Light and Death - Interativa
4 Ato 3 - Feitiço
Notas iniciais
ANTES...
Mirai acordou com o sol batendo em seu rosto. Piscou os olhos lilases tentando se acostumar a iluminação do quarto. Um mangá aberto de "Magi" repousava sobre sua barriga. Ela levanta o braço para bloquear o sol e olha para o despertador.
"7:30"
-NANIII?- Ela está atrasada. Mirai se levanta num pulo e tropeça numa pilha de dvds, caindo. Ela se levanta e corre até o armário de onde tira seu uniforme escolar. Magi bem que gostaria de usar sua roupa "normal" no colégio, mas havia algo sobre disciplina e tal...
Ela se veste o mais rápido possível, já estava atrasada para um compromisso importante. Por último coloca seu colar de "diamante". Magi sabia que era falso, mas isso não tirava o seu valor para a garota. Fora sua mãe, Minami, que lhe dera esse colar após ajudá-la num sábado na loja de penhores da família.
"Esse colar ira lhe mostrar o caminho!"
Depois de dar um último abraço em "Mofurun", seu urso de pelúcia e dar uma última olhada na vassoura rosa pendurada na parede. Mirai sai correndo do quarto, em direção ao banheiro para escovar os dentes.
Muita gente questionaria o motivo por qual àquela vassoura estar pendurada sob a mesinha do computador. "Algum dia vou me tornar uma bruxa!" fora o que disse para Magical no dia que se conheceram, a maioria se afastaria dela questionando sua saúde mental. Mas Magical não. Ela continuou ao lado dela. E continua até hoje.
Mirai desceu as escadas saltando três degraus de cada vez e entrou correndo na cozinha.
Riko, sua avó, estava de costas já preparando o almoço. Quando Mirai adentrou no comodo, ela se virou para desejar um bom dia para a neta.
— Bom dia, Mirai...
-Bom dia!- Respondeu a neta, pegando os hashi-Itadakimasu-E se pondo a comer.
Riko sorriu. E voltou a dar sua atenção as cebolas.
-Acho que meu despertador está quebrado, Oba-chan!-Disse Mirai enquanto comia.
-Está funcionando perfeitamente, ouvi ele daqui de baixo, você que estava num sono profundo demais depois de passar a madrugada lendo aquele mangá!-Respondeu Riko.
-A culpa não é minha!-Murmurou Mirai entre uma hashizada e outra.
Riko riu.
-Ah, Mirai. Você não mudou nada. Continua a mesma desde pequena!
Mirai se levantou ofendida.
-Mas agora já estou crescida, Oba chan! Tenho quase 13 anos!
Riko se virou para a neta e caminhou até a garota se agachando ao lado dela e arrumando seus cabelos loiros, meio alaranjados, e curtos.
— Você me lembra muito seu pai!-Disse Riko. Mirai interrompe o hashi a caminho da boca, surpresa. A mãe e a vó nunca falavam de seu pai. Riko sabia que ele havia morrido quando ela era pequena. Mas ela não se lembrava de seu pai. E a única fotografia que tinham dele estava guardada no porta retrato no quarto de sua mãe.
-Como ele era?- Perguntou Mirai.
O sorriso desapareceu do rosto de Riko.
-Acho melhor correr! Magical já deve estar ficando preocupada!-Fala a avó voltando a seus afazeres. Mirai pega seus livros de cima da mesa e corre em direção a porta. Veste seus sapatos e sai, olhando uma última vez para a avó antes de abrir a porta.
A loja de penhores ficava no térreo da casa. Sua mãe, Minami, estava atendendo um cliente, então só acenou quando Mirai passou correndo vinda da escada que levava ao primeiro andar.
A família de Mirai era sua mãe e sua avó desde que entendia por gente. Ela ajudava na loja de penhores nos finais de semana por escolha própria. Sua mãe já havia se oferecido para pagar pela ajuda, mas Mirai recusou. Ela só queria ajudar.
O sino da porta tocou quando a garota abriu a porta. Ela parou por um segundo antes de sair e disse em voz alta:
-Eu te amo, Mãe!
E saiu correndo para encontrar Magical.
*****Ω*****
Tenth observou a garota loira deixando a residência de cima do telhado. Tudo indicava que aquela seria uma missão fácil.
Tenth tinha cabelos brancos, olhos vermelhos e usava o uniforme padrão de sua organização: camisa branca e azul marinho, calça azul escura e tênis branco com detalhes em azul.
O rapaz mordeu a ponta do dedo observando seu alvo caminhar pela rua em direção a escola. O dedo começa a sangrar e Tenth suga o sangue sorridente.
Seus dois companheiros estão atrás dele aguardando ordens: Yamino Ojo, melhor espadachim e assasina furtiva da organização e filha do lider; tinha cabelos castanhos amarrados num rabo de cavalo com uma fita rosa e o uniforme padrão feminino trocando a calça por uma saia branca, a garota levava sua katana na cintura; e Kurai Desu, gênio estrategista e especialista em armas de fogo, tinha cabelos pretos e olhos da mesma cor, óculos de grau, e carregava duas pistolas. Trajava o uniforne padrão idêntico ao de Tenth.
Era a melhor equipe de eliminação da organização. Tenth tinha os melhores a seu dispor.
-Eu e Kurai vamos seguir a garota. Yamino, você cuida do resto!-Disse o lider do trio.
Yamino acentiu exibindo um sorriso.
-Vamos!-Disse Tenth para Kurai e começaram a correr sem fazer barulho entre os telhados acompanhando a garota.
Yamino Ojo retirou sua katana da bainha, tinha trabalho a fazer.
*****Ω*****
-Não precisava ter acordado tão cedo só para me ajudar, Mirai-chan!-Magical tinha cabelos violetas e usava óculos. Também estava usando o uniforme da escola. Ela era a melhor e única amiga de Mirai.
E estava tendo dificuldade em achar um livro que usaria em sala de aula, era uma garota bem frágil e amigavel. Poderia ter tantos amigos quanto quisesse, mas preferia andar com Mirai.
As duas eram inseparáveis.
Estavam agora sentadas numa lanchonete local onde combinariam de se encontrar para iniciarem a procura pelo livro.
-Que nada, Magi-Disse Mirai tomando um gole do seu cappuccino e ficando com um bigode de espuma-Estou aqui para ajudar!
Magical começou a rir. Essa era uma das coisas que Mirai amava em Magical, ela muito fácil fazê-la sorrir. Mirai limpou o bigode de leite e acompanhou Magical em sua risada. Ficaram assim por um tempo até que Magical começou a tossir.
Mirai se levantou na mesma hora e se sentou ao lado da amiga preocupada.
— Você está bem? Quer que eu chame alguém?- Perguntou Mirai.
Miracle a tranquilizou.
— Não, estou bem. É que vim correndo para não me atrazar!
Mirai ficou com um olhar pesaroso.
-E eu te deixei esperando! Como dou idiota! Baka!Baka!-Disse Mirai batendo em sua própria testa.
Magical tocou o ombro da amiga.
— Não se culpe, Mirai-chan! Você precisa descansar como todo mundo.
Aquilo só fez Mirai se sentir mais culpada. Mas ainda havia algo que ela poderia fazer. Mirai tirou um embrulho do meio de seus livros de escola e estendeu para a colega.
— Ontem quando falou que não havia conseguido achar o livro, peguei minha bicicleta e percorri as livrarias de Tokyo até acha-lo!
Magical pegou o livro e desembrulhou revelando a capa ciano.
-Mirai-chan...
-Sei que você não pode andar demais por causa de sua saúde, então pens...- Mirai foi interrompida pelo subito abraço de Magical.
-Arigatou!- Agradesceu a garota de cabelos violetas.
Mirai disse "De nada" e as duas caminharam em direção ao colégio conversando e rindo.
No colégio Yoshen as aulas começavam por volta das 8 e meia, então as duas chegaram cedo ao colégio. Os únicos ali presentes eram um grupinho de encrenqueiros num canto. Ao verem as duas entrando no terreno da escola se aproximaram.
-E ai, bruxinha. Cadê sua vassoura?- começou um garoto.
Mirai o ignorou, estava acostumada a essas provocações devido a sua obsessão por bruxas. Quando criança, vivia dizendo que quando crescesse seria uma bruxa e na rua usava um daqueles chapéus pontudos. Por isso era motivo de gozação no colégio.
-Avada kedavra, belatriz!-Gritou outro garoto.
Mirai também o ignorou e seguiu reto.
— Porque não usa sua varinha para curar sua amiga!- disse uma garota mascando chiclete.
Mirai parou de andar. A raiva ferveu dentro dela, ofende-la tudo bem. Mas meter a saúde se Magical no meio...poderia acabar com os três rapidamente. Ela era ótima em esportes e especialmente em judô e karate. Se Magical não tivesse lhe pedido calma provavelmente ela teria partido para cima da garota.
*****Ω*****
Mirai odiava a aula de aritmética. Ela conseguia se dar bem em todas as matérias, mas aritmética não entrava em sua cabeça.
Ela passou o resto da aula de cabeça baixa encarando o lápis. Ba metade da aula este se mexeu para o lado. Mirai deu um salto chamando a atenção dos outros alunos e do sensei.
-Algum problema, senhorita Miracle?- Perguntou este.
— Não, sensei. Só me surpreendi com o resultado da conta!
O professor a encarou desconfiado.
-Mas estamos estudando geometria! Não há conta- Disse ele.
Mirai gaguejou.
-A Acho melhor me sentar-disse a garota.
-Também acho!-Disse o professor.
E Mirai se sentou. Esperou a atenção dos colegas voltar para a matéria e tentou fazer o lápis mover novamente com sua mente. Após menos de um minuto conseguiu fazer o lápis mover-se para a direita. A excitação aumentou em seu peito e se concentrou novamente não conseguiu êxito, tentou de novo e conseguiu fazer o lápis subir uns centímetros.
"Será que finalmente virei um bruxa?" pensou.
Foi quando os gritos começaram.
*****Ω*****
Mirai saiu correndo da sala junto dos outros alunos. Os professores pediam calma. Todos pensavam em sair dali, Mirai queria achar Magi.
Conseguiu localizar a garota no meio da multidão que a levava para a direção oposta a de Mirai.
-MAGI!!!-gritou Mirai tentando cruzar a multidão para alcança-la.
Mas quanto mais se esforçava mais a corrente de pessoas a afastava de Magical. Gritou o nome da amiga novamente antes de sentir alguém agarra-la pelo pulso e puxa-la em direção a escada para o andar de cima.
-Ei, me solta!-Gritou Mirai para o estranho começando a soca-lo.
O garoto para no quarto degrau e encara a agressora.
-Estou tentando salvar sua vida e é assim que me agradesce!- Disse o rapaz massageando o braço.
-Quem disse que eu pedi para ser salva? Eu estava me virando bem sozinha.
— Se estava se virando tão bem porque estava no meio daquela multidão quase sendo pisotiada?
— Estava tentando salvar uma amiga.
— Então a bruxinha tem amigos? Qual o problema dela.
-Por que ela teria um problema?!
O garoto suspirou cansado de discutir.
-Se essa garota é sua amiga mesmo, ela vai querer que você fique bem. Nesses casos de seja lá o que tiver acontecendo, o melhor é subir até o telhado.
Mirai refletiu durante uns instantes pegou seu celular e mandou uma mensagem para Magical pelo Whats pedindo para encontra-la no telhado.
-Vem comigo?- Perguntou o garoto estendendo a mão.
Relutante, Mirai segurou a mão do rapaz e começaram a subir a escadaria.
*****Ω*****
Chegaram no telhado exaustos. Mirai caminhou até a grade que rodeava o terraço e observou o sol que se punha. Era tão bonito, lá estava tão silencioso que dava para esquecer a confusão que estava lá embaixo, até a garota olhar para a rua da escola.
Carros virados, lojas em chamas, pessoas perseguindo outras pessoas e... devorando-as.
-O que será que está acontecendo?-Questionou a garota se virando.
O rapaz de cabelos brancos segurava um revolver.
— Você nunca vai saber!- Disse disparando.
*****Ω*****
AGORA...
O lugar estava cheio de bandidos. A carta se encontrava numa fazenda na zona rural lotada de mercenários e tipos piores. Quando a situação aperta esse tipo de gente tende a se unir.
Fernanda, Gustavo e Lucs que havia insistido para vir junto estavam escondidos atrás de uma caminhonete abandonada vigiando o local.
-Tem certeza que é aqui?- perguntou Fernanda.
Gustavo confirmou com a cabeça, carregando o rifle. Lucs revirou os olhos e ganhou um croque de Fernanda por esse feito.
-Eu estou aqui definhando perto da morte e você ainda me bate!- diz Lucs fingindo-se de magoado.
— Você foi mordido imbecil. Não pegou leucemia!- diz Fernanda.
Depois dele ter acordado, três dias atrás, Fernanda e Lucs haviam se aproximado mais. Em compensação, Gustavo tem se mantido mais afastado do amigo. Fernanda sabia o motivo. Gustavo se mantinha afastado de Lucs porque caso esse venha a se tranformar ser mais fácil dar um fim a vida dele. Gustavo tentava guardar forças quando a hora de Lucs chegasse.
Um carro deixou a fazenda com parte dos bandidos. O trio só se atreveu a falar algo após o caminhão virar a curva da estrada.
-É agora!- Disse Gustavo.
Havia um cano de gás que passava por cima do muro, era o único caminho para dentro da fazenda sem chamar a atenção. O único problema era que os bandidos tinham conhecimento dessa falha na defesa e vigiavam esse ponto do muro com o dobro de atenção.
Eles precisavam de uma distração. Fernanda iria cuidar disso. A garota se escondeu atrás de uma árvore e se concentrou. Havia uma habilidade que ela só usava em emergências pois a esgotava. Essa era uma emergência.
Fernanda estabeleu uma relação telepatica com cada guarda, só que em vez de mandar uma mensagem. Mandou dor. Eram apenas dez segundos, mas era o suficiente para os garotos adentrarem por cima do cano de gás.
Após esse tempo, Fernanda caiu de exaustão apoiada na árvore. Tiros começaram a ser ouvidos. A garota queria ir lá e ajudar, mas não tinha força suficiente.
Esperou um minuto e tentou levantar. Caiu novamente, teve de aguardar mais três minutos antes de conseguir levantar. A garota praguejava a cada passo enquanto subia a colina onde dava a outra ponta do cano de gás. De lá tinha visão privilegiada do cenário.
A maioria dos bandidos estava caido. Lucs e Gustavo estavam na vantagem. Lucs utilizando das sombras se aproximava pelas costas do bandido e esse só percebia quando a serra eletrica havia atravessado seu corpo.
Gustavo estava atirando com seu rifle de dentro de uma das casas e eliminava a maioria dos atiradores com sua mira certeira.
Fernanda já começava a achar que a vitória era certa quando uma granada arremessada por um dos homens quicou na entrada da casa onde Gustavo estava.
O tempo pareceu ficar mais lento. Fernanda gritou pelo irmão e começou a correr pelo cano de gás na direção da fazenda.
Estava na metade do percurso quando a casa explodiu!
Lucs abaixou a serra ao ver o ocorrido sem palavras, trazia a carta nas mãos. Estavam quase conseguindo, só precisavam deixar o local.
Destroços da casa começaram a cair por toda a área murada da fazenda. Fernanda assistia a tudo sem reação. Seu irmão estava morto. Seu irmão gemeo. A pessoa que sempre esteve com ela. Que a protegia dos valentões na escola. A pessoa que estava ao lado dela mesmo quando o pai não estava. A dor consumia seu coração, era insuportável, indescritível. Fernanda havia perdido parte dela.
Em questão de segundos a dor foi substituída pela raiva. Aqueles bandidos ainda estavam vivos, enquanto seu irmão estava morto. Eles. Iriam. Pagar. Com. A. Vida!
Fernanda percorreu o resto do caminho. E saltou para o gramado.
Ela concentrou-se e reestabeleceu o elo mental com os bandidos. Só que dessa vez não mandou nenhuma mensagem. Nem dor.
Enviou Morte.
*****Ω*****
Samara estava no convento desde seu nascimento. Havia se acostumado com a rotina de orar e jejuar. Mas fazia um ano que esta rotina havia mudado. Quando os "soldados do inferno" haviam chegado. Enviados de Lucifer. Ou como os hereges chamavam: Zumbis.
O convento se tornou uma fortaleza. Familias inteiras foram acolhidas pelas irmãs que aprenderam a manejar a armas de fogo e agora eram tão inseparáveis da sua espingarda quanto de sua biblia.
Mas fortalezas tendem a cair.
Samara explodiu a cabeça de um dos soldados do inferno com sua uzi sub machine gun. Estava em um corredor de pedra do convento. Os mensageiros do apocalipse, como a madre os chamava, cercavam-na .
Um zumbi tentou agarra-la por trás e recebeu uma coronhada na cabeça. Seguido de um tiro.
-Descanse em paz!- Diz a garota assoprando o cano da arma.
O zumbi de uma das madres avançou tentando abocanha-la, Samara recuou tropeçando num cadaver e batendo a cabeça numa parede. A madre se aproxima e Samara dispara. A madre cai. Mais e mais zumbis se aproximam.
Derrepente todos os mortos vivos são como que puxados por uma corda invisível e jogados para o fim do corredor.
-Um milagre?- disse Samars para si mesma confusa- Bem, Deus! Já tava na hora!
Os mortos vivos começaram a se levantar quando uma bruxa surgiu da outra ponta do corredor. Sim, uma bruxa, uma garota de cabelos loiros e curtos, chale rosa choque com detalhes dourados, camisa branca, suspensórios rosa combinando com a calça, e bota cano alto preta. E para encerrar um chapéu de bruxa também rosa.
Ah, e ela voava numa vassoura.
Mirai usava sua telecinese para manter a vassoura no ar. A garota passou reto pela noviça e seguiu em direção a multidão de mortos vivos. Saltou da vassoura, pouco antes de chegar a horda, e retira a espada da bainha.
Combinando sua telecinese com sua habilidade com espada acaba com vários dos zumbis.
Mas são muitos, dezenas de famílias viviam no convento. Mirai começa a recuar até chegar a noviça, e sorri para ela esperando agradecimento.
-Quem você pensa que é?- Questiona Samara curiosa.
Mirai sorri.
-Sou Mirai, sou uma bruxa!
Samara ri.
— Só porque está vestida de malévola não significa que é uma bruxa-diz dando risada. Mas derrepente fica seria- Se fosse teríamos que queima-la na fogueira.
-Achei que a igreja havia parado com isso...
— Muita gente acha!
Os zumbis continuam a avançar e Mirai ofereçe uma mão para Samara levantar. Samara levanta engatilha sua arma de fogo e Mirai levanta a espada.
-O quê está fazendo aqui?- Pergunta Samara antes de se lançarem na luta.
-Procuro uma amiga!-responde Mirai.
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