A Isabelle perguntou. Olhei para o Sebastian por alguns segundos, até que ele entendesse, e novamente os demais estavam parados.

—Não contou a ela?-Perguntei.

—Achei que você tivesse contado. -Revirei os olhos. -Eles já perceberam. -Ele deu de ombros e bebeu o seu refrigerante.

—Sebastian, quantas vezes as pessoas acertaram?

—Nunca.

—Você é um idiota. -Ele sorriu. -Não devia ter vindo aqui sabendo que você estaria. -Suspirei e afundei no banco.

—Relaxa, Clarissa. -As pessoas ao nosso redor voltaram a agir normalmente, mas eu já estava irritada o suficiente com ele.

—Para de me chamar de Clarissa! -Ele riu, meu rosto provavelmente estava da cor do meu cabelo. -Eu te odeio.

—Também te amo, irmãzinha.

—OI?-Todos da mesa perguntaram ao mesmo tempo.

—Sua limonada. -O garçom voltou e me entregou o copo.

—Obrigada. -Beberiquei meu suco.

—Vocês não são irmãos. -O Simon disse e eu o olhei. -Não são nada parecidos.

—Sabemos disso. -Dissemos ao mesmo tempo.

—Aaaaaaaaaah! -Olhamos todos para a Isabelle.

—O que foi isso? -O Alec perguntou.

—Jace está voltando! -Ela começou a fazer uma dancinha que deveria ser considerada no mínimo esquisita.

—Quem é Jace?

Notas finais
Desculpem pela quantidade de falas, eu sei que isso é chato. ME DÊ CINCO MINUTOS DA SUA ATENÇÃO! Então... Vamos conversar. Primeiro, vocês (para quem leu obviamente) já devem ter notado que essa fanfic tem uma pegada mais leve do que Remember The Name; Segundo, vai ter hot? Vai! Só que, não vai ser na mesma intensidade de uma fanfic que fala sobre assassinos de aluguel e máfia; Teceiro, tudo será explicado! Tá perdido? Então, é para ficar mesmo, quem já me conhece sabe que eu adoro deixar vocês confusos. Então, podem ficar relaxados, está tudo de boas. Ah, sobre a pegada mais leve... POR FAVOR! Se tiver uma parada muito escrota na fic, tipo uma parada que parece história para criança, ou sei lá... Críticas construtivas são SEMPRE bem vindas, eu não vou ficar triste, nem magoada. Se eu tô postando, o mínimo que eu posso esperar é uma resposta de vocês, seja ela qual for. Eu costumo pôr uma caraterística de uma pessoa próxima à mim em alguma personagem, até agora eu coloquei no SEBASTIAN. Essa mania linda de implicar com a Clary vem da minha relação com o meu irmão. Eu tenho uma peste de 11 anos que sabe me tirar do sério em 30 segundos, e eu vou tentar mostrar para vocês como. O que acharam do capítulo? E do dom do Sebastian? E o da Clary? Infantil? Interessante? Por favor, me digam. P.S.: Para quem não entendeu o dom do Jem, ele tem a habilidade de "entrar" no sonho das pessoas e controlá-lo. Como, por exemplo, ter sido escolhido para fazer par com a Clary e tê-la feito acordar. Para as TeamJace o moço tá chegando! Prometo! P.S.: Para quem lê Remember The Name... Eu não abandonei a estória, acontece que é um capítulo muito importante e, além de eu estar com bloqueio, eu quero que seja um capítulo decente e que eu realmente goste. Acho que é só isso... Kissus Lightwood