Life Starts Now
7 Make Me Wanna Die
Notas iniciais
;*
Selena Pov
Imaginei exatamente uma noite assim quando contasse meus sentimentos para ela. Foi o momento mais feliz de minha vida, e meu coração ainda não tinha desacelerado por completo.
Já havia acordo a um tempo, mas ainda insistia em não abrir os olhos.
A sensação de nossos corpos colados era maravilhosa. Parecia um sonho.
Sentir minhas pernas entre as dela, sua mão levemente apoiada em minha barriga e sua cabeça na minha. Nós estávamos deitadas lado a lado, tão juntas ninguém saberia distinguir uma da outra.
Minha cabeça estava encostada em seu ombro, de modo que a primeira coisa que visse quando abri os olhos foi seu pescoço de porcelana. E logo acima um marca familiar roxa.
Sorri ao lembrar desse momento.
Não devia a ter chupado ali. Qualquer um que olhasse em seu rosto perceberia a marca ali. Devia ter escolhido um lugar mais escondido, mas não me admira esses pensamentos agora, afinal, estava totalmente fora de controle antes.
Ela se remexeu, acariciando meu abdômen.
- Bom dia. – disse eu, ainda sorrindo.
Suas pernas se mexeram, esfregando nas minhas.
- Não foi um sonho. – disse ela, mais para si mesmo que para mim.
- Não, não foi. – assegurei. – Se fosse, seria o melhor da minha vida.
Ela suspirou.
- Acho que seria da minha também.
Sentei-me ao seu lado, a encarando.
Seus cabelos bagunçados jogados no rosto e seu sutiã de renda a deixava sexy.
- Precisamos conversar, não é? – perguntou ela.
- Urgentemente. – respondi. – Quem começa?
- Você, por favor. – pediu ela.
Suspirei recuperando a sanidade.
Agora era a hora da verdade. Não importava as caricias e frases de amor da noite passada, não importava seu toque que envenenava minha mente. Só importava o que eu sentia e como expressaria.
Roubei um beijo demorado dela, na tentativa de ter mais coragem. E aconteceu, quando ela correspondeu.
- Esse é o motivo de ter ficado tão estranha esses meses. – comecei. – Quando percebi meu novo sentimento por você tentei, juro que tentei ignorá-lo. Juro que tentei esquecê-lo, mas todo movimento que você fazia, toda palavra que saia de sua boca eu me via pensando em malicias. Isso foi ficando tão forte que cada vez que me olhava nos olhos minha boca se abria para te dizer coisas que tinha que guardar. Demi... eu sinto muito por te amar, sinto tanto, mas é maior que eu.
Ela não parecia assustada. Parece que a noite passada deu uma base para ela apoiar os pés e não se surpreender, principalmente das coisas que me lembro de ter falado.
- Sempre desconfiei que escondia algo. – disse ela.
- Mas foi para o bem. – contrapus suplicando para que não ficasse brava. – Você estava namorando, Miley é super ciumenta e... não queria perder sua amizade.
- Perder minha amizade Selly? – sentou-se a minha frente. – Você chegou a pensar nisso?
- Desculpa. – disse abaixando o olhar para minhas mãos. – Mas minha mente precisava de motivos para não te contar... só agora percebo que era puro medo. Medo de abrir minha boca, mesmo sabendo que nossa amizade nunca iria acabar.
- Somos melhores amigas a dez anos, como iria acabar de uma hora para outra? – disse ela, parecia sorrir. – Selly, essa noite você me fez pensar em coisas que eu deixara de canto a tempos. Detalhes que via entre você e outras pessoas que me deixavam com que eu chamava de raiva, mas agora nomeio esse sentimento de ciúme. Quando vi você e Taylor dançando na festa eu enlouqueci, queria acabar com ela... Selly eu acho que gosto de você mais que uma amiga deveria gostar da outra.
Levantei meu olhar para o dela.
- Você esta falando sério? – perguntei.
- Estou. – respondeu. – Não tenho a certeza que tinha noite passada, mas sim. Olhe isso.
Ela pegou minha mão e a colocou sobre seu coração.
Sentia ele pular e saltar de insegurança, assim como o meu.
- Quando você disse que pararia se eu dissesse para fazer minha sanidade berrava a palavra “Pare!”, mais ele – ela apertou mais minha mão sobre o coração. – me assegurava que era o melhor. Que eu tinha que encarar e descobrir meu verdadeiro sentimento.
Uma lagrima escapou de meus olhos, que corri limpar.
- Você ta chorando? – perguntou preocupada.
- Não... – disse eu, não contendo outras lagrimas que deslizaram por mim.
Ela limpou-as com os dedos delicados.
Isso era o que sempre sonhei ouvir dela.
Em meus sonhos mais secretos ela falava exatamente isso, exatamente com essa certeza e olhar.
- Eu acho que... que te amo. – disse ela.
- Eu tenho certeza que de amo. – afirmei, sorrindo.
Ela o fez também e me beijou.
O contato de nossos lábios era mágico. Fogos de artifícios explodiam dentro de minha cabeça e meus olhos fechados os viam.
Agarrei sua cintura nua e senti o pequeno pano que cobria sua parte intima.
Queria fazê-la minha, assim como tentei noite passada. Queria fazê-la mais minha que de Miley.
- Não... – separei-me dela. –, não Demi. Estamos agindo como se Miley não existisse e como se ela não fosse capaz de fazer nada.
- Mas ela não é. – assegurou ela, acariciando minha coxa. – Vou terminar com ela.
- Não. – disse eu, assustada.
- O quê? – perguntou ela, confusa. – Por quê?
- Demi, ela me ameaçou. – disparei. Tinha medo do que Miley poderia fazer, mas não poderia mentir para ela agora, não agora. – Na festa da Taylor ela falou...
Não tinha certeza se era seguro.
- Falou... ? – questionou ela, a face ficando irritada.
- Ela falou que não era para mim chegar perto de você se não... ela fazia eu me arrepender. – disse finalmente. – Mas, por favor, não comente nada...
- Ela disse isso!? – interrompeu-me, sua voz e seu rosto expressavam o quão brava estava. – Aaah ela vai se ver comigo. Eu vou...
Ela ameaçou se levantar, mas eu a segurei.
- Não, por favor, não conte nada. – pedi, suplicante.
- Como não? – disse ela. – Ela te mandou você ficar longe te mim! Isso é um absurdo.
- Demi, por mim. – pedi novamente.
Ela abriu a boca varias vezes, mas nada saiu.
- Ok, por você. – falou ela. – Mas se ela me der motivos eu vou jogar isso na cara dela.
Sorri, mas ela continuava séria.
Como era linda fazendo esse biquinho.
Passei meus dedos por seus lábios.
- Fica comigo essa noite também? – perguntou-me.
- Não sei... – disse eu, concentrada demais em sua boca. – Miley pode perceber algo.
- Selly, eu vou terminar com ela hoje. – repetiu ela.
- Não acho que seja uma boa idéia. – disse eu. – Ela vai nos infernizar a vida inteira.
- Você esta com medo dela? – perguntou.
- Não, escute... ok, sim, eu estou com medo. – respondi. – Mas é impossível não ficar. Ela é louca. Imagine até que ponto ela faria para ter você!
- Selly, eu te protejo. – disse ela. – Ela não faria nada a você comigo ao lado.
- Não é só comigo que estou preocupada Demi. – disse olhando em seus olhos castanhos. – Ela é obcecada por você.
- Aaah então é ciúme! – gabou-se ela. – Pois é, causo isso nas pessoas.
- Para! – ri. – É sério! Por mais que odeie ela perto de você, acho que você deveria dar um tempo a ela e, só então, nós ficamos juntas.
- Não é uma má idéia. – disse ela, pensante. – Ela disse que se em um mês eu não me apaixonasse por ela, me deixaria em paz.
- Perfeito. – disse eu. – Assim não fico tão preocupada.
- Mas um mês sem você é muito. – queixou-se.
Sorri brincando com seus cabelos.
- Quem aqui disse que nós vamos nos separar. – disse me aproximando dela. – Nos ainda temos nossas festas do pijama, aniversários e, afinal, todo mundo sabe que a melhor amiga passa mais tempo com a moça que a namorada.
- A não ser que a melhor amiga seja a namorada. – disse ela, beijando-me.
Acho que não cansaria de fazer isso tão cedo.
Ela era a mistura perfeita de doce e salgado. Um sabor que já estou viciada.
Toc-toc-toc, ouvimos alguém bater a porta.
- Q-quem? – disse Demi, se afastando de mim com rapidez.
- Eu. Posso entrar? – perguntou a voz de Dallas.
- Espera ai Dallas, já vamos sair. – avisou Demi, suspirando por ela não ter aberto logo a porta.
Afinal, ver a irmã e sua melhor amiga de calcinha e sutiã na cama em uma manhã de domingo não é uma boa visão. E, agora, nossa missão era esconder o relacionamento. Um Mês... um mês.
Notas finais
Desculpem a demora, estava muito enrolada com a escola e pããns, hehehe.
Obrigada por tudo, até o próximo post !
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