Life Hates Me.

29 flashbacks in my mind


Notas iniciais
o capítulo inteiro é de flashbacks do ponto de vista da Lisa, ok???

~ LISA POV ON.

–- flashback on --

Não sei como ou da onde tirei tanto sono. Mas depois que chegamos do Canadá, dormi o dia inteiro. No dia seguinte, acordei ás 6 para ir ao colégio.

Peguei o carro e fui, sem perguntar para ninguém. Sinceramente, nunca no mundo eu iria andando hoje. Credo.

Cheguei ao colégio e fui para a sala. Esqueci que eu não teria a Nicole comigo, êh vida! Sentei e peguei a apostila para ver o que eu teria perdido. As vezes, eu percebia uns olhares tortos da Brooke e as típicas risadinhas da Kim. Mas ignorei. As aulas passaram e já era o recreio. Nada do Justin, porque será que ele faltou? Agora fiquei preocupada. Se bem que deve ser só sono mesmo.

– Lisa... – a Gabriela apareceu na porta. – Acho melhor você vir comigo!

– O que? Porque?

– Só vem...

Larguei tudo em cima da mesa e andei junto a ela. Por algum motivo fomos para o pátio e dei de cara com toda a minha sala. Todos parados, cochichando entre si. Quando apareci, todos os olhares se voltaram para mim. Localizei o grupo da Brooke me observando gloriosamente e como vencedoras. Alguns risos entre si, como sempre. Desci as escadas e fui de frente para ela.

Senti que estava pisando em um ringue de luta. Assim que ficamos cara a cara, fechou-se uma roda a nossa volta. Olhando ansiosos à espera de algum acontecimento.

– O que você quer? Já disse que a última coisa que quero é ter que conversar com putas. – perdi a paciência antes de aquela desqualificada começar a falar. Não sei o que me deu.

– Abaixa o rabinho aí cachorra! Você vai ficar caladinha quando ouvir o que tenho para falar!

A cada rebate meu ou dela, a “plateia” fazia um “uh!” ou “ai”. Cruzei os braços e ri.

– Eu? Cachorra? Irônico você dizer isso! Já que é você que vende a bunda por aí!

Riu ironicamente.

– Vou direto ao ponto... Seu conto de fadas acabou, Cinderela. Seu príncipe encantado não passa e nunca passou de um sapo.

– Tá lendo muito livrinho infantil querida?

Eu sei que estava mexendo com fogo. Por dentro eu sentia que estava abusando e que qualquer que fosse a notícia que ela ia me dar tinha a ver com o Justin e ia me machucar. Mas eu cansei de aguentar quieta tudo o que ela fala de mim. É assim e sempre foi. Desde o jardim de infância.

– Ai que dó... – riu e as ‘amigas’ acompanharam. – O Justin não te ama, não te quer e tem nojo de você!

O povo em volta entrou em ‘erupção’. Uns gritos, até umas comemorações entraram em ação.

– E quem te disse isso? Ele?

– Veja bem, é você! Ninguém precisa me dizer isto! É óbvio que ele nunca ficaria contigo se não fosse uma aposta...

Aposta? Que merda é essa agora? Meu interior tinha entendido perfeitamente o que ela queria dizer. Mas meu cérebro e meu coração preferiam se fazer de idiotas e não entender. Eu preferia não acreditar no que acabei de ouvir.

– A-aposta? – fraquejei.

– Claro! Não ouviu a cachorra aqui? – riu. – Ele apostou com os amigos que conseguia pegar a esquisita e feinha em alguns dias... Como ele é o Justin Bieber... E você é... Você, ele ganhou.

Todos riram e meu mundo girava. Eu já me sentia no primeiro dia em que tudo isso começou. Uma festa a fantasia do colégio em que eu fui com a mesma fantasia da Brooke e ela simplesmente o rasgou e disse o quanto eu era feia e desengonçada e que não merecia usar. Tínhamos 5 anos e todos os meus colegas da época começaram a rir e a me zoar, além de fazer musiquinhas como “a Bela e a Lisa”, eu usava óculos gigantes e meu cabelo era todo desgrenhado na época. Neste mesmo ano minha mãe sumiu. Foi aí então que minha vida virou de ponta cabeça e nunca mais fui alguém muito feliz.

Deixei a raiva me consumir e ao ver a cara que os amiguinhos do Bieber fizeram quando ouviram que o segredinho sujo deles havia sido revelado... Não me controlei e pulei no pescoço da Brooke.

–- flashback off --

~ NICOLE POV ON.

– Lisa... – a abracei. – Estou aqui para você, tudo bem?

Assentiu e me abraçou forte.

– Somos nós para sempre. Lembra? – completei.

– Sempre! – disse com dificuldade.

Caralho é muita covardia! É muita idiotice fazer isto com 18 anos! Se dissesse 15, vai lá! Mas o que aquele grupo tem na cabeça? Bosta. No mínimo. Mexer com alguém frágil e mexida como ela, péssimo alvo. Que fosse comigo... É, exatamente... Neste momento eu queria tirar toda essa mágoa dela e jogar em triplo em cima de mim.

Então era isso, eu sabia que ele não prestava. Tentei avisá-la, várias vezes, muitas... Mas não posso chegar agora e dizer “eu te avisei”. Até porque, eu sou culpada nesta história. Aquele dia na festa em que bebi demais, eu me lembro que eles pediram o número da Lisa e fizeram um questionário sobre ela, seus gostos e lugares preferidos. E a tia bêbada e irresponsável aqui, abriu a boca sobre tudo. Claro. Era o Bryan que estava lá, minha paixonite desde... Sempre. Que ódio! Isso não tem perdão! O que eu fiz foi tão... Errado. Mais que isso, mas agora tenho de me concentrar em tirá-la deste buraco que de certa forma eu ajudei a cavar.

Passei a tarde falando coisas para fazê-la rir. Contei algumas coisas engraçadas da viagem, micos que paguei. Até inventei uns, só para poder ouvir sua risada.

OS DIAS FORAM PASSANDO...

~ LISA POV ON.

Eu tinha que reunir forças todo dia para ir até aquele inferno e olhar para as pessoas mais desprezíveis do universo. Mas fazer o que? Último ano de colégio. O Bieber veio até mim nos primeiros dias, mas desistiu depois, para a minha sorte.

– Lisa! – cassete. De novo não.

– Me deixa em paz! – gritei.

– Eu posso me explicar, caralho?

– Não! De você não espero e nem quero mais nada!

Foi assim. Todas as vezes em que nos cruzamos. E para as glórias de todas as glórias, faltava 1 semana para isto acabar. O baile de formatura ia chegar e só se falava nisso pelos corredores. Eu nem cogitava a ideia de comparecer. Em pensar que eu sonhava em ir ao baile junto com o Justin.

1 ANO DEPOIS.

O Bieber?

–- flashback on --

“- Ah, Lisa... É... É você!

– Ér... Sou, desde que eu me conheço... – ri meio sem jeito, fiquei confusa. – Você é o... Justin, né?

– É, sou sim! – sorriu.

– Então, velho desculpa... Uns caras tavam me enchendo aqui... – levantou o celular e colocou uma mão na nuca. – Bom, vem... Eu compro uma camisa nova!

Eu ri feito uma retardada.

– Sério? Lógico que não! Minha casa é perto daqui, eu troco rapidinho! – ri mais um pouco.”

Tudo faz sentindo... O falso esbarrão e a desculpa dos amigos... Ou talvez é só paranoia.

[...]

– Ai... É, alô?

– Lisa?

Aquela voz rouca.

– Justin? – parei um minuto.

– É – deu um risinho. – Você tá muito ocupada?

– Ah um pouco sim, mas pode falar!

– Beleza, então, quer sair amanhã? É que eu queria pedir desculpas... Direito, sabe?

Mas, a preocupação dele com a minha blusa não foi algo comum, e não é paranoia minha pensar que tudo isso foi uma maneira tosca de se aproximar do alvo. No caso, eu.

[...]

“- Não olha pra mim! – deu de ombros. – Mas é... MUITO ESTRANHO essa preocupação toda com esse tal acidente.

Ela revirava os olhos e eu podia sentir sua ironia. Mas ela odiava o Justin e os amigos desde o dia da festa, então a Nicole não é a melhor pessoa para se discutir sobre ele.

[...]

Então! Brigada Justin eu adorei o pic-nic, a parte de ter sido com VOCÊ é que foi meio... – ele me interrompeu.

– Eu sei que eu sou lindo e que você me ama! – sorriu.

– Ai quanto exagero!”

[...]

“- Ursinha! Nicole!

– Panda! – respondi.

– Como você tá?

– Tô bem e você pandinha?

– Também! – sorriu. – Lisa, hoje é a estreia daquele filme que você queria ver, lembra?

– Ahn... Ah tá sei, a continuação do Homem Aranha!

– Yep! – assentiu. – Então, comprei duas entradas, e não aceito não como resposta.”

Sempre pensei que nosso envolvimento rápido era só por termos uma grande afinidade e tudo mais, mas vai saber... Ter fingido que gostava de ficar comigo deve ter sido outra tática do seu plano imbecil de se aproximar de mim.

[...]

“- É que eu gosto...

– De me deixar sem graça? — ri.

– Talvez! Mas até assim você fica perfeita...

Revirei os olhos.

– Sei...”

[...]

“- Sério que vocês são só amigos? – Brooke sorriu de canto.

– Algum problema?

– Nada querida, você só não... Tem nada haver com ele! Olhe só pra você, e depois olhe... Pra ele!

– Parabéns pela comparação, a gente já vai... – ele levantou e me pegou pela mão.

Fomos andando até o lado de fora, fomos pela saída de trás, onde fica o estacionamento. O vento estava muito forte, tive que me agarrar ao Justin enquanto meu cabelo voava de um lado para o outro, me cegando.

– Sei que não é o lugar ou o jeito mais romântico, mas Lisa você quer namorar comigo?”

O desespero e a pressa dele em ficar ou namorar comigo... Tudo uma questão de ‘prazo de aposta’.

[...]

Notas finais
kisses e obrigada por ler, volte sempre :D