Lifetime

9 Capítulo Nove


Notas iniciais
YAY!
Dobradinha!
Espero que amem...beijo! ♥

Após a primeira semana de adaptação de horários e agenda, os três agora pareciam bem sintonizados.

Durante três semanas, John trabalhava um dia sim outro não, intercalando com Sherlock que o ajudava a contratar uma babá para ficar com a pequena.

Tal tarefa foi ainda mais difícil do que o imaginado já que o moreno encontrava defeitos em todas que se candidatavam ao cargo.

Porém, certo dia, Holmes entrevistou uma jovem de Liverpool, estudante que pretendia cursar medicina. Olive, apesar de não ter experiência, amava crianças e era bem astuta e disposta a aprender tudo o que era necessário.

Watson ficou muito contente ao perceber que além de tudo, a garota era também bastante paciente e bem humorada e após um mês da chegada da pequena Amy, os dois voltaram a trabalhar juntos, em sua rotina normal.

Tudo estava em seu lugar. Com casos resolvidos de maneira sucedida, eles ainda tinham tempo para eles, assim como antes.

Neste mesmo tempo, Adam finalmente voltou da Holanda informando que a viagem até lá deveria ocorrer no próximo mês e que a presença, tanto dele quanto do detetive quanto do médico era mais que aguardada pelas autoridades responsáveis pelo caso Van Gogh.

Como tudo que passa é logo esquecido, a mídia e as pessoas no geral que não eram envolvidas diretamente no caso já começavam a descartar a possibilidade de se recuperar a obra do renomado artista, porém a investigação ainda ocorria a todo vapor, e apesar de todo empenho e vontade, nada ainda havia sido encontrado.

Naquela manhã fria, John lia calmamente seu jornal de domingo, enquanto Sherlock dava mingau para Amelie.

Olive não trabalhava nos finais de semana e logo, os dois aproveitavam para curtir a ruivinha que agora ganhava mais quilinhos e fios finos de cor avermelhada e ondulada.

- Você acha mesmo que faremos alguma diferença? Digo, no caso Van Gogh...- o loiro perguntou enquanto se encantava secretamente ao ver o moreno de maneira atrapalhada, limpar o rosto da pequena.

- Se não fizermos, ninguém mais o fará. – Sherlock sorriu em resposta – Temos que ver sem falta nossos documentos, inclusive.

- Sim, sem falta. Lestrade disse que iremos na segunda semana do mês que vem, certo?

- Certo.

- Estive pensando...Amy fará um aninho dia 3...podíamos comemorar! Não com nada muito grande. Não estamos podendo gastar e ela é muito pequena, não se importará com algo simples...mas é só para simbolizarmos...o que acha?

- Oh. Convenções sociais! – Sherlock virou os olhos de maneira bem humorada.

- É, bem..temos que acostumar com isso agora, certo? Podíamos chamar a Molly, o Greg, Mike, seu irmão...a Sra. Hudson e a Olive, enfim, todos...só um almoço...com um bolo!

- Por mim tudo bem. Dia 3 cairá em um sábado...que é o que antecede o da nossa ida. Não vejo problema nenhum até aí.

- Perfeito. Droga, esqueci...mas temos que comprar fraldas. Acabaram...vou lá no mercado...vai querer alguma coisa? Um chocolate branco, talvez? – John se espreguiçou e se levantou indo até Sherlock e beijando-o no rosto.

- Não. Oh. Sim, na verdade. Mais lenço umedecido também. – ele respondeu enquanto a pegava cadeirão e a levava para a sala agora.

John sorriu e concordando disse que voltaria rápido. No mercado, porém, acabou tendo problemas com o cartão o que o fez demorar mais que o dobro.

Quando voltou se deparou com Sherlock deitado no chão da sala e a bebê suspensa em um suporte, feito de maneira caseira com duas barras para apoiar e mais alguns itens que John não reconheceu quando viu. Com as perninhas balançando rapidamente, a garota soltava gritinhos de alegria, ao estar presa de maneira tão peculiar.

- S-Sherlock! O que é isto!? – o médico perguntou desesperado, colocando as sacolas no chão e tirando-a do suporte rapidamente.

- É um suporte...meus braços doem de tanto segurá-la e ela ainda não anda, então inventei isso. – o moreno disse de maneira entediada, suspirando.

John viu que ele parecia estressado, provavelmente pensando no caso atual que cuidavam e então respondeu o mais calmo que conseguiu:

- Ok. Mas ela poderia ter caído!

- O fato dela não ter caído nestas últimas três horas, mostra o quanto você está errado, John.

- Três horas?! Ela ficou nesta bugiganga por três horas?!

- É, eu já tinha desenhado o protótipo desse suporte...é de material reciclado, dá para acreditar? E antes de ter um ataque, você precisa saber que ele está soldado, então logo, seria impossível ele arrebentar e ela cair.

Watson suspirou e encarou Sherlock que encarava o teto sem piscar. Ele sabia que o detetive era daquele jeito, mas era necessário cuidado.

- Ok. Você soldou...mesmo assim! A Amy não é um experimento. Ela é um bebê!

- Bela constatação, Dr.

- Falo sério! Você não pode simplesmente deixar ela pendurada como se fosse uma roupa no varal, por três horas! Você ao menos viu a fralda dela?!

- Antes de colocá-la ai.

- Viu se ela tem fome?!

- Ela tinha acabado de comer quando você saiu, John. Já esqueceu?

- Tá! Mas não é para fazer isso, Sherlock! Você tem que ficar com ela...cuidar dela...olhar ela! Naquele mercado foi um estresse só por causa da merda do seu cartão que bloqueou e o mínimo que eu esperaria era que eu pudesse contar com você! – John explodiu fazendo Sherlock e Amy encararem ele de maneira surpresa.

Levantando-se, Holmes se aproximou silenciosamente observando-o. John que se arrependeu de suas palavras duras, não conseguiu dizer mais nada.

Sherlock era excêntrico, mas estava tentando mais do que nunca a ser um bom pai. Amy o adorava e nunca havia acontecido nada com ela.

Holmes saiu da sala em completo silêncio, trancando-se e o médico soube que ele havia ficado realmente magoado.

Amy então começou a reclamar e apontar para o suporte improvisado e John foi obrigado a colocá-la de novo, antes que esta começasse a chorar.