Like Ice And Fire
13 Teenage Dream
Notas iniciais
Pov Merida
Depois que deixei Jack na soleira da porta, fui até a cozinha onde minha mãe comia bolo com os trigêmeos.
- Merida onde está o Jack? – perguntou minha mãe.
- Ele precisou ir embora! – falei me sentando junto a eles na mesinha redonda.
- Gostei dele, parece-me ser um ótimo rapaz! – falou minha mãe enquanto comia um pedaço de bolo.
— Ele é legal quando tem que ser, mas não se engane ele é muito irritante! – falei enquanto observava Hamish tirar meleca do nariz e passar no cabelo de Hubert sem que ele percebesse.
- Mas filha, ele é apenas seu amigo, não é? – perguntou a mulher diretamente.
- Claro mamãe! Você sabe eu estou namorando o Macintosh. – falei ignorando a possibilidade de que minha mãe achasse que eu tinha um caso com o londrino, será que tenho? Acho que dois beijos não são considerados adultério?
- Não é que eu vi vocês dois abraçados na praça e... bom você sabe! – falou a mulher um tanto envergonhada.
- Ele só estava-me... não importa, eu não gosto dele e pronto! – falei me levantando da mesa e seguindo caminho pro meu quarto.
Assim que cheguei ao meu quarto deitei na cama, peguei meu fone de ouvido e o celular, eu gostava de escutar musica quando estava confusa. Só que a primeira musica que tocou não ajudou muito eu esquecer do beijo. A musica era Teenage Dreams da Katy Perry:
Você me acha bonita sem maquiagem
Você me acha engraçada quando eu conto uma piada errada
Eu sei que você me entende, então eu me solto
Antes de você me conhecer eu estava bem, mas
A coisa ficou pesada, você me trouxe à vida
Agora todo Fevereiro vocêserá o meu namorado, namorado
Até o fim essa noite, sem arrependimentos, só amor
Nós podemos dançar até morrer, seremos jovens para sempre
Você me faz sentir como em um sonho de adolescente
Você me deixa tão excitada que não consigo dormir
Vamos fugir e nunca olhar para trás
Nunca olhe para trás
Meu coração para quando você olha para mim
Apenas um toque, baby, agora eu acredito que é real
Então se arrisque e não olhe para trás.
Se eu me identifiquei com essa musica? Pode ter certeza que sim, foi como o ocorrido na praça, aquelas palavras de que ele me disse percorriam constantemente minha cabeça:
“-Sempre essa camada protetora, não é? –...
... – Você só precisa encontrar um dia alguém que faça isso por você, alguém especial!”
Por que eu estou pensando nisso? Eu não gosto do Frost – eu o odeio! – falei paras paredes. Eu estava sentindo uma angustia dentro de mim, essa de fato não era uma boa sensação.
Pov Jack
Pela manhã na escola evitei não falar ou olhar para Merida. Eu até fiquei feliz dela ter voltado a falar com Rapunzel e Soluço que pareciam muito mais felizes agora. Os primeiros exames estavam chegando, eu por mais que fosse muito difícil isso acontecer fui até a biblioteca para procura um livro de história Norte Americana.
- Não acredito que Jack Frost esta na biblioteca da escola! – falou uma foz conhecida dentre as estantes.
- Muito engraçado Soluço. – falei com uma cara de desdém assim que Soluço surgiu atrás de uma estante de Ciências Biológicas.
- Cara eu sempre estou aqui na biblioteca e nunca te vi, na verdade ninguém que pertença ao time de Lacrosse! – falou ele examinando um livro de capa azul com letras brancas.
- Não posso já falei, se ela descobrir eu estou ferrado – falou alguém sussurrando atrás da estante em que Soluço acabara de saí.
- Quem é? – perguntou Soluço aos sussurros para mim.
- Silencio! – eu afastei um pouco os livros da estante a nossa frente e pude ver por entre os livros Macintosh conversando com uma garota.
- Eu já estou cansada de ser a segunda opção do seu cardápio! – falou a garota que parecia irritada.
- Mas você não é minha segunda opção, eu nem tenho mais passado muito tempo com a Meri...
- Não seja hipócrita Macintosh, eu sei que você não gosta que ela chegue perto do amiguinhos dela, principalmente aquele de cabelo branco, você tem ciúmes dela! – falou a garota socando de leve o tórax do rapaz.
- E você que eu quero, sabe o motivo que eu tenho para namorar a Merida... – falou Macintosh.
- Não parece que você esta tão assim a fim de quebrar o plano do seu pai! – falou a garota dando de costa para moreno que a puxou com força e tacou-lhe um beijo na boca.
Depois que eles saíram, eu e soluço nos olhamos incrédulos. Eu senti raiva que uma garota tão bacana estivesse sendo traída por esse idiota do Macintosh.
- Cara o que agente vai fazer? – perguntou Soluço quando saímos da biblioteca.
- Eu não sei, minha vontade era de ir falar agora para Meri, mas ela não iria acredita em mim! – falei sério para o moreno que ainda não acreditava no que via.
- Então, qual é o plano? – perguntou ele me fitando.
- Nós só precisamos que Merida encontre o celular do Macintosh, com certeza lá deve haver muitas mensagens delatoras lá! –falei em quanto bolava o plano.
- Como exatamente você vai conseguir isso? – perguntou Soluço que parecia achar que a ideia era idiota.
- Eu não vou pegar nada, você vai pegar!
- Eu não vou não! – falou ele irritado.
- Você só precisa pegar o celular dele no vestiário do time de natação.
- Eu acho que não vai dá não...
- Vai dá tudo certo, eu vou te dar cobertura! — Soluço parecia relutante conto ao plano mais aceitou.
Eu e Soluço nos encaminhamos para as picinas da escola que eram cobertas para proteger os alunos do frio e da chuva. Merida fazia arte da equipe de natação também então tomamos cuidado para que ela não nos visse.
- Como vou fazer para saber qual é o armário do Macintosh? – perguntou o garoto confuso.
- Não deve ser tão difícil, já que deve ter o nome dele gravado! – falei como se fosse obvio.
- Tá então. Só espero que você saiba o que esta fazendo... – falou ele se dirigindo para a entrada do vestiário e sumindo por trás da porta.
O plano era, enquanto ele pega o celular do Macintosh eu fazia uma distração para que todos prestassem atenção em mim. Foi o que eu fiz eu estava andando pela borda da piscina e iria fingir um desmaio, mas eu acabei escorregando em uma poça de água e cai na piscina batendo a cabeça no fundo, o que era para ser algo falso se tornou real, eu havia apagado total.
Eu senti meu corpo se emergido do fundo da piscina e ser levado para borda, senti alguém pressionar meu peito com a palma da mão, eu cuspi um pouco de algo e abri meus olhos, e foi quando eu vi aqueles os olhos grandes e azuis.
- Jack você esta bem? – perguntou Merida que tinha os cabelos escondidos em uma toca de natação.
- Sim eu estou! – falei me sentando no chão duro, alguém cobriu meu corpo com uma toalha. Pude ver que o time inteiro de natação me observava no chão.
- Jack o que aconteceu? – era Soluço que apareceu no meio dos curiosos. Ele piscou o olho direito para mim, foi que tive a certeza de que o plano dera certo.
- Senhor Jack eu já estou cansada de lhe ver nessa enfermaria! – falou a enfermeira Louise que examinava o baque na minha cabeça.
- Desculpe eu tento evitar!
Soluço que veio comigo para enfermaria estava sentado em um canto da sala examinando o celular do Macintosh e parecia abismado. Merida apareceu na porta da enfermaria, ela tinha uma mochila no ombro, seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo.
- Ele está melhor enfermeira Louise? – perguntou a ruiva para mulher que passava uma espécie de gel na parte de trás da minha cabeça.
- Claro, ele já pode ir embora! – falou ela dando uma tapinha no meu ombro.
- Vaso rui não quebra. – falou Merida brincando.
Eu vi Soluço se aproximar de Merida e mexer e colocar o celular no bolço da ruiva sem que ela percebesse. Saímos da enfermaria em seguida, fui até o meu armário no vestiário e coloquei uma roupa que deixo reservada já a que eu estava vestindo molhara.
- Então vamos comer alguma coisa? – perguntou Soluço ao sairmos da escola.
- Pode ser! –falou Merida.
- Me deu uma vontade de comer panquecas. Falei passando a mão na barriga.
- Então vamos à Mama Lili’s, é a melhor panqueca de Corona! – falou Soluço sonhador em falar de panquecas.
Cada um de nós segui em seu automóvel, não demoramos muito até chegar a um restaurante em estilo anos 60. Sentamos em cadeiras acolchoadas de coro vermelho. Uma garçonete veio anotar nossos pedidos e logo em seguida saiu para encaixa-lo na lista de preparo.
- Por que agente não liga para Punz vir se juntar a gente? – perguntei para o ruivo e a morena.
- Vai ser a mesma coisa que nada, ela não come carboidratos. – falou Merida.
- Que pena, com ela fica mais animado! – disse o moreno triste.
- Fica é? Bom saber! – falei sarcástico para Soluço que corou instantaneamente e Merida riu.
- Nada haver, eu só... só acho que... – gaguejou Soluço que deu graças a Deus que a garçonete trouxe as panquecas e os milk-shakes .
Ocupamos nossa boca com comida até um celular começar a tocar ao som de Eminem que eu odeio.
- Merida é o seu celular! –falei com a boca cheia que fez Soluço fingir vomitar ao ver minha boca com comida mastigada.
- Não é o meu toque de celular! – falou a garota procurando a fonte do som até perceber que vinha de sua mochila, ela tirou o celular do bolço da mochila. – que estranho é o celular do Macintosh!
- Atende então Meri, pode ser importante! – falou Soluço curioso e foi o que a ruiva fez.
- Alo, quem esta falando? – perguntou Merida.
- O que? Amorzinho? Quem é você garota? – falou Merida irritada. – desligou!
- Que estranho, foi engano? – perguntei falsamente.
- É isso o que eu vou descobrir... – a ruiva começou a vasculhar o celular do namorada e a cada coisa que ela via uma lágrima caia nos seus olhos.
- Fomos nós que colocamos esse celular na sua mochila Merida, nós escutamos os dois conversando na biblioteca hoje mais sedo. Nós decidimos que era melhor ter provas... – ela não deixou eu terminar de falar e já estava saindo do restaurante, montou na moto e saiu disparada em direção ao centro cívico da cidade.
- Vai atrás dela cara, pode deixar que eu pago! – disse Soluço para mim. Foi o que fiz entrei o mais rápido o possível no carro e saí na direção em que Merida foi.
Ela esta descontrolada, algo de errado podia acontecer, mais onde eu devo ir? Liguei pro Soluço.
- Cara, onde o Macintosh mora? – perguntei apressado.
- É a primeira fazenda saindo da cidade! – informou ele.
Dirigi para saída da cidade, passei por algumas casas até chegar à área rural, havia algumas chácaras por ali. Quando eu vi a primeira fazenda saindo da cidade, era muito extensa, era cercada por uma cerca branca e bem na entrada estava escrito Macintosh Farm’s. Eu entrei no lugar e dirigi até a casa senhorial, avistei a moto da ruiva no seixo a frente da casa.
- Como eu fui burra, vocês estavam apenas me usando! – gritava a ruiva de dentro da casa. Eu entrei sem pedir licença, Macintosh estava acuado na parede e Merida anda de um lado ao outro do hall de entrada. Merida avançou para Macintosh que ergueu a mão em defesa, só que acabou acertando Merida bem no rosto.
- Me desculpe, eu juro que não queria ter batido em você! – lamentou o garoto. Meu peito se explodiu em raiva e soquei o narigão do moreno que caiu no chão gemendo de dor. Eu abracei Merida de lado e conduzia para fora da casa.
Já estávamos perto da moto de Merida quando um homem alto e esquelético montado a cavalo surgi do meio do campos de trigo.
- Pode ter certeza que meu pai vai ficar sabendo de sua armação para cima de mim e dele, Senhor Macintosh – gritou Merida paro o homem que parecia perplexo.
Fiz com que Merida montasse na moto e partisse, fui seguindo-a de volta para cidade onde tomamos caminho para o condomínio, era o que eu esperava mais a garota passou da entra do condomínio e seguimos em direção ao lago. Só que entramos em uma outra fazenda, estacionamos mais uma vez na frente de uma casa senhorial.
- PAI... PAI... – chamou a garota.
Um homem muito robusto de cabelos e barbas acaju surgiu de dentro da casa, ele vestia um Kilt escocês e uma blusa preta.
- Merida, o que foi filha? – falou o homem que limpava a boca com um guardanapo.
- Precisamos conversar – Merida fez sinal para que eu me aproximasse.
- Quem é esse Merida? – perguntou o homem franzindo a testa em referencia a mim.
- É Jack Frost, um amigo! – falou a garota apressada – vem vamos entrar.
O homem nos acompanhou até a sala de jantar onde ele fazia sua refeição. Ele se sentou na cabeceira da mesa e continuou a comer enquanto Merida contava do golpe planejado elos Marcintosh’s.
- Aqueles ratos, ele pode fazer o que ele quiser comigo mais mexer com o seu coração isso é inaceitável! – o homem socou a mesa, agora pude ver de onde a filha herdara esse gênio.
- Não me importo com o Macintosh pai, mais eles estavam me usando para dar o golpe no senhor, roubar o seu dinheiro! – falou Merida, os dois debatiam como se eu não estivesse aqui.
- Não se preocupe eu vou falar com os outros fazendeiros, os Macintosh’s vão estar falidos em uma semana, pode ter certeza! – rosnou o homem.
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