Lightweight.
17 In Love.
Notas iniciais
"Me, I fall in love for you every single day, I just wanna tell you I am... So, honey, now take me into your loving arms."
O teto parecia querer desabar sobre mim.
Ou seria apenas minhas lágrimas em uma tentativa frustrada de não caírem sobre meus olhos?
O domingo parecia me aterrorizar. Eu havia picotado o pequeno bilhete de Jay, rezado para todos os deuses possíveis. Quem me ajudaria?
Não tinha ideia. Não tinha ninguém.
Thalia estava aterrorizada demais, Nico não a colocaria nisso, Luke e Ethan... Eu tinha certeza que eles dariam tudo. Mas não seria o suficiente. Não seria o suficiente quando ele me queria.
E se eu fosse falar novamente com Jack? E se por algum motivo... Ele teria respostas. Onde estaria essa lista?
E ainda tinha Percy.
Como ele conseguia me irritar tão fácil? Por que ele simplesmente não esperava as coisas rolarem? Sabia que ele estava preocupado, eu também estava. Eu queria arrancar o pescoço desse maldito Jay com minhas próprias unhas, perguntar o que ele ganharia com isso porque eu não entendia nada daquilo. Mas tínhamos a polícia... Por que ele não poderia ficar... Longe?
Passos preguiçosos pousavam na escada. Rapidamente, senti meu tronco levantando e então, minha cabeça girou. Merda.
Mal pude perceber quando Percy apoiava uma de suas mãos na minha costa.
– Annabeth? Você pensou em dormir?
Balancei a cabeça, negando e massageei minhas têmporas.
– Estou bem. – resmunguei de volta
– Estou percebendo.
Ele se agachou, seu moletom azul caindo sobre os quadris. Poderia ser extremamente tentativo, se minha cabeça não doesse tanto.
– Vou preparar um café. Quer algo em particular?
– Já disse que estou bem.
– Annabeth, eu te conheço desde os catorze anos e sei que não está bem. Pode tentar parar de ser a forte e vir comer um pouco?
Bufei e levantei-me. Minha visão girou mais uma vez e percebi que poderia cair a qualquer momento. Percy agarrou meu cotovelo, seus olhos exibindo um misto de preocupação e arrependimento.
– Você não está nada bem. Você comeu alguma coisa?
– É só uma dor de cabeça.
– Não quero que vá parar no hospital. Venha. Devagar.
Ele me encaminhou até um dos bancos do balcão da cozinha, deixando-me debruçada sobre o mármore. Em seguida, começou a trabalhar na cafeteria e tirar variados ingredientes para o café da manhã.
Não demorou muito para que o cheiro inconfundível de bacon crescesse ao nosso redor.
– Queria me desculpar pela... Briga de ontem. – disse por cima do ombro.
– Está tudo bem.
– Ainda não engoli o fato de que mentiu para mim.
– Como você fez muitas vezes.
– E é por isso que quero deixar isso para trás. – ele me deu um prato de bacon e ovos com um sorriso discreto – Estou agindo como um babaca e quero que pare de agir como uma babaca. Quero que passemos por isso como um casal.
– Um casal. Como quer que façamos isso como um casal se você deu duas semanas para as pessoas fazerem todo o trabalho?
– Não vou voltar atrás na minha decisão.
– Então, não tem como agirmos como um casal.
– Annabeth. – ele segurou minhas mãos e inclinou-se sobre mim – Não vou correr risco. E se eu correr, você saberá que estarei perto de você, que não morrerei.
– Não tente bancar o herói, Percy.
– Sabe de uma coisa? – suas mãos se chocaram no mármore – Eu desisto.
Pulei do banco e minha cabeça pareceu girar mais uma vez. Entretanto, acompanhei-o até a base da escada, puxando-o pelo braço.
– Você desiste? Tão simples assim?
– É, tão simples assim. Se não podemos passar por isso como um casal, então não faço ideia de como vamos enfrentar as outras coisas.
– Como?
– Está vendo esses problemas? Primeiro, foi o namoradinho da Liv, Rogers, Rach... O tiro em seu braço. E tudo começou a ficar mais grandioso. Annabeth, você não percebe que os pequenos problemas nem conseguimos consertar?
– O que quer dizer com isso? Que não somos um casal?
– Não agimos como um, pelo menos.
Meus olhos se arregalaram e me afastei dele, levemente.
– Não estamos sendo um casal de verdade. – Percy franziu os lábios e segurou meus cotovelos – Quanto tempo nós... Hm, você sabe.
Arqueei as sobrancelhas com sua frase e mordi o lábio inferior.
– Alguns dias? – arrisquei
– Semanas. Estou ficando louco. Literalmente.
– Então, é isso? Estamos correndo perigo e para você, tudo se resume a sexo.
Ele revirou os olhos, guiando-me delicadamente para o banco novamente.
– Você sabe que não é isso, mas não podemos negar que isso ajuda muito. Sempre nos ajudou.
– Nem tudo se resume a sexo. – resmunguei
Percy abriu um sorriso pequeno e desceu as pontas dos dedos pelos meus braços.
– Para nós, parece que sim.
– Que? Preste atenção, Percy. Um homem está fazendo nossa família correr perigo. Paris, Liv, eu e você estamos em sua mira...
– Eu? Annie, — ele apoiou as mãos em meus joelhos, inclinando-se sobre mim — eu estou perfeitamente seguro. Meu papel aqui é proteger vocês. É a única coisa que sei e que quero fazer, meu amor. Mas isso não tem significado se continuar mentindo, — levantei o dedo e ele deu um sorriso pequeno, desviando o olhar — omitindo para mim. Nada disso tem sentido se não temos confiança.
– Eu sei. — resmunguei
– E por que continua fazendo isso?
– Porque queria proteger você! Não está claro?
– Annabeth, você precisa ser protegida. Eu estou seguro. Sei me defender.
– Então, me ajude. Me ajude a me defender. Eu não quero depender de você, não quero...
– Você não precisa disso. Eu estou aqui. Eu vou te proteger e você sabe disso. Só quero que pare de se preocupar com esse idiota e foque em nós. Em nossa família. Em mim.
Pisquei e passei a mão pelo rosto.
– Você quer que eu fique dependente de você? É isso?
Ele franziu os lábios, balançando a cabeça.
– Não dependente. Você é uma adulta, bastante independente, aliás. Só quero que me deixe cuidar de coisas que você não sabe resolver.
– Mas posso aprender.
– Claro que pode! Mas você tem coisas mais importantes do que...
– Ok. Tudo bem. Você quer me manter fora, de novo, de tudo. E só vai me colocar dentro de tudo quando algo muito ruim acontecer.
– O problema é que dessa vez, nada vai acontecer. Meu pai está atrás dele há muito tempo e agora, que ele finalmente está se arriscando não vai ser tão difícil achá-lo.
– Você acha? Você não acha que ele pode estar se escondendo em outro lugar e...?
– Por que não voltamos para a confiança?
– Sexo para você?
– Hm, amor. Talvez. Se não quiser ser muito selvagem.
Minha risada foge antes que eu possa controlá-la e Percy leva as mãos a minha cintura.
– Gosto de você assim, Annie. Mantenha-se assim. Por favor.
Assenti, em meio a um sorriso. Ele segurou minha cabeça entre suas mãos e então, suspirei entre o beijo.
Mal percebi quando Percy puxava minha camiseta por cima dos ombros com uma delicadeza incrível. Era o que eu precisava agora. Que ele fosse paciente e compreensível. Seus beijos eram leves, como plumas que deslizavam sobre meus ombros e meu colo.
Ainda estava sentada no balcão da cozinha quando ele claramente abriu minhas coxas para se posicionar entre elas. Soltei um suspiro quando seus dedos agarraram minha pele com força.
Seu beijo deixava de ser delicado, aderindo a uma urgência grave que implorava por atenção, implorava por mais adrenalina. Apertei seu corpo contra o meu, tentando abafar o desejo que começava a impregnar cada parte de mim, que deslizava sobre minha pele e se embrenhava em minha mente, causando uma neblina que me impedia de visualizar qualquer coisa a não ser seu rosto.
Foi um beijo deslumbrante e glorioso. Um dos melhores beijos, na verdade.
Assim que Percy se afastou, arfei. Buscando por ar, implorando pelo oxigênio que havia fugido dos meus pulmões. Agarrei seus ombros, pensando que, talvez, daquele jeito eu pudesse respirar com mais facilidade, a não ser, claro, pelo sorriso hipnotizante que ele deu. Aquilo me fez ofegar por mais ar.
Tentei sorrir de volta, mas ali Percy segurou ainda mais minhas coxas contra seu quadril.
– Segure-se. – avisou
Soltei um gritinho fino (que não achei que fosse da minha boca) e gargalhei enquanto ele pulava os degraus em direção ao nosso quarto. Ele escancarou a porta – não precisávamos nos esconder e trancá-la –, em seguida deitou-me, encarando-me com aquele olhar de reverência e paixão que me fazia sentir amada. Me fazia sentir linda, apaixonada... Como uma rainha.
– Amor, amor, amor... – ele sussurrou como se estivesse em um transe
Seus dedos empurraram meu short para baixo, seus dedos deslizando sobre minha pele como se eu fosse algum tipo de criatura frágil.
– Eu te amo. Deus sabe quanto eu te amo. É impossível. – murmurei em um frenesi
Queria que ele entendesse. Queria que ele nunca se esquecesse do quanto eu o amava. Eu o amava tanto que meu coração doía, só de pensar que ele pudesse se afastar, pudesse me deixar.
Percy beijou a ponta do meu pé enquanto eu me contorcia com seu toque.
– Eu sei.
Suas mãos puxaram minha calcinha, no momento em que ele empurrou seu moletom se libertando com toda sua fertilidade. Ótima, por sinal.
Seu corpo se materializou em cima de mim, uma grande e protetora sombra.
– Toque. – Percy sussurrou, a voz tão rouca de desejo
Assenti, participando de seu transe. Toquei em cada parte livre que eu conseguia encontrar. Ele penetrou-me, calmo e lento, a principio.
Toquei sua nuca, cada parte de seu rosto, seus ombros firmes e suas costas flexionadas até suas omoplatas, apertando suas nádegas de leve em minhas palmas.
Ele encostou a testa contra minha, em seguida deslizou seu nariz pelo meu pescoço até minha clavícula.
Seu quadril se mexeu mais uma vez, fiz o mesmo, apertando minhas coxas ao seu redor. Percy saiu de repente, senti-me vazia por um instante até ele se apoiar na cabeceira. Esgueirei-me, encaixando-me em seu membro rapidamente. Percy agarrou meus seios com ambas as mãos, seus olhos focados em mim. Apoiei minhas mãos em seus ombros, inclinei a cabeça para o lado, rebolando, no começo, e movimentando-me para cima e para baixo o mais rápido que podia.
Ele grunhiu, seus dedos estimulando meu corpo, então deslizando pela lateral do meu corpo tão rápido e ardente que eu achava que ele tinha milhares de dedos, não podia me dar conta de quão imersa eu estava em prazer até ouvir meu gemido estrangulado sair de minha boca.
Afundei meu rosto no pescoço de Percy. Nossos corpos suados e grudentos nos faziam parecer mais próximos, inspirei seu cheiro: algo como maresia, seu perfume masculino e aquele cheiro de calor. Calor, desejo e sexo.
Ele segurou meu quadril, arrematando tão fundo e tão forte que eu não pude evitar o gemido que saiu do fundo de minhas entranhas. Não era minha voz. Não era eu.
Até aquele momento. Até ele agarrar meus quadris com tanta força, até se enterrar em mim como se eu fosse sua fonte de necessidade... Até ali, eu não fazia ideia do quanto sentia falta daquilo.
O quebra-cabeça já estava feito.
Apoiei minha cabeça cansada em seu ombro, ofegando. Tentei recuperar a respiração o mais rápido que consegui.
Percy desenhou a linha de minhas costas, beijando meu ombro.
– Você tem tempo para mais uma? – sussurrei, um sorriso deslizando pelo meu rosto
Seu corpo se virou tão rápido e no outro segundo, ele estava em cima de mim com um grande sorriso.
– Acho que mais duas vão ser o suficiente.
Fale com o autor