Notas iniciais
SrtRuiva, obrigada pela recomendação, babeee!!! E uma menina me perguntou, tipo quem eram os personagens daqui na vida real, eu só queria dizer que eu encontrei a Behati Prinsloo e se vc n imagina ela como a Olivia, então você não imagina a Olivia ok beijos migos (ela é perfeita e eu acabei de encontrá-la nossa to apaixonada por esse ser)

"Loving can heal, loving can mend you soul"

Respirei fundo, abrindo os olhos e deparando-me com os olhos preocupados de Percy. Ele estava sentado em uma poltrona, os punhos cruzados com a mesma roupa que saíra de casa. Uma camisa de botões amassada junto com uma calça social, exceto que sua camisa tinha uma mancha de sangue no ombro esquerdo.

Ele se levantou assim que meus olhos caíram sobre ele.

– Onde está Olivia?

– Bem. Um pouco traumatizada, mas bem.

Passei a mão pela cabeça, o que fez meu braço doer.

– Uma bala se alojou aí. Uma maldita bala. Por sorte, eles conseguiram tirar.

Minha cabeça ainda doía, como se houvesse um prego causando tal dor, fazendo meu cérebro deixar de pensar com coerência, aquilo começou a me irritar.

Então, algo apitou. Como um aviso. Lá estava Percy com uma arma empunhado, repleto de bravura, salvando mais um dia. Não que eu estivesse aborrecido por ele nos salvar, nunca... No entanto, ele me prometera que se livraria dela. Embora ainda a deixasse em nosso quarto, eu me sentia um pouquinho mais segura com aquilo no meu quarto e não nas mãos dele.

– O que você fazia com uma arma? Percy, você me prometeu. Me prometeu que iria se livrar disso.

– Se eu me livrasse disso, provavelmente estaríamos com mais ferimentos que o normal.

Inclinei meu pescoço para avaliar o estado de seu ombro, ele passou a palma por ali, como se tentasse esconder. Voltei a bater minhas costas nas almofadas desconfortáveis.

– Foi só raspão. — suspirou — Annie...

– Eu estou com medo. – desabafei, por fim, senti meus olhos arderem e segurei as mãos de Percy contra mim — Por favor, quem são eles?

– Eu não sei. E não vai acontecer de novo.

– Eles estavam com seu carro. Eles te roubaram ou...?

– Eles não me roubaram. — suas sobrancelhas se juntaram, confusas — O que me leva a achar que estão planejando isso há muito tempo. Meu carro continua o mesmo. Estava no estacionamento quando eles chegaram.

– Então deixe isso para polícia.

– Eles ameaçaram vocês. Não, — deu uma risadinha nervosa — sem chance. Eles não ameaçaram. Eles deixaram claro que não tem medo de serem presos. Foi em público... Aqueles malditos...

– Por favor. Luke sabe o que faz, ele é ótimo e...

– Eu também sei o que faço. — retrucou

Deixei um suspiro escapar e avaliei o quarto. Branco, como era de se esperar, o cheiro de álcool alcançava minhas narinas, fazendo com que eu as coçasse sem parar. Havia um ar-condicionado na parte inferior e um pequeno sofá a minha direita, a porta branca estava fechada com um recipiente retangular acoplado a ela. Se forçasse meus olhos, poderia ler Annabeth Chase escrito ali.

– Onde estão Paris e Olivia?

– Estão com nossos pais. — bufou, seus dedos desgrenharam seus fios negros

– Eu não concordo com isso. — grunhi, tentando me sentar

Os olhos de Percy suavizaram por segundos, até admitir o tom rude e grosseiro novamente, ajudando-me a levantar.

– Não vou ficar de fora das investigações porque você tem medo, Annabeth. É por você que estou fazendo isso. Olhem o que fizeram conosco! Com nossa família!

– Quer participar das investigações? Ótimo. Confio em você bem perto de Luke, mas você na CIA? Com seu pai? De jeito nenhum.

Percy riu, cheio de raiva. Podia sentir a raiva exalando de seu corpo, o jeito que seus dedos tremeram levemente, como ele trincou os dentes, piscando os olhos repetidamente.

– Estou ouvindo que você não confia em meu pai? Conta outra, Chase.

– Ah, agora sou Chase porque quero proteger minha família? — gritei contra ele, minha cabeça latejou assim que o som saiu da minha boca — Conta outra você!

– Sua família? Você quer ibope pro Castellan. Quer sua família protegida e a minha?

– Eles não estão atrás de minha mãe ou de Thalia ou de Nico, de quem quer que seja! — retruquei — Eles nos querem. E até onde sei, minha família é você, Perseu. Sempre foi. Olivia foi ameaçada. A garota está traumatizada, imagine como Paris deve estar. Se preocupa com eles, pelo menos?

– Claro que me preocupo! E é por isso que eu preciso ajudá-los. Eles querem ir até vocês para me atingir! Você acha que é fácil ver todos vocês correndo perigo?

– Que seja! — mexi meu braço, às pressas, começou a latejar, mas de fato aquilo não me importava — Eu já vivi esse inferno várias vezes e meus filhos não vão passar por isso. — ergui o dedo, meus olhos ardiam e não poderia engolir meu orgulho deixando aquelas lágrimas deslizarem. Não podia.

– Annabeth...

– Não tente mudar minha mente porque você não vai, Jackson! Não vou deixar o emprego de seu pai atrapalhar a vida dos meus filhos, a minha vida. Estávamos ótimos até esse...

– Annabeth!

Minha cabeça voltava a latejar, a rodar, a embaralhar as imagens ao meu redor. Levei os olhos para meu braço e o curativo voltava a encharcar de sangue. Prendi a respiração assim que Percy saiu do quarta em busca de ajuda. Fechei os olhos e rezei. Minha cabeça doía, meu braço doía, e menos importante, meu coração parecia querer sair da minha caixa torácica.

Implorei para que quem estivesse fazendo isso conosco fosse embora. Não podia passar por esse inferno, pelo mesmo sufoco. Não podia ver pessoas que eu amava se machucando, muito menos meus filhos. Principalmente, meus filhos. Eles eram tudo que eu tinha, tudo que eu podia proteger e não poderia falhar com eles. Não com Olivia que passava por tanto, nem com Paris, o mais desprotegido de todos. A porta se abriu novamente.

– Percy? — ele não respondeu, mas continuei de olhos fechados, podia sentir o cheiro dele ali — Vamos dar o que eles querem, por favor... Rachel?

Percy estava no canto do quarto de braços cruzados e uma carranca.

Rachel estava com um rabo de cavalo em seus cabelos incrivelmente ruivos que chamavam a atenção e traziam vida para o quarto. Eu a odiei por isso. Seu rosto se levantou enquanto ela puxava um banco de rodinhas para o meu lado, ela desfez o curativo e sorriu fracamente.

– Annabeth. Aconselho que não mexa tanto o braço, vou pedir que alguém traga uma tipoia para apoiar pelo tempo que for necessário. — ela engoliu em seco, pegando algodão, gaze e álcool

Suspirei.

– Você não estava fazendo palestras em escolas?

Rachel sorriu enquanto fazia seu trabalho.

– Estava fazendo uma visita quando entrou.

– Ela fez sua cirurgia. — Percy se pronunciou, como se em parte estivesse orgulhoso, ou só era meu ciúmes

Arqueei uma sobrancelha pra ele e sorri forçadamente.

– Deveria agradecer? — sorri educadamente para a ruiva

– É meu trabalho. Você continua a mesma, Annabeth.

– É um elogio?

– Claro.

– Você também continua a mesma. Não é, Percy? – encarei-o que deu de ombros, claramente impaciente — E como anda a vida, Rachel?

Percy arqueou as sobrancelhas, repreendendo-me, mas decidi ignora-lo.

– Ótima.

– Casou, teve filhos?

– Annie. — Percy repreendeu com um sorriso

– O que é? São perguntas básicas de mulher.

– Tudo bem, Percy. — ela sorriu, adoravelmente — Jake é como um filho para mim. Ele viveu muito conosco.

– Está vendo, Percy? Jake é como um filho para ela.

– Annabeth. – resmungou

– Imagino. Ele é um ótimo garoto. Sabia que ele está namorando minha filha?

– Sei. – Rachel sorriu, educada, seus dedos passaram com o algodão repleto de álcool em meu braço, fazendo-me encolher – Ela é bem bonita. Estava aí quando te levei para a sala de cirurgia.

– A coisa está muito feia? – senti minha voz tremer

– Foi uma cirurgia sem risco. Além de ter uma bala em seu braço, claro. Por sorte, ela não foi fundo demais. Poderia ter sido de raspão se não estivesse com o braço naquele lugar. Não danificou sua pele, chegou em algumas veias, mas nada que algum curativo e seu corpo não possa dar conta. Só tivemos que tirar a bala. Foi fácil.

Fácil, repeti a palavra em minha cabeça. Ela era uma médica conceituada. Tudo para ela seria fácil.

– Parece ter sido. – dei um sorriso fraco

Rachel retribuiu, enfaixando meu braço novamente.

– Está feito. Tem uma enfermeira andando por aí. Meu turno acabou. Vou providenciar sua tipoia antes de ir. Foi um prazer te reencontrar, Annabeth.

– Digo o mesmo.

– Percy. — ela tocou seu ombro e ele sorriu

Ela saiu, acenando, antes de fechar a porta suavemente. Encarei Percy com todo meu rosto queimando de raiva enquanto ele se aproximava com passos cautelosos.

– Aposto que tem mil médicos aqui e por que Rachel?

– Sh!

– O que? Ela sabe que eu não gosto dela. Eu não me importo! – rosnei – Se o trabalho foi tão fácil, qualquer um poderia ter feito isso! Até você. Não foi nada demais, viu?

– Você está sendo infantil e como ouviu, era o turno dela.

– Era o turno dela. — zombei — Você acha que não sei que ela te viu e pensou "hm, meu ex-namorado precisa de mim".

– Cala a boca. — ele segurou meu braço, seus olhos repletos de fúria

– Me obrigue. — enfrentei

Pude ver os pensamentos deles. Eram claros. O desejo estalava entre nós.

O beijo veio logo em seguida. Arrebatador e surpreendente. Segurei sua nuca contra mim, precisava dele agora. Precisava de sua proteção, do seu toque, de seu gosto. Precisava que, temporariamente, ele esquecesse que eu estava em uma cama de hospital e do lado de fora, sua ex-namorada de cabelos ruivos naturais estava lá. Esperando por ele.

– Não faça isso de novo. — afundei minhas unhas em sua nuca, ofegante, nossas testas encostadas

– Eu preciso.

– Eu te imploro. — as lágrimas, a tanto tempo presas, finalmente desceram

– Annie...

– Por favor. — solucei — Por favor.

– Não é tão fácil.

– Dê o que eles querem. Qualquer coisa.

– Não é tão fácil, droga! — ele tentou se afastar, mas o segurei pelos ombros
Abri meus olhos, encarando a imensidão verde.

– Só não me deixe. Nunca.

Percy assentiu com um sorriso. Em seguida, chocou nossos lábios mais uma vez.

Segurei seus ombros contra mim, inclinando meu corpo. Meu braço voltava a latejar.

– Eu... – sussurrei, acariciando suas bochechas

– Não fique com ciúmes. – murmurou – Eu sou seu. Completamente e totalmente seu.

– Eu sei, eu só... Perco minha cabeça quando estou perto dela. Quero enforca-la e...

– Guarde seus pensamentos horríveis. – Percy sorriu e depositou mais um beijo em meus lábios – Thalia queria falar com você. Vou ligar para sua mãe e dizer que você está fora de perigo. Ela achava que você poderia morrer de hemorragia. – brincou

Não pude deixar um sorriso escapar enquanto Percy levantava-se.

– Percy?

– Meu amor?

Meu sorriso se alargou, meus dedos começaram a brincar com a barra do lençol fino que me cobria.

– Cuide deles. Por favor. Cuide dos meus filhos.

– Eles também são meus. E estão em boas mãos. – piscou antes de deixar a porta entreaberta

Suspirei. Eu precisava dar um jeito nisso. Precisava e logo.

Thalia abriu a porta com um sorriso. Seus cabelos negros estavam presos em um rabo de cavalo desajeitado. Seu sorriso era fraco, porém verdadeiro. Seus olhos elétricos me avaliaram de cima a baixo e bufou.

– Você está péssima.

– Era de se esperar.

– Você viu Rachel? Ela estava saindo... Não me diga que ela fez sua cirurgia!

– Você deveria saber.

– Eu cheguei em uns dez minutos.

– O que sabe? – perguntei, apontando para a poltrona que Percy estava antes – Diga-me tudo. O que Luke sabe? O que Percy fez?

– Como disse, eu acabei de chegar.

– Thalia. – resmunguei

– Tudo bem. – ela apoiou os cotovelos em minha cama enquanto brincava com a ponta do lençol – Nico me disse que Luke chegou quando Percy trazia você para cá. Ele ainda está lá, na verdade. Não faço ideia de quem possa ter feito isso, nenhuma pista.

– Percy não fez nada?

– Absolutamente nada. Você deveria ficar feliz, sabe. Achei que ele fosse pegar uma arma e sair caçando qualquer pessoa com uma Mercedes por todos os lugares possíveis.

– E aquilo? – minha prima arqueou a sobrancelha, confusa – O encontro com Jack? Conseguiu? – sussurrei com medo de que alguém pudesse abrir a porta e se deparar com uma conversa tão peculiar quanto aquela

– Ele está em uma prisão no norte de Los Angeles. – ela soltou, respirando fundo e me encarando – Ainda quer ir para frente com isso?

– Tenho que saber se ele não estar por trás de nada.

– E Jay? Não acha que possa ser ele?

– Acho. – franzi as sobrancelhas – Na verdade, não pensei nele. Nem sei em quem estou pensando, mas Percy parece ter vários suspeitos.

Thalia balançou a cabeça e riu, nervosa.

– O que você está pensando em fazer, Annabeth?

– Em falar com Jack. Ele pode me dar uma dica, sei lá. Talvez... – mordi o lábio inferior – Ele possa me dizer quem é Jay.

– Annabeth, Jack é muito persuasivo. Ele está preso em uma sala sozinho, não tenho ideia da última vez que ele falou com alguém. Sensato, pelo menos.

– Você vai me ajudar?

– Onde estou me metendo?

Dei um sorriso para ela, animada com a ideia.

– Olha, pode ser perigoso, eu sei, mas eu preciso entender o que está acontecendo. Eles atacaram a Olivia.

– E te atacaram. – Thalia lembrou-me

– Olivia estava no carro. Se algo tivesse acontecido a ela, se isso tivesse acontecido a ela.

– Mas não aconteceu, Annie! Olhe pra você! Está ficando louca.

– Não estou louca. – rebati, revirando os olhos

A porta se abriu, dando-me uma visão de Luke e Ethan.

– Você está bem, não está? – ele tocou minha testa, encarando meu braço com raiva — Eu vou matar aqueles imundos. – grunhiu

– Annie.

– Ethan. – sorri

Thalia revirou os olhos e piscou para mim.

– Vou falar com ele. E chamar uma enfermeira. Temos que saber quando será liberada.

– Ela não pode ser liberada! – Luke protestou – Ela levou um tiro. – sussurrou, como se fosse um segredo de Estado

– Idiota. Eu estou bem. Já fui tratada.

– Por quem? Foi um bom médico, não foi? Porque...

– Foi Rachel. A garota que vocês deveriam estar vigiando.

Nossa equipe está fazendo isso. – Ethan me corrigiu – Somos delegados federais, não podemos ficar atrás de uma medicazinha.

– Não importa. – Thalia cortou – Parece que nosso jantar em amigos vai ficar para depois.

Bem depois. – suspirei

– Vamos, garotos. Vou chamar a enfermeira e vocês tem trabalho a fazer. Muito.

Notas finais
Primeiro, o que leva uma pessoa a criar uma história chamada The Zuera Never Ends? Ai gente não mereço essa vida de nyah não tá E HELLO, então sobre o vídeo eu to editando-o e no prox capitulo eu deixo o link aqui p vcs me zoarem tá beijo migos