Life Hates Me.
30 it's us against the world
Notas iniciais
“- Dormiu? – me virei. O Justin estava encostado na porta.
– Como uma princesinha! – sorri.- Aonde é o quarto dela?
– Deixa que eu a levo! – a tirou de mim e nos beijamos.
(...)
Fomos em direção ao sofá, ele me abraçando por trás, quando fui surpreendida com algo que simplesmente nunca pensei em ouvir e muito menos, vindo dele... Nem sei dizer o que se passa na minha cabeça e no meu coração agora.
– Eu te amo. “
Depois que eu descobri da tal aposta, essas lembranças cortavam mais do que cacos de vidros ou facas. Por isso eu já não me importava mais em eu mesma me ferir com simples materiais ‘cortantes’.
As lembranças doíam porque tudo de bom que eu vivi, não passaram de meras e podres mentiras. É difícil saber se alguma coisa que ele falou foi real. Algo que não importa mais.
Faz 1 ano que não falo com ele... As aulas terminaram, foi-se o terceiro colegial, a formatura... E a nossa amizade. Se é que podia se chamar assim. Nosso namoro? Tudo uma pura farsa, tudo aquilo não passou de um mero jogo de criança. Uma aposta feita por 4 imbecis, como diz a Nicole. Falando nela, entrou na Universidade de Nova York, prestou moda e quase nunca tenho minha melhor amiga. Só em alguns feriados ou dias como Natal e Ações de Graça, posso vê-la em Los Angeles.
Eu também entrei para a faculdade. Numa aqui por LA mesmo, presto jornalismo. É, sou apaixonada pelo que faço e de quebra consegui um estágio em uma grande editora.
Ah, a Rachel já deu a luz. Uma linda garotinha, se chama Lindsey. Mas como nem tudo muda... Eu tinha razão, a Rachel pôs uma criança no mundo e a abandonou. Eu sou como mãe da pequena e adoro! Somos nós duas contra o mundo.
E eu já me achava forte, descobri que não era. Porém aquela mentira que foi a minha vida, só me fez perceber que eu levava uma vida de garotinha nas nuvens. E bem, eu amadureci.
– Lisa vamos...? – me deu uma cotovelada.
– Aonde minha flor? – passei a mão em seus cachos loiros.
– Barney! – se agitou.
Rapidamente entendi o que ela queria. Ir almoçar no Barney’s Burger, e já que estamos entediadas em pleno sábado, porque não? A Rachel nunca a leva, nunca faz nada com a pequena.
Dirigi-me até o quarto colocar uma roupa descente, vesti a primeira roupa que encontrei. Então fui no quarto da Lindsey para escolher sua roupa. Peguei alguns pares de vestidos e o celular no meu bolso começou a tocar, o apoiei com o ombro e continuei olhando as opções de vestidinhos.
– Alô?
– Oi, tudo bom?
– Ér... Tudo.
Preciso começar a olhar a identificação de chamada.
– Não sabe quem é né?
– Não – ri abafado e a pessoa riu também.
– É o Josh!
Pois é, nesse último ano, com a saída da Nicole, me aproximei do Joshua e da Claire, começamos a sair e eles se tornaram grandes amigos.
Bufei.
– Eu sabia!
– Aham! Vai fazer o que hoje?
– Vou levar a Lind até o Barney’s Burger, quer ir?
– Ah beleza! Eu levo o Frank junto.
– Tá! Te vejo lá!
– Ok! Beijo!
O Josh era como um irmão mais velho, amo ele. Nesse ano que passou, os dois e a Lindsey foram mais que uma família para mim, e o Frank também.
Decidi como vestir minha irmãzinha, peguei uma bolsa e fomos. A lanchonete era na outra esquina, mas sou uma gorda preguiçosa e quis ir de carro. Chegamos, ajudei ela a tirar os sapatos para ir no brinquedo e sentei em uma mesa. Peguei o cardápio, apesar de saber que seria comida e porções para crianças... Tinha comida mexicana, que eu adoro.
– Ei! – levei meus olhos até a voz.
– Joshua! Frankie! – apertei as bochechas do pequeno.
Ele colocou Frankie no chão que logo correu até minha irmã. Abracei o Josh e sentamos.
– Pode me chamar de Josh, não deu para entender ainda? – me fitou.
– Hum... Não! – voltei meus olhos para o cardápio e ri.
Bufou.
– Olha o cardápio! Eu vou querer o pedido 6! – me levantei e fui até o banheiro. Na saída, parei em frente ao enorme salão e ‘admirei’ o lugar um instante, gritaria e um bando de pirralhos lindos correndo para lá e para cá. É o tipo perfeito de infância que nunca tive.
– Tia Lisa! – ouvi um gritinho e involuntariamente agachei e agarrei a pequena criatura. A abracei e ergui do chão. Identifiquei seu rosto. Jazmyn.
– Oh meu deus! Princesa! Que saudades! – a apertei forte de olhos fechados. Quando afrouxei o abraço e abri os olhos, me deparei com ele. Por pouco a deixei cair, mas instintivamente dei um beijinho em sua bochecha e a larguei no chão. Saiu correndo. Ele veio em minha direção, me desviei e segui meu caminho.
De relar em seu corpo e sentir seu cheiro tive vontade de chorar e correr. Meu coração acelerou muito.
– Lisa! – segurou-me.
Aquela voz, chamando meu nome, era como um eterno flashback dos raros e únicos momentos felizes da minha vida. Porém, vinham também as lembranças das nossas brigas, do dia em que a Brooke falou comigo sobre a aposta dele e do quanto fui usada.
~ JUSTIN POV ON.
Estava focado no meu celular quando vi a Jazzy disparar em direção à alguém. Saí correndo atrás dela. O que não vale o sacrifício de poder passa um tempo com ela. Oh merda!
Senti meu coração pesar quando vi minha anjinha abraçada à ela. Lisa. Assim que seus olhos me encontraram, largou a Jazmyn e saiu. Meus instintos falaram mais alto quando a segurei. Eu só percebi que não podia deixa-la ir, não de novo.
– Lisa! – sibilei.
Ela se virou como em protesto, mas só me observou, aqueles olhos profundos e misteriosos. Que me faziam sentir todos os tipos de coisas inexplicáveis.
– E-eu tenho q-que ir p-para lá!
– Podemos conversar?
Sua fisionomia se transformou em puro ódio.
– Eu sei que é óbvio... Mas não temos mais nem um motivo para conversar!
Aumentou o tom e deu um tranco no braço, o soltei. Continuou andando.
– Eu te amo... – abaixei o tom quanto mais avançava nesta frase. Ela parou.
Segundos depois veio em minha direção.
– Ama? Ah, então você ama! Meio tarde né, Bieber?
– Eu sempre te amei! – minha vez de aumentar o tom.
Riu sem humor.
– Sei! Se você sentisse um pingo de amor por mim não faria o que fez, não apostaria o amor de uma pobre coitada iludida!
Ela dizer essas coisas sobre mim... Era como se ela me conhecesse mais do que a mim mesmo! A raiva me consumiu, a vontade era de bater nela por ser tão teimosa. Mas óbvio que não vou, além do mais, tudo o que ela falou não passa da verdade.
– No começo foi pelo dinheiro da aposta, mas depois... – não consegui terminar.
~ LISA POV ON.
Por favor, como eu posso ter gostado e ser ainda apaixonada por um estúpido? Odeio ele, mas acima de tudo me odeio!
– Não estamos numa merda de filme da Disney, em que no meio do nada, você vai se apaixonar pela coitadinha aqui! – bati a mão no peito, me indicando.
– Sabe qual o seu problema? – apontou para mim.
– Hum... Fala! Tô doida para saber!
– Você é puta de uma teimosa! Marrenta para caralho!
– Aham! – assenti ironicamente – e sabe qual o seu? Você é um idiota, babaca, imaturo, insensível, otário, filho da mãe, covarde... – a cada insulto, eu socava seu peito.
Desmoronei e não consegui segurar as lágrimas, nossos corpos se aproximavam. Era como se o espaço nos aproximasse, algo como uma necessidade. E eu desisti de lutar. Sou fraca demais.
– Lisa, algum problema? – Josh. Nunca adorei tanto ouvir sua voz. Distanciei-me do Justin e corri para os braços dele. Josh me abraçou, ele era como o meu forte.
– Só... Vamos... Embora. – disse com dificuldade em meio a soluços. Ele repousou uma mão em minha cintura e fomos.
~ JUSTIN POV ON.
Sabe o quão difícil é ver ‘o seu mundo’ (Lisa) revoltado contra você? O quão doloroso é ver ‘sua vida’ (Lisa) seguir em frente e te deixar para trás? Ver ela ir embora agarrada com outro cara não foi nada fácil. Não pensei que machucasse tanto, eu deveria ter ouvido o Ryan e não ter me envolvido tanto com ela.
"Para quem não se lembra o Joshua, a Claire e o Frank apareceram no capítulo 22 e 23!"
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