Lifetime
3 Capítulo Três
Notas iniciais
Voltei...e com dobradinha! ♥
Espero que gostem...
Dei uma sumida...e pelo desculpas por isso. Tive uma crise sedentária de tendinite e foi tenso os últimos dias para escrever! :S
Mas isso é passado! Voltemos então à nossa história e é claro a muito Johnlock! ♥
– Por que demorou? – John perguntou assim que se encontraram do lado de fora do Necrotério.
– Estava ainda conversando com Adam. Ele disse que tem contatos em Amsterdã e que poderia nos indicar para o caso do Van Gogh. Táxi! – Sherlock respondeu fazendo o sinal para o veículo que parou, fazendo-os entrar.
– Oh, claro que ele conhece...mas e aí, você aceitou?
– E como eu poderia recusar? É um caso fantástico, John. De qualquer maneira ele verá as questões burocráticas e nos dará um retorno dentro de alguns dias.
– Hm...- Watson respondeu tentando segurar todo o ciúme descontrolado que sentia. Ao perceber isso Sherlock sorriu para si mesmo. – Ele é sempre tão disposto com você, não? Impressionante. Com todos os outros ele é um porre, mas com você é todo cheio de modos. Esse cara é um tremendo de um...
– Imagine apenas se ganharmos o caso. Isso é o que realmente importa. O caso, John. O caso.
– Ganharemos destaque e rios de dinheiro...mas será que o estresse de trabalhar com Adam vale a pena? Tenho minhas dúvidas.
– Eu terei descoberto o que todos estão chamando de “o ladrão do século”. Nada mal...- o moreno comentou consigo próprio querendo na verdade mesmo provocar o loiro.
– Oh. VOCÊ. Certo.
– Digo, nós dois...- Sherlock consertou.
– Ah bom.
– Eu e o Adam, obviamente. – brincou fazendo John encará-lo com uma expressão de ciúmes que o fez rir.
O caminho de volta foi tranquilo, com os dois conversando sobre as peculiaridades do caso que haviam cuidado naquele dia.
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Chegando em casa, John foi tomar banho enquanto Sherlock foi ver seus e-mails.
Assim que saiu o médico se jogou na cama, fechando os olhos. Holmes o surpreendeu, deitando-se por cima, beijando-o. Sentando-se ele o olhou carinhosamente e disse:
– Podemos tentar algo?
Holmes pediu da maneira mais inocente que conseguiu e logo o médico sabia o que viria. Sexo para ele era um jogo fácil, então sempre que entediava, ele sugeria algo diferente para os dois tentarem. Nada muito fora do normal, mais ainda assim muito moderno para John que era considerado careta.
– E o que seria desta vez, senhor? – este respondeu já se preparando psicologicamente.
– Eu tenho um chicote...e bem, tem duas cordas bem fortes lá na sala, que eu usei...
– É, eu sei. Você quis saber qual o tempo alguém leva de fato para morrer enforcado. Eu me lembro deste dia. Vividamente. Quando o encontrei pendurado na sala. Não me diga que você é sadomasoquista e eu só descobri seis anos depois...
– Bobagem, John! Então, você amarrado e eu experimentando coisas no seu corpo. O que acha? – Holmes sugeriu com um sorrisinho animado.
– Oh, Deus. Que tipo de coisas? E por que o chicote afinal?
– Oh, John, você é tão...- Sherlock comentou sem paciência.
– Cuidado com suas próximas palavras, você vai transar daqui a pouco com este homem que pretende ofender! – este respondeu em tom de ofendido.
– Você é tão maravilhoso, nada óbvio e com uma imaginação ilimitada!
– Vou fingir que não notei o sarcasmo...
– Por favor. Vamos experimentar. — ele respondeu e John achou graça ao vê-lo como um tigre completamente domado. Praticamente um gatinho fofo.
– Eu ia acabar aceitando de qualquer maneira. –respondeu se animando e indo para a ponta da cama, enquanto Sherlock o beijava rapidamente.
– Excelente! Sabia! Já venho...- o moreno respondeu saindo e voltando dois minutos mais tarde com uma bandeja cheia de guloseimas, duas cordas grossas e um chicote.
– Ah, veja...você meio que já tinha tudo pronto, não? – John comentou enquanto tentava se acostumar com a ideia.
– Obviamente, só esperei você entrar no clima certo para te pedir.
– Não sei não...poderíamos tomar um banho, quase nem usamos nossa banheira nova ainda! E depois, sei lá...eu te faço uma massagem!
– Sem essas coisas de velho, John! Você já havia aceitado antes. – Holmes respondeu sem pensar muito enquanto já amarrava cuidadosamente os braços do médico na cama.
– Coisas...coisas de velho? Você quis dizer coisas de pessoas normais que estão cansadas depois de um dia de trabalho, certo?
– Blábláblá...sempre fazemos o que você quer. Faremos do meu jeito hoje.
– É, pelo menos em uma coisa em nosso relacionamento eu consigo decidir, já que todo o restante você escolhe e nem me avisa até porque eu...- John começou a falar, mas foi calado com um beijo cheio de vontade do detetive. Sherlock Holmes tendo iniciativa era algo incrivelmente maravilhoso e disso John não podia fugir.
– Oh...apressado! – este comentou assim que o moreno tirou suas calças de maneira ágil.
– John, que inusitado! De cueca vermelha, como você sabia que eu adoro te ver assim? – Holmes provocou.
– Engraçadinho...
– Não, estou falando muito sério. Você é tão...maravilhoso. – respondeu, enquanto seus dedos finos subiam pelas pernas do loiro.
– OK. Acho que eu quero que você me solte agora...isso é um pouco injusto!
– Não. Eu ainda nem comecei. Não seja estraga prazeres, John.
– Oh...- este exclamou ao ver que Sherlock começava a se despir, encarando-o – Isso é muito injusto. Eu tenho que me controlar o máximo para ficar com as minhas mãos longe de você o dia todo e agora não posso nem te tocar...
– Essa é a ideia, doutor.
Holmes se aproximou e os dois trocaram um longo beijo antes deste pegar o chicote.
– Sherlock...sem querer estragar o clima. Eu não quero que me bata com isso.
– Vamos, John...
– Não! Eu não quero...se você fizer isso eu não vou falar com você e muito menos fazer nada.
– Disso eu duvido muito. – ele respondeu com um sorriso, mas o médico o encarou sério. – Ok. Você não quer isso. Eu aceito.
– Oh! Ótimo!
– Mas você me deixará experimentar coisas em seu corpo...
– Hm. Pode ser!
– Ótimo! – Sherlock comemorou o que fez John rir.
– Seu doido. A sua sorte é ser incrivelmente gostoso...
O detetive se aproximou e segurou o rosto de John, beijando-o mais uma vez enquanto segurava com as duas mãos seu pescoço.
– Te amo. — sussurrou no ouvido de Watson que mordiscava seu pescoço, beijando-o.
– E eu amo você...
Os dois trocaram um sorriso antes de Sherlock sentar em seu colo, encostando John contra a cabeceira, beijando-o novamente.
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– As cordas me machucaram de verdade...- John reclamou enquanto passava os dedos por seus pulsos muito vermelhos.
Holmes sentado em sua frente na banheira, encostou sua cabeça em seu ombro e respondeu:
– Não seja insuportável. Nem está tão ruim assim...e foi por uma boa causa. Todos os experimentos foram incríveis.
– Nisso eu tenho que concordar. Maravilhosa causa...experimentos incríveis. – o médico sorriu segurando seu pescoço, passando as mãos por seus cabelos e beijando-o, mordendo forte seu lábio inferior.
Os dois ficaram em silêncio, John relaxando enquanto acariciava os braços de Sherlock que seguravam a borda da banheira.
– Será que todo mundo percebe que somos casados quando estamos trabalhando? – o loiro questionou após um tempo, enquanto tomava um gole de vinho de sua taça que estava no chão junto com a garrafa quase vazia.
– Hm?
– Quero dizer, você é extremamente profissional...mas eu nem sempre consigo disfarçar.
– Todos sabem que somos casados, John.
– Sim, todos que nos conhecem...mas tenho curiosidade de saber se quando cuidamos de um caso, por exemplo, as pessoas logo percebem que somos casados.
– As pessoas estão preocupadas com outras coisas e não notam o que é óbvio.
– É, mas esse tipo de coisa elas notam...
– Pode ser.
– É engraçado. Às vezes, quando dou conta vejo o Greg...a Sally, todos olhando para nós completamente sem graça. Acho que no final das contas a gente não consegue disfarçar direito mesmo. Eis o que eu sugiro: uma linguagem secreta. Toda a vez que eu falar “bom trabalho, Sherlock” na verdade eu quero dizer “eu te amo e não vejo a hora de voltarmos para a casa só para te mostrar isso”.
– Bom trabalho, John. E toda a vez que eu disser “tudo isso era muito óbvio, John” na verdade o que eu estou querendo dizer mesmo é “e eu amo você. Até o fim dos meus dias, independente do que aconteça”.
John riu de maneira boba, mas a verdade é que se sentia emocionado com aquelas palavras. Com aquele momento perfeito. Todos os segundos junto a ele o tornavam a pessoa mais feliz do mundo.
Mais alguns minutos em silêncio se passaram até que Watson o puxou, abraçando-o e beijando seus cabelos molhados.
– Posso saber no que esta mente genial está trabalhando?
– No caso do quadro do Van Gogh.
– Hm. Não temos muitas pistas para ajudar, não é?
– Não, de fato. Mas algo me diz e não consigo dizer ao certo o que é em breve saberemos mais. E é isso o que me incomoda no momento.
– Como assim?
– Não sei. Infelizmente. Mas parece que este caso não é só um caso internacional de roubos.
– Tome. Você precisa tomar esse vinho e relaxar também...- John sorriu lhe entregando a taça.
Neste momento a campainha tocou e os dois trocaram um olhar de “quem será nessa hora tão inoportuna?”.
Holmes se levantou e pegou uma toalha indo para o quarto enquanto John colocou seu roupão e foi até porta, vendo pelo olho mágico que eram Greg, Molly e o pequeno Louis.
– Quem é? – o moreno perguntou lá de dentro, enquanto se vestia.
– Nossos amigos. – este respondeu já destrancando a porta.
– Oh. Ótimo. – respondeu de mau humor.
John então sorriu e cumprimentou os três que entraram de maneira apressada.
– Desculpe-nos por vim à noite. Mas temos que fazer compras e não conseguimos fazer isso com esse bebê...vocês poderiam cuidar dele? É questão de uma hora ou duas. – Molly pediu timidamente.
– Íamos deixa-lo na minha mãe, mas ela viajou...e é impossível fazer esse tipo de coisa com ele! – Lestrade completou.
– Sem problemas, gente. Vão com calma...eu fico com ele. Eu e Sherlock cuidaremos dele. – John sorriu já pegando o pequeno que sorriu de volta para ele.
– Você não vai se trocar primeiro? Te esperamos...onde está o Sherlock? – Hooper questionou.
– Ele está trocando também...vocês sabem, nós...- o loiro respondeu sem graça.
– Oh, céus. Viu Molly? Eu disse que era uma péssima ideia...certo. Te espero no carro. Valeu, John. Precisam de algo?
– Seria ótimo se trouxessem leite, frutas e cereal. É para o Sherlock. – explicou.
– Claro. Até mais! – este respondeu saindo e encostando a porta.
– John, sinto muito ter interrompido o momento de vocês! Oh, seus pulsos...está tudo bem?– a jovem se desculpou enquanto arrumava o tênis de seu filho.
– Tá, tudo perfeito. E Molly, por favor! Somos padrinhos dele...e será uma prazer.
– Certo. E outra né? Quem sabe com o Louis aqui o Sherlock não se motiva para ser pai, uh? – ela riu.
– É uma boa ideia...quem sabe? – o loiro respondeu enquanto brincava com o pequeno.
– Molly...- Holmes surgiu do corredor já devidamente vestido.
– Oh, oi...eu vim...
– Deixar seu filho porque precisam ir ao mercado. É, eu sei. Eu ouvi. Tudo. – respondeu calmamente.
– É, esse apartamento não é nada grande. – John sorriu para sua amiga.
– Oh. Sinto muito. Certo. Já voltamos. Se precisarem, nos liguem, ok? Tchau, meu amor. Tchau, gente! – esta saiu apressadamente fechando a porta também.
Watson então ajeitou o pequeno em seu colo, levando o para o quarto e deitando-o cuidadosamente na cama. Indo até o armário, se trocou rapidamente e enxugou seus cabelos voltando para a cama e deitando-se ao lado do bebê que olhava a tudo a sua volta.
Sherlock que observava da porta sorriu ao ver o médico completamente envolvido com o tamanho dos dedos de Louis.
– É tudo tão perfeito. – este comentou ao ver que o moreno o observava – Vem ver.
Sherlock então se aproximou e deitou do outro lado do bebê. E assim eles ficaram, até que Greg e Molly voltassem. Sherlock observando John e John observando o bebê.
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