Like Ice And Fire
15 Uma noite para recordar
Notas iniciais
Bom espero que gostem desse...
Boa leitura!!
No ultimo capítulo:
Jack conhece uma mulher misteriosa que se parece muitíssimo com ele. Eles se encontram na praça central para que tudo seja esclarecido. A mulher alega ser sua mãe e revela que Jack foi roubado da maternidade após ter horas de vida. Trágico, nosso galã está muito feliz por encontrar sua mãe biológica que tanto queria conhecer.
Capitulo atual:
- Não acredito! Você é a grande magnata do sorvete? – perguntei incrédulo – Deve ser ironia do destino porque eu amo sorvete! – falei para mulher que riu.
- Então isso é bom de mais... – falou ela ainda rindo.
- Você precisa conhecer meu pai! – falei segurando nas duas mãos da mulher.
- Claro, eu adoraria! Afinal quero agradece-lo por cuida tão bem de você durante todo esse tempo... – falou Elsa apertando minhas bochechas.
- Não só ele que cuidou de mim, eu tinha uma mãe... só que ela morreu em um acidente de carro a alguns anos... – falei um pouco triste.
- Sinto muito querido! – falou a mulher passando sua mão macia no meu rosto. Soluço me deu tapinhas nas costas, foi quando eu me lembrei de que ele estava ali também.
- É mãe, esse é Sebastian meu amigo, mas todos o chamam de Soluço! – com a mão indiquei Soluço que estava escondido atrás de mim.
- Prazer Solu... Soluço! – minha mãe esticou a mão para cumprimentar Soluço.
- O prazer é todo meu! – disse o moreno apertando a mão da mulher.
- Jack eu tenho que te falar uma coisa, é bem embaraçosa... – falou a mulher seria, voltando sua atenção a mim.
- Pode falar! – disse ansioso.
- É sobre seu pai... compreenda que na época éramos muito jovens... estávamos assustados com a gravides... éramos dois namorados bobos, imaturos! – a mulher não parecia querer concluir a história.
- Não entendo? – de fato estava confuso.
- Seu pai, quando descobriu que eu estava grávida, me largou! – falou ela envergonhada.
- Filho da mãe! – exclamou Soluço atrás de mim.
- Eu sinto muito por você, o “idiota” do meu pai largou você gravida... depois fui sequestrado, tirado de você! – a mulher tinha lagrimas de tristeza em seus olhos, eu a abracei.
- Nada disso importa hoje, pois eu tenho você! – falou a mulher tristonha.
- Jack eu não queria ser estraga prazeres mais você precisa voltar para casa... seu pai falou que viria te buscar as sete e trinta... – falou Soluço sendo um maldito de um estraga prazeres, mas ele tinha razão.
- Você precisa ir meu querido... quando posso lhe ver novamente? – perguntou a mulher saindo dos meus braços.
- Amanhã... você podem se ver amanhã, no festival da lanterna! – disse Soluço, de fato era uma boa ideia.
- Ótimo, então no festival!– falei para mulher em quanto nos levantávamos do banco da praça.
- Eu estarei aqui a sua espera... – Soluço me puxou para que eu começasse a andar, eu via a mulher acenar para mim de longe com um sorriso exuberante no rosto.
Fomos correndo para casa do Soluço o mais rápido o possível, chegamos lá minutos antes do meu pai que buzinou varias vezes para que eu fosse mais depressa.
- Já estou indo...! – falei irritado. Abrasei Soluço e agradeci pela estadia.
- Tchau Jack! – eu acenei com a mãe e entrei no carro.
Assim que chegamos à nossa casa, chamei meu pai para conversamos na sala. Contei-lhe tudo sobre o aparecimento da minha mãe, dês do meu sequestro a como ela me achou, e principalmente que é Elsa Frozen .
- Não sei não Jack... essa mulher aparece do nada... fala que é sua mãe! – disse meu pai desconfiado.
- Mas pai, só você vendo ela, somos idênticos! – falei contestando sua desconfiança.
- Aparência não justifica nada... – balbuciou ele.
- Não seja carrancudo, eu sei que é melhor fazermos um teste de DNA antes! – falei em um tom fraco – Não é?
- Claro que sim... – assentiu ele.
- Então era isso, nós vamos nos encontrar amanhã no festival da lanterna... – falei me levantando saindo da cozinha – se você quiser pode ir também para vê ela!
Saí para dar uma volta pela vizinhança, fazia uma noite clara, o céu estava repleto de estrelas. Desci em direção ao parquinho, a pé a distancia da minha casa parecia muito maior, saudades carro! Quando eu estava perto da rua da Merida eu avistei os trigêmeos correndo só de cueca na calçada – Essa Merida não sabe tomar conta dessas crianças? – falei comigo mesmo.
- Ei Hamish, Harris e Hubert o que vocês estão fazendo? – gritei para os ruivinhos que voltaram sua atenção a mim.
- A gente fugiu de casa... – falou Hamish.
- Por quê? — perguntei me aproximando deles.
- Por que não queríamos tomar banho! – falou Hubert. Eu rir com essa, qual foi o garoto que nunca escapou de tomar banho na infância.
- Mas você vai querer que nasçam furúnculos nos seus corpos? – contei uma história para que eles voltassem para casa.
- Como assim? – perguntou os três em uníssono.
- Bom quem não toma banho... começa a nascer grandes bolhas de pus no seu corpo... que se estourarem vocês viram monstros do pus! – dei uma ênfase nessa ultima parte. Os garotinhos me olhavam horrorizados.
- Que horrooooooo! – falou os três de uma só vez.
- Então você ainda querem ficar sem tomar banho? – perguntei para eles.
- Não, eu não quero...
- Nem eu...
- Prefiro beija o pé do papai...
Nós rimos juntos. Eu peguei Hamish e o pus no meu ombro, carreguei Hubert e Harris no colo e seguimos em direção a casa dos Dunbroch. Quando chegamos na frente da casa uma Elionor muito preocupada veio correndo em nossa direção.
- Jack onde os achou? – perguntou a mulher retirando Hubert e Harris do meu colo, depois lhe passei Hamish. Nossa como ela podia carregar três crianças ao mesmo tempo? – Muito obrigado, você é um amor...
- Eu não te falei mãe que eles iam voltar uma hora ou outra! – disse a voz de Merida, mais não estava vendo ela. Olhei pra cima do telhado, e lá estava ela...
O vento fazia com que seus cabelos se esvoaça-se, as estrelas refletiam em seus grandes olhos azuis. Eu já estou ficando encantado por essa garota, o que eu faço?
- Tinha que ser o Santo Frost! – resmungou Merida do seu telhado.
- Não liga pra ela não Jack... – falou Elionor que me deu um beijo no rosto em agradecimento.
- Eu não ligo mesmo, por que no fundo eu sei que sua filha me ama! – falei com um sorriso maroto no rosto.
- Vai sonhando albino... – ela mandou um cotoco para mim.
- Merida Dunbroch, se eu te ver fazendo mais uma vez isso eu vou te por de castigo! – falou Elionor furiosa. O que me fez rir da ruiva que ficou vermelha por ter sido reprendida em minha frente.
- Bom eu já vou! – disse, eu já estava girando os calcanhares para ir embora.
- Não Jack... jante com a gente essa noite! – convidou Elionor com um sorriso no rosto, como resistir aquele sorriso?
- O.K. eu adoro sua comida mesmo! – falei rindo da cara de Merida que bufava de raiva da mãe. Era o que eu realmente queria.
Após Elionor por a mesa para que pudéssemos jantar, Merida com muita mar vontade veio se juntar a nós. Elionos serviu essa noite um peru assado acompanhado de ervilhas e purê de batata doce.
- Jack, é verdade que você participa do time de Lacrosse do HSC? – perguntou Elionor.
- Sim, faço! – falei em quanto terminava de mastigar.
- E você joga em qual posição? – a mulher parecia interessada em me conhecer.
- Atacante! – falei sorrindo.
- Fascinante... – acho que ela não fazia nem ideia do que um atacante fazia. Apenas continuei a sorrir. Olhei para Merida que estava sentada a minha frente, ela fazia uma cara de nojo.
Eu saquei a dela, ela estava fazendo isso para me provocar, ela sabia que eu sentia algo pro ela... Por isso estava me desprezando, mas o fato é que ela também não esta querendo admitir que gosta de mim.
— Jack que tal você ver algumas fotos quando Merida era pequena? – falou Elionor do nada, acho que ela queria intrigar a filha por algum motivo.
- Mãe... Nãoooooo! – protestou Merida se levantando da mesa.
- Mocinha volte a se sentar! – falou a mulher raivosa. Essa DR entre mãe e filha não tá com nada, quem me dera ter antes negado o convite de jantar. Merida obediente voltou a se sentar. Já Elionor se levantou da mesa e foi buscar as fotos.
- O que você pensa que esta fazendo? – perguntou Merida vermelha de raiva.
- Jantando... – os trigêmeos riram com essa.
- Não seja patético... diga que você precisa ir embora...
- Não eu ainda não acabei meu jantar...
- Agora! – ordenou Merida.
- Aqui esta Jack... – Elionor havia voltado e me passara um álbum de fotografias velho.
Eu abri e comecei a folhear, havia fotos de Merida na fazenda do pai, ela parecia muito feliz montada em um potrinho preto e branco. Era Halloween e ela estava fantasiada de princesa, seu vestido era azul celeste com uma fita dourada na cintura que combinada com a tiara de ouro. Eu dava risadas abafadas.
- Você era uma criança muito lindinha! – provoquei a garota.
- Espere só para você ver... se eu fosse você não dormia essa noite! – ameaçou a ruiva.
- Merida tenha modos com nossa visita... – pediu Elionor. Eu olhei para o relógio no meu pulso e marcava nove horas.
- Eu preciso ir... já está tarde! – falei me levantando da mesa.
- Mas você não tem tempo nem para sobremesa? – perguntou a mulher decepcionada.
- Acho que não, meu pai pode ficar uma fera...
- Então tudo bem! Merida faça o favor de levar seu amigo até há porta... – ordenou Elionor para ruiva que já estava em erupção.
Com muita má vontade a ruiva me levou até a porta, quando eu ia agradecer pelo jantar ela fechou a porta na minha cara. Essa garota tá na minha, tenho certeza!
Quando cheguei em casa meu pai estava adormecido no sofá, ele assistia a um programa policial no TLC HD. Passei direto pro meu quarto e deixei-o roncar em pais. Assim que acendo as luzes do meu quarto me deparo com nada menos que Merida deitada na minha cama lendo um cardeninho... hum, digamos que muito pessoal!
- Merida me dá isso! – falei me irritando.
- Não... vem pegar se você é capaz! – provocou a garota. Eu avancei para cima dela puxando o caderninho, carracas como ela tinha força. Eu dei só um puxou e o caderninho saiu voando para o outro lado do quarto. Mas segurava Merida e a olhava profundamente nos seus olhos, ela estava ofegante.
- Me larga Jack! – pediu ela. Eu nada fiz só aproximei meu rosto do dela. – O que você pensa que esta fazendo?
Eu me aproximei-me mais dela, nessa altura ela tentava escapar mais não conseguia. Cheguei bem mais perto dela, eu podia ver meu reflexo em seus olhos. Nossos lábios estavam colados agora, a ruiva parou de fugir, estávamos em um embolo só naquela cama, trocamos de posição agora ela estava em cima de mim. Ela segurava o meu rosto com delicadeza, posso dizer que eu estava a par de fazer um mapa para língua dela, pois estava percorrendo cada espaço daquela boca carnuda. Ela se deitou de lado, colocou sua cabeça apoiada no meu braço, ficamos nos beijando assim por um tempo até o sono vir nos alcançar.
Na manhã seguinte acordei primeiro que a ruiva, ela era tão linda e inofensiva dormindo. Levantei fui até o banheiro escovei os dentes e desci para cozinha, preparei uma bandeja de café da manhã.
- Tá com fome né! – falou meu pai que apenas tomava seu habitual chocolate quente.
- Pois é! – eu rir e sai da cozinha o mais rápido o possível.
Quando cheguei ao quarto à ruiva não estava mais lá, coloquei a bandeja em cima da escrivaninha e olhei pela janela, eu vi a ruiva correndo pela rua. – Essa garota é um perigo! — pensei comigo rindo ao vela fugir.
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