Lightweight.

30 It's Gonna End.


Notas iniciais
OLÁ GALEROU MARATONA DE LIGHTWEIGHTTT Era pra ter postado tipo DUAS HORAS porém eu sou babaca demais e fechei tudo e acabei de esquecer mAS NÓS SUPERAMOS NÉ O capítulo tá muito chatinho, bem who mesmo, mas é só pra mostrar a dinâmica da família então espero que vocês superem isso E SE TUDO DER CERTO HEIN, amanhã tem mais ENTÃO ME AJUDEM PORQUE TO LOUCA PRA CHEGAR EM UMA CENA BOMBÁSTICA E PRECISO DA AJUDA DE VCS

"What's the point in playing a game you're gonna lose?"

Espreguicei-me com um sorriso balançando meu rosto.

Espalmei o corpo forte ao meu lado, aconchegando-me em sua pele com um ronronar.

– Amor, amor... – Percy sussurrou, a voz rouca e firme atravessando o quarto

– Shhh. – resmunguei, apertando suas costas contra meu corpo nu

– Me deixe fechar a janela.

– Não. – grunhi, aproximando-me ainda mais

Ele soltou uma risada gostosa, fazendo-me sorrir ainda mais.

– Annie, está chovendo muito.

– E daí?

Forcei meus olhos a continuarem fechados. Percy beijou meu maxilar, meus lábios e meu nariz.

– É rápido.

– Não, não, não. – pisquei, inclinando-me em direção ao seu rosto

Ele estava com um sorriso enorme no rosto. Os olhos verdes estavam límpidos, seu corpo estava arrepiado e ainda quente, ele mantinha uma postura que dizia que a qualquer momento ele poderia jogar o pescoço para trás e começar a gargalhar.

– No que está pensando? – perguntei, segurando seu queixo entre meus dedos

– Hm... – seus dedos deslizaram pela linha de minhas costas e se mantiveram em minha bunda como uma pluma – Como eu tenho sorte de estar com você. Quase casado.

Revirei os olhos.

– Não estrague o momento.

– Certo. Certo. – ele suspirou, apoiando-se em um cotovelo e delineando meu rosto com os dedos, seus olhos estavam focados em meus cabelos – Digamos que nos casemos. O que isso iria mudar em sua vida?

Dei de ombros.

– Nada. Por isso que não há nada se continuarmos não-casados, aliás o que irá mudar se não casarmos?

– Minha felicidade. – expos como se fosse óbvio – Eu ficaria feliz. Você não quer isso?

Sentei-me em um pulo, cruzando as pernas. O anel que ele me dera há muito tempo ainda continuava ali, como um lembrete que ele sempre estaria ali, embora fosse apenas mais um presente de Percy, aquele anel parecia mais valioso. Importante, no mínimo.

– E então? – ele mordeu o lábio inferior, dessa vez com os cabelos um pouco mais longos que o normal espalhados pelo travesseiro

Suspirei, ficando em cima de seu corpo. Beijei seu queixo, sentindo seus dedos embaraçando meus fios.

– Eu vou pensar nisso. Prometo. – sentei-me em sua barriga – Aliás, vamos esperar até o casamento de Silena. Posso perguntar quem a ajudou e tudo mais. – dei de ombros

Os olhos de Percy brilharam.

Sério? – achei que ele poderia gritar a qualquer momento

– Sério.

– Você realmente está falando sério, Annabeth? Digo, posso ter certeza que daqui a seis meses seu nome será Annabeth Jackson?

Revirei os olhos.

– Não é uma certeza, seu babaca. É só... Uma suposição. Não fique tão feliz.

– O fato de você pensar já é uma vitória! – ele agarrou minha cintura, beijando com voracidade – Céus, eu já posso imaginar vê-la entrando na praia com o vestido...

– Na praia? – arqueei a sobrancelha, entrando na brincadeira

– Claro! Você vai usar uma daquelas coroas de flores... Hm, podíamos nos casar no Havaí, o que acha?

– Percy!

– Ei, é uma boa ideia, admita.

Encolhi-me em seu corpo, sorrindo.

– Temos que descer... Temos que ir para a casa do seu pai.

– E temos que ver se os meninos já acordaram.

Ergui-me, de repente.

– Céus! A bagunça que deixamos lá embaixo. Isso foi...

– Inapropriado. – ele soltou uma risadinha – Não se preocupe. Eu recolhi tudo.

Sorri, beijando seu nariz.

– Você é o melhor cara do mundo.

– Eu sei.

– Fique quieto e aceite o elogio. – bati em seu ombro, vendo uma marca roxa – Hm... Não use uma regata. – resmunguei, pulando para fora da cama

Ele se apoiou no cotovelo, com o lábio inferior preso entre seus dedos.

– E use um cachecol. – ele piscou com cumplicidade – Um vermelho... Não. Azul. Sim... Hm, você ficará adorável quando estiver vestindo só ele.

Levantei o dedo médio dele a tempo de vê-lo pular da cama também, gargalhei e tranquei-me no banheiro, preparando-me para um banho quente.

Descemos as escadas juntos. O braço de Percy estava sobre meus ombros enquanto ele me contava sobre algo importante sobre o dia anterior. Felizmente, o assunto não virara um gelo, como eu esperava, ele apenas dizia que Nico estava bem, até me revelou que o sangue fora dele e que estava em sua blusa quando tentou estancar um arranhão em seu braço.

– Está tudo bem agora. – sussurrou, balançou os ombros, tentando se livrar da tensão – Imagino como Thalia deve estar tentando me matar.

– Ela estava surtando ontem a noite. – Percy apertou a mão contra a minha quando disse – Até pensei em ir fazer companhia para ela, mas estava com muita raiva para isso.

Ele parou quando chegamos a base da escada, seu dedo ergueu meu queixo e seus olhos estavam super sérios quando seus lábios se abriram.

– Você não está mais com raiva, não é? Sabe que o que fiz... O que fiz foi para...

– Não concordo com o que fez. – acariciei seu ombro coberto pela camisa branca – Mas não estou com raiva e tenho certeza que pode dar conta de tudo isso.

Percy sorriu, piscou e beijou meus lábios suavemente.

– Não! Não ousem fazer isso aqui! – Olivia balançou a colher de pau no ar apontando para nós

Paris riu, colocando a mesa.

– Ah, você sabe que fazemos isso sempre, Ollie. – Percy mandou-lhe uma piscadela

Ela soltou um rosnado estranho.

– Não me chame assim, pai!

Percy riu, soltando-me e dando um beijo estalado em sua bochecha.

– Ai, seu nojento. – ela encolheu-se com um sorriso enorme – Vamos ter um momento em família! Eu nem acredito nisso.

Sorri, ajudando Paris com os pratos. Ele beijou minha testa enquanto seguia para pegar os copos.

– Hm, vamos ver. – murmurei – Está tudo certo, não é? Só vou esquentar o bolo de carne, então podemos ir para casa de Poseidon.

– Bolo de carne. – Paris apoiou-se no balcão – Mãe, você sabe que isso deve ser bastante ruim, ai! Não me bata.

– Sua mãe tem o direito de te bater. – Percy interviu

– Eu sei disso, mas ela não precisa fazer isso.

– Preciso quando você fala da minha comida, seu filho ingrato.

Ele revirou os olhos. Olivia colocou os sanduiches em cima do balcão junto com geleia.

– Hm, estamos ótimos.

– Esse presunto... – Percy começou, Olivia lhe lançou um olhar raivoso – Está ótimo. Vamos comer?

Nós rimos. Todos. Era como uma grande canção que já soubéssemos cantar a muito tempo embora não tenhamos treinado.

Quando as gargalhadas terminaram, nos olhamos. Como uma pequena e feliz família.

Tudo ficaria bem.

***

Supus que a casa de Poseidon estaria cheia. A Ação de Graças era um momento bastante festejado durante os anos que estivemos juntos. Aqueci-me dentro do meu casaco vermelho; o céu estava nublado, prestes a cair uma chuva torrencial. O inverno estava chegando e dava seu aviso com eficiência. Percy agarrou o bolo de carne contra seu corpo, apressando os passos até a sacada da casa do seu pai. A porta já estava aberta por Nico.

Paris foi o primeiro a tirar a touca e balançar os cabelos recém molhados.

– Não achei que fosse chover tanto.

Olivia o alcançou logo depois. Ela bateu as botas no canto da porta, encolhendo-se ainda mais em seu casaco esverdeado.

– A previsão dizia que seria uma chuva fraca. – ela aumentou o tom devido ao barulho da chuva

Eu e Percy alcançamos o lugar seco juntos. Eu ri quando tive que segurar seu quadril para que ele não caísse. Em seguida, esfreguei as mãos na tentativa de me aquecer, dando pulinhos. Agarrei o pescoço de Nico em um abraço e ele riu, apertando-me contra seu corpo.

– Quanto tempo não nos vemos, garota.

– Estou sentindo falta de seus sermões e de suas palavras sinceras.

Ele apertou mais uma vez em seus braços. Seu tom diminuiu quando sua boca encostou em meu ouvido.

– Preciso falar com você.

Eu estava bem iludida que um dia em família poderia ser cogitado a ser um dia idêntico ao ano passado. Tentei manter meu sorriso e assenti enquanto apertava minha mão em seu cotovelo.

– Vamos, garotos! Não queremos perder a prece da vovó. – pisquei com uma risadinha

Olivia me acompanhou, gargalhando. Ela retirou as botas, dando um suspiro de alivio quando entramos em contato com a casa completamente aquecida. Todos repetimos seus movimentos. Tirei minha bota, deslizando minha meia azul pelo piso de madeira, os jeans estavam molhados e espremi as pontas, dobrei as barras, jogamos nossos casacos no pequeno vestíbulo da entrada e me senti bastante confortável com minha blusa branca de mangas longas junto com as meias quentinhas.

Percy substituiu o braço de Nico que agora dançava com Olivia pelo piso de madeira, tentando imitar Elvis. Paris deu um sorrisinho nos acompanhando de perto.

– Você acha que tio Luke vai estar aqui?

Uma empregada apareceu com um sorriso simpático na entrada da imensa sala de jantar, carregando a travessa do bolo de carne. Lembranças invadiram minha mente, balancei a cabeça, retribuindo a pergunta de meu filho com um sorriso.

– Claro, por que não estaria?

Ele enfiou a mão nos bolsos e deu de ombros.

– Só curiosidade.

– Ele sempre vai estar aqui. – Percy respondeu por mim

Finalmente chegamos a sala de jantar. Como sempre, todos falavam ao mesmo tempo. Ouvimos gargalhadas, gritos e mais gargalhadas. Senti-me aquecida, um pontada na minha cabeça lembrou que havia um único e repugnante ser tentando tirar aquilo de mim. Segundos depois da constatação, minha mãe apareceu de braços abertos.

Livrei-me de Percy e a abracei com força.

– Como sempre, atrasada, não é? – ela acariciou meu rosto

Atena vestia um longo e brilhoso vestido verde. Não combinava com ela, embora a deixasse parecendo um tipo de deusa.

– Espero que não seja esse garoto. – minha mãe deu um abraço desajeitado em Percy que piscou para mim com um sorriso vitorioso

– Eu sou britânico, Atena. Adoro cumprir os horários.

– Bem, não parece. – ela plantou as mãos no quadril como se o desafiasse a contrabater

Nico e Olivia quase caíram quando chegaram até nós. Paris deu um passo para o lado, enrolando minha mãe em seus braços fortes.

– Vovó. Estamos ansiosos pela Ação de Graças. Onde é meu lugar? – ele esticou o pescoço – Ah, achei!

Então, se dispersou, conversando com Ethan, cumprimentando Poseidon e dando um abraço em Kaya. Desviei o olhar.

Ian apareceu a nossa frente quando estávamos prontos para sentarmos.

– Tia Annie!

– Ei, garoto! – baguncei seus cabelos, dando um beijo em sua bochecha – Preparado para uma tortura?

Ele revirou os olhos.

– Só estou esperando os presentes.

– Isso é no natal, Ian. – Percy franziu o cenho

– Bem, sempre há adiantamentos. Principalmente quando é a única criança da família.

– Ei, garoto! – Nico apareceu, fingindo estar bravo – Sua mãe não te disse que é feio pedir presente as pessoas?

– Bem... – ele cruzou os braços

– Não julgue a culpa para mim. Ele é seu filho! – Thalia apareceu imitando a posição de Ian

Eu e Percy sorrimos.

– Olá, queridinha. – Percy pegou-a em um abraço surpresa

Ela bateu em seu braço com raiva.

– Não ache que estou feliz com você, seu imbecil. – ela diminuiu o tom de voz, aproximando-se dele – Você quase matou meu marido e não vou te perdoar tão cedo por isso.

Observei Percy engolir em seco. Os olhos de minha prima tinham esse efeito em várias pessoas, aqueles olhos azuis eletrizantes eram assustadores quando queriam. De algum modo, aquilo não parecia afetar Nico que a puxou pelo pulso e plantou um longo selinho em seus lábios.

– Ele é mais seu filho.

Ian revirou os olhos.

– Eu vou buscar o bolo de chocolate.

Nos entreolhamos em silêncio. Olivia quebrou o silêncio com uma risadinha e um balançar de mão indiferente.

– Puberdade.

Sorrimos juntos. Atena irrompeu entre nós, seguida de Poseidon.

– Sejam bem vindos a... Primeira Ação de Graças dos Jackson!

– Chase. – minha mãe corrigiu

– Jackson-Chase-Di Ângelo-Grace...

– Castellan! – Luke gritou ao fundo

– Bem, podem me incluir nos Chase. – encaramos Ethan e ele deu de ombros – Os melhores genes estão nessa família.

Rimos juntos. Atena meneou a cabeça.

– Bem, venham aos seus lugares. Aqui.

Minha mãe guiou Percy para que ficasse ao lado direito de seu pai. Ela ficou a frente de Percy enquanto Nico ocupava o lugar ao seu lado, Thalia o acompanhou, enquanto eu e Nico ficávamos frente a frente. Do meu lado, Ethan parecia entediado cutucando os guardanapos, Luke ficou ao lado de Thalia, conversando animadamente com Kaya (que tentava corresponde-lo) a sua frente, já Paris e Olivia ficaram frente a frente, encerrando com Ian na ponta do outro lado.

Éramos uma família relativamente grande.

Paris e Ian discutiam algo sobre futebol enquanto Olivia chamava a atenção de Luke e Kaya.

– Estava pensando que poderíamos conseguir uma grande viagem! – minha mãe começou, ela tinha um sorriso radiante quando as empregadas começaram a organizar a mesa com as refeições

Poseidon sorriu.

– Que tal... Austrália?

– O quê? Daqui a mais de um mês? – Atena franziu o cenho, em seguida bateu em sua própria testa – Tem o casamento de Silena. Afrodite está super ansiosa com isso.

– Claro. – Percy assentiu

– Vocês vão? – Nico inclinou-se – Estávamos pensando em ir só...

– Que a passagem para Hampshire não é a coisa mais barata do mundo, — Thalia ergueu a mão quando Poseidon pensou em falar – e não aceitamos que ninguém pague para a gente.

Nico sorriu, meneando a cabeça para meu sogro.

– Algo sobre honra feminina. – ele deu de ombros

– E como está o trabalho, garotos? – Poseidon relaxou na cadeira

Nico e Percy se entreolharam, deram de ombros.

– Bem, ótimo. Vamos ter a inauguração de um iate encomendado esse sábado. – Nico comentou

– Sim, vai ser algo grandioso. Vai ser legal.

– Own, meus bebês estão crescendo! – apertei a bochecha de Percy que afastou-se com um sorriso – Quem poderia imaginar que eles abririam uma empresa bem lucrativa?

Thalia assentiu, pensativa e séria.

– Eu bem que pensei que eles seriam presos e destruiriam o mundo. – ela disse

– Quem pensou que eu me tornaria um bom delegado que prenderia caras ruins? – Ethan sorriu para nós

Nico sorriu, colocando a mão por cima da boca cheia.

– Boa!

– Ninguém pensou que o Luke poderia casar... – Thalia aumentou o tom, vendo-o desviar os olhos de Kaya para nós – Talvez ele esteja no caminho.

– Para quê? – perguntou com o cenho franzido

Percy revirou os olhos e meneou a mão.

– Ridículo. Eles nem estão em um relacionamento.

– Estão seguindo um. – contrabati

– Em que lado você está? – ele virou os olhos para mim, parecendo irritado

– Qual é! – Nico brincou, sorridente

– Estou no lado vencedor. Confio no charme de Luke. Não é? – virei-me para ele, feliz

Luke franziu o cenho, absorto de nossa conversa, concordou e voltou a conversar com Olivia e Kaya que pareciam bem interessadas no assunto. Diferente de Paris que nos mandava um olhar raivoso e voltava a sorrir para Ian.

O almoço se seguiu assim. Descontraído, com olhares carregados de sentimentos e perguntas rotineiras.

Depois do almoço barulhento em que tentávamos envolver todos em uma conversa brincalhona. Poseidon nos chamou para a sala de estar onde Percy, Paris, Luke e Ethan se entregaram ao sofá, gritando algo sobre o jogo do ano. Poseidon apoiou-se na parte de trás do sofá segurando seu copo de uísque com um sorriso no rosto. Minha mãe dançava pela sala, falando com todos e contando histórias, como uma boa anfitriã. Observei Olivia sentada no chão, brincando de xadrez com Nico e Ian que tinha o cenho franzido. Já Kaya conversava, animada, com minha mãe. Soltei um sorriso por vê-la feliz.

– O que está pensando? – minha prima me perguntou

Estávamos sentadas no chão com as costas apoiadas contra a parede. Ela tivera que entortar os joelhos para que sua saia não subisse e revelasse coisas que Nico não gostaria de ver.

– Em como amo essas pessoas.

Minha prima me cutucou com o cotovelo.

– Penso a mesma coisa. Como estão as coisas com Kaya?

– Paris estava chateado até... Bem, recentemente. Ele agiu de modo estranho, mas acho que está voltando ao normal.

– E o namoro de Olivia?

Dei de ombros, bebericando meu vinho.

– Acho que não tem mais salvação. Ela nunca mais falou sobre ele.

Thalia apertou os lábios.

– Não sei definir se isso é bom ou ruim.

– Bem... Percy está adorando isso. Mas Jake era um bom garoto. E Ian?

Ela revirou os olhos.

– Esse garoto está extremamente irritante e não, não estou cutucando-o como sempre.

– É a puberdade.

Minha prima respirou fundo, apoiando a cabeça em meu ombro em sinal de derrota.

– Seus filhos foram assim?

– Bem... Paris sempre arranjava encrenca, então Percy decidiu que ele tinha que fazer algum esporte e Olivia, bem, ela sempre conseguiu nos irritar com facilidade, então não sei quando ela passou da infância para puberdade.

Ela soltou um risinho com meu discurso.

Afaguei seu joelho quando a percebi fungar.

– Quer conversar... Sobre ontem?

Ela se afastou, deixando a taça de vinho longe de mim e afundando a cabeça entre suas mãos delicadas. Seus longos dedos foram enfiados com agressividade, maltratando seu couro cabeludo. Seu cabelo negro caiu sobre o rosto, ela ficou assim por alguns minutos. Os minutos mais tortuosos e constrangedores do dia.

– Ele... Annie, ele foi baleado. – arregalei os olhos, sabendo que falar não era a reação esperada – Ele chegou com um sorriso e disse que estava tudo bem. Que nada tinha acontecido, só que ele estava pálido, com sangue e...

Pensei em dizer “eu sinto muito”, não parecia o suficiente, contudo. Eu era a culpada por tudo e ouvir Thalia despejando todas aquelas informações partia meu coração, além de me lembrar que aquilo só estava acontecendo porque Jay queria algo que eu tinha, entretanto não tinha noção de como chegar até essa coisa.

– Eu tive medo. Muito medo. E perdi o controle. Eu quis dar um soco nele, e fiquei gritando. Gritei tanto. Até que fiquei com mais medo de Ian acordar e ver tudo aquilo. Por sorte, ele tem um sono bem pesado. – ela deu um risinho coberto de nervosismo – O ferimento não era tão grave assim. E ele já havia sido cuidado.

Mordi o lábio inferior. Era minha chance de falar.

– Vocês discutiram?

– Ele? – Thalia enxugou a ponta dos olhos, erguendo-os para o teto – Ele não tinha como revidar. Eu gritei, xinguei, ele nem teve chance de falar até que eu desabei no choro e ele... Bem, ele se deu conta de que eu estava...

– Preocupada. – completei

Senti o olhar de Nico em mim. Ele deu um sorrisinho de lado e apontou para cima.

Era chance de conversar com meu melhor amigo. Chance que eu vinha evitando, deixando de lado há muito tempo.

– É. Acho que é isso.

– Eu sinto muito, Thals.

Dessa vez, ela afagou meu joelho e sorriu.

– Você não tem culpa se nossos maridos querem dar uma de super-heróis. E você não tem culpa de ter um louco atrás de você.

Perguntei-me se ela já sabia da teoria em que Jay me queria. Não só pela lista, mais que isso.

– Realmente. – assenti – Bem, preciso usar o banheiro. Você me espera?

– Vou buscar mais vinho. Poseidon tem uma adega bastante extensa.

– Pegue o melhor. – incentivei

Ela assentiu e adentrou a sala de jantar.

Verifiquei se Percy estava bastante entretido e confirmei minha teoria quando o vi brigando com Luke sobre algum jogador. Luke fingiu socar seu rosto, Percy revirou os olhos enquanto Ethan e Paris aderiam a discussão.

Subi as escadas para o andar acima, sorrindo para Nico que estava com as mãos enfiadas no bolso e um sorriso ladino.

– Primeiro, você me deve desculpas pelo tempo que não nos falamos.

Suspirei, abraçando sua cintura e apoiando minha cabeça em seu peito.

– Eu sei disso. Você sabe, eu estive ocupada com um cara querendo matar meus filhos. Típico. – bufei, revirando os olhos

Nico assentiu, sério. Não parecia ter achado graça da piada fatídica.

– E se veio falar comigo. – afastei-me, cruzando os braços, de repente, senti-me com frio – É porque quer... Me dar um bom sermão. Vamos lá, estou pronta.

– Só quero te fazer um pedido.

Assenti, apertei ainda mais meus braços ao redor do meu peito.

– É sobre... Thalia. – franzi o cenho quando ele disse

– É sobre ontem. Ok, entendi. Não precisa me culpar...

– Ei, eu não vou te culpar, você está louca?

– Eu só... – afastei alguns fios que tentavam escapar da touca em meu cabelo – Continue.

Nico respirou fundo, afastando-se da parede.

– Ela anda muito preocupada... Arrisco dizer que ela está meio paranoica e venho percebendo que vocês não almoçam há muito tempo. Sei que está evitando sair de casa há muito tempo, principalmente depois do que aconteceu com... Seu cliente. – estremeci, evitando reviver aqueles horríveis momentos (mais um para acrescentar ao meu arquivo de surtos)

– Sim?

– E acho que ela sente falta disso. – Nico apertou os lábios e respirou fundo, segurando minhas mãos – Sabe que ela quer ser a durona sempre, não sabe? Ela não admite que possa sentir sua falta. E ela sente, Annie. Só queria que... Sei lá, eu sei que é pedir demais diante de tudo que vem acontecendo, mas eu realmente estou preocupado com ela.

– Eu sei. – mais uma onda de culpa me invadiu, tratei de afastá-la para que não entrasse em uma poça de culpa que pudesse me afundar, tentei dar um sorriso para ele – Me perdoe por isso, eu vou tratar de marcar um almoço com ela. Sei como ela deve estar precisando disso. Ian está passando por essa fase...

Nico sorriu, de verdade.

– Puberdade, sabe como é.

Assenti, sorrindo com ele.

– Sim, além de ter você...

Ele fechou a cara, cruzando os braços. Minhas mãos caíram sem vida ao lado de meu corpo.

– Estou bem.

– E parece que você está se fechando.

– Bem, eu e Percy temos nossas happy hours na empresa mesmo.

– Imagino que tipo de coisa organizam. Ah, vamos invadir um balcão e levar alguns tiros.

– Para seu governo, levar uns tiros não estava no planejamento.

– Talvez comecem a planejar isso com mais seriedade. – arqueei as sobrancelhas – Já que vocês não são polícia e coisa e tal.

Nico revirou os olhos. Agarrou meus ombros e beijou minha testa.

– Obrigada, Annie. E também estou preocupado com você. Sempre que quiser conversar, sempre que precisar de... Um ombro amigo, saiba que estou aqui. Sempre estarei.

Assenti, sentindo meus ombros ainda apertados contra seu corpo.

– Até uma ideia maluca?

Nico me afastou para que olhasse em meus olhos.

– Em que está pensando?

Engoli em seco. Afastei as ideias que vinha tendo até que elas chegassem a minha boca e eu não conseguisse parar de falar.

– Até agora, nada demais. Quando elas forem mais concretas, eu falo com você. Tudo bem?

Nico me olhou, confuso e concordou.

– Certo, vamos descer. Tenho medo de Percy vir me bater apenas porque estou com você.

Sorri e concordei. Infelizmente, as ideias continuavam lá. Afastei-as novamente.

Notas finais
Hoje, eu tava relendo uma das minhas histórias preferidas do mundo e se chama Pull Me In, eu tenho CERTEZA que já divulguei essa fanfic poRÉM tem outra história SENSACIONAL chamada O Estuprador de Sereias (ANTES QUE VCS GRITEM, NÃO, O PP NÃO É ESTUPRADOR, ATÉ AGORA não teve cenas de estupro nem de sexo ): ): ): Essa história está no wattpad pela autora FANTÁSTICA chamada Juliana Costa, ela tem INÚMEROS livros SENSACIONAIS, olha deixa eu falar uma: ela escreveu Alguns Dias que é quatro reais lá na Amazon, se eu fosse vcs, COMPRAVA TUDO HEIN, na vdd eu comprei, eu amei um dos melhores livros eróticos que li na minha vida ESSA MULHER É SENSACIONAL E O Estuprador de Sereias, ai gente choro tanto barba e coral