Notas iniciais
OI OI GENTE LINDA OI MYLENATORS OI OI OI

"Kiss me like you wanna be loved"

Almoço de família foi sempre um motivo para me afastar de minha família.

Ainda podia lembrar do primeiro almoço de família que fui com Percy. Eles eram alegres, conversadores e faziam boa comida.

Minha mãe também fazia uma boa comida. O problema é que nós não éramos animados, nem alegres e muito menos conversadores.

Como boa parte da família enorme de Percy continuava em Hampshire, e ir para lá era um grande problema para nós, tínhamos que nos acostumar com os almoços de família que tínhamos por aqui.

Na ponta, Poseidon estava com um sorriso... Podia me lembrar dele com o mesmo sorriso quando o visitei em sua casa, no entanto, Anfitrite ao seu lado. Dessa vez, minha mãe ocupava aquele lugar. Ela parecia feliz e relaxada com seu papel de avó da casa. Kaya estava do outro lado de Poseidon. Por sorte, Olivia ficou ao lado de Kaya, enquanto Paris ficava a sua frente. Fiquei ao lado de Paris, apenas para ter certeza que eles não tentariam nenhuma brincadeira por baixo da mesa enquanto Thalia ficou a minha frente.

A comida já tinha sido servida.

Carne grelhada, um tipo de arroz chinês, variados tipos de salada, outros tipos de sobremesas mais afastados, purê de batatas, sucos e refrigerantes.

Estávamos prestes a comer quando Luke, Ethan, Percy e Nico irromperam pela sala de estar.

Todos estavam suados, usando apenas shorts com bonés virados para trás e sorrisos grandiosos.

Depois de tanto tempo ao lado de Percy, eu ainda me impressionava como ele conseguia manter o bom corpo. Claro que ele não tinha aquela barriga definida de tempos atrás, mas seu corpo era bem saudável. Os braços fortes, a barriga lisa e o jeito que suas costas se movimentava quando se mexia. Céus.

Ajeitei-me na cadeira e Paris arqueou a sobrancelha.

– Algum problema, mãe?

Lancei-o meu pior olhar e voltei a encará-los.

Percy ajeitou seu boné, ainda para trás e Nico deu um beijo na bochecha de Thalia. Ela fez uma careta de nojo, embora tivesse um sorriso ao tirar seu boné e colocar em sua própria cabeça.

Percy puxou a cadeira ao meu lado, apoiando no joelho quando beijou meu ombro.

– Você está suado. – reclamei, encolhendo-me

– Você não gosta? – ele arqueou a sobrancelha, deslizando seu dedo pela minha coxa

Revirei os olhos.

– Estamos em uma mesa de família. Vocês poderiam, por favor, pararem de se comer pelos pensamentos? – Kaya interrompeu

– E você poderia, por favor, parar de ser estraga-prazer? – revidei

– Deixarei quando você sair da família. – ela deu um sorriso falso e grande

– Kaya. – Percy suspirou, virando-se em sua cadeira

– Bem. – minha mãe bateu palmas – Como estou vendo que todos já estão aqui e ativos. Quero dizer que estou feliz de tê-los em um domingo lindo e animado como esse.

– Super. – Paris resmungou

Dei uma cotovelada em sua costela, ouvindo seu gemido de dor.

– Faço de suas palavras as minhas, querida. – Poseidon concordou com um sorriso – Por favor, não façam cerimônias.

Servi-me, vendo todos fazerem o mesmo. Em dado momento do nosso casual e animado almoço, algo teria que dar errado.

– Sra. Chase, esse purê está maravilhoso! – Ethan sorriu, limpando a boca com o guardanapo de tecido

– Na verdade, Kaya quem fez. – Atena deu um sorriso grande – Ela é uma boa cozinheira.

– Definitivamente. – Luke apoiou o cotovelo na mesa na outra ponta e lhe mandou uma ótima encarada, quase gritei de orgulho – Você é uma ótima cozinheira, Kaya.

As bochechas dela coraram enquanto um pequeno sorriso surgia.

– Obrigada, Castellan.

– Posso dizer que é muito boa em ser adorável também. – encerrou, ainda com um sorriso, sem quebrar o olhar que tinha ali

Paris bufou, apertando o guardanapo em seu colo.

– Dá pra parar de paquera-la no ambiente familiar, tio?

– Paris. – repreendi

– Ele está certo. – Percy concordou – Estamos em um ambiente familiar, Luke, não precisa dar declarações de amor a minha irmã.

Encarei Poseidon, esperando que ele concordasse com os outros, mas ele apenas nos encarava com um sorriso.

– Por favor, não parem por causa de mim. – disse, acenando com a mão, arrancando risadas de minha mãe

– Está tudo bem. Paris e Percy. Sério. Foi só um elogio, não é, Luke?

Meu primo abriu um sorriso e assentiu fortemente.

– Certamente, Kaya.

– Eu quero vomitar. – Percy resmungou ao meu lado

– Cale a boca. E você, garoto... – inclinei-me ao lado de Paris – Controle sua boca com seu tio.

– Só falei o que eu pensava. – retrucou, com um tom esnobe

– Você só falou porque se sentiu atingido. – falei, me arrependendo assim que as palavras saíram de minha boca – E não me responda com esse jeito de superior novamente.

– O que você está tentando dizer?

– Que cale a boca. E não volte a ser o babaca que estava sendo, entendido? – encarei-o

Seus olhos azuis me encararam de volta. Superiores e orgulhosos. Por um momento, achei que ele ia jogar seu guardanapo e sair da sala como um furacão. Entretanto, ele me provou que poderia ser melhor que isso. Seus olhos deixaram os meus, então voltaram a comer sua refeição calmamente.

Respirei fundo e vi os olhos gélidos de minha prima me encarando. Ela piscou e voltou sua atenção para Nico.

– Não deveria ter sido tão grossa. – Percy sussurrou, os dedos passeando em meu joelho

– Sou a mãe dele. Sei o que é bom para ele.

Seu sorriso aumentou.

– Sabe o que acho? Que fica muito sexy quando se faz de mãe super poderosa.

– Sabe o que eu acho? – segurei seu queixo com um sorriso – Acho que ficou em um campo cheio de testosterona e tudo que quer é ver um corpo nu.

– É por isso que eu quero me casar com você. Céus.

Soltei uma risadinha, terminando o que tinha de comer.

Meu telefone tocou no meio do almoço. Revirei os olhos.

– Desligue isso. – Nico disse com um revirar de olhos

– Preciso ver se é importante. – respondi

O número era desconhecido. Arqueei a sobrancelha, confusa.

– Annie? – Nico voltou a chamar

– Trabalho.

– Ei, não! – Thalia reclamou

– Só um minuto. – falei

Saí da minha cadeira, afastando-me para o canto mais silencioso da sala de jantar.

– Alô?

Annabeth Chase? É Graham.

– Graham?

Sim, da casa no subúrbio.

Ah. Droga.

– Olá, Graham. É um prazer falar com você. Em que posso te ajudar?

– Sei que devo estar te incomodando, mas minha esposa não conseguia dormir até saber que você seria nossa designer de interiores. Naomi nos deu seu número, não sei se ela fez certo...

– Hm. Tudo bem. – vociferei

Então... Quando podemos falar com você?

– Podemos marcar um... Almoço. Posso ser a designer de vocês. Marque algo com Naomi, ela sabe minha agenda, tudo bem?

Ah! Muito obrigado, Annabeth. Isso é muito legal de sua parte, sabemos que não gosta disso e...

– Não se preocupe. Sua casa ficará do jeito que sua esposa quer, ok?

Certo. Muito obrigado mesmo! E desculpe por atrapalhar seu dia.

De maneira alguma.

Voltei a mesa, absorvendo o olhar de Percy.

Kaya deixou a mesa com um licença baixo e comportado. Até parecia que era uma garota de família, por favor.

Ela ainda me trazia diversas dúvidas. Muitas.

Precisava falar com ela.

– Licença. – avisei, afastando-me da cadeira e seguindo para a cozinha

A casa ainda era um mistério para mim ainda. Tinha visitado partes dela, mas poderia me virar para encontrar a cozinha. Kaya estava lá, sozinha. Uma ótima oportunidade.

Ela estava colocando seus pratos na máquina de louças e suspirou.

– Queria falar com você.

Ela pulou e virou-se para mim.

– Você me deu um susto, cunhada. – ironizou

– Tenho certeza que sim. Quero falar com você sobre... – deslizei meu dedo pela mesa de madeira ao canto – Minha família.

– Luke? Olhe...

– Também. Mas ele é um homem, confio nele. Não em você, embora você saiba disso. – encarei-a por instante

Ela assentiu com os braços cruzados.

– Ótimo, porque o que quero falar é sobre Paris.

Seus olhos verdes e grandes piscaram, confusos. Kaya mudou o peso do corpo, erguendo o queixo.

– O quê?

– Você está ficando com o Paris. Ei... Não precisa negar. Eu já sei. Eu até poderia pedir para se afastar dele, mas você não vai, então eu me pergunto... Por que está fazendo isso?

– Não tenho que te explicar nada.

– Não. Deus me livre, não precisa me explicar nada. – dei um sorriso, me aproximando dela – Talvez devesse explicar isso ao Percy.

– Você está me chantageando?

– Eu? Bom, veja do lado que preferir. Ao meu ver, estou defendendo meu filho das garras de uma aproveitadora que o está fazendo de brinquedo.

– Eu gosto do Paris... – sua voz não era firme e tive dúvida do que ela falava

– Resposta errada, Kaya. – estava próxima dela, o suficiente para ler seus olhos e estreitei os meus – Fique longe dele.

– Nós não queremos isso.

– É doente. Você o viu nascer. Qual o seu problema?

– Eu gosto dele. – ela arqueou a sobrancelha

Ela estava brincando comigo? Que maldição era aquele brilho no olhar dela?

– Claro que deveria, ele é seu sobrinho.

– Você não entende. E nem pode. Não há nada para você entender.

– Pode duvidar, Kaya, mas eu te amo. Infelizmente, você faz parte de minha bolha e isso significa que eu ainda deposito um pouquinho de chances em você. Um resto de esperança. Se, ao menos, se importa com isso, faça a coisa certa. E se ama o Paris, faça isso por ele. – encerrei

– Annie? – ouvi a voz de minha prima

Thalia apareceu na porta e deu um sorriso.

– Estamos indo. Percy também está chamando, você vai agora?

– Claro. – concordei – Tchau, Kaya.

Seus olhos estavam um pouquinho arregalados e surpresos, ela afrouxou o aperto de seus braços em seu busto e suspirou.

– Tchau.

***

Percy depositou uma panqueca em meu prato e sorri, beijando seus lábios.

– Suas demonstrações de afeto pela manhã me irritam.

Olivia desabou a minha frente. Percy deu um beijo em sua testa, acariciando seu ombro.

– Bom dia, querida. Onde está seu irmão?

– Não sei. – Liv deu de ombros – Bati na porta dele, mas ele não atendeu. Acho que deve usar a chave secreta.

Percy suspirou, tirando seu avental e colocando a frigideira em cima da pia.

– Vou falar com ele.

– Não... – apressei-me – Deixe-me falar com ele.

– Annie...

– Amor. – abracei seu pescoço com um sorriso – Está tudo bem.

– Além das viaturas lá fora. – Olivia cantarolou

– Tudo está bem. Ok? – beijei Percy novamente e sorri – Vou falar com Paris e tudo vai ficar bem.

– E vai visitar meu novo escritório!

– Irei!

Subi as escadas, tirando meus saltos no meio do caminho. Fui até meu quarto, pegando o molho de chaves. Bati na porta de Paris com o nó dos dedos.

– Querido? Paris? Você está acordado?

Nenhuma resposta.

Suspirei e abri a porta.

Ele estava deitado. Os olhos voltados para o teto e jogando uma bolinha para cima e para baixo.

Andei até estar ao seu lado. Seus olhos, entretanto, nem se direcionaram para mim. Sentei-me ao seu lado, acariciando sua canela.

– Está tudo bem?

– Acho que estou apaixonado. – ele sussurrou

Vamos lá, você pode fazer isso.

– Hm. Isso é ruim?

– Eu não poderia estar apaixonado por ela.

– Paris...

Ele ergueu os olhos para mim e segurou a bolinha entre seus dedos.

– Não é nada. – ele passou a mão pelo rosto – Não é nada. Digo... Eu posso superar, certo? É isso que faria?

– Eu diria para aproveitar ao máximo. – acariciei seu rosto com carinho – Mas certas coisas tem que ser abafadas.

Paris me encarou profundamente. Senti como se ele tivesse lendo cada mentira, cada segredo impregnado em mim. Por fim, ele assentiu.

– Eu te amo. – ele sussurrou – Você é, de longe, a melhor mãe do mundo.

Arqueei as sobrancelhas.

– O que disse?

– Que eu te amo.

Meus olhos arderam e eu o puxei para um abraço. Paris se aninhou em meu ombro.

– Eu te amo tanto, querido. Sei que está uma confusão, com policiais, um maníaco, mas... Não quero que participe disso, baby. Eu te amo muito, muito mesmo.

– Você dizia a mesma frase quando eu era pequeno. Senti falta disso.

Segurei seu rosto entre minhas mãos.

– Você quase me fez seu chorar. – acariciei seu rosto e suspirei – Agora, você precisa ir para escola.

– Pensei depois disso você iria me liberar. – ele piscou, um sorriso se abrindo

– Tudo bem. Certo. Posso fazer isso. Por hoje. – avisei

Peguei carona com Percy. Exceto por duas viaturas nos seguindo discretamente, Olivia pareceu bem quando saiu do carro tão rápido que mal deu tempo para lhe dar uma boa despedida. Em seguida, fomos para o prédio onde houve a reforma.

Assim que entramos, pude ver o jeito que eu pensara. Estava ótimo. O carpete vinho era confortável, no balcão de madeira, a nova recepcionista parecia eficiente com seus olhos no nariz e cabelos presos na altura do pescoço.

Ela ergueu os olhos quando Percy entrou, sua mão agarrada a minha.

– Quero que veja os escritórios. E o corredor que planejou.

– Claro. – concordei

O corredor continha quadros de artistas locais. Tinha a iluminação que sugeri no canto das paredes, os gessos no teto e o arredondamento que os corredores levavam. Seu escritório estava maravilhoso. Havia janelas do teto ao chão que mostravam as palmeiras, os shoppings e a movimentação de Los Angeles. Sua mesa era de mogno com um pequeno navio posto no canto.

– Está ótimo. Muito bom. – elogiei

– E eu adoraria estreá-lo com você.

Sorri, segurando seu pescoço. Percy me rodou até que eu estivesse sentada em sua mesa. Ele afastou alguns papéis e apoiou as mãos ao lado de minhas coxas.

Nosso beijo era calmo, recheado de prazer e eu adorava aquilo. Adorava o jeito como as coisas estavam indo.

Sem Jay. Sem preocupação. Nada mais, além do nosso delicioso amor escorregando pelas paredes. Aproximei-me mais dele, suas mãos eram rápidas em tirar meu blazer, e então, seus dedos se batiam, tentando abrir minha blusa. Dei uma risadinha, apoiando-me em minhas mãos e empurrando meus seios para frente.

Percy bufou.

– Se fizer isso novamente, eu vou arrancar sua blusa. – resmungou e xingou logo em seguida

– Bom, eu adoraria ficar nua pelas ruas. O que acha?

Seus olhos verdes eram escuros. Ele franziu as sobrancelhas e puxou meu quadril contra o seu.

– Você é uma péssima mulher.

Avaliei sua frase, com um dedo no queixo.

– Nunca disse que seria uma boa.

Ele revirou os olhos, seus lábios descendo pelo meu pescoço com lentidão. Sentia que aquela seria uma ótima manhã. Seus braços me seguram, girando-me contra a mesa, aconcheguei-me ali, apertando minhas pernas ao redor de seu quadril.

Percy desabotoou sua blusa com facilidade, jogando-a para o lado enquanto terminava o trabalho com a minha. Seus dedos subiram minha saia com agilidade. Era o tipo de rapidinha que eu comecei a me acostumar.

Batidas na porta me fizeram sobressaltas, afastando o rosto de Percy dos meus seios.

– Está esperando alguém? – perguntei com as sobrancelhas arqueadas

Seu rosto estava vermelho, seus lábios entreabertos e a respiração ofegante. Se eu não estivesse tão excitada quanto ele, com certeza, teria rido.

– Não.

– Veja quem é.

– Não. – respondeu, como se o que eu tivesse acabado de dizer fosse um absurdo

– Percy.

Ele respirou fundo, revirou os olhos e assentiu.

Ajudei-o a recolocar a camisa, ele a puxou até os cotovelos de um jeito estranho enquanto eu dava as costas para a porta, abotoava a minha própria camisa, encarando Los Angeles pela manhã. O calor da sala chegou a ser quase insuportável, no entanto, continuei ali. Presa na visão de um novo futuro.

– Não... Não vou atende-lo... Diga que...

– Você não ia me atender? Por favor, estou aqui a trabalho, Jackson.

Senti meu corpo gelar ao ouvir a voz de Rob.

Hora errada, lugar errado.

Quando virei-me para observar seu terno bem passado, vi que ele mordeu o lábio inferior, dando um passo para trás.

– Estou, juro que estou, tentando suportar até respeitar sua existência na mesma cidade que eu, Robert. E realmente, estou tentando não te acusar de qualquer coisa, desse jeito... Não rola. Agora, pode sair da minha sala?

Ele engoliu em seco. Peguei minha bolsa rapidamente.

– Bom dia, Rob. – cumprimentei, apressando meus pés em direção a Percy que continuava com braços cruzados ao lado de sua porta de madeira

Rob sentou-se, resmungando algo sobre só estar fazendo seu trabalho.

– Claro, sinta-se a vontade. Babaca. – Percy resmungou, irônico

Revirei os olhos, segurei seu queixo, beijando seus lábios.

– Terminamos isso depois. – prometi

– Espero que continue me amando quando eu for acusado de homicídio.

– Escutei isso, Jackson! Mas se tivesse me atendido ontem, nada disso teria acontecido.

– Você não tem direito a falar ou se defender, então finja que é invisível, ok?

– Vocês tem trabalho a fazer, e eu também. Tenham um bom dia, cavalheiros. – mandei uma piscadela para Percy ao fechar sua porta

Cumprimentei a nova recepcionista antes de entrar no elevador.

Agora, iriamos ao trabalho.

Peguei um táxi em direção ao meu trabalho. O prédio da Mazzali era como um centro de tortura para mim. Assim que pisei meu pé na calçada, vejo Naomi batendo o pé no carpete com dois cafés.

– Desnatado e com muito creme. – ela falou, nervosa

Arqueei a sobrancelha, segurando o café. Continuei encarando e seu sorriso enorme no rosto.

– O que fez dessa vez?

Minha secretária mordeu o lábio inferior. Seu braço fino segurou o elevador para mim, continuamos todo o caminho em silêncio. O que quer que fosse, era muito grave.

Andei com passos rápidos e curiosos até me deparar com minha sala repleta de homens fardados. Ethan estava com uma prancheta, anotando coisas, um fone de ouvido embutido com um microfone enquanto Luke tinha as mãos nos quadris, usando uma blusa azul de botões que caia muito bem nele.

– O que diabos está acontecendo aqui?

Todos pararam o que estavam fazendo e se concentraram em mim. Quase deixei minha bolsa, minha pasta e meu café cair. Por sorte, consegui segurá-los, além de manter a melhor cara de desentendida.

– Vocês estão grampeando meu escritório? – adentrei o carpete verde musgo, passando por muitos policiais até por Ethan, apoiei minha mão e minhas coxas na mesa de mogno – Por favor, não parem por mim. – resmunguei

– Já temos tudo que precisamos. – Ethan retrucou, seriamente – Podem sair. Obrigado.

Esperei todos saírem, até Naomi foi mandada junto. Beberiquei meu café, vi Luke passar os dedos pelos fios cor de areia e ambos me encararam, talvez nervosos ou medrosos.

– O que está acontecendo?

– Queremos saber como Jay agiu, como ele sabe que trabalha aqui. Estávamos procurando se ele grampeou seu escritório.

– E então? – insisti

– Nada. – Luke respondeu – O que quer que ele tenha feito foi cuidadoso e sem deixar nenhuma pista.

– Disso, eu já sabia. Não sei com que autoridade você veio até meu lugar de trabalho. – franzi o cenho – Ele ligou para meu telefone pessoal, Luke.

– Só queríamos ter certeza. – Ethan interviu e tirou a única folha, dando para mim – Thalia está entrando com diversos processos...

– Perturbação, ameaças... Isso é o começo.

Coloquei o papel em cima da minha mesa, concordando.

– Obrigado, rapazes, mas... Tenho trabalho a fazer.

Luke me encarou, uma das sobrancelhas loiras arqueadas. Ethan não espera mais uma palavra, saindo as pressas. Meu primo ainda ficou um tempo, tentando desvendar o que quer que fosse, a pista que estava deixando para trás. Por fim, ele ergueu a mão em uma despedida e se foi.

Tenho trabalho a fazer.

Notas finais
GENTE olha pra kaya olha pro luke aff shippei e gente vai ter MUITO mais sobre a kaya ainda ok entao esperem vejam os detalhesss E perdao por n ter respondido todos os reviews!! Eu tive que escolher entre postar ou responder, então já viram ne E SAUDADES RECOMENDAÇÕES OK E outra: vcs viram q aconteceu MUITA coisa nesse capitulo ne? Podenter alguma dica ai sla be careful kiddos Aqui vão os avisos (COM PROJETO X): Primeiro, você acompanha Sweet Madness? PORQUE SE ACOMPANHA EU SÓ DIGO UMA COISA VC LEU SM?????????? E se você me acompanha e não acompanha SM, só digo uma coisa: acompanhe, porque finalmente entramos no ritmo e vai ter capitulo ja próxima semana yes!! E é muito bom, até porque eu e a polliana juntas só poderia sair coisa boa né gente lets go SEGUNDO: PROJETO X SAIU!! FINALMENTE EU SEI VCS DEVEM TÁ "nossa essas negas falam disso tipo desde o ano passado etc" É EU SEI EU SEI mas saiu entao lets go: seasons-project.tumblr.com E O NOME É SEASONS PROJECT OK ou seja saibam que a arya é fall, polli é winter e eu sou spring vcs irão saber de tudo isso logo etc enifm TERCEIRO: JÁ TEM RESENHA NO SEASONS OK E quarto: Se você ainda não participa do nosso grupo do Facebook, saiba que nós temos um! https://www.facebook.com/groups/638283029598698/?fref=ts Aí tá o link, nós deixamos uns spoilers básicos, falamos sobre tudo e tem todas as criadoras do fuck que eu amo demaissssss!! E quinto: QUARENTA E DOIS DIAS PRO MEU ANIVERSARIOOOOOOOOO AI QUE LINDO podem juntar dinheiro p mandar presente ok obg brinkssssssss mas se quiserem me mandar presente to aceitando como sempre né