Life Is.....Blue

2 Life Is... so happy


Notas iniciais
Segundo capítulo lançado praticamente junto do primeiro, porque já tinha escrito um só enorme, mas como disse ficaria meio grande demais e enjoaria se eu pusesse em apenas um capítulo, então foi melhor dividir. Aí está ele :p . O próximo, que já vai ser postado vai ser bem legal - Se é que me entendem. :v

Entraram na casa e foram direto para o quarto de Chloe. Um quarto mas muito, muito arrumado mesmo — Claro que para não dizer ao contrário. Tinha pilhas e mais pilhas de coisas velhas espalhadas no chão, uma verdadeira bagunça, que se ficasse falando de fato o que tinha ali ia demorar muito. A parede que ficava do lado da porta estava cheia de pôsteres e com um desenho da mesma com os dizeres “Todo mundo mente, sem exceção.”
— Hã, ele está meio diferente desde há última vez que você veio aqui.
— Meio? — Max perguntou em meio a um sorriso bobo, enquanto via Chloe sentar na cama. — Pelo menos parece um bom lugar para descansar.
— Não é exatamente uma boa área de relaxamento e meu padrasto faz questão disso. — Ela foi se deitando na cama, enquanto pegara um maço de cigarro para fumar um pouco. Ela tragava um pouco do mesmo para dizer logo em seguida — Ah, coloque uma música enquanto eu me cuido aqui.
E foi o que Max fez. Ela foi até a caixa de som que no momento estava desligada, pois a régua de energia, a qual estava ligada, estava no momento desligada, e então ela foi e ligou tal régua virando o interruptor, o que fez com que os piscas-piscas de natal se acendessem. Logo após ligar a energia só faltaria procurar pelo CD. Max revirava tudo até finalmente achar uma caixinha onde estava o CD, só que nessa caixinha tinha algo que também chamou a atenção da mesma, no caso uma foto de duas pessoas: Chloe e Rachel Amber.
— Me devolva isso! — Ela se levantou só para retirar da mão de Max a foto, que era muito importante para ela.
— Desculpa... Devia ser uma amiga muito boa mesmo. — Max se levantou e se sentou do lado de sua amiga e prosseguiu — Então essa é a Rachel Amber... Eu vi os cartazes de desaparecida dela por toda a Blackwell.
— Fui eu quem os colocou... Ela, Rachel, era como um anjo para mim. Sabe? Depois que você se foi e meu pai morreu... Eu fiquei só durante um bom tempo... Ela salvou minha vida.
— Cara, eu não tinha a menor ideia disso...
— Você nunca se esforçou para descobrir.
— Então Rachel me substituiu? Fico feliz que ele ficou lá por você. — Embora tenha dito isso, Chloe percebeu que seu tom de voz soou meio entristecido.
— Ela me apoiou. Nós iríamos conquistar o mundo todo. Você iria rir de quão diferente nós éramos... Ela queria ser uma estrela. Parecia uma modelo. Esse era o seu plano, nosso plano. Iriamos ir o mais rápido possível para Los Angeles... — Ela falou se lembrando de tudo, ah, as recordações eram tão boas, mas tão distantes.
— Quando foi que a Rachel sumiu?
— Há seis meses. Ela... Deixou Arcadia Bay. Sem dizer nenhuma palavra. Sem mim...
— Como você sabe que ela desapareceu? Ela talvez quisesse começar uma vida nova...
— Porque ao contrário de você ela teria me contado ok? Aconteceu algo com ela... Eu sei disso!
— Eu acredito em você... Só estou querendo juntar as peças...
— Antes dela desaparecer, ela tinha dito que encontrou alguém que mudou completamente a vida dela. — Quando as palavras saíram de sua boca, ela sentiu uma enorme dor quando as disse. — Então ‘POOF’, desapareceu.
— E você não ouviu mais falar dela?
— Como todos na minha vida, você, meu pai.... Desapareceram.
— Mas Chloe... — fora interrompida.
— Max, pode colocar por favor a música? Tipo, agora.
E com isso Max se levantara bem triste pela amiga, querendo confortar ela, queria com certeza dizer para Chloe que ela estava ali por ela, mas sabia que se dissesse a resposta de Chloe seria amarga, pois ela sabia muito bem como era a amiga. Então ao invés disso apenas disse:

— Bem... Estou indo para garagem pegar as ferramentas, ok?
— Sim. Vai lá. Eu quero apenas ficar sozinha no momento e apreciar minha vida tão boa.
— Chloe...
— Vai logo, Max.
Ela saiu pela porta, abrindo-a e descendo as escadas até a garagem, enquanto isso Chloe ficou deitada tragando o cigarro e apreciando a música. Ela estava feliz, mas estava triste também. Feliz por finalmente estar junto de sua amiga de novo, mas triste... Triste, pois estava descontando toda a raiva e angústia em alguém que não merecia, e também porque a conversa que tivera com Max, a fez lembrar-se de Rachel mais uma vez. Então ela se perdeu nos pensamentos. Pensando na Rachel, ouvindo a voz dela na cabeça, imaginando-a segurando sua mão e rindo. Ela com aqueles lindos olhos azuis e cabelos claros. Era tão bonita, mas tão distante agora. Ficar pensando nela não resultaria em nada, por isso parava. Apenas tragava o cigarro e apreciava a música, enquanto esperava por Max...
Por um longo momento ela ficava no quarto esperando até que finalmente voltara.
— Achou as ferramentas? Bom, então sente na minha mesa e tente ajeitar sua câmera.
Max tentava de tudo para ajeitar sua câmera, mas não conseguia. Então se encostava na cadeira.
— Ah, cara, não consigo....

— São as últimas fotos que você tirou? — Chloe perguntara olhando o montinho de fotos que estava do ali em cima da mesa. — Posso ver? — Mal esperou a resposta e pegou uma foto. A foto de uma borboleta azul, que Chloe já tinha visto. — Nah! Onde tirou esta? E quando? — Max respondia com “uh” como se ainda estivesse processando as perguntas. — Foi você que tirou esta foto, Pirralha! — Tudo começara a fazer sentido. — No banheiro.... Você que acionou o alarme, por isso ele estava com raiva! Sem saber você me salvou... Agora me diga a verdade, Max.
— Sim, estava... No canto escondida.
— Cara, você é uma Ninja.
— Uma ninja teria decapitado Nathan, eu só tirei a foto de uma borboleta...
— Você ouviu a conversa?
— Não toda. Eu também contei sobre Nathan estar com a arma para o diretor. Estava com medo e não sabia muito bem o que fazer, mas não te envolvi no relato.
— Tudo bem, Max. Eu devo muito a você, Max. Eu poderia te beijar agora. — Ela disse brincando, e chegou a notar o rubor crescer nas bochechas de Max, então não pôde deixar de sorrir.
Foi para a estante pegar uma câmera... Uma câmera digital que pertencera ao seu falecido pai. — Max, foi seu aniversário mês passado. A câmera do meu, quero que fique com ela. Não ouse negar, eu sei que ele iria ficar chateado se eu nunca usa-se e eu não uso. E bem, com certeza você vai usar. E agora eu vou pegar essa imagem como símbolo de nossa união, ok? — Disse e pegou tal foto.
— Sim! Tudo bem! Essa câmera é tão boa...
— Agora que terminamos com as emoções podemos festejar, certo?! — Foi até o som e aumentou o volume da música, em seguida subiu em cima da cama dançando extremamente feliz em saber que tinha um novo anjo cuidando dela e também de ter sua amiga de volta. — Vem, Max, tira foto de mim agora.
— Você é louca, Chloe!
— Sim, sim, sou insana! Vamos dançar! Agite essa bunda mole! — Max de imediato pegou sua nova câmera e tirou a foto de sua amiga dançando em cima da cama. — Rock´n Roll, garota! Vamos. — Max finalmente guardara a câmera e a foto e finalmente começara a se remexer toda, e Chloe sorria vendo que libertara a sua amiga daquela cara tristonha e culpada de antes.
— Chloe, está aí! — era a voz de seu padrasto gritando, então de imediato Chloe parou de pular e sussurrando disse para Max — Desliga isso, rápido! — E fizera isso.
— Quantas vezes já disse para não ouvir essa música punk?
— A música nem está tocando, cara!
— Estou chegando! Nós precisamos conversar!
— Merda, idiota! Max, se esconda. Se ele te encontrar aqui, vai me matar. — Ela saiu em disparada procurando um local para se esconder, por fim optara por se esconder no armário mesmo. Enquanto isso, enqanto ela ia se escondendo Chloe se jogou na frente da porta para que ele não abrisse. — Estou me trocando, velho!
— Abra a porta, vamos! — Quando Max finalmente se escondera, Clhoe largou a porta para que ele entrasse, e foi o que ele fez. Sem esperar muito foi direto ao assunto. — Uma de minhas armas sumiu. Você a pegou?
— Eu não a peguei. Você sabe que eu acredito na regulamentação das armas? — Ele ia olhando a mesa de Chloe até encontrar o maço do cigarro que estava ali. — O que é isso aqui, Chloe? Eu não lhe disse que não te quero mais fumando aqui?
— Armas e cigarros, por acaso está delirando? — Chloe rebatera se levantando da cama para encarar seu padrasto.
— Estou farto de tamanho desrespeito. Diga-me a verdade.
— Não é dela! É meu! — Disse Max saindo do armário (trocadilhos a parte) e assumindo a culpa.
— Então você está trazendo drogas para a minha casa? E se eu chamasse a polícia? Isso estragaria seu registro em Blackwell. Cansei de ver gente imprestável influenciar Chloe. — Finalmente fez uma pausa só para lembrar-se de já ter encontrado com ela antes nessa tarde e trouxe o assunto à tona. — Senhorita, você parece ter um talento especial para gerar problemas, como esta tarde por exemplo. Você não tem nada inteligente para dizer agora, tem?
— A deixa em paz, cara! Para de assediar as minhas amigas! — Chloe na mesma hora disse se pondo na frente dos dois, separando-os.
— Você não tem nenhum amigo.
— Como se você soubesse. Você não é um super policial de verdade! É apenas um guarda de segurança.
— Eu era um soldado, Chloe. E Max se eu te ver aqui de novo, você vai aprender tudo sobre problema real. — Então se virava para ir embora, e Chloe lhe deu dedo do meio, na verdade no plural, pois foram os dois de uma vez de tamanha raiva da garota.
— Max, vamos sair daqui, que tal? Só abrir a janela para irmos.
— Ok. — Ela respondeu e por fim abriu a janela e ambas pularam-na para sair daquela casa.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.