Lie to me

5 Something else


Notas iniciais
YOO PEOPLE!
Queria antes de tudo agradecer a AnneBlack pela adorável recomendação e dedicar este capítulo a ela. Fiquei feliz. Sem muito o que dizer, espero que todos, TODOS que estejam lendo, comentem e se divirtam.

.x.

“I know you know just what you like
And I am really not your thing
But just in case you change your mind
I wrote this song for you to sing”
Diamond Rings – Something Else

Quando cheguei a Tóquio, logo comecei a trabalhar de garçonete num requintado café. Eu me colocava a escrever a noite e de dia, eu servia mesas. O trabalho era fácil, embora todo dia lidar com pessoas ricas e ignorantes não fosse lá muito agradável. As coisas corriam bem, eu conseguia viver tranqüila, me sustentar e não passava nenhum tipo de necessidade. No dia que conheci Ino, eu havia passado uma noite em claro escrevendo meu livro e não estava muito atenta no serviço em geral. Estava me esforçando naquele dia para me manter acordada e não fazer nenhuma idiotice, mas mesmo com todo o esforço, eu acabei derrubando suco em uma menina com cara de estudante. A garota logo começou a gritar no restaurante dizendo as coisas mais humilhantes para mim, eu estava tão surpresa com aquele escândalo que apenas fiquei parada ouvindo tudo, tendo que engolir o sentimento de indignação. Ino estava perto de nossa mesa e diante do meu silencio, ela me defendeu. Começou a gritar com a menina e disse para ela coisas pavorosas, depois me levou até a parte dos fundos do café para checar se eu estava bem.

Logo ela, a mulher que eu havia julgado que deveria ser uma patricinha metida, havia me defendido sem nunca ter me visto na vida e logo começamos a conversar toda vez que ela freqüentava o café. Com o passar do tempo, meu sentimento de gratidão se transformou em carinho e respeito. E, apesar de sua personalidade forte, Ino é uma das pessoas mais incríveis que eu já conheci em toda a minha vida, ela não pensaria duas vezes antes de defender a mim e Hinata com unhas e dentes, ela odeia ver injustiças e hoje se transformou em minha melhor amiga.

- Deixa eu ver se entendi... – Ino arqueia uma sobrancelha. – Você encontrou com Sasori no salão e disse a ele que estava namorando Uchiha Sasuke?

- Não, Ino. – eu rodeio os olhos. – Não. Eu apenas aproveitei quando me ligaram e fingi que era meu namorado, Sasuke. Não Uchiha Sasuke, um Sasuke qualquer... Só que a Tayuya viu o que aconteceu no hotel e presumiu que o meu “namorado”... – faço as aspas com as mãos. – Fosse Uchiha Sasuke.

- E você não negou? – assinto, ela dá um risinho e eu sei que ela acha essa situação engraçada. – Então apenas a Tayuya agora pensa que você namora Sasuke Uchiha?

- Não! – eu suspiro pesadamente e passo as mãos nervosamente pelos meus cabelos. – Pior que não! Ela e todos os funcionários de Sasuke! – digo exasperada. – Aparentemente ela tem um primo, amigo... Enfim, um conhecido que trabalha no Palace, entende? E ela viu a cena que o Sasuke e eu fizemos no saguão e juntou as peças na cabeça doentia dela. E ela disse para todo mundo que eu era a namorada do patrão deles!

Ino arregala os olhos e para por alguns instantes, depois explode em uma gargalhada.

- Não é engraçado...

- É claro que não, querida... – ela se recompõe. – Quer algo para beber?

Geralmente, eu pediria sakê, mas estou tão nervosa que acabo pedindo uma dose de whisky para Ino. Como é que eu fui acabar nessa situação toda? O pior é que eu sinto que logo Sasuke também ficará sabendo que ele é meu “namorado”, e tudo que eu peço a deus, é não ter que ver aquele homem de novo, principalmente com aquela aura ameaçadora.

- Aqui, querida... – Ino estende o copo para mim. – Sakura... – ela olha séria para mim. – Por que você foi mentir?

- Não sei...

- Sabe sim! Sakura, não se faça de idiota, você sabe muito bem por que mentiu. Você não superou Sasori, não o quer pensando que enquanto ele seguiu em frente com a vida dele, você não fez o mesmo. Olha, querida, não há nada de mal em sofrer por amor, Sakura, permita-se a sofrer.

- Mas eu já sofri... – eu digo, em voz baixa.

- Não, você chorou feito uma criança por uma semana e depois estava agindo como se nada tivesse acontecido. Como alguém que terminou um relacionamento de dois anos pode superar algo em uma semana, Sakura? – ela me olha de forma carinhosa. – Eu sei que é difícil, querida, mas você precisa admitir que ainda dói e só então você poderá seguir em frente, assim como ele.

- Não faz diferença, agora...

Ficamos em silêncio por alguns instantes, Ino espera eu digerir tudo que ela acabou de dizer, e eu me perco em meus pensamentos. Depois de bebericar o primeiro gole do whisky, faço uma careta. Mas depois de alguns goles pequenos, começo a tomar gosto pela bebida e viro de uma vez.

- Sakura, o seu problema agora não é o Sasori, é o Uchiha-gostoso-Sasuke. – ela diz, risonha.

- Nem me lembre.

- Ai que situação excitante! – ela dá um gritinho de empolgação.

Rodeio os olhos novamente. Para Ino, tudo é uma situação empolgante, excitante, ela não vê os problemas das mesmas formas que pessoas normais veêm. Ela olha para algum problema e encara ele como uma nova aventura, e é exatamente assim que ela está encarando toda a situação do Sasuke.

- Não é nada excitante. Aquele homem vai me processar... – digo chorosa.

- Largue de besteiras, querida. – ela da de ombros e vira uma dose de sakê. – Vamos pensar positivo! Você realmente acha que ele vai ficar dando bola para as fofocas dos funcionários? – é, ela tem razão... – E se realmente ouvir algo por lá, ele pensará que foi devido a cena de vocês. Ele não vai vir atrás de você. E, vamos olhar para o lado positivo, pelo amor de deus, agora o bosta do Sasori pensa que você deu um upgrade na sua vida namorando com alguém que é muito mais gostoso que ele, vamos combinar, e muito mais rico... Muito mais tudo!

- É, tem razão, ele nunca vai saber que isso é culpa da Tayuya...

Suspiro e relaxo no sofá, depois de dar um gole no whisky.

Começo a ficar um pouco mais aliviada, realmente, Sasuke não tem como me procurar, é apenas eu ficar longe do hotel dele, e seguir com a minha vida. Sorrio, confiante e olho para Ino que agora parece preocupada.

- Ino, tudo bem?

- Não é nada... – ela suspira resignada. – Problemas no trabalho, querida, você sabe como é.

- Não, não sei... você parece preocupada.

Eu sabia que ela estava um pouco diferente quando cheguei em seu apartamento, mas estava tão preocupada com toda a situação que eu havia me metido que precisei falar e ela me ouviu paciente, mesmo tendo que desabafar também.

- Não estou preocupada, Sakura, eu estou brava! – ela revira os olhos. – O filho de meu agente voltou dos Estados Unidos há uma semana e... – ela rosna, brava. – Ele é um filho da puta preguiçoso!

Posso ver que Ino está mesmo irritada, mas algo me diz que a culpa não é exatamente do tal filho de seu agente.

- Aquele dorminhoco preguiçoso que só sabe aparecer nas reuniões para ser extremamente sarcástico. Tenho vontade de enfiar minhas unhas nos olhos dele e arrancar aquela língua afiada.

- Ino, você está brava porque ele, ao contrário de todo o universo, não puxa seu saco?

- Sakura, querida, não é puxar saco! Eu estou brava porque ao contrário de todo o universo, meus encantos não fazem efeito! – ela bufa e se levanta para pegar mais uma garrafa de sakê. – Shikamaru é um pé no saco, mas ele vai se ver comigo amanhã, ah se vai! Ele está prestes a conhecer quem é, Yamanaka Ino.

Dou um risinho, ela está mais despeitada do que brava por algo que o cara tenha feito.

- Ino, ele fez algo para você ou isso tudo é birra?

- Birra? – ela arqueia uma sobrancelha. – BIRRA? Queridinha, isso não está no meu dicionário, assim como não existe a possibilidade de um homem não estar aos meus pés. Sabe o que ele me disse essa semana? – antes de eu mostrar alguma reação, Ino me interrompe. – Pois eu digo! Ele me disse “Você é uma mulher muito fútil e problemática para o meu gosto”! – ela diz como se estivesse o imitando. – Que porra isso quer dizer?

De novo eu tento dizer algo de novo, mas ela solta um som de descontentamento e apenas fico esperando ela continuar falar. Ino nunca nos procura para pedir conselhos, ela só precisa ser ouvida, porque no final do dia, ela sabe o que fazer.

- Como se eu não fosse boa o suficiente para um nerd metido a Einstein como ele. Tudo bem... ele é muito bonito, mas agora, Sakura... É pessoal, ouviu bem? Eu vou tornar a vida daquele imbecil sem nenhum senso de moda, um inferno!

Suspiro e tento acalmá-la, mas logo ela vira outra dose de sakê, sorri e muda de assunto.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Acordo com Madonna cantando no rádio. Me sinto mais leve, mais tranqüila. Ino tinha razão, não há motivo para me preocupar. Sasuke não irá me ver nunca mais assim como Tayuya e Sasori. Eles que continuem pensando que eu namoro o Uchiha enquanto eu enfim levo minha vida para frente.

Faço minha higiene matinal e preparo um café da manhã enquanto agora Lady Gaga começa a cantar. Acordo feliz, hoje é sábado, não preciso ver o a cobra do meu chefe, não preciso me preocupar com nada, a não ser encontrar algo para fazer a noite.

Logo resolvo que vou comprar algo para cozinhar para o almoço, me sinto inspirada, e tenho uma história na cabeça que talvez eu transforme em um novo livro. Obviamente, a editora de Sasori está fora de questão, mas por Tóquio, há outras centenas e não é possível que nenhuma goste da minha escrita.

Coloco uma calça jeans qualquer, uma blusa e um casaco e saio de casa. Dou bom dia ao porteiro e assim que saio do prédio, quase caio dura no chão.

Uchiha Sasuke está encostado em um carro preto, não sei qual marca que é, nunca soube muito de carros e seus olhos grudam nos meus. Fico tentada a correr de volta para meu prédio e ficar ilhada em meu apartamento para sempre, mas eu sei que esse homem não vai descansar enquanto não conversar comigo sabe-se lá deus o que. Afinal de contas, como ele achou meu endereço?

Notando que eu não irei até ele, ele caminha até mim, em passos decididos.

- Você realmente não para de me surpreender...

Ele não parece irritado, o que me assusta ainda mais. Sasuke está de terno preto, e um casaco grande cinza, faz frio em Tóquio, mas sinto cada pedaço de meu corpo congelar quando nossos olhos se encontram.

Ensaio um sorriso, a melhor coisa a fazer é fingir que não sei do que ele está falando.

- Mas... – Sakura, não se atreva a parecer preocupada. – o que você está fazendo aqui?

- Talvez você possa me explicar – ele franze o cenho e se aproxima de mim de modo que sinto sua respiração. – o motivo de meus funcionários acharem que você – sua voz está carregada de desprezo. – é minha namorada.

- Eu realmente não sei do que você está falando. – olho para ele, inocente e ao mesmo tempo decidida.

Nem sob tortura eu admitirei que a culpa é minha.

- Ah! Não sabe! – ele sorri sarcástico. – Não sabe... Entendi.

- E como você achou meu endereço de qualquer forma?

- Sakura, você me subestima. Há um mês atrás eu já sabia de tudo de sua vida, afinal fiquei curioso sobre a mulher que fingiu ser outra pessoa e ocupou um quarto que não era dela.

Por que ele insiste em trazer esse assunto à tona? Pensei que tínhamos deixado no passado...

- Águas passadas... – murmuro.

- Foi o que eu pensei, até descobrir que você andou dizendo que é minha namorada.

- Eu?! – me faço de desentendida.

- Sakura, não teste minha paciência, eu estou há um passo de acionar meus advogados.

Meu coração acelera e tenho certeza que minha cara está um misto de pavor e culpa porque ele olha para mim e sorri, vitorioso.

- Porque você não me convida a entrar e me explicar essa história direito? Caso contrário, meu advogado ficará muito satisfeito de procurar um juiz que te faça explicar...

Suspiro, derrotada. Preciso parecer calma, a culpa não foi minha no final das contas. Foram outras pessoas que deduziram que ele era meu namorado. Tudo bem, o gatilho foi puxado quando eu disse que meu suposto namorado tinha o mesmo nome que ele, mas nunca disse que era ele de fato, a não ser para Tayuya, mas o que eu iria fazer, afinal de contas? Explicar para ela o motivo de Sasuke me puxar daquele jeito no saguão do hotel? Dizer que eu fingi ser outra pessoa e por isso ele me odiava? Por deus, nunca!

Caminho de volta para meu prédio e Sasuke me segue, ele parece determinado a tirar essa história a limpo. No elevador, nenhum de nós dois diz uma só palavra e o silêncio é apavorante.

Assim que entramos em minha casa, sinto meu estomago embrulhar.

- E então?

- Você não quer um café? Um chá talvez... – digo, simpática.

Eu deveria ter seguido a carreira de atriz, não sei como consigo sorrir ainda quando tudo que eu queria era me jogar da janela e deixar meu corpo se espatifar no chão.

- Café, sem açúcar.

Ele tira seu casaco e senta no sofá, assim que me viro, sinto minhas costas queimarem com o seu olhar.

Preparo o café dele e faço um chá de camomila para mim, era isso, ou a vodka, mas sinto que se eu tomasse na frente dele, além de assinar minha culpa, iria parecer uma mulher pior, não sei, não quero parecer nervosa ao ponto de recorrer ao álcool, mesmo que eu esteja. Quero parecer calma, como se tudo não passasse de um mal entendido.

Me sento no sofá, mas distante dele.

- E então? – ele insiste.

- Certamente tudo não passa de um mal entendido.

- Você já me disse isso uma vez. – ele observa.

Tem razão, quando nos encontramos, há um mês atrás, eu disse a mesma coisa quando ele me pegou na suíte do Palace, talvez fosse um mal entendido, pois eu nunca deliberadamente planejei tudo o que aconteceu ou o que está acontecendo, mas as coisas parecem sempre caminhar para o pior e eu fico presa nessa bola de neve.

Acabo contando tudo, bom, talvez não tudo, mas digo o corrido do salão de beleza e o que aconteceu no dia em que estive no Palace, dessa vez, eu sou 70% inocente. A culpa não é de fato minha, a culpa é a vida que insiste em sempre reservar o pior para mim, o problema foi ter confirmado a Tayuya que ele era meu namorado, mas eu não podia explicar a ela tudo porque me sentiria ridicularizada.

Mesmo depois de ouvir tudo noto que sua expressão impassível não se suavizou, ele continua me olhando, sério, nem por um momento ele desvia seus olhos dos meus e nem eu dos dele. Sasuke possui olhos completamente negros, são bonitos, assim como todo o resto de seu rosto. Sinto meu corpo tremer, não sei se de medo, talvez não, talvez seja sua beleza, mas logo afasto esses pensamentos, esse cara está há um passo de destruir minha vida.

- Você continua cruzando meu caminho e testando minha paciência. – ele diz, por fim. – O que eu farei com você, Sakura?

Tento procurar algo para dizer, mas minha mente está vazia.

- Vamos fazer o seguinte... – ele se levanta e pega seu casaco. – Vai haver uma festa hoje a noite, em meu hotel e eu gostaria que você fosse. – olho para ele, perdida. – Assim, poderemos dizer a eles que somos amigos e não namorados... – ele me olha novamente, seu olhar é intenso. – Essa história está começando a me dar dor de cabeça.

- Certo... – murmuro.

- Esteja lá às dez.

Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ele sai bruscamente, me deixando perdida em um turbilhão de pensamentos.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Assim que liguei para Ino contando o que acabara de me acontecer, ela voou até minha casa dizendo que eu deveria ir nessa festa para arrasar e quem sabe conquistar o coração de gelo de Sasuke, enquanto eu estava apenas me preocupando e sobreviver a uma noite ao seu lado. Ela trouxe um vestido preto tomara-que-caia cheio de brilhantes da Chanel e um sapato vermelho da Prada. Fez uma maquiagem clarinha em mim e deixou meus cabelos ondulados.

- Sakura, se eu fosse lésbica, não iria resistir. – ela diz olhando a minha imagem no espelho junto comigo.

- Ino eu não quero conquistar ninguém essa noite, eu quero resolver isso tudo e sobreviver no final dela. – falo, mal humorada.

- Não fique brava, querida, fique feliz, você está linda, o Sasuke vai comer na sua mão... – ela sorri maliciosa. – ou em outro lugar se você quiser.

- Por deus, Ino! – desisto de repreendê-la e olho as horas, já são quase dez.

Despeço-me de Ino e pego um táxi, logo desço na frente do Palace. Sinto que meu coração vai explodir em meu peito, e tento me acalmar, mas é impossível! Toda vez que apareço aqui eu acabo entrando em alguma fria e tendo que agüentar a fúria de Sasuke.

Em passos curtos, atravesso o saguão do hotel e me dirijo até o elevador, aparentemente a festa será na cobertura. Sou desperta de meus pensamentos quando, alguns andares depois, as portas do elevador se abrem e Sasori e Tayuya entram, abraçados.

SERÁ QUE É POSSÍVEL UM POUCO DE PAZ NESSA VIDA? Toda vez eu realmente preciso encontrar com esses dois? Fora que toda vez que me encontro com essa mulher minha vida se aproxima ainda mais do fundo do poço. Primeiro, ela na cama com Sasori, depois ela no salão de beleza com o Sasori e eu tendo que mentir, depois ela no hotel e eu dizendo que era o Uchiha e agora o que vem depois?

Dou um de meus melhores sorrisos.

- Sakura! – Sasori exclama, ele parece surpreso.

- Boa noite. – tento ser diplomática.

- Querida! – as únicas pessoas que não soam falsas a me chamarem de querida, é Ino e minha mãe, mas Tayuya soa extremamente falsa, como se por trás do “querida” estivesse mais de mil xingamentos direcionados a mim. – Você também vai na festa?

- Sim, Sasuke me convidou...

- Ah, é... – ela sorri, venenosa. – Seu namorado. – suspiro pesadamente. – Não sabia que caras como Uchiha Sasuke namorava mulheres como você...

Eu, que antes rezava para que a cobertura não chegasse nunca, só falto ajoelhar e começar a pedir a deus que ela não demore nem mais um segundo. Olho para Tayuya que parece abraçar Sasori com mais força e ela sorri para mim, venenosa. Sasori parece incomodado e não olha para mim nenhum minuto. Eu estou tentando manter a compostura, mas cada vez fica mais difícil.

Suspiro, aliviada quando o andar da cobertura finalmente chega. Saio na frente e sei que os dois estão logo atrás de mim, antes de chegar à festa, me dirijo ao banheiro para checar se minha aparência está ok.

No espelho, posso ver que estou bonita, minha maquiagem é clara, minha roupa e meu cabelo estão impecáveis, mas possuo um olhar triste. Ino tinha razão, não superei Sasori, nenhum pouco, porque não consigo ficar indiferente a sua presença, no fundo eu sei disso, meu coração não parou de doer.

Escuto a porta do banheiro sendo aberta e Tayuya entra. Ótimo, agora finalmente posso afogá-la na privada.

- Você não me engana Sakura... – ela diz, olhando para o espelho enquanto ajeita seus cabelos. – Sasuke nunca namoraria alguém como você, olhe só para você, querida, não conseguiria fisgar um homem daqueles, aliás, não conseguiria fisgar homem nenhum... – ela olha para mim e sorri. – não é a toa que perdeu Sasori.

Antes que eu possa falar algo, uma mulher entra no banheiro e Tayuya sai. Agora é oficial, eu a odeio!

Saio um pouco abalada e me dirijo à festa. Um jazz suave toca ao fundo e todos estão vestidos elegantemente, tudo é muito requintado e a decoração é muito bonita, meus olhos passeiam pelo lugar e param em Sasuke que está vestido com seu costumeiro terno preto. Ele tem uma das mãos no bolso e a outra está segurando um cigarro. Ele está incrivelmente sexy, me seguro para não deixar meu queixo cair e não babar no lindo tapete persa que está sob meus pés.

Quando ele me vê, sorri de canto e sei que sua raiva já foi embora. Sinto um alivio e sorrio de volta, enfim tudo ficará bem...

Antes que Sasuke pudesse chegar a mim, Tayuya aparece ao meu lado arrastando um Sasori nada confortável.

- Olhe, Sakura, não é seu namorado vindo aqui?

Quando Sasuke finalmente atravessa o salão e chega até nós, ele diz boa noite a todos e Tayuya olha para mim, desconfiada, ela está esperando algum deslize, ela quer confirmar se realmente estamos juntos. Olho para ela com os olhos estreitos e sem pensar duas vezes, abraço Sasuke e deposito um selinho em seus lábios.

- Sasuke, querido, desculpe a demora.

Notas finais
E ae, gente, o que acharam?
AGORA SIM o Sasuke vai aparecer na vida da Sakura de verdade, e a participação dele só tende a aumentar. Agora ficam as questões: Por que será que o Sasori fica desconfortável quando vê a Sakura? Será que a Sakura vai retrucar Tayuya? E qual será a reação do Sasuke? Todas essas perguntas serão respondidas nos próximos capítulos! Fiquem ligados e comentem, logo postarei o próximo.
Gente, obrigada pelo carinho, pelos comentários. Estou muito feliz e cada vez mais empolgada com essa fic. Até breve, beijos