Life Hates Me.

16 all become normal again


Notas iniciais
ficou pequeno, mas eu não podia postar 2 gigantes né povo? espero que gostem!

– Eu... Ér... Eu me senti... Como diz... – comecei a me enrolar e cocei a nuca.

– Besta! – mostrou a língua.

Eu tinha gelado. Não sei se falava tudo pra ela ou segurava, na verdade eu estava torcendo pra ela mudar de assunto. Eu estava quase falando demais quando ela soltou um simples, mas afetivo “besta”, que acho que se tornou minha palavra preferida.

~ BRYAN POV ON.

Bom, vamos ver. Duas garotas querem sair comigo hoje. Vamos ver minhas opções. Angel, que o nome já diz tudo... Loira, magra, alta... Típica modelo e das bem gostosas mesmo. E a Kim, que pode não ter o nome de anjo, mas é bem parecida com uma. Morena, meio alta, magra, mas com mais curvas. Se bem que no ano passado a...

– Bryan! – aquela voz esganiçada.

– Brooke!

– Precisamos ter uma conversinha... – caminhou com os dedos sobre meu abdômen e eu segui seus dedos com os olhos.

~ LISA POV ON.

Fiz pipoca e fui ver um filme. É o que eu geralmente faço quando estou magoada ou só confusa. Fiquei tentando manter meus pensamentos e olhos direcionados para a televisão. Mas só os flashbacks do meu beijo com o Justin e a forma que tratei ele é que me rodeavam.

Eu estava de regata branca e shorts azul marinho. Estava confortável, vendo filme e tudo mais. É só o que eu quero fazer esses dias. Então ouço meu celular tocar no meu quarto. Sai correndo.

– Justin? – vi a identificação dessa vez.

– Oi Lisa! Vamos sair hoje?

– Nossa que direto! – ri sem humor.

– Pensei que tivesse acostumado.

Ri.

– Só se der pra esquecer aquele beijo, ok?

Não sei porque disse isso, só queria ter certeza que aquilo foi um contra tempo e nossa amizade é a mesma. Ouvi um suspiro.

– Porque você quer tanto esquecer?

– N-Não é b-bem isso, eu só q-quero que tudo volte ao n-normal! – gaguejei ‘pouco’.

Ele riu.

– E porque não está normal?

– Ai Bieber você me enche o saco as vezes, sabia? – tinha uma pitada de verdade nessa frase.

– Desculpa estressadinha! E aí vamos sair?

– Tá bom...

– Eu passo aí as sete, tudo bem?

Concordei, nos despedimos e eu desliguei. Eu sinto que estava sendo fria demais com ele, mas eu sou assim por mais que não goste. Sofri demais nessa vida e pra mim a vida é um campo minado, você tem que calcular cada passo e tomar cuidado para não explodir por aí. Então sou dura, muito dura. Mas só por fora, porque infelizmente por dentro sou feita de manteiga.

~ NICOLE POV ON.

Uns dias atrás, marquei com o Chaz de sairmos hoje. Odeio admitir, mas ele me deixa feliz. Eu nunca tive algum menino que gostasse de ficar perto. E o Chaz é uma exceção, ele me faz feliz e é um fofo. Então resolvi pagar um pouquinho de chata só pra confirmar. Mandei mensagem.

“ Hoje a noite. Tá de pé? ;)”

Esperei uns minutos, olhando ansiosamente para a pequena tela do meu celular. E recebi.

“Sorry babe. O Bryan acabou de me ligar e pediu pra que eu fosse lá. ;(“

Porque RAIOS a minha felicidade é sempre interrompida por esse babaca? Sempre assim. Não consigo fazer nada sem que ele me impeça, de um jeito ou outro. Enfim. Pensei em dizer que eu poderia ir junto ou que podíamos sair os três, eu só não queria deixar de ver o Chaz. Mas tudo bem, não vou morrer por uma noite e muito menos pagar de desesperada. O que já está meio aparente, né.

~ LISA POV ON.

Coloquei uma roupa qualquer, o Justin disse que iríamos para uma lanchonete simples. Ele me pegou bem no horário marcado, como sempre pontual. Nossas brincadeiras e conversas estavam mais restritas, mais fechadas, menos amigáveis. Dei graças a Deus que chegamos rápido a lanchonete e era toda fofa, estilo filme antigo. Estilo retrô.

Sentamos e pedi o sanduíche especial do restaurante com batatas e um milk-shake de Ovomaltine. Eu estava pra engordar hoje, mas foda-se. O Justin pediu o mesmo, mas com um sanduíche maior. Guloso.

– Tá tudo normal de novo, certo? – me perguntou dando um gole no MEU milk-shake.

– CLARO QUE NÃO VOCÊ AINDA PERGUNTA? QUEM DISSE QUE PODE BEBER DO MEU MILK SHAKE?

Quando comecei a falar ele se assustou, mas depois que entendeu o que era só deu uma risadinha.

– Desculpa, o meu tá demorando! – devolveu o copo para mim. – Mas falando sério, tá tudo bem?

– Tá, porque não estaria? – imitei o jeito irritante dele falar.

Ele revirou os olhos. Comecei minhas ironias com ele e o resto da noite saiu mais leve do que imaginei.

– Então você me ignorou por causa do beijo? – bufou.

– Ah vamos voltar nesse assunto?

– Porque você foge? Não gostou? – me olhou sério.