Life Of a God - The First Season
25 Capítulo 26
Notas iniciais
POV Percy
– Cara eu já te conheço, mais agora você está com uma armadura em vez de smoking. – falei entediado rolando os olhos.
Ele fez uma careta esquisita de desgosto, aposto que ele queria impressionar com sua aparição repentina e dando aquele efeito falando seu nome como se fosse alguém importante.
– Achou que eu não ia me lembrar de você? – perguntei arqueando uma sobrancelha.
– Isso não vem ao caso agora. – disse ele parecendo chateado, mais eu não ia dar bola para isso tinha coisas melhores com o que me preocupar.
– O que você quer? – perguntei tentando me manter tranquilo.
Olhei em volta e vi que estava na floresta perto do riacho Zéfiro. Nossa, eu andei tanto assim?
– Quero que se junto a mim. Quero você ao meu lado para derrotar Zeus e os outros Olimpianos. – disse ele olhando serio para mim.
– Você só pode estar brincando, né? – perguntei olhando desconfiado para ele. Eu quase morri para poder salvar o Olimpo e os Deuses e agora ele quer que eu me junte a ele para destruí-los? Só pode ser piada.
– Os Deuses estão a muito tempo no poder. – disse ele. – Esta na hora de acabar com as maldades que eles veem fazendo a tanto tempo. Esta na hora da Humanidade ter sua liberdade, ter um novo líder.
– Ou seja, você. – falei apontando para ele que assentiu.
– Eu sempre quis o bem da Humanidade. Foi por isso que eles... – disse apontando para cima. –... me puniram. Porque eu queria que os humanos tivessem mais opções e os Deuses sempre impediram isso.
– Ainda não me convenceu. – falei cruzando os braços começando a ficar entediado com essa conversa. Será que ele não sacou que eu também sou um Deus agora?
Prometeu bufou.
– Posso te dar qualquer coisa. – disse ele sorrindo de lado.
– Sou um Deus agora, esqueceu disso? Posso ter qualquer coisa. – falei e dei as costas para ele.
– Mais não pode ter a garota. – disse ele e pelo tom de voz dele ele sabia que tinha me pegado.
Parei de andar, mais não me virei. Ele sabe sobre Annabeth, meu ponto fraco. Mais tinha alguma coisa errada em tudo isso.
– Os Deuses tem essa lei, comigo no poder essa lei será banida. Qualquer Deus que estiver ao meu lado vai poder viver como quiser, com quem quiser sem ter esse empecilho idiota. – disse ele.
Me virei e olhei para ele que estava sorrindo. Como um Deus não posso ficar com Annabeth e nem viver com ela por causa dessas leis estupidas.
Tenho que confessar que essa é uma tentação, uma tentação das grandes. Vale apena lutar contra minha família para poder ficar com a mulher da minha vida?
– Pense Perseu, te darei a única coisa que não pode ter como um Deus. O que eles não podem te dar. Venha comigo, lute comigo e mostraremos aos outros Deuses que o tempo deles acabaram. – disse Prometeu sorrindo estendendo os braços.
Me lembrei de tudo que Annabeth e eu passamos juntos. Mesmo Luke tendo tentado Annabeth com aquilo que ela mais queria ela se recusou, lutou ao lado daquilo que ela achava certo.
Me juntar a Prometeu quer dizer que vou lutar contra Annabeth. Ela nunca se juntaria a uma coisa como essa e eu não vou me juntar a isso.
– Poderá viver com ela. Ter uma vida normal, ter filhos. – disse ele, mais notei que tinha alguma coisa errada em como ele disse essa frase.
– Boa tentativa. – falei. – Mais não me convenceu. Não vou me juntar a você. Esqueça isso, perdeu seu tempo vindo aqui.
Prometeu me examinou de baixo a cima e me olhou nos olhos. Ficou me encarando sem falar ou fazer qualquer coisa. Eu somente devolvi o olhar, não ia desviar.
– Se você não quer vir e lutar ao meu lado temo que terei que joga-lo no Tártaro. – disse ele serio.
Uma espada reluzente apareceu na não de Prometeu. Tirei minha caneta do bolso e tirei a tampa dela. Contracorrente se expandiu em minha mão.
– Vamos ver se você consegue. – falei.
Prometeu me atacou com velocidade e por reflexo levantei minha espada bem a tempo de impedir que ele decapitasse minha cabeça.
Será que se um Deus perdesse a cabeça, literalmente, o que será que aconteceria? Nasceria uma outra no lugar? Ou alguma coisa desse tipo?
Apertei com mais força o cabo da minha espada e dei um empurram com ela para afastar Prometeu de perto de mim e depois desferi um golpe coma contracorrente no qual ele defendeu.
Continuamos a lutar e eu resolvi levar ele para o riacho Zéfiro. Afinal eu havia acabado de sair de uma batalha e estava um pouco cansado e agua sempre me fazia bem, então não tinha nada a perder a não ser tentar.
Mais no meio do caminho Prometeu entendeu o que eu queria fazer e começou a me atacar com brutalidade agora fazendo com que eu começasse a recuar perante seus ataques.
– Deveria ser mais sutil em seus planos. – disse ele sorrindo.
Me abaixei bem na hora em que ele fez um corte em horizontal. Estiquei a perna e dei uma rasteira nela o derrubando no chão, mais ele apoiou a outra mão no chão e virou o corpo me dando um chute no qual eu tive que pular para trás para me desviar dele.
Olhei ele ficar de pé corretamente e me ficar me olhando e depois sorriu vendo o meu estado. Estava cansado, precisava era de um bom banho isso sim, assim eu melhoraria e muito.
Com um estalo tive uma ideia, só esperava que eu conseguisse tempo o suficiente para usar ela.
– Porque mandou aquele bando de mostro para o acampamento? – perguntei para ganhar tempo e porque eu também queria saber.
Me concentrei ainda mantendo os olhos em Prometeu e em qualquer movimento dele. Isso seria difícil mais eu tinha que tentar.
– Ora, isso não é da sua conta. –disse ele sorrindo de canto. – Você recusou se juntar a min e lutar por um mundo melhor então não tenho que te contar nada, garotinho. Você fez sua escolha.
Prometeu me atacou novamente e eu me defendia como podia até que senti uma gota de agua cair em meu rosto e uma torrencial chuva começar a cair me dando um pouco mais de força.
– Peste. – urrou Prometeu me atacando de novo.
Com um sorriso bloqueei seu ataque. Nossas espadas formavam um “x”. Cheguei mais perto de Prometeu fazendo força para manter as espadas na mesma posição.
– Não se meta com a minha família. – falei e no segundo seguinte uma onde de agua doce caiu em cima da gente jogando nos dois no chão.
Manipulei a agua a meu favor e fiz com que ela fizesse pressão em Prometeu o prensando no chão que gritou de dor. Apontei minha espada em seu pescoço e quando estava prestes a dar o golpe ele desapareceu.
– Droga. – gritei. Porque tem que sempre fugir quando perdem?
Isso ainda não acabou Perseu Jackson. Eu vou conseguir o que quero e vou acabar com os Olimpianos.
Escutei a voz de Prometeu em minha cabeça. Mais eu fiz questão de ignorar ela. Deitei na chão e fiquei olhando para cima em quanto a chuva ia passando devagar.
POV Annabeth
– Então, vai contar ou não? – perguntou Thomas mais uma vez.
A verdade é que eu não sei. Quando eu me fiz essa pergunta eu estava em duvida, com muita duvida e estava até pensando em contar mais agora. Agora não sei, sinto que não devo contar.
Tá ok, sei que isso é errado da minha parte. Percy é o pai e merece saber disso, não importa as circunstancias do que esta acontecendo entre nós dois, mesmo que eles esteja com a Fanny esse é um direito dele.
Mais alguma coisa grita dentro de mim falando para eu não contar pra ele, que alguma coisa muito ruim vai acontecer se eu contar pra ele e eu sinto que isso tem haver com nosso filho e eu não posso colocar a vida dele em risco, mesmo ele ainda sendo tão pequenininho.
– Vamos Annabeth. Me responda. – pediu Thomas fazendo carinha do gatinho do Shrek.
– Ei, não tente usar esse truque. Porque ele não vai funcionar e eu já ia te responder. – falei fazendo bico para a carinha dele, mais na verdade essa carinha ia funcionar sim.
– Ta bom. – disse ele sorrindo e me deu um selinho.
Meus olhos se arregalaram, não esperava que ele fosse fazer isso. Quando ele viu que eu fiquei assim fez uma careta.
– Desculpa, sabe, força do hábito. – disse ele sorrindo envergonhado.
– Não precisa se desculpar. Tecnicamente, ainda somos namorados, até você me dar um pé na bunda. – falei tentando fazer graça e funcionou pois nós dois rimos.
– Eu nunca te daria um pé na bunda. – disse ele ainda sorrindo fazendo carinho na minha bochecha.
– Pois deveria, eu só te faço sofrer. – falei sentindo meus olhos se encherem de lagrimas.
– Ei, ei, ei. – disse ele com a voz mansa beijando minha bochecha. – Nem pense em chorar mocinha. Você me faz muito feliz, só basta que você esteja feliz para meu mundo ser cor de rosa.
Com essa eu tive que rir, rir não, eu gargalhei e ele me acompanhou. Eu não estava acreditando que ele tinha feito uma comparação como essa.
– Thomas você não existe. – falei tentando parar de rir.
– Existo sim. – falou ele pegando a minha mão e colocando no rosto dele. – Pode sentir isso? – perguntou e eu assenti. – Então sou real.
– Você pode ser uma imaginação muito fértil minha. – falei continuando a fazer carinho no rosto dele e desci para o pescoço entrelaçando meus dedos em seu cabelo.
– Então sua imaginação é perfeita. – disse ele sorrindo colocando as mãos na minha cintura.
– Bobo. – falei sorrindo.
Ficamos em silencio por um tempo. Continuei a fazer carinho na nuca dele e ele fazia movimentos circulares com seus polegares na minha cintura.
– Vai contar pra ele? – perguntou me olhando nos olhos.
– Não posso. – falei o encarando.
– Mais ele merece saber. – disse ele tirando uma mão da minha cintura e tomando meu rosto com ela.
– Eu sei, mais eu sinto que não devo contar. – falei. – Acredite em mim, tem alguma coisa que estra gritando dentro de mim para não contar ou alguma coisa não muito boa vai acontecer, por favor só peço que me entenda.
– Tudo bem, não vou discutir com você sobre isso sei que vou perder mesmo. – falou e sorriu.
– Vai mesmo. – falei e ele me abraçou.
– Conte comigo para o que der e vier Annie. Eu sempre estarei com você. – disse ele no meu ouvido e beijou meu pescoço.
Fale com o autor