Light Up The Stars
5 O Brilho Celestial que Supera a Luz
Notas iniciais
ps2. próximo capítulo, provavelmente, será mtmt fofo (preciso compensar esse né) ahahahaha Boa leitura, e mais uma vez, UM MILHÃO DE VEZES OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS LINDOOOOS! s2s2
Quando seu dia é longo
E a noite é só sua
Quando você tem certeza que já teve o suficiente desta vida
Espere
Não se deixe ir
Porque todo mundo chora
E todo mundo se machuca, as vezes"
__________
O dia agradável os enchia de energia, o ar fresco invadia seus pulmões, o brilho fraco do sol dominava seus olhos e o cheiro agradável de flores e pães frescos penetrava em seus narizes. Os três caminhavam animados por entre as ruas de pedra da cidade de Magnólia, um sorriso mais animado que o outro estampado em seus rostos, atraindo a atenção dos moradores que os reconheciam como membros da Fairy Tail, a atual guilda mais forte de Fiore. Ainda era cedo, os trabalhadores terminavam de organizar seus produtos e poucas famílias se aventuravam pela cidade com a intenção de aproveitar a calmaria e evitar o forte sol do meio dia.
- Ei, Natsu! – chamou a loira pela terceira vez, já impaciente ao elevar seu tom de voz, pois o parceiro de time apesar de se encontrar ao seu lado, ou era surdo, ou fingia não lhe ouvir. Ela vestia um shorts azul escuro do mesmo tom de seu belo colar de safira, top branco tomara que caia e botas de couro branco. O cabelo loiro e sedoso preso em um rabo de cavalo frouxo. Aos olhos de muitos, a imagem da perfeição, uma deusa dourada. Era naturalmente bonita, sem precisar se esforçar para isso.
- Hn, que foi Luce? Não precisa gritar, eu não sou surdo sabe.. – murmurou, tentando controlar o sorriso que insistia em querer escapar de seus lábios. Nunca iria admitir, nem para si mesmo, mas simplesmente amava ouvir a loira dizer seu nome. Sua voz o pronunciava perfeitamente, em um jeito único, tornando a solitária palavra uma bela melodia.
- Estou começando a pensar justamente o contrário! – bufou, e parou de andar, fazendo com que o rosado parasse também, assim como Happy, que voava ao seu lado, sussurrando tristemente algo como “Fome..” e “Peixes.” – O que é isso nas suas costas?
A pergunta o deixou confuso, o fazendo dar uma olhada rápida e com uma risada alta, concluir ao que a parceira se referia.
- É uma mochila, sua estranha! – respondeu Happy, antes que o rosado pudesse parar de rir para se pronunciar.
- Não fale assim comigo Happy! – reclamou a estrela, fazendo biquinho. Voltou a encarar o tão “desconhecido” objeto nas costas de Natsu, feito de um pano verde musgo, com algo semelhante a um cobertor preso a ele. Mirou Happy, ainda mais curiosa, pois notou que o gato também possuía algo preso as costas. – E para que servem essas coisas?
- Oras, pra levar nossas coisas que serão necessárias durante a viagem! – respondeu o rosado, incrédulo. Por causa da pergunta absurda da loira, estavam parados no meio da rua, atrapalhando a passagem de muitos, e chamando a atenção dos moradores das casas próximas, que acordavam com a “discussão” do grupo nada silencioso.
- Eu não tenho uma mochila.. – concluiu, trocando o biquinho por uma cara de choro – Onde vou levar minhas coisas?
Algo dentro do rosado gritava, rugia e ordenava, o mandava abraçar a loira, conforta-la, consola-la, dizer que lhe daria o que ela quisesse, bastava pedir. Mas ele ignorou essas vontades absurdas bravamente, e ao invés disso, revirou os olhos esverdeados e a puxou pelo pulso. Iria tirar aquele olhar triste de seu rosto de outro jeito.
- Cuidado! – exclamou, assustada, conforme ele o puxava pela rua e desviava das pessoas sem cuidado algum, seguindo por um caminho conhecido, em direção a seu apartamento.
Quando estavam a apenas dez metros de sua casa, ele parou, largando seu pulso e lhe dando tempo de respirar.
- O que você.. – começou, mas ele ja correra em outra direção, gritando para ela de longe:
- SEPARE ALGUMAS ROUPAS! – e sua voz foi morrendo, a deixando mais do que confusa, mas não havia porque contraria-lo.
Adentrou seu apartamento rapidamente, parando na porta como sempre fazia, em seu ritual sagrado de apreciação e agradecimento. Adorava sentir o cheiro que aquele lugar possuía, e adorava ainda mais o fato de ser seu.
Correu até o guarda-roupas, e fazendo a típica bagunça, espalhou roupas pelo chão do quarto, não conseguindo se decidir entre elas. Enquanto encarava a mistura de tecidos no chão, deixou escapar um gemido de frustração.
- Você ainda não separou tudo? Caramba Luce, que problemática! – zombou a voz conhecida, a fazendo se virar para a janela de imediato, onde o rosado se equilibrava habilmente no parapeito, com algo prateado em mãos.
- Aye! Assim você vai nos atrasar ainda mais!
- Happy! – o repreendeu, mas não conseguiu conter o sorriso devido a provocação que o amigo fizera a Lucy.
- Não é minha culpa! Eu não sei qual tipo de roupa vou precisar usar, não sei nem do que essa missão se trata! – reclamou pela primeira vez, cruzando os braços e inflando as bochechas de maneira furiosa.
- Pegue roupas resistentes, não é difícil Luce. – sorrindo ainda mais, saltou até o piso de madeira, parando ao lado dela, e lhe estendendo o objeto feito de um diferente tecido prateado. Mesmo zangada, continuava incrivelmente linda aos seus olhos. A tirar do sério era divertido, tudo ao lado de Lucy era divertido. As últimas três semanas que passaram juntos pareciam parte de um sonho realizado, ele nunca estivera mais feliz em toda sua vida. Todo o drama e sofrimento em relação a Lisanna se tornara mais fácil, como um grande nó finalmente desenrolado. Isso, porque agora era fácil perceber que amava albina apenas como uma irmã, graças a Lucy. A loira lhe proporcionava uma avalanche de sentimentos sem igual, fazendo suas mãos suarem, o estomago revirar e o coração acelerar, tudo isso apenas com seu sorriso. Antes dela, nunca sentira tal descontrole de seus pensamentos e de seu corpo. Tudo que via, respirava e sentia, era ela. Sempre ela, o envolvendo com sua doce luz.
- O que você ta olhando? – perguntou, curiosa, visto que o rosado não falava nada há alguns minutos, só a encarava com um sorriso bobo no rosto e o embrulho prateado em mãos.
- Nada. – respondeu rapidamente, se forçando a voltar ao normal, e oferecendo novamente o embrulho a ela, que aceitou, hesitante.
- E o que é isso?
- Só olhe logo Luce! É um presente, não uma bomba, meu deus! – revirou os olhos e a encarou, esperando para ver sua reação. Era sempre divertido dar presentes a loira, quase como presentear uma criança. Por mais simples que fosse, a deixava eufórica e animada, como se estivesse vendo tal coisa pela primeira vez. E na verdade, realmente estava.
- OH! – exclamou, maravilhada, os lábios rosados abertos em um pequeno ‘o’. Seus orbes avelãs brilhavam tanto quanto os de uma criança na noite de natal, e as mãos tremiam ao segurar o tecido prateado. Era a mochila que tanto queria. Talvez fosse infantil fazer tanto drama por causa de algo tão insignificante, mas a verdade é que apesar de ter se encaixado perfeitamente na Fairy Tail, reconhecendo a guilda como o lar que nunca teve, ainda se sentia deslocada. A insegurança a dominava, e algumas vezes, se pegava pensando em como era diferente dos outros membros, em como se sentia excluída, em como não entendia nada do mundo em que vivia. Sem pensar duas vezes, em um pulo, se levantou do chão e se jogou em Natsu, enlaçando os braços em volta de seu pescoço, e o apertando com força.
- Obrigada.. – sussurrou em seu ouvido, provocando um arrepio discreto no rosado, que se recuperando do choque momentâneo, retribuiu o abraço. O tempo pareceu parar para ambos, tudo que conseguiam sentir era o calor e a presença um do outro, a mínima distância em seu corpos de repente se tornara grande demais — Eu já te disse.. prefiro te ver sorrindo. – sussurrou de volta, com ternura, acariciando o cabelo dourado dela, se deliciando com a proximidade e o cheiro único que ela possuía, o cheiro que o encanta desde o dia em que se conheceram. Sua personalidade mudava completamente quando estava ao lado dela, mesmo que ele não percebesse. Nenhum outro membro da guilda jamais vira tamanha ternura e carinho nas palavras proferidas pelo rosado, ou tamanha paixão e desejo em seus olhos verdes.
- Vocês se gooooxxxxtaam! – riu-se o gato, enrolando a língua, e fazendo com que os dois se soltassem rapidamente, a loira visivelmente corada, e o rosado irritado. Como esse gato pode ser tão inoportuno?
- Agora podemos ir? – perguntou, ignorando o comentário desnecessário do exceed e saltando até a janela.
- Custa usar a porta pelo menos uma vez? – pediu a loira, manhosa, enquanto se dirigia até a porta. Sabia que era inútil pedir, mas não custava nada continuar tentando. Assim que trancou seu apartamento, deixou o prédio e se encontrou com Natsu, a esperando logo abaixo de sua janela.
- Viu? Usar a porta é para os fracos, demora demais.
- Aye! Para os fracos e para os que não podem voar!
- Eu não sou fraca! – retrucou, cerrando os punhos, o que fez os amigos rirem e ela suspirar – Vocês dois nunca me levam a sério..
- Para de falar sozinha e vamos logo Luce! Não vejo a hora de espancar uns caras maus nessa missão! – a chamou, já se colocando a andar pelas ruas de pedra, empolgado só de pensar nas lutas que teria pela frente.
- Não se eu esmagar todos primeiro! – o provocou, mostrando a língua e correndo a sua frente, seguida por Happy que voava ao seu lado e mostrava a língua pro rosado.
- Aye! Natsu lerdo vai ficar pra trás!
- Seu traidor! – gritou de volta, tomando impulso para correr atrás do resto de seu time.
Correram até a estação de trem em uma disputa fervorosa, causando muitos estragos no caminho. Derrubaram alimentos, mercadorias, carroças, mostruários e até mesmo pessoas. Nada inesperado, uma vez que “Confusão” e “Fairy Tail” se tornaram sinônimos.
Assim que chegaram a estação, pararam imediatamente, quase dando de cara na fila de pessoas que se formava para o embarque. O rosado curvou as costas, apoiando as mãos nos joelhos, enquanto recuperava o folego, já a estrela apenas arfava levemente, o sol estava a seu favor, a estrela lhe dava forças.
- EU GANHEI! – exclamaram ao mesmo tempo, se encarando, e logo caíram na risada, sem folego para discutir.
- Na verdade, eu cheguei antes dos dois! Aye! – zombou Happy, tampando a boca com as mãos enquanto abafava uma risada. Os dois o olharam, irritados, não era justo, já que ele pode voar.
Quando chegou sua vez de embarcar, a loira encarou o enorme trem, temerosa, e para sua surpresa, Natsu fazia o mesmo, enquanto acariciava o estomago e engolia em seco.
- Esse é o tal trem de que vocês falaram? O meio de transporte? – indagou, apontando para a enorme locomotiva negra e vermelha, feita de ferro. – Não podemos mesmo ir andando?
- Não seja medrosa Luce! Levaria muito tempo para chegar a pé em Hargeon! – retrucou Happy, impaciente.
- Na verdade eu também prefiro ir a pé.. – murmurou Natsu, se sentindo enjoado só de se imaginar no transporte em movimento.
- Última chamada para o trem com destino a Hargeon! – gritou um homem de cabelos negros em um megafone, trajando um uniforme, enquanto apontava para o trem que já se aprontava para dar a partida.
- O Gray estava certo, você é fraco demais para completar essa missão.. – provocou o exceed, debochado, o que fez o rosado despertar de imediato.
- Não temos tempo a perder! – gritou, empurrando os dois amigos para dentro do trem, contra a vontade de Lucy – Tô empolgado!
- E-EI! Natsu! – tentou contraria-lo, mas quando deu por si, já estavam dentro do trem. Uma vez lá dentro, a loira percebeu que não era nenhum bicho de sete cabeças. Estava dividido em cabines, com assentos acolchoados na cor creme, de aparência confortável. A maioria das cabines já se encontravam lotadas, mas logo acharam uma vazia, onde se acomodaram.
- Por que você não queria entrar no trem? Foi ideia sua utilizar um para ir até a outra cidade. – perguntou a Natsu, curiosa, só estava receosa de entrar na locomotiva pois nunca havia visto nada parecido, mas não conseguia imaginar um motivo se quer para o rosado se recusar a entrar ali.
Enquanto aguardava por uma resposta, se acomodou melhor no acento ao lado da janela, de frente para o de Natsu, onde Happy se encontrava ao seu lado.
- Ele tem medo de transportes! Aye!
- Não é nada disso! – retrucou, cerrando os punhos em sinal de irritação – Eu só..
Não conseguiu terminar a frase, pois o trem dera a partida, e em consequência, seu rosto aderiu a uma coloração levemente esverdeada, e suas bochechas se encheram de ar, enquanto ele tapava a boca com ambas as mãos.
- Ugh.. – gemeu, enjoado, desistindo de tentar explicar. Odiava sua fraqueza em relação aos meios de transporte, e odiava ter de se submeter a uma atitude tão vergonhosa na frente da parceira de time, que tanto gostava de impressionar.
O exceed balançou a cabeça negativamente, em sinal de reprovação, conforme o trem se movia e o rosado ficava cada vez mais enjoado. Quando se virou para Lucy, com a intenção de zombar do amigo junto dela, arregalou os olhos e abafou uma gargalhada.
A loira apertava o assento com uma das mãos, trêmula, e com a outra tampava a boca. Os olhos castanhos fixos na janela e a respiração descompassada. Ela também estava enjoada, apesar de se portar de maneira mais elegante e delicada do que Natsu. O rosado se deitou sobre o assento, forçando Happy a voar para o lado de Lucy, os braços largados ao lado do corpo e as pernas abertas, o rosto esverdeado enquanto gemia repetidamente.
- O-o que.. há.. c-comigo.. – tentou perguntar a loira, mas engoliu em seco assim que uma enorme onda de enjoo a atingiu, fazendo com que tampasse a boca com mais força. Sentia-se como se tivesse comido algo estragado, ou como na vez em que comera alguns cogumelos coloridos na floresta, contrariando Stellaire que lhe dissera para não come-los. Aprendera uma valiosa lição naquele dia: Não é nada legal quase vomitar as tripas pra fora. Seu estomago estava embrulhado, sentia o suor frio no pescoço e as mãos trêmulas. Maldito seja esse trem e a estranha magia que ele tem.
- Você também está enjoada! Aye! – riu-se o exceed azulado, apontando para a loira, que agora mantinha uma expressão de dor no rosto.
- E-eu.. – era inútil, não conseguia falar nada, e então acabou por desistir, repousando a cabeça sobre a janela quente, deixando os raios de sol que passavam por ali penetrarem sua pele, aliviando seu enjoo, mesmo que um pouco.
- Os Dragon Slayers ficam enjoados em meios de transporte, apesar de ainda não sabermos o motivo! Aye! – explicou Happy, entre risadas, deixando a loira atordoada. Ali estava uma fraqueza que desconhecia até então. Se arrependia profundamente de ter conhecido os tais meios de transporte, sentia que essa terrível fraqueza iria lhe assombrar durante muito tempo.
Ignorando as piadinhas e risinhos do exceed, piscou os olhos algumas vezes, antes de cerra-los lentamente, e adormecer.
~
Ao contrário de Magnólia, o clima na cidade de Hargeon se encontrava nublado, porém igualmente quente e abafado. Por ser uma cidade portuária, estava muito movimentada graças ao constante fluxo de embarcações que saíam e chegavam ali.
A dupla de dragon slayers, acompanhada de dois exceeds, caminhava por entre as ruas, haviam acabado de sair do trem que utilizaram para chegar ali. O mais alto, loiro e de olhos tão azuis quanto o céu, dono de uma cicatriz no lado direito da testa, se abanava impaciente, reclamando do calor sem parar. O outro, dono de cabelos negros e olhos vermelhos, com uma expressão indiferente no rosto, se limitava a ignorar o parceiro. Os exceeds se encontravam em seus ombros, repousando tranquilamente. O marrom trajava um colete azul e o verde vestia um fantasia de sapo cor de rosa. Lector e Frosch, nos ombros de Sting e Rogue, respectivamente.
- Cara, ainda não acredito que saímos daquele inferno de trem pra acabar nesse calor insuportável.. – reclamou o loiro, pela milésima vez – Você não ta morrendo dentro dessa capa preta?
- Não. – respondeu o moreno com simplicidade, andando tranquilamente, ao contrário do loiro que mais parecia arrastar os pés pelo chão, sendo exagerado, como sempre.
- Deve ser algum tipo de doença. – murmurou o Eucliffe, indignado com a postura calma do amigo diante do calor insuportável.
- Sting-san não deve falar assim do Rogue! – se pronunciou o exceed do cosplay de sapo, defendendo seu melhor amigo.
- Não sei porque você perde seu tempo defendendo esse emo mau humorado Frosch. – zombou o loiro, fazendo Lector rir e o exceed esverdeado olhar choroso para o Cheney.
- Ignore esses idiotas. – foi tudo que o moreno disse, antes de abrir um sorriso reconfortante, que fez o exceed se animar e sorrir de volta.
- Qual é a missão que viemos fazer mesmo? Não vejo a hora de esmagar alguns vermes! – exclamou, exaltado, dando socos no ar.
- Algo sobre resgatar uma garota fraca sequestrada por uma Dark Guild. – respondeu Lector, o tom de voz debochado.
- Não fale assim Lector, você não sabe o que aconteceu. – o loiro o repreendeu calmamente, com um sorriso bondoso no rosto. Havia mudado muito desde os Jogos Mágicos, e sentia orgulho de si mesmo por isso, queria se tornar alguém respeitável, assim como os membros da Fairy Tail, que a seus olhos, brilhavam superiores, feito verdadeiras estrelas.
- Não importa! Eu sei que você vai esmagar todos os responsáveis por isso Sting-kun!
- Mas é claro! Não há missão que não possa ser cumprida pelo poderoso Sting Eucliffe!
- Idiotas. – murmurou o moreno, enquanto observava os amigos darem socos ao vento, discutindo sobre ataques, técnicas e emboscadas, louvando o “Grande Sting Eucliffe”. Mas logo sorriu, feliz pelo loiro ter conseguido o amigo de volta, apesar de terem perdido os Grandes Jogos Mágicos. Não conseguia imaginar Sting sem Lector, assim como lhe doía só de se imaginar sem Frosch.
- Frosch acha que Rogue está feliz. – comentou o exceed, enquanto observava o amigo sorrir, não obtendo resposta alguma, o que não lhe chateou, pois entendia e se acostumara o silêncio do Cheney – Frosch está feliz se Rogue está feliz.
- Já tão de melação? – debochou o loiro, após ouvir o último comentário do exceed esverdeado.
O moreno o ignorou, e continuou a andar, se dirigindo pelo caminho que estudara, até a casa do cliente.
- Eu odeio quando você me ignora assim, seu maldito! – urrou Sting, enquanto seguia o amigo, que já voltara a habitual expressão de indiferença no rosto.
A mansão cinzenta e de arquitetura clássica era enorme, com vastos e floridos terrenos, uma imensa fonte de água em forma de dragão na entrada (que fez Sting rir do feioso dragão cuspindo água) e majestosos portões de ferro. Por dentro, era igualmente antiga e conservada, paredes muito brancas e um hall espaçoso, composto apenas por quadros e dois sofás negros virados um de frente para o outro, com uma mesa de madeira negra entre eles. O cliente era um senhor de idade avançada, cabelos grisalhos e olhos castanhos, trajando um terno branco e de mal gosto. Ao que parecia, sua filha havia sido sequestrada por uma Dark Guild, que exigia uma recompensa absurda em troca da garota. O senhor parecia ser alguém de grande importância na área de exportação. Seu nome era Loyid, que fazia Sting rir e ser repreendido por Rogue, pois tudo que conseguia pensar era em coisas como “debilóide”.
Assim que adentraram a mansão do cliente, foram alertados de que outro grupo fora aceito para a mesma missão, e não haviam se importado, até descobrirem qual guilda aceitara a missão.
- EH?! FAIRY TAIL? – gritou o loiro, batendo as mãos na mesa de madeira negra.
Assim que o nome “Fairy Tail” foi pronunciado, se tornou tudo questão de honra. Teria que terminar essa missão antes deles, não importa quem fosse. Não importa se for o Natsu ou qualquer outro.
- Vamos. – chamou Rogue, o puxando pela roupa e com uma reverencia e um pedido de desculpas pelo amigo destrambelhado, saindo dali. A recompensa era alta, e ele também queria superar a Fairy Tail. Queria completar a missão antes deles, e iria se empenhar ao máximo para isso.
- Não vamos perder para eles novamente! – incentivou Lector, arrancando um sorriso confiante do Eucliffe.
- Frosch também acha!
- Vamos mostrar para a Fairy Tail do que somos feitos.
Fechou o punho, empolgado diante da perspectiva de superar Natsu em alguma coisa, enquanto o moreno continuava sério, porém pensando da mesma maneira por dentro.
~
- Ahhhhh, liberdade! – comemorou o rosado, se jogando de joelhos no chão ao descer do trem, agradecendo aos céus por esta fora da locomotiva e livre de enjoos, fazendo Lucy rir e Happy revirar os olhos.
- Não seja exagerado, nem foi tão ruim assim.
- Você passou tão mal que não aguentou ficar acordada, estranha mentirosa! – debochou o exceed azulado.
- O importante é que chegamos em Hargeon. – exclamou, fazendo pouco caso do que o exceed dissera.
- Vamos logo detonar essa missão! – disse o rosado, batendo o punho fechado contra a palma da mão aberta, seu habitual gesto de quando se encontrava muito empolgado e ansioso para algo.
- Isso se eu deixar algum membro da Snake Eye pra você! Vou acabar com todos antes que você consiga dizer “LU-CE”. – o provocou, já começando a correr pra fora da estação, desviando das pessoas com cuidado.
Durante a viagem, Happy finalmente contara a loira sobre a missão. Teriam de resgatar a filha de um rico exportador, sequestrada pela Dark Guild, Snake Eye, que agora exigia uma recompensa absurda em troca da garota.
- Não seja boba Luce, vou queimar aquela guilda inteira! – reclamou o rosado, correndo para alcançar os amigos, que dispararam a sua frente.
Mais uma vez, apostaram corrida até o lugar que iriam, nesse caso, a mansão do cliente.
A felicidade que se formou dentro dela no momento em que entrara para a Fairy Tail parecia crescer a cada dia, cada minuto e a cada instante ao lado de Natsu. Sentia como se fosse explodir para fora, como se mal coubesse dentro de seu peito. O largo sorriso em seu rosto refletia isso, assim como seus orbes avelãs e o leve brilho prateado em seus cabelos, invisível a luz do dia. O cabelo dourado ricocheteava em suas costas enquanto corria, como uma cascata dourada, encantando o rosado que se deixava ficar para trás de propósito, para que pudesse observa-la correr, e queimar por dentro todas as vezes em que ela virava o rosto sorridente para trás para ver se ele se aproximava.
- Está ficando cada vez mais fácil ganhar de você! – o provocou, espiando ele por cima do ombro, com o sorriso radiante que ele aprendera a amar. Havia se tornado incrivelmente competitiva, graças a Laxus e ao próprio Natsu. Pela primeira vez em sua vida, não se importava em ganhar, só queria observa-la para sempre, mas é claro que também não queria parecer fraco aos olhos dela, então acelerou o passo de uma vez, os deixando lado a lado. Ambos atrás de Happy, que voava logo a frente, ganhando dos dois como sempre.
- O que você estava dizendo? – retrucou, deixando a disputa acirrada.
- Como.. – sussurrou, incrédula, mas logo recuperou o sorriso confiante.
E mais uma vez, causaram uma tremenda confusão durante o percurso, derrubando coisas inimagináveis no caminho, e chegando empatados no lugar destinado. A mesma mansão cinzenta de arquitetura clássica que fora visitada pelos dragões gêmeos, pouco tempo atrás.
Assim que pararam pra tomar fôlego, o rosado fechou a cara de imediato, franzindo as sobrancelhas e cheirando desde o jardim de entrada até as portas.
- Qual é o problema? – indagou a loira, preocupada.
- Está sentindo um cheiro estranho? Talvez seja a Lucy! Aye!
- Ei, não fale assim, eu não posso cheirar tão mal.. – reclamou, manhosa e fazendo bico.
- Não. – negou, sério, agora cheirando a porta da mansão antes de tocar a campainha – Estou sentindo um cheiro familiar, mas não consigo me lembrar o que é.
- Talvez o seu nariz esteja com defeito!
- Happy! – reprovou a loira, o tirando do ar e o envolvendo em um abraço para segura-lo em seu colo, assim que notou as portas serem abertas.
- Sejam bem vindos! Vocês são os magos da Fairy Tail, se não estou enganado. – os recebeu um mordomo baixinho e ruivo, com um enorme e grotesco bigode no rosto, usando um terno preto.
- S-sim. – respondeu a estrela, em dúvida se estava assustada ou surpresa com o estranho homem.
- Vamos logo com isso! – exclamou Natsu, empolgado, já se esquecendo do cheiro. Se a Titânia estivesse ali, com toda certeza teria lhe dado uma surra e uma bronca sobre boas maneiras.
- Por favor, me sigam. – pediu o mordomo, com uma reverência.
Após terem recebido a mesma explicação sobre a missão que os dragões gêmeos, deixaram a mansão em direção a floresta, se perguntando quem seria o outro grupo que aceitara a missão. Tinham de vencer, não só por orgulho ou por ser a primeira missão de Lucy, e sim porque a recompensa era boa, cerca de 300.000 jewels, o que dava para pagar um mês de aluguel do apartamento de Lucy, e para ela começar a pagar o que devia aos amigos.
- Não importa quem seja, devemos acabar com isso antes deles! – incentivou a loira, arrancando um sorriso do rosado. Não existia nada mais lindo do que sua brilhante determinação, nunca pensou que fosse encontrar uma garota tão determinada quanto ele mesmo.
- Menos papo, mais ação! – gritou em resposta, fazendo com que ambos apertassem o passo em direção a floresta onde a Dark Guild, Snake Eye, se localizava.
Ao adentrarem a mata, notaram que a floresta era densa e fechada, com árvores de um verde fraco e sem muita cor, quanto mais se aprofundavam, menos flores podiam ser encontradas.
- Eu não gosto desse lugar.. – murmurou o exceed, agora nos braços de Lucy novamente, sentindo calafrios.
- Não seja bobo Happy, não há nada a temer! – tranquilizou-o, abrindo um de seus largos e calorosos sorrisos.
- Eu adorei esse lugar, é tão nostálgico! – exclamou a loira, alheia a conversa dos dois, fitando a mata e as árvores distorcidas com um brilho nos orbes avelãs.
Os amigos a olharam, incrédulos e boquiabertos.
- Você é tão estranha que eu nem sei o que dizer.. – murmurou o rosado.
- Aye.. – murmurou o exceed, no mesmo tom de voz abalado, se libertando dos braços dela e voando até o lado de Natsu.
- O cheiro da natureza é maravilhoso, e todo esse ambiente me faz lembrar de Stellaire! Foram tantos anos maravilhosos.. – suspirou, dominada pela nostalgia, uma das mãos agarrada ao colar de safira.
Após um último olhar incrédulo em direção a loira, ainda inconformados com o fato dela se sentir bem em uma floresta velha e estranha, seguiram caminho.
- Estou com uma sensação estranha.. Está sentindo esse cheiro? – perguntou ao rosado após cerca de quinze minutos caminhando em silêncio, ficando séria de repente e parando de andar, fazendo com que ele a imitasse.
- Sim.. Veneno e magos. – grunhiu, franzindo o nariz.
- Eu não gosto de venenos.. Não podia ser uma guilda de peixes? Delicious Fish? – o exceed sentia calafrios percorrerem seu pequeno corpo.
- É melhor o seguirmos. – declarou, se enchendo de coragem. Não temeria nada, desde que estivessem juntos. Ele a ensinara a ser confiante, e não via a hora de provar sua força.
Com um acenar de cabeça, o rosado concordou, e continuaram seu caminho por entre a mata fechada, dessa vez com extrema cautela, seguindo o cheiro que era tão desagradável a ponto de obriga-los a manter o nariz franzido. Estavam atentos a todo e qualquer barulho que quebrasse o silêncio da conversa, mas sorrateiro como uma verdadeira cobra, o ataque veio do nada, e ambos se encontravam caídos no chão duro e repleto de folhas. Saídos do chão, duas cordas negras de consistência viscosa se agarraram aos seu tornozelos, os puxando para baixo. O exceed voara para o alto, chocado e sem saber o que fazer.
- DROGA! – grunhiu o rosado, irritado por ter sido pego em um truque tão idiota – Luce! Você está bem?
- É claro que sim, não acredito que caí nisso! – reclamou, igualmente irritada, o fazendo rir, mesmo na situação em que se encontravam.
Uma risada esganiçada ecoou em meio as árvores, chamando suas atenções.
- Capturei duas fadinhas fraquinhas! – a estranha risada se repetiu novamente, era como uma mistura de “rsrsrs” com “hihihi”, algo inexplicavelmente agudo e irritante – Horinha da cobrinha se alimentar!
- Fala sério, se eu ouvir mais uma palavra no diminutivo.. – resmungou o rosado, ainda no chão.
- Vai ficar aí parado? – indagou a estrela, já em pé, havia se libertado das amarras facilmente.
- Não mesmo! – retrucou, cerrando os punhos e deixando as chamas emanarem de seu corpo, queimando as amarras viscosas.
- Uhooooo! – gritou a voz, animada, entre mais risadas irritantes – Conseguiram escapar das minhas cordinhas venenosas?
- Apareça logo para que eu possa te transformar em cinzas! – chamou o rosado, impaciente com a demora e ainda mais com os diminutivos.
- O Salamanderzinho está irritadinho? – disse a voz, após uma sequencia particularmente irritante de risadas.
- Eu não aguento mais isso.. – murmurou a loira, as mãos tapando as orelhas.
- Aye.. – disse Happy, imitando seu gesto.
- Fique quieta Amai, ou irei acabar com você antes de acabar com eles. – ordenou uma segunda voz, que igual a primeira, ecoava por entre as árvores.
- As fadinhas fraquinhas irão se arrepender por desafiarem a poderosinha Amai Doku!
- Poderosinha? Essa mulher é pior do que a Luce.. – debochou o exceed.
- Ei! O que você quis dizer com isso? – retrucou, ofendida.
- Eu te entendo parceiro..
- Parem já com isso! – reclamou a loira novamente, um olhar triste no rosto.
- NÃO ME IGNOREM FADINHAS FRAQUINHAS! A MORTEZINHA DE VOCÊS NÃO É ALGO QUE SE POSSA IGNORAR!
Após gritar, enfurecida, a mulher finalmente deu as caras. Ironicamente, era baixinha, ainda menor do que Levy. Dona de cabelos curtos e arroxeados, olhos amarelos que lhe davam um ar horripilante, e trajava um estranho macacão colado ao corpo, parecia feito de escamas de cobra. Do lado direito do pescoço, uma marca roxa em forma de cobra.
- Snake Eye. – disse a loira, o semblante sério, ficando em posição de ataque.
- Toda essa história de “inha” deve fazer parte de algum complexo de inferioridade. – zombou o exceed, segurando uma risada.
- GATINHO IDIOTINHA! IREI LHE ENSINAR UMA LIÇÃOZINHA!
Sem dar tempo de raciocínio, furiosa, saltou para cima do exceed, colocando pra fora da boca uma língua roxa e grotesca, tão grande que não parecia ter fim, com uma bifurcação na ponta. Dela, escorria um líquido amarelo e viscoso, além de fedido.
Com um sorriso confiante e empolgado no rosto, a loira saltou no ar antes que o rosado pudesse reagir, parando entre o exceed e a língua asquerosa, e com as mãos abertas, juntou uma palma contra a outra, que logo foram envolvidas pela aura luminosa.
- Star Dragon’s Golden Sword! – a magia dourada e raiada de prata se alongou acima de suas mãos unidas, formando uma enorme e cintilante espada, que ela impulsionou para frente, indo de encontro a língua grotesca, e depois se chocando contra sua oponente, que voou longe, atordoada, batendo as costas de encontro a uma árvore – Engula essa espadinha.
A estrela voltou ao chão, sendo “atacada” por um Happy choroso, que pulava em seus braços se aconchegando em seus seios fartos.
- Vai ficar tudo bem.. – o reconfortou, acariciando sua cabeça azulada.
- LUCE! – gritou o rosado, tarde demais, pois a loira fora atingida pela língua arroxeada, que se enroscou em seu pescoço, a arrastando pelo chão e arremessando seu corpo contra uma árvore, arrancando um grito de dor da mesma. Tudo que ela pode fazer foi abraçar o exceed com força, usando seu corpo para proteger o dele, até que caiu no chão, imóvel – LUUUUCEE!
COMO VOCÊ OUSA? – rosnou, os punhos cerrados e o corpo inteiro envolto em chamas, seus olhos negros fixos na mulher que já se encontrava em pé, a língua pendendo pra fora da boca de um jeito nojento e abobalhado.
- Eu os avisei, mosquinhas! E agora ela irá pagar com a vidinha insignificante dela!
- EU VOU TE DEIXAR EM PEDAÇOS! RETIREI JÁ O QUE VOCÊ DISSE! – rugiu, aumentando o calor e intensidade das chamas em seu corpo, se lançando pra frente, pronto para desferir um golpe, até que foi interrompido no meio de seu ataque.
- Fire Dragon’s Iron.. – não o deixando terminar, uma sombra negra o atingiu de frente, lançando ambos contra o chão, fazendo a mulher gargalhar satisfatoriamente.
Agora, no chão, podia ver claramente o que lhe atingira. Um cobra negra que deveria ter uns quatro metros de comprimento, parecia ser feita de fumaça, apesar do veneno amarelado que escorria de sua boca ser inegavelmente líquido. Rangeu os dentes de raiva, e se levantou, sendo acompanhado pela cobra, que para sua surpresa, se transformou em um homem de cabelos negros na altura da cintura, olhos amarelos como os da parceira, trajando uma capa que o cobria do pescoço aos pés, feita de escamas de cobra.
- Yūdoku Kemuri – apresentou-se, um sorriso convencido no rosto.
- Eu não me lembro de ter te perguntado nada! – grunhiu, saltando para cima do homem, e o acertando no rosto com um chute, os pés envoltos em chamas. Com o impacto, o homem voou pra trás, quase batendo de encontro a sua parceira, que desviou por pouco, o deixando cair no chão. Ele se levantou rapidamente, cambaleando de dor, e passando a mão sobre o rosto inchado, o cabelo negro se encontrava chamuscado. – Onde vocês estão escondendo a garota? – exigiu, ainda furioso por terem encostado em Lucy, e se esquecendo do nome da garota que deveriam resgatar.
- Mosquinha.. eu vou te envenenar até sua mortezinha!
- MAS NÃO VAI MESMO! – gritou a loira, surgindo no meio da luta, e com o peso de seu corpo, derrubando a pequena mulher no chão, caindo por cima dela. Seu rabo de cavalo se desfizera, e havia algumas folhas secas presas entre os fios loiros, mas fora isso e a sujeira em suas roupas, estava inteira, para alívio do rosado. Apenas fingiu estar desacordada para poder deixar o exceed em segurança.
Furiosa, desferiu diversos socos no rosto da morena, arrancando à força o sorriso debochado de seu rosto – Se depender de mim, você jamais vai encostar um dedo nele!
Desesperada para se libertar dos ataques da loira, quase não conseguindo abrir os olhos de tão inchados que se encontravam, ela concentrou toda sua força nos braços, e empurrou a loira para o lado, se colocando em pé rapidamente.
Enquanto isso, Natsu lutava contra o homem de fumaça, que hora se transformava em cobra, hora em escorpião, tentando inutilmente acertar o rosado com seu veneno, uma vez que este apenas queimava o líquido viscoso e amarelo.
- Todos os membros da sua guilda tem esses olhos horripilantes? – provocou, fazendo cara de nojo.
- Eu vou dissolver essa marca da sua guilda ridícula com meu veneno, seu lixo!
- NATSU! – gritou a loira, chamando sua atenção – Vamos acabar logo com isso!
Ele sorriu, divertido, ao ver a expressão alegre no rosto da parceira de time. Nenhum dos dois estava lutando a sério, mas se quisessem terminar a missão com sucesso, deveriam acabar com esses dois de uma vez.
- Vou deixar os dois pra você Luce, um presente de primeira missão. – riu-se, e deu alguns passos para trás, indo até onde Happy se encontrava, fazendo os inimigos espumarem de raiva.
Ela assentiu com a cabeça, e andou calmamente, até parar exatamente entre os dois membros da Dark Guild.
- Essa pirralha acha mesmo que pode nos derrotar sozinha? — indagou o homem, sorrindo superior.
- Eu vou mostrar a vocês como não há escuridão que resista a gloriosa luz de um dragão.. – declarou, e fechou os olhos, deixando os inimigos incrédulos, e o rosado ainda mais sorridente, enquanto pegava Happy nos braços. – O Brilho Sagrado.. O Dragão Dourado.. Supere o Majestoso Sol.. — Após recitar o encanto, abriu os olhos lentamente, uma aura dourada irradiava de seu corpo, lhe deixando semelhante a um anjo vingador, cintilando tanto que a deixava inumana. O cabelo tão claro, que mesmo contra o brilho dourado parecia prateado, e os olhos avelãs tomados pela luz dourada. Seus olhos não demonstravam emoção alguma, a deixando ainda mais parecida com uma deusa furiosa. Abrindo um pequeno sorriso, terminou a magia: — Star Dragon’s Heavenly Glow!
Foi como se sua aura dourada se expandisse, iluminando os inimigos e seus dois amigos, envolvendo cada canto e cada ser vivo da floresta com sua luz celestial, que parecia dar vida nova as árvores e flores, enquanto cegava os membros da Dark Guild. A luz sagrada que purificava a escuridão.
A asquerosa e viscosa língua da mulher pareceu secar e embranquecer, enquanto a mesma gritava de dor, sentindo todo o veneno presente em seu corpo secar, sua magia secava. Com o moreno não foi diferente, que também agonizava de dor, sentindo seu corpo queimar por dentro, a fumaça negra perecer diante da majestosa luz dourada. Assim que o brilho cessou, e pareceu retornar para o corpo da loira, ambos caíram no chão, ofegantes.
- Vou fazer com que vocês se arrependam por terem atacado o meu Natsu. – falou ameaçadora, sem pensar. Ao ouvir isso, o rosado corou e arregalou os olhos, chocado, sentindo seu coração falhar uma batida.
Mortalmente séria, elevou o braço direito para o alto, a palma da mão virada para o céu, onde a magia dourada de consistência estranha, feito plasma, começava a se acumular. No início, uma pequena bolinha, agora uma esfera cintilante com mais de três metros de diâmetro.
- O Berço das Estrelas.. Galáxia Dourada.. Star Burst!
Antes que ela apontasse a palma da mão para seus oponentes, que mal conseguiam se colocar em pé, a esfera se encolheu até sumir, e assim que gritou “Star Burst!”, voltou a aparecer, ainda maior do que antes, explodindo sobre o casal de víboras, derrubando árvores, provocando uma intensa ventania e abrindo um gigantesco buraco no chão. A explosão dourada obrigou o rosado a virar o rosto para o lado, evitando o brilho em seus olhos, e sumiu com as “cobras”, que voaram longe, desaparecendo de vista, completamente derrotados. A loira agora sorria abertamente, respirando profundamente em uma tentativa de recuperar o fôlego e a magia que gastara. Caiu de joelhos no chão duro e frio, exausta, não estava acostumada a usar tanta magia de uma vez, apesar de se recuperar rapidamente.
- Exagerada, como sempre. – declarou o rosado, um largo sorriso no rosto, os olhos verdes brilhavam de orgulho, admiração e um sentimento ainda mais forte, mais forte do que qualquer coisa que já sentira, inflando seu peito e seu coração, lhe provocando um nó na garganta. Não conseguia descrever ou entender o que era, mas agora, não conseguia tirar os olhos dela.
- Olha.. só.. quem.. fala. – retrucou, entre fortes puxadas de ar, retomando seu fôlego rapidamente, já se colocando em pé. Stellaire tinha razão, era incrível o fato de se recuperar tão velozmente apenas por ser uma estrela. Ainda assim, daria tudo por um refrescante copo de água gelada.
- Eu teria acabado com eles na metade do tempo, mas já que você é uma iniciante...
- Cala a boca! Só demorei porque queria testar minhas magias!
- Hn.. desculpas, e mais desculpas.. – deu de ombros, e com o exceed ainda desacordado no colo, saiu andando, seguindo o cheiro de veneno, deduzindo que os levaria até a guilda.
- Isso não é verdade! Eu poderia ter terminado essa luta em instantes.. – bateu o pé no chão, feito uma princesinha mimada, e fez um biquinho enquanto franzia o cenho, fazendo o rosado rir — ..Eles nem eram fortes, só quis me divertir um pouco.. – continuou resmungando baixinho, se esquecendo que ele ouviria cada palavra, e se irritando a cada risada que o Dragneel soltava.
- Não seja tão rabugenta, só estou sendo realista! – sorriu, convencido, adorava provoca-la.
Sem dizer nada, a loira seguiu caminho, ignorando a presença do rosado, que a cada provocação ignorada, se via mais irritado.
- Por que você está me ignorando? – exigiu saber, parando na frente dela de braços cruzados, visivelmente zangado. Odiava ser ignorado.
- Está perto. – foi tudo que ela disse, tentando contornar o corpo dele, se referindo ao cheiro da Dark Guild, que se tornava cada vez mais forte. Estava magoada, não queria se sentir daquele jeito, triste, ofendida, mas não podia evitar. Ele a considerava tão fraca assim? Por que não lhe dava uma folga? Foi sua primeira luta, tudo que queria ouvir era um “Parabéns!” ou “Bom trabalho!”, algo que a motivasse, provasse que ela não era uma negação como maga contratada.
Lesado do jeito que é, o rosado não conseguia entender porque ela o ignorava, lhe dava respostas curtas e apenas sobre a missão ou continuava andando sempre que ele parava tentando iniciar uma conversa.
Com a paciência no limite, depositou com cuidado o exceed inconsciente sobre a relva macia do chão da floresta, e a agarrou com força pelo pulso, apesar de furioso, tomando todo o cuidado possível para não machuca-la.
- Já chega! O que eu fiz de errado?
- Nada. – suspirou, evitando os orbes esverdeados.
- Só vou perguntar mais uma vez..
- Não foi nada! – o interrompeu — Podemos continuar logo com essa missão? Assim você pode mostrar como é forte ao derrotar a guilda inteira sozinho? – colocou pra fora as palavras carregadas de ironia e mágoa, nunca fora uma pessoa irônica ou estressada, sempre se considerou calma, mas estas eram apenas algumas emoções, que agora faziam parte de um conjunto maior que vinha presenciando desde que adentrou o mundo humano. Ela não gostava nem um pouco delas, mas se viu estressada, magoada, e utilizando da ironia contra sua vontade, como se fosse algo natural, inevitável.. Nunca se sentiu tão humana, tão vulnerável.
Abobalhado, ele prendeu seus orbes negros nos avelãs, como se quisesse confirmar o que acabara de ouvir no olhar da loira. Não conseguia acreditar que ela realmente levara a sério as piadas que ele havia feito sobre seu desempenho na luta. Para ele, estava além do obvio o fato de que ela foi inegavelmente e inquestionavelmente fantástica.
Como podia ser tão boba a ponto de pensar o contrário? Era realmente uma garota estranha. Uma garota estranha que o fazia se sentir estranho, tanto por dentro quanto por fora. Mas um estranho bom e agradável, assim como aquela sensação de medo em uma montanha russa, o calafrio gostoso que lhe vinha na barriga.
Quando viu que ela desistira de esperar por uma resposta dele, que mais uma vez se perdeu nos orbes avelãs, e começava a se retirar, a puxou para um abraço. Entrelaçou suas mãos ao redor da cintura dela e colou seus corpos, sentindo algo se remexer dentro dele apenas com a sensação dos seios dela espremidos contra seu peito, e do cheiro embriagante invadindo seu nariz e dominando seus sentidos.
- Você é.. incrível, Luce. Absolutamente incrível.. – sussurrou com a voz rouca, enquanto afundava o rosto no cabelo loiro e macio, inalando seu cheiro e provocando arrepios nela, enquanto a puxava para mais perto, querendo diminuir toda e qualquer distância entre eles. Estava sendo sincero, nunca vira nada mais surpreendente, lindo ou encantador em sua vida. Afrouxou o abraço, apenas para que pudesse olha-la nos olhos, e sorriu satisfeito ao se deparar com o rosto corado da estrela.
Incapaz de raciocinar, levou uma das mãos ao rosto dela, se deliciando com a corrente elétrica que percorrera seu corpo ao entrar em contato com a pele alva e macia. Acariciou-a no rosto com cuidado, os olhos ônix tão escuros quanto a meia noite, as pupilas dilatadas evidenciando seu desejo. Passou a fitar os lábios rosados e cheios, imaginando qual sabor teriam, querendo morde-los para provar de sua maciez. A vontade era demasiada para ser reprimida ou controlada por mais tempo, ele a desejava. Ainda com a mão em seu delicado rosto, a segurou pela cintura com a outra, aproximando seus rostos lentamente.
A estrela o fitava, hipnotizada, sem entender o que aconteceria a seguir. Já vira muitos casais trocando beijos e carícias, mas nunca experimentara, não sabia o que deveria fazer, como deveria agir, se deveria mover os lábios ou não. Pior, não conseguia entender porque seu coração disparava em um ritmo frenético, como se quisesse saltar de encontro ao rosado, como se pertencesse a ele. O hálito quente dele em seu rosto estava a deixando embriagada, entorpecida, tonta.. sem reação. Seu rosto queimava, e a respiração falhava, conforme ele se aproximava mais e mais. Desesperada, fechou os olhos castanhos com força, esperando pelo beijo, que por pouco, não acontecera.
- NAAAAAAOOOOOOO – o grito agudo perfurou seus tímpanos como uma agulha, quebrando o silêncio e o clima que se formara entre os dois, fazendo a loira abrir os olhos e ambos se afastarem, envergonhados e desapontados, ela com o rosto ainda corado e ele resmungando baixinho enquanto voltava a si. A pessoa gritou novamente, atraindo sua atenção, e em uma conversa muda feita apenas de troca de olhares, concordaram em averiguar o que era. O rosado pegou o exceed ainda desacordado no colo, e se colocou a correr ao lado da loira, em direção a origem do maldito grito que os interrompera. O que acontecera com ele afinal? Como perdera o controle desse jeito? Seus instintos o traíam pouco a pouco. Pior.. quem gritara daquele jeito, como se o grito o rasgasse de dentro pra fora?
~ "De sofrer e de amar, a gente não se desfaz." ~
Enquanto a dupla da Fairy Tail ainda lutava, próximo dali, na mesma floresta, outra dupla de Dragon Slayers sofria nas mãos de uma antiga nakama. Não, ela nunca foi sua nakama de verdade, sempre foi o monstro sem coração que é até hoje. Sem piedade, os torturava e espancava, se deliciando a cada grito de dor soltado por eles, como se os considerasse uma bela sinfonia. Sendo dominada por um prazer doentio cada vez que via o brilho determinado e esperançoso em seus olhos se esvair, cada vez que os machucava, os fazia sangrar, queria que implorassem a ela por sua vida, não estaria saciada até que o fizessem.
Ironicamente, ou não, a ex-tigresa aparecera no caminho dos dragões gêmeos no exato momento em que descobriram a localização da Dark Guild, destruindo os sorrisos satisfeitos em suas faces, os substituindo por olhares de rancor e ódio, a consideravam uma traidora. Por sua culpa, a Sabertooth não existia mais, ela a desmanchara a força, obrigando cada membro a seguir seu próprio rumo. Ela os privara de sua guilda, de seu lar, e até de alguns bons nakamas, como Orga e Rufus, que Sting e Rogue aprenderam a valorizar, tarde demais.
Agora se encontravam na clareira da floresta, a beira de um lago negro que borbulhava, venenoso, e no seu centro, uma pequena ilha, completamente ocupada por uma construção horrenda. Era feita de pedras tão negras quanto o lago, mas que lembravam escamas de cobra, lhe dando uma aparência asquerosa. Devia ter três andares, possuía apenas uma janela, que se encontrava no primeiro andar, onde os membros se amontoavam, disputando pelo direito de ver a poderosa Minerva brincar com suas presas antes de mata-las. Uma placa amarela e de aparência viscosa pendurada a porta, gravada com os dizeres “Snak ye”. Com o tempo, a placa se desgastou e a construção passaou a ruir, a guilda já se encontrava falida ao ponto de não conseguir pagar uma placa nova.
- Patético. – cuspiu a palavra com desprezo, como se estivesse se referindo a um inseto, após desferir um chute no estomago do loiro, que caiu de quatro no chão, cuspindo sangue. Seria esse o seu fim? Não poderia nem mesmo proteger seus amigos? Talvez merecesse ser tratado assim, talvez sua nova personalidade não apagasse os erros do passado.. Talvez merecesse sofrer. Não queria chorar, não queria desistir, e jamais, nem que isso lhe custasse sua vida, iria implorar a esse demônio por alguma coisa, morreria com seu orgulho intacto.
- Estou me sentindo piedosa hoje, e até que é um desperdício deformar um rostinho tão bonito. – declarou com um sorriso debochado, andando até ele e fechando a mão em seu pescoço, o erguendo do chão – Implore por sua vida insignificante. Me auxilie em meus objetivos. Vai desistir desse lixo que você chama de vida tão facilmente?
Enojado, vazio e sabendo que nada tinha a perder, cuspiu com gosto na cara dela, que por um momento, não esboçou qualquer reação.
Para o terror dos exceeds, que assistiam a luta com lágrimas nos olhos, ao lado do corpo inconsciente de Rogue, a mulher foi tomada pela fúria, pela amargura e pelo mais sedento ódio.
Ela apertou o pescoço do loiro com o dobro da força, o que faria tossir, se não sentisse sua garganta fechar cada vez mais, queimando por dentro, impossibilitando-o de falar ou respirar. Se via perdendo a consciência, ficar tonto, a cabeça girar, a garganta queimar.. Quando estava prestes a fechar os olhos azuis, a mulher o jogou no chão, gargalhando maldosamente, sentindo a alegria a dominar. Ele levou as mãos a garganta, massageando o local, que ardia como se estivesse em chamas, cada lufada de ar que entrava por ali parecia passar rasgando, feito uma facada.
- Eu lhe dei uma chance, mas vejo que não passa de um verme. Uma vez fraco, sempre fraco. – suas mãos estavam envoltas em luvas, que ela começou a tirar, e então apontou a palma da mão aberta para o loiro. Uma tatuagem roxa cobria sua palma inteira, desde a ponta dos dedos até toda a extensão da palma. No meio, algo semelhante a um olho fechado – Já que não lhe resta muito mais tempo de vida, vou abrir uma exceção, só dessa vez, e te honrar com minha magia nova.
- D-do.. q-que.. – mal conseguia falar, apertava a garganta com força em uma tentativa inútil de aliviar a dor, era como se rasgassem e arranhassem sua garganta de dentro pra fora.
Minerva lhe lançou um sorriso de escárnio, tão horrendo e tenebroso que parecia deformar suas feições.
- Mal posso esperar para te fazer arder no inferno. – lambeu os lábios de maneira provocativa e nojenta, como se estivesse se deliciando com a imagem do loiro ardendo entre chamas.
A tatuagem arroxeada em sua mão brilhou, e em um piscar de olhos, envolvera os três de fora da luta com sua magia negra. Rogue, Lector e Frosch. O loiro urrou, ignorando a queimação na garganta, ignorando as costelas quebradas, ignorando a dor que o rasgava de dentro para fora.
- NAAAAAAOOOOOOO! – se forçou a gritar, as lágrimas quentes tomando seus olhos azuis, enquanto se arrastava pelo chão, tentando alcançar seus amigos. Não ligava para a dor, não se importava em morrer e muito menos em sofrer, mas não poderia ficar parado. Tinha que salva-los, nem que usasse todas suas forças para isso, nem que morresse tentando. Salvaria sua família.
A mulher gargalhava cada vez mais alto, dominada por um prazer insano ao observar com desprezo o esforço que o loiro fazia, se arrastando pelo chão, gemendo de dor, sangrando, sofrendo, se debulhando em lágrimas que demonstravam sua fraqueza. Ainda era tolo e fraco como antes, se importando demais com seus preciosos amigos.
- Não.. – pediu novamente, com a voz fraca. Jamais imploraria por sua vida, mas imploraria e sofreria por seus amigos quantas vezes fossem necessárias. Não se envergonhava das lágrimas quentes que escorriam por seu rosto, não mais. Tarde demais, descobrira que amar e se preocupar não era uma fraqueza, e sim uma benção. Chorava por seus amigos, o que provava que já não era mais o homem tolo e egoísta de antes. Cravava as mãos na terra, se arrastando pelo chão, sendo observado atentamente pela mulher, que de olhos arregalados e sorriso macabro, saboreava seu sofrimento.
- Já que você quer tanto morrer.. – largando os três no chão, em um piscar de olhos, apareceu na frente dele, o levantado do chão pelos cabelos loiros, arrancando novos gemidos de dor – Nunca pensei que lhe veria chorar.. Ainda mais deplorável do que eu pensava.
Fazendo com que os exceeds explodissem em gritos e lágrimas, ela o perfurou com a mão direita, o fazendo cuspir sangue, tão fraco que já não conseguia mais gritar. Seria esse o seu fim então? Morreria fraco como sempre fora, nunca capaz de proteger o que lhe é precioso.
- Se você sobreviver a isso, o que é impossível – gargalhou, divertindo-se – Não pense que não irei atrás de você. Terei sua ajuda, por bem ou por mal, Sting Eucliffe.
Dito isso, o jogou no lago negro e borbulhante, com um último sorriso macabro, desapareceu no ar. Os exceeds tremiam no lugar, incapazes de se mover e mesmo que o fizessem, não teriam como ajudar o amigo.
Seu corpo afundava cada vez mais, a sensação de queimação passara de sua garganta para cada centímetro de sua pele. A escuridão das águas negras o sufocava, o envolvia, roubava sua consciência. A escuridão lhe dominava por completo, evidenciando seu fim. Sentia o peso da água sofre seu corpo, os últimos vestígios de ar escapando-lhe dos pulmões. A dor era tanto que já não conseguia distinguir o que doía, mas sabia o que lhe doía mais. Seu coração. Carregaria esse peso consigo para sempre. O peso da derrota que tivera, falhando vergonhosamente em proteger seus amigos. Não pudera se despedir, nem se desculpar. Seu último desejo era que de alguma maneira, conseguissem escapar, e se não, que pelo menos encontrassem a paz de uma maneira mais rápido e menos dolorosa que ele. Arderia no inferno se fosse preciso, desde que isso lhes garantisse algum tipo de salvação.
Fechou os olhos azuis, imaginando que pela última vez, e soltou as últimas bolhas de ar. A escuridão apagava o Dragão Branco, o dragão da luz.
Para seu choque, um brilho penetrou a escuridão, tão intenso que o forçou a abrir as pálpebras trêmulas. A luz o aquecia, o aliviava, o envolvia como um terno e protetor abraço. A dor se extinguia, até parecer inexistente, e a escuridão perecia, abrindo passagem para o brilho dourado. De repente, não havia mais trevas ou escuridão, apenas luz, e um par de olhos dourados, que fitava os azuis com preocupação e determinação. Tudo que via era a luz. O brilho dourado de sua salvação.
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"O que é terrível não é sofrer nem morrer, mas morrer em vão."
(Jean-Paul Sartre)
Notas finais
ps2. Para esse capítulo, recomendo a música (REM - Everybody hurts), aconselho fortemente a ouvir na parte dos "Dragões Gêmeos". u-u
ps3. Estou apaixonada pelos comentários de vocês, obrigada, de coração ♥
ps4. MUITO, mas MUITO obrigada mesmo pelas 2 recomendações lindas, o que importa não é a quantidade, e sim a qualidade, e ainda mais saber que há leitores gostando tanto da fic! Vocês me fazem sorrir igual idiota, sério! ahahahahaaha obrigada pessoal s2
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