Lightweight.

14 Get You Out.


Notas iniciais
hey sisters/brothers então, a parada é o seguinte: COMO ASSIM EU TO LENDO O ÚLTIMO LIVRO DA SAGA DE HERÓIS DO OLIMPO E NÃO O CARALHO DO POV DE PERCY/ANNABETH sério eu to mto irritada, tipo eu já sabia que não ia ter, mas caralho rick deve td que tem ao percy, td começou pelo percy, uma puta falta de consideração não ter UM RIDICULO POV DO PERSEU CARALHOOOO tá, eu to muito irritada com isso, tenho que desabafar, tá? é o seguinte, só tem pov do nico (melodramático, reclamando da vida, etc, até gosto dele), reyna (amorzinho), jason (inutil), piper (inutil) e leo (util), além disso eu me pergunto pq na capa não tem nada dos gregos?????????? digo, uma pessoa que os represente, no final, eu to MUITO puta e escrevi um texto odioso/adorável pra jogar toda a raiva que estou tendo nesse livro porque olha TA DIFICIL MIGAS Ainda bem que tenho meu próprio Percy e posso fazer o que bem entender com ele, amém. AH, vcs lembram quando falei do jogo? HERE IT IS.

"Everything is dark, it's more than you can take"

Era sábado. E eu estava louca.

Havia acordado às três da manhã, verifiquei se Paris e Olivia ainda dormiam e caminhei de um lado para o outro sem parar. Procurando sinais, pistas, algo que me dissesse onde Jay estava e o que maldição ele queria.

Abri as janelas, encarando o céu ainda escuro. Procurei um maço de cigarro nas roupas de Percy, acendendo um com meu isqueiro enquanto caia encostada na parede. A fumaça não ficava por muito tempo dentro do cômodo, desaparecia assim que saia de minha boca.

Por que meu pai guardava segredos?

Eu deveria acreditar em Jack, afinal? O que ele tinha a perder mentindo para mim?

Eu, entretanto, tinha muito a perder. Talvez eu pudesse falar com Nico. Claro, ele sabia essas coisas de segredo ou... Ele poderia imaginar onde meu pai guardaria esse tipo de coisa.

Ou eu poderia falar com minha mãe. Claro, ela deveria ter algum papel que meu pai guardava.

Não, óbvio que não. A casa foi queimada, se tivesse algum papel teria sido destruído. E eu sabia que Jack não havia matado meu pai. Nem a equipe dele. Lembrava-me de Meredith conversando com Poseidon, ela confessou que não fora a FBI que planejara a morte do meu pai, muito menos ele. Ambos os lados não queriam perder meu pai. Por quê?

São segredos que se forem vendidos a pessoas certas valeriam bilhões, até.

Segredos. É a primeira arma que destrói uma pessoa.

Respirei fundo, prestando atenção no jeito que Percy estava de bruços, como seu braço estava jogado de maneira desajeitada fora da cama, como o lençol cobre apenas parte de suas pernas, o jeito que a baba escorre pelo canto de seus lábios. No entanto, nada disso me ajuda a despertar do surto que está prestes a ocorrer diante dos meus olhos.

Não posso. É o que dizia para minha mente, implorando que me esqueça em minha fossa matinal por alguns minutos. Traguei o cigarro fortemente, talvez achando que a nicotina impregnada em meu pulmão fosse me ajudar em alguma coisa, mas tudo que vejo são imagens.

Imagens embaçadas que aparece diante dos meus olhos e me fizeram perder a noção de espaço.

São apenas imagens. Do meu pai. Lembrei-me do jardim atrás das casas e dos cookies que ele insistia em fazer. Não podia lembrar-me do sabor, porém o cheiro estava implantando em mim. Engoli em seco porque não queria revivê-las. Não queria nem lembrar que elas ainda existiam. Por que não podiam ser apenas lembranças? Por que tinham que arrancar as mínimas forças das minhas entranhas e direcioná-las para algo indesejado?

Respirei fundo mais uma vez, afundando minhas unhas em minha coxa; talvez assim, eu voltaria para a realidade.

Mas isso só me levou mais fundo. Em minha mente, eu estava ao lado do meu pai, comendo cookies enquanto ele escrevia algo em um caderno idiota.

– Por que existem pessoas más, pai? – perguntei – Digo, elas não nascem más.

– Não. Claro que não.

– E por que vocês acham que elas são más?

– Bem... Talvez elas não tenham algo para ser boas. – ele sorriu, fazendo algumas rugas rodearem seus olhos e sua boca – Como eu tenho você.

– Nada mais? Isso não é uma boa explicação.

– Você quer saber o que torna uma pessoa má, então?

– Sim.

– Um segredo. – ele sorriu ainda mais – Um segredo torna uma pessoa má. Porque ela o guarda só para si e ele apodrece e fica cada vez pior. Por isso não se deve ter segredos.

– Nem que ele seja importante?

– Nem que seja o mais importante de todos. Por isso, você tem a mim.

Minhas unhas afundaram mais em minha pele. Eu precisava sair dali.

– Annie? Meu amor?

Meu rosto se balançou e ofeguei ao abrir os olhos, dando de cara com Percy apenas de samba canção a minha frente.

– Você deveria voltar a psiquiatra, talvez...

– É só estresse. – pisquei, levei meus olhos ao cigarro entre meus dedos e o traguei de uma vez, jogando-o em um canto – Vai passar.

– Você deveria dormir. É sábado. Sua folga.

– Eu sei, eu só... – esfreguei meus olhos, tentando ter uma visão mais ampla dele – Só preciso de mais um pouco de sono.

Ele tremeu os lábios e inclinou-se sobre mim, beijando-me. Senti meu corpo se aquecer imediatamente, como se uma sensação boa estivesse se espalhando. Eu poderia estar sem forças, porém lá estava ele abastecendo-as. Aninhei minhas mãos em seu rosto, apertando-me contra ele enquanto ele apoiava em seus joelhos e eu me inclinava mais.

Precisava dele. Ele era meu porto.

– Só temos um ao outro. – ele sussurrou, apoiando a testa na minha – Não vou te deixar cair e espero que não me deixe falhar.

Soltei um sorriso, ainda de olhos fechados.

– Não irei.

Seus dedos tamborilaram pelo meu queixo e então, meus lábios.

– Confio em você.

Assenti, juntando nossos lábios novamente.

– Você precisa dormir agora. Sério. – soltou um risinho, colocando fios revoltos de meu cabelo para trás

Seus braços apoiaram em minhas costas e então, na dobra de meus joelhos. Apoiei minha cabeça em seu peito enquanto ele me deitava no colchão, aninhando-se a mim.

– Não tem nada que queira me contar? – sussurrou, ainda acariciando meus fios com as pontas dos dedos

Ergui os olhos para ele, tentando parecer confusa, o que não funcionou. Eu estava com medo, assustada, sentia que tinha sido pega no flagra. Ele queria saber sobre Jack ou Poseidon? A lição do meu pai veio a minha cabeça. Um segredo apodrecia dentro de você. Droga, eu precisava fazer isso do jeito certo. Levantei as sobrancelhas, dando de ombros e virando-me.

– Não. Por quê?

O canto de seu lábio se levantou, em um sorriso quase triste. No entanto, ele voltou a sorrir e beijou minha bochecha, minha testa, meus lábios.

– Eu te amo. Agora, durma, amor.

– Dormir sempre foi a solução para tudo. – murmurei, já de olhos fechados – Você podia me acordar quando tudo estivesse resolvido, não é?

– Eu adoraria. – ele acariciou a raiz dos meus cabelos com um sorriso – Pena que eu não consigo me virar sem você.

Revirei os olhos e bati em seu braço.

– Não tente ser um gentleman agora.

– Nunca disse que era um.

– Mas age como um, seu idiota. – bufei e virei-me para ele

– Você está agindo como uma...

– Mulher maravilhosa. Eu sei, não precisa confirmar.

Percy balançou a cabeça, apoiando-se em seu cotovelo enquanto continuava com seu carinho em uma tentativa de me fazer dormir mais rápido.

– É por isso que não conseguiria sem você.

Bocejei, abraçando sua cintura.

– Você não consegue nada sem mim, gentleman.

Pude ver seu sorriso que ficou estampado em minha mente antes de cair no sono.

***

Estava com o cotovelo apoiado na janela, observando Percy e Paris no jardim com uma bola de futebol americano enquanto treinavam. Percy estava com um boné azul de beisebol desbotado jogando a bola para Paris enquanto meu filho vestia a camisa azul e amarela da escola com jeans. Eles sorriam e pareciam se divertir.

– Você quer?

Abaixei os olhos para Liv que segurava um copo de limonada e sorri, vendo-a se acomodar ao meu lado.

– Não, querida.

– Você está bem? – perguntou – Vi o papai... Falar com vovó. Algo sobre cuidar melhor de você.

Soltei um sorriso, tamborilando os dedos sobre a madeira da janela.

– Só foi um mal-estar. Seu pai leva isso muito a sério.

Liv assentiu, colocando uma mecha de seu cabelo loiro atrás da orelha.

– Eu... – ela tossiu – Eu queria que você me contasse mais. Eu sei que você sabe algo do tipo, mãe. Sabe quem...

– Eu não sei, Olivia. – respondi, rude – Não sei. E mesmo se soubesse não daria a mínima porque isso é um trabalho de Luke. Exclusivamente de seu tio, ok? Vamos deixar isso para lá. Estamos seguros. – sorri e abracei-a pelos ombros, beijando sua testa – Seguros.

– O que estamos esperando para ir ao jogo? – indagou, afastando-se – Olha minha maquiagem! O que acha?

Ela piscou os olhos repetidamente.

A maquiagem ao redor dos olhos verdes era pesada com o azul e o dourado em destaque, seus lábios estavam em uma cor rosada discreta.

Acariciei sua bochecha com um sorriso.

– Está perfeita. Sabe que você me lembra quando eu era líder de torcida? – falei, abraçando-a – Sabe que seu pai era o quarterback?

– Ele me disse. Dizia que você era sensacional no campo.

Pisquei, abrindo a porta com o quadril e trancando-a.

– Já podemos ir? – resmunguei, rodando a chave em meu dedo

Percy recebeu mais uma bola com facilidade e me encarou de cima a baixo.

– Annie, você está muito bonita para sair de casa. O que acha de voltarmos...

– Vocês são nojentos. – Paris reclamou, vindo ao lado dele

Rolei os olhos.

– Precisamos ir, querido.

– Acho que você deveria usar uma calça. – ele sussurrou, passando os braços ao redor de minha cintura e beijando-me

Afastei-me, acariciando seu rosto e depositando mais um selinho.

– Precisamos ir. – repeti

– É, eu esqueci que tenho dois filhos maravilhosos que irão se apresentar hoje. – avisou, virando-se para eles com a mão em minha lombar – E, Liv, você está com um short por baixo disso, não é?

Ri ao perceber que ela revirava os olhos, abaixando a saia amarela discretamente.

– Parece que ela vai para casa do Jake depois do jogo. Vai ter uma festa lá.

– Você adora causar a discórdia, não é, Paris? – bufei

– Assim como o antigo Paris. O ciclo se repete, mamãe. – cutucou-me e me parou – O que acha de me devolver as chaves? Eu sou o melhor filho que você pode ter em toda sua vida... Por favor? Mãe... Por favor! – implorou

– Entre no carro.

Percy soltou uma risadinha e assentiu.

– Se não quiser se atrasar, Paris... – apontou para o carro com a mão meio indiferente

Paris bufou antes de sentar-se ao lado de Olivia. Assim que adentrei, pude sentir meu celular vibrar.

Thalia.

– Thals?

Annie? Já chegou? Ian, pare com isso! Ah, estamos aqui, pegamos um ótimo lugar! Até Kaya está aqui, dá pra acreditar?

– Quê? Kaya?

– Kaya está lá? – Paris inclinou-se com um pequeno sorriso

– Sh! – resmunguei – O que ela está fazendo aí?

– São os sobrinhos dela, Annie. – Percy respondeu

– Estou no telefone, posso? – arqueei a sobrancelha, bufando – O que mais?

Bem, ela está em seus saltos Padra com um olhar indiferente bem ao meu lado. Hm, Luke acabou de chegar! Acho que posso fazê-los ter uma relação boa, não acha? Parecem ser um bom casal.

– Thalia. – revirei os olhos com um sorriso – E Ethan? Nico?

Ah, foram comprar cervejas. Bem, chegue logo! Estou te, Ian! Volte aqui imediatamente. Preciso ir, prima. Venha logo. – vociferou a última parte antes de desligar o telefone

– O que foi? – Percy me olhou de esguelha com um sorriso

– Resumo. – Liv cantarolou

– Bem, parece que Kaya continua metida lá e Thalia vai tentar formar um casal com ela e Luke. Parece ser uma boa ideia. Pelo menos, temos certeza que ela não gastará a herança com muita coisa e digo, você estará ao lado dela para vigiar.

– Isso é ridículo. Ela é maior de idade. – Paris retrucou

– Mas continua irresponsável como uma garota de dezesseis anos. E Ian, como sempre, deve estar correndo para todos os lados.

– Parece que o estádio está lotado. – Percy murmurou, inclinando-se sobre o volante ao ver o estacionamento completamente cheio

– Precisamos descer. – Paris falou – Vamos, Liv?

– É. Precisamos ir. Nos vemos depois, ok? Amo vocês.

– Nos desejem sorte!

– Amamos vocês também! – elevei o tom assim que saíram do carro – E arrasem lá no campo!

– Você parece uma mãe coruja. – Percy sorriu, os olhos verdes avaliando-me com um certo humor – Muito gostosa, por sinal.

Revirei os olhos. Percy soltou um suspiro de felicidade ao girar o volante, estacionando com precisão entre dois carros médios.

– Podemos comprar um refrigerante, o que acha? – ajeitei minha camisa azul com Bears escrito, avaliei os traços em minha bochecha e sorri – Alguma pipoca...?

– Vou comprar cerveja. – Percy rebateu, passando o braço sobre meus ombros

– Já disse que você está parecendo aqueles velhos ridículos? Daqui a alguns anos você vai ficar gordo.

– Você vai continuar me amando do mesmo jeito.

Percy tirou os dois ingressos do bolso enquanto nos infiltrávamos entre a multidão de torcedores. Caminhamos ainda juntos até uma barraca que vendia bebidas.

– Duas cervejas, por favor. – pediu

Belisquei sua costela com uma careta.

– Não suporto cerveja. – retruquei

– Prometo te comprar o melhor vinho, prometo.

– Ou uísque. – mordi o lábio

Percy abriu um pequeno sorriso, balançando a cabeça.

– Deveria ser proibido alguém ficar tão sexy. Mas, sim, posso arranjar o melhor vinho, o melhor uísque para a melhor mulher.

– Adoraria.

– Aqui está, senhor. – o homem nos empurrou dois copos de cerveja e mais dois ao nosso lado

Virei-me, sentindo a mão de Percy em minha barriga enquanto me empurrava levemente para frente e parei logo em seguida.

– Annabeth. – Rachel sorriu

Não. Não.

Seus cabelos ruivos estavam presos em uma trança bagunçada, usava jeans e uma blusa azul sem maquiagem alguma. E eu odiava me sentir tão insegura.

Ao seu lado, Rob pegava as duas cervejas e arregalou levemente os olhos ao nos ver.

Pude sentir a mão de Percy pressionar ainda mais meu ventre, afastando-se e passando uma mão ao redor de minha cintura.

– Rach. – ele sorriu e inclinou-se em sua direção, dando dois beijinhos em sua bochecha

Pude sentir minha boca se abrir levemente. Ele só está sendo educado, relaxe.

Dei um sorriso e afastei-o para que pudesse repetir seus movimentos. E fiz o mesmo com Rob.

Beberiquei minha cerveja.

– É um prazer revê-los. – Rachel disse, cruzando as mãos em frente ao seu corpo – Seu ferimento está bem?

Engoli em seco, com vontade de tocar o curativo, mas apenas assenti.

– Está bem, obrigada por perguntar.

– Sinto muito pelo o que aconteceu, Annie. – Rob sorriu

– Como sentir muito quando você... – voltei a beliscar a costela de Percy que me encarou, grosso, afastando-se

– Fico feliz de vê-los juntos, mas... Estamos do outro lado. Vamos ver Jake. – Rachel sorriu, parecia feliz e orgulhosa

– Vamos ver nosso quarterback, Paris. Ele vai fazer os melhores pontos. – pisquei com um sorriso – Espero que gostem do jogo.

– Vai ser ótimo. – Percy garantiu, seus olhos voltados para Rachel – Sabe a líder de torcida? A loira... Ela é nossa filha, Liv.

– Rob, eu acho que você sabe que seu filho vai dar uma festa...

– Lá em casa, é. – ele suspirou – Não é a primeira vez, mas espero que Olivia apareça lá.

Rob sorriu, assentindo logo em seguida.

– Mas precisamos ir. – Percy segurou meu quadril – Foi um prazer revê-la, Rach.

Ela sorriu, tímida antes que ele me puxasse.

– Não posso ter uma conversa decente com Rob, mas você pode adorar Rachel. Que mundo injusto, não?

– Fique feliz por eu não ter quebrado a cara dele ali. É o máximo que pude e vou fazer.

– Você é quadrupede. – cuspi

Percy sorriu, ajudando-me a subir as arquibancadas.

– E você é ciumenta.

Revirei os olhos, vendo Thalia acenar com o braço.

Ele agarrou minha mão enquanto empurrávamos educadamente algumas pessoas, equilibrando-nos para não deixar a cerveja cair.

Baby! – exclamei, segurando Ian em um abraço apertado

Seus olhos azuis se estreitaram em um enorme sorriso enquanto eu o puxava até estar sentado em meu colo. Pude ver Luke e Percy trocarem cumprimentos educados: um sorriso, um aperto de mão e algumas batidinhas nas costas enquanto ele abraçava Nico com todo fervor.

– Achei que fosse arrumar uma grande briga. – minha prima sussurrou inclinando-se em minha direção

– Converso com você depois. Kaya! – acenei para a mulher ao seu lado

Ela tinha crescido, óbvio. Eu vira minha cunhada no ano passado quando ela decidiu embarcar para Grécia e conhecer o grande amor da vida dela que nada mais era do que um príncipe sem sangue azul, por assim dizer. Ela estava com uma aparência boa quando saiu da Califórnia: estava bronzeada, um pouco gordinha, mas ainda assim bonita. Uma característica óbvia da família Jackson.

Agora, ela tinha triplicado sua beleza. Parecia mais forte e decidida também.

Seus cabelos, tão negros quanto de Percy, estavam presos em um rabo de cavalo. Seu rosto estava livre de qualquer maquiagem, deixando livre suas sardas espalhadas pelo nariz, sua boca se abriu em um sorriso educado enquanto seus olhos me avaliavam do mesmo jeito que Sally fazia ao me ver. Procurando alguma qualidade a mais, algum defeito a mais, se eu estava usando as roupas corretas e o principal: se eu era digna de ainda continuar com Percy.

Sabia que minha sogra gostava de mim, minha cunhada nem tanto. E sabia, também, que ambas já não viam a hora de Percy parar de agir como um “capacho” na frente delas. Na verdade, era divertido ver a cara de incredulidade.

Passei meus braços pelos ombros de Kaya com um sorriso.

– Fico feliz em saber que está de volta.

– Não minta para si mesma, Annie.

Arqueei a sobrancelha, afagando seu ombro.

– Sim, talvez eu tenha pedido para que demorasse um pouco e não, eu não pedi para seu avião cair. – afastei-me, o suficiente para colocar Ian de volta em meu colo e encará-la por Thalia – Já conheceu meu primo, Luke?

Não era notável a diferença, para mim gritante, de idade. Oito anos. Apenas oito anos. Quando eu, Luke e Thalia brincávamos de esconde-esconde, brigávamos e batíamos um no outro, Kaya nem sonhava em nascer.

– Ah, sim, seu primo. – Kaya assentiu, balançando a cabeça indiferente e voltando a olhar para o campo – Thalia me apresentou.

– Ele é um bom homem, sabe. – comentei

– Está tentando me jogar para seu primo, cunhada? O que Percy acha disso?

– Ridículo. – dei de ombros – Mas não impossível. Pelo menos, é alguém que não precisa de seu dinheiro e claro, não vai sair rodando o mundo porque é responsável...

– Trabalha como delegado federal e blábláblá. Já ouvi toda a ladainha, cunhada.

– Não me entenda mal, Kaya. Eu adorava seus antigos namorados...

Kaya ainda está com os olhos cravados no campo e os revira, apoiando o queixo na mão de forma indiferente. Thalia solta uma risadinha, acariciando os cabelos de Ian que parece muito feliz por ver o aquecimento das líderes de torcida.

– Maninha!

Percy pula a arquibancada, abraçando Kaya pelos ombros e dividindo uma cadeira com ela. Ambos sorriem e percebi que ela continua aquela criança que apareceu na minha porta, escondida atrás das pernas de Sally. Ainda era a mesma criança amedrontada, que se sentava à mesa do jantar e falava tudo que queria da maneira que queria.

Ele beijou sua testa e acariciou seu ombro com carinho.

– Como foi sua viagem?

– Foi legal. Só estou cansada. Não teria vindo se Paris não tivesse insistido.

– É, ele é muito bom com as palavras. – Percy sorriu, orgulhoso e afagou seu cabelo – Estou ali com os caras e ah, descobri que querem te jogar pro Luke. Fuja.

Ela soltou uma risadinha e assentiu enquanto Percy depositava mais um beijo nela, voltando para seu antigo lugar.

Kaya me encarou com um leve sorriso superior e voltou a encarar o campo.

– Só eu a acho completamente irritante? – suspirei, apoiando meu rosto nas costas de Ian

Thalia afagou meu joelho e suspirou.

– Já vai começar. Olhe Liv.

Dou um sorriso, colocando Ian apoiado de um jeito confortável em minhas pernas. Minha filha entra com as mãos para cima, gritando enquanto sua musica começa a tocar.

Notas finais
Eu tive que cortar o capítulo, o que cortou meu coração ): MAS AGUARDEM PQ PRÓXIMA SEMANA TEM A CONTINUAÇÃO............