Notas iniciais
OI AMORZINHOSSSSSSS I AM BACK BITCHES HERE I AM ONCE AGAIN Lembrem do pete Em um futuro próximo rs rs rs rs

"Drive out of the city, away from the crowd, I thought Heaven can't help now, nothing lasts forever, but this is gonna take me down"

Depois de duas reuniões, decidindo que tipo de arquitetura iria me inspirar para um novo prédio de um banco e uma teleconferência pelo Skype para fechar outra construção em Venice Beach, decidi que estava na hora de dar um tempo.

Pedi sushi enquanto terminava de redigir alguns projetos.

Ouvi leves batidas na porta, soltei um suspiro, agradecida, fechei o notebook pronta para abrir a porta, no entanto antes que isso acontecesse a porta se abriu quando eu estava na metade do caminho.

Naomi adentrou, atrás dela, o homem estranho que era seu namorado mantinha as mãos nos bolsos.

– Aqui está o sushi. – ela me entregou uma grande travessa e arqueei as sobrancelhas – Queria perguntar se vai precisar de mim pelo resto do dia...

– Feche a porta, Naomi. – pedi, deslizando os sapatos altos dos meus pés e voltando

para minha mesa

Afastei o notebook, os papéis e diversos projetos espalhados pela mesa. Naomi obedeceu meu pedido, ficando em pé com as mãos cruzadas diante de seu corpo. Minhas narinas inflaram apenas com a sugestão do molho shoyu, do arroz e do peixe cru. Maravilha.

– Precisa de mim, Sra. Chase?

– Você sabe o que está fazendo? – seus olhos se arregalaram, o que chegou a ser engraçado para uma asiática como ela – Com aquele rapaz, no caso.

– Hm, Pete? – seu tom de voz tremeu algumas oitavas

– Sim, ele é seu namorado, Naomi?

– Senhora...

– Não, não estou me metendo em sua vida pessoal. Só quero que tome cuidado. – agarrei os maravilhosos palitinhos antes de erguer os olhos para minha secretária – Espero que faça o certo. Esse cara não tem o olhar de bom moço.

– Obrigada pela preocupação, senhora.

Balancei a mão no ar e assenti.

– Tudo bem. Tire o dia de folga.

Comecei a comer, no entanto antes de chegar na metade de meus sushis saborosos, meu telefone tocou, estridente. Tive uma vontade insana de desliga-lo. Tinha muito trabalho a fazer desde que deixei tudo de lado por causa das ameaças, eu tinha uma vida pessoal, porém meu trabalho estava ficando em segundo plano e era algo que eu repudiava. Tentei não pensar em Jay, Rob, Percy ou as cartas. Tentei me manter focada em meu trabalho, embora o celular insistisse em tocar.

Acabei cedendo a tentação.

– Chase. – respondi, com o mesmo equilibrado entre meu ombro e minha orelha

Mãe? – Olivia choramingou

Limpei minha boca com um guardanapo, afastando-me da mesa.

– Você está bem, querida? Aconteceu algo?

Aconteceu. Eu... – ela fungou

– Liv. O que aconteceu?

Jake. Eu... Nós terminamos.

– Querida...

– Não me diga que é normal! É minha culpa e eu...

Olhei para a pilha de trabalho e soltei um suspiro.

– Pegue um táxi para casa, vou tentar chegar antes de você, tudo bem? Por favor, querida, tome cuidado. Não, ligue para Ethan. Mande-o levar em casa, ok? Te encontro lá.

Liv assentiu. Engoli meus sushis rapidamente, peguei meu notebook, os papéis e projetos jogando-os em uma pasta formal. Carreguei minha bolsa na dobra do cotovelo, calcei meus pés e saí o mais rápido que pode.

Por isso, usei o elevador de serviço, andei uma rua para pegar um táxi e não levantar suspeitas.

Poderia trabalhar em casa. Conversaria com Olivia sobre seu rompimento, a aconselharia a ficar calma e pensar com a razão, em seguida, lhe faria um ótimo chá e ela dormiria pelo resto dia. Então, poderia me concentrar em meu trabalho, terminar o que tinha que fazer, andar na beira da praia (talvez Percy até me acompanhasse) e teríamos uma bela noite.

Bela com diversas ambiguidades, claro.

Cheguei em casa em meia hora, o que foi demais. Dei de cara com Ethan parado com um dos carros da delegacia e de braços cruzados.

Corri até ele, vendo-o me acompanhar até a porta.

–...todo o caminho. Sério! Ela não parava de chorar. Vai me dizer o que está acontecendo agora?

Abri a porta com um empurrão e ergui o dedo para ele.

– Não ouse contar Luke ou a ninguém o que ouviu, viu ou deixou de ver, entendido?

– Annie... Se isso tiver algo a ver...

– Não tem nada a ver com nada da investigação. Me desculpe por te tirar do trabalho agora... – balancei a mão no ar para fora, Ethan bufou – Obrigada. Estou te devendo uma.

Fechei a porta antes que ele tivesse algum tempo de falar. Olivia estava na sala em seus jeans skinny e um casaco de cashmere, ela continuou andando.

– Olly. – brinquei, jogando a bolsa e a pasta em cima do sofá

Minha filha correu até mim, seus braços rodearam minha cintura com força, seu corpo balançou e engoli em seco.

Primeiro, Paris. Agora, Olivia.

Céus, o dia estava ficando muito bom.

– Querida, se acalme. Venha... – segurei seu corpo, puxando-a para o sofá

Olivia deitou-se em meu colo. Naquele momento, pude notar sua maquiagem borrada, o jeito que seu lábio inferior tremia, seus ombros balançavam e como seus pés tremiam. Ela estava aterrorizada. Tive medo de dizer "é só um namoro” porque sabia o que era sentir aquilo.

Perdi Percy tantas vezes e de maneiras tão diferentes que podia me colocar facilmente em sua posição.

– Quer me contar o que aconteceu?

Ela balançou a cabeça, concordando, suas unhas se afundaram em minha pele desnuda. Tirei o terninho, deixando-o de lado enquanto me tornava confortável para Olivia.

Ouvi passos abafados, pude ver Paris com o cenho franzido e confuso. Fiz um movimento rápido para que ele se retirasse dali, quase imediatamente ouço seus passos de volta.

– E... Ele estava ali com a vaca da Allison!

– Eles se beijaram?

– Sim! Eu ia dizer que podíamos ir a casa dele porque o treino seria apenas para algumas...

– Mas ele estava retribuindo o beijo?

Olivia piscou, chorando mais.

– Não sei...

– Você o deixou se explicar, baby?

– Não havia o que explicar! Ele estava se beijando com outra e isso é indiscutível.

– Liv, você não pode simplesmente decidir o que ele estava fazendo. – acariciei seus cabelos loiros, afastando-os das lágrimas salgadas – Olhe, deixe-me contar uma história. Quando eu tinha a idade de seu irmão, eu era... Muito inconsequente.

– Papai já te traiu?

– Não... Escute. Sabe aquela médica? A tia do Jake? – ela concordou, franzindo o cenho – Ela era namorada de seu pai, sabe disso, certo? E eu a odiei. Odiei porque ela era boazinha demais.

Olivia riu.

– Sério! Ela vinha com aquele papo de que era a melhor da sala e todos os professores a amavam, achei que por isso que Percy a amava. Primeiro, ele nem fazia o tipo dela! – disse, ouvindo a risada de Olivia, ela sentou-se ao meu lado , parecendo interessada – E um dia, tinha aquele pub do meu tio, Ares.

– Ares? Ele ainda está vivo?

Sorri, acariciando um dos seus fios soltos.

– Espero que sim. Então, eles eram namorados e seu pai era o capitão do time... Capitão do time fica com a líder, certo? Sem entrar em mais detalhes, vamos deixar claro que eu agarrei seu pai no meio do pub para que todos vissem, só para deixar claro que Rachel não era tão boa quanto todos insistiam em dizer.

Olivia gargalhou.

– Você realmente o beijou?

Assenti, rindo com ela.

– Sim, eu o beijei. – concordei – Eu o beijei e sabe, não me arrependo disso.

– E o que isso deveria acrescentar no meu término com o sobrinho da mulher que você odeia?

– Esse é o negócio. Eu não a odeio mais porque ela nunca chegou a me odiar. Rachel foi uma namorada compreensiva e percebeu que essa louca só queria mostrar que era melhor que todos ali.

– Você quer que eu seja uma namorada compreensiva?

Balancei a cabeça, soltando um resmungo.

– Não quero que seja uma namorada compreensiva, Liv. Quero que você não seja Rachel. Não enfrente a garota, vai dar uma impressão que está com medo de ser substituída. E sabe o que eu aprendi? – me levantei com um sorriso, indo em direção a cozinha – A gata não liga pro garoto do baile. Ela espera ele ligar.

– Porque ela é confiante.

– Você é. E escute, deixe Jake achar que está tudo acabado, veremos se ele é bom o suficiente para você. – pisquei para ela e pus as mãos nos quadris – E tente ouvi-lo. Só uma vez. Talvez ela tenha pulado em cima dele.

– Sem ser babaca. – Olivia completou

Concordei.

– Sem ser babaca. Quer um chá? Então, pode dormir.

– Obrigada, mãe.

– Ainda não fiz o chá. – cantarolei

Esquentei a água, pegando um sachê de camomila. Olivia veio até mim com os braços cruzados.

– Por ser minha mãe. Sei que não sou a melhor filha... – ela limpou as bochechas com as costas das mãos – Mas você é a melhor mãe. Obrigada.

Dou um sorriso, inclinando-me para acariciar a mão de minha filha.

– Adoro ser sua mãe. E seu chá está pronto. Agora, fique quietinha no seu quarto porque tenho muito trabalho a fazer, ok?

Olivia subiu para seu quarto, seus passos estavam mais leves e ela deixou seus sapatos no canto da escada antes de subir. Respirei fundo, feliz por ter solucionado um problema, agora tinha mais alguns. Abri a pasta em cima da mesa de centro, deixando o notebook ligado ao lado. Não havia mais nenhuma teleconferência, nem reunião. Só teria que terminar alguns projetos e alguns contratos.

Os papéis ocuparam minha visão mais rápido do que eu pensei. Decidi que também merecia um café forte. Levantei-me, preparando um café com cubos de açúcar – Percy insistia em tê-los.

Paris estava descendo as escadas com chinelos, uma blusa no ombro e shorts.

– Vai sair?

– Pretendo. – disse, ele foi até a geladeira, encheu um copo de água e me encarou – Olivia... – ele balançou a mão – Jake? Terminaram?

– Acho que foi um mal entendido.

– Ouvi sua história... Sobre você e o pai.

– E...? – enchi minha caneca e o encarei por cima

– E que eu queria saber se tem uma história para mim também.

Dei um sorriso e acariciei seu rosto.

– Às vezes, Paris, temos que fazer sacrifícios. Teve uma vez... – engoli em seco – Seu pai teve que fazer um sacrifício para me proteger. Nos proteger, eu e você quando nem sabíamos que você estava a caminho. E ele fez.

– E vocês voltaram depois.

– Há sacrifícios maiores do que um relacionamento. Mas você precisa saber se está pronto para abdicar do que for preciso.

– Isso não é uma história, é uma lição de moral.

– Chame como quiser. – dei de ombros, voltando para meu local de trabalho pelo resto do dia – Para onde vai?

– Só vou andar um pouco. Não me espere para o jantar.

– Paris. – chamei, encarando-o por cima do ombro – Sabe o que há lá fora, não sabe?

– Vai ter uma viatura bem atrás de mim.

Abri um sorriso triste, Paris balançou a cabeça e saiu.

Às cinco, eu tinha terminado os projetos e faltava dois contratos. Suspirei, feliz. Eu era ótima. Enviei os dois últimos para análise dos advogados.

Espreguicei-me, bebericando os últimos goles do café enquanto o despejava na pia.

Do outro lado, havia apenas uma viatura, um dos homens estava no telefone. Peguei-me pensando o que poderia fazer até Percy chegar.

Então, lembrei-me das cartas. Agora seria uma hora perfeita.

Percy chegaria em uma hora, Olivia estava ocupada demais e Paris estaria com uma viatura seguindo-o. Estávamos bem.

Peguei as chaves dos carros, indo até a garagem. Embaixo do banco, lá estava: o bolo de cartas.

Segurei-as contra meu peito, voltando para a sala. Sentei-me, puxando as mangas da camisa, respirei fundo, tentando me preparar emocionalmente para qualquer coisa que viesse a aparecer.

Eram cartas do meu pai e para meu pai. Não sabia definir qual era pior.

A primeira carta deveria ir para Nova York.

Havia uma letra na ponta, como se fosse um pequeno lembrete. Não há nada demais além de pedidos de computadores e peças.

A segunda segue o mesmo estilo. A terceira, a quarta... Todas pedem algo irrelevante, nada mais que me dirá se Jay ou meu pai tinham um passado.

Achei uma que deveria ir para Hampshire, endereçada para Poseidon.

A letra do canto era um O borrado.

Caro amigo,

Preciso das peças do carro que lhe foi pedido. Antes do final do mês. É importante.

Como está Percy?

A carta era curta, no entanto, as letras do meu pai ali... Parecia que eu estava de volta a sua casa, que eu poderia correr e encontra-lo debruçado sobre a mesa de jantar com diversos papéis ao seu redor. Minha cabeça começou a doer, engoli em seco, perguntando-me se eu estava tendo um surto.

Não queria ter um surto.

Agarrei meus dedos nas cartas. Não podia fazer isso.

Decidi, por fim, que meu pai não tinha nada a ver com Jay. Que ele ainda mantinha raiva por não conseguir o que queria e qualquer coisa que tivesse acontecido, aconteceu com Poseidon e não com meu pai.

Não.

Encarei mais uma vez as letras tortas, quase impossíveis de serem lidas. Como eu sentia falta dele.

Lembrei-me do isqueiro no fundo da minha bolsa, do maço de cigarros escondidos em um dos bolsos ramificados.

A porta se abriu, pulei para o lado, escondendo as cartas embaixo de alguns contratos ainda perdidos por ali.

– Olá, meu amor. – a voz de Percy preencheu a sala

Senti minha espinha se arrepiar, tentei sorrir, ficando de joelhos no sofá quando ele veio até mim. Seus lábios tocaram o meu com leveza, meu coração deu algumas cambalhotas.

– Sinto muito pela interrupção de mais cedo... Aquele maldito...

– Tudo bem. – sussurrei, segurando seu rosto em minhas mãos, suas barba por nascer arranhou minha palma – Estava pensando em uma caminhada na beira da praia...

Percy riu.

– Eu estava pensando em você nua de todos os ângulos possíveis.

– E eu achando que você tinha mudado.

– Você não queria que eu mudasse. – ele desceu uma das mãos para minha saia, puxando-a para cima

– Liv está lá em cima.

Ele arqueou a sobrancelha.

– Então, vamos ter que subir correndo em um, dois...

A campainha tocou. Percy grunhiu.

– Sabe de uma coisa? Posso te carregar...

– Você não está meio enferrujado? – brinquei, tirando seu paletó – E eu preciso de minha caminhada, Percy!

– Sexo pode repor isso facilmente.

A campainha tocou mais uma vez. Percy agarrou minha coxa contra seus dedos, bufando.

Desci do sofá, acompanhando seus passos furiosos até a porta. Assim que a porta se abriu, vimos um dos policiais com uma péssima cara para Jake.

– Eu...

– Você estava acima da velocidade permitida, sem cinto de segurança e estacionou em garagem alheia...

– Não havia policiais aqui.

– Além de estar com cheiro de bebida alcoólica.

Percy revirou os olhos, ele enfiou os dedos no cabelo e bufou.

– Tudo bem, cara. É meu... – engoliu em seco – Genro.

O policial nos olhou, com uma sobrancelha arqueada e visivelmente desconfiado.

– O nome dele é...

– Jake Rogers. – eu e o ex ou atual namorado de Olivia falamos juntos

O policial assentiu, cruzando os braços.

– Última chance, garoto.

Esperamos o policial voltar ao seu lugar. Percy apoiou seu corpo na soleira e o encarou.

– Eu tenho várias perguntas para você, garoto, no entanto a única para não dar um chute na sua bunda por vingança ao seu pai é: o que está fazendo bêbado na minha casa?

Jake me encarou, seus olhos eram suplicantes e quando falou, pude sentir dó dele.

– Sra. Chase, por favor... Por favor.

– Você nem deveria falar com ela, Jake.

– Ela entendeu tudo errado, eu só preciso de alguns segundos com ela, por favor. – suplicou

Percy nos encarou.

– O que andou acontecendo aqui?

Ergui o dedo para Jake.

– Você está bêbado, é menor de idade, me diga um motivo para deixa-lo entrar e não fazer esses homens te colocarem em casa.

Jake respirou fundo e me encarou.

– Eu gosto dela. Com todo meu coração, senhora.

Respirei fundo. Senti-me com dezessete anos de idade, imaginando o que teria feito com minha mãe caso ela não deixasse Percy adentrar a minha casa e me implorar perdão. Ser mãe era engraçado, afinal.

– Tudo bem, isso passou do limite. Você tem coragem de vir até minha casa e dizer que gosta minha filha na minha frente? Admiro sua coragem, mas...

– Você tem cinco minutos. Contados. E se eu ouvir alguma coisa... – ameacei

Jake sorriu, beijou meu rosto e nos atravessou correndo.

Percy me encarou, fechou a porta e parecia irritado quando começou a falar.

– O que aconteceu?

– Eu estava falando com a Olivia... – tentei – Contei quando te dei meu primeiro beijo.

Percy me olhou. Demorou muito pouco até ele notar o que aconteceu.

– Ele a traiu. Ele traiu sua filha e você o deixou entrar?

– Foi um mal entendido. – expliquei – E a caminhada?

– Você acha que vou deixa-los sozinhos no quarto dela? Sabe o que acontece depois de uma briga dessa? Ele vai fazer a cabeça dela, e...

– Hm.

Os olhos de Percy eram um mar escuro, um pouco revolto, talvez, entretanto eu tentava não me divertir com aquilo. Sempre pensei como seria quando Olivia começasse a fazer aquilo que Percy menos imaginava.

– Não.

– Eu não disse nada.

– Annie, por favor...

– Não vou mentir para você. – suspirei, fiz uma careta logo em seguida – Você vai mata-lo?

Percy soltou um alto grunhido, fechando as mãos em punho.

– Vou fazê-lo suplicar por piedade, vou...

– Ele não usou sua filha.

– Não ouvi isso.

Saia daqui!

– Cinco minutos. – Percy encerrou, pulando os degraus da escada

Acompanhei-o com rapidez. Jake estava na porta do quarto de Olivia, seus olhos estavam vermelhos.

– Você está bêbado e veio com sua carinha de cachorro sem teto para me fazer mudar de ideia e...

– Tempo acabou. – Percy cantarolou e o segurou pelo braço – Vou te mostrar a saída, caso...

Prendi a respiração e observei enquanto Percy o colocava para fora.

– Eu tentei.

– Não vai ser tão fácil. – Olivia resmungou, fechando a porta atrás de si

Vi Percy arrastando-o até a porta, ele dizia coisas como “você vai voltar a me ver” ou “você me verá no jogo”. Coisas do tipo.

Acabei suspirando, desci as escadas, na mesa de centro, meu telefone gritava por atenção.

Pulei sobre o sofá, escondendo as cartas entre os contratos, então Percy não perceberia nada, o que era melhor. Peguei o telefone em minhas mãos, vendo meu companheiro tirando os botões rapidamente.

Atendi o celular, fazendo o trabalho que seus dedos raivosos tentavam fazer.

– Chase. – sussurrei com um sorriso

Luke. Escute, está ocupada?

– Não. – Percy sorriu comigo, seus dedos massageando meus ombros enquanto eu terminava de desabotoar sua camisa – O que aconteceu?

Recebi um e-mail... de Poseidon.

Engoli em seco, o sorriso desapareceu e virei-me de costas para Percy, em uma tentativa de fazê-lo não perceber o que aquilo causaria em mim.

– E...?

Pelo que entendi, ele só queria ter certeza que tudo estava correndo bem. Acho que vamos ter mais companhia no caso.

– Acha?

Thalia se juntou a nós. Ela foi conversar com Jack novamente.

– Luke...

– Olha, só quis te avisar, certo? E vai ter um jogo do Paris, hm? Por sorte, as viaturas virão conosco, acho que ele vai tentar mais uma coisa depois daquela ligação. Ele vai querer mostrar que ainda tem poder. E quando fizer, estaremos pronto.

– Espero, ei!

– Não ligue para minha mulher depois das cinco, seu idiota. Muito menos para tratar de seu trabalho... Nem ouse gritar comigo, seu...! Não! – Percy bufou e jogou o telefone no sofá – Ele desligou na minha cara.

– Percy, ele só está estressado, como você está. – disse

Agarrei seus ombros, puxando contra meu corpo. Seu rosto voltou a se suavizar, suas mãos descendo pela lateral de meu corpo como uma leve massagem.

– Podemos, finalmente, subir?

– Quando quiser.

O canto de seus lábios se levantaram, em seguida nós começamos a correr em direção a escada, nos trancamos no quarto e senti meu coração bater mais rápido.

Percy tinha aquele sorriso calmo nos lábios, o peito nu, as calças sociais ajustando-se ao seu quadril. Quando nos aproximamos mais, seus dedos deslizaram o zíper de minha saia, tiraram minha blusa e suspirei. Eu amava a suavidade de seus dedos.

Beijamo-nos, com calma, em silêncio, como se nada mais pudesse atrapalhar tal momento, o que era verdade. Ninguém poderia destruir aquilo, nem mesmo todo aqueles segredos lá fora.

Mal pude perceber quando estava em cima da cama, chutando a calça de Percy com uma gargalhada diante de sua pressa.

– Há quanto tempo? – perguntei, apoiando-me nos cotovelos

– Juro que não contei.

Arqueei a sobrancelha, duvidando de tal coisa. Ele riu, voltando a me beijar com força, dessa vez. Segurei a base de seu membro, estimulando-o. Percy deslizou seus dedos pela minha intimidade, fazendo-me arquear as costas. No outro segundo, ele estava dentro de mim. Movendo-se. Preenchendo-me.

Minhas unhas arranharam suas costas repletas de suor, meus pés apertaram suas coxas, forçando-o a continuar, forçando-o a ir mais rápido.

Meus gemidos se confundiam com o som da fusão de nossas peles, com o cheiro que começava a impregnar em nosso corpo, no quarto, nos lençóis. Céus.

Percy segurou minha nuca, fazendo nossas testas ficarem unidas quando ele me penetrou, tão fundo que não consegui distinguir se era um sonho ou não. Ele sentou-se na cama, fazendo-me ficar em cima dele. Seu rosto estava suado, assim como eu, o que ajudava nossos corpos deslizarem uns sobre os outros com mais facilidade.

Segurei seus ombros, apoiei-me em meus joelhos e comecei a movimentar meu quadril em direção ao seu membro. Era delicioso, prazeroso e fora do normal. Nunca poderia esquecer o quão bom Percy poderia ser.

Percy estimulou-me ainda mais forte e rápido quando senti suas mãos agarrando meus quadris com mais força. E pronto.

Ele tinha explodido enquanto eu ainda tentava chegar lá, por sorte, seus dedos eram hábeis o suficiente para me colocarem no ápice no próximo segundo.

Sua boca expeliu um ofego de seu hálito de menta, sorri, apoiando meu rosto em seu ombro.

– E então...?

Afastei-me dele, deitando na cama enquanto esticava meus braços. Percy sorriu para mim, massageando meus dedos.

– Você deu seu máximo. – dei de ombros, sentindo o sono se apossar de meu corpo

Eu merecia isso, certo? Claro que merecia. Trabalhei o dia todo, coisa que vem sendo uma surpresa para mim. Talvez até pedisse um aumento para Mazzali, ele adoraria ver que todos os contratos e projetos estavam em tempo. Percy depositou um tapa em minha coxa, fazendo-me encolher.

– Não é essa a resposta que esperava ouvir.

Mandei-lhe um revirar de olhos, puxando o lençol sobre mim, bocejando.

– Tome um banho, avise aos policiais de que Paris está fora.

– Paris está fora? – Percy pareceu levemente preocupado

– Aconteceu algo?

– Só... Acho perigoso. Ele está abatido, o que houve?

– Nada que ele não dê conta. Coração partido, deveria conversar com ele.

– Depois daquele teste de gravidez que você surtou e tirou o carro dele?

– Vá. – apontei para o banheiro

Percy beijou minha barriga, pulou da cama e encostou a porta do banheiro.

Pensei em descer. Em falar com um dos policiais, pedir que trouxesse Paris de volta, no entanto isso me deu náuseas. Eu chamava Luke e Ethan para isso, por isso que eles eram úteis como delegados para mim. Não queria e me negava que policiais batendo ponto em frente a minha casa fizesse parte de minha rotina, porque eles não faziam parte de minha rotina, nunca fariam.

Só estariam ali até Jay ser preso e tudo voltaria ao normal.

Tirei esses tipos de pensamentos de minha cabeça, encolhendo-me entre os lençóis, forçando-me a aproveitar a sensação que ainda se propagava pelas minhas veias.

Por fim, dormi.

Notas finais
O que dizer sobre esse Percy? O que dizer sobre meu segundo ship secundário predileto aka liv e jake? O que dizer sobre esse Paris revolts? O QUE DIZER SOBRE O PARIS MANO aff chorosa eu quero que o paris arranje uma nega tipo muito gostosa e esfregue na cara da kaya até que ela chore sangue aff paris é tao amorzinho tao meu TAO MEU SÉRIO MANO AFF PARIS ME AME Eu sei, eu sei, duas, três semanas? Terceiro ano não é fácil e o pior de tudo é a consciência pesada, gente, que isso, eu fico duas horas sem estudar e penso: nossa, alguém deve estar estudando, vou voltar a estudar. É, sou meio psicopata, então; Está sendo bastante difícil para postar, mas eu prometo que sempre que passar de uma semana sem postar (o que vai acontecer frequentemente) eu vou deixar um trecho lá no grupo do facebook. E sim vai ter maratona!! Vou postar outro capítulo até terça feira, prometo!! E JURO JURO JURO JURO vou tentar responder os reviews dos capitulos anteriores. Eu sei o quão chato é vocês deixarem reviews e ninguém responder, hoje mesmo vou responder alguns, ok? E AI ESTÃO GOSTANDO DE SWEET MADNESS? Eu to adorando!! Esse último capítulo foi muito lacrador e ah, se você não acompanha Sweet Madness, corre lá!! Grupo Fuck: https://www.facebook.com/groups/638283029598698/?fref=ts Enfim, muito obrigada por continuarem comigo! Sério, vou tentar não desapontar vocês! P.S: Agora que eu acabei toda a burocracia, deixa eu contar uma coisa que filme bosta foi esse de 50 tons? Só teve três cenas boas e... jamie dornan né porque... jamie... jamie... valeu a pena por causa do jamie... e a dakota é uma fofa, valeu um pouquinho por causa dela mas continuou sendo bosta. Estou vendo as críticas, vendo com a autora tenta reagir e estou risos pq tipo mano no comments