Liga da Justiça - The Kids
1 Prólogo
Na residência dos Stewart
– SAI DESSE BANHEIRO AGORA CLAIRE, EU TENHO TRABALHO! – Gritou Rex enquanto batia com uma força assustadora na porta do banheiro.
– ESPERA! VOCÊ SABE O QUE É ISSO, SABE? – Respondeu Claire de dentro do banheiro.
– E VOCÊ SABE O QUE É TOMAR BANHO DEPRESSA PORQUE SEU IRMÃO MAIS VELHO TEM QUE CHAGAR CEDO NO TRABALHO?!
– Vamos parar de gritar? – Disse Shayera passando por trás de Rex e dando leves tapinhas em suas costas. – Não tem ninguém surdo aqui.
– DIZ ISSO PRA ELE MÃE! – Gritou Claire desligando o chuveiro. Ela se enrolou na toalha e abriu a porta.
– Ah, até que enfim. – Disse Rex jogando os braços para cima e empurrando Claire para passar pela porta do banheiro.
– Que estresse. – Disse Claire fitando a porta.
– Mas você provoca, filha. – Disse Shayera.
– Ele é que um... Um...
– Um?
– Eu ainda não sei, mas vou descobrir.
Ela se virou e andou em direção ao quarto.
Na residência dos West
– Eu não quero comer isso, mãe. – Dave tentava afastar a colher de mingau que sua mãe estava lhe dando.
– Anda bebê, você precisa se alimentar.
– Mãe, eu tenho 13 anos. Eu como alguma coisa na escola.
– Por que você não quer comer a minha comida?
Beatriz se sentou na cadeira ao lado de seu filho e desistiu de lhe dar o mingau. Ela cruzou as pernas e apoiou o cotovelo na coxa, depois colocou o rosto na mão e ficou olhando atentamente Dave, esperando a sua resposta.
– Sem querer ofender mãe, mas sua comida é estranha, tchau. — Ele pegou o seu material e saiu rapidamente da casa sem olhar para trás.
– Dave West, quem você pensa que é pra falar mal da minha comida? — Ela disse se levantando e alterando o tom de voz.
Ela foi pra cozinha e pegou o mingau com as duas mãos. Elas pegaram fogo e logo o mingau estava completamente queimado. Jack se aproximou atrás dela e a abraçou, lhe dando um beijo na bochecha.
– Bom dia mãe.
– Bom dia querido.
– O que foi isso? – Ele perguntou apontando para o mingau queimado na pia.
– Seu irmão disse que a minha comida é estranha. É verdade, Jack?
– Bom... Hum... Olha a hora, eu to super atrasado. Tenho que ir, tchau. – Ele lhe deu um beijo na testa, pegou o seu material e saiu da casa em uma velocidade surpreendente.
– É muita falta de consideração com a pessoa que colocou eles no mundo. – Disse Beatriz.
Na residência dos Holking
– Anda, levanta Sam. – Disse Matt abrindo as cortinas pretas e roxas do quarto de Samantha.
– Não to a fim de ir pra escola hoje. Não enche pai.
– Eu vou chamar a sua mãe. – Ele disse e saiu do quarto.
Sam voltou a dormir achando que não seria mais incomodada. Sua mãe chegou e, sem dizer uma palavra, arrancou a coberta de Sam e depois pegou-a pelo braço, obrigando-a a ficar de pé. Quando Diana soltou seu braço, ela se jogou no chão fazendo um barulho alto. Diana continuou olhando para a filha e depois pegou seu pé e começou a arrastá-la pela casa até o banheiro. Chegando lá, Diana colocou Samantha sentada no vaso e disse apontando para ela com o dedo indicador:
– Eu volto em 20 minutos para ver se você já tomou banho.
– Eu não quero ir pra escola mãe.
– Você vai para a escola e nem mais uma palavra Samantha.
Diana fechou a porta e Sam fez careta, depois começou a tomar o banho.
Diana foi para a cozinha, onde Matt servia o café da manhã de Alex, Christine e Juno.
– E aí? Conseguiu? – Perguntou Matt colocando uma panqueca no prato de Juno.
– Obrigada paizinho. – Juno disse.
– De nada Joaninha.
– Consegui sim. – Disse Diana se sentando ao lado de Alex. – É melhor vocês comerem rápido. Vão acabar se atrasando.
Sam entrou na cozinha e se sentou à mesa sem dizer nada.
– Acorda dorminhoca. – Disse Alex rindo e sendo acompanhado por Christine.
– Cala a boca, Alex. – Ela respondeu.
– Hei, vamos parar com essa briga. É um novo dia, vocês deviam acordar felizes e sorrindo...
– Cantando também? – Alex cortou Matt irônico.
– Fala sério. – Disse Sam.
– Vamos embora antes que a coisa piore. – Disse Christine.
Eles se levantaram e saíram de casa. Christine parou no meio do caminho e falou para a mãe:
– Vamos, mãe. A Sammy ainda não tem carteira de motorista.
Ela se levantou e pegou na mão de Juno, que a acompanhou.
– Vamos lá. Mais um dia. – Ela disse pra si mesma e Juno riu.
Na residência dos Kent
Jason acordou com seu despertador tocando e foi tomar um banho. Vestiu seu terno como sempre e desceu para tomar café com os pais. Sua mãe estava cozinhando ovos com bacon e seu pai estava lendo o jornal como de costume. Clark disse:
– Bom dia filho.
– Bom dia pai.
Lois se virou com a frigideira nas mãos e sorriu calorosamente para o filho dizendo:
– Bom dia meu filho.
– Bom dia mãe. Pronta para mais um dia de trabalho?
– Sempre. – Disse ela colocando ovos no prato de Jason e se sentando em seguida.
– Bom dia família linda do meu coração. – Disse Julia dando um beijo na bochecha de cada um e se sentando depois. – Então pai, vai me levar na escola hoje?
– Você sabe voar, por que quer que eu te leve?
– Eu quero que você me leve de carro pai.
– Eu já estou saindo para o trabalho. Será que você não quer ir comigo? – Perguntou Lois.
– Claro mãe.
– Então é melhor você se apressar.
– Pode deixar.
Ela comeu rapidamente e pegou seu material. Antes de sair deu um abraço no pai e um beijo na testa no irmão. Saiu com a mãe para o ultimo dia de aula da semana.
Na residência dos Wayne
Helena acordou e deu um longo bocejo. Sentou-se na cama e viu a irmã sentada na poltrona a olhando fixamente. Ela disse:
– Bom dia, Molly.
– Bom dia, Ellie. Papai disse que você está atlasada.
– Atlasada é? — Molly apenas assentiu. – Vamos lá então.
Ela se levantou da cama e foi para o banheiro. Entrou no closet e vestiu um taillet. Ellie saiu do closet e Molly continuava lá. Ela estendeu a mão para a irmã, que se levantou e a pegou. Elas desceram as escadas juntas e chegaram à sala de estar para tomar café da manhã com Bruce e Selina.
– Bom dia mãe, bom dia pai. – Disse Helena se sentando.
– Bom dia mamãe, bom dia papai. – Disse Molly.
– Bom dia queridas. – Disse Selina pegando Molly no colo. – Não vai tomar café da manhã, Helena?
– Não mãe. Eu como alguma coisa na empresa.
– Então vamos. – Disse Bruce se levantando da cabeceira da mesa e dando um selinho na esposa e depois um beijo na testa de Molly.
Ele ofereceu o braço para Helena e ela o pegou. Eles entraram no belo carro de Bruce e sumiram na estrada a caminho das Indústrias Wayne.
No sábado
– Acho que nós devemos fazer isso. – Disse Shayera
– Mas por que? – Retrucou Diana. – Eles não sabem fazer nada sem nós. Imaginem ficar uma semana sozinhos.
– Os seus filhos, porque as minhas meninas se viram muito bem. – Disse Selina. Ela sempre teve uma inimizade com Diana. E Diana por ela.
– A sua filha mais velha tem 24 anos e é vice-presidente das Indústrias Wayne, e é claro que ela vai cuidar da Molly. Não se pode esperar menos. – Disse Diana. — Mas a minha filha mais velha é uma adolescente rebelde de 18 anos. A Juno tem mais responsabilidade que ela.
Superman foi até o centro da sala de reuniões da Liga e falou:
– É por isso mesmo que vamos fazer isso. – Todos olharam para ele surpresos. – Eu sei que os filhos de vocês são todos responsáveis a sua maneira. Mas eles precisam aprender a cuidar uns dos outros. Não importa se são irmãos de sangue ou não. Um dia eles terão de ficar no nosso lugar. Hoje eles não querem isso, mas talvez daqui um tempo eles mudem de ideia. Talvez não todos, mas alguns vão. Eu sei disso. Mas eles precisam aprender a cuidar e confiar um nos outros. – Ele olhou em volta e viu que todos estavam prestando a maior atenção. – Eu digo que sim. E vocês.
– Com certeza, sim. – Disse Shayera se levantando e cutucando John.
– Eu também concordo. – Ele disse.
– Eu concordo plenamente. – Disse Selina.
– Sim. – Disse Bruce.
– Claro. – Disse Wally. Beatriz balançou a cabeça afirmativamente.
– Eu acho que isso vai ser bom pra eles. – Disse Matt que até então estava em total silêncio.
– Está bem. – Bufou Diana revirando os olhos. – Sim.
– Então é isso. – Disse Wally abraçando a esposa pela cintura. – Cada um conta aos seus pimpolhos?
– Sim. – Todos responderam juntos e depois riram.
Fale com o autor