Notas iniciais
Gomen! Fiquei séculos, praticamente dois anos sem postar, estou sem beta reader para esta fic, porém espero que gostem.

O coração de Sakura se acelerou ao ouvir seu destino. Não sabia por que aquilo estava acontecendo, era impossível que estivesse indo para Hong Kong, não que ninguém a visse daquela forma, ridícula e inútil, muito menos aquela família, ou aquela pessoa, que era bem provável ter se esquecido dela, não gostaria de certificar-se de suas suposições. O medo e o desespero tomaram conta de seu corpo e consciência. Usando toda a força que podia restar dentro de seus músculos e ligamentos, ela começou a se debater, não que aquilo pudesse ajudar em alguma coisa, porém era o que ela podia pensar em fazer para fugir daquele destino que a fadaram. Sentia-se idiota, sua garganta compensava sua força, não conseguia nem sequer explodir a raiva e o sentimento de traição que se acumulava dentro de seu peito. Suas cordas vocais queimavam, seus ossos rangiam, tudo parecia se acabar.



- Sakura, acalme-se, por favor. – Desesperou-se Nakuru.



Eriol levantou-se de seu assento e foi para cima da garota que naquele momento já chamava atenção de todos dentro do avião. Os visinhos de poltrona comentavam o acesso de Sakura entre si, porém tudo isso era ignorado pelo mago que tentava acalmá-la. Ficando de frente para ela, Eriol segurou seus pulsos com força e virou-se para Rubymoon.



- Aplique o medicamento dela. Eu o deixei em meu assento, se puder buscar e aplicá-lo diretamente na veia. – Disse Eriol mantendo-se calmo.



- Mas... Será que é necessário?



Eriol assentiu.



- Ela não irá querer ingeri-lo. Faça logo isso!



Nakuru virou-se para alcançar a seringa e a agulha onde Eriol indicara a ela e se apressou de volta para aplicar na garota que se debatia insistentemente. Após algum tempo de gritos e tentativas de se desprender do lugar pela parte de Sakura, esta finalmente acalmou-se, e perdeu a consciência em razão do forte medicamento que lhe foi dado.



Uma das aeromoças que haviam rodeado a jovem durante seu ataque aproximou-se cautelosa, procurando saber se a garota, que antes parecia desesperada por algum motivo, já se encontrava em um melhor estado. Aproveitou para se certificar se as poltronas envolta possuíam seus cintos de seguranças travados, uma vez que o avião estava prestes a pousar.



- Com licença? – Disse receosa – Esta senhorita, ela...



Eriol sorriu diante à preocupação com Sakura e respondeu antes de Rubymoon que pretendia dizer algo não muito educado para mais uma profissional.



- Esta tudo bem. A doce Sakura apenas sofreu um trauma recente, e esta muito fraca psicologicamente, não estava pronta para um choque como este. – Respondeu com calma.



- Ah, sim... Entendo. Fico feliz que ela esteja bem. – Ela pausou – Será que eu poderia me aproximar?



Rubymoon apenas olhou com uma expressão emburrada e abaixou a cabeça, sabendo a resposta de seu mago. Afinal era consideravelmente compreensível que as pessoas se interessassem por uma garota raquítica que antes entrara numa cadeira de rodas e a pouco criara caos no avião com seus gritos. A bela moça aproximou-se lentamente com medo de acordar e assustar a frágil jovem.



- Pobrezinha, é uma pena que coisas tão ruins aconteçam a pessoas tão novas. – Suspirou.



- Não sinta pena – cortou Eriol – É a ultima coisa que ela deseja e necessita neste momento.



Rubymoon sorriu aliviada pelas palavras de Eriol, pois seriam as mesmas caso a moça continuasse a se intrometer na vida de Sakura, dar informações naquelas condições para que estranho que fosse, não era a coisa mais sensata a se fazer. Ou talvez apenas não gostasse de seu jeito meigo de aeromoça curiosa. Fazendo uma rápida reverência a mulher virou-se e seguiu seu caminho para proceder a aterrissagem com segurança para si. O decorrer do tempo que passaram no avião foi calmo graças aos remédios que haviam dado à Sakura, agora dopada e adormecida. Assim nada mais pode atrapalhar o final da viagem para os outros passageiros, passado o susto anterior.



Ao sumir a luz do painel indicando que naquela hora os passageiros já podiam desatar seus cintos de segurança, a aeromoça dizia no microfone coisas como “Verifiquem se seus pertences de mão se encontram no bagageiro, eles podem ter se locomovido durante o processo de pouco e decolagem”. Eriol constatou que o melhor a fazer era requerer uma cadeira de rodas para a adormecida Sakura, e esperar que as outras pessoas do avião pudessem sair antes deles. “ Nós da tripulação, em nome da empresa aérea agradecemos a preferência”, foi ouvido logo após o primeiro anuncio. Pouco tempo havia passado quando duas mulheres perguntaram como o jovem preferiria colocar Sakura na cadeira de rodas, que já lhe esperavam no tubo de vidro designado para o desembarque. Eriol optou por carregar a garota, uma vez que medicada não acordaria.



- Você acha que estarão nos esperando com placas iguais aquelas de guias turísticos contendo nosso nome? – Perguntou Nakuru enquanto andavam em direção ao saguão do aeroporto.



- Não seja ridícula Rubymoon, pensa mesmo que alguém faria isto para chamar atenção de todos. – Respondeu Eriol indiferente.



Uma pausa se deu no dialogo, onde pode ser ouvido apenas o ranger da cadeira de rodas de Sakura, que era empurrada por Rubymoon.



-... Acho que não. – Respondeu por fim



Um grupo de homens, todos trajando roupas pretas de cetim e golas altas pretas em detalhes verdes. No meio destes, se destacava uma bela mulher com um vestido comprido de um azul anil. Eriol se aproximou cautelosamente, e olhou para ela esperando algo em troca, talvez um olhar. Ao ser notado pela mulher ambos sorriram e se aproximaram simultaneamente com expressões calorosas.



- Shiefa! – Exclamou Eriol.



A moça parou bem perto do mago e abriu um sorriso maior do que o anterior como gesto de afeição.



- Clo... – Interrompeu rapidamente – Quero dizer, Eriol. Há quanto tempo. Na sua ultima visita mal tivemos tempo de conversar.



- Realmente uma pena. Mas saiba que adorei você assim como suas irmãs. Como esta seu marido?



A mulher suspirou.



- Viajando a trabalho, como Sempre. Então decidi ficar em casa por uns tempos e ser útil em alguma coisa nesta história toda.



Rubymoon pigarreou, tentando chamar atenção dos dois que conversavam animadamente e haviam se esquecido dela e de Sakura.



- Nakuru, quanto tempo!



A chinesa correu e abraçou Nakuru, que não respondeu com o mesmo entusiasmo aexpressão de carinho. Shiefa ignorou o comportamento de Nakuru, e abaixou-se para ficar na mesma altura de onde a garota se encontrava inconsciente.



- Puxa – Exclamou – Da ultima vez que vi Sakura não pude sequer imaginar que algo a tornaria tão triste assim. Este acidente realmente lhe fez mal. Será melhor que ela tome um banho, e se troque antes de ver minha mãe. Ela irá recobrar a consciência em quanto tempo?



Eriol pensou por um instante.



- Bom, em cerca de uma hora, talvez menos, as doses preparadas de sua medicação são bem pequenas, pois as fizemos pensando em casos extremos, como foi hoje no avião. Porém quanto ao banho e suas roupas... Isso será uma tarefa deveras complicada — Concluiu



- Posso saber o motivo disto?



- Sakura se recusa a fazer qualquer coisa que não seja permanecer deitada em um quarto. – Completou Rubymoon.



A chinesa simplesmente suspirou algo e apenas sinalizou para que todos a seguissem. Não havia mais motivos para que ficassem parados naquele local, por muito mais tempo. Os homens de preto se puseram na frente da mulher, fazendo uma formação côncava para a proteção tanto da filha de sua mestra quanto para a de seus convidados. Dirigiram-se à porta, sempre andando encostados à parede, para que aquele grupo de pessoas cercado de seguranças, não chamasse tanta atenção como o faria caso atravessassem o saguão. Passaram pela porta automática e já puderam avisar a alguns passos dali a limusine que se encontrava estacionada paralela ao meio fio, enquanto uma van preta estava colada a ela. Um chofer esperava-lhes imóvel ao lado do carro. Ao se aproximarem o homem fez uma longa reverência à Shiefa e permaneceu de cabeça abaixada, mostrando respeito aos seus acompanhantes, dando um passo para o lado e abrindo a porta traseira.



- Eriol – chamou Shiefa – Pode deixar esta cadeira de rodas aqui mesmo, o aeroporto poderá reutilizá-la. Temos uma cadeira esperando por Sakura em casa.



Eriol refletiu por um tempo. Andou lentamente na direção de Rubymoon abaixando sutilmente para pegar Sakura no colo, uma vez que esta se encontrava medicada e não acordaria ao ser levantada de seu assento. O mago entrou no carro levando a garota consigo, encostou-a na porta esquerda do automóvel e sentou-se ao seu lado, sendo seguido por Rubymoon e logo após por Shiefa.



- Você ainda se lembra de nossa casa fora da cidade Eriol? – Comentou Shiefa distraída.



- Não muito bem. Mas é realmente engenhoso, nos afastarmos da cidade proporciona segurança tanto para nós quanto para os moradores inocentes. – Respondeu indiferente.



A chinesa apenas sorriu e virou-se para a janela tentando encontrar algo que pudesse entretê-la durante aqueles quinze minutos dentro do carro para levá-los à casa onde passara sua infância. A cada segundo Sakura apresentava sinais de que estava voltando à consciência, o que deixava todos alertas para qualquer alteração em seu comportamento, ou um provável ataque de histeria, negando a morar indefinidamente na casa da família Li.



Os grandes arranha-céus já haviam virado pequenas caixas de fósforos para aqueles que olhassem pela janela de traz do veículo, enquanto o sol já se encontrava no centro do céu e não era visível para os viajantes em razão do capo cobrir suas visões. Sakura se remexeu inquieta no banco, fazendo com que todos virassem para ver o que faria em seguida. Eriol inclinou-se para o lado a fim de fita-la mais confortavelmente, passou sua mão direita pelo queixo da jovem que apertava os olhos e encolhia os ombros despertando. Nenhum movimento brusco deveria ser feito, ou palavras impróprias deveriam ser proferidas naquele momento. Teriam de convencer a jovem de que morar na china, naquele momento, era o mais correto e seguro a se fazer.



- Sakura? Sou eu, Eriol. Como está se sentindo? – Perguntou Eriol em um sussurro.



Sakura despertara lentamente, vários fatos e lembranças passavam por sua mente, desde os que ela não gostaria de lembrar, e que aconteceram tempos atrás, entre os mais recentes. Rezou para que tudo aquilo fosse um sonho, para que estivesse ainda em sua casa, dormindo sentada, certamente algo que não fazia, porém era possível, e para que a voz de Eriol, zelando pelo seu bem estar, fosse apenas fruto da imaginação que sobrara de uma época especial e doce.No entanto, um brusco movimento se deu conta de que por mais alheia à movimentos e sentidos específicos lhe mostrou que aquela não era a sua cama, e que haviam muitas pessoas para que estivesse em seu quarto, sozinha, como desejava estar.



- Querida Sakura, eu gostaria que, antes de chegarmos, você pudesse entender o motivo de virmos para a China. A família Li se propôs a ajudá-la, e eles possuem muitos aliados, não que sejam confiáveis – corrigiu – Porém você esta extremamente vulnerável no momento, e é necessário que melhore rapidamente.



Shiefa olhou para Eriol, fazendo sinal para que pudesse interrompê-lo e falar em seu lugar. Eriol assentiu.



- Sakurinha – começou Shiefa.



Sakura tremeu assustada pela nova voz e presença que não havia notado antes,havia algum ser estranho no mesmo ambiente que ela, algo que não gostaria que acontecesse, ninguém mais deveria vê-la naquela situação.



- Espero que se lembre de mim, meu nome é Shiefa. Sou uma das quatro irmãs, filha de Li Yelan. Quando veio à China e passou um tempo em nossa casa dentro da cidade creio que tenhamos nos conhecido. – Pausou esperando que a garota pudesse se lembrar.



Mais lembranças de um tempo feliz apareceram dentro de sua cabeça, lembrava da cidade de Hong Kong, seus passeios, lembrou-se de seu irmão, das jovens garotas de uma beleza inacreditável, e por final, Shaoran, aquele que não devia ser mencionado, ou sequer passar por seus pensamentos, aquele que, apesar dos anos, cerca de seis, fazia com que ela ainda suspirasse e sonhasse com sua voz e, mesmo que não admitindo, a ultima pessoa que Sakura desejava que tivesse de vê-la naquela situação deplorável.



A jovem apenas abaixou a cabeça sinalizando que havia se lembrado.



- Não se preocupe Sakura, tudo o que estamos fazendo é para o seu bem. Nossa mãe e irmão estarão lá para lhe receber. E terá uma reunião logo quando chegar à mansão. Tudo será esclarecido para você.



Sakura manteve-se em silêncio, o pavor de ser observada pela matriarca da família Li latejava por seu corpo, o ar começou a faltar em seus pulmões e por um instante pensou não ser capaz de repô-lo e desmaiaria novamente. Por estar tão absorta em seus pensamentos a jovem não percebeu o fato de que já haviam parado diante de um grande portão em meio a um alto muro de pedra. O chofer conversou algo com um homem na portaria que se escondia em um vidro escuro, pedindo para que este abrisse o portão para sua mestra.



O carro adentrou pelo grande portão, mostrando assim o tesouro oculto dentro deste. Uma enorme mansão ao fundo de um imenso jardim que ocupava toda a vista.



- Sakura. – chamou Shiefa – Chegamos.



O coração de Sakura ameaçou em parar quando mãos muito delicadas a puxou pela cintura. Estava sendo levada daquele local, o que significava que seus pesadelos se concretizariam. Ela não entendia, qual era o motivo de tudo aquilo, por não simplesmente morrer, as cartas haviam sido seladas. Não era mais fácil destruí-las junto consigo? Cremar todo o mal junto, assim ninguém teria mais que sofrer por ela. A jovem tentou se segurar no banco de couro do carro, suas mãos apesar de terem obedecido a ela, não fizeram força nenhuma, era como se ela apenas tivesse acariciado uma pluma, suas articulação não eram mais as mesmas. Eriol colocou Sakura sobre uma cadeira de rodas deveras maior do que a que a garota usava anteriormente, ajeitou seus fios de cabelo sobre os ombros e virou-se para Shiefa que se encontrava ao lado de uma Rubymoon um tanto perdida.



- Agora pouco liguei para minha mãe, eles estarão nos esperando em um dos salões. – suspirou – Sakurinha, você não quer mesmo se trocar? Irá se sentir bem assim mesmo?



Sakura permaneceu em silencio fazendo Shiefa suspirou novamente.



- Então, que assim seja. – Shiefa agachou-se na altura da cadeira – Deixe-me alertá-la sobre meu irmão.



A garota trincou os dentes com a maior força de pode, como se pudesse quebrá-los ao meio, e tentou arranhar a cadeira de rodas como protesto para que não a submetessem a ver Yelan e seu filho.



- Deixe isso Shiefa.– Eriol cortou-a. – Se este é o desejo de Sakura, deixe que Yelan mesma cuide para que ela faça como achar mais produtivo.



Sakura ignorou as palavras de Eriol, tremia de medo e frio que a mudança climática lhe proporcionara. O silencio tomou conta do ambiente, e à medida que os segundos passavam a ansiedade e o pavor de Sakura aumentava consigo. Não saber o que lhe esperava, ou quem estava ao seu lado, se estava sozinha ou não, dúvidas que não paravam de surgir tão rapidamente que nem se pudesse teria tempo para respondê-las. O único som que podia anteriormente ser escutado, dos passos pareciam ter cessado, porém ainda ecoavam na cabeça da jovem que não sabia regular seus sentidos com a perda da visão.



- Quando forem entrar, mantenham a cabeça abaixada, não olhem diretamente para minha mãe. Como este é um encontro formal deverá ser tratado como tal. – Alertou Shiefa.



Eriol apenas assentiu seriamente, sendo imitado por Rubymoon, que não aceitara a idéia tão bem quanto Eriol. Enquanto Sakura apenas manteve-se imóvel.



Dois seguranças vigiavam a grande porta de cada lado. Ambos vestidos com os mesmos uniformes daqueles que acompanharam Shiefa para receber os novos hóspedes. Ao sinal da chinesa, cada homem puxou sua aba correspondente e deram passagem para um grande salão, com pisos de madeira, no seu centro havia uma grande poltrona de veludo verde onde uma mulher dos cabelos longos e vestindo trajes tradicionais chineses encontrava-se sentada, olhando fixamente para a porta que havia acabado de abrir.



- Aproximem-se – Disse a mulher, indiferente.



Eriol foi o primeiro a adentrar no aposento, seguido por Nakuru e Shiefa empurrando Sakura, respectivamente. Seguindo as recomendações de Shiefa, todos reverenciarama mulher que impunha respeito enfrente à eles.



- Li Yelan. – Disse Eriol num tom sério.



- Clow, hoje, você vem me trazer aquilo que é de suma importância para todos. Confiou em minha família para este fardo. – Discursou Yelan



- Eu que agradeço por me ter confiado a trazê-la até a mansão, e que tenha boas intenções para com as cartas Sakura, criadas originariamente por Clow. – Sorriu.



A mulher mudou sua atenção do mago para a jovem que se encontrava logo atrás, com sua filha. Analisou-a por um tempo, observando sua expressão vazia e tímida. Sakura tremia naquele momento mais do que antes. Não sabia o que estava acontecendo, tudo em seus ouvidos ganhavam um terrível eco, o nervosismo tomava conta de suas ações, perdendo sua plena consciência. Estar naquele local, de frente para aquela pessoa, ou pessoas. Não sabia o que estava havendo, mas sabia que tinha que sair dali o mais rápido possível.



- Jovem Sakura – começou Yelan – Poderia perguntar se além de cega você ficou tetraplégica? Pobre? E perdeu o bom senso?



Sakura apenas permaneceu em silencio.



- Algo afetou sua audição para que não pudesse me responder à uma pergunta tão simples assim? – Disse Yelan severamente



- Não – Sussurrou Sakura.



- Então me diga o porquê você esta se apresentando de uma forma tão ridícula. Não a vi reverenciar-me, eu como uma pessoa que se dispôs a ajudá-la, não diretamente a si, devo acrescentar, porém irei proteger algo que você se dispôs a tomar como responsabilidade há anos atrás? – continuou – Pode me explicar também o motivo de estar na minha presença vestindo tais trapos, e cheirando à putrefação?



O silencio novamente reinou no salão, nenhuma respiração, nenhuma vivacidade podia ser notada por Sakura, apenas os batimentos e o ardor de seu próprio corpo que era tomado por um sentimento que misturava a vergonha e o terror.



- Não senhora, porém eu não posso fazer nada mais. Sofri um acidente e entrei em trauma. – Respondeu timidamente, sua voz quase não podia ser ouvida.



Um baque ecoou novamente pelos ouvidos de Sakura, ela contorceu-se com o barulho que vinha descontrolado e invadia seus sistemas fazendo-a guinchar com a dor psicológica. Mais barulhos seguiram o primeiro baque, e consigo o desespero aumentou.



- Isso tudo é ridículo. – disse uma voz masculina – Primeiramente não há motivos para esta idiota estar na minha presença. Não sei o que é pior ser inocente e retardada, ou inocente e fraca. Esta garotinha descia no meu conceito à medida que estive fadado a me envolver nesta história contra a minha vontade. Estou presente neste momento apenas pois me foi mandado, porém, me recuso terminantemente a aceitar o que me foi ordenado.

Notas finais
como ja pedi desculpas inicialmente pela demora, porém espero que os leitores que comentaram nos antigos capítulos continuem avaliando e me mandando reviews, e espero que novos apareçam. Demorei um pouco para escrever este capítulo, como estava cerca de um ano parado minha cabeça não funcionou como eu gostaria que tivesse funcionado e saiu algo forçado.
Kissus