Notas iniciais
OLÁAA Capítulo dedicado a Hailey pela recomendação super fofa que me deixou feliz pelo resto da semana, não sei se já dediquei, mas se dediquei, to dedicando de novo, não só pra elas, e sim, para todos meus amorzinhos, obrigada por continuarem comigo!! P.S: tive que cortar o capítulo porque tava com vinte páginas socorrinho

"Can we pretend that airplanes in the night sky like shooting stars?"

Era segunda feira.

Meio dia.

Thalia acabara de entrar em meu carro. Passara uma semana desde que meu avô se foi. Tudo parecia ter voltado ao normal, minha mãe estava viajando com Afrodite, meus tios se foram para as cidades que se mudaram e eu continuara minha vida.

Por exemplo, pegar Thalia em casa para almoçarmos juntas.

Ela vestia jeans e uma blusa branca com sua típica bolsa de franjas.

– Como vai Ian? – perguntei, dando a volta na rua para chegar a avenida

– Com a babá. – ela bocejou – Estou louca para voltar para meu trabalho. Passar um mês com aquele garoto, definitivamente, não foi férias.

– Ele é seu filho, Thals.

– Eu sei. – ela disse, revirando os olhos – Deve ser por isso que é insuportável, digo, nunca pensei que eu fosse insuportável. Não me responda.

Dei de ombros.

– Seu telefone está vibrando. – cantarolou – Provavelmente é seu marido ridículo perguntando se você está sã e salva. Ele não cansa de ser irritante.

– Provavelmente, não é ele, querida. Ele está aprendendo a se controlar e ele se ligou que aquela carta ridícula fora apenas um trote de alguém muito ridículo que não curte nossa cara. Talvez um vizinho invejoso.

– Ou você está iludida demais ou eu passei muito tempo com Ian. – ela me encarou aterrorizada e encarou meu celular – É só uma mensagem da Liv. Reunião de pais às oito.

– Eu odeio essas coisas. – falei, estacionando o carro – Digo, eu não preciso saber como devo criar meus filhos. E eles já tem dezessete anos.

– Queria dizer a mesma coisa. – Thalia disse enquanto saiamos do carro – Raramente, quando digo, raramente, quero dizer, tipo, muito raramente, eu me arrependo de não ter tido filhos aos dezessete também.

– Obrigada pela parte que me toca.

– É sério! Nossos filhos seriam amiguinhos e se casariam no futuro.

Encarei-a, aterrorizada.

– Isso é nojento, Thalia! Você está conversando demais com Silena.

Ela pensou na ideia e assentiu, conformada.

Abri a porta, ouvindo o sino familiar tocar assim que abri a porta de vidro. Esperei Thalia entrar.

Sentamo-nos na mesa a direita, perto da enorme janela que nos dava plena visão da praia calma.

Ela suspirou.

– Tenho saudades quando passava por aqui e curtia a brisa, sem me preocupar em marido ou filho ou contas... Ou qualquer coisa estressante.

– Boa tarde, senhoritas Chase, Grace. – John assentiu para nós

Ele era um velho de cinquenta anos, dono do John’s que oferecia o melhor almoço mais próximo do meu trabalho e da casa de Thalia. Vínhamos almoçar com tanta frequência que assim que chegávamos, John saia da cozinha para nos atender.

– O do chefe. – pisquei com um sorriso

– É para já.

– Digo... Olhe esse mar. Você acredita que eu já pensei em vir caminhar com você?

– E por que não vem? – perguntei, amassando um guardanapo

– Porque eu tenho um marido e um filho para cuidar e nem abra a boca para dizer que tem dois filhos porque eles têm dezessete anos e mal ligam para você.

– Ei! Meus filhos me amam. – retruquei

– Essa é a desculpa. – Thalia revirou os olhos – Uma água, por favor. – pediu para o garçom

– Você está falando muito hoje. Houve alguma coisa?

– Além do meu avô morrer semana passada? Não.

– Não queria... Digo, perdão.

– Temos diferentes maneiras de reagir. A minha é essa. – ela deu de ombros – Não estou aguentando ficar em casa, ou... Pensar direito. Estou a ponto de explodir.

– Te entendo.

– Uma criança de oito anos presa ao videogame.

– Está tudo bem, Thals. Vai passar.

– Um marido... Muito bom, por sinal, mas... – ela bufou – Não consigo. Simplesmente não consigo. – ela afundou o rosto entre as mãos

– Claro que eu te entendo. Ei, me olha... Estou aqui. Estou aqui com você. Não precisa de Nico ou... De um marido perfeito, você me tem. E eu sou demais, lembra?

– Infelizmente, sim. – ela encarou um ponto atrás de mim – Aquele ali não é o carro do Percy?

Virei-me a tempo de ver uma Mercedes negra parada no sinal.

– É o de Paris... Mas ele deveria estar na escola.

Apertei meus olhos, tentando decifrar quem era a mulher ao seu lado.

– Kaya. – Thalia disse a minha frente. – Ela já chegou de viagem?

– O que Paris está fazendo com Kaya ao meio dia? – o sinal abriu e ele virou a esquerda, me fazendo perde-lo de vista

– Talvez Percy tenha pedido para ele pegar a tia. Ele deve estar ocupado demais.

– É... Ele deve. – respondi

Minutos depois, John apareceu. A refeição de hoje era macarronada com almondegas.

– E então, o que vai fazer nessa sexta?

– Provavelmente yoga. – respondeu

– O que acha de um jantar? Sabe, eu, você, Nico, Percy, Luke, Ethan...

– Ficou sabendo que a Alex voltou de viagem?

– Como se eu buscasse informações dela. – resmunguei

– É, nem eu. Ethan me disse quando eu tive que ir resolver um problema de um cliente.

– Devo a ser a única da família que não me meti com direito, polícia e essas coisas. Quero dizer, já tive o bastante por toda uma vida.

Thalia riu.

– De qualquer maneira, ela estava com a filha dela em Berlim. Torrando a grana do velho.

– Infelizmente, temos que admitir que eles se amam e ela faz de tudo por aquele velho.

– Eu vou continuar achando que ela é uma vadia sem escrúpulos, tirando o fato que ela te ajudou no hospital.

– E pagou a conta.

– E até se arriscou por nós.

– Somos horríveis.

– É, somos e sabe, eu gosto disso. – Thalia apontou para nós duas – Somos ótimas!

***

– Você pediu para Paris pegar Kaya no aeroporto?

Percy ergueu os olhos da tábua onde cortava as cenouras, uma de suas sobrancelhas estava arqueada. Seus olhos me transmitiam imensa confusão.

– Nem sabia que ela já tinha chegado. – ele deu de ombros – Por quê?

Abri a boca, surpresa. Bati as almofadas uma nas outras e balancei a cabeça.

– Por nada.

– O que foi? Ficou sabendo de algo?

– Eu fui almoçar com Thalia, naquele restaurante em frente a praia e ele passou de carro com ela. Ao meio dia.

Percy deu de ombros, voltando a cortar sua cenoura e depositando-as dentro da panela.

– Ela deve ter pedido para ele ir busca-la. Talvez não tivesse conseguido ligar pro meu celular. – Percy retrucou

– Só achei estranho. – encerrei

Peguei meu celular, prendendo na faixa de musculação em meu braço, colocando meus fones ao redor do meu pescoço. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, indo em direção a Percy.

Depositei um selinho em seus lábios enquanto ajeitava meu top preto.

– Você deveria usar uma blusa, sabe? – ele apontou para minha barriga a mostra

Revirei os olhos.

– Você nunca se importou com isso. – fiz um beicinho, passando meus braços ao redor de seu pescoço

Percy sorriu, colocando-me contra o mármore.

– Sempre me importei em ver aqueles babacas olhando para você.

– Sabe que sei me cuidar. Ainda lembro-me dos movimentos que ensinou.

Ele arqueou a sobrancelha, roçando nossos lábios.

– Quais movimentos? – sussurrou – Já ensinei muitos.

Soltei uma risadinha e aprofundei nosso beijo, inclinando meu corpo contra ele. Suas mãos apertaram minha cintura, sentando-me em cima do mármore gelado.

– Você precisa me deixar ir. – sorri, seus beijos afundados em meu pescoço

– E se eu não quiser?

Empurrei-o, virando-o rapidamente e fazendo uma chave inglesa em seu pescoço. Mordi seu lóbulo, sedutoramente.

– Terei que usar seus movimentos.

Percy deu uma risada leve enquanto eu pulava do balcão. Beijei-o outra vez antes de ir.

Nossa casa ficava a duas quadras da praia na Fraser Ave, o que era bom. Corri, atravessando Wadsmorth Ave. A música que tocava era uma eletrônica, sem nenhuma voz de fundo, o que me animou para ir mais rápido. Saí pela Barnard Way até estar com os tênis enterrados na areia, passando pela Santa Monica Surf School repleto de crianças e adolescentes com suas pranchas, aprendendo equilíbrio e coisas do tipo.

Algumas barracas estavam postas na areia, onde vendiam refrigerantes, salgados e água.

Continuei correndo, até meus músculos queimarem e eu não conseguir respirar direito. Parei, a alguns metros da espuma do mar. Apoiei minhas mãos no joelho, respirando com dificuldade até sentir um par de olhos me mirando. Dei a volta em meu próprio eixo, procurando por alguém em especial.

Só havia pessoas correndo. De um lado para o outro.

Tirei meus fones de ouvido e voltei a procurar alguém.

Ninguém me olhava.

Só é sua paranoia. Ninguém está te vigiando.

Corri meus olhos por todo perímetro ao meu redor novamente, tentando me dar conta de que ninguém realmente dava a merda para mim. Engoli em seco antes de enxugar meu suor com minhas mãos e ir em direção a uma dessas barracas, pedindo por uma água.

– Ei! – ouvi o grito ao meu lado

Pulei, colocando minha mão com força em meu coração. Todo meu corpo se estremeceu e senti as lágrimas atingindo meus olhos até me deparar com três pares de olhos curiosos me encarando.

– Seus merdas. – resmunguei, respirando fundo – Tudo bem, eu estou bem. – coloquei uma de minhas mãos em meu pescoço – Bem.

– O que foi? – Nico me perguntou, segurando meus ombros, suas bochechas estavam vermelhas e sua camisa branca sobre o ombro, assim como Luke e Ethan

– Só... – abracei meu corpo enquanto o cara da barraca me entregava uma água – Nada. Esqueçam.

– Aconteceu algo? Alguém estava te seguindo? – Luke atropelou as palavras, falando rapidamente

– Não. Era só um pressentimento ruim, eu acho. – falei a última parte baixo demais, talvez para me assegurar que não era nada concreto

Abri minha água, dando um sorriso para os três.

– Então, o que estão fazendo aqui? Correndo? – retruquei com um sorriso malicioso

Ethan riu, pegando um isotônico e bebendo-o em longos goles.

– Não é só você que pode ficar malhado, loirinha.

– Deixamos a academia. – Luke deu de ombros

– E optamos para vir aonde a loira mais gostosa do mundo vem andar. – Nico passou o braço sobre meu ombro com um sorriso galanteador

Revirei os olhos.

– Ou...?

– Seu marido pode ter nos dado um pouco de dinheiro, sim, qual é, tá louco? – Ethan começou, sendo esmurrado por Luke

– Ele só nos disse sobre a carta. Achamos que seria... Seguro, sabe? – Nico falou enquanto voltávamos a andar de volta para a grama e para a passarela

– Estou segura, gente. Sério, obrigada por fazerem isso, mas não precisa sair do trabalho de vocês só porque Percy tem uma paranoia.

– E acho que você deveria colocar uma blusa, também. – Luke pontuou

Dei de ombros, terminando minha água em goles rápidos, enfiando o plástico em uma lixeira.

– Tudo bem, gente. Agora, eu realmente preciso voltar para minha casa antes das sete.

– São seis horas, ainda. – Ethan avisou

– Apoio um chá. – Luke sugeriu com um sorriso

– Se vocês fizerem essa blusa ter alguma utilidade. – apontei para o ombro deles

Pareceu ser um movimento sincronizado já que os três reviraram os olhos enquanto batiam as camisas no ar e vestiam-nas.

Voltamos a andar até estarmos novamente na Barnard Way em uma pequena loja de café e chá na esquina.

Pedi um pequeno cappuccino com aroma de baunilha, sentamo-nos nas mesas de fora onde a brisa do mar mexia em meus cabelos presos e me fazia relaxar.

– Estávamos pensando em chamar vocês para um jantar, sabe? Relembrar os velhos tempos.

Nico deu de ombros, talvez concordando enquanto bebericava seu café ao meu lado.

– Seria legal. – Ethan concordou, passando os dedos sobre seus cabelos ruivos

– Aliás, vocês não deveriam estar trabalhando, tentando resolver um caso de assassinato ou algo do tipo?

– Estou cheio de trabalho por algumas décadas. – Luke resmungou, mexendo sua xícara de chá

– Ninguém disse que ser delegado seria fácil. – rebati

– Ninguém me disse que eu ficaria solteiro por tanto tempo.

– Qual é, cara? E eu sou o quê? – Ethan brincou, tentando beijar seu rosto

Rimos, em conjunto, embora eu pudesse perceber que Nico estivesse meio distante.

– Não, é sério, cara. – Luke riu, balançando a cabeça, voltando a encarar o mar – Digo, uma mulher, sabe? Uma mulher que eu ame e toda aquela baboseira.

– Não está pensando no passado, não é? Porque você não quer estragar o casamento do meu melhor amigo, ok?

– Claro que ele não quer. – Nico revirou os olhos, deixando de beber seu café puro – Ele nem teria coragem.

Luke levantou o dedo médio para ele.

– Não tenho nada com Thalia, se quer assegurar. Sabe que, embora ela esteja passando por toda... Toda essa merda, ela nunca vai te deixar.

– Sei disso e não precisa estar me lembrando de “toda essa merda”.

Eu e Ethan nos entreolhamos, fazendo careta. Podia sentir o clima ficando pesado a cada momento que eles se olhavam como se pudessem se matar ali mesmo.

Passaram-se dezessete anos e eles continuaram com essa maldita competição entre um e outro.

– Então... Alguma novidade? – beberiquei minha bebida

Os três olharam para mim como se eu não fosse humana ou algo do tipo.

– Você não está sabendo? – Luke perguntou

– Sabendo de quê? – dei um sorriso sem graça

Ethan fez outra careta.

– Achei que Percy tinha te dito. – Luke franziu o cenho

– Está sabendo que Rachel Elizabeth Dare está na cidade? – Nico, finalmente, disse

Todo meu mundo deu uma parada. Eu não deveria estar me sentindo ameaçada por alguém que eu não via há séculos. Mas eu me senti. Eu sempre soube, desde que nos mudamos para Los Angeles com dezessete anos, que Hampshire me daria saudades e resolveria muitos dos meus problemas, e um deles era ficar longe daquela garota, que hoje, deveria ser uma mulher.

Mas parece que não funcionou muito já que ela estava aqui. Aqui. Onde eu mais tentei me esconder.

E, sim, eu não deveria me sentir ameaçada. Meu casamento ia muito bem, obrigada, eu tinha filhos maravilhosos e provavelmente, ela deveria estar casada, mas eu sabia que Percy sempre a consideraria como um anjo. E eu nunca entenderia o porquê.

Talvez, finalmente, chegasse a hora de eu perguntar.

– Legal. – abri um sorriso forçado, empurrando minha xícara – E então... Ela está fazendo o quê?

– Parece que ela vai passar um mês dando palestras nas escolas. – Luke disse

– Palestras? – arqueei a sobrancelha

– Sim, ela é uma médica muito famosa em Londres. – Nico explicou

– Fomos designados para ficar de olho nela. – Ethan mexeu os ombros – Não sei o que ela fez pra você, loira, mas pode apostar que ela não vai chegar muito perto.

– Não. – sorri, dando uma risada – Ela... Não vai me fazer nada. Ela não teria essa coragem. – terminei em um grunhido

– Claro que não. – Nico concordou

– De qualquer maneira, homens do meu coração, eu preciso ir. Então, eu mando mensagem pra vocês para confirmar sobre o jantar.

Luke verificou seu relógio de pulso e assentiu.

Ele deu a volta na mesa enquanto eu me levantava e o abraçava. Sabia ainda que ele estava totalmente abalado pela morte de nosso avô, por isso, passei mais tempo em volta dos seus braços do que o normal.

– Estou com você, ok? – sussurrei em seu ouvido – Lembre-se disso. Eu te amo.

Luke deu uma risadinha, apertando-me ainda mais em seu peito.

– Também amo você, ridícula.

Revirei os olhos, repetindo meu abraço com Ethan e finalizando-o com batidas fortes em suas costas.

– E Nico, — levantei meu dedo para ele – já que vamos à mesma direção, o que acha de irmos juntos? – pisquei com um sorriso enorme no rosto

– Eu vim de carro...

– Melhor ainda! – bati palminhas

Nico revirou os olhos, despedindo-se deles enquanto colocava um dos braços em meu ombro, levando-me em direção ao seu carro prateado.

Sentei-me no passageiro, tirando o prendedor do meu braço. Tinha mantido uma velocidade de cinco quilômetros por hora.

Procurei alguma mensagem nova em meu celular ou chamada perdida. Nada.

– Posso te perguntar uma coisa? – murmurei, com os olhos focados em meu celular

Percebi que o rosto de Nico se virou rapidamente para mim enquanto ele tirava o carro do estacionamento. Seus ombros se levantaram levemente.

– Claro.

– Sabe... Eu sei que foi, tipo, há séculos atrás, mas... O que Rachel fez para ser, sabe, o anjo de Percy?

Nico riu.

– Não acha que está quebrando sua regra de esquecer o passado?

– Pode ter certeza que eu sei disso. E então?

– Não acha que deveria perguntar isso ao seu marido?

– Ele não é meu marido. – rebati

– Você tem algum problema em envelhecer? – franzi o cenho com sua pergunta, balançando minha cabeça – Porque você não vai a um cartório mais próximo e...

– Eu tenho medo de ficar presa. – Nico me olhou, confuso – Sabe, eu sou apaixonada por Percy, você sabe disso, eu o amo mais que qualquer coisa e sei disso, não preciso mostrar pra ninguém, ok? E eu não quero ficar presa a alguma coisa... Nesse caso, a alguém. Apenas aos meus filhos.

– Está falando que ele é uma âncora?

– Tipo isso. – sussurrei, me sentindo culpada – Estou me sentindo uma merda, você mudou totalmente o foco.

– Só acho que você... Deveria crescer. – ele parou em um sinal vermelho, relaxando as mãos no joelho – Não, no sentindo de você ser infantil, claro que não, mas... – Nico mordeu o lábio inferior – Vocês estão presos um ao outro de qualquer jeito.

– Não. Se eu quiser terminar hoje, vamos agir como adultos civilizados, entrar em um acordo sobre quem ficaria com nossos filhos, essas coisas materiais e só. Agora, volte para o foco.

Nico riu, girando em minha rua e suspirando ao posicionar o carro no meio fio.

– Tudo bem.

– Vai me dizer?

Ele sorriu, balançando.

– Claro que não! Qual seria a graça?

– Você é ridículo. – abri a porta

Ele inclinou-se sobre o banco de passageiro assim que saí.

– Boa sorte!

Mandei-lhe o dedo do meio, verificando em meu relógio: sete em ponto.

Abri a porta, dando de cara com Paris com a cabeça baixa conversando com Percy.

– Perdi alguma coisa? – joguei as chaves em cima do criado mudo, indo em direção a Liv que estava digitando alguma coisa em seu notebook

Ela olhou por cima do ombro e balançou a cabeça.

– Não sei. Ele só chegou e foi direto falar com papai.

– Ele chegou agora?

Ela assentiu.

Encarei-os novamente, com o cenho franzido.

Beijei o topo da cabeça dela, antes que ela segurasse meu pulso.

– Por que você não usa uma blusa?

Revirei os olhos.

– Não sou obrigada, Olivia, eu vivo em uma democracia.

Ela bufou e voltou sua atenção para o notebook.

Fui em direção aos meus dois homens preferidos, atraindo o olhar de Percy que levantou um dedo em minha direção, pedindo para que eu ficasse fora dessa.

Parei abruptamente, dando meia volta e subindo as escadas.

Como ainda faltava tempo suficiente para eu me arrumar, fui até meu quarto pegando o cesto de roupa suja, passando pelo meu quarto e pegando todas as nossas roupas sujas, fiz o mesmo processo no quarto de Liv e pedi forças do além quando cheguei no quarto de Paris.

Estava organizado, como sempre, no entanto assim que me abaixei para pegar as roupas sujas, pude ver meu pavor. Joguei todas com uma careta de nojo, me sentindo uma empregada inútil e não uma mulher que se formou em Arquitetura em primeiro lugar da classe com direitos a dar palestras e aulas até hoje.

Puxei a última calça jeans com alivio, a que parecia ter sido usada hoje e joguei-a dentro do cesto.

Algo caiu. Franzi o cenho e peguei uma caixinha de teste de gravidez vazio.

Então, era isso que eles estavam conversando.

Apoiei o cesto na minha cintura enquanto descia, furiosa, pelas escadas. Atravessei a distância das escadas para o balcão como um raio, colocando a caixa em cima do mármore com raiva.

– O que é isso, Paris Jackson?

Ele respirou fundo, mordendo o lábio inferior, como se tentasse acalmar seu interior.

– Não é meu.

– Ah, até porque eu não encontrei na sua calça! – gritei

– Annabeth. – Percy tocou em meu cotovelo

– Não tente acobertá-lo! – vociferei contra ele – Dessa vez, não vai rolar, Percy. – vi os olhares de Liv contra nós – Você engravida uma garota e está tudo bem?

– Não engravidei ninguém, mãe. – ele apoiou o rosto, enfiando as mãos nos cabelos negros

– Aham. Pode me falar a verdade. Agora!

– Foi um amigo meu, ok? Ele está louco porque deixou a namorada grávida, então, eu, como um bom amigo, comprei esse teste, ok?

– Todos dizem isso, Paris.

– Então, não acredite em mim, mãe. Eu não ligo. Estou apenas dizendo a verdade.

Virei-me para Percy e apontei meu dedo para ele.

– Dessa vez, não vai rolar.

Ele deu um sorrisinho, dando de ombros.

– E ah, se arrume. Logo. Não quero me atrasar. – grunhi

Subi as escadas em passos largos, colocando um vestido acima do joelho e sapatilhas. Pude ver Percy adentrar o quarto, em direção ao banheiro enquanto eu descia.

Decidi sentar-me ao lado de Olivia, deixando Paris com o olhar perdido na poltrona.

– Por que as reuniões não podem ser em uma sexta?

– Porque você não iria. – Liv retrucou

Revirei os olhos.

– Mãe... – Paris chamou – Não está realmente brava, não é? Digo, eu não...

– Paris, por favor. O que está acontecendo com você? Por que nem ao menos fala com seu pai para os lugares que está saindo? E por que raios você foi pegar Kaya no aeroporto?

Pude sentir a tensão escorregando pelas paredes e nos atingindo como um balde de água fria jogando de modo repentino. As mãos de Olivia apertaram o controle remoto ainda mais e Paris me encarou com os olhos esbugalhados.

– O que foi? O que eu falei de errado dessa vez? – resmunguei, cruzando os braços

– Como viu que... Eu fui pegar a Kaya?

– Eu não deveria ter visto, então?

– Não! Quero dizer, ela só me ligou pedindo para pegá-la.

– Quando você deveria estar na escola?

– Acho que ela não sabia. – Paris respondeu, passando a mão com força pelos cabelos

– Ela só está arrasada, mamãe. – Olivia se intrometeu – Ela acaba de perder o cara que considera o amor da vida dela e...

– Não tente defende-la, já basta seu pai. E outra: Kaya é uma adulta, ela tem vinte e um anos, é vacinada e rica. Podre de rica, aliás. O que me leva a pensar que ela podia pagar um motorista ou o que quer que fosse para pegá-la no aeroporto e não pedir que meu filho saísse de sua escola para...

– Não interrompeu nada, ok? Só fui...

– Não, Paris. Estou cheia de suas mentiras, estou cheia de tentar esconder as coisas para mim, ok? Eu sou sua mãe, droga! E quantas vezes vou pedir para que confie em mim? Que, ao menos, me dê um voto de confiança.

– Mãe, você está sendo rude agora. – ele deu um sorriso esnobe – Você nem ao menos me deixa falar.

– Tudo bem. – ergui as mãos, levantando-me do sofá – Tudo bem. Também não quero ouvir você falar. – respondi com um sorriso

– Você está sendo intransigente. – Olivia apontou

– Sem carro. – avisei – Encerramos a briga aqui.

– O quê? – Paris veio atrás de mim enquanto eu levava minha mão para o pequeno jarro raso da cozinha em cima do balcão onde tinha todas as chaves, peguei a chave que identifiquei como a dele – Você não está tirando meu carro de mim, está?

– Opa, parece que sim, filhão. – retruquei, esnobe

– O que está acontecendo aqui? – Percy perguntou enquanto descia as escadas

– Ela tirou o carro de mim! – Paris acusou

– O que está acontecendo, Annie?

– Seu filho é um mentiroso de meia figa. E enquanto ele não entender que, sim, eu tenho poderes sobre ele, então, sim, eu posso tirar as chaves dele.

– Não, você não pode fazer isso! – Paris retrucou – Quem me deu o carro foi meu pai, portanto, apenas ele...

Percy passou a mão pelo rosto com força, subindo as mangas de seu casaco fino branco.

– Vamos resolver isso quando chegarmos da escola, tudo bem? Só... Pense no que está fazendo, Paris. – ele deu dois tapinhas no ombro dele antes de puxar-me pela mão

Encarei-o vitoriosa, enquanto sentia o pesar de seu olhar sobre mim.

Tentei não me importar muito com isso, não duraria muito tempo sua raiva sobre minha atitude, no entanto, eu não tinha ideia das coisas más que essa reunião traria.

E eu sabia que seria bem melhor se eu tivesse decidido ficar em casa.

Notas finais
Nossa. Então, eu tinha MUITA coisa pra falar, mas acontece que meu pc deu um negocio mto louco e tirou tudo. São só algumas coisas, do tipo: quem nasceu pra ser who, nunca vai ser pika. SORRY NOT SORRY AM I. Entendedores entenderão. Segundo que EU SEI que eu sempre falo do "projeto x" e vcs já devem estar "porra mylena que caralho que porra é essa diz logo avisa logo explica logo" SÓ POSSO DIZER QUE vai ser revelado AINDA esse ano ou seja, só mais um mês pela frente e os nomes das fanfics são: Brooklyn Baby (que, por sinal, vai ser MUITO foda) , da Polle amorzinho; Cold Blooded (que foi MUITO elaborada, criatividade fodona), da Arya fofa; e Under Control by me myself and i. ENTÃO espero que estejam tão ansiosos quanto eu estou. E... Terceiro e não menos importante, quero dizer que POR FAVOR não me deixem falando com os ventos. Deixem reviews, to respondendo todos certinhos, além de deixar as recomendações. Vocês lembram do trato? Uma recomendação, um capítulo. Ou vocês preferem esperar mais para deixar recomendações? Estou aberta a opiniões, criticas (nem que sejam aquelas que fico chateada) etc etc