Life Is.....Blue
1 Capítulo 1 — Life is.... Crazy
Notas iniciais
Bem, essa é uma das minhas primeiras fics, digo primeiras porque já idealizei várias outras, porém não postei, quem sabe mais tarde - ou não. Mas enfim, espero que curtam bastante principalmente quem é do time Pricefield, pois terá um romance entre as duas, já que amo elas ♥ a história dessa fic se baseará na história do jogo porém com cenas extras, se quiserem saber quais acompanhem -q e com a visão de Ramona, digo Chloe. Se eu conseguir terminar essa fic - e se for bem recebida - planejarei criar uma só da Rachel e Chloe.
Bang! — Era tudo que a jovem punk de cabelos azuis ouvia, por um momento toda a sua vida vinha nos seus olhos, era algo estranho para ela, pois ela nunca levava fé nessa superstição de que a vida da gente sempre passa diante de nossos olhos quando estivéssemos prestes a morrer... ela lembrara de tudo.
Lembrara que há anos atrás estava vestida de pirata com sua única e melhor amiga Max, com quem sonhava em conquistar o mundo, serem livres, entende? Talvez não, mas esse sonho é tão bom. Poder sair por aí sem se importar com nada, conquistando a todos, conquistando um — digo dois no caso — lugares no mundo tão grande. Bang! Novamente ouvia o tiro, mas dessa vez não era real, pois sabia que fora apenas um disparado. Esse "bang!" foi mais para cortar as lembranças que ela estava tendo, para mostrar ela, agora mais velha com seus cabelos já azuis com sua amiga Rachel. "Ah, Rachel..." Se lamentava em saudades, enquanto via as tão doces, porém de certa forma amargas memórias. Então novamente "Bang!". Mas dessa vez foi estranho... Ela abria os olhos e via que não tinha arma, nem nenhum Bastardo Riquinho no lugar, e ainda não estava no banheiro, local onde fora ameaçada na visão. Talvez essa visão fosse um mau presságio de que não devesse ir atrás do Bastardo, mas e se não fosse? "Foda-se" pensava de imediato e ia até o banheiro. No caminho até lá sentia um certo frio percorrer sua espinha, algo que notara estranho, pois estava vestindo um casaco negro para aquecer, mas nem isso a atrapalhava. Chegava na porta do banheiro e ouvia alguém falar consigo mesmo no banheiro. O dono da voz era homem, logo só podia ser Nathan — o bastardo rico que queria falar comigo sobre negócios. Ambos tinham marcado ali. Então segurava na maçaneta... E a girava, abrindo-a porta. Tomada por uma coragem pensou "É agora, não demonstre fraqueza". —Então o que diabos você quer?— Ela disse assim que entrava, olhando para o bastardo, e antes que ele respondesse saiu olhando pelo banheiro para garantir que não teria ninguém ali, quando passou pela primeira porta perguntou — Checou o perímetro? Se sim, vamos falar de negócios, e rápido. — Perguntou enquanto continuava a procurar nas portas por alguém, quando chegou na última parou e voltou para perto dele. —Se chequei? Cala boca. Não tenho nada para você. — respondia de uma forma curta e grossa Nathan que estava apoiado na pia de frente para o espelho. Não me manda calar a boca, bastardo. Sei que você tem bastante dinheiro. —Minha família tem, não eu. —Oh-ho, coitadinho do bastardo rico. Sei muito bem que tem distribuído drogas para a galera dessa escola. — Isso! Pensava ela, estava pressionando ele com maestria. Então aproveitando que estava com tudo sobre o controle, ela foi se aproximando dele, ficando do lado do mesmo. —Aposto que sua tão respeitável família, que controla tudo aqui, vai adorar saber disso! Posso ver as manchetes do jornal:" Membro da tão prestigiada família dos Prescotts é apanhado vendendo drogas na universidade de Blackwell." Soa bem legal, não acha? —Cala a boca, Vadia!—estava completamente pressionado, podia ver pela expressão e pela raiva dele em seu tom de voz. —Eu posso falar para todo mundo aqui que Nathan Prescott implora como menininha e fala sozinho. Quer isso? Heim?! — sem pensar muito, ela empurrava o bastardo, o que foi uma péssima ideia. —Eu mandei você calar a boca, vadia! Você não faz a menor ideia de com quem está mexendo! — Ele ao ser empurrado sacava uma pistola e apontava para Chloe, a menina de cabelos azuis. — Nathan abaixe isso! Você está maluco?! Vamos lá, cara!—ela era empurrada para a parede com a arma apontada para sua barriga, completamente tomada pelo desespero. Bem, era a mesma visão que tivera mais cedo, só que ele de fato ainda não atirou, ainda. — Vamos, você vai ficar muito mais enrascado aqui no que com as drogas! — Ninguém jamais fala o que tenho o que fazer, ninguém, ouviu?! —ele esboçou um pequeno sorriso doentio por um segundo e continuou — Ninguém sentirá sua falta mesmo, ou alguém vai? Então eis que o barulho do alarme de incêndio é disparado, o que distrai Nathan, e Chloe se aproveita o chutando bem no meio das pernas para que pudesse escapar — Nunca mais toque de novo em mim, Bastardo! — disse o empurrando dessa vez o derrubando no chão. Ela aproveitava para sair do banheiro, correndo antes que alguém viesse conferir o alarme. O estranho foi que enquanto Nathan a prendia, ela pôde notar um vulto atrás da última porta, bem estranho mesmo. Então ela corria e saía dali, saindo do campus e indo até o seu carro que estava estacionado ali. Ela se sentava no banco do motorista para relaxar, ligando também o rádio para se recuperar um pouco do ocorrido. — Bastardo! — Ela gritava onde ninguém poderia vir. — Filho de uma puta! — Ela xingava, pois apesar do ocorrido e ele não a ter machucado fisicamente, a machucara emocionalmente, pois nesse momento lembrara que de fato ninguém ia sentir saudades dela. Max se fora, Rachel se fora até seu pai se fora. Será que de fato alguém se importava mesmo com ela nessa vida? Essa vida infernal? — Que droga! — Ela deixava uma lágrima escapar de seus olhos, mas logo a secava rapidamente, tentando esquecer o assunto, mas não era algo tão fácil.
Você já se sentiu assim? Como se ninguém realmente se importasse com você? Ou alguém que você achou que iria ser a pessoa mais importante da sua vida, que estaria para sempre ao seu lado, mas no fim... Bem no fim ela fora apenas mais alguém, mais alguém que te abandonara. Isso era normal demais para Chloe, embora seja bem triste tal realidade. A vida é triste mesmo. Mas ela aprendera a tentar ignorar tais problemas, pelo menos um pouco deles, afinal Rachel não abandonara ela... Ela apenas... Apenas tinha desaparecido e Chloe iria a encontrar logo, ou era o que ela vivia dizendo para si mesma. Era sempre a melhor opção, negar. Negar e negar, pois possivelmente a resposta não seria boa. Então decidira sair de vez dali. Ligava o carro e pisava no acelerador para começar a se locomover para pegar a estrada e assim ir para casa, mas quando estava saindo quase atropelara uma garota, que estava arranhando um garoto, que Chloe logo reconheceu sendo Nathan, o mesmo que quase a matara no banheiro. Não entendia nada a principio, afinal não reconhecia a garota e nem sabia que ela estaria envolvida com o incidente no banheiro... Isso até ela se virar para Chloe. Chloe a viu. E Max também a viu. Ambas gritaram o nome uma da outra quando se viram. O que se seguiu depois disso foi um choque para as duas, que não durou muito, pois Nathan se recuperara e partira para cima de Max, só que o amigo de Max — que a garota de cabelos azuis nem reparara antes — se jogou em cima do Bastardo, o jogando no chão, porém o Bastardo conseguiu ficar por cima e liberou uma rajada de socos em seu rosto, o que provavelmente deixaria um hematoma na região direita da face mais tarde. Então Chloe acordou do choque abriu a porta para que Max entrasse antes que Nathan levantasse o que foi quase de imediato. Quando ele levantou correu até o carro antes que esse partisse e começou a chutá-lo, o que foi em vão, pois a garota de cabelos azuis pisara no acelerador e saíra depressa do estacionamento, salvando sua amiga de infância. O que deu para ser ouvido foram várias ameaças verbais de Nathan que xingava as duas e gritava que ninguém escapava dele, coisa que se mostrou o contrário, afinal elas escaparam. Na verdade antes de abrir a porta ela tinha pensado por um momento em não ajudar ela para se vingar do “abandono” que sofrera anos atrás, mas o seu amor por tal amiga se mostrou mais forte no momento, o que levou a ela conceder uma chance para Max, e assim as duas foram, juntas, para longe dali no momento. A viajem se seguiu por um silêncio por parte das duas, ninguém dizendo nada por um longo tempo, isso até que Max quebrara o silêncio, dizendo o óbvio. — Esse Nathan é tão perturbado e... Como posso dizer... Perigoso... — Ela fez uma pausa então para depois prosseguir — Esse dia está tão longo... — Ah, e “obrigada, Chloe, por salvar a minha bunda dali.” — Dissera tais palavras sem pensar muito, tomada por certo impulso ainda de raiva por ter sido abandonada — Depois de tantos anos continua a mesma... — Dessa vez, ela tirara os olhos da estrada para olhar Max e ver sua cara de quem realmente se arrependera e que não ia dizer nada no momento, por isso prosseguiu — Pelo menos finja que está feliz em me ver. Pois... Eu estou em te ver. — Chegou até a esboçar um sorriso para ela, mas logo voltou a olhar para estrada, e não pôde ver a expressão de Max no momento. — Obrigada, Chloe... — Ela por fim disse, porém sem olhar nos olhos da Chloe, apenas olhando para baixo ainda se sentindo culpada, até que finalmente virou seu rosto para a motorista — Pronto... Faz completamente sentido em eu te encontrar hoje. — É, hoje foi esse tipo de dia, sabe? Bem, bem doido mesmo. — Ela olhou para Max enquanto proferia as palavras e novamente voltou a olhar para a estrada e disse o restante sem tirar os olhos da pista — Então o que aquele bastardo queria com você? — Melhor torcermos para que nada aconteça depois de hoje... — Claro. — Como você soube do Nathan? — Ele é apenas mais um idiota, e quando digo idiota me refiro a um completo merdinha mesmo de Aracdia Bay... Mas seu amigo apanhou completamente por você. — Sim, o Warren me ajudou mesmo... Devo um enorme favor a ele. — Você não é a única com dívidas, e já está causando sérios problemas. — Eu pensei seriamente que seria tranqüilo aqui quando voltei... Mas... Parece estar tudo estranho com a minha volta... — Então Seattle foi assim tão ruim? — Não, não, na verdade ela foi uma cidade muito boa, principalmente para artistas importantes e brilhantes. Perfeita para tirar fotos. — Sim, deve ter sido difícil voltar para uma cidade de caipiras como Arcadia Bay novamente. — Bem... Não depois de te ver. — Para, por favor, você voltou para Blackwell Academy, garota. — Aquela afirmação de Max atingira em cheio Chloe. — Bem, eu voltei só por Mark Jefferson. Ele foi um incrível fotógrafo, muito famoso nos anos 90. Sempre amei o trabalho dele... — Fico feliz que tenha encontrado um bom motivo para voltar. — Dessa vez respondera com certa angústia na voz ao ouvir a resposta de Max sobre voltar não por ela, mas por causa de Mark Jefferson. — Você acha que eu não estou feliz em te ver? — Não, você estava bem feliz sem ter que esperar por uma ligação ou até por uma única carta sequer. — Chloe... me desculpa. Eu sei que quando saí você estava em uma má fase... — Como você sabe? Não estava aqui. — Chloe, eu nunca quis sair daqui só para ferrar com você, poxa. Eu só não queria ser essa Nerd tímida. Eu teria falado com você, e você sabe... — Me poupe dessas desculpas tristes. Aposto que não as usa com Jefferson. E não as use em mim. — Disse até com certa frieza na voz, o que mais uma vez fez com que as duas ficassem caladas. E se seguiu assim, ambas caladas novamente, até que Max pegou algo em sua mochila, esse algo era uma câmera pelo que Chloe pôde perceber. E novamente ela quebrou o silêncio. — Ah, quebrou... Você está falando sério? — Uau, quanto tempo não vejo ela? — Viu? Nem tudo muda, um exemplo disso é minha câmera que sempre foi oficialmente uma merda. — Meu padrasto tem várias ferramentas lá em casa, caso queira consertar sua câmera, pode passar lá em casa, não acha? — Ela disse isso para tentar ser uma boa amiga depois de sido tão grossa com Max e era tudo o que podia fazer pela amiga no momento. — Mas eu preciso de ferramentas pequenas bem específicas... — Hã, ele é cheio dessas ferramentas na garagem, inclusive ele mesmo é uma... — Fazia uma pequena pausa vendo que ela não ia tentar rebater o argumento, então prosseguiu — Bem vinda, Max. Ela prosseguiu o caminho de volta para a casa dela, que na verdade já faltava pouco, tipo uns minutinhos só, o que se provou ser verdade, pois realmente não demorou muito até chegarem na rua dela, já podendo avistar sua casa. Logo estacionara o carro e saía do mesmo indo até a porta de sua casa para abrir. Enquanto isso, Max ficou parada do lado do carro, talvez ainda estivesse sem graça, ou não, mas o motivo Chloe não sabia então apenas a chamou e Max retribuiu indo até ela e dizendo: “ Uau, a casa ainda está... bonita.”
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