Notas iniciais
Boa leitura!!

Já são sete da manhã, estou tomando café da manhã com meu pai em quanto ele ler o jornal em seu tablet. E meio estranho em falar café da manhã porque nós em especial meu pai não gostamos de café, ele sempre gostou de tomar chocolate quente. Já eu sempre tomo algo bem gelado pela manhã, como suco ou leite gelado. Era por volta de umas sete e quinze quando nos levantamos e fomos para garagem, eu entro no meu carro e Cláus entra no “trenó”, eu coloquei meu óculos preto, e saímos juntos.

Contornamos o parque ele segue em direção à saída do condomínio e eu entro na rua onde Astrid mora, havia prometido buscar ela, já que eu não sabia onde ficava a escola.

- Bom dia! – disse ela entrando no carro e jogando a mochila no banco de trás onde estava a minha.

- Bom dia, não se esquece do cinto linda! – falei.

- Pode deixar capitão – falou ela batendo continência e pondo o cinto de segurança em volta do corpo – zarpa ancora, partiu escola!

- Hahaha, engraçadinha – disse fazendo uma cara de que fingia rir.

- Que foi? – perguntou ela retorica.

Comecei a dirigir. Não demorou muito para que chegássemos ao centro da cidade quando Astrid me indicou a rua ao lado do Hospital e me mandou seguir reto, depois dobrei para direita e seguir reto. A escola fica bem no final da rua, tinha um campo verde com algumas arvores e uma calçada de cimento que cortava bem no meio do campo indo até os degraus de entrada da escola. Era muito grande, deveria ter pelo menos uns três a quatro andares, sua cor era avermelhada, tinha quatro colunas na frente. Estacionei o carro no estacionamento da escola permitido aos alunos, o outro era para professores e funcionário. Eu e Astrid seguimos pela calçada de cimento, havia muitos jovens sentados na grama do campo outros nos bancos distribuídos que havia a li. Seguimos até entrar na escola, lá dentro havia um balcão com três mulheres atrás dele, alunos faziam filas para chegar até o balcão.

- Astrid o que isso? – perguntei confuso.

- E nosso horário de aula, elas imprimem na hora! – falou ela entrado em uma fila.

Eu me posicionei bem atrás dela quando Soluço apareceu no meio da multidão.

- Astrid! – chamou ele – eu já peguei o seu horário...

- Como assim? – perguntou ela correndo para abraçar o namorado.

- Fácil, eu disse que a Sra. Robbson estava muito bonita hoje, depois só fiz pedir! – falou ele segurando na cintura da garota.

- Você é ou não é o melhor namorado do mundo? – falou Astrid dado outro beijo no Soluço.

Eu fiz uma careta de que ia vomitar, Astrid me deu um soco no braço.

- Ai, essa doeu! – reclamei passando a mão no lugar onde Astrid havia socado.

- Jack foi mau cara, nem passou pela minha cabeça pedir também o seu – se desculpou o moreno.

- Não tem importância! – falei.

- Bom vamos gata, nosso primeiro tempo é Matemática no segundo andar e eu não quero me atrasar!- falou Soluço puxando a loira.

- Tchau pra vocês também – falei fingindo fazer uma cara de desprezo.

Tinham umas dez pessoas na minha frente, quando Merida e Macintosh entram na fila ao lado, ele agarra a ruiva por trás, aquela típica sena de namorado, que um dia rezo a Deus para não experimentar. Ignorei-os, eu não aguentava mais esperar. Dez, quinze minutos se passaram quando cheguei ao balcão.

- Nome, por favor! – falou a Sra. Robbson com uma voz esganiçada.

- Jack North Frost – falei dando aquele sorriso Congate.

- Só um minutinho... – a mulher digitou meu nome no computado e apertou o botão de impressão. Depois ela correu com sua cadeira de rodinhas até uma impressora.

Ela voltou com meu horário de aula em uma folha A4 e me entregou. Corri os olhos pela folha e descobrir que hoje eu tinha aula de:

Inglês dois tempos – Sala 202 Literatura um tempo – Sala 107

Geografia um tempo – Sala 305 Química um tempo – Laboratório.

Intervalo 20 min. Almoço 45 min.

História um tempo – Sala 109 Matemática dois tempos – Sala 206.

Era matéria pra caramba em um dia só, como de costume aqui nos Estados Unidos, as aulas começam de manhã e terminam no meio da tarde, ou seja, eu iria sair da escola lá pelas três da tarde. Contornei o balcão e me encaminhei até o início do corredor das salas. Mas qual delas era a sala de Inglês?

- Oi Jack! – falou alguém as minhas costas.

- Fala Andy! – apertamos as mãos.

- Qual é a sua primeira aula? – quis saber o garoto.

- Inglês, mais eu estou perdidaço cara!- falei lhe mostrando o papel.

- Bom é só você ver o primeiro numero da sala, tipo os que começam com cem ficam no primeiro andar, duzentos segundo andar e trezentos terceiro andar. f

- Valeu cara! – falei dando tapinhas em suas costas.

- Não tem de que... — disse ele seguindo pelo corredor.

Eu já subi as escadas até o segundo andar, no corredor as salas impares ficavam a esquerda e as de numero par a direita. A minha era 202 que ficava bem do lado das escadas, e entrei. A sala tinha pessoas estranhas e outras conhecidas da festa de aniversário da Astrid. Cumprimentei cada uma e fui me sentar na quarta cadeira na fila próximo as janelas. Depois de uns cinco minutos a professora entrou na sala, era uma mulher de meia idade cabelos negros, pele morena e olhos castanhos esverdeado, muito severos por sinal.

- Marquem seus lugares, pois eles serão seus até o final do ano letivo – falou a mulher rispidamente.

Vou pular a história até a aula de Química. Havia uma fila de alunos do lado de fora do laboratório à espera do professor para destrancar a porta. Vieram se juntar ao meu lado Astrid, Soluço, Punzie e Andy que chegou junto com o professor que era um homem calvo, usava óculos de lentes grossas e um jaleco branco. Eu observei que Merida estava ali também. O professor começou a destrancar a porta, ele falou.

- Bom eu vou selecionar vocês em duplas para serem seus parceiros de laboratório – e entrou na sala.

- Andy e Sebastian(Soluço), Rapunzel e Astrid – o professor chamava o nome dos alunos de acordo com a prancheta que ele tinha nas mão, cada dupla seguia para uma bancada cheia de cilindros e coles de vidros com líquidos de cores vibrantes – Marcelo e George, Caterina e Guilherme, Merida e Jack e é só!

O que? Como aquele velho, pançudo e quatro olhos poderia ter me colocado logo com Merida Dunbroch. Se ele não sabe ela é capais de jogar ácido sulfúrico na minha cabeça. Outra pessoa que não parecia nada feliz com a escolha do professor era Merida que tratou logo de reclamar com o professor.

- Professo, eu lhe peço, me coloque em qualquer outra pessoa menos com esse garoto! – falou ela com as mãos em prece.

- Não posso minha cara – ele fez um gesto com a mão em menção a sala – como você pode ver já estar tudo certo!

- Eu entendo – disse a ruiva desapontada.

Já estava sentado na bancada olhando para um frasco para evitar contato visual com Merida que sentou no seu lugar bufando. A aula começou, o professor começou a rabiscar a lousa com algumas reações químicas blá, blá, blá. Eu fazia minhas anotações em meu caderno quando eu vi que Merida estava desenhando algo em seu caderno. Era o professor, bom na verdade era um elefante marinho de óculos e jaleco. Eu ri pelo nariz.

- Senhor Jack, algum problema? – perguntou o professor virando para mim.

- Não senhor. Acho que um mosquito entrou no meu nariz! – menti e todos riram, o professor pareceu aborrecido e voltou sua atenção a lousa. Merida foi à única que sabia o motivo para eu ter rido, tanto que ela guardou o caderno na mochila com medo que o professor visse.

Quando o homem terminou de escrever ele se virou para todos e mandou que o observasse. Ele pegou um tubo de ensaio com uma substancia que parecia água, na mesa dele havia outro tubo de ensaio ló que maior, ele acrescentou uma substância na outra e o líquido do tubo maior começou a parecer turvo e a ganhar uma coloração esbranquiçada e em seu fundo parecia ter terra branca. E depois veio mais blá, blá, blá.

Depois que a aula acabou eu seguir para o refeitório com Astrid, Soluço e Andy. Não faço ideia de onde Rapunzel tinha ido, Merida então evaporou feito fumaça. No refeitório eu e meu grupo pegamos nossas bandejas com o almoço e fomos para uma mesa bem larga no fundo do refeitório. Logo depois se sentaram alguns jogadores de Lacrosse e as lideres.

- Ei Jack não esquece, os teste para o time de Lacrosse são amanhã atarde, depois do almoço – falou Marco o capitão do time.

- Claro, pode deixar! – falei animado.

- Não vemos a hora de torcer por você Jack – falou Sandy uma das lideres.

Eu rir envergonhado. Depois do almoço eu e Andy fomos para sala de Matemática. Para minha surpresa, não era nem uma mulher de meia idade quanto menos um velho pançudo. Era a professora mais gata que eu já tinha visto, ela parecia ter no mínimo uns vinte e cinco anos, tinha a cintura fina e a bunda bem avantajada, a blusa de seda que ela vestia parecia que ia estourar com o peso dos seios vastos. Ela tinha os cabelos castanhos escuro, bem finos.

Eu passei a aula toda secando a professora, aula de matemática nunca fora tão boa quanto essa. Depois eu que bateu a campa de saída eu quase que hesitei em sair da sala de aula só para ficar vendo a professora apagar a lousa, mas o chato do Andy me puxou pela camisa até o corredor. Eu já estava indo em direção ao estacionamento sozinho porque Astrid iria sair com Soluço então não ia voltar de carona comigo. Foi quando eu avistei Rapunzel encostada no meu carro.

- O Jack, eu pensei se você gostaria de ir lá pra casa? – falou a loira assim que eu me aproximei.

- Pode ser! – falei em quanto eu estava destravando o carro. Dessa vez ela mesmo abriu a porta, e entrou no carro logo em seguida eu – Agente pode assistir um filme?

- Claro, eu posso fazer pipoca! – falou ela animada.

Chegamos a casa dela, eu só havia visto por fora que parecia bem grande. Dentro era muito mais, era tudo muito luxuoso, cheio de estatuas, quadros e dourado. Subimos as escadas até o quarto da garota que era imenso, tinha uma cama de casal com muitos travesseiros. Ao lado tinha duas portas que mais tarde descobrir que era uma para o banheiro e a outra para o closet de roupas. O quarto alternava entre o rosa, branco e lilás.

- Espera aqui eu vou fazer a pipoca – e saiu do quarto.

Fui até um quadro de cortiça e fiquei admirando algumas fotos que haviam sido pregadas nele. Tinha uma em que Rapunzel estava abraçada com Astrid e Soluço. Outra ela parecia ter uns sete anos, ela estava abraçada com uma garota de cabelos ruivos e desgrenhados – Será possível que um dia elas tinham um dia sido amigas?- eu examinei a foto de mais de perto, só podia ser a Dunbroch. Eu me afastei bem rápido do quadro quando Rapunzel voltou com uma vasilha amarela cheia de pipoca.

- O que você esta fazendo em pé? – falou ela pegando o controle da TV. Dei de ombros.

- Que filmes você têm?- perguntei.

- Bom eu tenho...

- Nada de filme romântico! – falei logo, ela pareceu ficar desapontada.

- Então vamos assistir um de terro – falou ela me passando a vasilha de pipoca e indo procurar o dever em uma estante de madeira – O sobrenatural!

- Tá pode ser – ela colocou o CD no DVD e fomos nos sentar na cama.

Em todas as partes em que parecia ser assustadora a loira escondia o rosto nas mãos, eu só fazia rir. Na metade do filme a pipoca já tinha acabado. Claro que fui eu quem comeu a maior parte. Teve um momento no final do filme em que apareceu um demônio de cara vermelha fazendo com que a Punz cobriu de novo o rosto com a mão eu do meu jeito péssimo forcei para que ela abrisse.

- Rapunzel, presta atenção no filme! – eu tentei tirar a mão dela do rosto.

- Não, eu não vou... — falou ela relutante.

- Então eu vou embora... — falei me levantando.

- Não você não vai embora, ou... Ou... – já estava quase na porta do quarto quando recebo uma travesseirada na cabeça. Eu me virei e olhei pra ela com cara de mal.

- Corre! – falei correndo até onde ela estava. Ela pulou da cama para o chão, eu corri e fechei a porta do quarto para que ela não fugisse.

- Socorro! – gritou ela e eu só ria.

Ela correu em direção ao banheiro só que eu fui mais rápido e peguei ela pela cintura, e joguei-a na cama. Agente ficou se olhando, ambos ofegantes, eu deitei ao lado dela. Para minha surpresa ela subiu em cima de mim e disse:

- Te peguei! – depois estávamos nos beijando.

- Rapunzel? – alguém bateu na porta para nossa infelicidade.

- Já vou mãe?- falou a loira saindo de cima de mim e se arrumando. E foi abrir a porta revelando uma mulher de meia idade idêntica a Rapunzel só que com cabelos castanhos.

- Mãe esse é o Jack!- falou Rapunzel vermelha.

- Oi Senhora Corona! – e fui até a porta para cumprimenta-la, a mulher olhava meio confusa.

- Prazer! – disse a mulher.

- Jack já esta de saída mamãe... — disse Rapunzel me puxando para fora do quarto – Até amanhã Jack!

Eu saí o mais rápido que pude, Rapunzel ficou no segundo andar para dar uma explicação a sua mãe. Eu realmente fiquei meio envergonhado, a mãe dela não vai querer nem me ver pintado de ouro.