Lightweight.
29 Handle It.
Notas iniciais
"If you respect me, don't protect me, you can tell me, I can handle it."
Era quarta-feira. Véspera de Ação de Graça.
E eu não poderia estar mais nervosa.
Eu até havia preparado um bolo de carne de alguma receita que conheci na internet com a ajuda de Olivia, Paris e Percy ficaram encarregados de decorar jardim – que ficou belíssimo.
Além disso, teríamos uma festa de gala no novo iate que Percy havia construído. Seria grandioso e deslumbrante. Havíamos ficado mais protegidos e sem nenhuma ameaça de morte nos dias anteriores... Só que havia aquilo.
O surto, o pressentimento, o medo. Tudo emergido em uma carga só.
Eu ainda podia sentir a brisa de Los Angeles no verão, a voz do meu pai, o cheiro dos cookies recém-cozinhados e de suas palavras...
Afasta, afasta, afasta...
Céus, eu estava ficando louca.
Eu até havia conversado com Percy sobre as cartas (antes, havia decidido deixa-las morrer, o que não pareceu certo, claro), ele concordou em deixa-las com Poseidon já que parecia mais seguro com elas.
E até começamos a falar sobre o casamento de Silena.
Embora todos nós soubéssemos que a vida tinha que continuar, que ainda havia ladrões roubando bolsas, pessoas morrendo e nascendo todos os dias no hospital, Jay estava ali. A espreita. Esperando qualquer momento para nos atacar.
E só aquele pensamento me fez estremecer.
Coloquei mais vinho em minha taça, andando de um lado para o outro.
E já passava da meia noite e Percy ainda não retornara.
Nico o havia chamado para comprar algumas coisas... Bobagens de Natal, como dissera. E até agora não haviam retornado. Já havia ligado para Thalia que estava irritadíssima com o desaparecimento do marido. Assim como eu.
Onde diabos ele estaria?
Passos me fizeram pular do sofá. Pude ver Paris coçando os olhos assim que ligou a lâmpada.
– Ainda está acordada? – resmungou em direção a cozinha
E sim, o humor de Paris não havia, de fato, melhorado. Talvez ele estivesse aberto a mais sugestões e reclamações do que antes, embora toda vez que eu decidia tocar no assunto Kaya, ele se desviava tão rápido que eu mal podia acabar a frase.
– Sim. – abracei meu corpo
– E bebendo? – Paris sorriu enquanto levava um copo cheio de leite para a boca – Digamos que você vai acordar com uma péssima dor de cabeça amanhã.
– É o que eu espero.
– E faltar a Ação de Graças? Mãe. – ele revirou os olhos
Paris atravessou a sala, deixando o copo na pia e pousando a mão em meu cotovelo.
– Está tudo bem. Ok? Não está?
– Claro que está.
Ele deu um imenso sorriso tranquilizador que quase me fez realmente achar que estávamos bem. Meu filho tinha esse poder. Um bom poder, na verdade.
– Ótimo. Então, não precisa se preocupar com nada. – ele respirou fundo antes de continuar – Luke não disse que estávamos bem? Que as investigações seguiam até bem demais?
Assenti, concordando.
– Portanto... – ele pegou minha taça, deixando em cima do balcão – Eu realmente peço que a senhora vá ao seu quarto, deite-se com o papai e tenha uma ótima noite até amanhã, ok?
Se ele estivesse em casa, resmunguei em meu pensamento. Sorri, por fim, dando de ombros.
– Acho que vou me servir de um pouco de leite antes de subir.
– Ótimo! Leite sempre resolve tudo. – ele beijou minha testa e se afastou – Bem, eu vou dormir e espero que não esteja cheia de olheiras amanhã de manhã. – mandou uma piscadela
Esperei até que ele seus passos não fossem mais ouvidos, arrastei-me pelo piso, desliguei a luz e voltei a sentar-me no sofá com a taça de vinho.
Eu não poderia estar arrasada.
Não.
Deveria ter se passado algumas horas. O que pareceu uma eternidade cruel até a porta principal se abrir. Encolhi-me ainda mais contra o sofá.
Podia ouvir a respiração entrecortada de Percy, meus olhos já adaptados a escuridão observava o jeito que seus dedos agarravam as chaves do carro ou como seus pés literalmente se arrastavam pelo piso, estreitei os olhos procurando qualquer sinal de onde ele estava.
Afastei o pensamento que ele deveria estar com outra mulher. Não. Havíamos passado dessa fase, eu espero.
Por fim, pude ouvir seu suspiro aliviado antes dele desabar os sapatos ao lado da porta, tirar o casaco e ligar a luz.
Então, seus olhos se arregalaram e os meus deveriam estar saindo de órbita.
Sua blusa de botões estava repleta de sangue na altura do ombro até o peito, enquanto sua calça jeans estava aberta na perna direita com um curativo sangrento. Percy soltou um xingamento, seguido por um gemido de dor, não física, tenho certeza.
Pulei do sofá, agarrando seus braços.
– Onde você estava?
Ele engoliu em seco, me afastando.
– Podemos conversar sobre isso amanhã? Estou cansado.
– Óbvio que está cansado! – vociferei em voz baixa – Tire a blusa.
Percy ergueu as sobrancelhas, cruzando os braços.
– Não vou...
– Tire! – controlei minha voz para que não se elevasse mais do que eu gostaria
Ele bufou alto, abrindo os botões rapidamente. Deixei meus olhos voarem procurando por qualquer ferimento. Só havia sangue, meus dedos trêmulos tocaram seu ombro, então seu peito. Ele nem gemeu.
– Não está doendo? O que...
– Podemos conversar sobre isso depois, eu realmen...
– Vamos conversar sobre isso agora. – vociferei, agarrando sua blusa contra minhas mãos
Comecei a pisar fundo em direção ao lavabo (lugar que eu evitava ir já que tínhamos uma potente máquina de lavar ao lado). Liguei a torneira, jogando a camisa logo abaixo e observando o jeito que o sangue saía tão rápido, transformando-se em uma poça que corria em direção ao ralo.
– Annie...
– Nós dissemos. Nós concordamos. Chega de segredos. Chega!
Percy se apoiou na porta. Três passos longe de mim. Sua presença estava ao meu redor, no entanto eu nem ao menos conseguia erguer meu rosto. Fios loiros caiam pelo meu rosto enquanto eu enfiava minha mão na água, jogava sabão e começava a esfregar como se minha vida dependesse disso.
– Você tem segredos. – acusou
– Eu não tenho!
– É o tipo de coisa que uma pessoa com segredos diria.
– Por que você não pode levar a sério? Por que... Onde você estava?
Ele soltou um suspiro alto. Senti o som de seus passos... O som. O som me fez encolher como se um monstro desconhecido estivesse se aproximando de mim, o que me aterrorizou.
– Annie. – seu hálito foi contra minha pele, suas mãos tocaram meus braços, aquecendo-os com sua palma – Annie, Annie, Annie. – sua voz era urgente
Controlei o bolo em minha garganta, pousando toda minha atenção na camisa manchada.
– De quem é o sangue? – me ouvi perguntar – O que é esse ferimento em sua calça? O que aconteceu, Percy? – exigi
– Eu estava trabalhando.
Soltei uma risada repleta de desgosto.
– O homem que amo, o homem que escolhi morar trabalha com engenharia naval.
– O homem que você ama está te protegendo.
– Então me diga o que estava fazendo!
Ele continuou em silêncio. Senti as lágrimas invadirem meus olhos, não consegui controla-las. Elas caiam como uma cachoeira guardada há tanto tempo dentro de mim, minhas mãos tremiam e eu nem conseguia lavar a camisa direito. Meus ombros balançavam tanto que achei que poderia cair bem ali. Percy soltou um alto suspiro, segurando meus braços novamente e virando-me para ele.
– Annie... – ele sussurrou
– Não quero que me deixe. – consegui dizer em meio as lágrimas e soluços – Não me deixe, não quero isso, por favor.
– Annie. Céus. O mundo e Deus sabe que eu não conseguiria te deixar nem que você implorasse por isso. – seus polegares enxugaram as lágrimas – Pare de chorar, por favor.
– Então por que está mentindo para mim? Por quê?
– Eu mal abri a boca. Não estou mentindo.
Agarrei seus pulsos, buscando pelos seus olhos. Ele não poderia mentir olhando em meus olhos.
– Me diga. – implorei
Percy parecia ter uma batalha interna.
– Vamos para a sala. Eu vou preparar um chá para você.
Decidi que toda aquela emoção inesperada era culpa do vinho. Por fim, senti-me derrotada e assenti, deixando-o me carregar até a sala.
Percy nem mancava enquanto se movia elegantemente pela cozinha. Ele ferveu a água, preparou o chá em segundos e sentou-se ao meu lado com duas grandes canecas. Pelo gosto, era camomila.
Respirei fundo, aconchegando-me perto dele.
– Meu pai me ligou. – fechei os olhos, sentindo seus lábios em minha têmpora e seus dedos confinados na bagunça dos meus cabelos – Disse que tinha uma pista. Chamou Luke e Ethan, então levei Nico. Sabia que eles conseguiram um espião? – ele tentou fazer piada, apenas balancei a cabeça, podia sentir seu sorriso encorajador enquanto falava e acariciava meu cabelo – O nome dele é Pete e...
Afastei-me bruscamente.
– Qual é o nome dele?
Percy sorriu, doce, voltou a segurar meu ombro, voltando a beijar minha têmpora, então minha bochecha em um carinho contínuo.
– Esperava que você conhecesse. Ele foi o suposto namorado de Naomi. Conseguimos várias informações...
– Como sabe que ele está do nosso lado?
– Temos nossos meios, amor. Enfim, fomos até esse tal lugar que Pete falou. Jay não estava lá, infelizmente. Havia saído. Acabamos invadindo o lugar, houve um tiroteio...
– Os outros? Eles estão bem, certo?
– Ferimentos leves. – avisou – Nada demais.
– Percy, você levou um tiro na perna. – disse, tentando manter meu tom de voz neutro e calmo como o dele
Seus lábios tremeram, tentando manter um sorriso.
– Só foi de raspão. Nada comparado ao seu braço – seus dedos deslizaram pela minha pele, acariciando a pequena cicatriz instalada ali — ou a Graham. Estou bem.
– O que aconteceu depois?
– Dominamos o local. Tínhamos mais homens. Luke deixou uma equipe vasculhando, procurando por qualquer pista que nos levasse para onde Jay poderia estar.
– E esse Pete? Ele não sabe?
– Ele está fora, por enquanto. Desconfiamos que Jay saiba sobre ele já que nem ligou os últimos dias.
– Há quanto tempo você vem nisso? Já aconteceu antes?
Percy voltou a acariciar meu cabelo, sua voz atingindo minha têmpora, então arrepiando todo meu corpo.
– Estou bem, Annie. Só me deixe fazer isso.
– Eu não quero ver você...
– Escute. – ele segurou meu rosto entre suas mãos com um sorriso confiante – Estamos tão perto de pegá-lo. Ele não pode mais fugir, ok? Ele não vai tocar em você, pode ter certeza disso. E nossa família está segura. Se preocupe com o Natal agora, ok? E depois vamos para o casamento de Silena. Talvez você se sinta inspirada em se casar também.
Acabei soltando uma risada. Percy sorriu junto, beijando meus lábios logo em seguida.
– Quero te ver feliz. Acima de tudo. – sussurrou ainda de olhos fechados
Assenti, embora ele não pudesse ver e avancei sobre seus lábios.
Então começamos aquela dança que parecia nova a cada dia. O beijo foi glorioso. Seus lábios mordiscavam o canto da minha boca, apertando-me ainda mais contra seu corpo, agarrei seus pulsos enquanto suas pernas me empurravam contra o sofá, ficando em cima de mim. Tenho quase certeza que o chá caiu e se despejou pelo tapete, aquilo não importava agora.
Nosso beijo era tão intenso, como se com seus lábios cada parte de meu corpo fosse aquecido pelo seu calor, pela sua confiança.
Como sempre, tudo deixou de existir. As barreiras caíram e só existiam aquele sofá e Percy. Seu corpo impotente em cima de mim, acariciando-me, tocando-me.
Agarrei sua nuca enquanto suas mãos procuravam se livrar de nossas roupas, o que não foi fácil naquele espaço tão pequeno. E em outro segundo, apenas com o toque de leve de seus dedos em minhas coxas, eu me sentia no céu.
Naquele momento, senti que tudo poderia se resolver sem grandes repercussões, que antes do casamento de Silena, estaríamos tão bem quanto antes.
Seus dedos pareciam penas que causavam arrepios ao deslizar pela minha pele tão sensível naquele momento, enquanto sua boca se decidia entre meu pescoço e meu maxilar. Eu não conseguia ficar parada. Apenas me balançava de um lado para o outro, sussurrando seu nome a cada segundo, se isso era possível, seu hálito me atingia em um sopro de brisa. Era sensacional.
Uma de suas mãos agarraram minha coxa, puxando-a contra seu quadril. Inclinei ainda mais meu quadril em direção ao seu, assim como meu pescoço em um aviso dizendo que era tudo seu. Tudo.
Percy soltou uma risadinha, voltando a atenção para minha boca com um beijo avassalador, me fazendo esquecer como se respirava. Agarrei seus ombros.
– Gosto disso. – ele murmurou, os lábios deslizando ao lado do meu ouvido
– Hm? – resmunguei, procurando tirar sua calça
– Me ouviu?
Dei um sorriso.
– Eu tinha?
– Bem... – ele voltou a beijar meu maxilar, deslizando a língua pelo meu pescoço – Quer dizer que eu estou fazendo o trabalho muito bem.
Ofeguei, afastando sua calça o máximo que podia com os dedos, ele abaixou meu sutiã e a blusa em um único puxão.
– Claro, claro... – minha voz saiu acompanhada de um gemido alto
Percy resmungou, mordendo meu seio, faminto. Perambulei meus dedos pelos seus fios negros, ele sorriu e voltou a nivelar nossos rostos.
– Não faça barulho. – ele revirou os olhos quando eu gemi
O que poderia fazer? Seus dedos estavam tão próximos de minha intimidade. Ali. Bem ali. Por que ele não poderia simplesmente adiantar o trabalho?
– Annie, Annie... Annie. – ele suspirou, como em uma reverência
Ele se livrou de minhas roupas mais rápido do que poderia imaginar. Eu não conseguia ficar parada ou deitada, ele afastou as calças, embora eu tivesse certeza que a tortura não terminaria ali.
Percy beijou meus seios, as mãos segurando suas bases enquanto eu tentava me concentrar em seus olhos, aproveitando a sensação de prazer que invadia cada pedacinho de minha alma. Ele desceu os beijos até meu umbigo, minhas coxas e atrás do meu joelho com a língua deslizando por ali. Em seguida, voltou a ajoelhar-se a minha frente.
Lindo. Era a única coisa que eu poderia pensar.
Segurei meus próprios seios, tentando me estimular com um sorriso malicioso. Percy me acompanhou enquanto inclinava-se contra minha carne. Ele deu um selinho de leve que fez o fogo dentro de mim deslizar até a pontinha do pé. O desejo era palpável.
Ele beijou, fazendo um trabalho magnifico com a língua. Mais uma vez, esqueci-me onde estávamos. Um gemido estrangulado saiu dos meus lábios. Agarrei seus ombros com as pernas, esperando que ele continuasse com aquilo pela eternidade.
Soltei um grunhido quando ele se afastou, voltando com seu corpo em cima de mim, deixando seus dedos me penetrarem. Ergui o corpo de encontro ao seu peito e ele sorriu.
– Eu te amo. Sabe disso, não é?
– Se você levou um tiro por mim... – sussurrei com um sorriso, agarrando seus quadris com as pernas – Acho que sei, sim.
– Eu não levei um tiro. – ele revirou os olhos
– Só fique quieto e termine o que começou.
Ele apoiou o cotovelo ao lado da minha cabeça, beijando meus ombros como se fosse o lugar mais pecaminoso. Só aquele contato me fez arfar.
– Acho que quero mais... Demorar mais... – murmurou
Belisquei sua barriga, deslizando minha mão até encontrar seu membro.
– Não ouse. Eu preciso disso. Agora.
– Diz a mulher que vem me evitando. – ele piscou com inocência, suas mãos vasculharam meu corpo rapidamente, tocando em meus seios e voltando a se apoiar ao lado de minha cabeça
– Eu não te evitei. – acariciei seus ombros com um sorriso
Ele revirou os olhos. Suas coxas forçaram minhas pernas a se abrirem mais um pouco enquanto ele me arrematava com lentidão sôfrega. Minha cabeça se projetou para trás, como em um convite para que seus lábios me mordessem, me atiçassem – o que ele fez.
Nossas peles estavam suadas e grudentas. Ele estava tão fundo. Mordi seu ombro para que um grito reverberado de prazer não se acordasse meus filhos. Agarrei suas nádegas contra minhas mãos enquanto ele ia mais fundo e mais rápido.
A sensação era maravilhosa, como se eu estivesse na ponta de uma falésia e estivesse me jogando de lá, embora de alguma forma eu soubesse que estivesse a beira da morte, mas não morresse. Aquilo era maravilhoso. A sensação de estar próxima de algo grandioso e surreal, algo que parecia te envenenar.
Percy mordeu meu pescoço, mordeu meus lábios, mordeu qualquer lugar visível. Ele segurou meu quadril, chegando mais fundo a cada estocada.
Era quase impossível. Mas ali estava ele.
Meus olhos tremeram ao procurar seus olhos. Céus, ele era maravilhoso. Eu o amava tanto.
Segurei seu rosto contra minhas mãos, esperando até aquele momento do orgasmo em que ele morderia o lábio com força, soltaria um grunhido, então desabaria em cima de mim.
A melhor visão do paraíso.
Ele sorriu. O suor deslizava contra sua pele, uma gota estava na ponta de seu nariz, seus fios negros estavam molhados perto da raiz, seu ombro direito ainda tinha uma pequena mancha do que poderia ter sido o sangue de alguém (aquilo não importava agora), e ele abriu um grande sorriso. Um sorriso que mostrava todos os dentes brancos e alinhados, um sorriso que fazia seus olhos esverdeados se encolherem e me mostrarem sua alma.
Ele estava nadando em adrenalina assim como eu.
Só fechei os olhos por um breve momento quando aquela sensação arrebatadora me atingiu e então, voltei a abri-los. Forçando-me a ver Percy chegar lá. Mexi os quadris embaixo dele, tremendo os lábios para um sorriso, ele inclinou a cabeça para o lado, praguejando e se afundando cada vez mais. Então, seu sorriso diminuiu, ele fechou os olhos, mordeu o lábio... Um grunhido e meu nome saíram de sua boca.
Ele se apoiou nos braços musculosos e flexionados, beijando a ponta de meu nariz.
– Vamos trocar de sofá?
Fingi pensar em um sorriso, balançando a cabeça e prendendo uma gargalhada.
– Eu gosto do sofá.
Percy soltou um suspiro de alívio, ficando na ponta do sofá e puxando-me para seus braços. Embrenhei minhas pernas nas suas, tentando me aquecer contra a brisa fria que deveria ter entrado da janela semiaberta.
– Ainda bem. Eu o amo. Com toda certeza, mais que você.
Cutuquei sua barriga, mordendo seu queixo.
– Temos que repetir isso mais vezes.
– Ah, é? – ele arqueou a sobrancelha – Me deixe pegar meu celular – ele se esticou, procurando suas calças -, preciso gravar isso.
Soltei uma gargalhada, vendo um sorriso calmo aparecer em seus lábios.
– Seu idiota. Não seja babaca. – pisquei, sonolenta – Acho que estou um pouquinho bêbada. Ou estava. – resmunguei, coçando os olhos.
– Bem... Acho que devemos subir, ao menos. Eles vão tomar um susto quando acordarem.
– E verem as roupas espalhadas. – completou, então sorriu – Eles vão nos odiar.
Dei de ombros.
– Eles também fazem isso. Nada mais justo do que fazermos isso também.
Percy pensou a respeito e assentiu.
– Justo. Você está sempre certa, meu amor. Agora, vem aqui...
Ele se levantou em um pulo, carregando-me com ele.
– Vamos correr antes que eles possam acordar e...
– Segundo round! – ergui as mãos, comemorando
Percy riu. Ele mancou nos três primeiros passos. Talvez meu peso com o dele, e então correu até nosso quarto com minhas gargalhadas como plano de fundo.
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