Lightweight.
10 Down.
Notas iniciais
"Cause you deserve the best and nothing but the best, so I will give you the best you've ever had"
Eu e Rob estávamos em uma mesinha da esquina do chá na Barnard. Era uma mesa a dois do lado de fora da loja. Tentei parecer que estava confiante ali com ele, no entanto, eu sentia que a qualquer momento alguém próximo a mim e que conhecesse Rob pudesse ligar para Percy e dizer que eu estava com ele, como Nico.
E a última vez que Percy tomou decisões precipitadas, não foi muito bom.
Optei por chá de camomila. Eu, definitivamente, precisava me acalmar.
– Então... — Rob começou depois de bebericar sua xícara, o céu estrelado combinava com seus olhos azuis elétricos e os cabelos extremamente negros — Como veio parar em Los Angeles?
– Acho que nunca te disse que vim daqui, certo? — ele balançou a cabeça, inclinando-se em minha direção — Bem, decidimos voltar quando Percy acordou de coma.
– Coma? Foi algo que eu...
– Não. — dei um sorriso — Ficamos... Relativamente bem depois daquilo tudo, mas... Houve outra... Coisa que deixou Percy em coma por três meses. Ele acordou e eu estava grávida de Paris.
– O filho mais velho. Jake me falou dele.
Sorri.
– Sim, o filho mais velho. — confirmei — Decidimos vir para Los Angeles porque... Bem, porque Hampshire não parecia suficiente. E tinha minha família aqui.
Dei de ombros. Dei um grande gole queimando minha língua, tentando amenizar minha ansiedade.
– E você? O que te fez parar aqui? Não que isso seja uma coisa ruim, quero dizer...
– Entendi.
– Jake tem a idade de meus filhos então, isso me faz entender que você teve o filho na mesma idade que eu.
Rob sorriu, como um pedido de desculpas.
– Eu tinha dezenove quando te conheci.
Deveria não me sentir surpresa por ter aceitado mais uma mentira, no entanto, não me vinha a cabeça o que eu poderia fazer. Ficar com raiva? Ir embora? Nada disso iria resolver meus problemas.
Dei um sorriso, pedindo que ele continuasse com a mão.
– Eu fui pra Londres quando saí de lá. Depois, pra Seattle e conheci uma ótima garota lá.
– Então, você está casado?
Rob balançou a cabeça.
– Perdi Catarina quando Jake fez dez anos.
Mordi minha língua ao lembrar que Poseidon dissera que ele estava aqui há dez anos. Pelas minhas rápidas contas, quando ele "perdeu" Catarina, eles já deviam estar em Los Angeles. Não conseguia entender que em todos esses anos, eu estive tão perto de Rob.
– Catarina?
– Sim. Ela era... Boa, sabe. Mesmo depois de saber tudo, ela continuou comigo. Acho que ela era a garota.
– E o que aconteceu com ela? — perguntei, curiosa
– Nós, hm, decidimos nos separar.
Pigarreei, me sentindo desconfortável.
– Sinto muito.
– Não sinta. Só... Não estávamos indo bem o suficiente.
– E Jake? Ele parece ser um bom garoto.
– Cat decidiu seguir o mundo. Ela volta todo ano e passa dois meses com Jake, depois ficamos apenas nós de novo. Parece que ele está namorando Olivia. Ele me mostrou a foto dela, parece muito com você.
– Vou levar isso como um elogio. — retruquei
– É um elogio.
– E então, conte-me mais. — apoiei meu cotovelo na mesa
– Bem, estar aqui é ótimo...
– Você trabalha em uma imobiliária.
– Sim.
– Bom... Deve ser ótimo.
– É, agora que Rachel decidiu morar aqui por alguns meses...
Arregalei os olhos, sem acreditar o que Rob tinha acabado de falar. Ele continuou falando mais alguma coisa, no entanto, não era importante para atrair minha atenção. As palavras passavam pelo meu cérebro, mas se perdia em seu entendimento. Senti que poderia ficar parada ali por algum tempo até ter certeza no que tinha ouvido.
– Ela o quê?
– Hm, você não sabia que ela estava aqui?
– Sim, sabia que ela estava aqui, só não sabia que... Droga. — grunhi
– Olha, ela não gosta mais do seu marido... Ok? Ela não quer briga nem nada do tipo, só quer viver a vida dela.
– Eu também, Rob. — retruquei — Veja, não quero brigar ou discutir por causa de sua irmã. Só quero que ela vá embora.
– Bem, ela não vai.
Respirei fundo e desci meus dedos pelo meu rosto.
– Annie, você tem uma bela família... Calma, era isso que estava te preocupando?
– Também.
– Quer desabafar?
– Só tenho mais uma pergunta. Talvez você não queira responder.
– Manda.
– Me diga o que você sabe sobre Jay. Qualquer coisa... Qualquer uma.
– O que aconteceu? Ele está aqui? Está te ameaçando?
Balancei a cabeça, seria melhor omitir do que ter mais alguém nisso.
– Não, eu... Só vem essa pergunta desde aquele dia.
– Annie, tente superar aquilo. Eu sinto muito e me arrependo pelo que fiz...
– Aceitarei suas desculpas se me disser o máximo que puder sobre Jay.
Ele me encarou, pensando se deveria fazer isso. Abaixou o olhar antes de me encarar.
– Ele conhecia nossos pais. Ele era muito invejoso, Annie e fazia de tudo por dinheiro. Não sei muito, mas sei que ele já participou do tráfico aqui em L.A. Participou da CIA e serviu a uma missão no FBI. É tudo que sei.
Mordi o lábio inferior.
– Ok. Obrigada. — peguei sua mão entre as minhas — Mesmo.
Rob terminou seu chá e assentiu.
– Acho que você precisa de uma carona pra casa.
– Hm, acho melhor não. — levantei-me, passando a mão pelos cabelos
– Você acha que...
– Percy.
– Ah.
– De qualquer maneira, obrigada. — assenti, inclinei-me sobre ele, dando dois beijinhos como a etiqueta pedia — Obrigada.
– Acho que... — pigarreou — Acho que deveria me dar seu número, então...
– Se o destino quer que nos encontremos de novo, ele vai dar um jeito. — lhe mandei uma piscadela
– Pode me dizer onde você mora, Annabeth.
– Não acha que é demais, Robert?
– Depende de sua definição de demais. — ele sorriu
Revirei os olhos e alonguei as pernas antes de voltar a correr para a Froser.
***
Minha rua sempre me pareceu perfeita.
As ruas asfaltadas rodeada de gramados com árvores de porte médio, carros caros e baratos. Costumava ter mais crianças que adolescentes, portanto não tínhamos o incômodo de alguma festa surpresa.
Minha casa aparentava ser a mesma de todos. Exceto pela fachada mais afastada, a cerca de madeira ao redor do gramado, flores variadas que ainda cresciam, como se não se importassem se ninguém ainda ligava pra elas. A frente parecia uma cor de musgo e a porta era de mogno, por dentro, eu tentei deixar a casa o mais moderno possível. Aumentei as janelas, e deixei a cozinha mais apertada, a sala era enorme, a escada era particularmente grande (um desejo de Percy) e nos levava para os quartos. Era um corredor com cinco portas. A última em frente ao topo da escada, era o quarto de casal. Do lado direito, o quarto de Paris, no esquerdo, o quarto de Olivia.
Os dois outros eram, respectivamente, um quarto de hóspedes e um que intitulado de "quarto da bagunça". Inicialmente, ele seria o escritório de Percy, mas como nos mudamos quando Paris ainda tinha dois anos e Olivia apenas um, decidimos deixar apenas com uma mesa de desenho para Percy e encher de brinquedos.
Há alguns anos atrás, doamos todos os brinquedos e deixamos como "sala dos jogos" que ninguém se importava com ela.
Era nisso que eu pensava, tentando evitar meus pensamentos que fluíam entre Rob, Rachel, Poseidon e meu pai.
Abri a porta com o quadril. Decidida a não brigar.
Liv nem sequer sabia que eu tinha uma pequena rixa com Rachel, mesmo que eu tivesse a ajudado uma ou duas vezes. Nenhum dos dois tinha culpa.
No entanto, ao entrar, todo o lugar estava vazio e escuro. Deixei as chaves cair em cima do sofá.
– Liv? Paris? — falei um pouco alto
– Eles foram pra casa do meu pai. — Percy disse, saindo do curto corredor na cozinha que nos levava a pequena despensa
– O que eles foram fazer lá?
– Nos dar um tempo. — ele deu de ombros, deixando-me ver a garrafa de vinho em sua mão
– Tempo? Não temos tempo e não precisamos de tempo...
– Annie. — ele apontou para a mesa para dois posta em frente ao balcão de mármore
Era nossa mesma mesa. Sem as duas cadeiras. Dois pratos estavam postos arrojadamente, Percy deixou o vinho ao lado do champanhe dentro do vaso de alumínio. Ao passar, ele foi acendendo várias velas que enfeitavam o balcão até o candelabro em cima da mesa.
Ri, cruzando os braços.
– Onde você arrumou isso?
– Não foi eu. Foi Liv. — arqueei a sobrancelha — E não, não quero saber por que ela tem isso.
– Ela já voltou a falar com você, então? — perguntei, cruzando os braços
Percy meneou a cabeça com um sorriso calmo e lindo.
– Todos unidos por uma boa causa.
Revirei os olhos, indo lentamente em sua direção.
Ele me parou com um dedo levantado.
– Acho melhor colocar uma camisa. Não sei se irei me concentrar com você vestida desse jeito.
– Se me fizer subir, eu irei tomar um banho e me arrumar adequadamente para a ocasião.
Percy sorriu e apontou para o encosto de sua cadeira, tirando uma blusa de botões.
– Eu penso em tudo, amor.
Sorri, vendo-o vir em minha direção. Dei-lhe as costas, ajudando-o a colocar a camisa em mim.
– Eu realmente queria dormir, mas... Parece que você fez uma boa comida. – inalei o aroma de algo grelhado, ocupando meu assento na mesa
– Eu não queria falar só de comida. – ele sentou-se, sua língua umedeceu seu lábio inferior, como se estivesse se preparando para falar algo – Quero acabar com essa confusão que está sua vida. Nossa vida. Não aguento nos ver assim. – soltou um curto riso – E foi apenas um dia.
Mordi o lábio inferior. Devia falar sobre minha conversa com Poseidon?
– Não queria que nada disso acontecesse. Sinto muito. – murmurei
– Sei que não. Só queria que entendesse que não quero você envolvida com isso. Não quero você por dentro dessas coisas com esse maldito Jay. Vou tomar conta dele. Você confia em mim?
Mordi o interior de minha bochecha, acabando por assentir. Percy inclinou o braço, afagando minha mão e acariciando a palma com seu polegar.
– Eu te amo, Annabeth. Você não tem ideia o quão sou agradecido por ter você ao meu lado.
Meus olhos lacrimejarem, acabei por soltar uma risada.
– Você não vai me fazer chorar, Perseu! Eu deveria estar com raiva de você!
– E... – ele mordeu o lábio inferior, seu joelho tocando levemente no meu – Eu sei que você vai me chamar de machista e todas essas coisas que você adora dizer, mas eu te imploro... Deixo qualquer coisa em aberto se esquecer que Rob existe.
– Percy... – sussurrei – Por que está tão inseguro? Eu o amo. Sabe disso, nunca trocaria você por nenhum outro homem no mundo. Acha que se eu não o quisesse mais ainda estaria com você? – ele franziu o cenho e balançou a cabeça levemente
– Isso quer dizer que não vai procura-lo?
– Não acredito que me prendeu aqui pra dizer isso. – afastei a cadeira, prestes a sair
– Ei, não! Eu pedi que ficasse para conversar sobre nós. – frisou – Não quero que coloque outras pessoas de novo acima de nós. Lembra o que me prometeu? Que nós estaríamos em primeiro lugar e você está bagunçando tudo de novo.
– Não é só minha culpa, Perseu!
Percy fechou os olhos e respirou fundo algumas vezes.
– Vamos brigar de novo ou vamos, finalmente, fazer as pazes?
– Pazes ou uma trégua até você ter um surto de ciúmes de novo?
– Ou você ter um surto de ciúmes de novo? – acusou
– Ciúmes? Por causa da sua médica preferida. Deveria saber como está seu coração.
– Chega, Annabeth! Senta na porra dessa cadeira agora e vamos conversar como dois adultos civilizados, dá pra fazer isso?
Aproximei-me dele, apontando meu dedo em seu peito.
– Você não tem o direito de gritar comigo! Porque você é o errado aqui. Não sou eu que omito coisas, não sou eu que minto ou...
Percy agarrou meu pulso e me segurou contra seu corpo. Senti todos meus poros explodirem em alegria. Era como estar em um deserto e finalmente encontrar água pura.
Ele era meu oásis. E eu me esquecia frequentemente disso. Passei minhas mãos pelo seu pescoço, agarrando-o contra mim, procurando estar cada vez mais próximos. Depois de um dia de preocupação e raiva, tudo parecia fluir, deixar meu corpo e apenas seu beijo me importava. Senti meus pés andarem, até nos batermos contra a mesa. Percy riu por cima do beijo, seus lábios contra meu queixo e deslizando sobre meu pescoço.
Eu o amava. Meu amor era tão grande que mal podia diferenciá-lo de possessão e talvez, isso foi uma doença. Uma grande doença que me fizesse voltar para a psiquiatria mais uma vez, era fácil entender que eu não me importava. Mesmo depois de nossas inúmeras brigas, inúmeros “vou te largar”, era tudo tão supérfluo que eu não conseguiria ficar mais de uma semana sem ele.
Era uma dependência.
Odiava saber que o amor era uma droga tão mortal quanto heroína e infelizmente, ninguém nunca me alertou disso.
Percy xingou antes de me largar totalmente entregue.
Algo quente se arrastou pela minha perna e pulei para o lado a tempo de ver uma pequena chama deslizar pela toalha da mesa.
Apressei-me em ir até onde Percy estava enchendo vasos e jogando na mesa, destruindo a comida que ele havia feito.
Repeti seus movimentos até voltar pela terceira vez e não olhar para onde jogava, acabando de molhar Percy. A chama tinha acabado, mas ele me olhava em um misto de confusão, surpresa e alívio.
Suspirei. Apoiei-me no balcão, apagando o resto das velas com um sopro.
Ficamos nos encarando por alguns minutos até Percy desabar em gargalhadas.
– Vem cá. – ele segurou minha mão, puxando-me novamente para seu peito
Ele me girou em meio a água no chão, como se estivéssemos em um tipo louco de dança. Meus pés deslizavam com os tênis. Segurei em seu ombro, tirando-o e ficando apenas de meias. Percy pousou a mão em minha lombar enquanto eu segurava-o pelo pescoço. Giramos pelo espaço entre o sofá e a cozinha. Ele apoiou meu corpo no seu enquanto girávamos.
– Eu acho que tenho fobia... Uma fobia de fogo. Como isso se chama, sabichona? – murmurou, os lábios colados em minha orelha
– Pirofobia. – respondi, casualmente, como se o nome sempre estivesse lá
– E se eu tiver um medo... Exclusivo? Tipo um medo de perder você?
– Considere-se curado. – sorri, deitando minha cabeça em seu peito, ouvindo os batimentos acelerados que me faziam relaxar
– Devo confiar em você?
Parei de mover meus pés, descendo meus braços e apertando sua cintura contra mim.
– Absolutamente. – suspirei
Suas mãos caíram para meu quadril, abraçando-me de um modo desajeitado, como se, de repente, esquece-se o que é fazer isso.
Percy afastou-me delicadamente. Observei os traços de seu rosto com curiosidade enquanto ele tirava uma caixinha de veludo molhada do bolso.
– Você não vai me pedir em casamento, vai? – cruzei os braços
Ele balançou a cabeça, dando um passo em minha direção.
– Eu comprei semana passada. Estava pensando em sim, te pedir em casamento. Entretanto, devido a todos esses acontecimentos ultimamente... – seu dedo deslizou pela minha bochecha enquanto um sorriso era desenhado em seu rosto – Achei que seria um ótimo pedido de desculpa. – seu polegar abriu a caixinha
Primeiro, perdi todo o ar. Era maravilhosa.
Era um anel simples, fino, com pequenas pedrinhas que parecia brilhantes e a cada duas pedras de brilhantes, uma pequena pedra azul se sobressaia, era simplesmente perfeita.
– Céus, Percy... – intercalei meu olhar entre a pequena joia e seus olhos verdes cobertos em alegria – Deve ter sido muito cara.
– Nada é caro pra você. Olhe dentro. – pediu, com um sorriso de uma criança
Peguei o anel com todo cuidado, observando nossos nomes entalhados divididos por uma flecha.
– Como você pode gastar tanto dinheiro? Céus... – dei um sorriso
Suas mãos rodearam meu rosto, meus olhos ainda hipnotizados com o tamanho da raridade em minhas mãos.
– Mil dólares seria pouco para você.
Ergui os olhos.
– Isso foi mil dólares? Perseu Jackson...
– O quê? – ele ergueu as sobrancelhas – Isso foi um modo de falar, Annie. – riu
– Quanto foi?
– Lembra-se da simples regra da educação? Não se pode falar o preço de um presente. – seus lábios beijaram minha testa, Percy pegou o anel de meus dedos e pegou minha mão esquerda, o anel deslizou suavemente em minha pele causando-me um arrepio enquanto era colocado em meu anelar.
– Isso é um simples e educado modo de dizer...
– Você é minha. – ele completou, agarrando meu quadril
– Isso é ridículo. Poderíamos comprar... Sei lá, renovar alguma parte de nossa casa em Malibu?
– Não me importa. Você merece o melhor e nada além do melhor, então eu te darei o melhor que você já teve. Sempre será assim.
– Você está oficialmente perdoado. – declarei, sentindo seus dedos colocando parte de meu cabelo que saia do rabo de cavalo improvisado
– Isso vai te mostrar o quanto eu te amo. Sempre que olhar... Vai pensar, “meu Deus, como eu tenho um homem gostoso e lindo me esperando em casa, por que eu não caso com ele?”.
Senti meus ombros se mexerem em uma risada enquanto voltávamos a nos mexer como uma dança lenta no meio da sala.
– Talvez eu não diga isso. – falei
– Você não pode falar nada, além disso.
– Hm, eu posso falar “meu Deus, como eu tenho um homem possessivo me esperando em casa”.
Percy balançou a cabeça, concordando.
– Não pode evitar que eu sou lindo e gostoso.
– Claro que não. Esqueci-me desse detalhe.
Ele riu e me girou em meu próprio eixo.
– Já que estou perdoado... Prometo que não omitir nada de você. Nada. – prometeu
Mordi o lábio inferior.
Fale!, minha mente me obrigava a dizer sobre minha conversa com Poseidon. Não falamos nada demais. Eram coisas supérfluas.
E Rob?
Percy não precisava se estressar.
– Idem. – concordei
Seus lábios se abriram em um sorriso e me beijaram.
Eu não poderia me sentir mais destroçada, culpada possível do que eu me sentia agora.
Era uma coisa maior, tentei me convencer que não seria nada demais. Que aquele terremoto iria passar e voltaríamos ser a antiga família Jackson de sempre.
Eu queria aquilo. Eu precisava aquilo e se não tivesse, a loucura iria tomar conta de mim. Como começava a fazer.
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