Like Ice And Fire
14 A mulher misteriosa
Notas iniciais
Eu dedico esse capítulo a todos os meus leitores fãs de Jarida também. Quem ler vai saber quem é!
Há uma grande e linda surpresa nesse capítulo, tenho certeza que vocês vão amar!!
Boa leitura amados...
Quando no dia seguinte estava eu, Merida, Soluço e Jack reunido para falar o que aconteceu ontem depois que saímos da lanchonete, mas Merida teve que contar a história dês do inicio pra Punz que não sabia de nada.
- Quer dizer então que Macintosh só estava com você por interesse? – perguntou a loira incrédula.
- Sim, era o plano do pai dele dês do inicio! – falou a ruiva se mordendo em raiva.
- Sinto muito amiga... – falou Punz segurando a mão da amiga.
- Pois não sinta, quando você sente pena de mim, você me diminui e é tudo o que eu não quero agora e me sentir fraca. – falou a ruiva rudemente, Rapunzel pareceu bem chateada com as palavras, pois seus olhos marejaram.
- Meri não seja tão cruel, Rapunzel só... – disse Soluço antes de ser amedrontado pelos olhos fuziladores da ruiva que se levantou da mesa com mais de mil.
- Não liga gente, ela só esta triste de mais... – falei paro moreno e a loira que pareciam inconformados com a atitude da amiga.
Houve um silencio constante, Soluço nem Rapunzel falaram mais nada. Depois do almoço segui para o campo de Lacrosse, nossa primeira partida estava chegando então precisávamos treinar bastante, segundo Marco o primeiro jogo era decisivo, então tínhamos que ganhar. Ao decorrer do jogo pude perceber que havia uma figura estranha aos meus olhos que estava sentada nas arquibancadas.
Uma mulher muito bela, sua pele era pálida como a minha a não ser por suas bochechas que eram rosadas; seu cabelo assustadoramente era de um tom loiro tão descolorido que pareciam brancos que repousavam transados no ombro esquerdo da mulher; vestia um bonito vestido empresarial azul turquesa, um sapato alto creme com faixas douradas, usava um numero pequeno de joias. Quando passei bem perto de onde a mulher estava sentada ela me lançou um sorriso tímido, mas não sei por que me deu um ar de segurança e algo que me lembrasse do passado.
Durante o treino a cada ponto marcado por mim a mulher aplaudia calmamente em reconhecimento, já estava intrigado com aquela mulher, não parava de me fitar apenas só a mim! No final do treino quando Marco mandou que todos se juntassem a ele para dar algumas dicas finais antes de irmos para o chuveiro, quando voltei minha atenção do capitão para a mulher misteriosa que nessa altura já havia sumido das arquibancadas. E assim foi quando Marco terminou de dar as instruções ele nos mandou para o chuveiro.
Quando estava saindo da escola vi Merida recostada em uma árvore. Me aproximei da ruiva que tinha olhos inchados de tanto chorar.
- Você tem razão, chorar faz bem! – falei sentando do lado da ruiva em prantos.
- Me deixa Frost, eu cansei de ser forte... eu estou sentindo uma dor muito grande dentro de mim. – disse Merida apontando pro seu coração.
- O que aconteceu esta no passado... – falei em quanto passava uma mecha de cabelo ruivo para trás da orelha de Merida – por mais que doa... você pode fugir do passado ou aprender com ele!
Ela me olhou com os olhos marejados e então reclinou sua cabeça no meu ombro, eu acariciei seus cabelos sedosos em quanto escutava os soluços dela, ficamos assim durante muitos minutos sob o Plátano que já mostrava as marcas do outono próximo. Como eu queria que essa tarde não acabasse.
- Eu odeio quando você diz essas palavras que me fazem refletir... – falou a ruiva com sua cabeça encostada no meu ombro ainda – mas, mas que tudo, odeio o modo como eu não te odeio, nem um pouco Jack Frost...
Eu abrir minha boca para falar, mas nada saiu, era bom de mais para ser verdade a ruiva acabara de dizer que não de odeia – Meu Deus acho que estou amando Merida Dunbroch! – falei para eu mesmo.
Depois de um tempo nos levantamos para ir embora, esperei que ela montasse em sua moto e partisse, quem diria que um dia o maior pegador de Londres poderia pensar em sossegar o facho. De fato não havia mais nem um carro no estacionamento a não ser o meu e um Sedan Prata, já estava abrindo a porta do meu carro quando recebo uma tacada na minha cabeça com muita força, meu corpo é chutado, pisado, sinto algo quebrar dentro de mim, uma risada ecoa pelo estacionamento, com minha vista embaçada consigo ver o Sedan avançar sobre os meus agressores que mantinham o rosto cobertos por mascaras de Ski. As ultimas coisas que lembro entes de apagar é de ver um anjo, um anjo.
Em meu subconsciente o anjo dizia em uma voz doce e calma, embaçada por um choro de desespero:
- Calma meu filho... eu vou te levar pro hospital... isso Levi pegue pelo outro lado... – apaguei total, eu consigo sentir o anjo acariciar meus cabelos.
Eu abro meus olhos, eu consigo identificar o lugar como um quarto de hospital. Estou deitado em uma cama, há uma agulha com soro injetado no meu pulso. Minha cabeça ainda doí muito, tem alguém adormecido na poltrona em frente a minha cama, é meu pai.
- Pai! – chamo por ele com uma voz fraca. Ele desperta assustado e caminha com um sorriso no rosto até mim.
- Filho, você se sente bem? – perguntou ele passando a mão em meus cabelos.
- Mais ou menos... onde estamos exatamente? – perguntei. Minha vista esta mais clara agora.
- No hospital local... alguém te encontrou no estacionamento e te trouxe pra cá... – falou ele um tanto nervoso.
- Quem? A única coisa que lembro é de estar com um anj... – eu ia falar, mas falando assim parece tão idiota.
- Você não sabe quem fez isso com você? – perguntou ele calmo.
- Não, eles estavam mascarados! – falei, mas eu tinha minha suspeitas de quem fora.
- Eu vou chamar um médico para te examinar! – falou ele saindo do quarto.
Minha mão direita estava fechada sobre alguma coisa, abri e olhei para um pedacinho de papel branco dobrado que tratei logo de abri-lo. Avia apenas um numero escrito nele, com remetente assinado como “Anjo “, não podia ser coincidência. Eu escutei barulho do lado de fora do quarto e contrai minha mão sobre o papelzinho. Meu pai voltou acompanhado de uma médica que reconheci por ser mãe da Rapunzel, meu coração parou agora.
- Como esta nosso campeão? – perguntou ela se aproximando de mim.
- Mas ou menos... – falei envergonhado.
- Abra os olhos, por favor! – pediu ela posicionando a luz de uma lanterninha que retirara do seu bolço e focou nos meus olhos. Ela fez mais outros exames corporais e fez algumas anotações.
- Então doutora? – perguntou meu pai impaciente.
- Ele esta muito bem, mais precisa passar essa noite aqui no hospital, só por precaução! – falou ela em quanto examinava o fluxo de soro.
- Há quanto tempo você estou aqui? – perguntei.
- Umas quatro horas! – falou a doutora saindo da sala.
Agora que pude ver que meu pai ainda vestia o terno que ele usa para trabalhar, ele já esta aqui há umas quatro hora deve estar cansado e exausto.
- Pai, por que você não vai pra casa descansar? – falei olhando para ele.
- Não... eu estou bem! – falou ele mentindo.
- Faz o seguinte, eu fico aqui quieto e você vai pra casa, toma banho, descansa e trás uma muda de roupa para eu vestir quando sair desse hospital! – falei inteligentemente, estava doido para ligar praquele número.
- Você esta certo, eu vou, mas eu volto! – falou ele dando uma risada HOHO estilo Papai Noel. Ele se despediu de mim e saiu porta fora.
Vi que meu celular estava sobre o criado mudo ao lado da minha cama, apanhei-o e disquei o número do papelzinho.
- Alo! – falou a voz do outro lado da linha, era tão maternal.
- Oi, você é o Anjo? – perguntei.
- Me diga isso você! – falou a voz.
- Eu não sei, você que me salvou daquele estacionamento? – perguntei curioso.
- De fato querido... – falou a voz, como ela podia ser tão complicada!
- Você é a mulher da arquibancada, que me observou o treino inteiro? – matei a charada, só podia ser aquela mulher.
- Acredito que sou, eu gostaria muito de ter uma conversa com você!
- Mas já estamos conversando...
- Quero dizer pessoalmente! – corrigiu-se a mulher.
- Desculpa, não costumo sair com estranhos...
- Não sou uma estranha, eu te salvei, eu poderia ter te deixado naquele estacionamento, não podia? – odeio quando as pessoas tem razão.
- Pode ser então, onde?
- Estarei a sua espera na praça central, às seis da tarde, amanhã! – falou ela e desligou o telefone.
Essa situação me fez novamente relembrar o passado. Mas porque será?
Na manhã de sábado acordei com o barulho dos meus visitantes, eram meus amigos Soluço que tinha balões azuis na mão, Rapunzel que trouxera cookies e Merida que não trouxe nada, mas só sua presença já me deixava melhor. Meu pai estava atrás deles carregava uma mochila que acho eu continha minha roupa limpa.
- Bom dia! – disseram todos.
- Olá pessoal, bom dia! – falei com um sorriso alegre no rosto.
- Como eu disse vaso rui não quebra... – falou Merida.
- Vou entender isso como um “ Jack eu estava tão preocupada!” – todos riram.
- Jack, esse são cookies que eu mesma fiz! – falou Punz me dando um beijo na testa. Provei um, nossa era delicioso!
- Cara eu falei com seu pai e ele deixou você ficar lá em casa! – caracoles isso era ótimo, não estava nem um pouco a fim de ficar na minha casa sozinho, já que meu pai trabalha até nos sábados.
- Isso é ótimo! – falei sorrindo pro meu pai.
- Bom pessoal eu já tenho que ir, Jack aqui estão suas roupas, melhoras garotão! – ele bagunçou meu cabelo e saiu para trabalhar.
- Meu pai é o Prefeito e não precisa trabalhar tanto quanto seu pai Jack! – lamentou-se Rapunzel. Dês de quando o pai dela é prefeito? Ninguém nunca me falou isso!
Passamos um tempo rindo de bobeiras e comendo os cookies da Punz, até a mãe dela aparecer para me dar alta. As garotas saíram do quarto para que Soluço me ajudasse a trocar de roupa, ele riu quando viu minha cueca do Super Homem. Já que meu carro ficou no estacionamento da escola eu e Soluço que não veio de moto justamente por isso pegamos um taxi juntos e fomos para sua casa. Já as garotas foram para casa da Punz.
- Ei meu pai vai querer falar com você mais tarde! – falou ele quando entramos na casa.
- Por que eu ainda nem quebrei nada! – falei confuso.
- Ele é o xerife, ele só vai fazer umas perguntas de quem te agrediu cara! – o que mais eu não sei sobre meus amigos?
- Tá pode ser... – falei pro Soluço que ria do meu comentário de quebrar alguma coisa.
Passamos a manhã toda jogando vídeo game e tal, fazendo coisa de meninos e tal. Quando deu umas quatro horas, fomos até a delegacia de Corona no centro.
- Então que dizer que os pilantras estavam mascarados? – perguntou o xerife que era tão robusto quanto um tronco de carvalho, tinha uma barba grande, de cor acaju, igual a seus cabelos. Somo um homenzarrão daqueles poderia ser pai de Soluço que era um sexto do pai.
- Sim senhor, mais eu tenho minhas suspeitas! – falei pensando no Macintosh.
- E quem seria? – perguntou o homem.
- Macintosh Jr.! – falei com certeza.
- E porque seria ele?
- Podemos dizer que tivemos um desentendimento no dia anterior... – falei lembrando do soco que havia dado nele em sua casa.
- Entendo, então você esta liberado, mandarei chamar o rapaz Macintosh para colher seu depoimento! – conclui-o o homem.
Todo aquele interrogatório durou uma hora e meia, eu e Soluço seguimos para a praça da cidade onde eu me encontraria com a mulher misteriosa. Já que Soluço ia me acompanhar, resolvi conta-lhe tudo, dês do treino a ligação que fiz na noite anterior. Percebi que na praça havia muitas pessoas pendurando lanternas e enfeites nas arvores, alguém decorava o coreto com lanternas e flores silvestres.
- Soluço vai ter alguma festa aqui? – perguntei para o moreno assim que nos aproximamos da fonte da praça.
- É o centenário do festival das lanternas! – falou Soluço que na mente dele parecia bem claro mais na minha estava um bacalhau.
- O que? – perguntei sem entender.
- Todo ano, no inicio do outono nos realizamos esse festival, para lembrar das coisas que se foram, e as lanternas simbolizam esperança, que tudo a de vir a melhorar! – parecia muito fantástico esse festival pensando dessa maneira.
O sino da igreja tocou, sim já eram seis hora quando a mulher misteriosa surgiu de trás da fonte. Hoje ela vestia um vestido branco, de fato ela parecia um anjo. Senti que Soluço se afastou de mim deixando espaço para que eu conversasse com a mulher a sós.
- Boa noite Jack Frost! – falou a mulher docilmente com um sorriso no rosto.
- Como você sabe meu nome? – perguntei curioso, mas fui rude no tom.
- Eu estive te procurando durante anos...
- Quem é você? – perguntei secamente.
- Sou alguém do seu passado, presente e espero eu que do seu futuro! – a mulher vai dar uma de Lorde Voldemort agora pra cima de mim?
- Não compreendo? – perguntei confuso.
- Será que você não consegue ver a semelhança? – perguntou a mulher fazendo um gesto para que eu a observasse. Cabelos loiros descoloridos, pele pálida, olhos azuis que nem os meus. Senti minha cabeça doer, era informação de mais!
- Você é alguém que pertenceu à família que me abandonou? – perguntei tentado desvendar o mistério da mulher.
- Abandonou? Não meu querido, ninguém lhe abandonou! – falou a mulher se aproximando de mim, seus olhos marejaram com aquelas palavras.
- Como assim? Eu fui encontrado na porta da casa do meu pai...
- Jack, querido! – ela fez uma pausa, uma lagrima desceu por seus olhos – você foi roubado... roubado de mim quando você tinha horas... horas de vida!
O que aquela mulher estava falando? Roubado? Que história é essa? Se eu fui roubado dela, isso quer dizer... ? Não pode ser...
- Sim Jack você é meu filho, o filho que eu não tive a chance de ver crescer, se torna esse belo rapaz que você é hoje! – ela se aproximou mais de mim e tocou meu rosto com sua mão que era tão macia.
- Não, não pode ser! Meu pai procurou por você durante anos... Não havia registro em hospitais... – as lagrimas escorram por meu rosto agora. A mulher abriu os braços como se mandasse que eu a visse melhor para mostrar que é real. Eu me aproximei dela, nos abraçamos, ela beijou meu rosto.
Posso dizer que eu fiquei sem reação, como pode tudo isso acontecer na minha vida? Um bebe sequestrado da mãe, como pode existir pessoas tão cruéis no mundo assim. Puxa como eu sonhei em sentir aquele abraço nos meus sonhos, devo dizer que esta sendo melhor do que no sonho ao nosso redor lanternas são acesas, talvez para teste, é uma sena muito bonita vista de fora.
- Promete que nunca mais vai me abandonar? – falei para minha mãe recém-descoberta.
- Prometo meu filho, eu prometo isso e tudo mais! – ela beijou de novo meu rosto.
- Espera, mã... mãe! Eu não sei seu nome! – quando eu disse a palavra “Mãe” a mulher quase teve um espasmo de alegria.
- Meu nome filho é Elsa, Elsa Frozen! – eu já escoltei esse nome de algum lugar, mas de onde?
Estávamos sentados agora em um banco da praça, Soluço nos acompanhara também, a alegria de mãe e filho passara para Soluço que tinha um largo sorriso no rosto.
- Mãe, você é famosa? – em fim fiz a pergunta.
- Não diria famosa, mais conhecida, conhecia como a Rainha do Sorvete! – não velho para tudo minha mãe é a rainha do sorvete! Eu amo sorvete!
Continua...
Notas finais
Uma gata pra falar a verdade. Elsa é a personagem da nova animação da Disney que vai ser lançada em breve!!
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