Lie to me

6 I Heard You Say


Notas iniciais
GALERINHA DO MAAAL!
Gente primeiro eu gostaria de agradecer as duas MARAVILHOOOSAS que me deixaram lindas recomendações: Hideko e Luu R! Fico muito feliz de estarem gostando da fic, prometo não decepcioná-las. Também gostaria de agradecer a todos os comentários, gente, eu recebi muitos e não to com tempo de responder então ceis me perdoam se ao invés de respondê-los eu só postar os capítulos? Isso não faz eu amá-las menos, é só que eu não to conseguindo ter tempo de responder tudo E postar as fics, ainda mais que a faculdade logo logo vai voltar. ENFIM obrigada pelo carinho, pelos comentários e recomendações, este capítulo é dedicado a todas vocês.

.x.
And I heard you say
Almost take my breath away
You'll never 'hold me' in his arms again
Vivian Girls – I Heard You Say

Ah não! O que foi que eu fiz?

Ainda estou com os braços entrelaçados no pescoço de Sasuke e nossos olhos estão grudados. Sasuke possui os olhos levemente arregalados como se estivesse totalmente surpreso pela minha atitude, e parece buscar em meus olhos alguma pista do que acabara de acontecer.

Lentamente me afasto esperando que ele fale algo e me desminta na frente de Tayuya e Sasori que olham a cena, ela curiosa e um pouco despeitada, já Sasori não posso decifrar o que ele está sentindo, meu deus, ele está magoado? Não, não pode ser.

Para minha surpresa, Sasuke passa o braço ao redor de minha cintura e a aperta de uma forma exagerada. Ele sorri de canto e diz, entre os dentes:

- Sem problemas, meu amor.

Arregalo os olhos surpresa, de alguma forma sinto meu coração pesar, ele não vai deixar por isso mesmo, tenho certeza.

Sasuke me encara por alguns segundos e depois volta seu olhar para Sasori e Tayuya.

- E vocês são...?

- Este aqui é meu marido Sasori e eu sou Tayuya, muito prazer. – ela sorri e abraça Sasuke em um cumprimento totalmente exagerado.

- Ah sim, o ex... – Sasuke comenta.

Todos olham para Sasuke, inclusive eu. Será que ele realmente não poderia ser mais discreto? Antes que eu possa falar algo, Sasuke pede licença e me puxa nos afastando de Sasori e Tayuya. Fico em silêncio, enquanto ele segura minha mão e caminhamos até uma parte mais reservada da festa. Não ficaria surpresa se ele chamasse os seguranças agora e me expulsasse do Palace a ponta pés.

Assim que paramos, posso notar que não há mais ninguém e já nem posso mais ouvir o barulho da festa. Sinto um pavor tomar conta de mim, dessa vez eu mereço, o que eu estava pensando? Acabei cedendo a provocação daquela mulher e me meti em uma confusão que eu não sei se serei capaz de me safar.

Sasuke agora olha para mim com os olhos estreitos, estamos muito próximos e embora eu queira falar alguma coisa, pela milésima vez, desde que esse homem entrou em minha vida, eu não posso falar nada. Na verdade, não foi ele que entrou em minha vida, fui eu que invadi a dele sem pedir nenhuma licença. Ele vai acabar comigo!

- Eu realmente não sei o que falar agora... – ele diz com a boca próxima de meus ouvidos e a voz baixa. – O que você pretende, Sakura? Porque eu te dei a chance de se safar disso tudo e ao invés de agarrá-la, você a jogou fora.

- Mas... – estou arfando, minhas pernas estão bambas e meu coração bate tão rápido que quase tenho certeza que Sasuke pode escutá-lo. – eu não pensei, foi automático! Tayuya mais uma vez apareceu e me provocou e antes que eu pudesse pensar, eu tive que fazer algo para ela não pensar que eu continuo sozinha e sofrendo enquanto ela está lá com o homem que eu fui e sou perdidamente apaixonada. – digo de uma só vez e só então percebo o que acabo de dizer, sinto meus olhos lacrimejarem, não posso chorar na frente dele, não posso!

Sasuke se afasta de mim um pouco e sua expressão de raiva se suaviza, ele faz menção de dizer algo, mas para, parecendo repensar. Logo a costumeira expressão fria retorna ao seu rosto e ele me encara, duramente.

- Não me interessa, aguarde a ligação de meus advogados, porque nós iremos terminar está conversa no tribu..

- Sasuke, meu filho!

Ele não termina sua ameaça, porque somos interrompidos (com a graça dos céus) por um homem com características muito parecidas com as de Sasuke, embora as rugas estejam presentes em seu rosto, posso notar que ele é muito bonito assim como a mulher ao seu lado, imagino que sejam seus pais.

- Querido, estamos procurando você há um bom tempo nessa festa... – a mulher sorri e abraça Sasuke ternamente.

Sasuke parece perder a expressão fria e olha os dois com carinho, seu pai também o abraça. Não posso acreditar como essa família é bonita, os três possuem olhos negros e cabelos da mesma cor, suas feições são tão belas, de forma aristocrática. Os três assim juntos parecem terem saído de alguma pintura renascentista tamanha a perfeição. Enquanto isso, eu fico há um passo atrás de Sasuke, já cogitando fugir quando tiver minha chance.

- Vocês estão atrasados. – Sasuke observa. – Como foi a viagem?

- O vôo foi tranqüilo, querido, mas acabou atrasando, você sabe como são essas coisas... Mas venha cá, deixe-me te dar outro abraço, estava com tantas saudades.

Sasuke sorri carinhoso e lhe dá outro abraço e um beijo na bochecha. Aí está um Sasuke que eu não imaginava que pudesse existir.

Enquanto observo a cena, cruzo os olhos com o pai de Sasuke que parece finalmente notar a minha presença.

- Então esta é a famosa namorada! – ele sorri e se aproxima de mim, me abraçando carinhosamente.

Por deus! Até onde essa mentira foi parar?

- Querido, onde estão seus modos? Não vai nos apresentar essa menina bonita? – a mulher sorri para mim.

Sasuke olha para mim e revira os olhos e parece ponderar algo internamente, logo ele sorri de canto para mim de forma muito suspeita e engulo a seco, não há nenhuma pista do que está se passando em sua mente.

- Pai, mãe, esta é Sakura, minha namorada... – depois ele se vira pra mim e estreita os olhos. – Sakura, estes são meus pais: Uchiha Mikoto e Fugaku.

- Ahm... Err... Muito prazer. – digo receosa.

- Sasuke, já estava pensando que essa namorada não existisse. – Fugaku diz brincalhão e dá um tapinha nas costas de Sasuke, depois se volta para mim. – Muito prazer, Sakura, meu filho não poderia arranjar uma mulher mais bonita. – eu sorrio, levemente corada, e depois ele se volta para Sasuke. – Meu filho, iremos voltar para a festa cumprimentar as outras pessoas.

Logo os dois se despedem e saem de nossas vistas. Mas por que Sasuke iria me apresentar como sua namorada? Ele não estava aqui quase me assassinando com o olhar porque eu disse a mesma coisa em primeiro lugar?

Perco-me em pensamentos e mal percebo que agora Sasuke está olhando para mim novamente.

- Puta merda... – ele resmunga e passa as mãos nos cabelos de forma charmosa. – Viu o que você fez?

- Por incrível que pareça, a culpa não foi minha dessa vez. – digo e recebo um olhar rabugento de Sasuke.

- Olha, não posso explicar agora, o que posso dizer é que as coisas mudaram e a partir de agora você é a minha namorada, entendeu?

- Mas o que...?

Tento entender, mas sou interrompida bruscamente por ele.

- Você quer sair dessa ou quer ir para os tribunais? – digo baixinho que quero sair dessa e ele continua: — Ótimo, então não faça perguntas idiotas e por hoje, continue essa mentira que você mesma criou.

Logo ele pega na minha cintura e me leva de volta a festa, um garçom passa com a bandeja cheia de taças de champanhe e eu pego uma e viro de uma vez.

O resto da noite até que foi tranqüilo considerando a minha situação. Sasuke me apresentou a todos como sua namorada. Conheci tantas pessoas que mal vi as horas passarem e logo a festa havia acabado, eu continuava sem entender nada e Sasuke mal se dirigia a palavra a mim, a não ser quando ia me apresentar a alguém.

Agora estamos em seu carro, indo a caminho de minha casa, Sasuke continua sem falar comigo e tem seus olhos presos nas avenidas movimentadas de Tóquio. De vez em quando olho para ele de soslaio, mas a maior parte do tempo, olho para a janela logo ao meu lado tentada a me jogar do carro ainda em movimento, as horas se passaram e eu ainda não sei que merda que aconteceu lá dentro. Ele me apresentou como sua namorada, por quê?

- Por que você me apresentou como sua namorada? – minha voz sai mais baixa do que eu pretendia.

Sasuke me olha por alguns instantes, depois volta seus olhos para a avenida.

- Cada um tem seus motivos, certo? – não noto mais raiva em sua voz, ele parece apenas cansado e levemente irritado, mas não comigo. – Nós vamos ter que conversar, mas não hoje, eu estou exausto.

- Certo...

Logo ficamos em silêncio mais uma vez, eu tento entender algo pelas palavras de Sasuke, mas fico ainda mais confusa. Quando me dou conta, estamos parados em frente ao meu prédio. Me despeço rapidamente e saio do carro, assim que me afasto escuto Sasuke me chamando.

- Me dê o número do seu celular, quero te ver amanhã para termos uma conversa.

Passo meu número, mas Sasuke não faz menção de fazer o mesmo, rapidamente eu entro em meu prédio e corro até meu apartamento. Mesmo com meus pensamentos todos bagunçados, preciso dormir e fugir pelo menos essa noite, de toda essa confusão.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Acordo num pulo com meu celular se esgoelando ao meu lado. Meu primeiro pensamento é Sasuke, mas olho no visor e vejo que é minha mãe. Assim que atendo, ela mal espera eu dar alô e já dispara a falar.

- Querida, onde você se meteu?

- Bom dia para você também, mãe. – reviro os olhos e me sento na cama, são 10 da manhã.

- Não há tempos para isso, minha filha, Sakura faz meses que você não dá notícia, eu já estava ficando preocupada! – na verdade, faz uma semana, mas não adianta interrompê-la. – Você sabia que eu já estava acionando os bombeiros para ir te procurar? Minha filha, eu sei muito bem como a cidade grande pode ser tentadora... Você não anda usando drogas, anda? Olha, Sakura, não há nada de errado em experimentar as coisas na sua idade, mas não me vá se perder nos vícios que essa cidade praticamente joga em você...

Ela para de falar, provavelmente porque está retomando o fôlego, eu reviro os olhos e respiro fundo.

- Mãe, faz uma semana que eu não te ligo, não meses. E eu não ando usando drogas, eu estou trabalhando se a senhora não se lembra.

- Naquela editora chinfrim? Querida, você já foi uma escritora de sucesso! De repente você resolveu se rebelar e largar aquele tesouro que era o Sasori.

Minha mãe ama o Sasori. Quando ela veio me visitar em uma das raras vezes que ela se propôs a sair de Konohagure, ela ficou encantada e se apaixonou pelo genro. Todas as vezes que nos falamos depois disso, ela fez milhões de elogios a ele e parece mais se preocupar com ele do que com a própria filha; é por essas e outras que ela não sabe que ele me traiu. Ela ficaria arrasada.

- Mãe, eu já disse, nós resolvemos seguir caminhos diferentes, foi um rompimento mútuo.

Depois que minha família soube, eu decorei esse discurso e é o que eu venho dizendo a eles todo esse tempo.

- Não me venha com essas ladainhas, Sakura, um homem daqueles não se acha todo o dia. – graças a deus por isso. – Só um minuto, Sakura, sua prima acaba de chegar com o noivinho dela... – escuto minha mãe bufar e ela completa em voz baixa: — Aquele que é meio bichinha, lembra?

- Mãe!

- Querida, vou desligar, não importa o que ou quem, temos que tratar bem a visita. – ela dá uma risada. – Lembre-se: tente recuperar seu noivo.

- Ele era meu namorado. – digo, impaciente.

- Vocês moravam juntos. Eram praticamente casados... ah se ele tivesse colocado um anel em seu dedo. – ela completa sonhadora e desliga na minha cara.

Assim que ela desliga, jogo o celular do meu lado e me deito na cama novamente. Minha cabeça está doendo devido aos acontecimentos da noite passada e eu fecho os olhos, antes de pegar no sono meu celular começa a tocar novamente.

Merda.

- Mãe, eu já disse que estávamos em lugares diferentes no nosso relacionamento: foi uma decisão mútua a separação e seguimos caminhos diferentes. Eu não gosto de você me ligando para me perturbar em relação ao Sasori, mas que saco. – ela não diz nada. – Eu não vou recuperá-lo, não preciso disso agora, tudo que eu menos preciso é da senhora tomando o lado daquele verme ao invés do meu!

Bufo, irritada, esperando uma resposta.

- Não é a sua mãe.

Puta que pariu! É Sasuke.

- Porra! – digo. – Quer dizer, me desculpa.

- É isso que você vem dizendo para os seus familiares sobre seu termino? – posso notar um tom de divertimento em sua voz. – Que foi uma decisão mútua? – quase posso ver as aspas e palpar a ironia.

- Olha, sinto muito, eu não sabia que era você.

- Precisamos conversar, lembra?

- Eu sei...

- Esteja pronta ao meio-dia, vamos almoçar. – ele desliga.

O que deu em todo mundo para desligar na minha cara hoje?

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Estou no carro com Sasuke e ele, como sempre, não disse muito além de um oi. Hoje ele está com uma calça jeans, uma camisa e uma jaqueta de couro marrom, ele está lindo de morrer e eu tenho que me obrigar a tirar os olhos dele.

- O que você quer comer?

Fico insegura com a pergunta, ele não parece do tipo que considera a opinião dos outros.

- Ah, qualquer coisa...

- Não sei onde vende qualquer coisa, eu perguntei o que você quer comer.

Reviro os olhos, ele realmente se esforça para deixar as pessoas desconfortáveis.

- Tanto faz. – ele me lança um olhar cheio de reprovação. – Ok! Deixe-me pensar... gosto de comida tradicional japonesa, ok?

- Certo. – ele sorri de canto e vira uma rua.

Ele nos leva a uma parte um pouco distante do centro, o lugar parece mais um bairro residencial, o que me causa um pouco de surpresa. Logo paramos em um lugar discreto chamado Ichiraku, com uma fachada tipicamente japonesa.

Quando eu entro, fico boquiaberta, o lugar é muito bonito, mas é bem modesto, parece ter parado no tempo como se qualquer resquício de cultura ocidental nunca tivesse adentrado no Japão. Sorrio automaticamente, esse lugar é realmente agradável.

- Eu costumava vir aqui quando era mais novo, um amigo meu gostava de comer aqui, aliás, ele só comia aqui. – Sasuke diz, nostálgico.

- É muito bonito. Parece ter parado no tempo... – comento ainda olhando tudo ao meu redor.

Ele lança um olhar cheio de simpatia para mim e segue em frente. Eu apenas o acompanho e nos sentamos numa mesinha perto da janela, o lugar está vazio, só há nós dois aqui.

Rapidamente, um senhor muito simpático vem nos atender.

- Sasuke-san! – o senhor sorri e dá um pequeno abraço em Sasuke.

- Como vai, Teuchi-san? – Sasuke diz, cordialmente.

- Faz muito tempo desde... – homem para de falar e pondera suas palavras. – O que o trás aqui?

- Sakura queria comer comida japonesa e eu não pude pensar em um lugar melhor. – Sasuke dá um sorriso que eu nunca vi em seu rosto, um sorriso sincero.

- Sakura? – o homem se volta a mim. – Oh! Mas que mulher encantadora. – ele sorri e faz uma mesura. – Prazer.

- O prazer é todo meu, Teuchi-san. – sorrio, de volta.

- E o que vai ser hoje?

Sasuke pede Karaage¹, uma porção de arroz e uma porção de batata doce. Enquanto eu, por mais que consiga pensar em algo, sinto meu estômago pedindo por lámen.

- Acho que vou querer... deixe-me pensar. – sorrio para Teuchi. – Lámen de porco.

Ele sorri para Sasuke, faz uma mesura e se retira. Assim que ele sai, Sasuke olha para mim e sorri de canto, lembrando-se de alguma coisa que eu não faço idéia.

- O que foi? – pergunto, curiosa.

- Meu amigo sempre pedia isso toda vez que vínhamos aqui, era sua comida favorita.

- Ah...

Tenho vontade de perguntar mais sobre este tal amigo, mas Sasuke parece não ficar muita a vontade com esse assunto, porque seus olhos se perdem em algum lugar por alguns momentos, mas logo ele limpa a garganta e volta a olhar para mim.

- Eu não devo muitas explicações a você, mas infelizmente, já que você invadiu minha vida dessa forma... – ele lança um olhar cheio de reprovação para mim e eu me afundo na minha cadeira. – As coisas acabaram saindo um pouco do que eu planejava, o que eu particularmente não aprecio.

- Certo... – digo baixo.

- O Tóquio Palace e toda a Companhia Sharingan² foram construídos por mim, e eu sou o presidente e dono deles, mas não preciso dizer que não quer dizer que eu possua todas as ações, certo? – eu assinto. – E não preciso explicar o que ações são, acho que você deve saber. – reviro os olhos e confirmo. – Eu sou o acionista principal da minha companhia, obviamente há outros acionistas e um deles é o meu pai.

- Ok... e o que eu tenho a ver com isso?

- Quer me deixar explicar? – ele diz rabugento.

- Tá bom, continua.

- Como eu estava dizendo, meu pai é o segundo acionista majoritário, mas ele não quer mais ter vínculos com a empresa. Ele hoje mora em Paris com a minha mãe e quer viver uma vida tranqüila, sem todo o estresse que obviamente é ser um acionista. Ele está prestes a assinar um contrato que passa suas ações para mim, me deixando com a maioria absoluta das ações, não o único acionista, mas eu teria uma parte extremamente considerável delas, me entende?

Somos interrompidos pelo simpático senhor de novo trazendo nossa comida e devo dizer, o cheiro está ótimo. Rapidamente começo a comer o meu lámen e Sasuke continua sua explicação, até agora não entendo o que raios isso tem a ver comigo.

- Não tenho problema em ficar só com as ações que eu já tenho, como eu já expliquei, são muitas, a maioria, me tornando o presidente. Porém, meu pai ou passaria essas ações para mim ou para o meu irmão mais velho, Itachi, que hoje vive na Alemanha, mas que voltaria para cá sem problemas para participar do conselho. O único problema é que meu relacionamento com Itachi não é lá dos melhores e seria um verdadeiro inferno nós dois juntos, naquele conselho. Uma verdadeira dor de cabeça.

Estou com a boca cheia então apenas assinto para Sasuke.

- Meus pais querem passar essas ações para mim, mas não querem me ver solteiro, não mais. Eles acham que já está na hora de eu arranjar uma noiva e me casar, aquelas bobagem de sempre...

Mesmo com a boca um pouco cheia, eu digo:

- E a tal Karin? Aquela que eu invadi o quarto? Ela não era sua... ahm... namorada ou coisa assim?

- Não, Sakura, ela seria uma acompanhante... digamos assim.

- Uma prostituta? – arqueio a sobrancelha.

- Sim, mas não é por isso que ela estaria lá, como nós já nos conhecemos de... – ele limpa a garganta e eu continuo olhando para ele, sorrindo irônica. – De longa data, eu iria pagar para ela ser minha “noiva”, por um tempo, você me entende? – assinto, ainda meio risonha. – O problema é que Karin não apareceu, ao invés disso, eu encontrei você naquele dia. – sinto um pouco de desdém na sua voz.

Dou de ombros e o encaro por alguns instantes.

- E...?

- Meu pai vai passar as ações para mim caso eu esteja com alguém e é por isso que eles voltaram para o Japão. Meu pai está prestes a assinar o contrato, mas eu já estava sem esperanças, eu não poderia pedir a alguém que eu não confiasse a fazer isso...

- E você confia em mim? – nossa, essa eu não esperava.

- Não! – ele diz, depois de engolir um pouco de arroz. – Não confio nenhum pouco, mas eu tenho algo contra você, não é? Ou seja, você não iria sair pelos jornais contando isso tudo, porque até ontem, eu estava a um passo de te processar.

- Ou seja, você está me chantageando? – mas que cafajeste!

- Essa não é bem a palavra... – ele arqueia a sobrancelha e me dá um sorriso de canto. – A expressão seria uma troca de favores. Você finge ser minha namorada, meus pais acreditam que eu pretendo me casar e eles assinam os papeis, meu irmão continua na Alemanha e eu continuarei ter minha paz no trabalho. Enquanto você não é processada e seu ex e a aquela mulher desagradável que é a atual dele, pensam que você está namorando Uchiha Sasuke. – ele diz, convencido.

Logo, Sasuke começa a comer sua comida, em silêncio e eu termino antes dele. Fico o observando por alguns instantes. Ele é completamente gracioso em seus trejeitos, cheio de modos a mesa, realmente parece alguém muito rico, todo educado. Se não fosse sua personalidade apavorante, ele, com certeza, seria a encarnação dos meus sonhos.

- E... – digo e a atenção dele volta para mim. – Quanto tempo isso iria durar?

Ele rapidamente engole e parece pensar um pouco.

- Bom, não podemos terminar assim que eles assinarem os papeis, o que com certeza irá acontecer daqui duas semanas. Eu diria que teremos que fingir por dois meses, parece um tempo razoável, afinal de contas, eu digo que tenho essa namorada há pelo menos seis meses...

- E depois disso...

- Fingiremos um término... – ele sorri para mim. – Vamos dizer que foi um rompimento mútuo e que estamos seguindo caminhos diferentes na nossa relação.

Filho da puta! Será que não dá para ele deixar isso para lá? Estreito meus olhos, minha vontade nesse exato momento é de socar essa cara linda dele. Será que ele não tem nenhuma consideração pelos sentimentos dos outros? Respiro fundo, tentando controlar minha raiva, quero parecer inabalável.

- Olha... – abaixo minha voz e me debruço um pouco sobre a mesa para ficar mais próxima dele. – Será que dá para esquecer essa história?

- É um pouco difícil... – seu tom é divertido.

Que raiva!

- Pois tente mais. – falo entre os dentes.

- Não fique brava, na saída te compro um sorvete, que tal? – ele diz como se eu fosse uma criança de 9 anos.

- Não sou uma criança que esquece tudo com sorvete. Será que dá pra parar de agir assim?

Ele apenas sorri de canto e se levanta para ir pagar a conta. Posso observar que ele conversa alguma coisa com o senhor simpático, e a coisa parece séria. Eles parecem se conhecer a muito tempo, mas por que os dois estão com um semblante tão melancólico? Logo eles se abraçam novamente e Sasuke me chama para ir embora, me despeço do senhor e entramos no carro. Eles parecem ter algum passado. Fico curiosa, mas não me atrevo a perguntar.

- Sobre a minha proposta... o que acha?

- Eu tenho alguma escolha? – digo, emburrada.

- Não muitas...

- Eu aceito.

- Então, está certo: seremos namorados por dois meses.

Ele estende a mão e eu aperto a dele, fechando o acordo.

Notas finais
¹ Karaage - Fritos de carne ao estilo japonês, geralmente carne de galinha condimentada com molho de soja. É apreciada e consumida pelos japoneses durante todo o ano. Consiste em pequenos pedaços de carne previamente marinados em molho de soja, alho e gengibre e posteriormente fritos em bastante óleo e acompanhados por um gomo de limão ou maionese. (Fonte: Wikipedia)
² Gente, me perdoem, mas sou horrível para dar nomes, então a Companhia de Sasuke se chama Sharingan, vamos fingir que é um nome muito criativo.
YOOO PEOPLE!
O que acharam? Bom, esse capítulo foi só da Sakura com o Sasuke, como você puderam perceber e também foi bem esclarecedor. Agora vocês já sabem o que raios a Karin tinha a ver com ele e o porquê dele participar da loucura da Sakura ao invés de processá-la. AGORA FICA OS MISTÉRIOS: Qual é o passado de Sasuke no Ichiraku e quem é o amigo dele? O que será que aconteceu? Como a Sakura e o Sasuke vão lidar com esse novo acordo? Será que a Sakura vai esquecer o Sasori?
Bom, na quarta que vem, como sempre, eu postarei e espero que todas, TODAS as 100 pessoas que estão lendo essa fic comentem. Mesmo não respondendo sempre, eu fico muito feliz de ler, gente, isso me deixa inspirada e muito feliz. Enfim, logo eu postarei o próximo, fiquem ligados.
Até mais.