Lie to me
8 What you know
Notas iniciais
.x.
In a few weeks
I will get time
To realise it's right before my eyes
And I can take it if it's what I want to do
Two Door Cinema Club – What You Know
Bocejei pela milésima vez enquanto esperava na fila para pagar as deliciosas tortinhas de maçã que eu havia comido. Essa noite eu acabei não dormindo devido a história que eu estou escrevendo. Ou melhor, que eu comecei a escrever nessa madrugada, e simplesmente não consegui parar.
Paguei a simpática e bonita atendente e rumei até minha casa com o copo cheio de café fumegante. Eu estou tão feliz que toda aquela empolgação para escrever tenha voltado para mim. Há um mês eu comecei a pensar em algo que pudesse enfim se tornar uma história, mesmo que a vontade de escrever estivesse distante, a história se formava a cada dia em minha cabeça.
Quando me separei de Sasori, as primeiras perguntas que se passavam em minha cabeça eram: onde foi que eu errei, ou se a culpa era minha... e apesar de ainda nutrir um sentimento forte em relação a ele, hoje eu sei que a culpa nunca foi minha, ele me abandonou quando eu precisei dele, ele que desistiu de nós sem nem tentar... E todas essas percepções, apesar de serem tristes, me deixaram tranqüila.
Um peso saiu de meus ombros e eu pude relaxar por saber que no final das contas, eu fiz tudo que podia. E pensando nisso, uma história começou a se formar na minha cabeça. Eu comecei a pensar em uma história que não fosse um romance, e sim a história de uma mulher que tivera coragem de recomeçar. Eu nunca consegui escrever nada que eu não tivesse conhecimento, e eu sabia que poderia escrever essa história baseada em tudo que eu havia vivido nos últimos meses...
Bem, não tudo.
A história seria no Japão, nos anos 60, sobre uma mulher que não agüentando os maus tratos do marido, e incapaz de ter filhos, decide enfrentar toda a sociedade machista e patriarcal e o larga.¹
No começo, a história me parecia uma forma de me vingar de Sasori, mas agora não mais. Sinto que ela não é mais sobre mim, e sim sobre algo que acontece todos os dias na sociedade, sobre as mulheres que tentam ressuscitar um relacionamento morto para não levar a culpa de algo. Mesmo sendo ambientada nos anos 60, e história me parece, a priori, muito atual.
Meu maxilar está doendo de tanto que eu sorri nesta manhã, com um pouco de estudo sobre os anos 60 no Japão, e o pensamento da sociedade em relação ao divórcio pela atitude de uma mulher na época, eu penso que posso escrever isso.
Suspiro, empolgada quando dobro a rua indo diretamente até meu prédio. Posso notar que os pássaros cantam, ainda é de manhã e a maioria das pessoas está dormindo. Faz exatamente dois dias que não tenho notícias de Sasuke e toda aquela história absurda em que me meti. Finalmente estou em paz e se depender de mim, quero que tudo continue como está, como se tudo fosse ficar bem.
Aparentemente eu estou redondamente errada.
Sasuke está encostado em minha porta, seus braços estão cruzados e seu cenho está franzido. Ele veste uma calça de moletom, uma camisa branca e uma blusa de moletom. Assim que ele me vê, sua expressão se suaviza, e ele me dá um sorriso um tanto malicioso.
- Bom dia.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO
Não acredito que estou fazendo isso! Aqui estou eu, completamente furiosa, usando uma calça de ginástica, um top e uma blusa de moletom. Estou tentando alcançar Sasuke, que não parece nenhum pouco cansado! Além de não dar nenhum sinal que iremos parar para descansar tão cedo.
Me esforço ainda mais para tentar correr ao seu lado, novamente. Meu coração parece uma bomba prestes a explodir, estou suada, cansada e minhas pernas parecem que irão desmoronar a qualquer instante.
Chamo por Sasuke, que me olha com uma odiosa expressão tranqüila.
- Me diz... – estou arfando, parece que não há nenhum sinal de oxigênio em meus pulmões. – Qual é o motivo disso mesmo?
- Todos precisam nos ver juntos, Sakura.
- Por deus, para de correr... – imploro, já não agüentando mais.
Sasuke revira os olhos e para, ficando muito próximo de mim. Ele me olha nos olhos, parece esperar eu parar de respirar de forma tão intensa. Eu estou cansada demais, e a ponto de assassiná-lo em pleno parque. Assim que consigo recuperar todo o oxigênio, empino o queixo e o encaro tentando fazer uma cara nada amigável.
- Mas que merda é essa? Por que você insiste em fazer as coisas sem considerar a opinião dos outros? – digo irritada. – E porque temos que correr tanto? Podíamos simplesmente caminhar...
Sou interrompida quando Sasuke pousa sua mão em uma de minhas bochechas. A expressão maliciosa ou brincalhona — não sei definir — retorna ao seu rosto e ele sorri de canto.
- Porque... – ele aproxima seu rosto do meu, e a pequena distância entre nós é alarmante. – ou as coisas acontecem do meu jeito, ou elas não acontecem.
Faço menção que vou dizer algo, mas antes que eu possa formular uma frase, ele me dá um selinho demorado enquanto sua outra mão é enlaçada ao redor da minha cintura. Meu coração sobe rapidamente até minha garganta e desce em queda livre até meu estômago. Embora eu queira me separar dele, não consigo. Sasuke é muito mais forte que eu, e ele parece determinado em prolongar aquele selinho até que ele queira o contrário.
Assim que ele se afasta, olho para o lado e várias pessoas estão nos encarando, algumas tirando fotos com o celular, outras cochichando, mas tenho certeza que todas estão abismadas e falam sobre nós.
- Porque querendo ou não, Sakura... – ele diz, com um ar convencido. – o meu jeito é o jeito certo.
Rapidamente, ele começa a correr e eu luto para alcançá-lo. Por deus, não há uma única pessoa que não esteja olhando para nós enquanto corremos e então eu percebo que em menos de meia hora, as notícias correrão pela internet e pela manhã elas estarão nos jornais. Tenho vontade de morrer só de imaginar que eu logo receberei milhões ligações de todos perguntando como foi que eu conheci o Sasuke, como acabamos juntos e como eu o conquistei.
Sasuke está logo a minha frente, como sempre, eu com certeza estou fuzilando-o com o olhar e ele parece sentir porque logo ele diminui o ritmo e comenta que iremos parar de correr por hoje.
- Quer tomar alguma coisa? – ele pergunta, com uma estranha gentileza.
- Um suco de laranja... – comento enquanto nos sentamos em uma bonita e simpática lanchonete.
Logo, Sasuke pede um copo de água para ele e um suco para mim.
- Nós realmente precisamos fazer isso todo dia? – pergunto chorosa, não vou agüentar correr tanto.
Sasuke parece ponderar.
- Sim... – estou prestes a protestar, quando ele me interrompe. – Podemos caminhar, ao invés de correr, mas nós temos que aparecer juntos, parecer que temos uma rotina juntos.
- Mas eu não corro! Eu não caminho! Podemos ter uma rotina comento tortas de maçã...
- Odeio doces...
Ele resmunga quando o garçom aparece com os nossos pedidos. Ficamos longos minutos em silêncio, e logo Sasuke faz menção e de ir embora. Quando voltamos a rua, o vento frio bate em meu rosto me fazendo tremer involuntariamente.
- O que fará hoje a tarde?
- Vou trabalhar... – já corto, antes que ele sugira algo para fazermos juntos, já chega de Sasuke por hoje. – E... hum... vou almoçar com um cliente.
- Espero que não tenha nada marcado para esta noite, você vai à minha casa. Meus pais irão lá.
Ele diz, decidido e entra no no carro. É esse tipo de atitude que me faz querer assassinar o Sasuke, é essa mania de não considerar a opinião das pessoas, de não considerar o que temos a dizer, de não considerar importante.
Bufo, irritada, entrando no carro também.
- Nós vamos ter que nos ver todos os dias?
- É o que parece...
- Preferiria enfrentar o processo... – resmungo baixo.
- O que foi que disse?
- Nada. – dou o meu melhor sorriso.
Sasuke dá partida no carro e me olha de forma suspeita. Rapidamente, estamos perto da minha casa. Minha vontade é de sumir a da vista de Sasuke, para sempre, de mandá-lo embora e dizer que não quero mais essa farsa. Até porque, nesse estranho acordo, eu fico com a pior parte, e Sasuke apenas se beneficia. Por outro lado, uma parte pequenina de mim quer ver onde isso vai dar. É a parte que se sente alegre afinal, ninguém mais vai ficar insistindo para que eu volte com o Sasori, e ninguém mais vai duvidar que eu o superei.
Sou desperta de meus devaneios quando Sasuke chama meu nome. Posso notar que já chegamos e que Sasuke me olha com o cenho franzido.
- Mas onde você está com a cabeça? – ele pergunta, irritado. – Eu estava dizendo para se vestir casualmente hoje a noite, como se estivesse à vontade na minha casa...
- Hum... certo. – digo automaticamente, discutir com ele não vai dar em nada.
Distraidamente, olho para o meu celular que marcam 9 horas! MERDA! GENMA! GEKKOU HAYATE! TRABALHO! A lembrança de que eu estou atrasada para o trabalho me atinge em cheio.
PORRA.
PORRA!
- PORRA! – falo irritada.
- O que foi?
- Não saia daí!
Grito enquanto corro até meu prédio, pego o elevador e logo estou dentro da minha casa. Certo, eu tenho 15 minutos para tomar banho e me trocar. Como uma ninja, tiro a calça colada e o restante a minha roupa e rapidamente estou debaixo do chuveiro, sinto frio, mas não ligo.
Merda, Genma vai me matar! Logo estou em frente ao meu guarda-roupa. Ele está um verdadeiro ninho de cobras, e eu suspiro cansada já imaginando o trabalho que eu terei para achar alguma coisa no meio dessa bagunça. Estou enrolada na minha toalha enquanto vou jogando as roupas para fora como uma louca, na esperança de encontrar algo decente.
Logo a campainha começa a tocar e eu imploro a todos os deuses para que não seja Ino, porque se for, ela não vai me deixar sair daqui sem uma boa explicação.
Correndo, olho no olho mágico e vejo que é Sasuke, irritado.
Rapidamente eu abro a porta e corro decidida até meu quarto.
- O que deu em você? – Sasuke pergunta, parecendo ligeiramente confuso.
- Meu chefe vai me matar! – falo pegando um vestidinho azul que eu havia comprado num liquidação, coloco-o em frente ao meu corpo no espelho... – Até que não está nada mal.
- O que eu tenho a ver com isso?
- Você... – eu o olho, e dou um sorriso vitorioso. – Vai levar sua namorada até o trabalho.
Rapidamente expulso Sasuke de meu quarto.
Assim que saio, estou vestida com o meu vestido azul escuro, uma meia-calça preta, uma sapatilha também preta, assim como é meu costumeiro casaco, além de estar com os cabelos presos num rabo de cavalo e um batonzinho vermelho bem claro. Sasuke me olha da cabeça aos pés e arqueia uma sobrancelha.
- Você tem 50 recados na sua secretária eletrônica... – ele observa, olhando diretamente para meu telefone.
- E de quem você acha que é a culpa? – digo, rancorosa, o olhando.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO
Sasuke parece irritado quando para seu carro em frente ao meu trabalho. Em nenhum momento do caminho da minha casa até aqui, ele disse alguma coisa e sempre manteve seus olhos voltados para frente.
- Bom... – eu começo, tentando quebrar o estranho clima. – Obrigada por ter me trazido.... – Sasuke me olha. – A noite, na sua casa, certo? Onde que ela é?
- Eu te busco.
- Certo...
Digo e me despeço rapidamente dele, enquanto corro até minha sala, torcendo para que Genma tenha acordado de bom humor. Antes de tocar a maçaneta da minha porta, a irritante voz de meu chefe se faz presente.
- Então você chegou...
- Se eu tivesse um clone que eu pudesse mandar em meu lugar e encarar a sua cara ao invés de mim, eu com certeza o faria. – olho para ele e lanço um sorriso.
- Vaca. – Genma murmura, mas eu consigo ouvir claramente. – Sakura, só lembrando do almoço com Gaara, para que vocês possam acertar os primeiros detalhes do livro.
- Dessa vez eu escolho o restaurante. – digo, decidida e me enfio em minha sala.
Quando enfim sento em minha cadeira e ligo o computador, pego meu celular. Meu deus do céu! Sessenta ligações perdidas. Só da Ino e de minha mãe são mais de trinta! Hinata também ligou uma vez e mandou uma mensagem, as outras ligações são de pessoas de Konohagure, parentes distantes e números desconhecidos. Não quero nem imaginar o que Ino tem para falar comigo.
Ainda receosa, abro meu e-mail, e como o esperado, há alguns e-mails de Ino. Prefiro não abri-los e ligar para ela, quanto mais eu demorar a entrar em contato, pior vai ser.
- SAKURA VOCÊ ESTÁ NAMORANDO COM O UCHIHA-GOSTOSO-SASUKE? – Ino mal espera eu dizer um mísero alô.
- Quer se acalmar? Parece mais nervosa que eu! – observo, esperando ela parar de dar gritinhos de empolgação e rir do outro lado da linha.
- Certo, e o que aconteceu?
Começo a sussurrar:
- Não é um namoro de verdade.
- Como assim?
- Olha, vou dizer de uma vez. Naquela noite, da festa, eu acabei o chamando de querido e o beijando na frente de todos e quando eu vi ele já estava me ameaçando e dizendo que iria me processar... Mas os pais dele apareceram e ele viu a oportunidade de me apresentar como sua namorada porque ele precisa de uma pro pai dele passar pra ele as ações da empresa... – disparo a falar. – Tudo aconteceu tão rápido e agora, para ajudar ele e ele não me processar, vamos fingir um namoro por dois meses, com direito a mãos dadas, corridas pelo parque e selinhos.
- Você o BEIJOU? – Ino grita e eu tenho que afastar o telefone da minha orelha.
- Sério que você só ouviu essa parte? – reviro os olhos.
- Ok, querida, então vocês não estão juntos de verdade. – ela diz e eu confirmo com um barulho. – E ele precisa de você para conseguir ações ou sei lá o que e você precisa dele para fingir a aquele bosta que você seguiu em frente e para que ele não o processe?
- Uhum...
- Sakura, todo o dia você tem alguma coisa estranha para me contar. Sua vida parece uma piada de mal gosto querida. Sem ofensas... – ela parece dar uma risada. – Você e aquele homem com um gênio do cão juntos por dois meses... Que engraçado! – ela dá uma gargalhada. – No final desse tempo ou vocês estarão juntos, ou vão se matar.
- Estou a um passo de matá-lo de qualquer forma. – digo, entre os dentes.
- Então ta, querida... O asno do filho de meu agente chegou e eu preciso perguntar o que foi aquela ridícula mensagem que ele me mandou ontem. Precisamos conversar direito. Boa sorte. Te amo!
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Ino já havia desligado. Suspiro pesadamente, pegando o manuscrito de Gaara, cheio de notas e discando o seu número em meu celular.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO
Estamos em um bonito e modesto restaurante italiano que Gaara sugeriu. Ele prometeu pagar dessa vez, visto que eu ainda pago por aquele almoço que tivemos no Palace.
Ele está muito bonito vestindo uma calça cáqui, coturnos pretos, um suéter azul marinho e o casaco também preto.
- Você cada vez mais parece mais bonita... – ele comenta enquanto beija meu rosto e se senta.
- E você sempre cheio de conversa fiada, não é? – dou uma risada.
Gaara é muito bonito, seu jeito é sério, mas de alguma forma é leve, nos fazendo se sentir a vontade. Além de se vestir muito bem, sei que por trás da boa aparência, está uma mente verdadeiramente brilhante. Seu livro, com certeza se tornará um best seller mundial, e com certeza será uma obra prima.
Retiro o manuscrito dele da minha bolsa e abro na primeira nota que fiz.
- Eu não fiz muitas notas, no geral, seu livro é muito bom, sinceramente. Mas eu acho que esse começo ficou um pouco confuso. Talvez se você o reescrevê-lo de forma que deixe claro que sim, o Gin oprimia seus dois irmãos que desde pequenos notavam que alguma coisa estava errada com ele.
- Sem problemas.
- Certo...
Eu achei que Gaara se mostraria incomodado de alterar algumas coisas do livro, mas ao contrário, ele se mostrou simpático e receptivo as poucas críticas que eu tinha.
- E aqui... – mostro uma passagem do livro que está sublinhada. – Eu particularmente, já estava me derramando em lágrimas quando cheguei nessa altura do livro. – dou uma risadinha e a boca de Gaara se curva em um sorriso quase que imperceptível. – Mas eu acho que se você pensar melhor, essa passagem ficaria mais sólida se fosse colocada no começo.
- Por quê?
- Certo. Hum... porquê ela explica o sentimentos de Kayako em relação ao filho, talvez o leitor não se pergunte tanto, depois de ler isso logo no começo, o porquê da relação super protetora dela ao filho problemático.
- Você é muito boa nisso.
Antes que eu possa agradecer, o garçom nos interrompe querendo anotar os pedidos. Eu acabo pedindo uma macarronada clássica e Gaara pede canelone² de queijo e um vinho.
- Eu acho que se você focar nessas minhas duas ressalvas, — eu digo, voltando ao assunto – o livro se tornará uma verdadeira obra prima e então poderemos discutir coisas como o título, capa, etc...
- Eu iria lhe chamar para jantar, mas descobri que você está com o Sasuke. – Gaara diz, mudando de assunto.
- Você o conhece?
- Somos amigos desde o colegial.
Por essa eu não esperava! Viro a garrafa de vinho e ensaio um sorriso, mas Gaara estreita os olhos, suspeitando de algo.
- Que coincidência... – eu digo, ainda sorrindo.
- Estão juntos há muito tempo?
Essa não! Ele está genuinamente interessado.
- Hum... na verdade, não. Pouco menos de um mês.
Gaara faz menção que quer continuar o interrogatório, mas somos interrompidos pelo garçom com nossos pedidos. Antes que ele possa fazer outra pergunta, encho minha boca de macarrão.
- Onde vocês se conheceram mesmo?
Gaara pergunta e eu não respondo, com a boca ainda cheia, antes mesmo de engolir o que está na minha boca, como outra garfada, mostrando que realmente não estou em condições de responder.
- Deixa pra lá, vamos comer... – ele observa, e se volta para sua comida.
Eu respiro aliviada, tomando outra golada de vinho. Por que ele estava tão surpreso assim? E por que tanta duvida? Minha cabeça se enche de perguntas que dificilmente serão respondidas.
Logo estamos nos despedindo e eu estou um pouco tonta de tanto vinho que eu tomei. Mando uma mensagem para Genma avisando que irei para casa terminar de revisar outros manuscritos. Não estou em condições de voltar para o trabalho, além do mais, eu preciso saber o que anda rolando na internet e eu tenho que pelo menos ouvir os recados da minha secretária eletrônica.
Chego em meu apartamento e logo aperto o botão da secretária.
- Minha filha, por que você não disse que está namorando um homem tão importante? Bonito, rico... Sakura, é cada um melhor que o outro, não é? Agora só falta você sair daquela escritora chinfrim. Você não vai ficar dependendo de homem, não é Sakura? Me liga, o telefone aqui em casa não para de tocar!
Reviro os olhos e passo para a próxima:
- Senhorita Haruno? Aqui é Matsumoto, da People de Tóquio e queremos saber se a senhora pode nos dar uma entrevista contando a história de você e o senhor Uchiha.
- Sakura, aqui é a sua prima, Aki, vamos jantar qualquer dia desses, logo eu estou indo para Tóquio.
Aki, nunca gostou de mim, por que ela me procuraria para jantar? Passo para o próximo.
- Sakura, onde você se meteu? Que história é essa de você estar namorando o Uchiha? Eu não posso acreditar que você escondeu essa bomba da sua melhor amiga! – Ino bufa no telefone. –Querida, você precisa, PRECISA me ligar.
Os recados são dos mais variados, desde repórteres de revista de fofoca me ligando para entrevistas, até familiares que eu mal troquei duas palavras em toda minha vida. Só recados de Ino há dez e outros 5 de minha mãe, há um recado tímido de Hinata perguntando se eu estou bem e até de editoras perguntando no que eu venho trabalhando esse tempo todo. Mas um recado me chama a atenção:
- Sakura... Aqui é o Sasori. – ele dá uma risada tímida. – Você deve lembrar, seu ex. Sakura, você está com outro? Quando foi que você seguiu em frente? Por deus, eu não posso pensar em você com outro homem. Precisamos conversar... – ele volta um suspiro cansado. – Vou ficar louco.
Quando me dou conta, estou ouvindo a mensagem de Sasori pela terceira vez, as lágrimas rolam pelo meu rosto e sinto meu coração apertar. Ele está triste? Ele está triste porque eu estou com Sasuke? Não pode ser, ele terminou comigo e parecia muito feliz que aquela outra! Seco minhas lágrimas e suspiro, Sasori apenas se sente despeitado porque eu enfim pareço estar seguindo em frente e ele gostava de me ver me lamuriando por causa dele.
Sou dispersa de meus pensamentos com uma mensagem de Sasuke que diz que logo estará chegando aqui.
Rapidamente pego uma camisa e uma calça jeans e coloco uma sapatilha confortável. Diferente de todo mundo, eu não gosto muito de saltos e prefiro a sapatilhas que são práticas e confortáveis. Coloco meu costumeiro casaco preto e um cachecol da mesma cor.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO
Sasuke está me esperando e ele está muito bonito. Seus cabelos parecem meio úmidos e ele veste uma camisa, um jeans desbotado e está com um casaco preto, assim como o meu.
Ainda estou um pouco abalada pela mensagem de Sasori, mas não quero deixar isso transparecer. Do um oi tímido e ficamos em silêncio, ao contrário do que eu pensava, a casa de Sasuke não fica na parte mais rica da cidade e ele não mora em seu hotel, ele mora num bairro residencial de classe média alta, mas não tão alta comparada ao império que ele possui.
Ele também não mora em um apartamento, e sim numa casa, muito aconchegante. Achei que ele moraria em um lugar moderno e impessoal, ao contrário, os móveis parecem antigos, as estantes estão cheias de livros e há vários quadros espalhados pela casa. Fico surpresa de como me sinto bem aqui. Olho as fotos e em várias delas, há uma figura sorridente ao lado de Sasuke, é um garoto loiro. Também há fotos dele e seus pais e dele com um homem muito parecido com ele, porém um pouco mais velho que presumo que seja seu irmão.
- Essa casa é muito bonita... – digo, sincera. – Eu não esperava... hum...
- O que?
- Pensei que morasse em um apartamento luxuoso, ou no Palace... – comento.
- Não gosto de prédios luxuosos, gente muito rica como vizinhos são insuportáveis... E aqui é calmo, reservado.
- É tão aconchegante, seria um ótimo lugar para escrever.
- Você é talentosa, escreveria bem em qualquer lugar...
O elogio de Sasuke me pega de surpresa, sinto minhas bochechas queimarem e meu coração acelerar. Sinto meus lábios se curvarem em um sorriso, mas antes que eu possa agradecê-lo, seu telefone toca e ele se retira da sala.
Logo ele retorna e parece levemente irritado.
- Houve alguma coisa?
- Meus pais, eles não vêm. – ele passa as mãos pelos cabelos mostrando impaciência e logo ele suspira, resignado. — Acho que seremos só nós dois então...
Notas finais
OLÁ PESSOAL!
Olha como eu sou linda, postei dois capítulos na semana, e ainda estou perdendo o Oscar pra escrever isso aqui, porém ceis merecem. Gente, como vocês podem ver, a Sakura voltou a escrever e agora todo mundo sabe do relacionamento dos dois. Por que será que Gaara duvidou da relação dela com o Sasuke? Será que Sasori ainda a ama mesmo ou apenas está despeitado? Como é que vai ser essa noite na casa do Sasuke? Tudo isso vocês vão saber nos próximos eps! Ceis tão gostando do Sasuke?
Domingo que vem postarei. Gente, só uma pergunta, alguém tem alguma curiosidade de ir ouvir as músicas dos capítulos, ou ceis tão nem aí? hahaha
Beijos, gente, até breve.
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