Notas iniciais
Queria agradecer, primeiramente, a todas que estão comentando e de alguma forma estão dando uma força para que eu continue a fic. Saibam que os comentários me animam muito para escrever.
Obrigada e espero que se divirtam com esse capítulo. Não tá lá essas coisas, mas infelizmente, é o que tem pra hoje. haha

.x.
"Find a cure
find a cure for my life
Put a price
put a price on my soul
Build a wall
Build a fortress around my heart"
Oh My God — Ida Maria & Iggy Pop

Eu e Sasuke estamos no elevador de meu prédio, embora o clima não seja tenso, o silêncio ainda permanece. Depois de ele me trazer para casa, acabei o convidando para uma xícara de café. Achei que seria uma boa ideia, afinal de contas, se formos fingir que namoramos, temos que se conhecer pelo menos um pouco.

Sinceramente minha vontade era de não vê-lo nunca mais, eu não tenho um bom pressentimento sobre essa farsa.

Suspiro pesadamente enquanto abro a porta da minha casa e deixo ele entrar, fechando-a em seguida.

- Então... – eu começo, sem muita ideia do que falar. – Eu vou fazer um café... hum... sem açúcar, certo?

Vejo Sasuke assentir com a cabeça e eu me dirijo para a cozinha. Enquanto coloco a água e o pó de café na cafeteira, pego uma garrafa de vodka, e tomo uma dose. No que eu fui que me meter? Eu vou ter que mentir para aquele casal simpático que são os pais dele só para Sasuke ganhar aquelas ações. Eu vou mentir para toda a sociedade, porque assim que um repórter souber, todo o ocidente vai ficar sabendo que a falida escritora Haruno Sakura está namorando o milionário mais cobiçado do país. Isso sem contar que minha mãe vai fazer da minha vida um verdadeiro inferno ao começar a fazer visitas para conhecer o novo genro além de que não vai demorar mais que duas semanas para que ela comece a falar sobre casamento.

Sou desperta de meus devaneios com a cafeteira avisando que o café está pronto. Solto um grunhido de desespero assim que percebo que preciso voltar e continuar minha conversa com Sasuke que deve estar me esperando impaciente.

Em uma xícara coloco seu café sem açúcar e em outra, coloco o café com muito açúcar, eu adoro doces.

- Aqui está. – tento dar meu melhor sorriso.

Sasuke beberica o café, e depois de alguns instantes, me olha de forma intensa.

- Eu estava pensando... – começo a dizer de forma receosa. – Todo mundo vai ficar sabendo disso, não é? Do nosso... – começo a sussurrar e faço aspas: — Namoro?

- Sakura, não precisa sussurrar. – ele diz de forma divertida. – Não há nenhum repórter escondido atrás do sofá, não seja idiota. De qualquer forma, sim, todo mundo vai ficar sabendo do nosso namoro. Aliás, é uma boa ideia.

- O que, exatamente, é uma boa ideia?

- Todo mundo saber. Se começarem a ver nós correndo pelo parque juntos de manhã, indo a restaurantes, e fazendo coisas cotidianas juntas, ninguém vai duvidar de nosso relacionamento. – Sasuke, diz, pensativo e bebe outro gole do café.

- Isso é realmente necessário? – eu me afundo no sofá e me seguro para não soltar um grunhido de descontentamento. – Quer dizer, nos vermos com freqüência?

- Absolutamente necessário.

- Mas...

- Sakura, são apenas dois meses.

- Mas eu... – respiro fundo, não posso deixar esse homem mudar toda a minha vida por causa de um motivo estúpido como o de ações de uma empresa. – Olha, Sasuke, eu não posso alterar minha vida por sua causa! Minha mãe! MINHA MÃE VAI FICAR SABENDO! Ela vai querer vir para Tóquio, te conhecer, te convencer a se casar COMIGO! – minha voz aumenta dois tons a mais do que o desejado. – Quando toda Konohagure souber disso, vou receber ligações de... – gesticulo minhas mãos de forma exagerada. – TODA A POPULAÇÃO! Isso sem contar que nosso relacionamento tem prazo de validade, o que quer dizer que eu realmente não quero ter que anunciar o fim de um segundo relacionamento num prazo de três meses.

Quando termino de falar, estou arfando, e Sasuke continua me olhando com sua expressão apática.

- De qualquer forma... – ele diz, ignorando tudo que eu acabei de dizer. – O que realmente aconteceu entre você e seu ex?

- Eu não vejo por quê isso seria da sua conta. – digo, levando nossas xícaras para a cozinha.

Eu realmente não o suporto! Toda essa situação vai beneficiá-lo, mas não a mim. Pelo contrário, minha vida vai virar de penas para o ar, se não fosse pelo processo, eu nunca seguiria com essa farsa. Mas eu preciso continuar, é isso ou um processo nas minhas costas, e se eu conheço Sasuke pelo menos um pouco, posso ter certeza que ele pediria uma fortuna por danos morais. Respiro fundo e volto para a sala.

Sasuke está de pé, pegando seu casaco e posso notar que ele já estava indo embora. Ele não parece nenhum pouco afetado pelo que eu disse a ele, e tenho certeza de que de um jeito ou de outro, nós faremos as coisas do jeito dele.

Estou perto de abrir a porta para ele, quando a campainha toca. Eu e Sasuke nos entreolhamos e espero mais alguns instantes, para a pessoa ir embora, mas ao contrário, a pessoa começa a tocar a campainha freneticamente, fazendo um barulho irritante.

- Sakura, você está aí? – é Ino! – Você ainda não me disse o que aconteceu na festa do Uchiha-gostoso-Sasuke.

Olho para Sasuke que está com uma sobrancelha arqueada. E um pensamento me vem a cabeça, Ino não pode vê-lo aqui.

Imediatamente e o pego pelo braço e o levo até meu quarto.

- O que está fazendo? – ele diz em tom normal.

- Abaixe a voz. – digo, sussurrando. – Ela não pode te ver aqui, eu tenho que explicar tudo para ela, mas não com você aqui e com certeza, não agora.

Abro a porta do banheiro e praticamente o empurro para dentro dele um Sasuke que parece ligeiramente confuso. Rapidamente, fecho a porta e corro para abrir a porta.

- Sakura, onde você estava? Te procurei o dia inteiro para saber das novidades... – Ino diz entrando em minha casa.

Como um furacão, Ino vai até a cozinha, pega dois copos e a garrafa de vodka e se senta próximo ao balcão. Já eu estou olhando para a porta do banheiro, apreensiva, já imaginando uma forma de fazer com que ela vá embora.

Eu quero contar a Ino tudo, eu quero e vou, mas não agora, e não com Uchiha Sasuke escondido em meu banheiro.

- E então... – Ino começa. – como foi ontem?

- Ah... – viro a dose de vodka. – Você sabe, normal.

Ino parece Sherlock Holmes quando quer descobrir algo e tem um faro assustador para perceber uma mentira ou notar que algo está errado.

- Sakura, ontem você parecia tão apreensiva como se estivesse indo para o corredor da morte, e agora você me diz que foi normal. – meu coração acelera porque Ino sempre fala alto e eu tenho certeza que Sasuke pode ouvir cada palavra.

- Eu também fiquei surpresa, mas tudo correu bem.

Ino toma um gole de vodka e estreita os olhos. Ela parece buscar em meus olhos alguma resposta, que eu já sei qual é: a verdade.

- Entendi... – ela dá de ombros. – E aquele gostoso do Uchiha?

- O que tem ele?

- Rolou algo entre vocês? – ela dá uma risadinha.

- Ino!

- Ué, ontem enquanto eu te maquiava você disse que ele era gostoso e que se não fosse... Como foi mesmo que você disse? Ah sim, se não fosse a personalidade de um velho ditador ranzinza dele... – prendo a respiração, por favor, deus, não deixe que Sasuke esteja ouvindo. – Ele seria um cara perfeito, já que ele é mais que atraente. Suas palavras, querida.

- Ah é? – faço cara de desentendida. – Eu não me lembro disso, tem certeza que não foi você?

— Certeza! – ela dá um risinho e eu tenho vontade de matá-la.

- Ahm... acho que não, hein? – falo em voz alta, esperando que Sasuke escute.

- Você está estranha, querida, o que aconteceu ontem? – ela me observa por alguns momentos. – Será que finalmente você saiu daquela seca e transou com o Sasuke? Porque ele tem cara de além de ter um bom material lá em baixo... – meu desespero começa a crescer porque eu sei que Sasuke pode ouvir cada palavra. –Além de ser bom de cama. Tem cara pelo menos. E então, o que foi? Transou com ele? Foi isso, não foi?

Enquanto Ino tenta saber, eu apenas fico estática, olhando para a cara dela feito idiota, tentando imaginar o que se passa pela cabeça de Sasuke ao escutar aquela conversa.

- Eu... hum... não diria bem isso...

- O que? Que ele tem o pênis grande? Que ele é bom de cama ou que você transou com ele?

- Eu não transei com ele, Ino. E eu estou cansada, com dor de cabeça, e gostaria de ir dormir. – digo, irritada.

- Que diva! Não precisa desse mau humor todo querida, só estava preocupada e curiosa, você parece muito estranha... – Ino diz, na defensiva.

- Olha, prometo que logo eu ligo e conto tudo o que houve, está bem?

Dou um minúsculo sorriso e abraço Ino, me sentindo mal por ter falado com ela de maneira tão grossa. De qualquer forma, ela precisa ir embora, sabe-se lá deus o que Sasuke pode ouvir enquanto Ino estiver aqui.

Rapidamente, ela pega sua bolsa e ruma até a sala.

- Querida, depois me ligue, ok? Quero saber o que houve, espero que tudo tenha corrido bem...

- É, pode-se dizer que sim.

- Apenas me diga isso: você vai ver de novo o gostoso do Uchiha?

-Quer parar de chamá-lo de gostoso? O nome dele é Sasuke.

- Sim, mas ele é gostoso... – Ino diz. – E isso você não pode negar. Sakura, seria bom se você tivesse um homem daqueles assim você esqueceria um pouco aquele projeto de gente que foi o Sasori. Além do mais, você ainda não respondeu minha pergunta. – ela constata.

- Sim, Ino, eu provavelmente ainda verei o Sasuke.

Ela dá um gritinho de empolgação, me beija na bochecha e se despede de mim. Logo, Ino vai embora, e por um minuto, eu esqueço que Sasuke está no meu banheiro. Mas logo a lembrança atinge meus pensamentos como uma bala e eu sinto meu coração bater cada vez mais rápido em meu peito. Minhas bochechas queimam e eu sei que estou corada.

Ah, porra!

Ensaio meu maior sorriso e logo abro a porta do banheiro e me deparo com Sasuke escorado na parede enquanto acende um cigarro e olha alguma coisa na tela de seu celular. Ele parece muito tranqüilo, e sem nenhuma pressa, ele olha para meus olhos e sorri de canto.

E de alguma forma percebo que se fosse de seu feitio, ele estaria gargalhando de mim agora.

- Você... hum... poderia não fumar aqui?

- Poderia, mas como tenho a personalidade de um velho ditador ranzinza, prefiro continuar.

Sasuke me dá um olhar divertido e caminha até a sala. Mas o que diabos ele quer? Não fui eu quem disse aquelas coisas, e sim Ino. Quer dizer, fui eu, mas Ino que estava repetindo.

- Sobre o que você acabou de ouvir... – eu começo e os olhos de Sasuke estão me olhando de uma forma tão intensa que sinto todo meu corpo queimar. – Será que você poderia, não levar... ahm... para o lado pessoal? – estou receosa.

- Não vou. – ele sorri de canto e abre a porta. – Entraremos em contato.

Logo Sasuke vai embora, me deixando com raiva, com vergonha e uma vontade indescritível de socar aquela cara perfeita dele.

Notas finais
YOOO PEOPLE
Como vão vocês? Espero que ótimas! Bom, gente, esse capítulo é curtinho, e o motivo é que essa semana não ando muito bem, mas eu não queria ficar sem postar nada e tal. Então esse capítulo foi mais uma comédiazinha e mais uma forma de fazer com que Sakura e Sasuke interajam mais. PORÉM eu prometo que ainda essa semana postarei outro mais legal e maior. Mas não deixem de comentar, de criticar, elogiar... Apenas mandem um sinal do que estão achando, viu?
Até logo, pessoal.