Life Starts Now
6 Whiplash
Notas iniciais
Cuidado, já vou avisando... ;*
Selena Pov
Não sei se foi uma boa decisão ter aceitado ir hoje à casa de Demi. Quando sugeri amanhã já estava sendo precipitada, imagina hoje, mas a vontade de vê-la era maior que o medo que o fazer.
Meu único problema agora tinha um nome especifico: Miley.
Ela nunca participou de nossas “Noites Das Melhores Amigas”, para minha sorte, mas concerteza ela ficaria de olho em sua namorada.
Droga...
Nossas noites juntas sempre foram maravilhosas e engraçadas. Filmes e séries até tarde, comer muita besteira, jogos de cartas na madrugada, dormir juntas...
Sacudi a cabeça dispersando esses pensamentos enquanto arrumava minha pequena mala com meu pijama e troca de roupa.
Era quase sete horas e meu coração estava acelerado, com medo.
Peguei as chaves do carro avisando minha mãe que posaria na Demi, e ela sorriu desconfiada.
- Cadê você? – atendi o celular quando entrei no carro.
- Estou indo. – reclamei brincalhona. – Nem são sete horas ainda!
- Eu sei, é que to com saudade Selly! – disse ela, a voz animada. – Faz praticamente dois dias que não te vejo.
- Ok Demi, já estou chegando. – disse eu desligando e dando partida no carro.
O sentimento de medo passou por mim novamente. Miley... odeio admitir, mas ela sabe amedrontar. Estava em duvida se contaria ou não a Demi nossa conversa na festa da Taylor. Taylor... porque logo ela? Logo ela para me beijar quando já estou apaixonada?
Se não gostasse tanto de Demi até poderia dar-lhe uma chance... para Selena! Ela é sua amiga, e você não quer estragar isso.
Buzinei em frente do duplex branco e vermelho.
- Até que enfim! – gritou sua voz quando sai do carro, me abraçando.
Retribui apertando-a.
Era bom fazer contado com ela de novo e descobrir que seu sorriso não mudara.
- S-sem a-ar. – brincou ela se soltando.
- Chata. – disse dando um tapa em seu braço.
Seu cabelo estava bagunçado como se acabasse de sair do banho, a franja jogada no rosto fazendo-me suspirar, vestia sua camiseta cavada azul clara e mini sorte que imitava jeans preto.
- Vamos entre, temos muito que fazer. – disse ela, pegando a mala de mim.
Nós praticamente corremos para seu quarto.
- Oi Dianna! – cumprimentei-a no corredor.
- Oi Selly querida! – ela me deu um beijo na bochecha. – Festa do pijama?
- Isso mesmo! – disse Demi feliz.
Ri confirmando minha animação também.
Entrei em seu quarto, fincando chocada.
- É bom arrumar o quarto de vez em quando, viu! – exclamou Demi ao ver minha expressão.
O cômodo estava incrivelmente arrumado. Nenhuma roupa espalhada, a maquiagem não estava mais jogada na penteadeira, a cama com lençóis alinhados e uma luz natural da noite vindo da janela aberta que se juntava com a luz artificial do quarto.
O ambiente estava muito iluminado e não havia semelhança alguma com Demi, mas o cheiro que invadiu minhas narinas fez-me esquecer tudo de estranho. Aquele a única coisa em comum que lembrava, o cheio dela.
- Não é muito sua cara isso, não é? – disse observando ela colocar minha mala encima da cama.
- Finalmente uma pessoa percebe isso! – ela jogou as mãos para cima, em comemoração.
Fui até a janela e a fechei, deixando o quarto menos iluminado e puxando as cortinas.
- Isso sim é sua cara. – disse eu.
- É por isso que você é minha melhor amiga. – disse ela sorrindo. – Já tomou banho?
Mudou de assunto.
- Já, não se preocupe. – respondi correndo até minha mala. – E trousse filmes!
- Meu Deus! “Como Se Fosse A Primeira Vez”! – exclamou ela feliz ao ver a capa do primeiro DVD. – Vai ser esse, por favor Selly. Eu amo esse filme.
- Eu também. – disse eu. – É nosso filme, lembra?
- Por isso que eu o amo, sabidinha. – sorriu.
Nós colocamos o DVD no play e assistimos ao filme, eu, pela segunda vez hoje.
- Tão lindo... – sussurrou Demi, enquanto os créditos passavam.
Estávamos deitadas na cama, ela com a cabeça apoiada em minha barriga.
- Verdade. – disse me levantando e rindo de seu rosto indignado. – Calma, já volto pra você ter onde apoiar amor.
Opa. Não devia ter a chamo do amor, isso causa falsas visões para mim. Que acabam me machucando depois.
- O que vai fazer? – perguntou me vendo remexer em minha bolsa.
- Trocar de roupa. – respondi. – Você não espere que eu durma de calça jeans, não é?
Ela riu.
Demi Pov
Era bom ter Selena de volta, mas hoje parecia algo mais, como se ela não fosse apenas minha melhor amiga. E depois dela ter me chamado de “amor”... não sei por que gostei desse som.
- Demi – chamou Selena. –, seu celular tá tocando.
- Quem é? – perguntei reconhecendo o som.
Ela leu.
- Miley. – ela parecia aborrecida.
- Desliga.
- O quê? – disse confusa. – Ela é sua namorada.
- E você é minha melhor amiga e hoje é a nossa noite. – respondi.
Ela não pareceu pensar duas vezes e apertou o botão com satisfação.
- Desliga o celular também. – disse e ela o fez.
Ela colocou o telefone sobre a escrivaninha de madeira e tirou a blusa.
Quase gritei perguntando o que ela estava fazendo, mas quando pegou a blusa do pijama me aliviei.
Ela era bonita, não posso negar. Tinha o corpo muito bem delineado, a pele pouquíssima mais morena que a minha, as proporções certas nos lugares certos.
- O que ta olhando? – perguntou me puxando de volta a realidade, desviei o olhar.
- Nada. – respondi rápido.
Ela voltou para cama vestindo uma bermuda até os joelhos e uma blusa sem mangas, ambas as pesas xadrez com as cores azul e branco.
- Pijama novo? – perguntei.
- Na verdade é bem velho, acho que você nunca viu. – respondeu, mas logo mudou de assunto. – Essa hora ta passando Friends.
Era nosso seriado favorito e meus olhos brilharam com o nome.
Ela ri pegando o controle e colocando no canal certo.
Nós riamos como se o mundo fosse acabar com a maratona.
E ao final dela nos encaramos por alguns segundos.
- Quer fazer o que agora? – disse ela, desviando o olhar quando tendei focar seus olhos.
- Hm, que tal alguma coisa para comer. – sugeri ignorando o fato.
E assim passamos a noite.
Nós pegamos um pote de sorvete cada uma e subimos novamente para seu quarto, onde ficamos a madrugada quase todas jogando cartas e falando de problemas que você guarda só para sua melhor amiga.
- Demi já são quase cinco da manhã, nós praticamente viramos a noite. – disse ela. – Temos que ir dormir.
- Concordo. – disse eu, a ajudando a guardar o baralho. – Mas não to com tanto sono.
- Nem eu. – ela deitou na cama. – Mas vamos tentar.
- Ok. – deitei ao seu lado. – Boa noite.
- Boa noite. – sussurrou.
Selena Pov
Estava deitada ao seu lado e o sono não vinha. Ela provavelmente já havia dormido. Pois sua respiração era constante e fraca.
- Demi? – sussurrei, baixo demais.
Após alguns segundos de confusão uma voz respondeu.
- Selly? – disse rouca. – Ainda não dormiu também?
- Não. – minha mente estava disparada.
Nossos corpos se encostavam embaixo do fino lençol.
Eu precisava contar para ela, mas como?
Apalpei o colchão encontrando sua mão e a apertei. Era no que eu podia me agarrar agora.
Eu precisava mesmo contar para ela. Só agora percebi o quanto estava explodindo por dentro.
- Demi eu preciso te contar uma coisa. – falei, ainda sussurrando.
- O que é?
Como falar? “Demi, eu sei que somos melhores amigas, mas eu te amo!”, nãoooo!
- Olha para mim. – pedi.
Ela virou a cabeça vagarosamente.
A escuridão do quarto só me fez ver o contorno de suas linhas principais, mas ainda continuava linda como sempre.
Passei a ponta dos dedos por sua bochecha.
- Selly, o que foi... ? – ela tinha insegurança na voz, o que era bom. Melhor insegurança que negação.
- Fale se quiser que eu pare. – sussurrei e, aos poucos, fui me aproximando.
Lutei com todas minhas forçar para não perder o foco e ir rápido demais. Queria beijá-la, mas não queria fazer contra sua vontade.
Não parei de acariciá-la um instante se quer.
Ela parecia sem ação, então parei a milímetros de sua boca.
Ela não se moveu. Sentia sua respiração, agora pesada, rente a minha face. Aquele hálito maravilhoso.
Toquei seus lábios com os meus delicadamente.
Somente um selinho, fincando perto de sua boca novamente.
- Fale se quiser que eu pare. – repeti.
Esperei mais um tempo e, com seu silencio, selei nossos lábios novamente.
Não acredito que fiz.
Claro, não falei o que sentia. Ainda não, mas agora nada importava. Eu estava beijando a menina de meus sonhos.
Ela continuava imóvel e isso não me fazia sentir bem.
Era como se eu fosse Taylor e Demi, eu. Quando ela me beijou.
Mesmo assim aprofundei o beijo. Se não iria ser especial para ela, pelo menos poderia ser para mim.
Passei meus braços por seu pescoço pedindo passagem de minha língua por entre seus lábios e, quando dei por mim, nós estávamos em um beijo violento e intimo.
Ela correspondia do mesmo modo, se não mais, que eu.
Minhas mãos vagavam por seu corpo, assim como as dela pelo meu.
Separei-me pegando mais ar e observei seus olhos ainda fechados pelo beijo. Eles se abriram e eu vi o desejo refletido, assim como ela veria nos meus.
Subi encima dela, sentando-me sob sua barriga.
Voltei a beijá-la com mais intensidade que antes e, dessa vez, ela correspondeu à altura.
Nossas línguas faziam uma dança sensual na qual nem nós sabíamos que era possível.
Passava minhas mãos por seus cabelos e descia até o abdômen, as colocando por baixo da blusa fina. Sentia suas unhas gravadas em minha nuca, me puxando cada vez mais para ela.
A sensação que percorreu meu corpo era maravilhosa. Minha mente gritava em comemoração, meu coração batia forte dando socos em minha caixa torácica e meu corpo não sabia quem obedecer.
Ouvir aqueles gemidos abafados pelo beijo saindo de sua boca era demais para mim. Enlouqueci.
Tirei agressivamente sua blusa, a deixando somente de sutiã.
Desci meus lábios para seu pescoço revezando entre beijos e mordidas enquanto ela gemia meu nome.
- Selly... – sussurrava sua voz rouca e sexy, num gemido.
Cheguei perto de sua orelha e, sem me conter, chupei ali. Deixando uma pequena marca vermelha.
- Oooh... – gemeu novamente.
Já tinha ficado excitada por varias pessoas, mas só agora percebi o significado da palavra. Estava em êxtase. Caminhando para o inferno já pegando fogo.
Parece que era demais para ela também, pois me virou para a cama, ficando por cima de mim na mesma posição.
Ela passava a língua por meu pescoço, me fazendo perder a consciência.
- Demi eu te amo. – gemia. – Te amo demais.
Isso não a fez perder o foco, pelo contrario, ela aprofundou mais.
Veio em direção a minha boca. Agora ela iria comandar o beijo.
Ela passava a língua por toda minha boca, me explorando. Em todos esses anos de amizade nunca tínhamos trocado nenhum beijo, então a boca uma da outra era território novo e perigoso.
- Já chega de esconder sentimentos, ok? – avisou ela, separando-se por segundos.
- Prometo. – disse ofegante.
E voltou ao beijo animalesco.
Notas finais
To curiosa pra saber qual a opinião de vocês !
Obrigada por tudo e até o próximo post, beijoos.
Review ?
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