Lightweight.

5 I'm a Mess.


Notas iniciais
OLÁ AMORES EU AMEI TODOS SEUS REVIEWS Espero que quem não está comentando, COMENTE, eu não mordo, eu espalho amor e amizade, ok? APROVEITEM O CAPITULO LINDOSSSS P.S: Aconselho a ouvirem I'm a mess do maravilhoso Ed Sheeran.

"And all of my hopes, all of my words are all over written on the signs when you're on my road walking me home, home, home..."

Poseidon pareceu entender que eu deveria me livrar da ressaca emocional, sentindo-a. Ele entendeu meus motivos de ficar em casa com minha família, a sós e isso foi maravilhoso, considerando que ele não passaria muito tempo com o filho na Califórnia.

Estávamos sentados ao redor de uma velha caixa com fotografias. Percy estava a minha frente e nossos filhos completando a roda.

Paris respirou fundo.

– Não dá pra entender que ele se foi, sabe? Sabe aquelas pessoas que você acha que nunca vai morrer, não importa o quê?

– O vovô era assim. – Liv completou – Vou sentir falta dele.

– Todos vamos sentir falta dele.

– Eu deveria sentir a dor, aparentemente, mas não quero me afundar em um poço de tristeza. Ele odiaria se eu ou qualquer pessoa da nossa família fizesse isso. Então... – abri a tampa da caixa – Decidi que vocês, queridos filhotes, vivessem um pouco do nosso passado.

– Vai nos deixar ver a famosa caixa?

– Sim, eu irei deixar vocês verem minha famosa caixa. Isso não quer dizer que poderão ver a hora que quiserem.

Todos ficaram estáticos, encarando o que tinha dentro da caixa, exceto Percy que tinha um sorriso brincalhão.

– Então, não vão ver? – ele falou

Paris foi o primeiro a inclinar-se, pegando a primeira foto.

Estávamos em Hampshire, perto do lago, em uma fogueira que eu não me lembrava de estar lá, mas aparentemente estive já que eu estava com uma caneca e um gorro na cabeça.

– Onde foi isso?

Percy se inclinou, tentando ver a foto.

– Foi no nosso internato.

– Tinha um lago no internato?

– Ai, me deixa ver! – Liv puxou a foto da mão de seu irmão, avaliando a foto

– Era enorme. Estava conversando com sua mãe em manda-los para lá. O que acham?

Olivia revirou os olhos.

– Você não passaria um mísero dia sem mim, papai.

Ele riu.

– Tudo bem, hm... Essa foto é legal.

Percy a virou, deixando-me ver Thalia e eu em frente ao jardim da casa de minha mãe, vestíamos shorts, coturnos e cabelos bagunçados, como se estivéssemos prontas para ir a uma festa.

Franzi o cenho.

– Acho que essa foto é antes de irmos para Hampshire. – avaliei

– Sério? – Percy encarou a foto novamente e a jogou dentro da caixa

– Por que vocês não gostam de tocar com o que ocorreu antes, durante e depois de Hampshire? – Paris argumentou – Nunca iremos saber como vo cês realmente eram?

– Éramos normais. Conhecemo-nos em Hampshire no internato, nos apaixonamos e fim.

– E por que você foi mandada pra lá? – Liv continuou

– Porque... Sim.

– E você, pai?

– Porque meu pai não me suportava.

Ri, cruzando os braços.

Isso é mentira. Você foi pra Goode porque você não suportava seu pai.

– Não muda muita coisa.

– Muda, sim.

Percy deu de ombros.

– Não importa.

Liv reclamou de algo e então, pegou meu isqueiro que estava ao lado de minha bolsa. Eu sempre o carregava. Mesmo que tentasse não perder ou acabar com ele. Eu sempre o carregava para lembrar que meu pai estava comigo onde quer que eu fosse. Que eu poderia enfrentar o urso não importa onde eu estivesse.

– Mãe, algum dia, você vai quebrar esse isqueiro e eu não vou ter culpa disso.

– Annie ganhou isso do pai. Muito tempo atrás. – Paris pegou o isqueiro da mão de sua irmã enquanto Percy falava – É mais simbólico do que o fato de fumarmos, não é?

– Aham. – peguei-o de volta – Ele é muito importante para mim. É uma das únicas coisas que ele deixou, então...

– Ele tem uma abertura. – Paris observou, inclinando-se – É como se fosse um isqueiro, mas... Se pudéssemos puxar essa parte de baixo.

Ri, deixando-o perto de mim.

– Não veja coisas onde não tem, querido... Então, olhe para você, Percy, continua do mesmo jeito. – mostrei uma foto de quando estávamos em Califórnia nas nossas férias

Meus filhos continuaram estáticos, me olhando, como se eu fosse uma alienígena, alguém de outro mundo.

Percy pegou a foto de minha mão.

– Não muita coisa. Sabe, em nossas férias de inverno, decidimos vir para Califórnia...

– Por causa da doença da mamãe. – Liv o interrompeu

– Quem te contou isso? – perguntei, tentando não parecer acusadora

– Tio Luke me disse da última vez que você teve um surto. – respondeu, com o queixo erguido, como se fosse a obrigação dela saber dessas coisas

Uma das manias que eu mais odiava nela.

– Ela... – Percy coçou o queixo, mudando de posição – Teve que relaxar aqui... Para tentar melhorar. De qualquer maneira, estivemos em uma festa que...

– Você ficou com ciúmes. Como sempre. – dei de ombros – E você não deveria falar do que aprontamos para nossos filhos. É idiota. – ralhei

– Tanto faz. Eles vão aprontar de qualquer maneira.

Ficamos, provavelmente, mais meia hora, revirando fotos e remexendo boas memórias até eles tocarem na pequena caixa de veludo.

Em certo momento, resgatei uma pequena foto recortada. Eu e meu avô em um dos jantares da empresa. Eu usava um vestido longo azul, com um sorriso aberto no rosto, encarando-o com certo orgulho. Ele encarava a câmera, mas sua mão em minha cabeça me fez chorar. Eu nunca mais sentiria aquilo.

Respirei fundo. Não iria chorar na frente deles. Eu nunca poderia superar aquilo. Nunca. Parte de mim tinha ido e eu sentia como se todos estivessem indiferentes em relação aquilo. Eles não sentiam minha dor.

Percy apoiou a mão em meu joelho, um sorriso reconfortante aparecendo em seu rosto. Ele sussurrou um “eu te amo”. Embora, eu amasse quando aquelas palavras saiam de sua boca e se dirigiam a mim, a dor não passou.

Segurei a foto contra a mim, e a depositei no mesmo lugar de antes. Sabia onde eu poderia encontrar meu avô se precisasse dele.

Achamos a pequena carta de Percy e o colar de esmeralda que ele me deu antes do maldito incêndio acontecer.

Esse era o tipo de assunto que não queríamos tocar. Entramos em um acordo que mesmo que fosse frívolo, eles não precisariam saber dos nossos piores momentos.

Paris puxou a caixinha e no mesmo segundo, Percy a tirou das mãos dele.

– Chega de passado por hoje. – ele recolocou a caixa e as fotos dentro da caixa

– Por quê?

– Chega. – coloquei a tampa e levantei-me – Por que não pedimos comida chinesa para o jantar?

Dois pares de olhos me encararam assustados.

Podia fazer dezessete anos que eu era mãe, mas nunca me acostumaria com o fato de ser a pessoa que eles mais confiavam e mais amedrontavam. Nunca entraria na minha cabeça que apenas uma palavra minha poderia “destruir” a vida deles.

Lambi o lábio inferior e respirei fundo. Por sorte, Percy já estava levantando-se e colocou a mão em minha cintura, empurrando-me carinhosamente para frente.

– Não precisa se preocupar. – ele sussurrou quando chegamos perto da escada – Eles não vão saber disso.

– Eu sei. – passei a mão pelo rosto, bufando

Percy me encarou, mordendo o interior da bochecha com ansiedade. Arqueei a sobrancelha e ele tirou um pequeno papel pardo amassado do bolso.

Abri a boca quando percebi o que era.

– Não. Eu não acredito que você invadiu minha priv...

– Eu não abri. – disse rapidamente – Eu... Só preciso que você abra logo.

– Não vou abrir até me sentir preparada.

– Você está sendo egoísta.

– Egoísta?! Por que não quero abrir a merda de uma carta? – gritei

Percy olhou por cima do ombro e voltou a me encarar, falando baixo.

Senti-me invadida quando ele desamassou o papel, analisando as letras, como se já as tivesse visto, começando a ler em voz alta.

– Sinto muito te incomodar. — leu — Mas eu preciso de algo que você possui. Entregue-me daqui a um mês. Abraços, Jay.

– Jay? Quem é Jay?

– Acho que você deveria me dizer isso.

– Se você acha que é algum amante, você está perdendo a cabeça.

Percy me encarou, confuso por alguns segundos e em seguida, algo pareceu ter lhe dado um toque.

– Naquele dia. No sequestro do Rogers...

– Por que sempre tenta culpar Rob disso?

Percy bufou e veio até mim.

– Aquele cara que entrou, o que... Quase... Fez o que fez.

– Jay... O amigo de Rob.

– Sim, ele. — Percy encarou a carta novamente, ainda com o cenho franzido — Vou falar com meu pai, talvez ele possa mandar, sei lá, um mandado de busca. Ele deveria estar preso, assim como Rogers.

– Seu pai não se aposentou?

Percy me encarou, coçando a nuca.

– Pela Scotland, sim, mas... A CIA o chamou para receber o cargo de... Cronos.

Não sabia se deveria me sentir ultrajada por terem despachado meu avô para colocar meu sogro, feliz por meu sogro preferido ter conseguido um bom cargo ou neurótica por saber que mais uma vez parte de minha família estava metida em coisas que eu nem queria saber.

– Hm, isso é bom. Quando vai ser o jantar de boas vindas? – tentei não parecer irônica ao falar, e se fui, Percy pareceu não ligar

Ele cruzou os braços e inclinou-se para frente.

– Ontem.

Arqueei as sobrancelhas.

– Na morte do meu avô?

– Eles não sabiam que iam desligar os aparelhos ontem, então...

Dei um sorriso cínico, mordendo os lábios. Encarei o teto e voltei a subir as escadas.

– E você sabe detalhes sobre isso.

– Não que eu quisesse saber, digo, é meu pai, somos próximos, tive que saber esse tipo de coisa.

– Boa desculpa.

Ele agarrou meu pulso e me encarou.

– Não tiveram nem a decência de nos convidar.

– Annie. – repreendeu – Sabe que eu não estou feliz por seu avô ter morrido. Eu sinto sua tristeza, mesmo que queira escondê-la. Mas não posso me privar de saber coisas importantes para mim. Como por exemplo, um tal de Jay está atrás de minha esposa querendo sabe-se lá o quê.

– Não sou sua esposa. – rebati

Percy bufou.

– Não importa agora. O que importa é que eu vou pedir um mandado de busca.

– Por que não fazemos isso pela forma mais legal? Tipo, eu tenho um primo e opa, ele é delegado federal!

– Não vamos envolver Luke nisso. Ele tem muito com o que se preocupar.

– Isso é uma desculpa esfarrapada para mandar direto um bom caso para seu pai e sua equipe resolver, mas quer saber? Eu não ligo! Não quero que procurem quem é Jay! Não quero que revirem essa... Merda de carta. Ele não vai vir atrás de mim!

– Você não sabe. – insistiu quando alcançamos o corredor – Não sabe se ele está nos vigiando ou... Fazendo qualquer coisa contra nossa família, nossos filhos.

Ergui meu dedo para ele, engolindo em seco.

– Não incluía meus filhos nisso. Eles estão bem e seguros comigo.

– Você não sabe! Você não sabe disso! Como pode me dar certeza que esse cara não vai invadir nossa casa ou fazer o mesmo que fez com seu pai, com a minha casa?

Mordi meu lábio inferior, sentindo a raiva crescer rapidamente dentro de mim. Estava em dúvida se queria chorar ou gritar contra ele.

– Por que não pode simplesmente esquecer? – segurei seus ombros, apertando sua nuca

– Porque esquecer não vai resolver nossos problemas.

– Isso não é um problema! – apertei meus dedos em sua pele, tentando não soca-lo – É apenas alguém tentando atrapalhar nossa felicidade.

– E é por isso que eu tenho que saber. – Percy me encarou, despindo meus sentimentos com seu olhar, seus dedos acariciarem o topo de minha cabeça, descendo até meu queixo – Eu preciso saber, meu amor.

– Hã, pai? Mãe?

Viramos vendo Liv no topo da escada.

– Vai ter a inauguração de um pub. Eu... Posso ir com alguns amigos?

– Amigo. – Paris corrigiu, aparecendo ao seu lado

– Amigo? – Percy arqueou a sobrancelha – Você está namorando, Olivia?

– Não! – ela mandou um olhar mortífero para o irmão – Somos amigos, apenas.

– Não tem problema Percy te dar uma carona, então. – disse, cruzando os braços – Quero dizer, você vai com amigos.

– Na verdade, querida mamãe, Jake vai me dar uma carona.

– Com o novo Jeep que ele ganhou do papai rico. – Paris completou

Encarei-a com a boca aberta.

– Verdade, Liv?

– Sim, ele ganhou um Jeep, mas isso não quer dizer nada já que Paris tem uma Mercedes.

– Sabe o que acontece quando um cara vai pegar uma garota na casa dela com o novo carro? – Percy perguntou

– Sexo. – Paris respondeu

Olivia corou, bufando logo em seguida.

– Não vai rolar nada disso.

– Se já não rolou. – Paris disse logo em seguida

– Dá pra você calar a boca, Paris?! Você sai com a t... – ela mordeu o lábio antes de falar e suspirou – Tudo bem. – grunhiu – Eu vou poder ir?

– Claro. – disse – Sem caronas. Apenas... Você e esse Jake. Sem sexo. Sem nada que me faça ter netos.

Olivia revirou os olhos e bateu a porta do quarto dela.

Encaramos Paris.

– O que foi? Só disse verdades.

E então, sumiu para seu quarto.

– Não basta ter um louco querendo algo que eu não sei, tenho que aturar dois adolescentes que estão prestes a se matar. Como a vida pode ficar melhor? – Percy grunhiu

***

Deveria ser oito horas quando a campainha tocou.

Abri-a de imediato, me deparando com um garoto de um sorriso torto, olhos azuis e cabelo castanho desarrumado. Ele tinha uma aparência familiar com a jaqueta pendurada no ombro e o coturno batendo impacientemente na minha varanda.

– Você deve ser o Jake...

– E você, a Sra. Jackson.

Nunca iria a acostumar com as pessoas me chamando pelo sobrenome dele.

– Annabeth. – estiquei minha mão, apertando a sua.

– Liv fala coisas muito impressionantes da senhora e ela não estava errada.

Dei um sorriso educado, mas frio.

– Ótimo saber.

– Grande Jake! – Paris atravessou a porta, abraçando-o com fortes batidas nas costas – Já conhece minha mãe, certo? Ela é um amor de pessoa.

– Já percebi isso.

– Então, agora, você deveria conhecer meu pai...

– Paris, Olivia está pronta?

– Ela deve descer em alguns minutos. – interrompi – Por que não entra?

– Na verdade, estamos atrasados para a inauguração, então...

Percy apareceu ao meu lado, bem na hora em que eu abria passagem para o novo garoto entrar.

– Esse é...

– Jake. – apresentei – Jake, esse é Percy.

– Prazer, senhor.

Percy assentiu, puxando as pontas do casaco até o cotovelo, cruzando os braços, logo em seguida.

– Então, você é o namorado da Olivia.

– Hã... – ele pareceu pensar por um segundo e assentiu, firmemente — Sim, senhor.

– Não foi uma pergunta. – rebateu

Paris fez uma careta, prendendo o riso.

– Você vai leva-la para onde?

– Em um pub, senhor. É uma inauguração.

– Sabe o que acontece em pubs, certo? Sexo, drogas...

– Não uso drogas, senhor.

Ergui minha mão, escondendo minha boca para que não pudesse gargalhar.

– Provavelmente também não é virgem.

Paris encarou o teto, o sorriso quase escapando.

– Hã, na verdade, essa é... Uma pergunta meio...

– Sim ou não?

– Não, senhor.

– Era o que eu esperava. – Percy se aproximou dele, ficando centímetros de distância – Se tentar, apenas tentar, obter qualquer coisa que seja de minha filha, mesmo que ela queira, mesmo que ela fique nua em sua frente, pode apostar que irei te caçar onde quer que seja para ter certeza que nunca mais poderá ter prazer em sua vida.

Jake engoliu em seco e assentiu.

– Sim, senhor.

– Ótimo, então... Divirta-se. Onde está Olivia? Você sabe, cara, mulheres.

Assenti, sorrindo para ambos.

Liv desceu. Revirou os olhos, assim que nos viu ao redor de seu namorado e bufou.

– Me desculpe por isso. – disse – Boa noite, idiotas. – grunhiu

Em minutos, eles desapareceram em seu Jeep negro.

– Isso foi super maneiro. – Paris gargalhou

– É, eu sei! Na verdade, eu deveria fazer isso mais vezes.

– Mas, é isso aí, família. Eu também estou de saída. – Paris me deu um beijo na testa e bateu no ombro de Percy

– Para onde vai?

– Uma festa.

– Festa? – encarei-o

– É, mãe. Sem drogas, sem sexo ou rock n’ roll. Só uma festa entre amigos.

– Essas são as piores. – rebati

– Não é nada demais, querida. – Percy se intrometeu

– Volto antes das três.

E se foi. De novo.

Jantamos comida chinesa em silêncio. Não tínhamos muito que falar até porque eu ainda sentia um pequeno clima de tensão entre a gente.

Tirei os pratos da mesa, colocando-os em cima da pia. Os braços fortes dele abraçaram minha cintura, seus lábios deslizaram sobre meu pescoço e atingiram meu ombro em segundos.

– Sabe que vou continuar fazendo o que quero, não sabe?

Dei de ombros.

– E não quero que fique brava comigo. Eu te amo, sua velha clichê.

– Não sou clichê. – resmunguei – E muito menos velha.

– Você teve dois filhos há dezessete anos atrás, você acha que continua linda e gostosa? – riu

Virei-me para ele, ultrajada pelas suas palavras.

– Claro! Pelo menos, se eu não estivesse, com certeza, você não estaria aqui.

– Obviamente que não. – ele riu e me beijou

Percy beijou-me com força. Agarrei os cabelos ralos de sua nuca, puxando mais forte contra mim.

Respirei com dificuldade quando Percy apoiou-me em cima da pia.
Passaram-se dezessete anos, mas nossos desejos continuaram recíprocos. Tínhamos que estar juntos ou nos tocando todas as horas dos dias. E era nesse momento que eu percebia que nunca poderia deixa-lo.
Não percebi em que momento ele havia subido as escadas, provavelmente isso explicava os pontos doloridos em meu tornozelo e o porquê dele estar despido.
Sua respiração ficou entrecortada em segundos, seu rosto escondido entre a curva do meu pescoço enquanto eu encarava o teto me sentindo desejada, cansada e completa.

Percy deslizou os lábios pelo meu pescoço calmamente, em seguida abocanhou um dos meus seios enquanto eu o estimulava com gemidos baixos. Seus dedos me penetraram, massageando-me com força.

Céus, eu amava aquele homem.

Ele penetrou-me, seus olhos em mim, pelo que pareceu uma eternidade até começar a se mover lentamente. Deslizei minhas unhas pelas suas costas, mordendo seu ombro enquanto ele aumentava ainda mais seu ritmo. Pareceu uma perfeita eternidade até sentir a adrenalina sucumbindo meu corpo, fazendo meus pelos se eriçarem e meu coração se acelerar como se fosse sair da minha caixa torácica.

– Você não cansa de ser maravilhosa?

– Não cansa de ser forte? — rebati

Ele deu uma risadinha rouca e lambeu meu pescoço, descendo pelo meu ombro. Ele afundou em mim mais uma vez com força e brutalidade, fazendo-me gemer e sentir a pequena faísca acendendo-se tão rápido quanto antes.

– Posso ser mais forte que isso.

– Sei que pode.

– E não quer testar? — perguntou, beijando meu queixo

– Quando eu tiver de férias do trabalho. — resmunguei

Percy riu e desabou ao meu lado.

Aninhei-me ao seu peito enquanto seu braço puxava-me contra seu cheiro de maresia.

Fechei os olhos, aproveitando meu curto momento de paz antes de dormir.

– Amanhã — ele começou a acariciar o topo de minha cabeça — Kaya vai chegar de viagem.

– Onde ela estava dessa vez?

– Austrália.

– Me surpreende que ela não tenha voltado grávida.

Percy beliscou meu ombro e bufou.

– Ela... Só está passando por um momento difícil.

– O pai e a mãe dela não morreram.

– Você sabe, ela realmente gostava daquele cara.

– E ele deu um fora nela? Percy, sabe quantas vezes você me deu um fora e nem por isso eu torrei a fortuna dos meus pais viajando e dando pra qualquer cara?

Ele me encarou e arqueou a sobrancelha.

– Ok, talvez eu dei, sim, pra todos os caras. Mas eu não precisei torrar meu dinheiro pra isso.

– Você fala disso como se orgulhasse.

– E protege Kaya mesmo quando não deveria.

– Vamos esquecer esse assunto, ok? Só queria desabafar com você, mas já tornou isso uma briga sem sentido.

– Não tornei isso uma briga sem sentido. Apenas disse o que eu acho.

Percy beijou meu rosto mais uma vez.

– Chega.

– Não é você que diz chega. – rebati – Eu digo chega.

– Então diga.

– Chega. – ri

Ele me encarou, seus dedos perdendo-se na bagunça que era meu cabelo e me beijou.

– Não sei como viveria sem você.

Sorri, inclinando-me, a procura de mais um beijo.

Notas finais
É o seguinte, me pediram para explicar como ficou essa história de Nico e Thalia, então eu já enfiei o Luke, Ethan e uma charada do Thomas nessa história também. É isso: lembram que a Thalia tinha se separado da Annie, e ido estudar com o Nico em Cambrigde, se não me engano, daí ela pediu transferência para a maravilhosa UCLA? Bem, eles fizeram isso. Thalia se formou em Direito, o Nico em economia, Percy em engenharia, Annie, como bem sabem, em Arquitetura, enquanto Luke e Ethan também se formaram em Direito. Logo que saíram, conseguiram um cargo de policiais e então, cresceram como delegados. No trabalho, Luke e Ethan odeiam Thalia porque sempre que ela pega um caso, ela detona, vcs verão mais pra frente. E ah, Thals e Nico tiveram um filhinho, own, o fofinho do Ian. Ele vai aparecer poucas vezes porque ele é novinho e o xodó da família, assim como o Nico e Thalia que quer se ver de longe de todo esse perigo para não afetar o filho, esse é o motivo de eles não estarem TÃO ativos. Mas Thalia sempre fará descobertas importantes. Stay tuned!! E ah, vcs lembram quando o Thomas foram procurar as meninas... Dizendo que tudo que elas estavam para enfrentar era BEM maior do que parecia? Vocês lembram do prólogo... Que o vilão, no caso agora, Jay disse ao Pete que nem Rob nem Thomas conseguiram pegar essa coisa que o Frederick deixou? Hm, e vocês lembram que eu disse que o Paris ia ganhar um papel extremamente importante nessa temporada, assim como a Olivia, só que eles iam fazer papéis totalmente controversos, porém importantes? Não sei se disse a última parte, mas estou dizendo agora, e fiquem bem atentos. Tudo mudou. So, that's all, folks.