Notas iniciais
Bem, lá estava eu quieta na minha quando veio Dona Fabi (OneMoreKlainer), e disse:

"GABIII, O JUSTIN LANÇOU O PURPOSE!!"

E como ela me passou a Bieber Fever, eu logo tratei de ouvir todo o cd e quando ouvi "Life is Worth Living" a ideia dessa fic me atingiu como um raio!

Então aqui está, vou tentar administrar TRÊS fanfics ao mesmo tempo!

Espero muito que gostem!
Desculpem qualquer erro e boa leitura!

Kurt ainda era uma criança de cinco anos quando sua mãe começou a cair doente. Ela foi diagnosticada com uma das piores doenças que existia, o câncer. E infelizmente ela havia descoberto tarde demais, por isso o médico a condenou dizendo que só teria mais um ano de vida.

Aquele um ano foi um dos piores para a pequena família Hummel. Como Kurt ainda era uma criança, seus pais sempre estavam sorrindo perto dele, porém toda noite ele ouvia sua mãe ou seu pai chorando.

Um dia, o pequeno castanho resolveu perguntar o porquê dos choros todas as noites e foi então que ele descobriu a verdade. Sua mãe, Elizabeth, estava para partir. Desde muito cedo o mais jovem Hummel, já havia conhecido a dor.

Antes de partir, sua mãe lhe disse para não se importar com ninguém ao seu redor, que ele era lindo e perfeito do jeitinho que ele era. Na época, Kurt apenas sorriu e assentiu firmemente que seguiria os conselhos da mãe, porém quando ele cresceu e encarou a realidade, viu que não seria tão fácil assim ser ele mesmo sem se importar com a opinião alheia.

Hoje, com 16 anos, o castanho ainda continuava com seu estilo próprio, suas roupas era ele mesmo quem desenhava e costurava para usar depois. Aliás, aquele era seu dom desde pequeno e ele queria seguir aquela carreira no futuro. Desenhar croquis era a única coisa que o deixava feliz, pois sua infância sempre foi solitária e sem sua mãe era pior ainda. Burt não entendia muito o jeito do filho, então era raro o pai dar grandes conselhos, pois não sabia como. Por isso, Burt quando percebia seu filho triste, ele só o abraçava e aquilo era o suficiente para Kurt. Hoje ele já não

Esse "estilo diferente" do castanho aparentemente incomodava os jogadores do McKinley, pois todos os dias ele era empurrado contra o seu armário.

- E aí fadinha? Bonita roupa… — Karofsky disse com ironia — Bom rapazes, hoje eu não estou com vontade de empurrar o purpurina contra o armário… — os outros jogadores começaram a reclamar — Calma, calma, eu não quero empurrar ele, quero joga-lo na lixeira!

Os jogadores aprovaram a ideia e saíram empurrando Kurt, que nem lutava mais, até o pátio onde ficava a lixeira.

Karofsky era o nome do constante pesadelo de Kurt. O castanho nunca soube o porquê incomodava tanto o jogador, só sabia que desde o primeiro dia de aula, Dave implicava com ele. Começou com xingamentos até evoluir para agressões físicas, o castanho todo dia tinha um hematoma diferente em seu corpo devido as frequentes batidas contra seu armário.

- Algum último pedido senhorita? – Perguntou um dos jogadores.

- Que vocês tenham uma morte lenta e cruel...

Os jogadores riram da cara de Kurt e agarrou seus braços e suas pernas o erguendo e jogando dentro da grande lixeira como se fosse um pedaço de madeira velha. Depois de satisfeitos, os garotos fizeram um hi Five entre si e saíram rindo pelo colégio.
O castanho não saiu da lixeira, ficou ali na mesma posição olhando para o céu.

Tão azul, tão calmo, tão pacífico. Será que era para lá que Elizabeth havia ido?
Será que ela sabia que era para lá que iria e por isso estava tão conformada quando se despediu dele?
E se ele também fosse para lá? Talvez encontrasse sua tão desejada paz. Deixaria de se sentir tão inútil nessa vida.
Desde que sua mãe se foi, seu pai nunca mais parou de trabalhar, dias e noites naquela oficina, quanto mais carros, mais dinheiro para sustentar sozinho seu filho. Talvez se ele não tivesse Kurt, poderia ter uma vida mais tranquila, sem precisar trabalhar tanto e talvez já tivesse achado outra mulher. Era isso, o castanho estava convencido de que era apenas um estorvo, só atrapalhava a todos ao seu redor.

De repente o Hummel, ainda deitado sobre o lixo, olhou para o prédio do colégio. Aquele seria seu destino.
Kurt finalmente saiu da lixeira determinado, sua roupa estava toda suja, mas ele realmente não se importava. Não agora. Passou pelo pátio com passou firmes, pelos corredores e lá ainda encontrou Karofsky em frente ao seu armário. Quando o garoto o viu, tratou de judiar mais um pouco.

- Olá fada, resolveu voltar? Você está um verdadeiro lixo humano, mas sabe? Até que combinou com você. – Kurt apenas ignorou e seguiu andando só parando quando ouviu a última frase de Dave – Hey Hummel! Porque você não faz um favor a si mesmo e some da face da terra?

- Quer saber, Dave?! É isso mesmo que vou fazer! Muito obrigado pelo conselho e por ajudar a fazer da minha vida um inferno, mais do que ela já era.

Karofsky ficou estático onde estava. Kurt não estava falando sério sobre “sumir”, certo? Mas porque ele estava tão preocupado? Pouco importava o que Kurt faria de sua vida. Não é mesmo?

Dave apenas deu de ombros e continuou seu caminho até sua próxima aula.

Kurt finalmente chegou ao topo do prédio. Logo o vento bateu contra sua pele e então ele respirou fundo enchendo seus pulmões e fechando seus olhos. Largou sua bolsa no chão de qualquer maneira e caminhou calmamente até a ponta do prédio. Olhou lá para baixo e viu o quão alta seria sua queda. Mas isso não importava agora, ele estava prestes a se livrar de um sofrimento de uma vez por todas.
De certa forma, o castanho sentia até uma paz só de pensar que todos os seus problemas acabariam ali.

Não querendo adiar mais, Kurt subiu ainda mais na ponta da construção ficando de pé sobre ela. Olhou para baixo mais uma vez e quando ia virar para se jogar de costas, ele ouviu alguém o chamando. Uma voz estranha.
Ele logo olhou para trás querendo saber de onde vinha aquela voz ou seria apenas uma ilusão dele. Quando olhou, lá estava um garoto moreno de cachos o chamando.
Esse menino carregava no rosto uma expressão nervosa e apreensiva. Kurt desceu e tentou enxergar o garoto que estava em uma distancia considerável de si. O moreno não parecia cansado, isso queria dizer que ele não veio correndo pelas escadas.

Então de onde veio aquele garoto?

Ou melhor, quem era aquele garoto?

Notas finais
E então gente? Por favor deixem seus comentários, é importante!
Obrigada e até o próximo!