Liberty- One Shots
90 Capítulo 91- Elijah & Aurora.
Notas iniciais

POV Misto. (Elijah e Aurora.)
Não acredito; férias finalmente. Ah, eu sou o Elijah Mikaelson e terminei o 4º ano de Medicina. Amo minha futura profissão, mas a cada semestre fica mais puxado. Aproveitei os primeiros dias para dormir e ficar com meus irmãos mais novos; jogamos muito e até um pouco com Freya, mas agora com o Dean ela fica menos em casa. Estava a beira da piscina e pensei nela; sorri. Mandei uma mensagem e ela respondeu confirmando me encontrar mais tarde. Sai do meio de todo mundo e me arrumei, e depois sai dando uma desculpa qualquer. Fui até a cafeteria marcada e me sentei a esperando. Quem? A garota que eu acho que estou apaixonado; Aurora. Só tem um problema; meu pai a odeia e a toda família dela.
Cheguei e fui até ele.- Hey.
Sorri.- Oi.- A beijei no rosto.
— Eu não quero que tenha problemas por isso.- Disse.
— Não pense nisso. Estava com saudades suas.- Disse.
— Eu também.- Disse.
— Conseguiu passar na matéria do curso que falou?- Tinha pedido dois chás gelado. Estava um dia quente e ela estava linda. Uma coisa que eu gostava na Aurora é na forma simples que era quando podia ter tudo.
— Sim. Graças a Deus.- Disse.
— E Tristan, como está?- Bebi do chá.
— Está ótimo.- Disse.
— Eu vi uma exposição perto daqui; quer ir?- Perguntei.
— Sinceramente? Hoje eu prefiro só ficar conversando com você aqui.- Sorri.- Quase nunca “só” conversamos.
Troquei o banco, indo para o dela.- Então vamos só conversar, senhorita De Martel.
— Ótimo.- Tomei do chá.
Ela é linda; pelo menos eu acho. Ruiva, olhos azuis, pele branca e um sorriso lindo. Ah cara, eu estou apaixonado.- E seus pais?
— Estão bem e os seus?- Perguntei.
— Cismados com a Freya namorando.- Disse.
— Imagino.- Disse.
Continuamos a conversar e percebia que estávamos colados. Olhava a boca dela. A tentação de beija-la era enorme.- Ai as aulas agora são assim. Não vejo a hora de ir para um hospital mesmo.
Sorri.- Você vai ficar lindo de jaleco.
— Se para você estiver bom, já fico feliz.- Disse.
Sorri e mordi meu lábio inferior.- Para mim você é lindo sempre.
— Aurora, não podemos ficar assim; fingindo que não tem nada entre nós.- Disse.
— Fingindo?- Questionei.
— Para todos. Até para gente fingindo que conseguimos ficar separados.- Disse.
— Eu não finjo nada. Já disse para você que por mim assumíamos e que eu estou apaixonada. E você nunca me beijou, então nunca tivemos nada propriamente dito. Você disse que não queria desafiar seu pai.- Disse.
— Eu realmente não gostaria, mas ficar sem você não está sendo uma opção.- Disse.
— Olha, sinceramente seu pai é uma criança mimada. Só porque meu pai foi namorado da sua mãe, ele fica com esse ciúme descabido e com ódio de “crianças” que ele conheceu. Não sei como um homem desse consegue amar alguém.- Disse.
— Nós nunca ficamos sabendo, mas acho que teve algo a mais nessa história. E fora que orgulho é uma coisa de família. Tanto que como meus avós não aceitavam o relacionamento deles, quando eles mudaram de opinião, ele levou um bom tempo para aceitá-los.- Disse.
O olhei.- Me assusta o quanto você acha que ele está certo.
— Eu não acho, só estou dizendo como as coisas aconteceram.- Toquei o rosto dela e os lábios; eu precisava sentir aquela boca.
— Elijah, meu pai nunca fez nada para tentar separa-los. Ele nunca chegou perto da sua mãe. Ele não tem culpa por ter lutado por ela enquanto podia. Seu pai é paranoico e guarda raiva. Isso não é sentimento que devemos guardar.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— E ele tem ódio de mim e do meu irmão porque simplesmente somos filhos do meu pai.- Disse.
— Podemos deixar isso de lado?- Perguntei.
— Como vamos deixar isso de lado se isso é o nosso dilema? Temos resolver.- Disse.
— Deixando assim.- A beijei.
Retribui o beijo.
A puxei para mais perto e intensifiquei o beijo.
Envolvi meus braços em seu pescoço e acariciava sua nuca.
Meu braço passou pela cintura dela e a outra subia pelas costas dela.
Parei o beijo.- Estamos em publico.
— Eu sei.- Sorri.
— Então melhor pararmos.- Disse.
— Agora vai ser complicado.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Eu sou apaixonado por você.- Disse.
Sorri.- Eu também sou por você.
— Eu vou dar um jeito, prometo.- Disse.
Apenas assenti.
— Agora que tal aproveitar esse dia?- Perguntei.
— Como?- Perguntei.
— Ir naquele parque que me disse uma vez que gosta.- Disse.
Sorri.- Pode ser.
— Então vou pagar e vamos.- Disse.
— Ok.- Disse.
Paguei a conta e saímos. Andamos pelo parque, rimos... Aurora sabia ser divertida e eu ia na dela saindo da pose de tão sério que tanto falavam. Compramos um lanche e sentamos no gramado na sombra.- Faz tempo que eu não como um cachorro-quente bom assim.
— Eu sempre como aqui.- Disse.
— Sorte sua.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Se a comida no refeitório fosse assim eu estaria perdido.- Disse.
Ri.- Porque?
— Comeria demais e ficaria enorme.- Disse.
Ri.- Eu não me importaria.
Limpei o canto da boca dela.- Não é?
— Não.- Disse.
— E beijo com gosto de mostarda?- Perguntei.
— É o melhor.- Disse.
Ri e a beijei.
Retribui o beijo.
Já tinha acabado de comer então cheguei mais perto dela, eu sabia que seria ela que eu queria e agora tinha que pensar como convencer meu pai.
Sorri para ele e toquei seu rosto.
A trouxe para entre as minhas pernas. A blusa dela era um pouco justa, mas só de a tocar percebia o quando ela era gostosa.
Me arrepiei ao toque dele e sorri entre o beijo, mas sem deixar de beija-lo.
Minha mão desceu até a perna dela. Ah, ela tem coxas gostosas, não tanto quanto os peitos, que estou doido para pegar, mas elas são ótimas.
Parei o beijo delicadamente e sorri.- Acho que você tem direito de saber de uma coisa.
Sorri.- O que?
— Eu só vou transar depois que me casar.- Disse.
A olhei.- Porque?
— Porque sim.- Disse.
— E se a gente levar muito tempo para casar?- Perguntei.
— Só depois do casamento.- Disse.
Mesmo tendo os meus sentimentos por ela, sai com algumas garotas na faculdade, mas a ultima vez tem, sei lá, um mês. E agora?- Sem sexo por tempo indeterminado?
— Sim.- Disse.
— Eu gosto dos seus princípios.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Só vai ser uma árdua tarefa, para mim no caso. Ainda mais com você gostosa assim.- Disse.
— Desculpe.- Disse.
— Tudo bem, é uma condição sua e eu aceito.- Disse.
— Ok.- Disse.
A beijei e a olhei.- Você vai ser minha mulher Aurora, você vai ver.
Sorri fraco.- Eu sei.
POV Elijah.
A beijei e depois ficamos mais, ate que a levei para casa. Eu tinha que começar logo, então falei com a única pessoa que consegue passar por ele.- Mãe.- Ela passava na porta do quarto.
— Sim?- Ela questionou.
Fechei a porta.- Preciso da sua ajuda.
— Aconteceu alguma coisa?- Ela perguntou.
— Sim. Eu não aguentava mais e me encontrei com a Aurora.- Disse.
Ela suspirou.- Elijah...
— Eu sei, o pai vai surtar, mas eu e ela não temos nada a ver com o rancor dele.- Disse.
— Eu também não gosto muito dela.- Ela disse.
— Porque? Ela é incrível. E doce e educada.- Disse.
— Você acha isso.- Ela disse.
— Eu sei disso.- Percebia que ela ficaria contra também.- Você não vai me ajudar, não é?
Ela suspirou e me olhou.- Eu vou. Não porque gosto dela ou apoie.
— Porque então?- Perguntei.
— Porque então o que?- Ela perguntou.
— Me ajudará. Já que não me quer ver com ela?- Perguntei.
— Porque eu te amo.- Ela disse.
Sorri.- E eu acho que amo ela. Quer dizer, amo ela.- Era melhor na frente deles ser firme por completo, por mais que só suspeitasse que a amava.
Ela me olhou.- Eu te conheço Elijah e você não parece nada certo disso.- Ela chegou perto.- Você acha que vale a pena isso? Porque faz tempo que vem falando com seu pai sobre ela e você já transou com outras. Não foi nem fiel e agora quer ela?
— Nós não tínhamos um compromisso, agora temos. E mais do que nunca vou provar que sou fiel a ela.- Disse.
Ela cruzou os braços.- Vocês acham que eu não sei de nada sobre vocês, mas estão enganados. E eu conheço você Elijah, se você realmente a amasse e quisesse mesmo ela desde do começo, não teria ficado com outras.
— Meu Deus, você está me pressionando mais do que ela.- Disse.
— Traição não é brincadeira Elijah, amor não é brincadeira e relacionamento também não. Estamos falando de coisa séria, então não fique com respostas irônicas. Você não é Kai e Kol.- Ela disse.
— Eu sei que não, afinal eu sou sempre o cabeça de todos, não é? Mas isso não me tira o direito de ter minhas falhas, minhas duvidas e ir confirmando o que quero. Fiquei com outras, sim, fiquei! Mas era tentando esquecer ela para continuar sendo o certinho da família. Mas não dá, está bem?!- Percebi estar falando mais alto que o normal e acabando de desabafar.- Não posso sacrificar meu coração por um ódio irracional.
— Primeiro; abaixa a voz. Segundo; pede desculpas. Não criei filho meu para alterar a voz para mim.- Ela disse.
— Desculpe.- Suspirei. Eu sempre segurei as pontas, mas tinha hora que era difícil.
Ela me fez sentar e sentou ao meu lado, pegando minha mão.- Elijah, se você diz que a quer, tudo bem. Eu vou te apoiar.
— Obrigado. E eu não digo, eu quero. Passei o dia com ela e foi tipo aqueles filmes que a Rebekah e a Freya fazem a gente assistir, sabe?- Questionei.
Ela sorriu e tocou meu rosto.- Tudo bem amor. Espero que você fique bem. Mas eu sugeriria que enfrentasse seu pai, ele ficaria mais orgulhoso de você assim. E ele saberia que ela é sim sua mulher.
Inspirei.- Isso é outro assunto que tenho que preparar.
Ela beijou a minha cabeça.- Se precisar de algo, é só me chamar.
— Tudo bem. E desculpe novamente, eu me descontrolei.- Disse.
— Tudo bem. Boa noite amor.- Ela saiu.
POV Misto. (Elijah e Aurora.)
Eu tinha que ser mais controlado e me preparar melhor para enfrentar meu pai. Conversei com Aurora durante a noite e depois fui dormir. Decidi esperar um pouco e ir firmando tudo com ela para estarmos sólidos quando "a apresentasse" a minha família. Sempre que podíamos saíamos e hoje não foi diferente. Fomos a praia e quando ela tirou a saída de praia, a olhei de cima a baixo; caramba.
— O que foi?- Perguntei.
— Você é tão linda.- Disse.
— Valeu.- Disse.
Envolvi meus braços na cintura dela.- Vou ter que ficar de olho aberto.
— Porque?- Perguntei.
— Os marmanjos em cima de você.- Disse.
— Acho que não.- Disse.
— Eu tenho certeza que sim.- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei.- Tudo bem.
— Já falou em casa sobre nós?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— E ai?- Perguntei.
— Minha mãe não gostou muito. Meu pai é mais passivo, então ele disse que só quer certeza se eu não vou ser maltratada. Ele disse que seu pai querendo ou não, ele vai ir falar com ele. E minha mãe como tem ciúmes da sua, quase teve um ataque de pelanca. Como o seu pai geralmente tem.- Disse.
— Eu estou preparando o terreno para falar com ele.- Disse.
— E como você faz isso?- Perguntei.
— Já disse que estou saindo com alguém e que estou feliz nessa relação. Ele disse que fica feliz por mim.- Disse.
— Se acha que isso adianta, ok.- Disse.
— Estou tentando fazer do melhor jeito.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Quero deixar as medidas extremas para último caso.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Vamos para a água?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
Tirei a bermuda e fui com ela para a água. A praia estava cheia, afinal, era verão e férias. Vários homens olhavam ela e isso me incomodava.
— A água tá ótima.- Disse.
— Está sim.- Beijei ela e encarei um cara que estava perto da gente fazendo caras e bocas junto com um amigo.
Olhei para onde ele olhava.- O que foi?
— Uns babaca comentando de você.- Disse.
— Como você sabe que é sobre mim?- Perguntei.
— Porque eles estão olhando para você.- Disse.
Sorri e o beijei.- Não seja paranoico.
— Vamos mais para lá.- A levei para longe deles.
— Ok.- Disse.
Mergulhamos e decidi desencanar, então brincamos na água, rimos e a beijei. Era difícil não me deixar levar pelo desejo que tinha por ela.
Sorri.- Vamos comprar picolé?
— Vamos.- Saímos da água e comprei para ela e para mim.
Me sentei e comecei a chupar o picolé.
A olhei. Ah, isso não vai prestar.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada.- Quase dois meses sem sexo. É, eu consigo disfarçar. Eu acho.
— Ok.- Fechei os olhos enquanto sentia o sol.- O sol é tão bom, mas pena que nunca pego cor. Só vermelho mesmo.
— Um camarão muito lindo com certeza.- Pousei a mão na coxa dela.
Sorri e chupei o picolé.- Horrível, na verdade.
Ah, uma chupada dessa... Está me mandando a mensagem errada para meu cérebro. Estou imaginando ela, essa boca maravilhosa... Controle -se!
Olhei ele.- O que foi amor?
— O que?- Perguntei.
— É o que estou perguntando.- Disse.
— Poderia não ficar chupando isso? Sabe, lembra algumas coisas...- Disse.
— E como eu vou comer o picolé?- Perguntei.
— Morde.- Disse.
— Assim acaba rápido.- Disse.
Ela fez de novo e tive que pensar em algo para disfarçar a excitação que logo seria evidente. Puxei a toalha ainda dobrada e joguei no meu colo.
— Não precisa esconder de mim amor.- Disse.
— Não é de você exatamente, estamos com gente ao redor.- Roubei um beijo dela.- Afinal, você vai me perceber muito assim.
Sorri.- Tudo bem.
— Posso perguntar uma coisa?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Porque decidiu esse propósito? De só depois?- Questionei.
— Porque eu não quero transar por transar. Quero que seja algo especial, algo que sempre será especial.- Disse.
— Eu amo esse pensamento sabia?- Questionei.
— Que bom.- Disse.
— Parece que estamos até nos tempos antigos e eu estou te cortejando.- Disse.
Ri.- Pois é. Mas eu sei que é atualmente porque senão não estaria tão bem depilada.
— Graças a Deus.- Ri.- Não sou fã da versão natural.
— Porque você não sabe a dor que dá.- Disse.
— Tadinha, mas é até higiene né?- Perguntei.
— De certa forma sim.- Disse.
Suspirei.- Acho que é melhor parar com esse assunto.
— Porque?- Perguntei.
— Não está ajudando a minha condição.- Disse.
Ri.- Ok.
— Não ri.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque é sério. Tenso.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Esse picolé me deu sede, vou comprar água. Quer algo?- Perguntei.
— Não, obrigada.- Disse.
— Já volto.- Disse.
— Ok.- Disse.
Botei a bermuda e fui até um quiosque. Comprei uma água, refrigerante e um biscoito. Quando voltei tinha dois garotos sentados ao lado dela, um estava com a mão na coxa dela. Cheguei, o puxando.- Acho que não ouviu ela dizer para irem embora.
— Elijah, calma.- Disse.
— Calma nada.- Disse.
— Deixou a gostosa sozinha, então cheguei mesmo.- Ele se levantou.
— É? E onde ouviu para pegar nas pernas dela?- Perguntei.
— Ui, ele é ciumento.- O outro disse.
— Não entra na deles.- Disse.
— Sumam daqui.- Disse.
— E se eu não quiser?- Ele perguntou.
— É, uma delícia dessa vale a pena.- O outro mexeu no cabelo dela.
Tirei a mão do cara loiro dos meus cabelos.
— Bem, acho que está pedindo por isso.- Dei um soco no que mexeu com ela e o outro veio para mim e o derrubei na areia. Ele ia revidar, mas alguns guardas chegaram e puxei Aurora para mim.
Toquei seus braços.- Você está bem?
— Estou.- Disse.
— Qual o problema aqui?- O guarda perguntou.
— Esses dois estavam assediando a minha namorada.- Disse.
— Mentira.- O garoto moreno disse.
— Eu não quero que isso vire uma coisa de polícia.- Disse.
— Vamos lá garotos, andando. Sem confusões aqui, estaremos de olho em vocês.- O guarda disse.
Eles reclamaram, mas foram embora.- Você está bem? Eles fizeram mais do que vi?
— Não, só o que viu mesmo.- Disse.
A abracei e beijei os cabelos dela.- Eu disse que teria que ficar de olho em você.
Sorri e beijei o pescoço dele.- Gostei de ver você me defendendo.
— Gostou é?- Perguntei.
— Sim, muito.- Infelizmente ele nunca me defenderá assim quando se tratar do pai dele. Me perguntava se ele um dia me amaria a esse ponto, mas acho difícil.
— Eu sempre vou te defender amor. Tem duvida disso?- Perguntei.
— Não.- Disse.
POV Elijah.
Sentamos onde ela tinha forrado, sei que ela duvidava de mim, todos duvidavam, mas eu ia provar que não desistiria de nada. Como disse a minha mãe; não ia desistir do amor que sentia por causa de um ressentimento. Tiramos várias fotos e cada uma dela ficava mais linda. Curtimos mais dias assim e em casa eu era todos sorrisos, mas eu estava farto de mentir então tinha decidido falar com meu pai. Estava na sala com as meninas e eles pegaram meu celular, e não demorou a verem as fotos com a Aurora.- Me dá isso Katherine.
— Eu quero ter os peitos dela.- Katherine disse.
— Esquece Katherine, você é uma tábua.- Rebekah disse.
— Se você quebrar meu telefone vou sumir com seus sapatos.- Disse.
— Grande ameaça!- Katherine debochou.
— E cortar seu cabelo? Quando estiver dormindo.- Disse.
— Ui, qual o motivo da ameaça?- Kai perguntou.
Kath mostrou a foto.
— Uau, que gostosa. Me dá o numero dela?- Kai perguntou.
— Não, ela é minha!- Exclamei.
— Você parece um cachorro que marcou território.- Rebekah riu.
— Sua? Tá namorando Elijah?- Kai perguntou.
— Tô sim. Katherine, me dá isso. Agora pirralha!- Exclamei.
— Não!- Ela saiu correndo.
— Eu vou te pegar.- Corri atrás dela, mas no que avançávamos pela sala o pai chegou.
— Que zona é essa?- Ele perguntou.
— O Elijah tá namorando.- Kai disse.
— Olha pai, ela é bonita.- Kath mostrou.
Não... Merda Katherine! Eu ia matar ela.
O pai olhou a foto.- Essa é sua namorada Elijah? A que vem falado?
— Sim.- Respondi.
— Você, seu moleque, passou por cima das minha ordens de ficar longe de qualquer um daquela família?!- Ele exclamou.
— Pai, o que foi?- Rebekah questionou.
— Pai, temos que conversar sobre isso. Aurora e eu não temos nada a ver com seu desentendimento com o pai dela.- Disse.
— Não tem? Eu te avisei, ordenei; fique longe deles e você me traia saindo com aquela qualquer pelas minhas costas!- Ele exclamou.
— Ela não é uma qualquer!- Falei tão alto quanto ele.- Chega disso, chega dessa briga sem motivo. Eu AMO a Aurora e ela vai ser minha mulher.
A mãe chegou.- O que é isso?
— Dá para ouvir do meu quarto.- Freya disse.
— O bicho tá pegando. O pai descobriu que o Elijah tá namorando a garota que ele não gosta.- Kai disse.
— Cala boca Kai!- Me voltei para ele.- Eu tentei, estou tentando fazer isso da melhor forma, mas não posso e nem vou ignorar o que sinto.
— QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA FALAR COMIGO DESSE JEITO?- Ele avançou em mim.- Você é só um pirralho que mal saiu das fraldas e está se achando homem. E está fazendo isso para que? Por um rabo de saia?
— Mikael, chega!- A mãe terminou de descer as escadas.
— Você sabia disso?- Ele perguntou.
— Sim, sabia.- Ela disse.
— E não me contou nada?- Ele perguntou
— Pai.- Respirei fundo.- Aurora é uma boa garota e sempre nos gostamos, mas eu evitava o que sentia para não o desrespeitar, mas não pude fazer mais isso. E essas semanas que estamos juntos fui feliz como nunca. Por favor, chega disso.
— Ansel nunca me procurou e você sabe.- A mãe disse.
— É esse o exemplo que quer dar para os meninos, para mim, para as meninas? Lembra quando contou como os nossos avós foram com você? Agora você está fazendo o mesmo, só com "motivos" diferentes.- Disse.
— Garoto, você não sabe do que está falando.- Ele afrouxou a gravata.
— Mikael, você não pode proibir o Elijah. Você praticamente me sequestrou de casa na idade dele.- Ela disse.
— Cara, isso é melhor que os programas de TV.- Kai disse.
— São coisas bem diferentes, você sabe.- O pai disse.
Ele estava mais brando, era hora de ir mais fundo.- Eu sei que todos aqui respeitamos você e nos orgulhamos do homem que é. E eu o faria muito mais se deixasse esse ressentimento de lado e pensasse na minha felicidade.
— Kai, Katherine, Rebekah e Freya, subam.- A mãe disse.
— Ah não mãe.- Kai disse.
— Vamos, os três.- Freya puxou Kai e Katherine. Rebekah a seguiu.
— Você sabia disso e não me contou nada?- O pai perguntou.
— Era responsabilidade do Elijah isso.- Ela disse.
— Eu estava esperando você chegar para irmos conversar.- Disse.
— Você diz que quer essa garota. Você sabe o tipo de gente que eles são?- Ele perguntou.
— Você diz como se eles fosse uma família de serial killers.- Ela disse.
— Sim. Pelo que Aurora disse o pai dela não tem nenhum tipo de problema com você, só quer ter certeza que você não vai maltrata-la. Deixe isso para trás também pai, só vai te fazer bem se livrar disso.- Disse.
Ela suspirou.- Deixe seu pai respirar e pensar, filho. Vem, vamos.
— Tudo bem. Por favor, pense em mim também com tudo isso.- O olhei e sai de lá com ela.
Aquele dia foi tenso e só vi meu pai no dia seguinte, me dizendo que era para marcar um jantar com todos. Não achei que poderia ficar mais feliz. Liguei para ela e marcamos tudo para o fim de semana. Esperei ansioso e quando o dia chegou, fui o primeiro a ficar pronto e estar na sala. A campainha tocou e atendi.- Aurora.- Sorri.
POV Misto. (Elijah e Aurora.)
Sorri.- Oi.
A puxei e a beijei. Era tão bom poder fazer isso sem medo.
— Oh garoto, menos.- Ansel os separou.
— Deixa eles.- Genevieve disse.
— Boa noite senhora.- Disse.
— Boa noite querido.- Ela disse.
— Olá Elijah.- Tristan disse.
— Oi Tristan, podem entrar.- Disse.
Entramos com Elijah.
— Bem, podem ficar a vontade. Todos já estão descendo. Querem algo?- Perguntei.
— Sim, falar com você. Afinal, você quer namorar minha filha.- Ele disse.
— Pai, seja menos direto.- Disse.
— Estou sendo o mais paciente que posso.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Eu quero me casar com a sua filha, senhor De Martel. Eu amo Aurora e não vejo a hora de sermos marido e mulher.- Disse.
— Você está muito apressado.- Ansel disse.
— Você não a engravidou, não é?- Tristan perguntou.
— Tristan!- Exclamei.
— Não Tristan. Tenho irmã e mataria um se fizessem isso a elas.- Disse.
— Vocês falam como se bebês fossem um fardo.- Disse.
— Filhos só na hora certa amor.- Ansel disse.
— Também acho.- Disse.
— Boa noite.- Klaus disse.
— Boa noite.- Genevieve disse.
— Essa é a famosa Aurora.- Klaus disse.
— Olá.- Disse.
— Ela não é linda?- Perguntei.
— Demais.- Klaus disse.
— Obrigada.- Disse.
— Ah, se prepare para Kai e Kol.- Disse.
— Eles estão terríveis.- Klaus disse.
Tatia veio e se sentou ao lado de Aurora.- Seus peitos são de silicone?
— Taty!- Exclamei.
Ri.- Não.
— Posso tocar para ver?- Tatia perguntou.
— Elas são curiosas. Aurora falou que são quatro.- Tristan disse.
— Sim. Quatro pestes crescendo.- Disse.
— Pode.- Disse.
Ela tocou e sorriu.- São de verdade! São macios como o da mamãe. Porque eu não tenho? Ia gostar de dormir com eles. Parecem macios para dormir de bruço.
— Você vai ter lindinha, espera mais alguns anos.- Klaus disse.
— Quem vai ter o que?- Kai perguntou.
— Carai, que gata.- Kol disse.
— Olha a educação!- Exclamei.
Sorri.- Tudo bem. Oi meninos.
— Cumprimentem todos.- Disse.
Kol bufou.- Boa noite.
— Olá.- Kai disse.
— Cara, é muita gente, eu fico louco só com essa.- Tristan disse.
— Não são difíceis de controlar.- Esther sorriu.
— Boa noite Esther.- Ansel disse.
— Boa noite.- Tristan disse.
— Eu lembro de você pequeno. Era um loiro lindo e fofo.- Ela sorriu.
— Também lembro um pouco, na escola.- Tristan disse.
— A casa de vocês é linda, parabéns.- Ansel disse.
— Fruto de muito trabalho.- Mikael disse.
— Eu tenho certeza que sim Mikael, boa noite.- Ele disse.
— A casa é linda mesmo e deve ter muitos empregados para cuidar de tudo.- Genevieve disse.
— Na verdade eu limpo. Hoje em dia por estar velha preciso de ajuda de algumas pessoas, mas antes fazia tudo sozinha.- Esther disse.
— A senhora não está velha.- Kol disse.
— Está uma coroa com tudo em cima.- Kai disse.
Ela riu.- Nossa, obrigada. Mas nem tudo.
— Não precisamos dos detalhes.- Klaus disse.
— Como se eu fosse disser.- Ela disse.
— Viu Geni? Não é a unica na faixa etária que está muito bem. Vocês nunca acreditam.- Ansel disse.
— Eu sei que o Damon já até se ofereceu para dormir com a mamãe.- Freya disse.
— Aquele ali é um tarado. Mas ele fala mais para me provocar.- Kol disse.
Eu me sentei junto da Aurora e peguei sua mão.- Senti sua falta.- Falei baixinho para ela.
— Eu também.- Disse.
— Nem acredito que estamos livre.- Disse.
Sorri para ele.- Até que enfim.
— Vem, vou te mostrar a casa.- Saímos de lá e nem esperei chegar no meu quarto para agarrar ela.
Sorri.- Elijah, cuidado.
— O que?- Perguntei.
— O beijo.- Disse.
— Está tudo bem.- Sorri.
— Até parece. Aqui é a casa dos seus pais e tem seus irmãos. O mínimo que devemos é respeito a eles.- Disse.
— Tudo bem. Agora posso botar isso aqui.- Fui até a mesinha e peguei uma foto dela, já no porta retrato, e coloquei ali.
Sorri.- Que bom.
— Como eles reagiram quando liguei para virem?- Questionei.
— Normal, creio eu.- Disse.
— E sua mãe? Não deu ataque?- Perguntei.
— Porque daria?- Perguntei.
— Você não falou que ela tinha ciúmes da minha mãe e tal?- Questionei.
— Isso não tem nada a ver com a sua mãe. Meu pai não veio vê-la. E minha mãe não é barraqueira.- Disse.
Ri.- Ainda bem. Porque já basta o escândalo que meu pai fez.
— Pois é.- Disse.
— Aquilo foi tenso.- Sentei na cama e ela sentou na minha perna.- Mas quando ele quis falar mal de você, surtei.
— Seu pai sempre vai me odiar, já me acostumei com isso.- Disse.
— Claro que não. Ele agora vai te conhecer sem julgar por um nome e vai se encantar. Você tem várias coisas que ele preza e admira.- Disse.
— Duvido muito.- Disse.
— E se eu disser que quando falava com ele sobre a garota que eu saia, ele dizia que era para eu agarrar que essa era para casar?- Questionei.
— Porque ele não sabia quem era.- Disse.
— Ele se deixou levar pelo seu sobrenome, confia em mim. Você vai ser a nora favorita dele.- Disse.
Suspirei.- Esquece.
Ficamos mais um pouco ali até que descemos e todos já estavam na mesa. As coisas estavam calmas.
— Foi a senhora que fez o jantar?- Tristan perguntou.
— Sim.- Esther disse.
— A comida da mãe é incrível.- Kai disse.
— Obrigada querido.- Esther disse.
— Aurora também gosta de cozinhar, não é querida?- Ansel perguntou.
Sorri.- Sim, adoro.
— É, a Aurora quer engordar a gente.- Tristan disse.
— Tô ferrado então.- Disse.
Ri.- Bobos.
— Você estuda o que Aurora?- Mikael perguntou.
— Hã... Eu já fiz vários cursos desde que terminei o ensino médio. Fiz curso de espanhol, alemão e estou fazendo de Francês agora. E também faço de culinária e depois pretendo fazer de confeitaria.- Disse.
— Isso parece curso de dona de casa.- Kol disse.
— Pode ser. Mas conseguiria empregos bons com eles.- Disse.
— Isso é verdade.- Klaus disse.
— Mas uma linda assim presa numa cozinha é um crime.- Kol disse.
— Você não reclama da sua mãe. E concordo de ela saber todas essas coisas.- Mikael disse.
— Acho que posso abrir uma exceção e deixar você me ajudar, Aurora.- Ela sorriu.
Sorri de volta.- Vou adorar, senhora.
— Vai realizar o sonho dela. Já que as mais velhas não tem mão para cozinha. Só se for para nos matar.- Kol disse.
— Hey! O Dean adora meu ovo mexido.- Freya disse.
— E quem sobrevivi disso?- Kol perguntou.
— Você tem namorado?- Tristan perguntou.
— Tem sim. Tira o cavalinho da chuva.- Kol disse.
— Olha quem defende o Dean agora.- Freya disse.
— É um bando de puxa saco dele.- Disse.
— Não fica assim maninho. A gente ainda te ama.- Kai disse.
Ri.- Ele parece ser legal.
— Ele é.- Ela sorriu.- E ele vai te adorar. Ele adora ver minha mãe cozinhando, diz que já que eu não o faço ele tem que admirar outra o fazendo.
— Dean é um encanto.- Esther disse.
— Vocês babam nele demais.- Mikael disse.
— Porque ele é lindo e fofo.- Esther disse.
— Quero ver se vai achar todos os genros assim.- Mikael disse.
— Eu sei que de nora já começou bem.- Klaus disse.
— Não é? Sou bom no que faço.- Disse.
— Ainda bem que você já sabe que vai ter próximos genros, pai.- Rebekah disse.
— Daqui a muitos anos Rebekah. Não me invente nada antes dos vinte e cinco.- Mikael disse.
— Eu pelo visto estou podendo relaxar.- Ansel disse.
— Com toda certeza senhor.- Disse.
— Vinte e cinco!? Eu vou estar uma velha caduca já!- Rebekah disse.
— Que nada. Vai ficar muito bem.- Mikael disse.
— Sonha pai. Eu até já tenho namorado.- Rebekah disse.
— Rebekah, não comece.- Mikael disse.
— Não quer acreditar, não acredita.- Ela disse.
— Você tem quinze anos Rebekah, pode sossegar.- Klaus disse.
— Ok, vamos parar com esse assunto.- Esther disse.
— Também acho bom.- Disse.
— Ótimo.- Esther falou.
— Moça, eu sei que a comida está boa, mas pode falar, fica a vontade.- Kol disse.
— Kol! Desculpa senhora De Martel.- Disse.
— Por favor, nos chame pelo nome. Não somos tão velhos assim.- Ansel disse.
— Sim.- Genevieve disse.
— Viu? A fiz falar.- Kol disse.
Esther olhou para Kol.- Kol, fica com essa sua boca caladinha. Deixa as pessoas em paz.
— Liga não, ela é tranquila mesmo.- Tristan disse.
— Mãe, você sempre pedindo as coisas com jeitinho.- Kol disse.
— Eu não pedi, foi uma ordem mesmo.- Esther falou.
Ri deles.- E vocês quatro? Estão caladas demais.
— A comida é mais importante que o amor.- Amara disse.
— Infinitamente mais. Não damos bola para isso.- Katherine disse.
— Sem comida não podemos viver.- Elena disse.
— Sem amor sim. Fora que é nojento um cuspindo na boca do outro.- Tatia disse.
— Obrigado meu Deus, por isso amo vocês quatro anjinhos.- Mikael disse.
Todos riram e as quatro sorriram.
*******
O resto correu tudo bem e a noite foi perfeita. Eu e Aurora podíamos namorar tranquilos agora. Eu ia na casa dela, ela vinha na minha e meu pai, mesmo tentando disfarçar, adorava ela! O complicado estava era no sexo. Nunca achei que sentiria tanta falta, mas tenho que ser firme e aguentar. Os meses passaram e eu estava certo de uma coisa; amava aquela mulher mais do que qualquer coisa, então mesmo ainda cedo, faria o mais óbvio e a pediria em casamento. Eu iria espera a hora certa para isso, talvez hoje. Ela vai vir aqui mesmo. Ela chegou, jantamos e fomos para o meu quarto. Sentamos na poltrona que tinha na varandinha e enquanto falávamos; beijava o pescoço dela.
— O que foi?- Perguntei.
— O que?- Questionei.
— Você.- Disse.
— Logo vou começar a época de provas, quero aproveitar o máximo com você.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
A beijei e a trouxe para meu colo.
Retribui o beijo.
Uma mão pousou em sua perna, ou melhor, na coxa. Eu imaginava como seria ter ela. Ela tem jeito de ser deliciosa, apertada e vai ser unicamente minha. O meu tesão tinha que ser controlado, se não ela ia perceber.
Acariciava a extensão do pescoço dele e a outra mão estava pousada em seu peito.
Eu respeitava a vontade dela, mas esses amassos tiravam a minha concentração do assunto. Minha mão subiu mais um pouco, chegando a bunda e pegando ali.
— Elijah.. Ai não.- Tirei a mão dele.
— Aurora... Só um pouco mais.- Disse.
— Esse um pouco mais chegaria aonde?- Questionei.
Sorri e desci meus lábios pelo pescoço.
— Elijah, não... Não vamos transar, não quero te torturar mais ainda.- Disse.
— Torturar? Que isso. Eu estou bem.- Mentira lavada. Só isso e a ter no colo assim já me deixou duro de um jeito que ficaria a noite toda possuindo ela naquela cama.
O olhei.- Eu sinto você Elijah, não vem com essa.
— Você é super gostosa e está no meu colo. Seria estranho se não sentisse.- Subia a mão pela lateral dela, chegando bem perto dos seios dela.
— Eu prometo que a espera vai valer a pena amor.- Beijava o pescoço dele.- Na nossa lua de mel você vai ter uma surpresa.
Suspirei.- É?
— Sim.- Cheguei no ouvido dele.- Eu vou dançar para você e fazer stripper.
Reprimi um gemido.- Com direito a cinta-liga?- Sorri. O que? Todo mundo hoje tem uma peça que prefere assim.
— Tudo que quiser.- Disse.
— Eu te amo Aurora.- Disse.
— Eu também te amo.- Disse.
— Por isso eu quero uma coisa.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Espera ai.- A botei de lado e entrei no quarto, pegando a caixinha e voltei, me ajoelhando a frente dela. Suspirei.- Acho que vou ser o primeiro cara que faz isso excitado assim.
Sorri.- Acho que dá mais ênfase. E é uma ótima visão também.
Ri— Meu amor, sabe que eu sou louco por você muito antes de namorar, ainda me culpo de não ter enfrentado todos logo para te ter, mas sei que me perdoa por isso. Quando te beijei naquela cafeteria soube que ninguém mais serviria e que a única mulher que eu queria e desejava é você. Meses se passaram daquele dia e esse sentimento só fica maior, assim como o meu amor. Então, você me daria a honra de ser minha mulher?
Sorri e me agachei também.- Com certeza.- E o beijei.
Retribui e senti um alivio me dominar. Ela ia ser minha. Cara, eu vou casar!
******
POV Elijah.
E foi uma loucura depois que anunciamos. Deixei ela a frente de tudo, mas sempre me consultava sobre as minhas preferencias. Eu estava com a cabeça nas provas, estava perto do fim do semestre, logo começaria o ultimo ano e tinha estágios a frente e toda a pressão da prática, por isso marcamos a cerimônia para as minhas férias. A um pedido dos meus pai, decidimos morar na minha casa mesmo, só reformamos um quarto para ser de casal e a ansiedade me dominava. Os meninos me deram uma despedida de solteiro e teve uma para ela também. O dia chegou e eu estava nervoso. A festa seria aqui no jardim de casa, mas a cerimonia na igreja. Me arrumei e todos seguimos para lá. Klaus, Tristan, Kol e Kai eram meus padrinhos, enquanto Freya, Rebekah e duas amigas dela eram as madrinhas dela. Eu estava na porta e andava de um lado para o outro.
— Vai furar o chão filho.- O pai disse.
— Acho até que já furou.- A mãe disse.
— Ele está nervoso porque finalmente vai voltar a ativa.- Kai disse.
— Cala a boca Kai.- Disse.
— Como assim?- Minha mãe perguntou.
— Sabe, ele voltou a ser virgem, tadinho.- Klaus disse.
— Elijah, vocês não...- Mikael começou.
Suspirei.- Não. Ela sempre me disse que só depois do casamento.
— Você é um santo, cunhado.- Tristan disse.
Ela riu.- Ela é boa em torturas.
— Nem me fale. Um ano. Um ano!- Disse.
— Relaxe filho, tenho certeza que não esqueceu como é.- O pai disse.
— Mas talvez de primeira seja bem rápido e precise de uma segunda rodada seguido para aproveitar melhor.- Ela disse.
— Mãe, para.- Kai disse.
— Por favor.- Kol disse.
— Porque?- Ela perguntou.
— Não dá para imaginar.- Kai disse.
— Oh, eles são daqueles que acham impossível imaginar os pais na cama.- O pai disse.
— Mas não falei de mim e do seu pai.- Ela disse.
— Mas foi o suficiente.- Kol disse.
Percebi os carros vindo.- Eles chegaram.
— Vamos para os nossos lugares então.- Ela disse.
Entramos e tomamos os nossos lugares. Logo a musica mudou e achei que meu coração ia sair do lugar quando a vi; linda demais.
POV Misto. (Elijah e Aurora.)
Entrei na Igreja e sorri quando o vi. Ele sempre ficava lindo de terno. Apertei minha mão no braço do meu pai e seguimos até o altar.
Cumprimentei Ansel e beijei a testa dela.- Você está linda.
Sorri.- Obrigada. Você também está.
Nos colocamos no lugar e a cerimonia começou. Foi bem bonito até e adorei os votos dela. Sorri enquanto botava a aliança nela. Sabe aqueles momentos que dizem que nunca vamos esquecer? Esse com certeza é um. Quando tudo acabou, tiramos várias fotos, depois saímos e fomos só nós dois no carro. A beijei.- Isso é muito mais intenso do que dizem.
Sorri.- Demais.
— Achei que ia cair para trás quando te vi.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— De tão linda.- Disse.
Sorri.- Bobo.
— Apaixonado.- A beijei rápido.
Sorri e me acomodei no peito dele.
O caminho até em casa não era longe e quando chegamos a festa... Nossa, eles capricharam. Tinha nossas comidas favoritas e bebidas também. A banda era ótima e dançamos muito, e rimos nos discursos. Sentamos um pouco e meu pai veio até nós.
— Gostaram de tudo?- Mikael perguntou.
— Sim.- Disse.
— Demais. Todos estão de parabéns.- Disse.
— Bem filho, você sabe que gosto de ser um homem honesto, então Aurora, se me permite chamar assim; filha, tenho que lhe pedir desculpas.- Ele disse.
— Não precisa senhor.- Disse.
— Mikael, por favor. Eu me deixei levar por coisas que não vem ao caso falar e quase impedi a felicidade de vocês. Meu filho não poderia ter escolhido uma mulher melhor para casar.- Ele disse.
— Obrigada senhor Mikaelson. E não precisa se desculpar.- Disse.
— Sim pai, meio que já sabíamos disso, só que você é muito durão para dizer.- Disse.
— Tudo bem, estou muito feliz de a receber na nossa casa. Bem vinda.- Ele disse.
Sorri.- Obrigada.
Ele saiu.
— Eu não disse?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Já quer subir?- Questionei.
— Quando quiser.- Disse.
— Então vamos.- Falamos com alguns convidados e saímos, indo para nosso quarto.- Opa.- A peguei no colo.- Dizem que tem que ser assim, né?
Sorri.- Sim.
Ri e entramos no quarto. Acendi a luz.- Não lembro de ter pedido essas flores aqui.- Tinham várias rosas, inclusive pétalas na cama.
— Acho que as organizadoras capricharam.- Disse.
— Demais. Mas você merece.- Botei ela no chão e peguei uma.- Essa e todas as que existirem.
Sorri.- Você é fofo.
— Tenho meus momentos.- Disse.
— Vários, no caso.- Disse.
— Ok, eu aceito o elogio.- Dei um selinho nela, mas a vontade era muito maior que virou um beijo intenso.
O parei e afastei.- Calma. Tem a surpresa.
— Vai ter mesmo?- Questionei.
— Claro.- Disse.
— Então vou para cama.- Disse tirando os sapatos.
— Já volto.- Fui para o banheiro.
Ajeitei a cama e tirei o blazer, a gravata, meias e cinto. Abri a camisa também e vi que tinham posto uma caixa térmica. Olhei lá dentro e sorri; era um champanhe. Peguei as taças que estavam perto e enchi. Sentei na cama e a esperei.
Tirei o vestido de noiva e aproveitei para tomar um banho e tirar o suor. Sai e passei hidrante no corpo e perfume. Coloquei a lingerie, cinta liga e uma camisola branca transparente. Não ia colocar maquiagem, não valia a pena. Sai do banheiro.
Estava distraído e voltei com o barulho da porta. A olhei de baixo para cima, foi como se tivesse me dado um choque de tesão. Acho que fiquei duro quase instantâneo.
Sorri.- Gostou?
— Amei. Você está incrivelmente sexy e gostosa.- Disse.
Sorri e liguei o som.- Espero que goste.
Ela se virou e começou a dançar. Tentei ficar calmo, mas onde ela aprendeu a fazer isso? Chegou mais perto de mim e minhas mãos subiram pelas suas pernas.
Sorri e me virei de costas para ele, continuando a dançar e as mãos dele no meu quadril.
Peguei na bunda dela.- Sem interrupções agora.
— Sim.- Disse.
— Que bunda. Acho que você toda é gostosa.- Disse.
— Será?- Tirei a camisola.
— Com toda certeza.- A virei para mim e peguei naqueles peitos.
Sorri.- Quer tirar o sutiã?
— Sim.- Disse.
— Abre então. Abre na frente.- Disse.
Abri e o tirei; isso só ficava melhor. Apalpei eles e depois os beijei.- Que tal retribuir? Essas calças estão apertadas.
Sorri.- Com prazer.- Ele se deitou melhor na cama e abri as calças dele.
— Que alivio.- Disse.
— É?- Ele tirou as calças e eu abaixei a cueca dele, começando a toca-lo.- E assim?
Agarrei o colchão.- Aurora, eu não estou com controle.- Suspirei em como era bom sentir aquele toque.
— Não estou pedindo que se controle.- Ele estava sentado na beirada da cama, então me agachei na frente dele. Eu não era experiente, mas podia imaginar como as coisas funcionam. Aos poucos fui o colocando na boca.
— Ohh.- O prazer me atingiu em cheio e não me segurei em gemer.
Sorri e continuei.
Minha mão foi em seus cabelos e ajudei ela com o ritmo. Não sabia como ela sabia, mas aquela boca estava fazendo eu me perder.
Cada vez que chegava na ponta do membro dele, chupava e passava minha língua pela extensão da “cabeça”.
— Aurora...- O nome dela escapou e eu estava com tanto tesão que sentia o orgasmo chegando já.
Aumentei o ritmo.
A sensação foi ficando mais intensa até que não me segurei, quando ela chegou, me entreguei a ela.
Sorri quando ele chegou ao orgasmo e me levantei novamente.- Melhor seguirmos a dança.
Recuperava o fôlego, mas não muito, afinal a maneira que ela dançava era excitante demais.
Continuei dançando e fui até ele novamente.- Acho que você vai querer tirar essa parte.
— Quero.- Me sentei e soltei a cinta das meias, a tirando e aproveitando para beijar a perna dela.- Você é gostosa demais.
— Obrigada.- Disse.
A puxei para o meu colo e a beijei. Chega de provocação, eu a possuiria logo.
Retribui o beijo.
Apertava ela contra mim e já sentia a ereção voltando, então a deitei na cama e tirei o resto da minha roupa.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
A toquei por inteiro. Era tão bom poder fazer isso, ter aqueles seios nas mãos. Ah, esses peitos.
Suspirei ao toque dele e sorri.- Gosta deles?
— São deliciosos.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Você toda é deliciosa.- Me afastei para tirar a calcinha dela.
Sorri.- Obrigada.
Sorri, a olhando nua. Se eu poderia ficar mais excitado, fiquei.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Ok.- Disse.
Me deitei sobre ela e voltei a beijá-la, ficando entre as pernas dela.
Retribui o beijo.
Me coloquei na entrada dela e a penetrei aos poucos. Gemi por ser tão gostoso estar dentro dela.
Não doeu tanto quanto pensei, mas com certeza ele é bem maior do que eu.
Ela me pareceu bem, então continuei e comecei os movimentos. Estava percebendo que seria fácil me perder nela.
Acariciava a lateral do seu pescoço e desci meus lábios pelo seu maxilar.
Suspirei.- Aurora...- Sabia que não devia ir muito forte até ela se acostumar, então controlei o meu tesão e a ajudei a se movimentar comigo.
Minha mão descia pelas costas dele e a outra pelo seu peito. Gostava de sentir a pele dele.
Beijava por onde podia e tinha uma mão em sua cintura, a pressionando mais contra mim. Os gemidos suave dela me excitavam mais e não poderia a ter mais entregue a mim.
Suspirei pesadamente e me arrepiava aos beijos dele.
— Meu amor... Você é completamente minha agora.- Disse.
— Completamente.- Disse.
Gemi e cedi a vontade de ir mais fundo e rápido. O prazer ficava mais intenso e tomava conta de nós.
O olhei e acariciava seu rosto, logo beijando-o.
— Tão linda.- Disse.
Apenas sorri.
Continuamos naquele ritmo e o orgasmo era cada vez mais próximo, até que ele veio, se tornando o melhor que eu já tinha tido.- Eu amo você, amo pra cacete.
Sorri.- Nunca ouvi você falando palavrão.
— Você me faz perder todo o controle.- Ri, beijando a testa dela e me deitando ao seu lado.
Sorri e me aconcheguei em seu peito.
— Aurora.- Disse.
— Sim?- Perguntei.
— Já te quero de novo.- Disse.
Ri.- Então pode me ter de novo.
Ri.- Ok, estava brincando. Preciso recuperar o fôlego. Você está bem?
— Sim.- Disse.
— Acho que vou querer todas as noites como a de núpcias, com você assim.- Acariciava os cabelos dela. Estava suado e sujo da virgindade dela, mas não queria a soltar e quebrar esse momento.
Acomodei minha cabeça no pescoço dele.- Concordo.
— Hoje com certeza é o dia mais feliz da minha vida.- Disse.
— Ainda viveremos o dia mais feliz das nossas vidas, amor.- Disse.
— Mais que esse?- Questionei.
— Sim. O nascimento do nosso filho.- Disse.
— Oh sim, isso vai ser indescritível. Ainda vamos seguir o plano?- Questionei.
— Que plano?- Perguntei.
— De termos só daqui a um tempo quando eu estiver trabalhando.- Disse.
— Ah é, me esqueci. E claro.- Disse.
— E também vai ser melhor para eu acompanhar vocês com horários mais estabelecidos. Quem sabe faço o seu parto?- Questionei.
— Você não vai ser obstetra amor.- Disse.
— Mas posso estar lá e dar uma mãozinha.- Disse.
— Sim.- Disse.
Ri.- A um ano não acreditaria se me dissessem que estaríamos assim, aqui.
— Porque?- Perguntei.
— Tudo o que nos separava. Ok, basicamente era uma pessoa, mas eu teria de ter feito uma escolha se desse tudo errado. E eu sentiria falta daqui.- Disse.
— Eu nunca deixaria você abandonar sua família para ficar comigo.- Disse.
— Você seria a minha, por mais que me doesse deixar todos aqui. Eu amo você Aurora, deveria ter enfrentado tudo muito antes por nós e te peço perdão por isso.- Disse.
— Não é assim que funciona.- Disse.
— O que?- Perguntei.
Suspirei.- Deixa.- Levantei.- Vou tomar banho.
— Hey, eu também.- Disse.
— Então vem.- Disse.
Dei a mão a ela e seguimos para um gostoso, e com certeza, animado banho de banheira. Depois tomamos banho para valer e voltamos para a cama. Parecia que não queríamos nos despedir daquele dia, mas como ela disse, outros viriam. Ela dormiu primeiro e fiquei a olhando; memorizando cada traço. Sabia que a vida de casado, profissional e um dia pai, não seria fácil, mas saber que a teria do meu lado para tudo isso me dava força para saber que conseguiria. Afinal, ela é a mulher da minha vida.
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