Lightweight.
7 The Fall.
Notas iniciais
"Cause everything that I am holding, is everything I can't let go"
Reuniões de pais era a pior coisa existente.
Primeiro vinha os professores em suas conversas particulares, apresentando o quadro de seu filho. Eu poderia lidar com isso, era fácil. Meus filhos eram ótimos e mais uma vez, isso foi comprovado.
Depois, vinha a palestra. A qual eu rezei para todas as religiões possíveis que não fosse uma sobre salva-vidas e que Rachel aparecesse com sua cabelereira ruiva tentando ser uma boa pessoa. Por sorte, era apenas psicólogos tentando nos ensinar como educar nossos filhos de maneira melhor. O que eu achava ridículo, já que se eu tinha meus filhos e que por sinal, eles eram ótimos, eu não precisava excitar esses psicólogos solteiros que pretendiam saber de algo. Um deles comentou algo sobre ser rude e grosso, dar castigos e automaticamente, senti o pesar de ter brigado com Paris recair sobre mim.
– Tudo bem? – Percy perguntou com um dos dedos agarrados no bolso de minha calça
Assenti enquanto sua outra mão me guiava pelo meio das pessoas.
De qualquer maneira, nós estávamos ali. Em pé, na quadra interna. Alguns pais estavam na arquibancada, mas eu e Percy preferimos ficar em pé, bebendo nossa água comprada no bar a algumas quadras da escola enquanto vasculhávamos o local.
– Eu odeio esse lugar. – ele cruzou os braços – No mínimo, eles deveriam oferecer uma boa cerveja. – seu sorriso iluminou seu rosto, escondi o meu e revirei os olhos
– Você parece aqueles velhos inúteis que só pensam em beber e...
– Mulheres. – completou
Balancei a cabeça, indignada.
– Vou ignorar isso.
– Sabe, velhos não tem esposas gostosas como você.
– Interessante como você usa o termo esposa, como se fosse um tipo de posse.
Percy deu de ombros, passando a mão pelos cabelos negros e olhando por cima do ombro.
– O que aconteceu?
– Nada. – respondeu, simples – Só... Um pressentimento ruim. Está sentindo?
Segui seus olhos, na mesma direção, era só mais uma prolongação da arquibancada com adultos conversando sobre qualquer coisa. Dei de ombros.
– Acho que está ficando paranoico. – sorri, passando minhas mãos sobre seus ombros
Percy acompanhou meu sorriso e inclinou-se sobre mim, depositando um selinho rápido em meus lábios.
– Eu também acho. Quer mais alguma coisa? Acho que eles já estão oferecendo água.
– Prefiro suco. – optei
Ele assentiu, deslizando a mão para dentro do meu jeans novamente antes de beijar minha testa e retirá-la, indo em direção oposta a que estávamos. Caminhei até a mesa de degustações, o que era uma surpresa para esse ano, tinha quase um metro de salgadinhos, bolos doces e variados tipos de doces sofisticados. Encarei todas as opções, pensando em qual seria a melhor coisa para encher minha fome e não parecer uma mulher esfomeada.
– Os salgadinhos são extremamente ótimos. Uma sugestão.
O sotaque inglês me atingiu como um soco no estômago. Talvez bem pior. Talvez uma facada em minhas costas tivesse doido menos, teria me deixado menos frágil, menos... Alcançável.
Sem querer, senti meu corpo chacoalhar para o lado, sentindo um arrepio deslizar pela minha espinha. Sotaques ingleses eram dificilmente encontrados em Los Angeles, talvez turistas.
Levei meus olhos para encarar os do homem ao meu lado. Ele tinha um sorriso calmo enquanto pegava dois salgadinhos e inclinava um para mim, em forma de educação.
– Então, vai seguir minha sugestão?
– Prefiro os doces. – retruquei
Ele deu de ombros, engolindo o segundo salgado rapidamente enquanto eu vasculhava a mesa a procura de um doce que não fosse tal calórico quanto eu imaginava. Acabei escolhendo um rosado, engolindo-o e encarando-o em desafio.
– Sabe, você tem olhos muito... Exóticos. – sua voz era suave, atrativa e estranhamente conhecida, como um laço de seda enrolando-me em uma teia, por fim, ele estreitou os olhos e mordeu o lábio inferior, sorrindo – Não é, Annabeth?
– Como sabe meu nome? – perguntei, na defensiva
– Bem, eu deveria ficar ofendido porque não me conhece, mas...
Franzi o cenho, confusa. Seus olhos me lembravam alguém, sim, assim como seus ombros eretos e queixo desenhado.
– Não quero acreditar que você seja o Rob.
– Rogers. – completou com uma piscadela
– Hã...
Tentei formar uma frase coerente, algo que o fizesse saber que eu não era mais aquela garota que ele conheceu em Hampshire, que eu havia crescido e que eu conseguira perdoar tudo que ele fez, mas tudo que vinha em minha mente era em como sua voz ficara mais grossa e ele ganhara mais massa, em como ficara sexy com roupas casuais, como blusas de flanela e jeans, porém a mais importante era: o que merda ele estava fazendo em Los Angeles em uma reunião de pais na escola dos meus filhos?
– Sei que não teve boas lembranças de nosso último... Hm, se me permite chamar assim, encontro.
Pigarreei. Cruzei minhas mãos em minha frente.
– Não, tudo bem. – balancei a cabeça em negação – Está tudo bem, eu mal lembro daquilo. E... Sinto muito em relação a sua família e tudo mais.
– Sem problemas. – ele sorriu, fazendo uma covinha fraca em suas bochechas
Rob enfiou as mãos no bolso e tirou um cartão de visita.
– Sei que vai parecer muito... Idiota, talvez essa seja a palavra. Mas seria ótimo se pudéssemos sair para jantar... – arqueei a sobrancelha, com um sorriso – Ou um almoço ou um café da manhã, o que você achar menos romântico.
Deixei um riso escapar de mim. Eu tinha tantas perguntas pra fazer! Tanto que eu queria falar, queria abraça-lo e dizer que senti saudade e que mesmo depois de tanta merda que ele fez (sem conseguir consertar nada), eu ainda o entendia. Ele tinha perdido toda a família, não tinha ninguém além de si mesmo.
– Por que menos romântico? – perguntei, encarando o cartão com curiosidade
– Bem... – ele cruzou os braços – Você está aqui, em uma reunião de pais, isso quer dizer que você tem um filho...
– Você também. – acusei
– Ter um filho significa que você tem alguém e eu tenho grandes suspeitas de que esse alguém seja...
– Percy.
– Eu.
A tensão fora inesperada e abrupta. Como se, do nada, alguém tivesse nos empurrado diante de uma falésia ridiculamente alta e não tivesse nenhum meio de que pudéssemos parar com aquilo até que estivéssemos submersos no mar, sem nenhuma maneira de voltar para a superfície.
– Você.
– E você, quem seria? – Percy perguntou, entregando-me o copo de suco
Seus olhos vasculharam meu rosto, encarando o cartão em minha mão, pude ver vários sentimentos passando diante de seu rosto, entretanto o mais evidente era a sua indignação.
– Robert. – ele resmungou
– Foi um prazer revê-la, Annie.
Franzi os lábios, assentindo.
– Prazer? Você deveria estar preso! – Percy elevou o tom de voz, segurei seu braço, tendo a certeza que enfiara o cartão no bolso da minha calça – O quê? Vai me segurar agora? Teve algum “sentimento” antes de eu chegar?
– Pare. Você está sendo ridículo. E eu vou fingir que você não fez essa última pergunta, imbecil.
– É? – Percy me encarou, mordendo o lábio inferior com raiva, ele virou-se em direção de onde Rob estava indo, de encontro a um garoto conhecido de ambos
Engoli em seco ao ver o quão parecido eles eram.
– Annabeth. – Percy disse, seu rosto ganhando o tom avermelhado, as mãos se fechando em punho, deixando o copo de água cair – Aquele... Aquele verme é o cara que esteve em nossa casa?
Encarei seus olhos verdes. Ele queria, precisava que eu dissesse não. Mas do outro lado, Jake acenou para nós com um sorriso tímido. Ergui a mão, tentando ser mais educada do que amedrontada. Percy segurou meu braço, puxando-me para fora da quadra.
– O que está fazendo?! – gritei, seguindo-o com passos rápidos
– O que vou fazer. – ele grunhiu quando alcançamos o estacionamento
Percy destravou o carro. Fiz menção de entrar assim que ele começou a dar a ré.
– Você está agindo de cabeça quente, ok? – comecei, posicionando minhas mãos em meus joelhos – Você tem que se manter calmo e tentar... Ser um adulto.
– Um adulto?! Um adulto quando eu acabo de descobrir que o cara que me sequestrou há anos atrás ainda não foi preso?
– Você sabe o acordo que seu pai fez com ele! Foi por isso que ele te deixou sair, se você não lembra.
– Ah. – Percy parou o carro no meio da rua, socando o volante – E minha esposa ainda o defende. O quão isso pode melhorar?
– Eu não sou sua esposa! – gritei, encarando-o com raiva – Não sou sua esposa e não mereço ouvir seus gritos por causa de ciúmes bobos!
– Não é minha esposa? – Percy assentiu, encarando o teto do carro – Você não é minha esposa. Talvez você realmente não queira ser depois que encontrou o verdadeiro amor de sua vida, não é?
– Olha as baboseiras que está dizendo! Pare de ser ciumento e aja como um adulto! – elevei um dedo em sua direção
– Agir como um adulto?! Como eu agi por toda minha vida? Te protegendo para você depois...
Engoli em seco e passei minhas mãos pelo meu rosto. Respirei fundo e apoiei meu rosto em minhas mãos, voltando meus olhos para ele.
– Quando ia me dizer que Rachel estava na cidade?
– O quê?
– Você ouviu muito bem. Quando? – voltei a perguntar
Percy ligou o carro, atravessando as avenidas sem ao menos checar os dois lados antes de aumentar ainda mais a velocidade do carro.
– Então vai se esquivar de minhas perguntas? Como vai seu anjo? Já teve um jantar com ela? Talvez um almoço. Aposto que foram para o shopping.
– Você está mudando nossa conversa de foco. Não quer que eu atinja você por causa de Rob.
– Não quero que seja idiota!
– Então pare de ser idiota!
– Percy, preste atenção no trânsito. Chega. – tentei encerrar
– Não, claro que não vou terminar, Annabeth. O namorado da minha filha é filho daquele bastardo! Como você quer que eu me sinta?
– Então, vai descontar sua raiva na Olivia agora?
– Talvez ela tenha um péssimo gosto para namorados como a mãe.
– Estou percebendo. – resmunguei
– E quer saber sobre Rachel? – ele parou no primeiro sinal vermelho desde que saímos da escola – Eu sabia que você ia surtar. Sabia que você ia ter... Isso. Agir como uma adolescente.
Ri, todo meu veneno da pior mulher do mundo descendo sobre meus lábios.
– Até porque você não agiu como um adolescente idiota quando viu o Rob ali.
– Agi como um marido agiria ao ver o cara que a sequestrou e quase te deu de bandeja para o Jay, se não se lembra.
– Ótimo ponto! Você não é meu marido.
– E é assim que você revida, então?
Vamos lá, não surte. Passei a mão pelos meus cabelos mais uma vez, tentando manter meu autocontrole.
– Chega, Percy. Eu não vou brigar com você. Não vou ser a garota desesperada que você quer que eu seja. Quando você estiver de volta a si. Talvez, só talvez, possamos conversar.
– Ótimo. – ele resmungou, o carro atravessando a Barnard Ave
– E tente parecer um homem na frente de seus filhos, ok? Porque isso é passado...
– Passado... – ele deu um riso de escarnio e em poucos segundos, virávamos na Frosier
Percy mal tirou a chave da ignição quando pulou pra fora. Peguei minha bolsa pensando em mil e uma coisas que ele poderia fazer, mas nenhuma chegou perto do que ele fez.
Travei o carro, apressei meus passos até estar me deparando com Percy em frente a televisão onde Olivia assistia algum filme.
– Pai. — Liv resmungou
– Que merda é aquela com aquele merda? Você está namorando ele?
Minha filha ergueu a sobrancelha, desligando a televisão, vi Paris sair da cozinha carregando um pote repleto de soverte e lhe mandei um dos meus piores olhares.
– Percy, vamos nos acalmar. Talvez... – respirei fundo, ignorando minha raiva por ele e tentando parecer calma por um bem maior
– Acalmar? Acalmar assim que eu soube que minha filha se tornou uma vadia? — ele gritou
Senti meu corpo congelar assim que aquelas palavras se espalharam por toda a sala. Era como se as palavras fossem direcionadas a mim, atravessando meus órgãos e dilacerando meu corpo por dentro.
Pude ver Paris acabar com o sorriso ladino idêntico ao do pai.
Liv levantou-se, encarando-o com um misto de confusão e raiva.
– Do que você está falando?
– De você se agarrar com aquele bostinha!
– Pai! Aquele bostinha é o meu namorado!
– Namorado? — Percy riu, zombando — Você vai acabar com esse namoro amanhã, entendido?
– Claro que não! — Liv gritou contra ele — Eu o amo!
– Ah, olhem aqui, ela o ama. — Percy bateu palmas — E ele te ama? Não duvido que ele te traía e você é a besta nesse relacionamento de merda. Olhe bem, Olivia, você está sendo idiota e imatura...
– Pai, eu o amo! Você mesmo disse que temos que correr atrás...
– Você tem dezesseis anos, Olivia! Você não sabe o que é amor, não sabe nada! – ele gesticulou com as mãos
O rosto de Percy estava vermelho, seu lábio inferior tremia e isso era um sinal claro que ele não agia usando sua consciência. Sabia que no outro dia, ele estaria arrependido o suficiente para nem olhar em nossos olhos, mas nada disso fazia sentido.
Brigar comigo? Era normal, tínhamos brigas quase todos os dias, mas... Olivia? Foram raras as vezes que pude vê-lo levantar a voz para ela.
– O que está acontecendo... – Olivia tentou
– Não importa! Não quero saber! Isso vai acabar amanhã, ok?
– Por quê? — gritou, seu rosto vermelho, seu cabelo loiro caindo pelo rosto, desfazendo seu coque alto
– Não grite comigo, garota. Você é a errada aqui e é bom que se dê conta disso.
– Não sou a errada! Estou defendendo o que eu acho certo! Você sempre me ensinou isso, pai... Você está louco... – ela balançou a cabeça, afastando as lágrimas com as costas das mãos – Você não é meu pai...
– Olivia...
– Me explique! Eu exijo que...
Foi naquele momento que eu pedi para que Olivia não fosse tão idêntica a nossos defeitos. Ela tinha tudo que eu queria tirar de nossas vidas: meu orgulho, o lado explosivo de Percy, a inteligência rápida para coisas ruins e o pior, a facilidade de encontrar problemas para ambos de nós.
Um estalo fez meu corpo se arrepiar e ao mesmo tempo, lágrimas caírem sobre meu rosto. Eu estava estática, sem saber o que fazer ou falar para que aquele inferno parasse.
Aquela não era minha casa, não era minha família. Eu implorava para tê-la de volta, implorava para que tudo voltasse ao normal. Eu poderia enfrentar outros mil problemas em vez desse inferno que se instalara em cima de nós.
Percy respirava pesadamente, a mão novamente erguida no ar quando Paris — mais rápido e ágil que eu — se pôs na frente de Olivia segurando seus ombros.
– Eu te odeio! — ela gritou, debatendo-se nos braços do irmão — Te odeio! — soluçou em meio ao choro
Assim que Paris a carregou pelos ombros para o andar de cima, obriguei meu corpo a andar até ele.
– Você viu o que acabou de fazer? — sussurrei
Ele levou a mão até o rosto, em seguida, bagunçando o cabelo.
– Você viu? — gritei
– Ela merecia. Ela estava gritando comigo e ela me deve respeito, sem contar que ela está namorando com...
– Não tem nada a ver! Percy... Percy, olhe pra mim. — pedi, segurando seu rosto entre minhas mãos — Você está destruindo nossa família, será que não percebe?
– Estou protegendo vocês! Você não percebe!
– Protegendo? — limpei as lágrimas de minha bochecha — Você está nos matando aos poucos! Até porque proteger é bater em sua filha.
– Eu já disse! — ele gritou, virando as costas para mim, colocando as mãos na cabeça — Ela não pode ficar com ele.
– Isso é um ciúme? De quase vinte anos atrás?
– Não é ciúmes! — grunhiu — Eu vou sair daqui. — resmungou — Não sei que horas eu volto.
– Não sabe? Percy Jackson, pode ter certeza que assim que sair por aquela porta...
– O que vai fazer? — ele virou-se pra mim com um sorriso esnobe
Engoli em seco, criando coragem para as palavras que estavam sendo processadas em minha cabeça. Era demais. No entanto, deveria ser o suficiente.
– Vou pedir a separação. E vou embora com meus filhos e pedir para que você nunca mais chegue perto de nós.
Percy ergueu a sobrancelha, pensativo. Seu rosto começara a ficar vermelho a cada minuto que se passava, eu ainda tinha esperanças que ele desistisse daquilo, desistisse daquela coisa e finalmente se redimisse, no entanto, parecia difícil demais para que ele se redimisse.
Totalmente diferente do eu achei que ele faria.
É claro, esse era Percy, o imprevisível. O cara que faria totalmente diferente do que você pensava. Ele poderia ser um gentleman em um segundo e te tratar como um ignorante, poderíamos ter acabado de ter o melhor dia de nossa vida, mas em seguida ele estaria carrancudo.
Esse era o homem que eu escolhi, e eu me perguntava se não fiz a escolha errada.
Percy nem me deu uma resposta, apenas pegou as chaves que eu deixei cair sem que eu percebesse e foi embora. Ele mal fechou a porta, talvez para que eu ouvisse o cantar de pneus que perambulou pela vizinhança calma.
Obriguei-me a não chorar e procurei meu celular em minha bolsa. Teclei o número tão conhecido de Luke.
– Prima?
– Luke. Você ainda tem aquele rastreador no celular de Percy?
– O que ele fez dessa vez?– ele perguntou, enquanto eu fechava a porta e corria pra cozinha
– Merda. Como sempre. Você pode trazê-lo pra casa caso não esteja ocupado?
– Pode me dizer o que ele fez?– abri as últimas gavetas abrindo todos os fundos ocos possíveis, tentando achar sua arma
– Não agora.
– O que está fazendo?
– Pode me ajudar ou vai ficar fazendo pergunta?
– Vou chamar o Ethan, irritadinha.
– Obrigada.
Desliguei o telefone, subindo as escadas e tirando meus sapatos no meio do caminho. Pude ver a porta do quarto de Olivia trancado e não fiz menção de abrir ou verificar se estava tudo bem. Corri para meu quarto, adentrando o closet com euforia, abri todas as gavetas sem achar o que queria e procurando na caixa em cima de uma das estantes.
Por sorte, estava ali.
Suspirei.
Ele não ia fazer nenhuma merda tão extrema.
Fale com o autor