Life Of a God - The First Season
26 Capítulo 27
Notas iniciais
POV Sarah
Depois de um merecido banho, depois de tudo que aconteceu, Nico e eu estávamos sentados em frente ao chalé de Poseidon abraçados. Nico encostado na parede do chalé e eu entre suas pernas com as costas encostadas em seu peito.
– Não acredito como o meu irmão pode fazer isso. – falei e acho que foi pela enésima vez que falei isso em menos de 30 minutos.
– Ok, somos dois, mais uma vez. – disse Nico me abraçando mais forte e rindo contra meu ouvido mais uma vez falando a mesma coisa nos últimos 30 minutos.
Um arrepio, muito bom por sinal, passou pelo meu corpo e eu sorri involuntariamente. Sinceramente eu não sei o que esta rolando entre Nico e eu, mais eu posso dizer que estou gostando muito, muito, muito mesmo disso.
– Sabe, as vezes eu me pergunto como ele pode ser tão... Tão... Tão...
– Tão Cabeça de Alga? – sugere Nico ainda rindo.
– É. – concordei rindo. – Poxa, ele faz uma coisa... Ah fala serio como ele pode beijar a Fanny depois de tudo que aconteceu por causa dela?
– Bom, ela é bonita. – disse Nico. Olhei para ele com uma sobrancelha arqueada.
– Fala serio, né? – falei emburrada e ela abriu um sorriso torto e me deu um selinho. – Só podia ser homem mesmo. Malditos homens das cavernas.
– Nossa, vai jogar a culpa nos caras que morreram a sei lá quanto tempo? – perguntou Nico.
– Sim. Esse machismo é tudo culpa deles. – falei me recostando novamente em seu peito e cruzando os braços.
– Por que é culpa deles? –perguntou rente ao meu ouvido novamente fazendo um arrepio gostoso passar pelo meu corpo.
– Simples. Eles usaram sua força para mostrar para as mulheres que eles é quem mandavam fazendo delas meros objetos de seus desejos. Elas faziam o que eles decretavam que elas poderiam fazer. – falei ainda emburrada.
– Interessante, continua por favor. – disse ele apoiando seu queixo em meu ombro.
– Pois então, desde então os homens fizeram isso com as mulheres e por elas terem medo dos homens nunca disseram suas opiniões, sempre se submetendo as vontades deles. Por isso esse machismo dos homens. – falei.
– E o que tem o fato de eu dizer que a Fanny é bonita com isso tudo? – perguntou Nico.
– Ora bolas. Por causa dessa submissão das mulheres perante os homens, eles aproveitaram isso para dar total liberdade de seus atos, podendo fazer o que eles quiserem e dando a desculpa de ser homem para poder fazer aquilo. Simplesmente ridículo. – falei e mostrei a língua pra ele.
– Mais foi você que disse que “Só podia ser um homem mesmo”. – disse ele fazendo uma imitação muito fail da minha voz no final.
– Só vocês homens para dizer que beijariam uma pessoa só por ela ser bonita. – falei fazendo bico.
– Mais tem mulheres que também fazem isso também. – contrapôs ele.
– Sim, mais são só algumas mulheres que fazem isso. Os homens são todos. – falei sorrindo vitoriosa.
– Mais com certeza vocês, mulheres, pensam muito em como nós homens somos bonitos. – falou ele sorrindo.
– Isso com certeza fazemos, mais diferente de vocês não nós atiramos para cima deles só porque pensamos assim. – falei ainda sorrindo.
– Certo, vamos parar com isso. – disse ele se aproximando de mim. – Quero fazer outra coisa com você.
– E o que seria? – perguntei sorrindo maliciosa.
– Completamente isso. – sussurrou ele e então me beijou
– Nico. – alguém gritou nós atrapalhando. Sorte de filhos de Poseidon são uma grande m****. Fala serio. – Quíron esta te chamando. – e esse alguém foi embora do mesmo jeito que apareceu.
– Poxa vida. – reclamei me afastando de Nico que riu. – Quando as coisas ficam boas, sempre tem alguém para atrapalhar.
– Quanta sorte, né. – disse Nico me dando um selinho.
– Nula. – falei emburrada me afastando um pouco de Nico para ele poder levantar.
– Não fica assim. – disse ele me dando mais um selinho. – Volto o mais rápido possível.
– É bom mesmo. – falei e Nico saiu andando em direção a Casa Grande.
Me encostei na parede do chalé e fiquei lá. Não tinha nada para fazer mesmo então iria esperar Nico aqui mesmo.
Bom, foi isso que eu pensei que iria fazer porque no momento seguinte que pensei nisso alguém sentou ao meu lado.
Não me virei para ver quem era porque eu já sabia quem era. Reconheceria ele em qualquer lugar e de qualquer jeito.Ficamos em silencio. Ele que veio até, ele que começa a conversar, é claro se ele quiser conversar.
– Então. – começou ele. É ele quer conversar.
– Então o que? – perguntei sem me virar para encara-lo. Ficamos em silencio novamente e isso estava me dando nós nervos.
– A gente não era assim. – comentou ele quebrando o silencio.
– As coisas mudam. – falei dando de ombros ainda não o encarando mais podia sentir que ele estava olhando para mim.
– Eu não gostei dessa mudança. – disse ele. Meu corpo parecia que estava pegando fogo com o olhar dele sobre mim, mais eu não o encararia. Não por enquanto.
– Não temos que gostar, só aceitar as coisas como elas são e ponto final. – falei. Confesso que fui rude mais não deu para evitar, saiu sem querer querendo.
– Acho que eu mereço isso, não estou aceitando as coisas, não é? – perguntou ele e eu só dei de ombros. – Poderia olhara para mim por favor? – pediu.
– A vista que eu estou vendo é mais interessante. – falei. Se você achar olhar para outro chalé sem explicação alguma mais interessante que olhar para o Deus ao meu lado, tá sei que ele é filho de um Deus mais ele parece um Deus de tão lindo.
– Ok, que tal se treinarmos um pouco? – perguntou ele e pelo som de sua voz ele parecia estar triste.
– A luta com os monstros não foi o suficiente para você? –perguntei e pela primeira vez me virei para encara-lo.
– Mais eu estou afim de lutar com você. – disse ele sorrindo por eu ter olhado para ele. – O que acha, vamos?
– Tudo bem. – falei me levantando. – Vamos para a praia.
Sai andando e percebi que ele me seguia. Eu estava com raiva e precisava descontar em alguém e infelizmente, ou felizmente, teria que ser no Dylan mesmo.
Quando percebi já estava na praia com minha espada em punho olhando para Dylan. Ele estava com um sorriso torto no rosto e com sua espada em punho.
– Então, quem começa? –perguntou ele.
Sorri e ataquei ele com toda a minha força. Dylan arregalou os olhos quando cheguei rapidamente perto dele e só deu tempo dele levantar sua espada e bloquear meu ataque. Mais como eu tinha usado muita força no ataque ele teve que dar uns passos para trás para manter o bloquei do meu ataque.
– Nossa, que força é essa hein. – disse ela ainda sorrindo.
A mais eu ia tirar esse sorriso lindo do rosto, a sei ia. Dei um passo para trás desencostando nossas espadas e ataquei ele de novo. Fiquei atacando ele sem parar até que o sorriso dele foi desaparecendo pouco a pouco.
– Vai ficar só se defendendo é? – perguntei sorrindo quando nós afastamos um pouco para respirar. Eu estava com os pés na agua e isso estava me dando uma força extra.
Ele bufou e me contra atacou. Bloqueei seu ataque mais ele continuou me atacando. Agora era ele quem ataca e eu que recuava. Mais para mim estava tudo bem, pois, poxa sou filha de Poseidon e quanto mais eu ia para trás mais eu adentrava no mar.
– Estratégia errada, meu caro. – falei e enquanto eu me defendia dos ataques dele eu fazia uma onda atrás de mim.
Quando ele viu a onda ele arregalou os olhos e deu dois passos para trás incrédulos. Eu não precisava olhar para trás para saber que a onde deveria ter mais de três metros de altura. Me esforcei para fazer uma como essa.
– Você não vai fazer isso. – disse ele olhando para mim ainda incrédulo.
– Você duvida? –perguntei arqueando uma sobrancelha sorrindo de canto.
– Ah mais que droga. – foi à única coisa que ele falou antes de eu ordenar que a onda caísse sobre nós.
Controlei a agua em torno de mim para não me machucar, mais não fiz nada para poupar o Dylan. Não me levem a mal, mais eu estou com raiva e não penso muito bem quando estou assim.
Quando a agua abaixou Dylan estava ensopado e me olhava com fúria. Sorri sem graça, mais não me sentia culpada por isso, bom eu acho que não.
– Você esta maluca menina? – gritou ele se levantando e tirando sua camisa.
Agora, definitivamente, não me sentia nem um pouco culpada de ter encharcado ele. Com essa linda paisagem na minha frente, e eu não estou falando da paisagem natural do acampamento.
Dylan é muito lindo, engraçado e inteligente, mais tem péssimo gosto para namoradas, isso é fato.
– Nem um pouco. – falei dando de ombros passando a mão pela minha camisa que estava sequinha. – Não me lembro de ter lhe dito que não ia usar meus poderes nessa luta.
– Ah qual é. – disse ele jogando sua camisa no chão e vindo em minha direção. – Porque você esta agindo assim comigo? – perguntou já estando a menos de um palmo longe de mim. – Poxa, éramos tão amigos.
– Isso foi antes de você começar agir com um tremendo idiota. – gritei empurrando ele de leve e por um segundo senti uma corrente elétrica passando pelo meu corpo.
– Eu? – perguntou descrente apontando para ele mesmo e chegando novamente perto de mim. – Foi você que de uma oura para a outra ficou do lado do Nico e se esqueceu de mim.
– Não me vem com essa de colocar o Nico nisso tudo. – falei brava e nem reparei que nossos rostos estavam tão próximos. – Ele me ajudou e conversou comigo enquanto que você me dava às costas para ficar com a Claire.
– Eu não te dei as costas, você que começou a ficar com o Nico e eu iria fazer o que, ficar correndo atrás de você por um pouco de atenção? – perguntou ele descrente, seu hálito fazia cocegas em minha bochecha.
– Não mais quem sabe parar de tratar o Nico daquele jeito que estava tratando ele. – falei sussurrando. – Poxa, vocês dois eram amigos, porque estava tratando ele daquele jeito?
– Porque ele estava fazendo uma coisa que eu queria ter feito. Porque ele estava ocupando um lugar que eu queria estar ocupando. – sussurrou ele de volta nossos lábios a um centímetro de distancias um do outro.
– Se posso saber, que lugar seria esse? – perguntei tentando não gaguejar com a nossa a proximidade. Me deem um desconto, nem vocês, garotas, iam conseguir ter controle algum sobre vocês com um cara desses na sua frente.
– Esse. – disse ele e ele tocou levemente meus lábios com os seus.
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