Lightweight.

3 Bright as ever.


Notas iniciais
Gente, leiam lá embaixo, vou dar uns avisos, uns agradecimentos super enormes, então por favor não me ignorem, amo vocês e obrigada demais por voltarem comigo

"Baby, kiss me, before they turn the lights out"

Minha rotina era claramente monótona. Eu vesti calças sociais, uma blusa de botões e peguei meu blazer, colocando-o em cima da bolsa que ganhei em uma viagem de minha mãe para Paris.

Deixei uma nota mental para vê-la assim que Olivia e Percy fossem pegar Poseidon, então eu iria com Paris, em que eu teria uma grande briga para que ele saísse de casa. Não me importei com isso nesse momento. Deixei o banheiro dando de cara com um Percy ainda adormecido.

Dei um sorriso calmo, passando minhas pernas silenciosamente ao lado de seu quadril. Suas costas estavam nuas, como era o habitual, as pintinhas preenchendo parte delas, beijei seus ombros, vendo seu ronronar calmo, remexendo-se abaixo de mim. Beijei seu pescoço, acariciando seus cabelos.

– Hum, me diga que finalmente essa sua greve maluca vai acabar. – ele sussurrou, os lábios se abrindo em um sorriso.

– Por que não acordou cedo, como sempre?

Percy resmungou palavrões, mexendo-se para o lado. Franzi o cenho, confusa.

– Estava ocupado. – grunhiu

– Trabalho?

– Dando conta do que você não quer me dar.

– Quê?! – bati em seu braço – Você foi procurar outras mulheres?!

– Dá pra falar mais baixo? – vociferou, girando e ficando de frente para mim

Seus lábios traziam um sorriso quando se sentou e puxou minha nuca contra seu rosto, sua boca atacou a minha, feroz, possesso. Senti suas mãos apertando minha bunda por cima da calça e então, suas unhas arranhando minhas coxas.

– De outro jeito, Chase. Mas... Você sabia que os homens acordam excitados pela manhã?

– As mulheres preferem a noite. – pisquei, mordendo o lábio inferior – Não passa de hoje, prometo. – beijei sua boca mais uma vez e peguei minha bolsa, pulando da cama – Não demore para se arrumar, ok?

– Sou dono daquela merda. – ele se jogou para trás na cama, puxando os edredons

– Dono daquela merda que deve dar o exemplo. – belisquei seu braço

– Ai. Você acordou de mal humor hoje ou é só seu lado assassino?

Revirei os olhos fazendo uma careta.

– Ande logo, Perseu.

Ele grunhiu e socou os travesseiros antes de pular fora da cama. Típico.

Dei duas batidinhas na porta de Olivia. Seria mais fácil acordá-la. Abri a porta. Trancada. O que quer que ela estivesse fazendo a noite, ninguém poderia interrompê-la. Voltei ao quarto, vendo Percy ainda sentado na cama, com as mãos nos cabelos.

– Já estou indo. – reclamou

Abaixei-me ao lado do meu criado mudo e peguei as chaves reservas.

– Trancado?

– Sim.

– Você acha que ela trouxe alguém?

– Talvez. – respondi, mordendo o lábio inferior – Isso não é tão ruim assim.

– Você levava garotos escondidos para sua casa?

Encarei-o, indignada.

– Não! Não precisava disso.

– Então, sim, é ruim. – ele assentiu, parecendo realmente preocupado

– O que quer dizer com isso?

– Que é ruim. – deu de ombros

Respirei fundo, ignorando-o. Voltei a atravessar o corredor e abri a porta de Liv. Ela estava jogada pela cama, seu computador estava ligado, assim como seu celular que estava sendo carregado ao seu lado. Não me arrisquei a pegá-lo, estava perto demais, portanto inclinei-me sobre o computador, vendo o antigo Skype aberto. Franzi o cenho ao ver “Jake Rogers” aberto. A conversa era curta, se resumia a um lugar de encontro e carinhas sorridentes.

Não desliguei e fui ao seu lado, beijando sua testa.

– Querida. Quantas vezes terei que dizer que você não pode dormir com o telefone ao seu lado, muito menos com o computador ligado? – abri as cortinas, assim como as janelas, deixando o ar quente de Los Angeles entrar no quarto

– Não vou poder faltar hoje? – disse com a voz rouca e abafada

– Claro que não. – afaguei seus cabelos loiros largados pelo travesseiro – Tome banho. Logo. – cantarolei antes de pegar a chave na porta e ir em direção ao quarto de Paris

Respirei fundo antes de abrir a porta. Paris não estava na cama, acabava de sair do banheiro com o rosto vermelho, os olhos decorados com duas bolsas roxas abaixo dos olhos azuis.

– E então, aproveitando a ressaca? – perguntei, cruzando os braços

– Não enche, mãe.

– Nada para dizer? Talvez... Desculpe-me pelo comportamento de ontem? – perguntei, andando em direção às janelas, abrindo-as

Paris revirou os olhos. Eu odiava perceber minhas feições nele. Assim que ele nasceu, ele parecia ser a cara do pai, no entanto enquanto fora crescendo, seu sorriso, a quase-covinha no lado esquerdo. Parecia uma cópia completa de mim só que em versão homem e com cabelos negros.

– Paris. – suspirei, segurando seu rosto, acariciando suas bochechas com meus polegares – Sabe que eu te amo, garoto, por que você continua fazendo isso?

– Mãe, era só uma racha. Você chamou tio Luke, cara. Ele é delegado federal. Eu tinha amigos lá.

– Amigos? Amigos que te levam para rachas não são amigos.

– Atena disse que você sempre fazia festas e o máximo que ela fez foi mandar você pra Inglaterra.

– Se eu pudesse, eu fazia o mesmo. – resmunguei

– E por que não faz? Talvez eu fique melhor.

Paris e suas respostas rápidas.

– Porque eu odeio aquele lugar. – menti – Promete que não vai sair em festas sem me avisar?

– Você é irritante, mãe. – arqueei as sobrancelhas – E desculpe. Eu não te odeio. Nenhum pouco.

Sorri e beijei sua testa.

– Agora ande logo, não queremos nos atrasar.

Ele assentiu enquanto eu lhe virava as costas.

– E... Mãe? – chamou, girei para encará-lo – Eu te amo.

Não pude deixar de conter o sorriso que emanou de mim. Assenti, descendo as escadas.

Tirei as tigelas de cereal, leite, suco. Tirei a massa pronta da geladeira de panqueca, colocando-a torradeira. Aprontei tudo em cinco minutos, esperando que as panquecas ficassem pronta. Percy desceu com a gravata ao redor do pescoço.

– Quando você vai aprender a amarrar uma gravata? – perguntei, com um sorriso

Ele tirou os cabelos que estavam em meu ombro, beijando a ponta do meu nariz. As mãos descendo para minha cintura.

– Quando se separar de mim.

– Que merda, você nunca vai aprender a amarrar uma gravata, Jackson! – ele riu

– Isso é ótimo.

Sorri, puxando sua gravata azul ao redor do seu pescoço. Subi seu colarinho, enquanto dava o nó com calma.

– O que temos para hoje? – Paris perguntou, pulando em cima do balcão entre a sala e a cozinha

– De bom humor, Paris? – Percy perguntou, sentando-se à mesa com um sorriso irônico

– Não estraga, pai. – pediu, pegando uma maçã verde – Onde está sua princesa?

– Procurando um príncipe. – cantarolei

– Quê?! – Liv bateu as mãos contra o balcão de mármore – Do que está falando, mãe?

– Opa. Quer uma vitamina com panquecas?

– Só a vitamina. – resmungou

Peguei o máximo de frutas que pude, colocando-as dentro do liquidificador.

– Está namorando, filha? – Percy colocou as panquecas em seu prato, sem encará-la

– Não, pai. E mãe, deixe de ver minhas mensagens, por favor.

– Bem vinda ao clube, Liv. – Paris sorriu

– Qual o nome dele? – Percy perguntou, com a faca no ar

– Jake Rogers. – Paris comentou, distraído, recebendo um tapa de sua irmã

Percy me encarou com uma sobrancelha arqueada, dei de ombros, sorrindo.

Coloquei a vitamina de Olivia em cima do balcão junto com suas panquecas.

– Não vai comer mais nada, filho? Nem uma banana ou... – limpei minhas mãos na toalha – Panquecas? Torradas? Posso fazer rabanadas.

– Não quero mais nada, mãe.

– E vai comer porcarias no Starbucks. – Percy reclamou

– Não enche. Liv, ande logo com isso, vamos chegar atrasados.

Olivia engoliu a vitamina em um segundo e assentiu. Pulando.

Ambos vieram em minha direção, beijando cada lado de minha bochecha. Olivia fez a mesma coisa com o pai enquanto Paris bateu em suas costas.

– Lembre que vai pegar seu avô, Olivia!

– Vamos pra casa de Atena, Paris. – lembrei

Ambos assentiram enquanto Paris, com a mesma mania de Percy, empurrava Olivia pela lombar.

Suspirei e cruzei os braços.

– Já disse o quanto eu amo esses pestes?

– Já. – Percy resmungou, sentei em frente à ele, pegando duas panquecas e enchendo meu copo de leite

– O que foi, agora?

– Jake. Rogers. Primeiro, que tipo de garoto tem o nome Jake? Até Jacob é mais bonito. E Rogers. Eu odeio esse sobrenome mais que eu odeio mil e uma pessoas no mundo.

– Você só tem uma rixa... Velha com esse nome, meu amor.

– Agora você me chama de meu amor, não é? Talvez você goste desse nome Rogers.

– Percy. – resmunguei – Você não vai brigar com sua filha simplesmente porque ela vai namorar.

– Não, claro que não. Mas claro que eu posso odiá-lo. Porque hoje, existe o livre arbítrio, Chase.

– Ainda bem que sabe disso, Jackson.

– Quer carona pro trabalho?

– Adoraria.

***

Meu trabalho, se não citei antes, era estressante. E embora eu fizesse uma das coisas que eu mais amava que era construir espaços, eu tinha o pior chefe de todos.

Percy já me proporcionou milhões de vezes para que eu desistisse desse emprego, montasse meu próprio lugar ou trabalhasse com ele; cheguei a pensar nisso várias vezes, mas me sentiria uma intrusa em um lugar que ele e Nico construíram para eles. Eu e Thalia concordamos que não deveríamos nos meter no que eles trabalhavam e vice-versa.

Portanto, agora, finalmente, três horas, encerrava meu período. Devido as minhas indicações, prêmios e medalhas de Arquitetura que eu ganhara ao longo da minha faculdade, eu tinha o direito de escolher onde e como trabalhar. Mazzali era uma das maiores construtoras do país, os melhores arquitetos e engenheiros trabalhando juntos e às vezes, eu cedia as insistências de um dos clientes para reformar sua nova casa e coisas do tipo.

Hoje, por sorte, eu não tinha nada programado, por isso, consegui sair às três. O prédio tinha alguns andares, assim que o elevador chegou ao térreo, agradeci por Percy estar em sua clássica Mercedes negra.

Ele sorriu ao me ver.

– Preparei algo bem interessante.

– Interessante? – perguntei, entrando na porta em que ele abriu

Percy deu a volta no carro, caindo no banco diante do volante.

– Sim. Um programa em família. Sabe, a tensão de ontem me deixou estressado. – ele meneou a mão em desinteresse

– Em família? O que você quer, Percy?

Seus olhos me encararam, como se dissessem “sério?”. Deixei uma risada baixa escapar enquanto ele acelerava o carro pelas ruas de Los Angeles. Poucas coisas haviam mudado ao passar dos anos. As praias estavam mais movimentadas, talvez, com mais turistas e pessoas de todas as nacionalidades nas escolas, sendo nossos vizinhos e coisas do tipo. A cidade ainda continuava quente e agitada, tirando o fato que eu não fazia parte dessa “agitação”, o que, muitas vezes, me traziam uma grande nostalgia.

Percy entrou na Avenida da High School. Vários adolescentes estavam deitados no gramado, bebendo alguma coisa e como sempre, no grupo do fundo, algumas pessoas fumavam. Meus olhos foram rapidamente para lá, procurando quaisquer olhos azuis cinzentos ou verdes, cabelos loiros ou negros e estaturas medianas.

– Eles não estão lá. – Percy disse, desligando o carro

Seus dedos passaram pelos cabelos, descendo pelo rosto com grosseria.

– Sei que está preocupada com eles, mas isso está virando uma obsessão. É como se... Tudo que você aconteceu com você, não quisesse pra eles.

– E não vai acontecer com eles. – rebati

– Annie, sabemos que não. Estamos em outra época, aparentemente seguros. E se eles estivessem fumando, o que iria fazer? Como pode culpa-los se você fumou e fuma?

– Só às vezes, e eu não fumo na frente deles.

– Como se eles não tivessem visto. – bufou

– Sério que está tendo esta conversa em um estacionamento de escola? – argumentei, apontando para nós dois com a ponta do dedo

– Não vou dizer que está certa. Nem espere por isso.

Então, afundou a mão na buzina. Encolhi-me com o som perturbador até ver a maioria dos olhos vidrados em nós.

– Ali estão eles. – Percy inclinou-se em minha direção, abaixando o vidro

Primeiro foi Paris. Ele se abaixou até ficar na altura do vidro, apoiando o antebraço na parte superior da janela.

– O que estão fazendo aqui?

– Programa em família. Onde está seu carro?

Meu filho franziu o cenho, confuso, apontando por cima do carro.

– Pegue sua irmã e me siga. Logo antes que eu perca o horário.

Olivia parou alguns metros atrás, nos encarando, confusa. Acenei para ela com um sorriso enquanto Paris ia a sua direção, segurando seu braço e caminhado até o carro que ganhara ano passado. Uma Mercedes, idêntica ao do pai, só que marfim.

Percy avançou para o trânsito calmo da tarde. Entramos em uma área quase desconhecida por mim onde tinha academia e treinos de tiro.

– Percy... – fechei os olhos, dando-me conta onde estávamos quando ele parou no meio-fio – Você nos trouxe para treinar tiro? E você não quer saber por que eu sou obsessiva?

– É só um esporte como qualquer outro. – ele deu de ombros – Não surte, Annie.

– Não surte?! Você tem uma arma em casa e estamos em um treino de tiro! Mas, ok, eu não preciso surtar!

– Claro que não, meu amor. – Percy segurou minha mão – Agora, é sério, não posso perder o horário, demorei quase três semanas para conseguir esse horário.

Ele não me deixou terminar e pulou para fora, abraçando Olivia pelos ombros. Respirei fundo e me concentrei para não fazer algo bem pior.

– Treino de tiro? – Paris perguntou com as mãos no bolso e um sorriso no rosto enquanto entravamos na recepção – Vamos ganhar um rifle, pai?

– Não sonhe, garoto. – resmunguei

– Sua mãe daria um tiro em minha cabeça. – Percy brincou – Não é, linda?

– Fale comigo novamente e você vai ver onde esse tiro vai parar. – ameacei

– Uh, ela não está no melhor humor. – Olivia disse e os três riram

Fiz uma careta para ela enquanto Percy se inclinava sobre o balcão para uma mulher de uns vinte anos.

– Percy Jackson. Marquei um horário para quatro cabines disponíveis.

– Sim, senhor. Aguarde um momento.

Ela buscou o telefone, dando as coordenadas para alguém, dizendo nossa altura e coisas do tipo. Alguns minutos depois, um homem com colete e fones de ouvido ao redor do pescoço nos guiou por um extenso corredor a prova de som. Olivia e Paris se surpreendiam com as armas expostas ao longo do corredor, arco e flecha, adagas, rifles e armas de todo porte e calibre. Por fim, chegamos ao que parecia um bosque artificial. Uma câmera atrás de nós com um espelho e alguns homens nos computadores.

Aquilo era sinistro. Percy não parecia incomodado embora seus olhos estivessem sempre procurando por algo, como seu modo de radar estivesse ligado.

O homem que nos trouxe recebeu mais materiais como os dele.

– Esses são os coletes à prova de balas. Não quer dizer que vocês corram perigo de outras pessoas de outras cabines acertarem vocês, mas quanto mais proteção melhor. Bob, ajude a garota a colocar o colete. Você quer ajuda, senhora? – perguntou-me

– Ela não precisa. Ela sabe colocar um colete. – Percy se intrometeu, puxando o colete das mãos dele e jogando em minha direção

– Tão cavalheiro. – resmunguei

O outro ajudante colocou o colete em Liv com facilidade. Terminei o meu com alguns atrasos sem saber onde deveria encaixar alguns filamentos.

– Estes são os óculos e os fones. – o homem nos entregou – Vocês tem algum tipo de preferencia de arma?

– Duas médias e dois rifles.

– Ótima escolha, senhor. Os rifles são para seus filhos? – Percy assentiu, parecendo contrariado – O rifle é mais apropriado para a sua esposa também.

– Uma média. – insisti – Não gosto de rifles. Sabe. – sorri, mexendo as mãos – Parecem grande demais, assustadores demais.

O homem assentiu, deu meia volta, retornando com nossas armas. Ele nos ensinou onde deveríamos atirar, como se fosse preciso e nos mostrou os bonecos com os pontos combinados. O principal era o coração e a cabeça.

Entrei em minha cabine. As paredes ao nosso lado eram a prova de som. Ao meu lado, estava Percy, a coluna ereta, segurando a arma com mais afinidade do que deveria demonstrar, sua arma estava posta e cinco segundos depois, o tiro foi eclodido. Direto na perna direita.

– Ainda está com fetiche pelas pernas? – brinquei, sem emitir realmente um som

Percy revirou os olhos e riu, disparando mais um tiro. Coração.

– Tenho fetiche por tudo. – deu de ombros

Do outro lado, estava Paris. Ele mirou e atirou algumas vezes, nunca no objetivo correto. Ao lado de Percy, estava Olivia. Não podia ver sua expressão, apenas seu boneco. Dois tiros certeiros na cabeça.

Franzi os lábios. Ter treinos de tiros era assustador. Nunca usaríamos isso, não mais. E não esperava usar isso tão cedo. Não era o meu forte.

Deixei minha coluna ereta, tendo um pequeno pânico quando a arma encaixou-se perfeitamente em meus dedos. Um flash rápido passou diante dos meus olhos.

Fazia anos que eu não tinha um surto. A última vez que tive foi quando meus filhos ainda eram crianças, talvez quatro e três anos, foi sobre meu pai. Algo sobre o isqueiro ser importante.

Sabia que o surto, se eu tivesse um agora, seria sobre a invasão da casa de Jack. Algo que eu tentava esquecer a todo custo. Lembrava-me da adrenalina correndo em minhas veias, dos homens nos seguindo. Luke e Thalia ficando para trás e Jack em minha frente.

Engoli em seco. A frieza da arma estava contra minha pele, o calor da cabine impregnando meu corpo, um suor descendo sobre minha nuca e então, atirei.

Direto no coração.

Tínhamos chance de meia hora de tiro. E eu esperava que ela passasse o mais rápido possível. Paris, ao meu lado, tinha acertado inúmeras vezes a cabeça e o coração depois que conseguiu entender como um rifle funcionava. Percy, nem deveria dizer como o boneco dele estava estraçalhado e Olivia parecia ir tão bem quanto o pai.

Nosso tempo se passou e agradeci por tudo aquilo ter acabado.

– Percy, eu vou pedir de coração. – falei enquanto tirava as luvas grossas que ele havia nos dado – Nunca mais organize um programa em família. Eu posso cuidar disso.

– Está vendo, gente? Depois eu sou o cara ruim. Tento fazer minha parte, mas o que ganho?

– Não se preocupe com ela, papai. Foi adorável. Eu realmente gostei e poderíamos fazer isso mais vezes.

– Foi super legal, mãe, o que você tem contra armas? – Paris retrucou

– Agora a pessoa chata da família sou eu?

– Parece que sim. – Percy deu um sorriso de canto

Fomos guiados de volta para a recepção pelo mesmo cara que nos entregou seu cartão, dizendo que poderia agendar mais vezes para nossa família só que em um lugar aberto como em um paintball. Fiz questão de manda-lo embora o mais rápido possível caso isso enchesse a mente de Percy com ideias que ele não deveria ter.

– Preciso pegar meu carro. – avisei – Eu e Paris vamos à casa da Atena.

– Droga, eu tenho que pegar meu pai. Não tem como irmos ao aeroporto juntos e depois te deixo na Atena?

– Não, Percy. Eu prometi que ia chegar antes das cinco e são quase cinco.

– Podemos ir ao meu carro, mãe. – Paris sugeriu

– Só você causa problemas nessa família, Annabeth. – Percy riu, beijando meus lábios

– E você é o irritante da família, Perseu.

Revirei os olhos e segui Paris até o estacionamento. Seguimos novamente para o centro de Los Angeles, Paris dirigindo maravilhosamente pelas ruas arborizadas que começavam a entrar diante de nós. A rua que eu morei há anos atrás parecia continuar a mesma coisa: bem arborizada, com calçadas limpas, gramados floridos e casas quase mansões. A não ser pelas novas famílias que ocupavam aqueles lugares, tudo parecia igual.

Uma leve nostalgia me atingiu, ao lembrar de Sam. Também perdera pessoas importantes nesses últimos anos. Pattie, Sam... Balancei a cabeça, não queria perder mais ninguém. Acenamos para o novo porteiro e segurança.

– Ela não está naqueles dias estressantes, está? – perguntou quando desligou o carro

– Espero que não. Vamos. – chamei

O jardim continuava a ser bem cuidado. Infelizmente, Mary morrera há anos atrás, logo que Olivia nasceu, foi horrível ter uma perda como a dela. Que cuidou de mim desde que eu era um bebê. Mas parecia que eu deveria me conformar com as perdas que me perseguiam.

A porta da frente estava aberta. Paris me deixou entrar primeiro.

Suspirei ao ver a sala uma bagunça. As almofadas bordadas da Bélgica estavam largadas no chão, a televisão estava ligada e o tapete estava pousado de maneira torta, ajeitei-o com a ponta do meu sapato, admirando por breves momentos o bordado vindo da Turquia.

Acabei por admirar os vasos que já não estavam na ordem de cor, muito menos os DVD’s por ordem alfabética. A sala estava uma completa bagunça e eu mal queria saber como estava o resto.

– Mãe? – chamei baixinho

Paris olhou, meio enojado, para o resto de café com um pedaço grande de guardanapo dentro. Ele empurrou com as pontas dos dedos a xícara artesanal até o centro e fez uma careta.

– Isso tá um lixo. – resmungou

Assenti, mordendo o lábio e cruzando os braços.

– Mãe? – aumentei o tom de voz

– Já estou indo, só um segundo!

Arqueei as sobrancelhas para meu filho, como se dissesse “tudo vai dar certo”. Ele abriu os braços sobre o encosto do sofá, tentando parecer confortável em meio a bagunça, mas ele não se encaixava ali. Sua camiseta verde com um pequeno emblema do lado e seus jeans bem lavados não combinava com a bagunça do lugar. O fato de minha mãe negar uma empregada, admitindo que poderia tomar conta daquilo, tornava tudo um pouco mais constrangedor.

– Ah, querida! Por que não me disse que viria hoje? Eu poderia dar um jeito nisso. – seus braços, mais finos do que eu me lembrava, abraçaram meus ombros, seus olhos estavam mais fundos e as olheiras pareceram crescer

Desde a semana passada, ela parecia ter emagrecido mais e perguntei se tinha alguma comida dentro da geladeira. Dei um suspiro cansado, colocando as mechas bagunçadas de seus cabelos levemente grisalhos para trás de sua orelha.

– Eu avisei, mãe. Lembra? Eu vim aqui na quarta feira, eu disse que voltaria logo e disse que voltaria na segunda.

Ela deu um sorriso confuso e bateu contra a própria cabeça.

– Eu me esqueci! Sabe como é... A confusão com seu avô.

Assenti, tentando cortar o assunto logo. Teríamos tempo para isso e eu esperava que não fosse agora.

– Ah, meu neto querido. – Paris levantou-se ao ouvir sua frágil voz, envolvendo-a em um abraço.

– Está tudo bem, vovó? Está melhor?

– Não sou eu que estou doente, garoto. E como vai Olivia? Ela não vem aqui com muita frequência, não é?

– Ela teve que cuidar de algumas coisas com Percy, mãe. Mas eu prometo trazê-la da próxima vez. – disse, segurando sua mão com segurança – E então, dona Atena, pode nos preparar um de seus chás?

Minha mãe deu um sorrisinho e nos guiou em meio ao longo corredor que nos levava para a cozinha, tentei evitar meus críticos olhares para a bagunça. Eu vinha fazendo isso há muito tempo e tentava ao máximo evitar, entretanto, em vezes como essa, eu encarava as coisas como se fossem de outro mundo. Como se eu não tivesse vivido ali, não tivesse passado os momentos da minha vida ali. Naquela casa.

Chegamos à cozinha que era o único lugar que continuava intacto, perfeito e brilhando. Minha mãe passava a maior parte do tempo aqui, criando novos temperos, inventando novas receitas, sempre tentando aperfeiçoar-se. Ela era péssima na cozinha quando eu era mais nova, evitava ao máximo comer qualquer coisa que ela fizesse, mas desde que abandonei a minha velha casa para formar a minha própria vida, ela passara o maior tempo aqui. Fazendo bolos, levando-os a minha casa, arrumando pretextos para estar mais perto de mim.

Eu me culpava por não ter percebido isso antes.

Eu e Paris sentamo-nos próximos enquanto minha mãe pegava algumas folhas de um pequeno pote perto da pia. Ela encheu uma pequena chaleira com água, tirando as folhas com cuidado do caule e deixando-as cair na água.

– Então... – comecei, pegando um pequeno guardanapo – Há quanto tempo está aqui, mamãe?

– Mamãe? – ela bufou, cruzando os braços, encostando-se na pia – Não precisa parecer fofa na frente de seu filho, Annabeth.

– Mãe. – revirei os olhos – Responda minha pergunta, por favor.

– Essa é sua mãe, querido. – Atena riu, sentando-se em uma cadeira que ficava de frente para nós dois, nenhuma mobília havia sido trocada – Eu moro aqui, Annie. Eu sempre estou aqui.

– Não minta para mim, Atena.

– Não estou mentindo...

– Afrodite me disse que você estava ontem no hospital, então há quanto tempo você está aqui?

Atena suspirou, puxando as pontas dos dedos, torcendo-os, tirando as sujeiras da unha. Suas mãos não paravam nenhum segundo e seus olhos estavam focados no mogno polido da mesa.

– Ele está muito mal, Annie. Ontem ele teve que fazer uma cirurgia às pressas. Seu pulmão estava cheio de líquido e a quimioterapia não está funcionando muito. Ele estava respirando apenas por tubos... – ela fungou, limpando as bochechas sem lágrimas, como se fosse um velho hábito. E era.

Desde que descobrimos que Cronos, meu avô, tinha câncer, toda a família se mobilizou para ajuda-lo com tratamentos e companhia. Mas minha mãe pareceu a mais empenhada para isso. Ela ficava horas e horas com ele indo a tratamentos, correndo o país por soluções. Ela não se cansou até ter contratado os melhores médicos por tempo indeterminado para que viessem quando fosse necessário para cuidar do meu avô.

Admirava sua força, seu amor por ele. Cronos merecia tudo de bom, eu o amava muito, ele me criara junto com minha mãe e sempre esteve comigo. Mesmo que um grande mistério o envolvesse – um mistério que eu preferia deixar para trás -, eu sabia que era a hora dele. E eu respeitava o fato de que ele não quisesse que ninguém o atrapalhasse nessa ida.

Minha mãe, contudo, não aceitava o fato de que meu avô estava pronto e que ele queria o que quer que estivesse por vir, mas sem dor. E ela o estava causando dor apenas por coloca-lo em mil terapias que todos nós – e ela – sabia que não ia funcionar.

Atena era forte, mas ela chorara tanto desde o ano passado que não conseguia emitir mais nenhuma lágrima, então, sempre que ela estava triste, seus dedos passavam pela sua bochecha enxuta.

– Mãe, nós já conversamos sobre isso...

– Não vou deixa-lo morrer, se é isso que quer conversar. Isso me faz pensar que você me deixaria morrer, filha, e eu não quero pensar nisso.

– Mãe, se esse fosse seu desejo, sim, eu a deixaria ir. Porque era o que você queria.

– Seu avô tem quase cem anos, você acha mesmo que ele ainda tem alguma lógica?

– Mamãe, se ele é um dos conselheiros mais respeitados de... – engoli em seco antes de dizer CIA – Do estado, isso quer dizer que sim, ele sabe a decisão que está tomando. E você só está adiando isso.

– Se veio me visitar para...

– Não, vó, ela não veio te visitar para te estressar ou algo a ver com isso, ok? Viemos aqui para te dar apoio. Vamos visitar o bisavô amanhã, tudo bem, mãe?

Assenti, colocando meu cabelo para trás. Começar a conversar com minha mãe acaba sendo sempre irritante. Não queria que meu avô morresse, nunca. Eu iria sofrer com isso tanto quanto ela, mas ela não respeitava o que ele queria. E eu também percebi que era isso o fato de brigarmos tanto, também.

– Não precisa, querido. Ele vai amanhã para casa com uma enfermeira. Vou ficar o final de semana com ele e com Afrodite.

Respirei fundo.

– Mãe, o chá.

Atena levantou-se as pressas, empurrando a cadeira de modo desajeitado e desligando o fogão. Paris soltou um sorrisinho enquanto ela pegava algumas das xicaras artesanais e colocava o chá, deixando-os na nossa frente.

– Só quero que fique bem, mãe. – sussurrei – Eu me preocupo com o vovô, eu o amo e sabe disso, mas é difícil vê-lo sofrer e é mais difícil ainda vê-la sofrer.

– Não se preocupe comigo, Annie, eu estou bem...

– Você esqueceu o chuveiro ligado, vovó.

– Paris. – repreendi

– O quê? Se é pra falar a verdade, aqui vamos nós.

– Aquilo foi um acidente, querido.

– Você já viu como está a casa? Eu não sabia que você poderia tornar essa mansão um lixo, ok?

– Paris!

– Eu só estou dizendo a verdade!

– Você está sendo grosso!

– Estou dizendo o que você não quer dizer.

– Cale a boca, agora. – grunhi – Desculpe-me, mãe. Estamos passando por momentos difíceis.

Atena deu mais um de seus sorrisos pequenos.

– Entendo, entendo. Ele é igual a você, não é, querida? Teimoso.

Paris revirou os olhos.

– Aparentemente, sim. – bufei

– Não sei quem seria o pior para ele se igualar. Você ou seu marido.

– Então, está tudo bem por aqui, não é? Eu vou pedir pra Meg dar uma passada aqui ainda essa semana para arrumar a casa...

– Não gosto de ninguém arrumando minha casa. Eu posso fazer isso.

– Mãe, não vamos brigar sobre isso. Vou pedir para Meg passar aqui, ela é confiável, não se preocupe. E amanhã, assim que eu sair do trabalho, nós vamos fazer compras com Thalia, o que acha? Vai ser ótimo.

Atena balançou a cabeça.

– Não sei, Annie, eu tenho que ver como vai ser a transferência. E talvez, se Zeus puder acompanhar...

– Tudo bem, mamãe. Eu ligo para você amanhã, ok? – levantei-me de uma vez, inclinei-me sobre ela, dando-lhe beijinhos no rosto – E sabe quem está chegando hoje?

Atena arqueou a sobrancelha, encarando a minha xicara ainda cheia, a de Paris pela metade e a sua intocável.

– Não. – ela levantou-se também, nos seguindo até a porta de saída

– Poseidon. Percy foi pegá-lo no aeroporto com Olive.

– É? Que bom para ele porque minha filha está me trocando por ele.

– Não estou te trocando, sua fofinha. – abracei seu ombro, beijando sua cabeça quando chegamos a tormenta que era a sala – Eu te amo, sabia?

– Isso é para esquecer o fato que você vai passar a noite com Poseidon?

– Não precisa morrer de ciúmes, eu trago ele pra você amanhã também.

Atena revirou os olhos e beijou minhas bochechas.

Percebi, ainda nessa noite, que eu estava entre as pessoas mais parecidas comigo. Minha mãe, a mulher mais forte do mundo, com seus olhos cinzentos me encarando com sabedoria e mergulhados em tristeza, seu porte físico, antes bem distribuído, estava confuso com os ombros caídos e pálida. Paris, meu filho, o cabelo escuro e o jeito carinhoso com que segurava o cotovelo de sua avó me fazia pensar o quanto tínhamos de idênticos. O jeito carinhoso e contido, o jeito afobado e teimoso. E a mesma mania. Isso, provavelmente, deveria ser uma herança.

– Prometo passar aqui amanhã. Não se esqueça. – beijei suas bochechas novamente

– Eu já disse que não é uma certeza.

Assenti, tentando sorrir. A pior parte de visitar minha mãe era a hora de ir embora. Eu sentia que estava deixando-a de novo, abandonando-a, quando, de fato, eu só queria voltar para a segurança de minha nova família. Sentia falta dos mimos da minha mãe porque agora eu deveria dar mimo, entretanto, eu me sentia culpada por isso tudo. Culpada por ela estar mal.

Não é sua culpa, fechei os olhos, tentando ouvir meus batimentos cardíacos e me concentrar nele. Em qualquer coisa menos em seus olhos tristonhos que me acompanhavam.

Acenei com um sorrisinho forçado enquanto Paris dava a ré para que voltássemos para casa.

– Ela vai ficar bem, mãe. – Paris disse, deslizando a mão sobre o volante

– Não tenho tanta certeza assim. – suspirei

– Ela é forte, sabe. Ela só está meio perdida. Eu tento imaginar como é pra ela ter que abrir mão do pai.

– Não é fácil. – concordei – Mas é preciso. Ele não quer mais esse monte de operações, nem essas terapias que ela o coloca.

– Deveríamos visita-lo amanhã, não é? Posso chamar o pai e...

– Sabe, se você conseguir convencer seu pai a ficar no mesmo lugar que minha mãe por mais de... Sei lá, uma hora? Você vai ser o melhor cara do mundo.

– Se isso for um desafio, ele foi aceito.

Balancei a cabeça, meio rindo, meio forçando a tristeza a se afastar.

Chegamos a nossa casa e não percebi que passamos tempo demais na casa de minha mãe quando vi que Percy já havia chegado.

Poseidon, Percy e Olivia estavam rindo ao redor do sofá. Meu sogro não envelhecera muito nesses anos. Ele só havia adicionado mais rugas ao redor de seus olhos, sempre sorrindo e mais alguns fios brancos em seus negros cabelos que o deixava ainda mais charmoso.

– Olá. – cumprimentei, tirando meu blazer e meus sapatos – É um prazer tê-lo de volta, Poseidon. – abracei-o

– Minha nora preferida. – ri de seu tom

– Eu sou a única, Poseidon.

– Você sabe? Eu sei da vida do meu filho...

– Pai, por favor.

– Tudo bem, tudo bem. Você realmente é a única. Pensei que não viria me ver.

– Eu estava na casa de minha mãe. Ela está meio atordoada...

– Por causa de Cronos. É, eu sei. Sinto muito.

– Sem problemas. – balancei a cabeça – Paris, venha falar com seu avô. Sinto muito, mas eu vou tomar um banho. Estou cansada demais. Perdão por não ficar com você, querido sogro.

– Eu entendo, Annie. Espero que esteja disposta para um final de semana na praia. – ele piscou

– Estarei, prometo!

Dei um beijo na testa de Liv enquanto seguia para as escadas.

– Ei, ei, meu amor... Eu comprei comida chinesa.

Continuei a subir as escadas enquanto Percy me seguia.

– Por que não fica mais um pouco com a gente?

– Não estou a fim, Percy. – resmunguei

Atravessei o corredor, chegando ao meu quarto. Tirei minha blusa, desabotoando minha calça enquanto ele encostava-se à soleira da porta.

– O que aconteceu lá? Ela ainda...

– Está mal, esquecida... Toquei no assunto sobre Cronos e ela ainda está irritada, então decidi nem citar na sua ideia.

– Sabe que ela vai ter que ir ao médico mais cedo ou mais tarde, não sabe?

– Sei. – sentei-me na cama, afundando meu rosto entre minhas mãos – Só não quero pensar nisso agora.

O espaço ao meu lado afundou, deixei-me ser aninhada pelos braços de Percy que me abraçaram. Seus beijos estavam em minha bochecha, descendo pelo meu pescoço.

– Quer que eu leve meu pai?

– Não, não... Faz um tempo que ele não está com você, não quero atrapalhar isso. – afastei-me dele, afastando seus cabelos grandes da testa

– Eu vou estar aqui sempre que precisar, sabe disso, não é?

– Sei. – respirei fundo

– Só não chore de novo. – ele beijou meu nariz e sorriu – Não durma antes que eu chegue, ok?

Notas finais
PRIMEIRO DE TUDO, QUARENTA E QUATRO FUCKING PESSOAS ESTÃO ME ACOMPANHANDO, tipo em uma noite!! Gente, eu to tao feliz, vcs não tem ideia de como é bom ver vocês me acompanhando depois de todo esse tempo, parece uma eternidade que to fora daqui Segundo, eu sei que é chato, mas vai começar aquele papo super enjoado de deixarem reviews, então por favor, não custa nada falar se gostou/não gostou/odiou dar sugestões e etc Terceiro, ia ter o vídeo explicando as coisas básicas de lw, só que eu fiz e esqueci de editar daí fiquei com preguiça, enfim, deu que a capa saiu e eu não conseguia esperar mais. Mas, basicamente, ia falar que a Olivia ia ser importante na história, que o relacionamento de Percy e Annabeth ia (e vai) ser muito testado durante toda a temporada, que os personagens podem se revelar serem bons/ruins; além disso, eles tem por volta de 34/35 enquanto Paris e Olivia tem 17, 16, respectivamente. Hm, quem tiver mais perguntas sobre os personagens, por favor, me perguntem, ok? Por ora, só tenho isso a falar. Por último, quero agradecer a todos que comentaram, que deixaram claro que estavam comigo, pode ser babaca para vocês, mas vocês não entendem como estou feliz sabendo que vocês me apoiam em cada momento dessas histórias loucas. Enfim, vocês fazem essa história valer a pena, fazem tudo isso valer a pena. Obrigada por serem os melhores!!