Life Is Worth Living
11 Felicidade.
Notas iniciais
Depois de um breve momento que mais pareceu uma eternidade, os dois meninos cessaram o beijo e ficaram se encarando pasmos como se estivesse se vendo pela primeira vez.
— Meu amor…
— Nos encontramos outra vez.— Blaine sorriu pleno e emocionado por achar mais uma vez sua alma gêmea — Eu disse que você se lembraria. Eu te amo tanto, senti tanto a sua falta.
— Eu também te amo e senti sua falta, meu amor… Estou tão feliz que mais uma vez temos nossa chance de viver nosso amor.
Ambos sorriram e deram mais um beijo casto. As almas que pertenciam um ao outro, enfim estavam juntas outra vez, prontas para reviver aquele sentimento, aquela relação tão bonita deles.
(…)
— Kurt, como vamos contar para os nossos pais que estamos namorando?
— Mas nós não estamos namorando…
Nessa mesma hora, Blaine gelou a espinha. Será que depois de tudo isso, Kurt deixou de ama-lo? Isso seria um verdadeiro desastre.
— Blaine, você está pálido, eu estava brincando. Eu só ia dizer que não estamos namorando porque você não me pediu propriamente em namoro, só isso.
— Droga, você me assustou! Mas se o problema é esse, posso resolver isso num instante.— Blaine se levantou do banco onde estava debaixo da arquibancada da escola e se ajoelhou na frente do castanho segurando sua mão — Kurt Elizabeth Hummel, você me deixa ser seu namorado e te fazer feliz mais uma vez e eternamente?
— Aceito, aceito quantas vezes for preciso!
Eles sorriram e trocaram mais um beijo, se abraçando em seguida e ficando assim até o sinal bater indicando o fim do intervalo.
Na hora de andar pelos corredores até seus respectivos armários para buscar os livros das próximas aulas, Blaine tentou segurar a mão de Kurt, porém, o castanho mesmo se recordando de Blaine, ainda carregava os mesmos traumas e medos, por isso logo desviou do gesto deixando o moreno um pouco triste.
— Porque não quer segurar minha mão? Está com vergonha de assumiu nosso namoro?
— Não é isso, meu amor. Eu ainda tenho medo que os jogadores te façam algum mal! Eu não me perdoaria nunca.
— K, já disse que eu não ligo pra eles e para o que pensam. Só você me importa!
— Então se se importa tanto comigo, me deixe te proteger daqueles idiotas. Eu não sei o que eles seriam capazes de fazer se descobrissem que estamos juntos. Não quero que eles tirem sua alegria, ou te machuque de forma alguma.
Blaine aceitou o que Kurt disse, mas mesmo assim ficou um pouco triste e até receoso por saber que o castanho ainda era tão inseguro.
(…)
— Vamos para o coral hoje?— Blaine perguntou assim que viu o namorado sair de sua aula.
— Okay!
— Promete que vai tentar ficar calmo e não dar ouvidos aos seus demônios dizendo que todos te odeiam e então rindo de você?
— P-prometo.
— Ótimo! Lembre-se, eu te amo, meu amor.
— Eu também te amo…
Kurt sorriu, olhou para todos os lados e deu um rápido selinho em Blaine que ficou feliz pela iniciativa do namorado.
Eles caminharam até a sala do coral e lá foram recebidos outra vez calorosamente bem. Aquelas pessoas estavam realmente fazendo um bem para Kurt. Não só as pessoas, mas também a música, Blaine estava coberto de razão, música podia curar quase tudo.
(…)
Depois de mais algumas aulas do coral, eles começaram a andar com Kurt e Blaine. Mesmo com aquela ameaça dos jogadores, eles decidiram que pelos amigos não teria problema algum em levar alguns slushies na cabeça. O que realmente acabava acontecendo constantemente.
Blaine estava feliz por todo esse suporte dos seus amigos novos, mas ao mesmo tempo ficava um pouco preocupado com seu namorado, pois toda vez que o grupo de amigos levava um banho de slushie, Kurt parecia travar e começava a se tremer, abraçando seus próprios braços. Ele ficava nervoso e se sentia culpado por aquilo estar acontecendo com as pessoas ao seu redor.
— Amor, está tudo bem?
— Eles estão me dizendo coisas horríveis, B… Eu não quero dar ouvidos a eles, mas é tão difícil.
— Eu estou aqui com você, não vou deixar eles te levarem, okay? Fica calmo.
(…)
— Kurt, meus pais estão convidando seu pai e você para jantar aqui em casa, o que acha?— Blaine perguntou ao telefone.
— Eu vou falar com meu pai para ele tentar sair mais cedo da oficina e então eu te aviso, tudo bem?
— Claro! Sabe K, eu pensei que essa poderia ser a oportunidade perfeita para contarmos sobre nós, o que acha? Se achar muito cedo, muito precipitado, não tem problema, pode me falar.
— Por mim tudo bem, se você está seguro, eu também estou.
— Ótimo! Estou torcendo para que dê tudo certo! Eu te amo, tá?
— Eu também te amo, meu amor…
(…)
O dia se passou perfeitamente bem e na noite de Sábado, Burt dirigiu até a casa dos Anderson junto com Kurt.
— Kiddo, você está tão calado desde que saímos de casa. Aconteceu alguma coisa?
— N-não pai, está tudo bem!
— Tem certeza? Você parece nervoso.
— É impressão sua…
Kurt riu um pouco e desviou o olhar para a rua. Ele tentava disfarçar, mas Burt tinha razão, Kurt estava uma pilha de nervos. Em sua cabeça, ele só tentava imaginar qual seria a reação do seu pai e dos pais de Blaine quando soubesse que eles estavam juntos.
Quer dizer, quem iria deixar o próprio filho namorar outro garoto problemático que quase morreu cortando os próprios pulsos? Se eles não deixassem, o castanho iria entender perfeitamente.
— Kiddo, chegamos… Kiddo? Kurt!
— O-o que?
— Você está muito estranho, Kurt. Nós já chegamos, vamos.
Pai e filho saíram do carro e caminharam até a porta de entrada e tocaram a campainha logo sendo atendidos por Blaine que estava bem arrumado e perfeitamente perfumado.
— Boa noite, Sr. Hummel! Por favor, entrem!— Blaine abriu a passagem e Burt passou primeiro, seguido por Kurt — Você está muito bonito, K, se me permite dizer…
— O-obrigado.— Kurt respondeu tímido — Você também está muito bonito…
Os dois ficaram sorrindo um para o outro até que Burt pigarreou tentando segurar o riso chamando a atenção dos meninos.
— M-meus pais estão esperando por vocês na sala, vamos…
Blaine riu sem graça e os levou até a sala onde seus pais estavam.
— Burt! Kurt! Como vão?
— Olá Charlie, Pam, estamos bem e vocês? Muito obrigado pelo convite.
— Disponha! Nós também estamos bem! Blaine, vá chamar seu irmão, por favor…— Pam pediu e o moreno obedeceu logo voltando com Cooper — Vamos para a mesa?
Todos foram para sala de jantar e Blaine segurou Kurt ficando por último.
— K, você está bem?
— Estou, não se preocupe.
— Você está nervoso, não está? Se quiser, podemos contar sobre nós outro dia.
— Não, tudo bem, só estou um pouco inseguro, mas vai melhorar. Agora vamos.
O jantar começou com uma conversa aleatória entre os adultos enquanto Cooper estava apenas distraído com sua comida e Blaine e Kurt trocavam olhares.
De repente, um silêncio se fez e Blaine achou que seria o momento oportuno.
— Pai, Mãe, Sr. Hummel…
— O que houve, filho?
— Eu e Kurt temos algo a dizer…
— O que? Que vocês dois estão namorando?— Perguntou Charlie e os outros dois adultos começaram a rir deixando Kurt assustado e Blaine nervoso.
— Qual é meninos, pais sabem dessas coisas e nós já conversamos sobre isso.— Burt disse — Por isso que combinamos esse jantar.
— E nós apoiamos esse namoro!— Pam complementou feliz — Vocês são lindos juntos, estou muito orgulhosa.
Blaine sorriu amplamente para Kurt que retribuiu o sorriso timidamente.
Agora sim a felicidade parecia estar começando a voltar na vida de Kurt.
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