Like Ice And Fire

7 Provocações, chamas e o ultimo dia de férias


Notas iniciais
Nossa acho que esse ficou bem bacana, mas cabe só vocês jugarem! Espero que gostem, eu vou ver se escrevo amanhã o capitulo do volta as aulas, o.k.?

Boa leitura!

Acordei cedo naquela manhã de domingo, fazia um belo dia. A noite passada sem duvida foi de mais surpreendente, a Punzie é muito louca mesmo para me propor um acordo de amizade colorida. Eu olhei para meu relógio no pulso e vi que ainda eram umas onove e meia. Reouvir sair para correr pela vizinhança, colocou minha regata escrita I LOVE LONDON meu short de fazer esporte e um tênis. Eu ao em vez de descer a rua em sentido do parque eu subi indo em direção à outra parte do condomínio que ainda não tinha visitado. As casas nessa área pareciam bem maiores, seguir as indicações das placas até que parei uma em que estava apontada para a floresta e dizia:

“Trilha ecológica siga pelo caminho indicado”

Resolvi me aventurar e entrar na trilha, era só seguir por uma plataforma de madeira, o ar dentro da floresta parecia mais gélido acho que era por que o sol ainda não conseguira alcançar o chão da floresta por suas árvores serem altas e impendia a penetração do sol.

Percorri por mais trinta quilometro até chegar a uma rua próxima ao do cruzamento onde quase atropelo a garota ruiva, eu sai da trilha e passei para a calçada, eu ia em direção à pracinha. Foi quando eu vir uma mulher muito gostosa passar do outro lado da rua, de modo que ela vinha e eu ia. Eu comecei a correr de costas para observar a mulher por traz, quando eu colido com alguma coisa e caio por cima da mesma. Adivinhem que era isso só podia ser obra macabra do destino, sim meus amigos era Merida a garota raivosa. Ela tinha uma expressão de dor no rosto, acho que realmente agora eu a machuquei.

- Não, eu não acredito... – ela me empurrava de cima dela –...é você?

- Merida me desculpe, eu sinto muitíssimo!- eu me levantei e fiquei olhando para ela que parecia querer explodir de raiva.

- 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9... – ela contou e respirou fundo. Achei meio confuso eu tinha certeza que ela ia sair pulando no meu pescoço.

Ela me estendeu a mão como se pedisse por ajuda – Sério é isso mesmo?- pensei impressionado, eu segurei em suas mãos e ajudei a se levantar. Ela limpou a roupa com as mãos e olhou para mim respirando fundo.

- Sei que você não foi sua intenção nem agora, e nem no dia anterior me matar – ela disse em uma voz calma – peço desculpas se te ofendi naquele dia, eu não ando muito bem esses dias.

- Claro que te perdoo Merida – disse eu tirando terra das minhas roupas.

- Certo, passar bem! – disse ela se afastando. Foi quando vi que ela mantinha as mãos fechadas em relutância, acho que ela estava se segurando para não me socar.

Eu fiquei olhando ela boquiaberto, não tinha como ser a mesma garota que eu quase atropelei há um dia. O que será que deu nela? Continuei minha corrida até o parque onde comprei uma garrafa d’águas no quiosque. E sentei na grama para observar os inúmeros cachorros que brincavam com seus donos, seja de apanhar bolas ou frisbee.

- Ei Jack! – alguém me chamou as minhas costas me fazendo levantar do chão.

- Iai Soluço! – ele se aproximou de mim.

- Cara você vai à Bonfire Party de hoje a noite?- perguntou ele me cumprimentando com umas tapinhas na costa.

- Acho que sim, a Punzie me convidou para ir também – falei para ele voltando a sentar na grama, Soluço repetiu o meu ato.

- Punzie é? – ele me perguntou em um tom sarcástico.

- Para com isso cara, eu e ela só somos amigos! – falei sério.

- Não foi que me pareceu na sexta – disse ele levantando as mãos em modo defensivo.

- Aquilo foi algo inexplicável! – disse olhando para o céu sonhadoramente e me deitei na grama com a cabeça apoiada nos braços.

- Ei Alice sai desse mundo das maravilhas! – brincou soluço. Nós rimos e eu voltei a me sentar.

- Bom eu estava indo ver Astrid, que ir lá? – ele me perguntou se levantando do chão e me estendendo a mão – Tenho certeza que a mãe dela fez alguma coisa muito gostosa...

- Opa falou em comer é comigo mesmo! – peguei na sua mão e ele me puxou. Estávamos saindo da praça quando avisto aquela mesma moto preta com detalhes de fogo azul da festa.

Eu passei direto por ela, mas Soluço seguiu em direção à moto.

- Ei cara não deixa o dono te pegar babando na moto dele!- falei rindo.

- Por quê? – ele perguntou confuso colocando o capacete que esta em cima da moto.

- Não, não vá me dizer que essa moto é tua? – perguntei me aproximando e passando a mão no decalque azul.

- É minha! – ele me passou o outro capacete que estava preso na parte de traz do banco, logo em seguida ele subiu na moto – Você vai querer ir andando daqui pra casa da Astrid?

- Não! Mete o pé... – falei sentando na garupa da moto e segurando em baixo do banco para não cair. Partimos em direção a casa de Astrid.

Ao chegarmos ele veio nos receber, primeiro ela beijou Soluço bem na minha frente, não acredito que quase acabei com esse namoro. Depois ela veio e apertou minhas bochechas.

- Ai Astrid, essa doeu! – falei passando as duas mãos nas bochechas.

- Eu trouxe o Jack pra comer a comida da tua mãe! – Soluço falou pra Astrid que ria de mim.

- Claro, sem problema! – ela andou em direção a casa e fomos atrás dela.

- Então o que a dona Helga fez pra gente comer? – perguntou Soluço em quanto seguíamos para cozinha da casa.

- Lasanha de frango! – disse Astrid passando a mão na barriga.

- Eu amo lasanha de frango, eu poderia casar com uma lasanha de frango! – eu disse e o casal riu.

Entramos na cozinha e me deparei com uma mulher que poderia ser Astrid no futuro, ela tinha o mesmo cabelo loiro só que ao invés de trançado como o da filha era preso em um coque no alto da cabeça, seus olhos eram cinza e ela era uma mulher um tanto rechonchuda. Ela lembrava um pouco a cantor Adele.

- Nossa que cheiro bom! – falei tentando apurar o olfato para sentir de onde vinha o cheiro.

- Quem é esse Astrid? – perguntou a mulher apontando a colher de pão que mantinha na mão em minha direção.

- Ele é o novato da cidade que te falei mãe! – disse Astrid um pouco constrangida.

- O inglês? – perguntou ela meio confusa.

- Sim, dona Helga! – dessa vez foi Soluço que respondeu por que Astrid dava com a cabeça na bancada da sala.

- Prazer, Jack Frost! – falei estendendo a mão para a mulher por cima da bancada.

- Helga Berk, o prazer é todo meu querido! – disse ela soltando minha mão e voltando sua atenção ao molho que ela preparava.

- Mãe agente vai estar lá no quintal, quando estiver pronto nos chame, tudo bem?- disse Astrid para mãe que vez um sinal com a mão para que fossemos.

Estávamos sentados à sombra de um carvalho bem ao lado da piscina. Quando me lembrei do meu encontro com Merida mais cedo.

- Ei gente, adivinhem quem eu derrubei hoje no chão? – perguntei para o casal antes que eles começassem a se beijar.

- Não faço a minha ideia! – falaram os dois juntos.

- Cabelos ruivos, enrolado, bagunçados...! – falei em um tom de clareza.

- Não acredito! – Astrid levou à mão a boca.

- Merida Dunbroch? – perguntou Soluço incrédulo – E como você sobreviveu para contar história?

Foi quando contei da minha corrida matinal, da minha distração, de como eu cai por cima de Merida e ela me pediu desculpas.

- Não creio! Estamos falando da mesma Merida? – perguntou Soluço.

- Tem certeza que ela te pediu desculpas ou foi só o calor que fritou a sua cabeça, e fez você ficar escutado coisas? – perguntou Astrid que colocou a mão em minha testa para ver se eu não estava com febre.

- Sim, tenho certeza! – falei claramente.

- Estranho, eu nunca vi a Merida assim! – falou Soluço que continuava a não acreditar. Astrid ia abrir a boca para falar alguma coisa mais nesse momento Helga apareceu na porta da cozinha gritando:

- Venham comer, já esta pronta – e retornou para dentro da casa.

Quando chegamos à cozinha, Helga avia posto quatro pratos na mesa redonda que tinha na cozinha, quatro copos e quatro pares de talheres. Ela pós a lasanha montada em uma vasilha de porcelana bem no meio da mesa.

Ela serviu cada um de nós e por fim a si mesma, enquanto nós mesmos servimos suco de laranja nos copos. Depois que comemos, eu agradeci a Sr. Berk por ter me cedido aquele almoço, e como eu morava um pouco longe dali ela fez com que Soluço me levasse de moto até minha casa.

- Então cara será que não dá pra você levar Astrid para o lago hoje? E que fica mais fácil — perguntou Soluço.

- Claro, pode deixar eu busco ela umas quatro e meia, pode ser?- falei assim que desci da moto.

- Tá fechado então! – ele se despediu e logo depois partiu.

Fui até a cozinha atrás do Claus, ele estava tomando uma sopa de legumes na mesa quadrada que tínhamos.

- Ei pais, eu estava na casa de Astrid, eu almocei por lá mesmo! – falei indo em direção a ele e me sentando em uma cadeira a seu lado.

- Tudo bem, eu vi você saindo pra correr mais cedo, imaginei que você iria passar na casa da sua “amiguinha”- falou ele sendo meio sarcástico.

- Ela é mesmo minha “amiguinha”, sabe por quê? – ele fez que não com a cabeça – Por que ela tem namorado...

Ele riu.

- Ei pai eu vou a uma festa da fogueira no final do dia, tudo beleza? – falei em quanto me levantava da cadeira.

- Adianta eu di...

-... dizer não – completei a frase. Ele me olhou indignado.

- Faço o que você quiser, mas se você chegar aqui só no outro dia, já sabe quem tá te aguardando – ele apontou para o avental do castigo que estava pendurado na maçaneta da porta do armário.

- Valeu! – e saí pro meu quarto para tomar um banho.

Eu passei duas horas falando com meu amigos de Londres via chat FaceBook. Eles pareciam sentir minha falta, e eu a deles. Logo após recebi uma mensagem de celular da Puzie, dizia que ela me encontraria lá.

Já eram umas quatro horas, quando comecei a me arrumar. Vestir uma blusa quadriculada vermelha, uma calça jeans azul e minha bota marrom e apanhei minha jaqueta preta. Eu terminei de me arrumar eram umas quatro e vinte. Partiu buscar Astrid.

Astrid foi minha guia até o lago, segundo ela tínhamos que usar a estrada oposta para que se vai para cidade. Passamos por umas fazendas até chegar ao lago. Eu estacionei o carro bem entre as árvores, como as outras pessoas que já estavam presentes fizeram. Soluço já estava lá, ele e Andy estava juntando madeira para acender uma fogueira, eu fui até o porta-malas do carro e peguei meu violão. Sim. Eu sei tocar violão! As outras pessoas que estavam em volta da fogueira me aplaudiram antes mesmo deu começar a tocar. Soluço acendeu o fogo e foi se sentar em um tronco de madeira com Astrid, eu sentei em outro. Eu ia começar a tocar quando alguém por trás de mim tapa meus olhos. Eram mãos macias e suaves, cheiravam a rosas. Ela veio e beijou minhas bochechas.

- Oi punzie! Senta aqui do meu lado- falei pra ela arredado um pouco para que coubéssemos nós dois.

- Toca alguma coisa ai logo Jack! – apressou-me Soluço.

- Então tá, quem conhece Good Time dos Owl City e Carly Rae Jepsen? – alguns levantaram a mãe inclusive Soluço, Astrid, Punzie e Andy – Então todos quando for à hora catem essa parte “Whoah-oh-oh-oh”, tudo bem?

Todos concordaram, eu comecei a toca:

Woah-oh-oh-oh

It's always a good time

Woah-oh-oh-oh

It's always a good time

Woke up on the right side of the bed

What's up with this spring song inside my head?

Hands up if you're down to get down tonight

Cause it's always a good time.

Slept in all my clothes like I didn't care

Hopped into a cab, take me anywhere

I'm in if you're down to get down tonight

Cause it's always a good time

Good morning and good night

I wake up at twilight

It's gonna be alright

We don't even have to try

It's always a good time

Woah-oh-oh-oh Woah-oh-oh-oh

It's always a good time

Woah-oh-oh-oh Woah-oh-oh-oh

We don't even have to try, it's always a good time.

Terminei de cantar e todos aplaudiram.

- Canta outra, Jack! – pediram algumas lideres de torcida, eu vi Punzie olhar meio torto para elas.

Cantei uma, duas, todas até o sol se por, foi quando o time de Lacrosse e colocaram musica eletrônica. Depois apareceram com as bebidas deixando todo mundo doido. Eu tomava de pouquinho em pouquinho para não ficar bêbado rápido, já que eu tinha que voltar para a casa dirigindo. Eu fui até a beira do lago quando vi Rapunzel agarrando o capitão do time de Lacrosse, eu rir. Se não fosse ela mesma a fazer a proposta da amizade colorida eu iria achar que ela estava tentando fazer ciúme.

Eu botei a mão nos bolsos estava esfriando, o outono já esta pra vir e logo depois o inverno minha estação preferida, onde eu podia patinar no gelo, fazer guerra de bolas de neve e entre outras coisas. Voltei pra junto da fogueira, quando avistei que tínhamos pessoas novas no grupo, Merida e acho que o seu namorado, pois eles estavam abraçados perto da lareira. Eu olhei para ela, seu cabelo parecia realmente estar pegando fogo a luz da lareira. O namorado dela saiu do seu lado e foi falar com o time de Lacrosse. Eu aproveitei para chegar mais perto.

- Merida! – Chamei pelo seu nome.

- O que foi? – ela perguntou secamente.

- Não eu só queria agradecer por não ter me matado mais cedo! – falei com um sorriso charmoso nos lábios.

- Eu não faço mais isso, eu agora tenho controle! – falou ela respirando fundo.

- Que bom! – falei rindo – Sabe de uma coisa?

- Não, o que?

- Essa luz da fogueira faz parecer que sua cabeça tá pegando fogo! – e rir de novo.

- Olha aqui garoto, não foi por que eu aceitei suas desculpas que você vai ficar tirando sarro com a minha cara – ela falou imperativa.

- Calma ruivinha só estou brincando com você – falei segurando o riso.

- Não me chama de ruivinha – ela rosnou entre os dentes.

Ela contou de um até cinco e se levantou indo embora. Eu não bebi mais nada dês de então, mas a Rapunzel estava doidona, ela subiu na parte de trás da picape do Andy e começou a dançar feito uma louca. Ela desceu e veio correndo na minha direção gritando meu nome.

- Jaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaack! – e pulou no meu colo, caímos para trás, agente ria no chão. Só que eu percebi que ela havia dormido no meu colo. Eu a carreguei até o banco de trás do carro do Andy.

Eu fiz Andy prometer que ia levar a Punzie para casa em segurança. A festa acabou umas dez horas quando todo mundo já tinha ido embora, eu e Astrid seguimos para casa depois de um momento muito meloso com Soluço.