Notas iniciais
OI MIGOS!! Leiam as notas finais ta ok vlw obrigada Uma palavra que define o capítulo: começou.

Ter surto era uma coisa normal quando eu tinha dezesseis até os dezoito anos.

Agora, era uma raridade.

Sentia minha pele suar, meu corpo tremer e me vi em cima de uma maca de hospital sendo carregada por enfermeiros que nunca vi na vida.

– Vai ficar tudo bem. Annie, ei, meu amor... – Percy sussurrava

A dor se espalhou pelo meu ventre e eu gritei. Abaixei os olhos para minha barriga. Olivia. Podia lembrar a dor que me ocorreu naquele momento, da mão de Percy ao meu lado e Atena colocando Paris para dormir enquanto eu saia de casa.

– Percy, eu... – suspirei – Percy eu não vou conseguir, está doendo tanto...

– Vocês precisam fazer algo! Eu não posso perde-la! Onde está o maldito médico?

– Senhor, se continuar a se alterar, terei que pedir para que saia da sala.

– Sair da sala? Querida, essa é minha mulher, eu não vou deixa-la assim. Ela está morrendo! Não está vendo?

Gritei mais uma vez. Ela tinha que sair dali. Precisava sair dali.

Podia ouvir gritos ao meu redor, todos de Percy. A dor era horrível e embora eu tentasse me concentrar em ficar acordada, em ficar bem porque eu tinha um filho maravilhoso me esperando em casa, porque tinha o melhor homem ao meu lado, eu simplesmente não conseguia.

Percy debruçou a testa na minha, suas bochechas estavam molhadas e eu queria dizer que tudo ficaria bem, que eu o amava e não o deixaria por nada no mundo.

– Eu te amo. Por favor.

Senti o grito ficar preso em minha garganta, assenti diante de suas palavras. Percy me mandou um sorriso reconfortante, embora seu rosto estivesse tomado pela dor.

– Annabeth! – pisquei o olho e levantei-me, rapidamente

Olhei ao redor. Eu estava em meu quarto, meu corpo estava tremendo, suado.

– O que aconteceu? – Percy acariciou meu rosto com a ponta dos dedos, ele afastou os fios suados do meu rosto e suspirei – S?

– Sim.

– Sobre o quê?

– Olivia. – passei a mão pelo rosto – Quando eu quase a perdi. – suspirei

Imediatamente, senti os braços de Percy abraçarem minha cintura. Como uma forma protetora. Queria conta-lo agora. Contá-lo que Poseidon me pediu para procurar mais para o meu pai. Sentia-me uma traidora de merda. Isso não poderia estar acontecendo.

Os lábios de Percy encostaram-se a minha testa enquanto seus dedos faziam um carinho em meu ombro.

– Estava pensando se poderia te dar uma carona. Qualquer dia desses. – ele sussurrou – Queria que fosse ver como queríamos a filial da empresa.

Dei um sorriso e encolhi-me em seu abraço.

– Podemos falar sobre isso depois? Só quero que você me abrace.

Pude ver seu sorriso antes que me afundasse em seu cheiro, em seu peito. Era o único lugar que poderia me esquecer.

***

– Paris, você vai se atrasar!

– Se você desse as chaves do meu carro... – resmungou enquanto descia as escadas

– Você deveria devolvê-las. – Percy resmungou, colocando as panquecas em cima da mesa

– O castigo é meu. Eu sei quando vai acabar. – revido – Agora, ande logo, seu moleque e sente-se aqui antes que você perca aula.

– Não seria tão ruim assim. – Paris sentou-se ao meu lado enquanto Percy ocupava seu lugar na ponta da mesa

– Mãe, o cabelereiro ainda está marcado hoje? – Olivia perguntou enquanto remexia na cabeça

– Claro, querida. E como anda Jake? – sorri

Senti Percy travando os punhos ao meu lado, decidi ignorar, entretanto. Ele teria que superar isso cedo ou tarde, Paris parecia entediado e um pouco desconcentrado. Lembrei-me de Kaya e que precisava ter uma conversa séria com aquela garota o mais rápido que pudesse.

Talvez fosse uma boa ideia chama-la para o cabelereiro e... Não, sem chances. Não iria atrapalhar minha tarde com minha filha por causa de minha cunhada problemática.

Encarei o relógio em meu pulso e bufei.

– Estou atrasada. Não posso me atrasar. Escovem os dentes e vamos, logo.

– Está tão atrasada assim? – Percy inclinou a cabeça, os olhos ligeiramente desconfiados – Posso leva-los, se quiser.

Mordi o lábio inferior e assenti.

– Seria ótimo. – inclinei-me sobre a mesa, depositando um selinho em seus lábios – Bom dia, meu amor.

Percy sorriu e colocou uma mecha loira para trás.

– Se comportem na escola! – gritei antes de fechar a porta da frente

Eu sou uma mentirosa. É a primeira coisa que sei assim que sento-me no carro. Pego meu celular, digitando o número tão conhecido de Thalia.

Tive uma ideia! – ela grita no primeiro toque

– O que foi? – dou a ré, chegando a avenida logo em seguida

Vamos falar com Jack.

– O quê?!

Jack. O cara do tráfico que prenderam anos atrás.

– Por que eu falaria com ele, Thalia?

Porque ele é o único homem, além de Poseidon que parece saber sobre seu pai. Podemos conversar com ele, sabe. Como em um interrogatório. Luke conseguiria entrar em um piscar de olhos e eu... Bem, eu sou advogada, posso inventar alguma desculpa.

– É tão fácil assim?

Mais do que parece. – ouvi a risada de minha prima junto com a do meu sobrinho

– O Ian está por aí? Diga que eu mandei um beijo. – sorri

Claro! Posso te ligar no almoço? Vamos almoçar juntas, não é?

– Posso tentar. Prometi que iria sair com a Liv hoje de tarde.

Despedi-me de Thalia. Em poucos minutos, eu estacionava meu carro. Adentrei o elevador, agradecendo por estar sozinha. Encarei-me no espelho, prendendo meus cabelos em um rabo de cavalo e ajeitando minha bolsa no ombro. Abaixei minha saia, deparando-me com minha secretária pulando de sua mesa e vindo em minha direção.

– Sra. Chase, temos uma agenda lotada por toda manhã. Temos que visitar diversos projetos ainda hoje.

– Então, prepare o motorista. – sussurrei – Quero sair o mais cedo que puder, ok?

– Sim, senhora. Começarei a preparar tudo agora.

Separei alguns projetos e o coloquei-os dentro de minha mala. Esperava que Naomi não voltasse tão cedo, no entanto vinha me perguntando o que era melhor: estar dentro daquele império Mazzali ou suportar chefe de construções que eu achava que era uma mera design de interiores.

Naomi apareceu na porta com seus pequenos olhos puxados e um sorriso cansado.

– Está tudo pronto, senhora.

– Naomi? – chamei enquanto pegava outros pequenos papéis – Eu vou com meu carro. Tenho que almoçar com minha prima depois... Você vai de motorista por hoje.

– Tudo bem, senhora.

E então, saiu.

Dei uma volta na sala esperando que não estivesse esquecendo nada demais.

Passou-se três horas até eu estar na penúltima visita.

A prancheta estava contra meu antebraço. Minha cabeça latejava e eu não via a hora de sair daquele lugar, ligar para Thalia, almoçar em algum lugar e ir pra casa. Enquanto isso não acontecia, estava em pé em uma casa na Westwood, perguntando-me porque ainda não tinha saído dali.

As colunas estavam como pedira, altas e com um ar clássico. As escadas no meio da sala estavam imponentes, com seus degraus curtos e o corrimão de ouro.

Sabia que os donos eram ricos e em parte, não queria conhecer. Pouparia muita coisa, por exemplo: não explicaria por que escolhera os quadros com cores tenebrosas para a sala de entrada e porque optara pela cor vermelha para a sala de estar. Não era design de interiores e todos sabiam disso, mas insistiam em achar que ser arquiteta e designer eram as mesmas coisas. Dei um giro em seu próprio eixo, apontando para o andar superior com seu lápis.

– Preciso do tapete indiano. — murmurei para Naomi — E... Quero que terminem os quartos. Logo. — encerrei, pegando minha bolsa e minha mala de trabalho

– Sim, senhora. — ela anotou algo em sua própria prancheta e entregou algo para o chefe de obras

– Qual a próxima casa? — resmunguei, andando em meus saltos pelo piso de mármore

– É um hotel. Four Seasons.

Revirei os olhos, pegando meu celular assim que começou a vibrar em minha mão.

– Chase.

Mãe? Sou eu. — soltei um suspiro enquanto parava na calçada vendo Naomi a poucos passos de mim — Acabei por aqui. Que horas vem me pegar?

– Tem alguma carona para ficar na Mazzali?

Bem... Paris já foi. — ela murmurou e podia ver seus olhos verdes a procura de uma solução — Mas eu posso pegar um táxi...

– Tudo bem. — passei a mão pela testa, buscando uma solução, não era a mais correta, porém a única que vinha a minha cabeça — Continue aí. Estou perto da escola. Não saia daí, ok?

Eu sei, mãe. Estou te esperando.

Andei até minha secretária, puxando a alça de minha bolsa contra meu ombro, mandei-lhe um sorriso.

– Preciso que adie essa visita a Four Seasons.

– Mas foi adiada por um mês! — retrucou

– Sim, eu sei o que estou fazendo.

– Senhora, eu sei que...

– Naomi, querida. — suspirei, pousando uma mão em seu ombro — Eu sou a arquiteta mais procurada do estado. Sei que eles querem minha visita, então remarque para amanhã. Às dez. Tive um problema de saúde, não me importa.

– E se o Sr. Mazzali perguntar algo...

Bufei, andando em direção ao meu carro.

– Eu me viro com o Mazzali. Faça seu trabalho, querida. Aliás, já mandei diversos projetos que precisam ser aprovados. Quero-os em minha mesa amanhã de manhã, ok?

– Sim, senhora. — resmungou

– Ótimo.

Mandei-lhe mais um sorriso antes de entrar em meu carro. Joguei minhas bolsas no banco do trás, acenei para Naomi antes de arrancar para o trânsito relativamente calmo de Westwood.

Pensei se escondi algum tipo de remédio para dor de cabeça no carro, mas quando abri o porta-luvas não encontrei nada mais além de papéis. Minha cabeça ainda doía, o que me deixava ainda mais irritada e o que me fez pensar porque diabos eu marquei de sair com Olivia logo hoje que tinha remarcado todos meus trabalhos. E para onde merda Paris havia ido que não poderia dar carona a sua irmã? Ele estava sem carro, óbvio, e para onde merda ele foi?

As palavras de Poseidon ainda martelavam em minha cabeça. Meu pai. Por que ele simplesmente não poderia ser deixado em paz? O que mais eu precisava saber dele? Talvez eu devesse esquecer o plano maluco de minha prima e falar com minha mãe. Não, ela não saberia de nada. Talvez com Zeus. Qualquer pessoa que conhecesse meu pai em sua área de trabalho saberia o mínimo que eu não fazia ideia.

Frederick. Ele poderia ter me deixado um simples recado, pelo menos.

Parei no sinal vermelho a um quarteirão da escola de Olivia e abri o porta-luvas novamente. Talvez eu devesse procurar com mais avidez. Meus dedos encontraram com uma caixa retangular e soltei um suspiro ao criar as esperanças de que havia encontrado meu remédio.

Era só um Lucky Strike, entretanto.

Minha mente apitou. Aprovou.

Tateei o banco de trás, buscando minha bolsa e tirando meu velho isqueiro da bolsa. Coloquei o cigarro entre os lábios, acendendo-o. Senti a nicotina atingindo meus pulmões, o que me causou uma calma momentânea.

Abri uma das janelas traseiras para que o cheiro não se instalasse enquanto aproveitava de minha fossa particular.

Em todos esses anos, eu já cheguei a culpar meu pai. Cheguei a culpá-lo por ter me dado aquele maldito isqueiro que me levava a fossas e mais fossas. No entanto, a culpa era minha. Eu podia afastar um urso, mas eu o usava para acender o ódio. Ele nunca aprovaria aquilo.

Joguei o cigarro para fora do carro ao virar a esquina, avistando Olivia em pé no meio fio ao lado de Jake.

Ele era um garoto. Só um garoto. E Rob o adorava, podia ver em seus olhos. Céus, por que Los Angeles tinha que ser tão pequena? Lá estava eu, dentro de um carro, esperando que aquele garoto fosse apenas mais um no grande currículo de namorados de minha filha para que o pequeno inferno que ele causara fosse embora. E mais outro começasse por algum motivo idiota. Sempre era assim. Ou como eu estava acostumada a ser.

Resmunguei alguns xingamentos ao pensar nisso. Percy já incrustara aquilo em minha cabeça.

– Liv! — gritei, abaixando o vidro de acompanhante — Vamos, querida!

– Sra. Jackson. — Jake abriu a porta, deixando Liv sentar-se e apoiou o braço na janela

– Chase. — corrigiu-o com um sorriso – E me chame de Annabeth, querido. É um prazer vê-lo, Jake.

– Digo o mesmo, Annabeth. — sorriu

– Tchau, amor. — Olivia sussurrou, dando um selinho rápido em Jake

Acenei enquanto arrancava o carro.

– Seu pai adoraria aquela cena. — comentei, olhando-a de esguelha

Ela sorriu.

– No mínimo, ele mataria Jake. Mãe, estou tão feliz. — sussurrou, virando-se para mim — Vai ter um jogo esse final de semana. Jake vai jogar. Sabe aquele romance super cliché? Odeio isso, mas...

– É o que está acontecendo. Te entendo perfeitamente. — concordei

– Você não está com cara de bons amigos. É algo com papai?

– Não. Não é nada, querida.

– Que cheiro é esse? Você andou fumando? — argumentou

– Não! Claro que não! Olhe o respeito, garota.

– E o que é isso? — ela ergueu a caixinha e revirei os olhos

– O pulmão é meu, Olivia. Guarde isso. — mandei

– Papai vai odi...

– Até onde eu sei, você ainda está com raiva de seu pai.

– Mas temos um objetivo em comum. Cuidar de você.

– Não preciso de cuidados agora, guarde isso. E onde seu irmão se meteu?

– Ele teve que sair com... Os amigos. Algum tipo de trabalho, eu acho.

Assenti, entrando em um bairro mais calmo. Minha cabeça voltava a latejar devido as buzinas e o barulho de cidade grande costumava ter. Eu poderia cortar metade da cidade até chegar ao fim da Downtown e finalmente, em meu salão.

– Mãe?

– Não acha que já chega de me importunar, Olivia?

– É sério. — ela abriu um sorriso — Aquele não é o carro do papai?

Levei meus olhos ao retrovisor, avaliando a Mercedes negra que estava dois carros atrás de nós e não pude evitar um sorriso.

Percy e sua neura por segurança. Aonde aquilo nos levaria?

Diminuí a velocidade para verificar se aquele realmente era o carro dele.

– Consegue ver a placa?

– Sim... É a mesma. Mas não me lembro dele ter mudado o vidro. Está mais escuro.

– Deve ser o sol.

Parei em um sinal novamente. A Mercedes parou ao meu lado. Abaixei os vidros mais uma vez, vendo o sorriso de Olivia aumentar. Já poderia imaginar quantas brincadeirinhas que minha filha iria aprontar.

O vidro se abaixou e um homem com a cicatriz na testa ergueu o punho, dando um tiro na lataria.

Olivia gritou.

Senti meu coração bater ainda mais forte dentro do peito. Minhas mãos tremeram com o ato. Olivia. Ela estava ao meu lado, precisava fazer alguma coisa por minha filha.

Todo meu corpo tremeu de medo. Fazia anos que não ficava tão perto do perigo e do nada, ele aparecia sem mais nem menos.

Acelerei o carro vendo a Mercedes bem atrás de mim. Não tinha ideia do que fazer, mas o primeiro pensamento foi agradecer a Luke por ter nos convencido a blindar todo o carro assim que se nomeou delegado federal.

Algo me dizia, entretanto que a culpa não era do meu primo. Subi os vidros em questão de segundos, vendo pelo canto do olho Olivia encolhida. Sem choro. Sem nenhuma lágrima. Seus olhos verdes estavam focados em qualquer ponto a nossa frente.

– Querida... — sussurrei, virando em um beco que me levaria de volta para Downtown, em algum lugar movimentado, ele não faria nada certo? — Preciso que pegue meu telefone em minha bolsa e ligue pro seu pai. Olivia? Agora.

Vi sua cabeça balançar, meio desnorteada enquanto ela puxava minha bolsa para seu colo, tirando meu celular em segundos.

Pude ver seus dedos tremerem, mas eu não tinha tempo para isso. O carro estava próximo e eu não fazia ideia onde aquele beco terminaria. Virei a direita, mas apenas entrei em outra rua residencial.

Caralho.

– No viva voz, filha. — tentei não gritar de desespero

A voz de Percy se propagou pelo carro, o que me deu certo relaxamento.

Meus olhos se direcionam mais uma vez para o retrovisor e tudo que vejo é outro homem atirando em nossa direção.

Desviei, mas mesmo assim o tiro chega aos fundos. Mais um. Olivia gritou, o que me fez querer gritar com ela e pedir que ficasse em silêncio. A adrenalina estava em meu sangue, sugando qualquer pensamento racional que tentei ter. Para onde eu deveria virar? Deveria continuar seguindo em frente ou me arriscar? Sem perguntas bobas, sem nenhum tipo de pergunta. É o momento. Apenas o momento. Em que rua daria para algum lugar movimentado e perto de Percy? Onde Percy estaria? Onde era a delegacia mais próxima?

Olhei pelo retrovisor e o acompanhante, sem a cicatriz na testa, está fora do carro com a arma apontada para mim. As pessoas não conseguem ver aquilo? Elas ao ouvem os tiros? Por que diabos elas não chamam a polícia? Mais um tiro e o vidro traseiro se quebra, fazendo-nos nos encolher.

Nós iríamos morrer.

– O que está acontecendo? Annabeth! Porra!

– Alguém está nos seguindo! Com seu carro! Você precisa nos encontrar, Percy!

– Onde você está?

Girei o carro, entrando em uma avenida mais movimentada. Finalmente.

Podia respirar por segundos ao ver que existem dois carros que nos separam. No entanto, sei que não será por muito tempo.

– Eu estou... Em uma avenida. — balbuciei — Não faço ideia...

– Uma quadra de seu trabalho. — Olivia murmurou, seus lábios trêmulos e opacos — Por favor, pai.

Fique aí. — procurei o carro com os olhos e virei a esquina — Desça. Estamos na portaria.

No mesmo segundo que estacionei o carro sem jeito no meio fio, pude ver Percy.

Mais tiros foram ouvidos e as pessoas gritaram, jogando-se dentro dos prédios e das lojas, abaixando-se, tentando se manter seguras. Mas eles não queriam nenhuma delas.

Puxei Olivia para fora do carro, protegendo-a com meu corpo e indo de encontro a Percy que corria em nossa direção. Ele tirou a arma da parte de trás de sua calça e apontou para a Mercedes que vinha. O homem ainda estava fora atirando feito um louco. Percy atirou, mas o outro ainda atirava em nossa direção, ao prédio atrás de nós.

Quem quer que fosse, não tinha medo de agir em público. Senti uma dor gutural em meu braço enquanto empurrava Olivia para trás do corpo de Percy. , murmurei encarando o prédio da Jackson’s atrás dela. Sua cabeça se mexeu enquanto ela corria até lá.

– Merda, merda...

Percy continuou em minha frente, sem se esconder, apenas seguia, atirando feito um louco. Eles não queriam nos acertar. Ou era o que eu achava. A arma estava direcionada a nós, contudo se eles nos quisessem mortos já estaríamos. Eles estavam distantes, estáveis e éramos alvos fáceis. Apenas uma arma velha que atirava na direção deles. Pude ver o sangue na costela do cara que estava fora. Ele se colocou dentro antes de dar alguns tiros e então, deram ré e partiram.

Olivia estava dentro, sendo amparada pela recepcionista. Apertei o ferimento em meu braço, erguendo meus dedos e vendo-os afundados em sangue. Minha cabeça rodou, tendo a impressão que eu iria desmaiar a qualquer momento.

Céus.

– Annie, meu amor. Fique comigo. — ele segurou minha cintura enquanto sentia meu corpo desfalecer em seus braços

Não conseguia me preocupar com a arma que Percy tinha e eu já conhecia. Não conseguia me preocupar com as pessoas que poderiam ter sido atingidas, com os vidros quebrados no chão. Nem conseguia não acreditar que fora minha culpa ter entrado ali.

– Quem eram eles?

– Não faço ideia. Mas juro que eles não voltarão. Eu juro. Está doendo?

Balancei a cabeça, afirmando. Soltei um suspiro pesado, afundando minha mão ali, tentando ignorar a dor que adentrava minhas entranhas, que bagunçava minha mente. A própria que procurava lembrar aqueles rostos e esquecer aqueles momentos.

– Percy, você...

Encarei o sangue em seu ombro, mas ele não parecia se importar.

– Estou bem. Você precisa se manter acordada. Os reforços estão vindos.

Como sempre, eu não consegui ajudá-lo. Só pude dormir. Era a única coisa que anularia aquela dor.

Notas finais
ENTÃO, eu sei que eu sou mto chata e só vivo postando capitulo é que eu n tenho o que fazer desculpa tá lindos Enfim, eu tava de boa no meu quarto e fui arrumar minha estante né pq ta cheia de poeira (e além de eu ter alergia os livros ficam todo fodidos), então eu comecei a gravar um vídeo enquanto arrumava, basicamente eu fiquei falando de todos os livros o que mais gostei e qnd eu for ajeitar vai ficar com 10/15 minutos, mas eai vcs querem q eu poste ou querem q eu cale a boca? Sobre o capítulo: COMEÇOU A MINHA PARTE PREFERIDA DEPOIS VEM O JOGO GENTE AMO O JOGO SÇLKDÇLSKDS até agora só tem esse, mas estou projetando futuros jogos mais fodoes ok, lindos? P.S: NÃO ESQUEÇAM DE FALAR SUA OPINIÃO SOBRE O VÍDEOOOO