Lightweight.

33 Guide You.


Notas iniciais
OLÁ MYLENATORS EU TENHO UMA NOTÍCIA SEN SA CIO NAL PRA VOCÊS!!! DUAS, NA VERDADE, ENTÃO LEIAM AS NOTAS FINAIS TO IMPLORANDO

"Just like the tower we never built, in the shadow of all the guilt, when the other hand was pointed at you"

Kaya veio me buscar. Segundo ela, eu não podia dar uma chance de fazer qualquer pessoa pensar quem eu era, o que eu poderia fazer, qualquer coisa do tipo. Claro que eu não levei nada do que faríamos em conta, portanto me vesti como fosse trabalhar: saia lápis, blazer e saltos.

Ela ligou o rádio e uma música agitada tomou conta dos meus ouvidos. Tentei não me encolher.

Desde ontem, a dor de cabeça parecia ser parte do meu corpo, parte de mim. Pela milésima vez, massageei a têmpora, tentando inibir a dor e esquecer o que aconteceu ontem.

Paris chorando, Percy gritando e Olivia assustada. Várias coisas poderiam acontecer em uma noite, agora tinha certeza disso. Percebi, também, que só conhecemos as pessoas quando elas estão com medo.

Kaya me olhou de esguelha.

– Ouvi dizer que as coisas não estão tão bem. — seu sorriso irônico também fazia parte dela

– Não é da sua conta.

Ela deu de ombros.

– Vai ter que tirar essa cara de princesinha quando entrarmos ali.

Franzi as sobrancelhas.

– O que vamos fazer... Ali?

– Sexo. – deu um sorriso de canto e parou no sinal vermelho — Graças a Deus, não.

Pisquei os olhos, confusa.

– Qual é seu problema?

Ela crispou os lábios, girando em um beco estranho, saindo em outra rua movimentada. Já me sentia perdida ali.

– Por enquanto, você e seus problemas que envolvem Deus e o mundo.

– O seu problema em relação ao meu filho, a Luke. Quem é você, Kaya?

– Hora errada para perguntar.

Segurei seu braço quando ela ameaçou abrir a porta.

– Se me disser, eu vou confiar em você independente do que aconteça lá dentro.

Kaya arqueou as sobrancelhas com a sombra de um sorriso.

– Você vai ter que confiar em mim de qualquer jeito.

– Eu vou foder com você caso não confie.

– Você não tem como me foder.

Dessa vez, eu sorri.

– Foder com as pessoas é minha especialidade.

– Não quero que confie em mim.

– Prepare-se para perder tudo que tem, então.

Peguei minha bolsa, pronta para abrir a porta. Kaya travou e virei-me com a ponta de um sorriso.

– Eu usei Paris para ficar de olho em você.

A informação fez minha cabeça rodar. Concentrei-me no couro macio do banco, tentando lembrar-me do porquê de estar ali com ela. Além de que, ela era incrivelmente mais forte que eu.

– O que?

– Não queria saber? Foi isso. Paris estava procurando por algo perigoso, essas coisas que adolescentes idiotas tendem a fazer, sabe? Eu estava por perto. — deu de ombros

– Sabe que... — respirei fundo – Eu havia te feito a mesma pergunta... Semanas atrás. – balancei a cabeça, quem eu estava querendo enganar? — Você sabe que posso te processar por aliciar menores, não sabe?

– O problema é que ele queria. E seu filho é fantástico, Annabeth. Agora quer minha ajuda ou não?

Pisquei, atônita.

– Você usou meu filho e... Você me dá nojo.

– Várias pessoas já me disseram isso, sabe, estou acostumada. É a vida. Mais alguma pergunta?

– Luke. E Luke? O que você sente por ele?

O sorriso de Kaya diminuiu. Não sabia dizer se ela estava pensando ou fingindo, mas saber que ela estava ficando séria no assunto sobre meu primo me deu medo. Várias coisas poderiam acontecer a partir de sua decisão.

– Estou procurando saber. Não quero o mal de Luke. Ele é um cara legal, nem deveria estar falando isso com você.

– Deixe-me ver se entendi. — coloquei algumas mechas para trás — Você usou meu filho e quer algo com meu primo?

– Parece que eu não tenho nenhum parentesco com ele. — deu de ombros — E então, vai entrar ou vai ficar fazendo pergunta da minha vida sexual?

– Eu tenho nojo de você, Kaya.

– É, você já disse, ainda sim você precisa levantar sua bunda magra daí e ir encontrar pistas sobre o Jay.

Respirei fundo. Meus saltos negros entraram entre duas pequenas pedras, resmunguei, mantendo os passos firmes atrás de Kaya. Seu cabelo negro estava preso em um rabo de cavalo, ela usava um cropped com letreiros negros, além de uma calça de cintura alta. Kaya ficou em frente a um balcão, ela me encarou de cima a baixo, resmungou algo e entrou no lugar.

O primeiro sentimento que tive foi quando Rob me sequestrou. Balancei a cabeça, contrariada, vendo um homem careca a parar no meio do caminho.

– Treino. Marcado. — sua voz era autoritária

Sua posição me lembrou Percy. A mesma postura ereta, a sensação de que dominava tudo e os olhos firmes no homem a sua frente. Eram tão idênticos.

O homem me olhou, analisando e murmurou algo antes de deixar Kaya passar.

O lugar estava escuro, embora fosse dez da manhã. Ela parou no meio do caminho, me puxou contra a parede e esperou alguns minutos em silêncio.

– A arma.

Lembrei-me de não tremer a mão, passei a arma firmemente para Kaya e segurei a outra, enfiando-a entre minha saia azul marinho e minha blusa. Kaya colocou a dela atrás de sua calça, soltou o cabelo e voltou a andar.

Não demorou muito para outro careca aparecer na nossa frente.

O homem perguntou algo em russo. Russo. Forcei-me a manter meus olhos mantidos nele, minha cabeça poderia rodar a qualquer momento. Russo. Máfia russa? Era isso?

Kaya respondeu com fluidez e firmeza. Ela pousou as mãos no quadril, gesticulou algumas vezes e o homem assentiu com a sombra de um sorriso. Ela jogou o cabelo para trás e tive quase certeza que eles estavam marcando um encontro.

O homem balançou a cabeça para mim liberando nossa passagem para mais um corredor.

– O que vocês falaram? — murmurei

– Perguntei se o chefe estava por aqui. Por enquanto, tudo certo.

– O chefe? Jay?

Kaya revirou os olhos.

– Claro que não.

Por fim, minha cunhada respirou fundo e segurou meu rosto.

– Seja sexy, confiante e pelo amor de Deus, não abra a boca, só se ele te perguntar algo. Diretamente, entendido? E céus, por que você veio toda engomadinha?

– Não sou uma mercenária profissional. Não sabia que roupa escolher.

Kaya estreitou os olhos. Ela abriu alguns botões de minha blusa, colocou parte dos meus cabelos para frente e bateu em minhas bochechas.

– Melhorzinha. Vamos lá.

Ela bateu a palma contra uma porta de madeira.

Em seguida, abriu a porta.

Era fácil identificar o escritório. Poltronas vinhos estavam de frente para uma mesa de vidro que fazia contraste com todo o ar repugnante e enjoativo do balcão. Havia uma cadeira de madeira desconfortável no canto da sala, tive quase certeza que havia sangue seco nas beiradas.

O homem de cabelo grisalho com barba longa falava no telefone. Indicou a cadeira para que nós sentássemos, desligou o telefone e apoiou os cotovelos na mesa que rangeu.

– Kaya. Kaya. Sereia Kaya.

– Vlad. — cumprimentou, acomodando-se na cadeira

– Quem é essa linda mulher?

Isso não foi uma pergunta direta, me lembrei.

Kaya revirou os olhos.

– Samantha Bass. Bonita, hm?

Vlad lambeu os lábios, assentindo.

– Boa escolha. O que a princesa aqui quer?

– Ela quer vingança. Daí me lembrei que o inimigo dela é o mesmo que o seu.

Vlad crispou os lábios, balançando as mãos com raiva.

– Tenho muitos inimigos, Sereia. Quem é?

– O mais procurado. Jay.

Os olhos castanhos de Vlad se direcionaram para mim.

– E o que você quer?

– Saber onde ele está.

– Eu também queria, então o mataria com minhas próprias mãos.

– Ela quer dizer... — Kaya pigarreou, inclinando-se em sua direção — A última vez que você o viu.

– Ah. Soube que ele está aterrorizando a protegida dos Jackson. Você soube?

– Algo sobre obsessão. — Kaya balançou o joelho, nervosa — Idiota, não é? Pena que me aposentei, se não já teria matado esse bastardo.

– Uma pena uma mulher tão boa como você ter se aposentado.

– Temporariamente. Mas então? Você pode nos ajudar?

– Estou te devendo uma de qualquer jeito. Tem certeza que quer gastar sua chance com isso?

– Bem, eu posso salvar sua vida várias outras vezes.

Vlad riu, inclinando a cabeça.

– O filho da puta estava em um bairro quase abandonado no norte de Los Angeles. Provavelmente já saiu de lá e está preparando o golpe final. Quando ele botar a cara para fora, eu estarei esperando.

– Ótimo. Norte de Los Angeles. Você é ótimo, Vlad. — Kaya beijou a bochecha dele

O homem continuou com a bochecha inclinada, Kaya me obrigou a repetir seu movimento. Respirei fundo e beijei rapidamente.

– Está me devendo uma, Bass.

– Definitivamente, senhor.

***

– Como foi?

Ergui os olhos. Percy havia acabado de chegar. Ele parecia cansado com as bolsas roxas abaixo dos olhos, o cabelo totalmente bagunçado e a gravata afrouxada. Percy apoiou os braços no balcão no momento em que eu desliguei o fogão.

– Onde estão as crianças? — perguntou

– Acho que... — pigarreei — Eles saíram com a Kaya. Foram comprar um jantar gorduroso.

– Jantar gorduroso. — Percy deu uma risadinha — E como foi?

Abaixei o olhar, colocando dois pratos entre nós.

– Como foi o quê?

– Você sabe o quê.

Dei de ombros.

– Deu tudo certo. Já passamos a informação pra Luke.

Os olhos verdes estavam focados em mim como se esperassem algo mais. Prendi seu olhar por mais algum tempo até ele desviar, contrariado, passando os dedos pelo cabelo.

– Sabe que eu fiz o maior esforço do mundo para não seguir vocês? — ele falou alto, rodando o balcão para ficar a minha frente

– Não sei por qual motivo. Eu disse que ficaria bem.

– Você não sabe atirar!

– Isso é só um detalhe.

Ele riu com escárnio. Seu corpo estava tão próximo que eu podia sentir seu calor contra mim.

– Você conseguiu? — sussurrou

Respirei fundo puxando seu hálito para dentro de mim. Ele queria algo mais, era óbvio.

– Já disse que mandei a informação para o Luke.

– Não isso. — ele segurou meu queixo com força para que pudesse analisar meu rosto com seriedade. — Conseguiu mostrar que é forte, poderosa e pode resolver as coisas do seu jeito?

A pergunta me deixou abalada porque eu não conseguira fazer nada disso. Ainda me sentia inútil.

Abri a boca para responder um sincero não, no entanto Percy me interrompeu.

– Espero que tenha conseguido isso. Porque a partir de agora, eu vou seguir você até o fim do mundo, se for preciso. Vou te manter protegida como prometi para mim mesmo. Não vou largar você nunca, nunca mais.

Ele me afogou em um beijo rapidamente. Não soube o que fazer além de apertar meus dedos em seus ombros, procurando por um suporte. Seus dedos afundaram em meu cabelo e enquanto eu me inclinava por mais, ele se aproximava de mim.

Senti minhas pernas bambas e tive que fechar os olhos para me lembrar do que iria falar.

Abri os olhos apenas para dar de cara com os seus, carinhosos.

– Eu vou te manter perto de mim. — ele murmurou como uma prece — Perto.

– Eu não sou uma garotinha de dezesseis anos. Se quer me ajudar, me ensine a me defender. Se não quer me ajudar, me deixe em paz.

Percy sorriu e eu tive que fechar os olhos novamente para não me hipnotizar.

– O que você esconde de mim? — ouvi minha voz falhar

Abri os olhos novamente, os de Percy estavam levemente arregalados, ele deu um sorriso, afastando-se hesitante.

– Esconder o quê?

– Você sabe o quê.

Percy riu, segurando meu rosto com ambas as mãos.

– Thalia e suas teorias mirabolantes, hm?

– Se há uma teoria, é porque há uma evidência.

– Onde? — ele arqueou as sobrancelhas, desafiador

Eu abri a boca, pensando em algo muito bom para responder, no entanto, a porta se abriu, revelando três adolescentes barulhentos e meu primo.

Todos pararam, nos olhando com caretas.

– Eles iam começar um sexo na cozinha. — Kaya comentou

Paris e Olivia resmungaram algo enquanto colocavam as bandejas de pizza em cima do balcão.

Percy se afastou, apertando as mãos no mármore da pia, ele controlou a respiração, fechando os olhos com força. Luke tinha um sorriso grande e um braço por cima dos ombros de Kaya.

– Não basta ter que ver um casal se pegando no carro, temos que ver isso aqui em casa. — Paris resmungou com uma careta

– Se você repetir isso, você vai comer essa porcaria no quarto. — vociferei

A sala se destroçou em um silêncio, até mesmo Percy me encarou com o cenho franzido.

Paris deu de ombros.

– Não disse nada demais.

– Paris. — Percy ralhou

– Ok, desculpa. Nada de comentários sobre casais. Saco.

Kaya também tinha os olhos arregalados, pude ver confusão e susto. Ela me encarou, balançou a cabeça e se aproximou de Olivia para ajudá-la com os pratos.

Luke veio até mim com um sorriso.

– Isso são os estudos. Vou levá-lo para conhecer algumas garotas de verdade. — beijou minha testa, brincalhão

– Estou ouvindo isso, Sr. Pegador! — Kaya gritou da sala

Percy fez uma careta.

– Ele só acha ridículo essa coisa de relacionamento entre família.

Arqueei a sobrancelha. Se Percy soubesse a metade sobre relacionamentos entre família...

Luke revirou os olhos.

– Não somos da mesma família.

– Eu achei que eles tivessem ido com a Kaya.

Meu primo deu de ombros.

– Eu estava voltando pra casa e os encontrei no caminho. Vocês vem comer a pizza?

Paris pegou as duas caixas com os ombros tensos e levou-as para a mesa.

– Eu fiz sopa. — murmurei

Luke e Percy riram.

– Pizza.

Por incrível que pareça, o jantar seguiu-se bem e sem mais discussões sobre relacionamentos já que Luke e Kaya evitaram se tocar. Acho que mesmo que aquela garota sem noção tivesse brincado com meu filho, ela ainda sabia respeitar os sentimentos dos outros, também concluí que Paris tinha uma noção que ele não passara de um divertimento.

Ao final da noite, consegui fazer Kaya ficar na cozinha comigo.

– Aquilo... Que fez na sala. Não precisava.

Crispei os lábios.

– Ele ainda é meu filho e sempre vou querer o bem dele independente do que sente.

– Não vou pedir desculpas, se quer isso.

– Não. — sorri, provocativa — Você está me devendo uma.

Kaya riu.

– Ah, claro e o que você quer?

Percebi que até os bandidos e as vagabundas mais descaradas podiam ter um código de honra.

– Um segredo. — procurei Percy com os olhos, vendo-o conversar com Luke no sofá — Dele.

– Você não vai gostar.

– Mas eu quero.

– E que se desfaça mais um casamento. Lá vou eu.

Em seguida, ela gritou por Luke que deu um sorriso bobo e a acompanhou para fora de casa. Paris já havia subido e só Olivia estava na sala com os olhos focados no celular.

– Percy? — chamei, apoiando meu quadril no braço do sofá

– Hm? — ele desviou o olhar rapidamente, voltando a mudar de canal

– Você pode pedir para sua secretária comprar as passagens e ver um bom hotel em Hampshire? Pro casamento de Silena.

Percy assentiu.

– Vejo isso amanhã.

– Ok. Ollie? — ela revirou os olhos

– Hm?

– Tenha uma boa noite, baby.

– Você também e pare de me chamar assim.

– Ollie. — Percy repetiu, rindo logo em seguida e batendo em seu joelho

Não, minha lealdade e amor por Percy não iria acabar. Nunca. Não importa o segredo que ele escondesse. Não poderia ser tão ruim a esse ponto.

Fui ao quarto de Paris, vendo-o jogar.

– Está tudo bem? — perguntei

Paris pigarreou.

– Acho que ainda está com raiva de mim... Por causa do... Você sabe. — ele gaguejou

– Eu? — soltei uma risadinha, aproximando-me dele — Talvez eu ainda queira te dar uns tapas, mas isso vai passar.

– Só... Desculpa. Eu não sei no que estava pensando.

Assenti, sentando-me ao seu lado e puxando-o para um abraço.

– Você só estava com medo. Isso vai passar. Logo, logo.

Ele respirou fundo e se afastou.

– Espero que sim.

Sorri, afaguei seu rosto e me preparei para dormir.

Ruídos e uma voz rouca me fez abrir os olhos levemente. O quarto ainda estava escuro, frio, conseguia ouvir a chuva batendo contra a janela. Perguntei-me por quanto tempo seria capaz de suportar aquele inverno que só me trouxe desgraça.

– Não, seu idiota. — Percy falava baixinho e riu, em seguida — Você tem certeza que nada saiu? Tem certeza disso, Nico? — ele bufou — Eu sei que você é eficiente.

Engoli em seco, soltando um resmungo e virando em sua direção.

– Quem é? — murmurei com a voz rouca

– Nico. — Percy sorriu, beijando minha testa — Pode dormir, amor.

– Fala para ele dormir. — aconcheguei-me em seu peito.

– Certo, certo. Falo com você amanhã, cara. Boa noite.

Percy sorriu quando ronronei baixinho, aquecendo meu corpo ao dele.

– Amo você. Muito.

Assenti ainda entorpecida pelo sono e voltei a dormir.

***

Coloquei a chave da Mercedes de Paris em cima do balcão. Ele enfiou a colher de cereais na boca e me encarou, perplexo.

– Sério?

– Não que você mereça...

– Mãe! Caralho! Me desculpa, sério, sou o pior filho do mundo, mas eu te amo! Céus, minha belezinha está de volta.

Eu e Olivia reviramos os olhos. Ela terminou sua maçã enquanto Paris pulava de um lado para o outro, tentando comer o cereal ao mesmo tempo.

Percy desceu as escadas de moletom e uma camiseta.

– Por que vocês estão arrumados? — ele coçou os olhos, sentando-se ao lado de Paris — O que deu em você, garoto?

Paris levantou as chaves e sorriu. Seu pai me encarou com o cenho franzido.

– Sério? Ele destruiu seu isqueiro e você vai dar as chaves dele?

– Pai! — Paris resmungou

Olivia riu.

– Ele está certo. Por quê?

– Porque eu quis. Agora vão pra escola e Percy, você está atrasado.

Ele bufou.

– Percebi. Você é péssima dona de casa, aliás. Achei que estávamos no Natal já.

– Daqui a uma semana. Tchau, papai. — Liv beijou sua bochecha e acenou para mim — Tchau, mamãe.

– Tchau, melhor mãe do mundo!

Percy os observou até que fechassem a porta. Em seguida, verificou se uma das viaturas foi atrás deles. Com um aceno afirmativo, ele sentou-se a minha frente.

– Vou tomar banho. Quer ir comigo para a empresa?

– Acho que não é necessário.

Percy assentiu e baixou o olhar.

– Avise a Luke para mandar os melhores para cuidar deles. Paris é esperto e com Olivia do lado, eles vão tentar escapar deles.

– Ok.

Seus olhos verdes estavam escuros, ele apoiou o rosto na mão.

– O que está havendo, Annie?

– O casamento de Silena está próximo. Lembre de comprar as passagens. E... — engoli em seco, tirando a caixinha do meu bolso, senti meu estômago se revirar — Leve para o Nico.

Percy encarou a caixinha com firmeza. Em seguida, analisou meu rosto, detalhista. Ele respirou fundo e agarrou a caixinha.

– Ok.

– Quer café?

– Com creme.

Então, subiu as escadas.

Assenti. Tudo iria dar certo, no final das contas.

Coloquei os ingredientes na cafeteria, batendo o pé. A porta se abriu e pulei para o lado, tomando um susto ao ver Kaya.

Ela se sentou no banco, coloquei duas xícaras de café no balcão. Ela bebericou a de Percy.

– Você não é tão mal. — resmungou e me entregou um envelope branco — Meu pai pagou um jornalista para não publicar isso. Deve valer de algo.

– O que é isso?

– Abra. Ou não. Estou indo. Preciso resolver umas coisas.

– Kaya?

Ela me olhou por cima do ombro.

– O quê?

– Uma tal de... Maya, Mia, sei lá, uma jornalista investigativa que estava na festa do iate, ela parece estar afim do Luke. Tome cuidado.

Kaya fez uma careta.

– Suas dividas vão acabar um dia.

Sorri.

– Esse dia não é hoje, Kaya.

Ela franziu os lábios e foi embora.

Encarei o envelope por tempo suficiente para saber que teria que encarar aquilo uma hora ou outra. Apurei os ouvidos para ter certeza que Percy não me veria. A primeira imagem estava escura, mas eu podia identificar de longe os traços de Percy. O jeito estranho que ele subia as mangas das camisas até os cotovelos e como suas mãos estavam ao lado de sua cabeça, como se ela fosse explodir. Ao seu lado, Nico tinha uma arma na mão e parecia movê-la, despreocupadamente. A frente deles, havia um corpo.

Aquilo fez meu corpo tremer.

Pisquei. A próxima, os dois estavam debruçados sobre o corpo. Nico parecia preocupado enquanto cutucava-o com a ponta do pé e Percy tinha o cenho franzido. Na última foto, ambos os olhos estão focados na câmera como se pudesse atravessar e me olhar.

O que diabos era aquilo?

Notas finais
SIM, EU SURTEI, SIM EU SURTEI MUITO, SIM EU AMO A KAYA FODAC FODAC FODACCCCCC Depois do meu pequeno surto, eu quero dar duas grandes notícias que me abalaram o suficiente para vir postar em duas fanfics. A primeira é: a Aryana Grande, mais conhecida como Arya, autora de Psycho Minds, decidiu que deveria fazer um grupo no whatsapp para ficar mais próximos de vocês e eu entrei na onda. Então, quem quiser participar do grupo - que até o final da semana já vai estar em funcionamento - pode ir lá na MP da Arya, mandando seu número, nome e que veio por mim, ou não, mas saibam que vai rolar muita merda, muito spoiler, muitas notícias BOMBÁSTICAS. Segunda notícia: NIGHTINGALE ESTÁ SENDO REESCRITA! Sim, morram, sim, podem surtar, como eu surtei. Eu entrei em uma fase da minha vida que eu percebi que NG era a melhor coisa que eu já fiz, então estou reformulando. Muito provavelmente, da próxima vez que eu postar, já vou trazer o novo link dela postada no Wattpad, então vocês podem acompanhar por lá, ok? Lembrando que eu já tenho uma fanfic postada lá no Wattpad e eu ia A-MAR se vocês acompanhassem https://www.wattpad.com/user/mylenarodrigues_ Lembrando também que eu quero - PRECISO - fazer um vídeo pra vocês sobre fanfics ou o que queiram, então deixem suas perguntas por mp!!