Liberty- One Shots

79 Capítulo 79- Especial Elijah & Elena.


Notas iniciais
Olá meus amores, voltamos o/ Então, primeiramente gostaria de pedir desculpas por esse sumiço, mas tem explicação; ENEM e provas no cursos. Eu fiquei bastante atrapalhada e não conseguia arrumar os capítulos e agora estou fazendo um estoque e em breve voltamos nas outras fics, ok? Já temos seis one shots prontas, então acho que aqui tá bom de estoque... Fora que recebo tanta visita que até parece uma pensão HAHA' mas bem, estou me organizando e em breve voltamos, ok? Bem, esse é o especial Elijah e Elena que prometemos e espero que gostem :3 Eu adorei :) Vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo... P.S: LEIAM AS NOTAS FINAIS! IMPORTANTE!

POV Elijah.

A achei finalmente. Elena Gilbert, era o nome dela e morava em Mystic Falls. Assim que descobri fui para a cidade e fui me inteirar da vida dela. Não tinha muita coisa, era uma garota comum. Passei por ela na rua e mesmo sendo idêntica as outras, ela tinha algo diferente. Para me aproximar, me aproveitei da oportunidade que apareceu. Compeli as pessoas certas e agora, eu estaria mais perto dela do que ela imaginaria. Logo pela manhã fui até a casa e toquei a campainha.

Elena abriu a porta.- Sim?

— Jenna Sommers está?- Perguntei.

— Só um minuto.- Fui chamar Jenna.

Olhei ela ir e olhei a casa. Tudo parecia tão frágil... Proteção seria o básico aqui.

— Quem é você?- Jenna questionou.

— Bom dia, sou Elijah Mikaelson.- Disse.

— O que você quer?- Ela perguntou novamente.

— Acho que não lhe informaram, eu sou o novo tutor de Elena e Jeremy.- Disse.

— Ah, você é o filho da puta que me falaram.- Ela disse.

— Acho que não precisamos de tais palavras.- Disse.

— Precisamos sim. Quem você pensa que é? Só porque é rico acha que pode tudo que quer? Você é um filhinho de papai, isso sim. Não deve nem saber se cuidar e se duvidar nem lavar suas cuecas sabe.- Ela disse.

— Deixando suas opiniões de lado.- Elas não me interessavam.- Não vejo por que você se afastar deles, então pode ficar na casa.

— Eu não preciso da sua pena e gratidão e saiba que em um ano Elena faz dezoito e ai ela vai ter a guarda do irmão. E eles vão poder ficar livre de você. Seja qual for seu tipo de psicopata.- Ela disse.

— Você acha que sou uma ameaça?- Perguntei.

— Se eu acho? Eu tenho certeza! Porque é muito normal um cara desconhecido, nem amigo da família era, querer do nada a guarda de duas crianças órfãs.- Ela disse.

— Acho que não é de seu conhecimento que conheço a mais tempo do que imagino a família de Elena.- Disse.

Ela riu.- Continue mentindo, eu não sou burra e vou fazer o meu melhor para ver você perder essa. Eu já me despedi dos meus sobrinhos, agora você se vira para explicar e espere sentado eles aceitarem.- Ela saiu da casa.

Suspirei. Ai minha paciência.- Elena, pode vir aqui, por favor?

POV Misto. (Elijah e Elena.)

— O que você quer?- Perguntei.

— Poderia me convidar a entrar por favor?- Perguntei.

— Você não é nada nosso.- Disse.

— Podemos conversar? Dentro de casa seria melhor.- Disse.

— O que você quer com nós?- Perguntei.

— Proteger vocês, você, mais especificamente.- Disse.

— Proteger do que?- Perguntei.

— É muito cedo ainda para saber. Por agora posso lhe dizer que não quero o seu mal, muito pelo contrário.- Disse.

— Proteger do que?- Perguntei novamente.

Cheguei mais próximo a ela. Tinha esquecido como eram lindas.- Alguém que pode destruir sua vida se chegar a você. Coisa que não vou deixar acontecer.

— Quem e porque?- Perguntei.

— Me deixe entrar.- Disse.

— Quem e porque?- Perguntei novamente.

— Você não vai saber dessas coisas ainda.- Disse.

— Então você não entra.- Fechei a porta.

Ela era geniosa. Sorri. Bati na porta.

— Sai daqui! Se não sair vou chamar meu namorado para te expulsar!- Ex, pensei, mas namorado dá mais impacto.

— Você quer a vida do seu irmão em risco?- Perguntei.

— Do Jeremy cuido eu.- Disse.

— Acabou de confirmar, para chegar a você o melhor meio é ele.- Disse.

— E você acabou de confirmar que é um mau caráter por ameaçar uma criança de três anos!- Exclamei.

— Você está com problema de audição? Estou aqui para proteger você, não atacar.- Disse.

— E você não explica do que quer nos proteger, da onde veio e como sabe da nossa existência.- Disse.

— Tem muita coisa que não sabe e que não quero que saiba assim.- Disse.

Suspirei e abri a porta.- Entra.- Disse e subi para meu quarto.

— Finalmente.- Ela tinha ido, mas pelo menos não precisava mais de permissão alguma, era eu que tomava as rédeas. Deixei ela a vontade e conheci a casa, tinha muitas fotos e era tudo bem organizado. Subi para ir ao quarto dela e me deparei com um pequeno de olhos atentos em mim. A tempos que não interagia com uma criança.- Olá.

— Olá.- Ele disse.

Fui até ele.- Meu nome é Elijah, o seu é Jeremy né?

— Sim.- Ele disse.

— Agora eu vou ficar aqui com vocês. Pode me dizer qual é o quarto da sua irmã?- Questionei.

Ele apontou e seguiu para o quarto que havia apontado.

Acompanhei ele e bati na porta.- Elena.

— Sai daqui.- Disse.

— Não precisamos disso.- Disse.

— Sai daqui. Não vai entrar.- Disse.

— Tudo bem. Vou pegar minhas coisas para me instalar aqui, mas não demoro.- Disse.

POV Elijah.

— Até daqui a pouco.- Sai e fui até o apartamento que estava e fiz uma mala simples, mas não levaria tudo. Sabia que onde estava uma cópia, estaria uma descendente de Ayanna e não foi difícil achar. Parei na casa e bati na porta.

Uma bruxa abriu.- Sim?

— Bom dia, procuro por Sheila ou Abby.- Disse.

— Quem gostaria?- Ela perguntou.

— Elijah Mikaelson.- Disse.

— Ah sim e o que você quer?- Ela perguntou.

— Você é...?- Perguntei.

— Não é da sua conta vampiro.- Ela disse.

— Não comecem com preconceitos. Conheço a sua linhagem e ela já me ajudou uma vez.- Disse.

— Ah é? Grande merda. Não faço as mesmas burrices de bruxas burras.- Ela disse.

— Estamos falando de proteger um inocente aqui, no caso dois. Se as coisas ocorrerem como imagino, logo na cidade terão muito mais que vampiros para se preocupar.- Disse.

— Aqui vai uma dica; eu não trabalho com vampiros. Se tiver que proteger alguém, será por minha conta.- Ela fechou a porta.

Que cidade de pessoas mal educadas. Sai de lá, não sem antes ver uma garota, que vi nas fotos na casa de Elena, então elas eram amigas... Ótimo, isso devia ser o caminho para o apoio que precisaria. Voltei a casa e Elena tomava café com o irmão. Achei um quarto vazio e me instalei. Voltei a cozinha.- Você costuma sair muito?

POV Misto. (Elijah e Elena.)

— O que?- Perguntei.

— Você sai muito? Festas, essas coisas.- Disse.

— Hã... isso não é da sua conta. Não ache que só porque é meu tutor que vou te dar satisfações. Você não manda em mim e nem vai.- Disse.

— Não precisa dificultar as coisas, não há necessidade.- Disse.

— Se contente por eu não fugir de casa com o meu irmão. Então cala a boca. Você não vai ter meu respeito. Minha tia que era para ter nossa guarda, não um estranho como você.- Disse.

— Ela saiu porque quis, eu disse para ela ficar.- Disse.

— Você que não devia existir nas nossas vidas. Nunca existiu.- Disse.

— Você achar isso não quer dizer que é verdade. Por muito tempo eu conheço sua família.- Disse.

— Grande coisa.- Disse.

— Isso não vem ao caso agora também. Só vou lhe pedir que seja prudente no que faz.- Disse.

Bufei e revirei os olhos, me levantando e saindo dali.

Tomei meu café e comecei a cuidar primeiro da proteção da casa, e depois providenciar alguns comandos meus e outros compelidos a vigiar tudo na cidade. Sabia que não seria fácil, mas com Katerina foi muito mais simples. Mas agora tenho um desafio. Por que? Bem, eu amei Tatia e a morte dela para a transformação da minha família me arrasou e vivi com aquilo pesando em mim. Quando séculos depois conheci Katerina, cheguei a balançar mas não era nada demais o que sentia. Isso até Klaus decidir a matá-la para completar o ritual para quebrar o selamento feito por nossa mãe. Mas não concordei com aquilo e as bruxas, incrível como as descendentes de Ayanna estão por aí, me ajudaram a impedir isso. Já tinha sido demais uma morrer por nós e eu decidi proteger as que tivesse que fazer. Foi um trabalho não muito fácil e ainda mais tendo que despistar meu irmão do caminho certo, o que nos levou a vários momentos de desconfiança, mas agora ele nem faz idéia de que já estou com ela e que nem vai encostar um dedo nela. Deixei os dias passarem para ela se acostumar comigo, não forcei muitas situações. Decidi tentar melhorar as coisas e num domingo encomendei um almoço, e a chamei.

Comia do almoço.

— Está bom?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Chutei o que gostaria.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Pelo visto acertei para ambos.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Quando suas aulas começam?- Perguntei.

— Setembro.- Disse.

— Do Jeremy também?- Perguntei.

— Ele tem três anos.- Disse.

— Achei que ia a escolinha.- Disse.

— Acho que dá para notar que Mystic Falls não tem isso.- Disse.

— Não tenho contato com crianças a tempos, por isso não fazia ideia.- Disse.

— Imagino.- Disse.

— Você cuida muito bem dele.- Disse.

— Eu tento.- Disse.

— Até comendo sozinho está.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Tá gostoso.- Jeremy disse.

— Que bom Jer.- Disse.

— Se comer tudo tem sobremesa.- Disse.

— Pode Lena?- Jeremy perguntou.

Sorri.— Pode.

— Oba.- Jeremy disse.

Sorri e limpei a boca dele com o guardanapo.- Você foi no banheiro direitinho hoje?

— Fui sozinho.- Ele disse.

— E se limpou direito?- Perguntei.

— Foi xixi.- Ele disse.

— É, mas você sabe que tem que secar, se não pode assar e manchar suas cuecas.- Disse.

— Se não fica dodói.- Ele disse.

— Sim.- Disse.

— Você que o ensinou?- Perguntei.

— De certa forma sim.- Disse.

— É bom aprender cedo.- Disse.

— Sim. Por mais que deva existir mais homens que não façam isso.- Disse.

— Isso é verdade.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Sorri em ver eles dois e pensei nos meus irmãos, e em como sentia falta deles. Terminamos de comer e ela arrumou a cozinha enquanto ajudava o menino a tomar o sorvete.

Lavava a louça.

— Ele quer mais, pode dar?- Fui até ela.

— Pode.- Disse.

— Venha também.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Saborear o sorvete na sala.- Disse.

— Depois eu vou.- Disse.

— Vou lhe esperar.- Disse.

— Ok.- Disse.

Fiquei com ele e logo depois ela veio.- O tempo aqui é bem agradável.

— Sim.- Disse.

— Gosta daqui?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Não tem vontade de sair?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Isso é um tanto diferente.- Disse.

— Se você acha.- Disse.

— Cabei.- Ele disse.

— Ok, agora vamos lá escovar os dentes.- Disse.

— Não, é ruim.- Ele disse.

— Quer que seus dentes caiam?- Perguntei.

Ele botou a mão na boca, negando.

— Então tem que escovar.- Disse.

— Num gosto.- Ele disse.

— Jeremy, você já é um rapazinho, todos os rapazinhos escova e tem dentes bonitos.- Disse.

— Fora que eu não quero um menino com bafo dormindo comigo.- Fiz cosquinha nele.

— Para.- Ele ria.- Você tem? Deixa eu vê.

Sorri para ele.

— Viu?- Questionei.

— Tá bom.- Disse.

— Então vamos lá.- Me levantei.

Eles foram e me peguei sorrindo com a cena tranquila que estava. Levei as travessas para a cozinha e voltei junto deles.- E aí?

— Sobrevivi.- Ele disse.

— Que dramático.- Disse.

— Você se acostuma.- Disse.

— Posso ver desenho?- Ele perguntou.

— Pode.- Disse.

Ele colocou no canal e foi para o outro sofá.- Ele é esperto.

— Até demais.- Disse.

— Como você está?- Perguntei.

— Bem.- Disse.

— Eu sinto muito. Ninguém merece passar por isso, muito menos tão novos como vocês.- Disse.

— Jer mal vai se lembrar.- Disse.

— Mas você sim. Sei bem como é.- Disse.

— Eu já superei isso.- Disse.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Isso mostra que você é forte.- Disse.

— Eu tenho meu irmão para criar.- Disse.

— Eu imaginava que seu pensamento era nele.- Disse.

— Você não sabe nada de mim.- Disse.

— Estou tentando saber.- Disse.

— Não tente.- Disse.

— Porque não?- Questionei.

— Porque você não é nada meu.- Disse.

A observei e cada dia ela me parecia mais bonita.- Bem, segundo a lei sou responsável por você.

— Eu já vou ser oficialmente adulta daqui uns meses, então não é.- Disse.

— Ainda tem tempo daqui até lá.- Disse.

— Eu já sou adulta.- Disse.

— Não.- O meu telefone tocou e olhei.- Um minuto.- Atendi. Droga, era avisando que Klaus tinha entrado no pais. Olhei para ela.

Levantei e fui subir para meu quarto.

— Espere.- Terminei a ligação.- Preciso de uma coisa.

— O que?- Perguntei.

— Eu vou ter que sair, por isso não abra a porta para ninguém.- Disse.

— Hã... Ok.- Disse.

— E não se afaste do Jeremy também.- Disse.

— Tudo bem. Jer, vem comigo.- Disse.

— Obrigado, qualquer coisa me ligue.- Disse.

— Ok.- Disse.

Peguei um paletó e coloquei.- Espero não demorar.

— Tudo bem.- Disse.

Olhei ao redor e sai. Se Klaus vinha para o país, ele fazia ideia de onde a cópia estava ou pelo menos tinha um chute muito bom. Eu precisava achar a pedra da lua, se me livrasse dela ficaria mais tranquilo já que faltaria um ingrediente. O ultimo rastro dela tinha sido até aqui e eu investigava ainda. Depois de revisar tudo, voltei para casa, era melhor não me afastar muito. Cheguei e ela falava com alguém na porta.- Elena, eu pedi que ficasse dentro de casa.

— Estou dentro de casa.- Disse.

Entrei na frente dela.- E quem é você?

— Matt, amigo dela. Estávamos conversando.- Matt disse.

— Eu sei me cuidar.- Disse.

— Sinto muito, hoje ela não pode.- Disse.

— Acho que você não responde por ela.- Ele disse.

— Não, ele não responde.- Sai de trás de Elijah.

— Então Elena, o pessoal vai se juntar no Grill, vai ser tranquilo, você sabe. Se quiser ir.- Ele disse.

— Sim, eu vou. Preciso me inteirar das coisas da torcida. Caroline vai me matar se não souber dançar.- Disse.

Ele sorriu.- Ótimo. Se quiser venho te buscar.

Sorri.- Pode ser.

— Que bom, vejo você mais tarde então.- Ele deu um beijo nela, perto da boca.

Sorri.— Até mais.

— Tchau.- Ele saiu.

— Quem é esse cara Elena?- Perguntei.

— Matt.- Disse.

— Não vai sair hoje.- Disse.

— Vou sim. Vou deixar Jer de banho tomado, alimentado e vendo filme, ai ele logo dorme.- Entrei dentro de casa e subia as escadas.

Não sabia porque, mas me irritou ver aquele garoto aqui e não a deixaria ir.- Não tem a ver com Jer, você não vai.- A segui.

— Vou sim.- Disse.

— Chame suas amigas para aqui então.- Disse.

— Tudo bem. Bonnie, Care, Matt e Tyler vem aqui.- Disse.

— Amigas.- Frisei.

— E amigos.- Disse.

— Não quero um bando de garotos que só conseguem pensar em sexo aqui.- Disse.

Suspirei.- Se eles pensam é problema deles. Agora pensar, não é fazer. Eles não vão fazer nada.

— Tudo bem, chame-os também.- Teimar com ela não adiantaria.- Mas não quero aquele garoto que estava aqui em cima de você.

— E porque não?- Perguntei.

— Porque nunca fui de concordar com esses relacionamentos de hoje em dia.- Disse.

— E você concorda com qual tipo de relacionamento?- Questionei.

— As coisas no meu tempo eram diferente. Com mais respeito. Agora, principalmente os garotos, só querem as levar para cama. Respeito, cumplicidade e amizade, hoje não existe nos relacionamentos, só uma luxuria sem controle.- Disse.

— Hmmm... Então você é o unico homem que não transa a não ser que esteja em um relacionamento?- Questionei.

— Minha vida é um tanto complicada para eu ter um relacionamento.- Disse.

— Mas não para uma transa casual. Seu discurso só não cabe a você, né?- Questionei.

Sorri.- Estamos falando de vocês jovens, não das complicações da minha vida.

— Nossa, que vida difícil.- Ironizei e entrei no meu quarto.

Continuei a acompanhar.- Mas para satisfazer sua curiosidade, as vezes que estive em um relacionamento foram assim.

— Faz de conta que acredito que segue seu discurso. Agora me dá licença que quero tomar banho.- Disse.

— Tudo bem.- A olhei e pensei bem, ela era uma boa garota e merecia se distrair.- Elena.

— O que?- Perguntei.

— Desde que me dê sua palavra que vai tomar cuidado, pode ir.- Disse.

— Não tenho que te dar nada. Já disse que não vou te dar satisfações de nada.- Disse.

Ela testava a minha paciência, mas eu era mais prático nisso.- Então você não quer nada.

— O que?- Perguntei.

— Se quisesse mesmo ir ou que eles vissem aqui, procuraria por isso. Mas prefere me desafiar.- Disse.

Revirei os olhos.- Eu vou ir sim, só que a vida é minha, não sua. Então esquece essa de pai, não vou te dar satisfações.- Fui para o banheiro.

Bufei e no que ela entrou no banheiro, liguei para o cara do bar que eu tinha compelido para ficar de olho nela, mas mesmo assim eu não ficava tranquilo. Ela não podia ficar em casa?

Tomei um banho rápido e coloquei essa roupa: http://www.polyvore.com/look_15/set?id=163957198 . Enquanto terminava de me arrumar, pensava no que Elijah disse. Eu sei que Matt pensava em sexo, como qualquer garoto, mas será que era sempre? Tipo, quando namorávamos nunca transamos, mas pensando bem ele deve pensar tanto quanto Tyler que deixa isso transparecer sem problemas. Afinal, Matt é tão cheio de problemas que duvido que duvido que ele não pense nisso, principalmente na parte do carinho e tudo mais. Suspirei. Até hoje penso se foi o certo terminar com ele, porque ainda gosto dele, eu acho, mas na época não tinha mais cabeça para pensar em outro e em mim e no Jer. Balancei a cabeça, esquecendo isso e depois de me arrumar fui ver se Jer estava bem. Ajudei ele no banho e a comida Elijah encomendaria depois, então ele ficou deitado na minha cama mesmo olhando desenho. Desci para esperar Matt.

A olhei e ela estava linda. Ok, o que estou pensando?

— O Jer está deitado no meu quarto vendo desenho, ele só precisa comer alguma coisa.– Disse.

— Não se preocupe com ele.- Disse.

— Isso nunca vai acontecer.- Disse.

Tentava não pensar no quanto, além de linda, como dizem, estava gostosa.- Tudo bem.

— Ok.- Disse.

Estava distraído e a campainha tocou.

Abri a porta.- Hey.

— Nossa, que linda.- Matt disse.

Sorri.- É só um vestido e uma jaqueta jeans.

— Mas mesmo assim está.- Ele disse.

— Obrigada.- Disse.

— Vamos?- Ele perguntou.

— Vamos.- Disse.

— Não tem que avisar a ele?- Ele perguntou.

Suspirei.- Estou saindo.

Fui até eles.- Matt, não é?

— Sim.- Ele disse.

— Até mais.- Disse.

— Espera.- Puxei o garoto de lado.

— O que foi?- Perguntei.

Afastei ele dela.- Você vai levá-la e trazê-la sem tocar nela entendeu? Nem beijar ou nada do tipo.- Falei baixo, o compelindo.

Ele assentiu.

— Ótimo.- Disse.

Matt voltou e saímos.

Ela saiu e fiquei os observando até não poder mais. Eu não devia me sentir assim, mas olhar para ela estava mexendo comigo. Além da semelhança de Tatia, era por ser ela. Tira isso da cabeça Elijah! Ficar com Jeremy não era algo difícil e depois de dar comida a ele, ficou tranquilo no sofá e até brincamos um pouco. Olhava o relógio e a demora dela me incomodava. Jer veio se chegando até ficar no meu colo e minha mente vagava nas formas de os deixar a salvo.

Cheguei em casa e subi para o meu quarto.

Tinha botado o menino no meu quarto, ele não ficava sozinho. Escutei a hora que ela chegou, escutei o chuveiro e imaginei ela... Levantei e fui até o quarto dela que estava com a porta entreaberta.

Sai do banheiro enrolada na toalha e cheguei no quarto, a tirando e indo procurar um pijama fresco para dormir.

Não devia, mas ela nua era impossível não se excitar, ela é sexy e linda.

Escolhi um pijama e me sentei na cama, pegando um hidratante e começando a passar nas minhas pernas.

Admirava cada parte dela e aquelas pernas, eram maravilhosas. Apesar de nova, tinha um corpo bem definido.

Passava o creme envolta dos meus seios.

Respirei fundo. Sim, estava excitado por uma garota de 17 anos que provavelmente ainda me odeia. Quando que minha vida foi fácil?

Como a noite estava quente, resolvi colocar só a calcinha e dormir sem nada para cima. Levantei e guardei meu pijama.

Tentei não me tomar, mas o movimento mais suave me deu ondas de prazer, isso estava fora do meu controle.

Me deitei na cama de bruços e peguei meu celular para falar com o pessoal.

Eu nunca fui de ter uma parte favorita, mas essa garota estava me fazendo perder a cabeça e aquela bunda não ajudava.

Conversava com Bonnie e Caroline em um grupo que tínhamos no chat do facebook.

POV Elijah.

Tinha que parar. Sai dali e fui para o quarto, mas Jeremy dormia na cama então entrei no banheiro e lavei o rosto, mas foi melhor tomar um banho. Não devia me sentir assim por ela, mas ela era tão... Para, não devia me encantar. Ela é só uma garota, mas eu sentia, não queria ninguém perto dela e a desejava. Sai do banho e botei uma roupa leve. Não dormi, nem precisava, e pela manhã decidi deixar acontecer, mas não teria nada, ela me odiava. Jeremy acordou e o ajudei com as coisas matinais.- Quer me ajudar a fazer o café?

— Sim.- Ele respondeu.

— Do que sua irmã gosta?- Perguntei.

— Não sei.- Ele disse.

— Suco?- Perguntei.

— Não sei.- Ele disse.

— Tá, vamos lá.- O peguei e descemos.- Quer seu chocolate ou suco?

— Leite.- Ele disse.

— Com cereal ou quer esperar as panquecas?- Perguntei.

— Esperar.- Ele disse.

— Ok.- Botei o leite dele no copo para ele ir tomando e comecei a fazer.- Quer mexer?

— Sim.- Ele disse.

— Tome.- Botei ele em pé na cadeira e a tigela.

Ele começou a mexer.

— É um rapaz esperto.- Ele sorriu e o deixei assim, indo fazer o suco. Depois fiz as panquecas e passei um pouco de café.- Meu ajudante, você está todo sujo.

— Eu sei.- Ele disse.

— Então vamos tomar banho antes que sua irmã brigue comigo.- Disse.

— Tudo bem.- Ele disse.

Levei ele e dei banho, arrumando-o.- Chame sua irmã, estarei lá em baixo.

— Ok.- Ele saiu.

Me limpei e desci, botando um café para mim.

POV Misto. (Elijah e Elena.)

Acordei com Jeremy me chamando, me vesti e desci.

— Bom dia.- Disse.

— Bom dia.- Disse.

— Como demorou pedi ao Jer para te chamar.- Disse.

— É. Eu fiz o café para você.- Ele disse.

— Você?- Questionei.

— O tio Eli ajudou um pouquinho.- Ele disse.

Pelo jeito Jeremy gostava dele. Bem, todo garoto gosta de homem.- Tudo bem. Eu vou passar o dia com a Jenna e irei dormir com ela.

— Ah, você já tem planos.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Que pena, achei que poderíamos sair.- Disse.

— Jeremy vai gostar de sair com você.- Disse.

— Mas você não estará. Melhor o levar com você.- Quem mandou planejar assim? Como se fosse mudar alguma coisa.

— Tudo bem, eu aviso Jenna que não vou então.- Sai da cozinha para ligar para ela.

Podia ficar de consciência pesada, mas não me importei. Pude ouvir a tia dela não gostar muito e perguntar se eu tinha tentado algo com ela. Se ela soubesse o que pensei depois de ontem... Ela voltou.- E ai?

— Tudo bem.- Disse.

— Vamos no parque?- Ele perguntou.

— Vamos.- Disse.

— Eba.- Ele disse.

Me servi de café e tomava.

— Não vai comer panqueca?- Perguntei.

— Não como carboidratos de manha.- Disse.

— O que é isso?- Jeremy perguntou.

— Uma coisa que você tem que comer moderadamente, ainda mais se tem que manter a forma. Então só deve ser comido no almoço.- Disse.

— Não pode comer? Tá totosa.- Ele disse.

Sorri.— Você pode. Só eu que não.

— Se eu soubesse que estava de dieta, teria feito outra coisa.- Disse.

— Não é dieta, eu só tenho a mesma alimentação desde do primeiro ano do médio e antes disso minha mãe sempre regrou minha alimentação muito bem, então nunca fui de comer muita massa ou bobagens como salgadinhos, bolachas e tudo mais.- Disse.

— Ah sim, tudo bem, desculpe.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Devia a ter observado melhor.- E que horas vamos?

— Podemos ir para o almoço. Compramos alguma coisa no grill, assim você comer o que gosta, eu como o que gosto e Jer também.- Disse.

— Pode ser, faz muito tempo que não faço algo assim.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Lena, posso levar minha bola?- Ele perguntou.

— Pode, mas só vai poder brincar perto da gente.- Disse.

— Tá.- Ele disse.

Terminamos o café e na hora que ela falou saímos. Já conhecia bem a cidade e a estadia no Grill foi agradável, mas estava com a sensação de estar sendo vigiado. Fomos para o parque e aquilo continuou. Olhei ao redor.

— O que foi?- Perguntei.

— Uma coisa. Qualquer coisa vá para casa, está bem?- Questionei.

— Ok.- Disse.

— Como foi a saída ontem?- Jer brincava a nossa frente.

— Normal.- Disse.

— Aquele rapaz é só seu amigo ou algo a mais?- Questionei.

— Namoramos, mas só amigos agora.- Disse.

— Ah sim, que bom.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Que continuam amigos.- Disfarcei.

— Ah sim.- Disse.

Observei ela, tão linda.- Pretende fazer faculdade?

— Claro.- Disse.

— Qual curso?- Perguntei.

— Medicina.- Disse.

— Nossa, bela escolha. Se eu tivesse, pudesse ter escolhido, provavelmente seria essa.- Disse.

— E porque você não trabalha?- Perguntei.

— Estou de licença.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Vir cuidar de você era mais importante que qualquer coisa.- Disse.

— Sei.- Disse.

— Você ainda não acredita né?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Você vai ter que ter, como direi, uma mente aberta para lhe explicar tudo.- Disse.

— Você é gay?- Perguntei.

— Não! Porque pensou isso?- Perguntei.

— Porque você podia ser amante do meu pai, seria uma explicação dele ficar tanto tempo fora e ele pediu para você ficar com nossa guarda.- Disse.

— Que? Meu Deus, não Elena. Você é alguém especial.- Ok, como ia entrar nesse assunto sem contar tudo?

— Tudo bem.- Disse.

— Tio Eli, joga comigo?- Ele perguntou.

— Vai lá.- Disse.

Sorri e como não tinha mais suspeita ao redor, fui com ele.

Os olhava jogar. Elijah parecia legal, mas ele mentia e eu não gosto de mentiras, então não confio nele.

Brinquei com ele e olhei para ela.- Vem.

— O que?- Perguntei.

— Vem Lena, vamos ganhar dele.- Disse.

Ri.- Ok.- Fui com eles.

Ri com eles e não me reconhecia, totalmente fora da minha postura, brincando com um menino e uma garota que está mexendo com a minha cabeça. Sem querer esbarrei nela e a segurei.

— Desculpe.- Disse.

— Que nada, está bem?- Perguntei.

— Estou.- Disse.

Sentir o corpo dela era bom demais. Controle homem, parece que é um garoto de dezoito anos de novo.

O olhei.- Tudo bem?

— Claro, mas acho que não consigo seguir o pique dele.- Disse.

— Você nem ofegante está. Eu que estou com o coração acelerado e tudo.- Disse.

— Estou percebendo.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Quer uma água?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Ok.- Disse.

Percebi que não a soltei e que não me importava de ficar assim.

— Bem, acho que devíamos voltar para Jer.- Disse.

— Claro, desculpe.- A soltei e me sentei.

Ficamos por ali e logo fomos embora para casa. Os dois ficaram na sala e eu subi para tomar um banho.

Pensava bem e não conseguia jeito de falar com ela sem que ela soubesse por completo. Depois de dar a janta ao Jeremy e o botar para dormir, ficamos nós dois.

— Vou dormir.- Disse.

— Já?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Queria falar umas coisas com você, mas é melhor depois então.- Disse.

— Como preferir.- Disse.

— Tudo bem, não tem pressa, depois falamos.- Disse.

— Ok.- Subi.

Suspirei e fui para meu próprio quarto. Sorri. Aquele foi um dia bom e a sentir foi o melhor. Tomei um banho e mandei um e-mail para um vampiro conhecido para me passar todos os detalhes sobre Mystic Falls. Começou uma ventania e depois uma chuva e pela madrugada faltou luz. Fui ao quarto dela e ela dormia tranquilamente. Abri a janela para refrescar e fiquei a observando.

Acordei pelo barulho do vento e quando abri os olhos, vi Elijah. Levei um susto e me sentei na cama.- O que está fazendo aqui?

— Vigiando se não vai entrar nada pela janela.- Disse.

— Me poupe dessa.- Disse.

— Considerando a falta de iluminação, deixar a janela aberta assim, seria um risco.- Expliquei divertido.

— E porque? Um mosquito malvado entraria e chuparia meu sangue?- Questionei.

— Talvez algo mais que um mosquito.- Ri.

— Você está bêbado?- Questionei.

— Não. Porque sempre imagina essas coisas?- Questionei.

— Porque é o que parece.- Disse.

— Não precisa pensar o pior de mim.- Disse.

— Estar bêbado não é pior. Seria o normal para você. Não tem mulher e nem emprego.- Me deitei novamente.

— Disse que estou de licença.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Você não acredita.- Disse.

— É que apesar de tudo você parece um cara interessante e bem inteligente. Não parece o tipo que pede licença por coisas que não se precisa. E também, eu juraria que era casado e tivesse filhos.- Disse.

— Seria uma boa vida.- Sorri.- Me acha interessante?

— Hã...- Mordi meu lábio.- Eu sei que Jer gosta de você, então deve ser legal.

— É que tive muita experiência com menores, sou um dos irmãos mais velhos, então cuidei muito dos mais novos.- Disse.

— Entendo.- Disse.

— Depois de quatro, você tem prática.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Pois é. Está sem sono?- Perguntei.

— Porque?- Perguntei.

— Parece desperta.- Levantei e sentei no fim da cama.

— Não sei.- Disse.

Olhei Jer que dormia tranquilo.- Não tenho filhos, mas entendo o seu sentimento por ele. Tenho o mesmo pelos meus, que muitas vezes tive que tratar quase como filhos.

— Não quero que ele esqueça nossos pais, então nunca pedirei que me trate como mãe.- Disse.

— Eu imagino. Mas é por você que ele vai os conhecer mais.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

A toquei nos pés.- Você está fazendo um bom trabalho.

Ri.- Tenho cosquinha.

— Aqui?- Fiz de novo.

Puxei meu pé, rindo.- Sim.

— Agora sei um ponto fraco.- Ri, fazendo no outro.

Ri.- Para. O Jer vai acordar.

Mesmo no escuro a risada dela era linda. Droga, eu não consigo controlar isso.

Sorri e olhei para ver se Jer ainda dormia.

— Sono pesado.- Disse.

— Sim.- Disse.

Tinha espaço, então me coloquei na cama, ao lado dela.- Gostou do dia hoje?

— De verdade? Não. Não porque era você ou algo do tipo, era porque não era meus pais.- Disse.

— Ah, me desculpe então. Não queria proporcionar essa sensação.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Não vou repetir.- Disse.

— Não se preocupe.- Disse.

— Me preocupo com você. Acho que vou repetir até você acreditar.- Disse.

— Eu acredito. Só foi uma forma de dizer.- Me levantei.

— Acredita?- Perguntei.

— Sim.- Me ajoelhei na poltrona na frente da janela e a fechei.

— Não vai esquentar?- Perguntei.

— Não.- Voltei e me deitei.

Ela queria me provocar? Mesmo no escuro pude perceber sua posição, seu corpo.... Aquela posição... Se eu chegasse junto dela... E quando voltou, ela estava sem sutiã... Aqueles seios tão firmes e tão perfeitos.

O olhei e por mais que não pudesse vê-lo direito, sabia que era bonito. Ele sempre era tão sério e social que era diferente vê-lo de regata para dormir, por mais que o mais comum entre homens é dormir sem camisa.- Você é um homem bonito, porque não tem uma mulher ou namorada?

— Eu já tive uma namorada que foi complicado. E a outra, bem, ela era praticamente minha mulher, mas morreu.- Disse.

— Sinto muito. Eu sou bem menos experiente. Só namorei o Matt e acho que no final das contas irei me casar com ele e terei vários bebês loiros e lindos.- Disse.

— Casar?- Questionei.

— Um dia eu pretendo casar.- Disse.

— Você é muito nova, não precisa pensar nisso.- Ela não ia casar, não comigo aqui.

— Eu sei.- Disse.

— Então não pense.- Apoiei minha mão nela, que na verdade foi na coxa dela.

Olhei a mão dele e depois para ele. Nunca um homem tinha me tocado tão intimamente como a coxa. Ainda mais um mais velho.- Não estou.

— Ótimo.- Disse.

— Ok.- Disse.

Ela me olhava e toquei o rosto dela.

— O que foi?- Perguntei.

— Você é linda.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

Acariciei e a vontade de beija-la era grande.

O olhei. Ele me encarava de um jeito estranho.

— Elena...- A luz deu uma piscada querendo voltar.

— Sim?- Perguntei.

Não ia esperar outra oportunidade, então a beijei.

Fui pega de surpresa, mas fiquei mais surpresa por retribuir o beijo.

Ela tinha me respondido? Sorri e continuei. Ela tinha um beijo suave e gostoso, e não deixei de a acariciar.

Toquei o peito dele, estávamos afastados ainda, mas podia sentir claramente a energia do seu corpo com esse simples toque. Digo energia porque ele não é muito quente não.

A trouxe mais perto e passei o braço na sua cintura, tocando ali.

Agora o contato foi mais intimo. Nossos peitos se tocando era intimo para mim pelo menos, mas não me incomodava.

Sentir ela assim mexia comigo, além do desejo, era sentimento mesmo.

Parei o beijo e passava meu dedo no peito dele. Me sentia ridiculamente pequena perto dele, pois ele me envolvia toda sem problemas só com um braço.- Isso me lembra muito as histórias de vários livros famosos por ai.

— Lembra?- Perguntei.

— Sim. A diferença é que nos livros geralmente sabemos como o cara pensa.- Disse.

Ri.- Você ficaria encabulada com o que penso.

— Porque?- Perguntei.

— Porque não é nada puro.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

Ficamos ali e a beijei de novo, mas acho que ela estava meio sem jeito. Sorri e a deixei se recostar em mim, e ela acabou por dormir assim. A luz chegou com o amanhecer e fiquei a admirando até acordar. Depois dessa noite ela ficou mais amigável e nos beijamos várias vezes naquela semana e eu sentia, sabia, que estava apaixonado por ela. Coloquei Jeremy na cama e desci para ficar com ela no sofá.

Tomava uma xícara de café com leite e comia umas bolachas que minha vó me mandou pela tia Jenna. Eu sei que não é nada sexy, mas não estava querendo ser sexy. Queria ser eu e só. E eu sou o tipo de garota que toma leite e come bolacha.

Observava ela do fim da escada e sorri.

— O que foi?- Perguntei.

— Você tão simples.- Me sentei junto a ela.

— Bem, estou comendo.- Disse.

Peguei um biscoito.- Gostoso.

— Minha vó que faz.- Disse.

Me ajeitei para ela se encostar em mim.- Acompanhado de leite?

— Sim.- Disse.

— Você e seus gostos.- Disse.

— Vai dizer que não gosta de leite?- Questionei.

— Tomo pouco.- Disse.

— Eu amo.- Disse.

— Já percebi.- Ri e beijei os cabelos dela.

— Pois é.- Disse.

— Está vendo o que?- Perguntei.

— True Blood.- Disse.

— E isso é?- Perguntei.

— Uma série de vampiros.- Disse.

— Ah sim, e você gosta?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Gosta de vampiros?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— E se fossem reais?- Questionei.

— Eu ia preferir os bonzinhos.- Disse.

— Bem, acho que até os mais bonzinhos podem ter seus momentos maus.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Pode acontecer. Se tratando de vampiros então... Mas se a essência for boa, isso deve permanecer.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Mas gostaria mesmo?- Perguntei.

— Do que?- Perguntei.

— Vampiros.- Disse.

— Bem, sim. Acho que seria interessante ter uma namorado com uma queda pelo meu pescoço.- Disse.

— Eu tenho uma queda pelo seu pescoço.- Disse.

Ri.- Só falta salivar agora.

— Olha que salivo.- Ri e mordi de leve.

Sorri e me arrepiei.

Transformei aquilo em um beijo e subi até a boca dela.

Retribui o beijo.

Tirei o prato da mão dela e a virei melhor para mim.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.

Deslizava a mão pelas suas costas e me colei nela. Sentia que podia a perder facilmente, por isso aproveitava todos os momentos que tínhamos.

Tocava o peito dele delicadamente e acariciava seus cabelos.

Tocava na sua nuca, sabia que ela gostava.

Nesse ponto que se ele quisesse algo a mais que aconteceria algo diferente, mas foi o mesmo de sempre. Eu não sei porque, mas sentia que ele era o cara certo. Ele é mais velho e tal, mas não me importava com isso. Mas acho que ele é diferente dos outros homens. Parei o beijo.- Acho que é melhor parar. Vou ir dormir. Não gosto do Jer sozinho lá em cima.

— Ele está bem.- Desci minha boca para seu pescoço.

— Você não é adivinho.- Disse.

— Vamos para meu quarto então.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

A peguei e subimos. Ainda bem que sempre deixava tudo bem guardado. Sentei na cama e a trouxe para meu colo.

Esses momentos eram estranhos, então pensava em algo para falar.

A beijei e a desejava demais, sério. Ficava excitado por vezes e dava um jeito dela não perceber. Agora por mais que a minha vontade seja grande, penso se é certo continuar sem ela saber sobre mim.

Retribui o beijo e acariciava seu rosto.

Deslizei a mão por sua perna e como ela estava de pijama, a sentia perfeitamente.

Parei o beijo, pois me lembrei de uma coisa.- Quero te convidar para uma coisa.

— O que?- Minha garganta pedia para sentir o sabor dela e tinha que controlar isso também.

— Depois de amanha começa minhas aulas e vai ter um jogo de estreia e como eu estou na equipe de líderes, quero que vá me ver. Se quiser, é claro.- Disse.

Sorri.- Quer mesmo que eu vá?

Sorri.- Sim.

— Fico honrado com o pedido.- Disse.

— Que bom, mas lá, se ficar excitado vai ter que disfarçar melhor.- Disse.

— Isso é mérito seu.- Disse.

— Eu sei e sua excitação não é nada discreta.- Disse.

— E eu achando que conseguia disfarçar.- Beijava pelo ombro dela.

Sorri.- Nem se fosse muito bom.

— Elena, continua confiando em mim?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

Peguei a mão dela, entrelaçando na minha.- Tenho que te contar uma coisa, uma sobre mim.

Assenti.- Fale.

— Eu não sou uma pessoa normal.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Nesse mundo existem seres além dos humanos, eu sou um deles.- Disse.

— Hã... o que?- Perguntei.

— Vampiro.- Disse.

Ri.- O que?

— Não acredita?- Perguntei.

— É loucura.- Disse.

A segurei para não cair e deixei meu rosto mudar.

Levei um susto, mas é Elijah. Ele é... Eu o... Balancei a cabeça. Não posso, não ainda. Eu nem o conheço direito, isso prova que não. Toquei o rosto dele.- Como é possível?

— Muito mais do que imagina é possível.- Disse.

— Estou vendo.- Disse.

— Não está com medo?- Perguntei.

— Não muito.- Disse.

— Que bom, porque não quero que se afaste.- Disse.

— Não vou.- Toquei ao redor dos seus olhos.

— Elena, eu... Contra tudo que podia acontecer, me apaixonei por você.- Disse.

Sorri.- Também me apaixonei por você.

— O fez?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Não podia me deixar mais feliz.- Disse.

— Que bom.- Disse.

A beijei, me sentindo mais leve.

Retribui o beijo.

Agora sim podíamos seguir em frente. A segurando, me virei e a deitei na cama.

Minhas pernas estavam em volta da cintura dele. Como disse, eu era bem pequena perto dele. E não digo só de altura, ele é largo também.

— Quanto tempo eu desejo você.- Disse no seu ouvido enquanto subia a sua blusa.

Sorri.- Agora eu sou sua.

— Ouvir isso é melhor ainda.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— A ideia de você ser só minha.- Disse.

— Eu sou.- Disse.

Tirei a blusa dela e a beijei.

Retribui o beijo.

Eu sabia que me envolver assim complicaria as coisas. Que ela podia se irritar quando souber que amei Tatia, mas eu queria arriscar. Já me foi negado tantas coisas que não queria perder isso.

Acariciava sua nuca.

Toquei em seu seio e era como imaginava. Sorri, o pegando para valer e brincando com o mamilo.

Suspirei pesadamente ao toque dele.

Fui parando o beijo e descendo minha boca pelo seu queixo e pescoço, até chegar onde minha mão estava.

Era estranho sentir esses toques íntimos, nunca tinha sido tocada tão intimamente assim, então é novo.

Percebi ela não muito a vontade ainda para tudo isso, então voltei a sua boca, começando a tirar minha própria camisa.

Ele devia me achar uma garota inexperiente, afinal ele deve ter milhares de experiência, bem mais do que um homem normal de 30 ou 40 anos teria.

Me afastei para tirar a camisa e a olhei.- É a sua primeira vez querida?

— Hã... Sim.- Disse.

Sorri.- Gosto mais ainda disso.

— Porque?- Perguntei.

— Saber que só eu toquei e vou tocar você.- Estava entre as pernas dela e comecei a tirar o short.

— Isso é.- Disse.

Tirei tudo e voltei meu olhar pelo seu corpo. Não tinha como não se excitar diante aquela maravilha.

Sorri.- Você com certeza nunca conseguiria disfarçar esse volume ai.

— É que está cada vez melhor estar com você.- Comecei a tirar a calça.

— Sabe, não precisa ser polido comigo. Você fala muito certo.- Sorri.- É fofo, mas você deve pensar demais para falar nessas horas.

— Sim, mas também não sou de falar como os garotos de agora.- Terminei ficando só de cueca e voltando a estar sobre ela. Tinha algum tempo sem sexo e encostar na intimidade dela, mesmo com algum tecido nos separando, foi um bom começo.- Ahh.- Suspirei, tentando não gemer.

— Deve incomodar ficar assim, preso.- Comecei a baixar a cueca dele e o beijei delicadamente.

— Bem melhor.- Disse.

— Como os homens conseguem conviver com isso?- Perguntei.

— Sendo vampiro é pior, tudo mais intenso.- Me coloquei melhor na entrada dela e me apoiei no braço para não pesar sobre ela.

O pior ou não é que ele não é só grande de altura ou de largura do corpo. Eu ficava pensando se era possível caber em mim, mas claro que não perguntei.

A beijei. Era viciado na boca dela e fui me colocando para entrar nela.

Retribui o beijo e acariciava a lateral do pescoço dele.

Uma das minhas mãos estava na cintura dela e a outra na base do seu cabelo, que me permitia acariciar seu pescoço. Eu era grande para ela, por isso ia devagar para não a machucar.

No começo claro que doeu, mas era diferente do que achei, realmente o corpo se acostuma a outro "corpo estranho" em você.

— Quer que eu pare?- Perguntei.

— Não. Você só é... grande e grosso. Mas no bom sentido, eu espero que seja um bom sentido.- Disse.

— Eu sei, por isso perguntei, não quero te machucar.- Sim, já tinha recebido aquela reclamação.

Sorri.— Não se preocupe, não está. E também seria estranho você ser alto e largo nos ombros, e ser pequeno... ai.

— Demais.- Senti ela mais relaxada e me coloquei mais, começando a me movimentar. Ela era apertada mesmo e isso me excitava mais, tinha que me controlar.

Suspirei pesadamente e minha mão descia pelas costas dele. Beijava delicadamente seu pescoço.

Ainda lentamente a segurava mais firme, a mostrando como ir comigo. Nos séculos passados era tão simples sair com virgens que a prática nisso era certa.

Tentava seguir como ele mostrava e ele realmente sabe o que está fazendo, parece até algo do cotidiano dele. O que realmente deve ser.

— Minha Elena.- Gemi no ouvido dela.

Me arrepiei e desci minha mão pelo abdômen dele.- Só sua.

Sorri e respondi com uma estocada mais funda. Me sentir todo dentro dela me preenchia de prazer de uma forma diferente de só sexo. Ah, eu sabia que era mais que sexo aqui, mais até que paixão.

Gemi e suspirei. Podia me sentir cobri-lo e sabia que devia ser apertado para ele. Será que isso era bom para eles? Não sei.

— Não geme assim sua danada.- Mordi de leve a orelha dela.

— Porque não?- Perguntei.

— Não respondo pelo meu descontrole.- Disse.

Sorri.- Vou pagar para ver isso.

Ri e a beijei, aumentando nosso ritmo.

Retribui o beijo.

O prazer aumentava e percebia que o dela também. Conseguiria dar um orgasmo a ela logo de cara. Sorri com a ideia.

O olhei.- O que foi?

— Nada amor.- Aumentava mais o ritmo e senti minha garganta queimar e por reflexo, rocei minhas presas no pescoço dela.

Me arrepiei ao sentir, o que presumia ser as presas dele.

— Posso morder você?- Perguntei.

— Isso vai me transformar?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Então pode.- Disse.

Sorri e depois de beijar o pescoço, a mordi de leve.

No começo doeu, mas não era insuportável.

O sabor dela era perfeito e delicioso. Não tomei demais, mas o suficiente para matar minha sede. E quanto ao resto, isso só me fez explodir de prazer.

O beijei novamente.

Continuei mais um pouco e cheguei a um orgasmo incrível.- Elena.- Gemi.

Sorri. Eu queria dizer que o amava, mas não disse.

A olhei. Ela tinha suas particularidades, mesmo tendo outras idênticas. Ela é ela.- Eu não devia, mas te amo.

Sorri, mas antes de corresponder, fiquei com a duvida.- Porque não devia?

— Porque meu mundo é complicado demais e não quero perder você.- Disse.

— Bem, eu também te amo, então não adianta vir com essa desculpa de mundo complicado. Você realmente não conhece o mundo dos adolescentes.- Disse.

— Me ama?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Toquei o rosto dela.- Eu vou proteger você, eu prometo.

O olhei e sorri.- Eu sei.

A beijei de leve e sai dela, deitando ao seu lado.

POV Elena.

Quando o outro dia amanheceu, pulei da cama dele – ele estava dormindo ainda – e fui para meu quarto. Não sabia como Jer reagiria a isso. Então tomei banho, me vesti e precisava falar com alguém. Normalmente seria com minha mãe, mas... Mandei uma mensagem para Bonnie e Caroline virem aqui e esperava que elas viessem. Amanha começava as aulas, mas não ia aguentar esperar até lá. Eu não sabia se tinha feito certo. Eu amo Elijah, mas sei lá, pode ser errado de alguma forma.

* Tocaram a campainha.

Jer e Elijah ainda dormiam, então larguei o livro que lia e atendi a porta.- Hey.

— Bom dia. Qual a emergência?- Bonnie perguntou.

— E a Caroline?- Perguntei.

— Imagino que vindo.- Ela disse.

— Você está bem? Parece estranha.- Disse.

— Tudo. Só acordei cedo.- Ela disse

— Bonnie Bennett, eu sou sua melhor amiga. Eu te conheço.- Disse.

— É que umas coisas estranhas aconteceram.- Ela disse.

— O que?- Perguntei.

— Algo que não dá para acreditar.- Ela disse.

— Diga.- Disse.

— Minha vó me contou umas coisas.- Ela disse.

— O que?- Perguntei.

— Que magia existe.- Ela disse.

Ri.- Ah sim.

— Não é?- Ela questionou.

— Pois é, sua vó é doida.- Disse.

— Acho que é a idade.- Ela disse.

— Pois é.- Disse.

Tocaram a campainha e fui atender.- Oi.

— Elena Gilbert, acho bom ter uma boa desculpa para me ter tirado da cama cedo em um domingo.- Caroline disse.

Mordi meu lábio. Foi nesse momento que percebi que fui idiota. Nenhuma das duas contou como foi a primeira vez delas, se é que tinham tido. Fiquei horrorizada de ser a primeira a abrir esse assunto. Sou idiota.- Desculpe.

Caroline me observou.- Você está bem?

— Esse cara te fez alguma coisa?- Bonnie perguntou.

— Não! Elijah é legal...- Respirei fundo.- É melhor começar do começo.

— Então explica.- Bonnie disse.

Ok, eu tinha sido idiota de chama-las, mas agora não podia voltar atrás.- Bem, eu e Elijah nos apaixonamos e ontem nós... Hã...- Mexi no meu cabelo. Isso era mais complicado de dizer do que parece.

— Meu Deus!- Caroline exclamou.

— Caroline, sem gritar.- Bonnie disse.

— Eu sei, foi ridículo chamar vocês. Desculpe.- Disse.

— Ridículo porque?- Bonnie perguntou.

— Porque nunca falamos disso.- Disse.

— Bem...- Bonnie desviou o olhar.- Não tem muito o que falar.

— Amor, a Bonnie é virgem.- Caroline disse.

— Caroline!- Bonnie exclamou.

— Eu também era até ontem.- Disse.

— Mas como vocês dois...? Ele explicou quem é?- Bonnie perguntou.

— Meu Deus Elena, se ele for aqueles ricaços pervertidos que tem garotas em boates e escravas?- Caroline perguntou.

Franzi o cenho.- Você podia escrever livros.

— Tem certeza que ele gosta de você? Não sou fantasiosa como a Caroline, mas tem caras que só querem diversão.- Bonnie disse.

— Eu não posso responder por ele, mas eu sinto que sim.- Disse.

— Por mais que seja uns 50 anos mais velho, ele é bonito.- Caroline disse.

— Nossa, sua preocupação acabou rápido.- Bonnie disse.

— Ele não é bonito, é perfeito.- Disse.

— Você tá super apaixonada.- Caroline disse.

— E você doente, até agora nenhuma piada erótica.- Ri e fui para a cozinha.

— Estou liberada para isso? E ai, como foi? Como ele é?- Caroline perguntou.

— Como ele é?- Questionei.

— Grande ou pequeno, grosso ou fino? Estranho, deita, vira e dorme ou insaciável?- Caroline questionou.

— Era melhor não ter deixado.- Bonnie disse.

Ri.- Bem, isso é algo que se fala mesmo?

— Claro! A Bon não conta porque ela só viu o de borracha da aula.- Caroline disse.

— Não seja maldosa, Caroline. E são as primeiras opções que disse.- Disse e tomei do café.

— E você aguentou de boa?- Ela fez cara de chocada.

— Ele é gentil, Caroline. Não um cavalo.- Disse.

Ela riu.- Pelo menos está andando.

— Caroline, você não tem jeito.- Bonnie disse.

— E como foi sua primeira vez?- Perguntei.

— Meio bagunçada e eu fiquei nervosa e não parava de falar.- Caroline disse.

— Isso você faz sempre.- Bonnie disse.

Ri.- Verdade.

— Mas mesmo assim, não foi a melhor coisa que já fiz.- Caroline disse.

— Ah sim.- Peguei frutas, granola e iogurte.

— Mas agora vão ficar juntos?- Bonnie perguntou.

— Claro.- Disse.

— Você está empolgada.- Caroline disse.

— Eu o amo.- Fiz meu café da manha e peguei a mamadeira quente de Jer. Me dirigia a escada.- Vamos lá ver o Jer?

— Ama?- Caroline perguntou.

— Sim.- Disse.

— Só posso desejar sorte, porque ainda não confio nele.- Bonnie disse.

— Quando conhece-lo vai gostar. Ele ainda está dormindo, por isso não o viram.- Entramos no meu quarto.

— Vamos acorda-lo então.- Caroline disse.

— Bem, eu acho que como ainda não sei se o mito de como o homem acorda pela manha é verdadeiro, prefiro não arriscar.- Beijei Jer na bochecha.- Acorda.

Ele resmungou, se mexendo na cama.

— Se quiser, resolvo para você.- Caroline disse.

Ri.- Você não presta.- Me sentei na cama.- Acorda dorminhoco.

Ele coçou o olho.- Mamãe?

— Hã...- Olhei para elas.- Não Jer, sou eu, Elena.

— E a tia Carol.- Ela chegou junto e colocou a mão no meu ombro.

— E a Bonnie.- Bonnie disse.

— Quanta gente.- Ele disse.

Sorri e toquei o rosto dele.- Tá com fome?

— Tô.- Ele se levantou vindo para o meu colo.

— Vai falar com gente não?- Caroline mexeu com ele.

— Um homem precisa se alimentar antes de conseguir falar, Care.- Sorri e dei a mamadeira para ele.

— Verdade. Já já ele tá rindo com a gente.- Bonnie disse.

— Sim. Não precisa ir no banheiro?- Perguntei para ele.

Ele negou.

— Ok.- Disse.

— O que acha de passar o dia comigo e com a Bonnie?- Caroline perguntou.

— Hã?- Bonnie questionou.

Ele negou, se segurando na irmã.

— Care, ainda não é uma boa ideia.- Disse.

— E ele parece estar sem muita vontade hoje.- Bonnie disse.

— Sim.- Disse.

— Tá, foi só uma ideia.- Care disse.

Sorri.- Tudo bem.

— E quanto a ele Lena? Nisso tudo que contou, ele gosta do Jer?- Bonnie perguntou.

— Ele o adora. É muito fofo vê-los juntos.- Disse.

— Não sei se acho legal ou mais estranho.- Bonnie disse.

— Porque?- Perguntei.

— Por do nada ele se dar bem assim. Claro que ele sabe que seria o caminho mais fácil para chegar em você.- Bonnie disse.

— Ele não é assim Bonnie.- Disse.

— Agora você que está no pé dele.- Care disse.

— Ok, vamos parar com essa conversa.- Disse.

POV Misto. (Elijah e Elena.)

Me mexi na cama e ela não estava lá. Prestei atenção e ela estava lá embaixo. Pensei na noite que passamos e sorri. Deus, eu estava perdidamente apaixonado por ela e isso me dava um certo receio já que as mulheres que eu amava tinha uma tendência a morrer. Mas não ia pensar assim, iria arriscar mais uma vez. Elena é boa e a manteria a salvo, ela e o Jer. Gostava daquele menino quase como um filho, por mais que nunca seja um pai para ele. Escutei a campainha e era a Bennett e logo depois a amiga Caroline. Me surpreendi com o fato dela contar sobre nós e ri dos comentários das meninas. Foi estranho ouvir sobre meus atributos, mas não me importei. Tomei banho, me vesti e fui até o quarto. Entrei no quarto.- Ah, está com visitas. Bom dia.

— Bom dia.- Disse.

— Bom dia.- Sorri.

— Bom dia.- Caroline disse.

— Bom dia.- Bonnie disse.

— Dormiu bem?- Perguntei.

— Maravilhosamente bem.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Então moço, pretende assumir a Elena como?- Caroline perguntou.

— Meus Deus Care, não se mete.- Bonnie disse.

Fiz sinal de silêncio por causa de Jer. Ele não sabia ainda.

— É uma coisa publica já?- Perguntei.

— Somos melhores amigas.- Caroline disse.

— Sim, é uma regra.- Disse.

— Oh sim, desculpe, não sabia. Mas desde já peço a colaboração de ambas, já que Elena é de menor, não pode ser publico totalmente.- Disse.

— Elas são de confiança. Até ano que vem estou solteira ainda.- Disse.

— Sim, mas não pense que não estamos de olho.- Ela riu, tocando o braço dele e parando, prestando atenção.

— Tudo bem?- Perguntei.

— O que foi?- Perguntei.

Ela tirou a mão.- Nada. Elena, tenho que ir.

— Hã... tudo bem. Mas você está bem?- Perguntei.

— Sim.- Bonnie disse.

— Ah Bonnie, fica mais um pouco.- Caroline disse.

— Deixa ela, Care.- Disse.

— Depois eu venho com mais tempo. Sabe, coisas da minha avó.- Bonnie disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Tchau Elena, qualquer coisa me liga.- Bonnie disse.

— Ok. Até amanha.- Disse.

— Tchau Jer.- Ela foi até ele, dando um beijo na bochecha.

— Tchau tia Bon.- Ele disse.

Sorri.- Dá um beijo na bochecha dela.

Ele deu.

— Que beijo gostoso. Car, por que não me acompanha?- Bonnie perguntou.

— Porque?- Caroline perguntou.

Observava Jer terminando de tomar o leite.

— Nada, tchau gente.- Ela sorriu e saiu.

Caroline se virou para ele.- Então quais as suas intenções?

— Care!- Ri.- Para com isso.

— O que? Essa história tá muito estranha.- Caroline disse.

— Ok, fica quieta. Não vamos mais falar disso.- Suspirei.- Ah, eu experimentei meu uniforme e ele serve.

— Não tem problema Elena. E quanto a sua pergunta; minhas intenções são as mesmas de alguém que ama intensamente.- Disse.

Jeremy nos observava. Suspirei.- Vocês não estão se tocando que ele não sabe de nada ainda? Poderiam, por favor, pararem de falar isso?

— Tudo bem, só estava conferindo.- Caroline disse.

— Não tem problema.- Disse.

Suspirei. Já tinha falado para pararem de falar sobre isso duas vezes, depois não queriam que ficasse brava. Jer não sabia ainda e não é para saber assim.- Não precisa mesmo ir no banheiro Jer? Já disse que é ruim ficar segurando.

— O que é ama incontinente?- Jer perguntou.

Cheguei junto dele.- É quando a gente faz tudo por alguém, tipo eu faria por você e sua irmã.

Sorri de leve.- Sim.

— Ah tá.- Ele disse.

— Ok, estou sobrando aqui, estou indo.- Caroline disse.

— Não está nada.- Puxei ela.- Porque eu te amo incondicionalmente e faria tudo por você.

— Na verdade eu que tenho que sair, preferiria que ficasse.- Disse.

— Tudo bem. E também te amo minha morena.

Sorri para ela.- E eu sei me cuidar sozinha, Elijah.

— Sei. Eu não vou demorar, se for sair, me avisa.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Até mais tarde.- Beijei os cabelos dela e em Jer, e sai.

— É, somos nós três.- Caroline disse.

— Sim.- Disse.

— Então vamos aproveitar, vamos Jer, saindo da cama.- Caroline disse.

— Deixa ele, tadinho.- Disse.

— Quer ver desenho.- Ele disse.

— Tudo bem. Mas eu perguntei e você não me respondeu; não quer ir mesmo no banheiro? Não é bom ficar segurando.- Disse.

— Tá, eu vou.- Ele disse.

— Ótimo, vai lá.- Disse.

Ele levantou e foi.

— Deus Lena, ele é quente.- Ela falou baixo.

— Como assim?- Levantei e arrumava a cama.

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— Elijah. Ele tem jeito de ser muito bom.- Ela disse.

Ri.- Bem, ele é. Ele tem muita experiência. Mais do que eu imaginava.

— Não se preocupe com isso, você tem seus encantos, se não ele não se arriscaria assim.- Ela disse.

— Uau, que elogio sincero.- Sorri.- Mas tudo bem, sei que não sou maravilhosa e nem nada.

— Amor, todos sabemos os riscos de um cara mais velho com uma garota mais nova, de menor então... Ele gosta mesmo de você. Deu para perceber quando falou.- Ela disse.

— Ok.- Disse.

— Só me diz que não esqueceu a camisinha.- Ela disse.

— Ele é responsável.- Disse.

— Que bom. E qual o mistério todo?- Ela perguntou.

— Que mistério?- Questionei.

— Ele ter vindo para cá do nada.- Ela disse.

— É assunto dele, não meu. Então não posso contar.- Disse.

— Ah sim. Vai contar para Jenna?- Ela perguntou.

— Ainda não.- Disse.

— Acho que se ela souber corta o... fora.- Ela disse.

— Que horror, Care!- Exclamei.

— É verdade, duvido que ela não fizesse.- Ela disse.

Ri.- Talvez sim.

Ela riu.- Ai você ficaria sem o seu...- Ela olhou o Jer voltando.- Brinquedo novo.

— Care! Não é um brinquedo! Que definição a sua.- Disse.

— Você tem brinquedo Lena?- Jeremy perguntou.

Ri.- Não Jer, não tenho.

— Ah tá.- Ele disse.

****

O primeiro dia de aula chegou mais rápido do que o necessário. Pela manha estava cansada e com sono, querendo ficar mais tempo na cama, mas me obriguei a levantar. Tomei um banho morno para acordar e deu certo. Me arrumei e tomei um café com Elijah e Jer. Ainda não contamos para o Jer, mas queria fazer o mais rápido possível, talvez hoje. Fui para a aula e foi um dia bem agradável até. Não teve quase nenhuma matéria e o assunto era o jogo. Vi Matt e fiquei mal por ele não saber que estava namorando. Não queria que ele tentasse algo comigo e eu tivesse que desviar e mentir ainda por cima. Quando chegou perto da hora do jogo, fomos colocar o uniforme e nos arrumar. Esperava que Elijah viesse com Jer.

Cheguei com Jeremy e a vi na beira do campo, estava linda. Jeremy correu até ela.

— Lena.- Jer disse.

O peguei no colo.- Hey pequeno.

— Roupa bonita.- Ele disse.

Sorri.— Obrigada.

— Boa noite Elena.- Disse.

Sorri.- Boa noite.

— Você vai jogar?- Jer perguntou.

Ri.- Não. Vou dançar.

— Nervosa?- Perguntei.

— Um pouco.- Disse.

— Vai se sair bem.- Disse.

— Hey Elena.- Matt disse.

— Matt, oi.- Disse.

— Vamos sair, depois do jogo. Quer dizer, todos vamos.- Matt disse.

— Claro, tudo bem.- Disse.

Como se eu fosse deixar.- Ela vai para casa depois do jogo.

— Hã... melhor deixar para outro dia, Matty.- Disse.

— O que? Não Lena, vamos.- Matt disse.

Olhei para Elijah.- Elijah, eu vou ficar bem e volto antes da meia noite, pode ser?

— Sabe que não gosto de você fora de casa a noite.- Ela queria mesmo ir com ele?

— Que isso, você nem é nada dela para querer controla-la. E pode deixar que a levo em casa.- Matt disse.

Me sentia totalmente encurralada.- Posso responder depois? Vamos para o jogo, vai começar.

— Ótimo, vamos.- Matt disse.

Ela passou Jer para mim e foi com ele. Se aquele pirralho achava que ia ficar com a minha Elena, estava enganado.

Fomos para nossos respectivos lugares e fui me preparar com as garotas.

— Está ótima Lena.- Caroline disse.

— Obrigada.- Disse.

— E o Matt está babando em você.- Ela disse.

— Não está não.- Disse.

— Está sim. E o Sr. Gostoso veio, acho que hoje tem um ataque de ciúmes.- Ela disse.

— Nem fale isso.- Disse.

Ela chegou mais perto.- Bem, eu vi um filme que o cara mais velho era louco de ciúme.

— Será que Elijah é ciumento?- Perguntei.

— Hoje é seu dia de testar. Com tanto que não seja louco, pode ser divertido.- Ela disse.

— Divertido como?- Perguntei.

— O depois.- Ela riu.

Balancei a cabeça, rindo.- Você não presta.

— Testa só para você ver.- Ela disse.

— Eu não sei fazer ciúme.- Disse.

— Ai amiga... Você está toda sexy ai e tem um monte de garoto aqui. É só ser simpática com todos.- Ela disse.

— Hã... vou deixar isso para você.- Toquei o braço dela e fui pegar uma garrafa de água.- Disse.

Que conselhos eram aqueles? Acho que ela não lembrava que eu podia ouvir, na verdade ela não me perguntou muito sobre o meu lado vampiro, isso era estranho. A observei e quando a dança começou, percebi que teria que ter muito controle. Cada movimento dela, seu corpo perfeito, me lembrava dela em meus braços, sendo minha... Tinha que lembrar que tinha um menino no meu colo, isso era meu contato com a realidade. Não deixei de perceber o quanto o tal Matt a olhava e aquilo me irritava demais. Ela terminou e sorri para ela.

Percebi o sorriso de Elijah e sorri para os dois, para não dar muito na telha, acenando para Jer que acenava para mim.

O jogo começou e minha atenção ficou nela e ao redor para ver se ninguém estranho chegava. Foram quase duas horas longas, mas finalmente acabou e o time da escola ganhou. Esperei a confusão da comemoração diminuir para chegar a ela.

— Hey.- Disse.

— Você foi ótima.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Você dança legal.- Jer disse.

Sorri.— Obrigada amor.

— E ai Lena, vamos?- Caroline perguntou.

— Só um minuto. Te vejo na saída do ginásio.- Disse.

Ela sorriu e saiu.

— Elena...- Comecei.

— Não se preocupe Elijah, vou chegar cedo, prometo. E ai vamos conversar com Jer sobre nós.- Dei um beijo em cada um.- Amo vocês, ok?

— Posso ver desenho quando chegar?- Jer perguntou.

— Pode.- Disse.

— Eba. Boa festa.- Jer disse.

Sorri.- Não fique com essa cara, eu vou voltar cedo. Mas não posso me afastar dos meus amigos. Até mais.- Sai dali.

Suspirei e fui para casa. Troquei o Jer e o deixei no sofá assistindo desenho enquanto eu ficava entre a poltrona e a janela. Liguei para a minha balconista compelida do Grill e ela me disse que eles ainda estavam lá. Estava preocupado, estava tudo muito calmo, o que meu irmão aprontava? O tempo passou lentamente até que ouvi o carro parando lá fora.

— Obrigada Matt.- Disse.

— Que isso Lena. Sabe que te acompanho sempre.- Ele disse.

Sorri.- Ate amanha. Boa noite.- Desci do carro.

— Elena, espera.- Ele desceu.- Não precisa de pressa.- Ele a segurou pela mão e junto ao carro.

— Matt...- Comecei.

Ele não esperou e a beijou.

Não retribui e o afastei um pouco.- Matt, eu não posso...

— Por que? É esse cara? Ele está proibindo você.- Matt disse.

— Elena, entra.- Por dentro estava fervilhando e poderia matar ele facilmente.

Olhei para Elijah e depois para Matt.- Não é isso Matt, não tem nada a ver com ele. Eu só não estou pronta ainda.

— Meses Elena, eu poderia estar ao seu lado, te ajudando. Sabe que não tentaria nada.- Ele disse.

— Eu sei Matty, sei que não é assim.- Disse.

— Então qual o problema?- Ele perguntou.

— É que ela já deveria estar dentro de casa.- Peguei-a pelo braço, começando a levar.

— Elijah, não exagere.- Falei baixo.

— Estou fazendo não arrancando aquilo que ele tem entre as pernas.- Disse.

— Solta ela.- Ele o puxou.

— Matt, para.- Disse.

— Quem tem que parar é esse lunático. Não tem poder nenhum sobre você.- Ele disse.

— Melhor ir embora, nos falamos amanha.- Disse.

— Eu entendi já. Nunca mais vai ser como antes.- Ele disse.

Estava irritado o suficiente e entrei indo para o quarto, tentava esfriar a cabeça para não fazer besteira.

— Matt, amanha.- Disse.

— Tudo bem.- Ele disse.

Beijei ele no rosto.- Eu ainda te amo Matt, ainda sou sua melhor amiga. Só me dá esse tempo, por favor.- Entrei em casa.

Ouvi ela entrar e desci.

— O que foi aquilo?- Perguntei.

— Aquilo o que?- Questionei.

— Seu surto.- Disse.

— Surto? Quer dizer minha reação a um moleque agarrando o que é meu?- Questionei.

— Para ele estamos dando um tempo.- Disse.

— Termine logo com isso então.- Disse.

Suspirei.- Não vou te responder.- Subia as escadas.- Em que quarto Jer está?

— No seu. Não terminamos.- Alcancei ela em um segundo.- Por que não quer terminar com ele?

— Porque ai eu teria que explicar o porque estamos terminando de vez e porque não podemos tentar mais e eu não quero mais mentir para meus amigos. Satisfeito?- Questionei.

— Então vai deixar ele continuar em cima de você?- Perguntei.

— Acredite, o unico que ficou em cima de mim foi você.- Disse.

— Não tente mudar a conversa.- A encostei na parede.

— Não estou.- Disse.

— Está sim. Desviando a minha atenção para a outra noite que sabe que não vejo a hora de repetir.- Me colei nela.

Toquei o peito dele.- Primeiro precisamos conversar com o Jer sobre isso e faze-lo dormir.

— Provavelmente ele já o está. Faz tempo que o subi.- Disse.

Suspirei.- Não gosto de ficar mentindo para ele.

— Vamos ver.- Prestei atenção e ouvi uma risada.- Milagrosamente acordado.

— Que bom.- Disse.

— Por mais que ele seja esperto, acha mesmo que ele vai entender?- Questionei.

— Espero que sim.- Disse.

— Então vamos lá. Eu, um original de mais de mil anos, indo dar explicações a um garotinho. E eu achando que minha vida não ia me surpreender mais.- Disse.

— Para você ver.- Entrei no meu quarto.

— Lena, você chegou.- Ele disse.

— Sim. Precisamos falar com você.- Disse.

— Do que?- Ele perguntou.

— Hã... Eu e o Elijah estamos namorando.- Disse.

— Namo... O que é?- Ele perguntou.

— Que somos mais que só amigos.- Disse.

— Isso.- Disse.

— Ah tá. Mas Lena, você vai ficar com ele para sempre?- Ele perguntou.

— Claro.- Disse.

— E comigo?- Ele perguntou.

Sorri.- Também.- Trouxe ele para meu colo.- Somos uma família.

— Mesmo sem a mamãe e o papai?- Ele perguntou.

— Eles ainda são da família, mas sim.- Disse.

— Tô com saudade.- Ele disse.

— Eu sei amor, eu também.- Disse.

— Mas Jer, quer saber uma coisa? Eles amavam você e você a eles, e toda vez que se sentir assim é só lembrar deles assim. Porque onde estiverem, eles vão estar felizes por você estar feliz. E se precisar, sua irmã está aqui e no que quiser, eu também.- Disse.

Beijei os cabelos dele.- Sim.

— Tá.- Ele disse.

Coloquei ele na cama, deitando-o e o cobrindo.- Agora você tem que dormir, tá tarde.

— Você não vem?- Ele perguntou.

— Ela tem lição de casa e vou ajudar a fazer.- Disse.

— Mas daqui a pouco eu venho deitar e vamos acordar juntinhos.- Beijei os cabelos dele.

— Tio Eli vem também?- Ele perguntou.

— Claro.- Disse.

Sorri.- Durma bem e sem ligar a TV.

— Tá bom.- Ele disse.

Rimos e depois de uns momentos saímos.- Não disse? Ficou tudo bem.

— Ainda bem.- Disse.

A peguei e a levei para meu quarto.- Agora senhorita, vai me descontar o tempo que fiquei sem você.

Sorri.— Um dia só. E estou toda suada e com o uniforme ainda.

— Esse uniforme é sexy demais.- Disse.

— Você acha?- Perguntei.

— Com toda certeza.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Você está maravilhosa.- Desci minha mão pela perna dela.

Comecei abrir o paletó dele.- Porque teve aquele surto com o Matt?

— Porque não gosto dele perto de você, sabendo o que ele quer.- Beijei o pescoço dela.

— E o que ele quer, espertinho?- Terminei de abrir o paletó dele.

— Você. Faltou muito pouco para eu não arrancar o coração dele quando te beijou.- Disse.

O olhei.- Não fala assim.

— Não ficaria furiosa se alguém me agarrasse?- Questionei.

— No seu ponto não. Nunca cogitaria matar alguém.- Disse.

— Não precisamos discutir isso.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Tirei a blusa dela.- Está ficando melhor.

— Que bom.- Disse.

Tirei o paletó e a levei para a cama.- Tem idéia de como é sexy assim?

— Assim como?- Perguntei.

— Pronta para mim.- Afastei um pouco suas pernas, me ajoelhando entre elas.

Sorri.— Isso sempre.

Me debrucei e a beijei.

Retribui o beijo.

Era incrível como poucos momentos com ela me deixava logo excitado e fazia esquecer os problemas. Eu estava sentindo tudo como antes, me sentindo feliz. Por amar alguém e ter isso de volta. Depois de tantos séculos pensando na minha família, não me importava de pensar em mim um pouco. A toquei e comecei a tirar sua saia.

Ajudei ele a tirar.

Me livrei da minha blusa e voltei a beija-la, precisava dela, estar nela logo.

Desci minha mão pelo abdômen dele, chegando a barra da sua calça e começando a abri-la.

— Já está está ansiosa?- Perguntei.

Sorri.- Só eu nua não vale e não tem graça.

— Gostou de se gabar de mim?- Perguntei.

O olhei, sem entender.- Me gabar?

— Para suas amigas.- Disse.

— Escutar a conversa dos outros é feio, sabia?- Ri.— E eu não estava me gabando exatamente, porque você que pode se gabar disso, eu só respondi o que ela perguntou. Preferia que dissesse que era pequeno e fino?

— Seria uma mentira feia.- Falei no ouvido dela.

Sorri.- Verdade. E também somos amigas desde que usávamos fraldas, sua vida e sua anatomia não é mais privada, sinto muito. O Ma...- Parei. Melhor não tocar nisso.

— Matt?- A olhei.

— Ele é o único ex que tenho, então só posso comparar com ele.- Disse.

— Comparar? Como se você...- Me afastei mais.

— O que?- Perguntei.

— Você esteve com ele assim?- Perguntei.

— O que? Você tá louco? Você sabe que eu era virgem.- Disse.

— Então como quer comparar?- Questionei.

Cobri meu corpo nu com um travesseiro. Me sentia insultada por ele duvidar de mim e não me sentia bem nua no momento.- Não quis dizer nesse sentido.

— Bem, estávamos falando disso.- Disse.

— Pense o que quiser então.- Me levantei da cama. Pelo menos estava de calcinha.

— Hey.- A puxei.

— Vou para meu quarto dormir. Foi um dia cansativo.- Peguei a saia e a blusa, saindo do quarto dele.

Fui atrás dela. -Elena, para com isso.- A alcancei e a segurei.

— Me deixa.- Disse.

A encostei na parede.- Vai brigar comigo sempre que envolver esse garoto na conversa?

— Sempre que duvidar de mim. Você já deve ter tido milhões de mulheres pelo mundo e eu não estou aqui tirando satisfação e se eu tivesse feito alguma coisa relacionado a sexo com Matt?- Perguntei.

— Eu não duvidei de você.- Disse.

— Imagina que não. Só quase perguntou se não fiz a cirurgia de refazer o hímen. E você não respondeu minha pergunta.- Disse.

— Não faria nada. É que você deu a entender que tinha o conhecido intimamente e não esperava por isso.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Podemos voltar?- Perguntei.

— Tudo bem.- Disse.

Suspirei e a levei de volta.- Porque ainda não me acostumei com os adolescentes? Rebekah é meu maior teste.

— Ah sim.- Disse.

Olhei ela.- Minha irmã mais nova. Da sua idade ou tecnicamente.

— Tudo bem.- Disse.

Entramos no quarto e a virei para mim.- Elena, não sei se deixei claro, mas você está me dando uma chance de recomeçar uma forma de vida que já me foi negado. Não vou deixar você ir por uma discussão por causa de um garoto qualquer.

— Ah sim, tudo bem.- Disse.

— Só isso?- Perguntei.

— Só.- Disse.

— Tá.- A beijei.

Retribui o beijo.

A colei em mim, queria a sentir, saber que estava tudo bem.

Era maravilhoso saber que você só é parte de um desejo de um tipo especifico de vida, só que não.

— O que foi?- Perguntei.

— Hã... Nada.- Disse.

— Tem certeza?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Ótimo.- Voltei a beijar ela e a derrubei na cama.

Retribui o beijo.

Dessa vez não dei espaço para conversas ou comentários. Intensifiquei o beijo e minhas mãos percorriam todo o seu corpo.

Acariciava seus cabelos.

Cheguei em seu seio e o peguei, apertando o mamilo de leve.

Deixei ele o fazer e tentava não pensar nas coisas que foram ditas.

Ela não reagiu muito, nem se arrepiou com meus toques, o que ocorreu da outra vez.- Elena, o que foi?- Parei e a olhei.

— Nada.- Disse.

— Não responda com nada. Se tem uma coisa que sei bem é perceber as pessoas.- Disse.

— Pelo jeito não tão bem quanto acha.- Disse.

Suspirei e não tinha mais clima para continuar.

Me sentei na cama.

— Não vai dizer o que está te incomodando?- Perguntei.

— Já disse que nada.- Disse.

— Foi alguma coisa que eu disse?- Questionei.

Me vesti novamente.- Se você está em paz consigo mesmo, não devia me fazer essa pergunta.

— Não sei Lena.- Me levantei.- Pode ter interpretado errado da mesma forma que eu acabei de fazer.

— Ah sim. Vou ir dormir.- Sai dali.

Deixei ela ir e fui tomar banho. Relacionamentos nesse época são diferentes e eu pelo visto, errado. Lembrei que prometi ao Jer que dormiria com ele, então fui para lá.

— O que quer aqui?- Perguntei.

— O Jer pediu, lembra?- Questionei.

— Ah sim.- Disse.

Deitei.- Não precisa ficar assim.

— Assim como?- Perguntei.

— Está irritada.- Disse.

— E se tiver?- Perguntei.

Alcancei a mão dela e peguei.- Não precisa amor.

Soltei minha mão da dele.- Você não confia em mim, não tem o direito de me chamar de “amor”.

— Não confio? Dá onde tirou isso?- Questionei.

Ri incrédula. Ele se fazia de idiota?- Você duvidou de mim. Você tirou minha virgindade e viu como estava despreparada para qualquer coisa. Se eu já tivesse feito alguma coisa no Matt, eu saberia lidar com isso. Eu fico até tímida perto de você nu ou só de cueca, e você teve a audácia de duvidar disso.

— Eu já pedi desculpas pela minha interpretação ao que disse.- Disse.

— Ok.- Disse.

Estava irritado com o tal de Matt, tudo isso aconteceu por culpa dele, ainda bem que não o vejo com frequência. Mudei o foco e olhei Jer, que dormia tranquilo.

— Boa noite.- Me virei para dormir.

Ela em seguida dormiu. Eu fiquei rolando, sem sono, até que me irritei e me levantei. Fiz o café e depois fui para a sala, onde fiquei me atualizando. Ela desceu e minutos depois saiu com um tchau frio. Suspirei e enquanto Jer não levantava, pensava num plano, precisaria de muito mais para parar Klaus enfurecido. Vou ter que arriscar para pegar o que queria. O dia passou chato e ela demorou a chegar, estava preocupado.

Entrei em casa e subi para meu quarto.

Estava na cozinha e a ouvi subir direto, fui lá.- Elena, está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?

— Vou tomar banho.- Tirei a blusa suada.- Me dá licença?

— Ei, estava preocupado.- Disse.

— Estava em aula e depois fui para a Jenna. Satisfeito?- Questionei.

— Você não atendia o celular, já estava imaginando o pior.- Disse.

— Estava na bolsa e no silencioso.- Disse.

— Você quer me deixar louco, garota.- Passei meus braços ao redor dela.

— Estou suada.- Disse.

— Não precisa de desculpa para me afastar.- Nos aproximei mais.

— Não estou dando desculpa.- Disse.

— Está sim.- Disse.

— Eu sou humana, Elijah. Preciso de um banho. Eu já volto.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Entrei no banheiro e me olhei no espelho com o cenho franzido. Realmente Caroline tinha razão quando deu a entender que não tenho nada demais. Eu tirei a blusa e ele nem olhou, nem deu bola. Ok, eu sou meio ruim em fazer ciúme e pior em tentar ser sexy ou um cara com desejo, mas ok. Seja o que for que Elijah vê em mim, para me desejar (porque sabemos que um homem ama, mas ele também tem desejo pelo corpo, porque ele deve gostar do que vê ou toca) eu vou descobrir. Porque claramente não tem nada a ver com o meu corpo em si. Terminei de me despir e fui tomar banho.

Cheguei junto da janela e vi um cara observando a casa. Desci e quando cheguei em baixo, ele tinha ido embora. Liguei para um dos meus homens vigiar o redor. Ainda estava no telefone quando ela desceu. Por mais que estivesse confuso com a maneira que estávamos, olhar para ela me fazia relaxar.

Fui para a cozinha ver se tinha algo para comer.

Desliguei e fui até ela, a observando da porta. O short dela era um tanto curto, e aquilo me fez querer ela. Ah, isso eu queria sempre e depois desses dois dias sentia ela se afastando de mim. Não queria isso, então cheguei atrás dela, afastando seu cabelo e beijando seu pescoço.

— Quem era no telefone?- Perguntei enquanto colocava mais queijo na pizza.

— Um dos meus homens.- Disse.

Ri.- Essa frase ficou bem estranha.

— Que mente Elena.- Disse.

— Você que fala desse jeito.- Disse.

— Não tem problema. Se ver alguém ao redor da casa, são eles.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Podemos voltar ao normal? Não quero você distante assim.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Beijei mais ali e tocava seus braços de leve.

— Jer está no seu quarto? Vou levar algo para ele comer.- Disse.

— Está no dele. E não sei como esqueci disso; não convide ninguém estranho para dentro de casa.- Disse.

— Isso eu sei.- Peguei um copo com leite e coloquei para aquecer. Pegava alguns biscoitos para ele comer.

— Não amor, vampiros só podem entrar com convite.- Disse.

— Ah sim. Confuso essas regras.- Disse.

— E são muitas.- Disse.

— Imagino.- Disse.

— Estranhei foi você não querer saber muito.- Disse.

— Desde que você chegou, eu venho perguntando porque diabos você ia querer me proteger e você não responde, então cansei de perguntar.- Disse.

— Acho que você já consegue compreender tudo ou parte.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Então depois que jantar, conversamos sobre isso.- Disse.

— Tudo bem.- Coloquei a pizza no forno e peguei o jantar de Jer, levando para ele.

— Lena, você chegou.- Ele disse.

— A um tempo já. Aqui.- Entreguei a ele.- Coma tudo, ok?

— Tá. Lena, eu vou para a escolinha?- Ele perguntou.

— Você quer?- Perguntei.

— Não sei. O tio Eli não pode brincar sempre comigo e vi no desenho que eles iam.- Ele disse.

— Bem, eu vou conversar com a Jenna sobre isso, mas acho que vamos deixar você crescer mais um pouquinho.- Disse.

— Eu já sou grande.- Ele disse.

— Não é não.- Disse.

— Sou sim.- Ele ficou em pé na cama.- Vou até no banheiro sozinho.

— Ah é? Então a partir de hoje você vai dormir sozinho.- Disse.

— Eu vou.- Ele afirmou.

— Tudo bem então.- Levantei da cama.- Quando terminar de comer, leva a louça suja para a cozinha, escova os dentes, apaga a luz e dorme antes das nove.

— Você escova meus dentes.- Ele disse.

— Você já é grande.- Dei de ombros.- Não precisa mais de mim para nada dessas coisas.

— Então tá.- Ele disse.

— Ok, boa noite.- Me encaminhei para porta, tentando não rir. Queria só ver até onde isso ia. Claro que eu ia vi ver ele toda hora.

Tinha tirado a pizza e trazia tudo para o quarto. A encontrei no corredor.- O que foi?

— Jer disse que é grande e que consegue fazer tudo sozinho, só quero ver.- Disse.

— Você deixou?- Entrava no quarto.

— Nossos quartos são interligados pelo banheiro, se o conheço bem, daqui a pouco tá pedindo colo aqui no quarto.- Disse.

— Imagino.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Então por onde quer começar?- Questionei.

— Pela pizza.- Fui até o banheiro e espiei Jer no quarto dele.

— E ai?- Perguntei.

— Está comendo, mas parece meio impaciente.- Disse.

— Deixe ele, qualquer coisa eu escuto.- Disse.

— Ok.- Disse.

Sentei na cama e esperei as perguntas dela.

— Quer pizza?- Perguntei.

— Um pedaço.- Disse.

— Então pegue.- Disse.

Peguei um pedaço e comi.- Gostosa.

— Sim.- Disse.

— Por isso que vocês são viciados.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Peguei mais um, comendo rápido. Ela me olhou.- O que?

— Está com fome?- Perguntei.

— É boa.- Disse.

Sorri.- Você é fofo.

— Sou?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Isso é novo.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Que filme é esse?- Olhei a TV.

— Titanic.- Disse.

— Eu lembro dele.- Disse.

— Lembra?- Questionei.

— Sim. Estava em NY e lembro da chegada dos sobreviventes.- Disse.

— Deve ter sido horrível.- Disse.

— Uma história bem trágica pela prepotência humana.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Nunca tinha parado para ver o filme, ou melhor, foram poucos o que vi.- Disse.

— Sério?- Perguntei.

— Sim, sempre fui mais de ler.- Disse.

— Nossa.- Disse.

— Eu sei, nada atual isso.- Pensava e vi como para uma coisa assim eu era "antigo" e deslocado aqui.

— Eu gosto.- Disse.

— Não como eu, quer dizer, tanto quanto eu.- Disse.

— Mas eu gosto.- Disse.

— Eu não estou acostumado com os relacionamentos de agora Elena. Sou de uma época que se as pessoas firmam um compromisso, ele é respeitado.- Disse.

— Está achando que estou te traindo agora?- Perguntei.

— Não, é que as coisas agora são diferentes. Vocês tem amizades com homens, tem coisas, "programas" que fazem.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Não é nenhum problema com você, eu sei que não faria nada assim.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Beijei ela na bochecha.- Minha linda.

Apenas sorri.

Olhei o filme com ela. Era até que uma história interessante, mas clássica.- Ele desenha bem.

— Sim.- Disse.

— É um dom que poucos dominam verdadeiramente.- Sorri triste. Aquilo me lembrava Klaus e as tardes que ele passava desenhando ou pintando, enquanto eu lia.

— Pois é.- Disse.

Voltei a atenção.- Não sei se as mulheres tinham essa coragem, de posar assim.

— Rose era especial.- Disse.

— Deve ser.- A olhei.- Não vai querer saber nada?

— Sobre?- Perguntei.

— Tudo.- Disse.

— Tudo o que?- Perguntei.

— Sobre mim ou o porque vim proteger você.- Disse.

— Tudo bem... Fale.- Disse.

— Por onde quer que eu comece?- Perguntei.

— Por onde quiser.- Disse.

— Bem, a pessoa que pode fazer mal a você é meu irmão, Niklaus.- Disse.

— Oh... Nossa.- Disse.

— Sim. Você vem de uma família que é parte de algo para ele ter algo que quer muito.- Disse.

— Nossa, que explicação boa.- Disse.

— É que não sei se vai acreditar bem.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Você, seu sangue, é parte integrante de um ritual que quebra uma maldição que ele carrega.- Disse.

— Oh sim, entendo. Então ele é tão egoísta e mimado que mataria alguém por simplesmente querer?- Questionei.

— Não sei se usaria esses termos, mas sim.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Mais o que?- Questionei.

— Não sei o que você tem a contar.- Disse.

— Eu tenho que contar uma coisa, mas tem que prometer que vai me deixar explicar tudo sobre isso.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Você é bem idêntica a primeira mulher que amei.- Disse.

— Agora entendi.- Disse.

— Mas você é você amor. Não tem nada dela em você, além da aparência.- Disse.

— Que é tudo.- Disse.

— Não. Você é teimosa, decidida e sabe cuidar de si. Eu amo tudo isso em você.- Disse.

— Tudo bem.- Agora minha duvida foi tirada do porque ele nem se quer deu uma olhada quando tirei a blusa na frente dele e tal. Ele somente me deseja por causa da minha aparência, meu rosto. Até se não fosse por causa de outra, eu ficaria feliz.

— Elena, por favor, me diz que isso não muda nada.- Disse.

— Não muda.- Disse.

— Obrigado por acreditar em mim.- A beijei de leve.

— De nada.- Disse.

— Então, bruxas também existem.- Disse.

— Existem?- Questionei.

— Sua amiga Bennett é uma.- Disse.

— O que?- Me sentei melhor.

— Sim, mas ela ainda está descobrindo os poderes.- Disse.

— Você está louco.- Disse.

— Não amor, não estou. Eu conheço a linhagem dela, era amiga da minha mãe.- Disse.

— Você está errado.- Disse.

— Quando ela estiver pronta, ela vai te contar.- Disse.

Não acredita nele quanto a isso, mas ok.- Ok.

— Lembra quando ela veio aqui?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Percebeu como ela ficou estranha quando apertou a minha mão?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Ela com certeza sentiu o que eu era. Eu já tinha falado com a avó dela.- Disse.

— Isso é estranho.- Disse.

— Eu sei, mas mais que isso é ter sido transformado contra a vontade pelos seus pais.- Disse.

— Entendo.- Disse.

— Estou despejando muita coisa sem uma ordem, é melhor falar do começo.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Mas falta mais um ser para eu explicar.- Disse.

— Diga.- Disse.

— Os lobisomens.- Disse.

— Diga.- Disse.

— Eles existem e são uma raça rival da nossa.- Disse.

— Quanta coisa.- Disse.

— Quer que eu pare?- Perguntei.

— Não precisa.- Disse.

— Morávamos em uma vila que tinha vizinhos inquietos e um dia Klaus foi com nosso irmão mais novo, Henrik ver a transformação deles.- Disse.

— E ai?- Questionei.

— Eles saíram do controle e quando ambos voltavam foram atacados, Henrik de forma que não sobreviveu.- Disse.

— Sinto muito.- Disse.

— Isso foi o começo dos problemas da nossa família. Quer dizer, ela já os tinha, mas nada com o que se formava. Nosso pai ficou louco com o que houve e fez nossa mãe concordar com uma ideia, nos tornar invulneráveis a aquele mal e nos forçou a isso. Numa noite fomos acordados, com ele enfiando uma espada no nosso peito.- Disse.

— Credo.- Disse.

— Pois é. Para nossa surpresa, acordamos como se nada tivesse acontecido, mas estávamos diferentes. Nossos sentidos estavam confusos e intensos, e a sede queimava a garganta. Foi onde, mesmo sem querer, nos induziram a se alimentar. E assim somos o que somos hoje, os primeiros vampiros, a família Original.- Disse.

— Entendi.- Disse.

— O que não sabíamos era o segredo que envolvia Klaus. Ele era fruto de um deslize da nossa mãe com um morador dos nossos vizinhos, os lobos, e meu irmão carrega esse gene.- Disse.

— Ele é lobo então?- Perguntei.

— Em sua essência sim, mas se transformou junto conosco, então estava se tornando os dois, um híbrido.- Disse.

— Devia era ter morrido. Agora um velho milenar quer infernizar minha vida. Diga a ele que vou arrancar a bengala dele e faze-lo cair de bunda no chão.- Disse.

Ri.- Sempre sendo corajosa. Mas ele não se transformou, nossa mãe selou esse lado dele. Foi ai que entrou a pessoa que você tem semelhança, Tatia.

— Você fala semelhança como se eu só tivesse o nariz dela. Você deixou claro que eu tenho o corpo dela, então não venha com essa de semelhança.- Disse.

— Está com ciúmes?- Perguntei.

Ri.- Se eu sentisse ciúmes de você eu ia ficar louca. São mil anos de ciúmes, então não. Não pretendo ficar louca por culpa de homem.

— Não precisa meu amor.- Beijei ela.- Enfim, no feitiço nossa mãe usou o sangue de Tatia, mesmo sabendo o quanto ela era importante para nós. Mas Tatia tinha descendentes e segundo o que nos foi dito a cada 500 anos nasceria uma cópia. O que me trouxe até você. Confesso que não acreditava muito, até que por volta de 1400 conheci uma garota, Katerina e ela foi a primeira cópia.

— E claro que eu tive que nascer com essa maldição.- Disse.

— Eu estou muito feliz que tenha nascido. Eu decido, ou melhor, as bruxas me induziram a proteger vocês e aceitei. Tatia perdeu sua vida por culpa da nossa família e isso não devia se repetir. Mesmo que fosse tirar algo tão importante do meu irmão, que anseia isso quase que com exclusividade. Salvei Katerina, pelo que ouvi hoje, Katherine e vim até aqui para deixar você a salvo. Só não sabia que amaria você, o que faz isso ser mais importante que nunca.- Disse.

— Mas você devia saber que nunca deixarei ele ameaçar quem eu amo pela minha vida, o que tenho certeza que fará. Então se ele o fizer, vou me entregar e você não vai impedir.- Disse.

— Elena, nem pense nisso. Sei como lidar com Klaus e sei como para-lo. Dessa vez ele passou de todos os limites que eu poderia aguentar.- Disse.

— Você não decide por mim.- Disse.

— Eu decidi e vou proteger você e Jeremy.- Toquei o rosto dela.- Não vou, não posso perder você.

Suspirei.- Ok.

— Como está? Com tudo que contei?- Perguntei.

— Não sei.- Disse.

— Quer pensar um pouco?- Questionei.

— Sobre?- Perguntei.

— Não sei, tudo?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Tá.- Parecia que ela não acreditava muito ou que achava que eu só a queria pela sua aparência. Sabia que a amava e fazia isso por quem ela era não por que era parecida.

— Vou ver Jeremy.- Me levantei.

— Quer que eu vá junto?- Perguntei.

— Pode ser.- Disse.

Levantei e a acompanhei. Chegamos e Jer estava fazendo uma bagunça para escovar os dentes e com pijama trocado do lado errado. Ri e ela endireitou tudo e o botou para dormir. Levei as coisas da janta para a cozinha e dei uma olhada ao redor da casa. Tinha vigias em todas as esquinas e estava tudo calmo. Voltei e troquei de roupa. Fui ao quarto dela.- Posso ficar com você?

— Pode.- Disse.

Entrei e fui até a cama, me deitando com ela.

— Boa noite então.- Disse.

— Já está com sono?- Perguntei.

— Não sei ainda.- Disse.

— O que você tem? Ainda é por aquela discussão?- Questionei.

— Como assim?- Perguntei.

— Que tivemos por culpa do insi... seu amigo.- Disse.

— Não.- Disse.

— Está quieta.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

A olhava. Por mais que conhecesse a fisionomia, prestava atenção em cada detalhe do seu rosto e sua boca, mas seu olhar ainda tinha duvida. Passei o braço pela sua cintura e a deixei colada em mim.

— O que foi?- Perguntei.

— Decorando cada detalhe seu.- Disse.

— Depois de duas de mim, acho que é bem fácil já me saber de cor.- Disse.

— Ninguém é você Elena. Acho que vou ter que repetir isso todos os dias da nossa vida. Você disse sobre ser mais que semelhanças, mas eu não sei. Não conheci Tatia intimamente, nem Katerina.- Disse.

— Isso não tem nada a ver.- Disse.

— Vai dizer que não pensou nisso?- Perguntei.

— No que?- Perguntei.

— Que te comparei com outras ou que te quero nessa intensão.- Disse.

— Elijah, eu não acho que você tenha vivido como padre todo esse tempo até agora, então é problema seu com quem transou ou não.- Disse.

— Me garante que isso não te incomoda em nada?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Ótimo.- Sorri.- Você não tem ideia de como amo você.

— Também te amo.- Disse.

A beijei e desejei que ela não fizesse parte de tudo aquilo, e que eu pudesse dar uma vida normal a ela.

Retribui o beijo.

Saboreava o beijo, deslizando a mão pela lateral do corpo dela. O short dela era curto então quando cheguei ali, apertei facilmente a bunda dela.

Acariciava os cabelos dele e a outra mão descia pelo seu peito.

Puxei a perna dela mais para mim e a minha necessidade de a ter se manifestou. Na verdade, se pudesse, a teria todo dia e toda hora.

Acariciava a lateral do pescoço dele e a outra mão entrelacei no cabelo dele.

O beijo ficava mais intenso e nos virei ficando por cima dela, e subindo sua blusa.

Parei o beijo delicadamente.- Cuidado. Jer pode entrar.

— Ele está dormindo.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Tirei a blusa dela e tomei um de seus seios com a boca.

Suspirei pesadamente.

Suguei o seio dela e passei os dentes de leve no mamilo. Sorri com ela se arrepiando.

Comecei a levantar a camisa dele.- Porque você usa camisa para dormir?

— Costume.- Disse.

Ri.- Ok.

— Sua risada assim, senti falta dela.- Disse.

— Não posso rir o dia todo.- Disse.

— Quis dizer descontraída.- Ajudei ela a tirar a camisa.

— Ah sim.- Disse.

Sorri e retirei o short dela e a calcinha também. Deus, ela nua é uma perdição.

— Você me olha tanto que daqui a pouco vou ficar envergonhada.- Disse.

— Gosto de admirar você.- Tirava a calça.- Ainda mais assim.

— Tenho tudo que qualquer outra mulher tem. Menos o que a Megan Fox tem, todo mundo acha ela perfeita.- Disse.

— Quem é?- Me livrei e afastei as pernas dela para me posicionar.

— Uma atriz.- Disse.

— Ah sim.- Me deitei sobre ela, mas me apoiei no cotovelo para não pesar demais sobre ela. Me encostei na entrada dela e tomei a boca dela de volta.

Retribui o beijo e minha mão descia pelas costas dele.

Me afundei nela e era uma sensação unica. Ela se entregando assim, sendo apenas minha, não podia ser melhor.

Gemi e suspirei pesadamente, acariciando sua nuca.

Beijei pelo seu pescoço e aumentei o ritmo. Sentia-me ir todo dentro dela e o prazer que me dava era completo. Vi as reações dela e seu corpo me dizia que era prazeroso para ela também. Coloquei o dedo nos lábios dela.- Cuidado para não acordar ninguém.

Beijei o dedo dele.- Eu sei.

Sentia vontade de ir mais rápido, mas temia a machucar, então só alternei as estocadas e cada vez que ia profundamente sentia que podia perder o controle.- Elena...- Gemi.

Suspirei contra a pele do seu pescoço.- Eu te amo.

A beijei e apertei a coxa dela, levando a perna a minha cintura e nos deixando mais unidos, se possível.- Você é minha.

— Completamente.- Disse.

Além do meu prazer, sentia ela também, minha garota gozaria comigo.

Sorri e voltei a beija-lo, acariciando a lateral do corpo dele com minha perna.

O orgasmo já vinha chegando e seguia indo mais rápido, quando uma parte da minha mente percebeu que a cama mexia com a gente. Ri, mas não liguei. Só queria saber da mulher embaixo de mim e do prazer que estávamos tendo.

Gemi contra os lábios dele, mas voltando a beija-lo. Descia minha mão pelo abdômen dele.

O meu corpo se entregou ao orgasmo seguido por ela e a olhar naqueles momentos me fez ama-la mais ainda.

Parei o beijo delicadamente e acariciava seus cabelos.

A respiração dela estava ofegante como a minha, mas sorri.- Acho que a cama não ia aguentar mais.

Sorri.- Você é muito forte.

— Machuquei você?- Questionei.

— Nem um pouco.- Acariciei seu rosto.

Tirei o cabelo que estava colado no seu rosto.- Você é tão perfeita para mim, que quero ficar só assim.

— Assim como?- Questionei.

— Dentro de você.- Disse.

— Você se encaixa perfeitamente.- Disse.

— Sim.- Toquei a perna dela suavemente, mas sai dela, me deitando ao seu lado.

Me virei de lado, o olhando.- Você quer mesmo ficar comigo? Porque eu terei que criar o Jer como uma mãe. Como irmã eu teria só que brincar, dar presentes e ser legal, mas agora... Tenho que cria-lo.

— Acho que a pergunta que cabe mais é; você quer ficar comigo? Agora sabe melhor da minha vida e se me quer com você e Jeremy mesmo assim.- Disse.

— Claro. Afinal quem vai ensina-lo as coisas de homem como pescar, a como se masturbar com moderação para não quebrar o... Você sabe e como colocar uma camisinha. Essas coisas.- Disse.

— Que coisas.- Ri.- Nada que não esteja acostumado.

— Eu sei.- Disse.

— Eu quero, com todo prazer.- Disse.

— E a tia Jenna pode vir morar aqui? Sabe, eu sei que ela foi grossa, mas ela é meio estourada as vezes.- Disse.

— Ela não vai aceitar a gente.- Disse.

— Vamos explicar tudo a ela.- Disse.

— Sorte que não morro como vampiros normais. Ela sabe usar uma estaca?- Questionei.

— Ela aprende rápido.- Disse.

— Que sorte a minha. Ainda bem que uma normal não serve para mim.- Disse.

Sorri e me aninhei no peito dele.- Posso soar como uma irmã melosa, mas só seria mais perfeito se Jer estivesse aqui no nosso meio. Duas das pessoas que mais amo.

— Quer que eu vá busca-lo?- Perguntei.

— E ai ele nos veria nus? Não precisa. Seria engraçado pelos comentários e já tive que tomar banho com ele uma vez então ele já me viu nua e foi o dia que mais ri na minha vida.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque foi logo que os meus pais morreram e antes disso ele tomava banho com meu pai e ai no dia seguinte ele não queria tomar banho sozinho.- Disse.

— Oh, imagino a pergunta sobre a diferença.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Acariciava os cabelos dela.- Isso me lembra quando levei Klaus e Kol para caçar e encontramos umas garotas tomando banho no rio.

— Coitadas.- Disse.

— Mas éramos novos. Eles tinham uns 12 e 7. Kol queria saber onde estava o amiguinho delas.- Disse.

Ri.- Mas você já devia saber bem a diferença.

— Eu tinha 16, então sabia bem. Meu irmão mais velho tinha me levado por outras vilas.- Disse.

— Nossa, que precoce. Já tinha tamanho o suficiente?- Perguntei divertida.

— Acho que sabe a resposta, mas ela ficou bem satisfeita quando me viu.- Sorri, a provocando.

— Tenho certeza que sim mesmo. Então sua primeira vez foi com uma prostituta?- Perguntei.

— Não, eu acho. Ele que a apresentou para mim.- Disse.

— Nossa, seu tempo então é mais moderno que o meu.- Disse.

— Nisso acho que é igual. Garotos queriam demostrar da forma possível que já eram homens.- Disse.

— Mas se no seu tempo mulheres decentes já podiam transar sem compromisso é muito moderno.- Disse.

— Sempre existem as não descentes por ai.- Disse.

— Mas você disse que ela não era prostituta.- Disse.

— E só elas não eram decentes?- Questionei.

— Hã... Ok então.- Disse.

Ri.- Vamos deixar as discussões morais de mil anos atrás para uma outra hora.

— Ok.- Disse.

— Acho que agora consegue dormir tranquilamente.- Disse.

— Como assim?- Questionei.

— Estava meio tensa antes e agora completamente relaxada.- Disse.

— Não estava tensa, só com ódio da sua família e principalmente desse Klaus mal amado. Acho que nunca tomarei um chá das cinco com sua mãe.- Disse.

— Hã... Ela morreu no mesmo dia que selou Klaus.- Disse.

— Graças a Deus.- Disse.

— Você iria gostar dos meus irmãos. Quer dizer, Rebekah é tipo a Caroline.- Disse.

— De vampiros eu só gosto de você e ninguém é tipo a Caroline.- Disse.

A apertei.- Só a mim é?

— Sim.- Disse.

— Gosto disso.- A apertei mais.

Sorri.- Que bom.

— Mas mesmo assim não vai poder conhece-los.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque existe uma forma de nos parar, sem matar. E Klaus usou isso nos três e a ultima coisa que soube dele é que os jogou no mar.- Disse.

— Credo.- Disse.

— Eu não queria acreditar. Uma arte minha, aquela que nunca desistiu de ver a redenção do meu irmão, o faz. Mas tudo está contra ele e dessa vez nem eu posso o perdoar.- Disse.

— Ele não merece você.- Disse.

Suspirei.- Descanse, chega dos problemas da minha família por essa noite.

— Tudo bem, mas preste atenção no Jer. Ele nunca dormiu sozinho e nem sei como ficou lá.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Boa noite então.- Disse.

— Boa noite.- Ela se acomodou mais e dormiu logo. Tocava seus cabelos e pensava em como aquela era minha chance de ter paz, ter a minha vida. Sempre fui devotado a resolver problemas de todos e me anulei, mas agora, ela era o que me restava e lutaria, viveria isso. No meio da noite ouvi um choro do Jeremy e levantei, me vestindo e indo até lá. O peguei no colo.- O que foi Jer?

— Não quero ficar sozinho.- Jeremy disse.

— Está tudo bem.- Beijei os cabelos dele. Coitado, parecia assustado.- Você não está.

— Tá.- Ele disse.

— Quer ir ficar com a gente?- Questionei.

— Quero.- Disse.

— Tudo bem.- O levei e tinha deixado Elena coberta por um lençol extra. O deitei entre a gente e cobri com o cobertor.- Desistiu de ser grande?

— Sim.- Ele disse.

— Mas mesmo assim quer ir para a escolinha?- Perguntei.

— Não sei.- Ele disse.

— Porque se quiser falo com a sua irmã.- Disse.

— Tá.- Ele disse.

— Agora volte a dormir.- Disse.

— Tá bem.- Ele disse.

Passei o braço por ele até que ele dormiu. O resto da noite foi tranquilo e pensava em todos eles. É, eu estava feliz ai. Pela manhã Elena acordou antes do pequeno.- Bom dia.

— Bom dia.- Disse.

Me estiquei e a beijei.- Alguém aqui não aguentou a pressão de estar sozinho.

— Imaginei.- Disse.

— Mas tivemos uma boa conversa. Acho que ele sente falta de outras crianças para brincar.- Disse.

— Tudo bem, mas nosso dinheiro está contado. Não posso coloca-lo em uma escolinha. Não é obrigatório também. E eu não trabalho ainda.- Disse.

— Isso não é um problema.- Disse.

— É sim.- Disse.

— Não é quando você tem tudo o que tenho a seu dispor.- Disse.

— Seu dinheiro é seu, não meu. Se você quer coloca-lo, ok. Mas não vai ser no meu nome.- Me levantei para ir ao banheiro.

— Considerando que sou seu tutor legal, posso passar os bens que quiser a você. Incluindo uma conta para os estudos do Jer e os seus.- Disse.

Me virei para ele.- Elijah, eu amo você, mas eu não quero seu dinheiro que com certeza não é limpo. Então, por favor, poupe-se de me convencer.

— Você não pode me impedir de dar o que vocês precisarem.- Deixei Jeremy e fui até ela.

— Comida e coisas básicas de higiene, eu não vou. Porque infelizmente será um mal necessário, mas eu não estarei feliz quando comer ou tomar banho. Agora se Jeremy quer, ok, pode pagar o que quiser. Essa é a minha escolha e espero que respeite caso não queira outra briga e dessa vez uma que não irei ceder.- Disse.

— Você é muito teimosa sabia?- A encostei na parede.

— Jeremy está aqui.- Disse.

— Eu sei. E sei também como resolver a sua questão com o que tenho. Uma casa me foi dada por um amigo em Paris. Vou vende-la e será tudo seu, melhor? Tenho como provar, o testamento está comigo.- Disse.

— Nossa, que amigo generoso esse seu.- Ironizei e me soltei dele, indo ao banheiro.

— Ele estava morrendo, eu tinha salvado a vida dele antes e não tinha herdeiros.- Disse.

— E porque não salvou a vida dele de novo?- Perguntei.

— Ele não quis. Eu ofereci meu sangue, mas para ele sua jornada tinha acabado.- Disse.

— E porque não forçou?- Perguntei.

— Porque tenho o mal costume de respeitar opiniões, principalmente em ser transformado.- Disse.

— Eu não quero seu dinheiro. Se o Jeremy quer, tudo bem, não vou impedir. É coisa sua com ele.- Disse.

— Elena, ele nem sabe o que é isso.- Disse.

— Um dia vai saber e já sabe pedir, dá no mesmo.- Disse.

— Eu não vou ficar quieto vendo você querer e precisar das suas coisas.- Disse.

Respirei fundo.- Eu já disse para não discutir comigo sobre esse assunto. Eu já falei e está decidido.

— Você ganhou, por agora.- Disse.

— Ótimo.- Disse.

— Vai tomar banho?- Perguntei.

— Vou.- Disse.

— Vou com você.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Entrei com ela e entramos no box, acionando o chuveiro.- Acho que devemos ficar num quarto só.

— Onde quer?- Perguntei.

— O que preferir, a casa é sua.- Disse.

— Isso não tem nada a ver com a escolha.- Disse.

Peguei o sabonete, a ensaboando pelas costas.- Na verdade tem. Se quiser só venho para cá, minhas coisas ficam no outro.

— É só reformarmos o quarto. Pegar alguns móveis do quarto dos meus pais e os outros posso doar ou vender.- Disse.

— Você quer mexer lá?- Perguntei.

— Não posso deixar um santuário.- Disse.

— Tudo bem. Escolhe tudo e me avisa.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Então, dormiu bem?- Desci a mão por suas costas.

— Sim e você?- Perguntei.

— Muito bem e com uma paz que muitos séculos não sentia.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Graças a você.- Disse.

— Até parece.- Disse.

— Duvida?- A virei para mim.

— Claro. Estamos juntos a nem um mês e já tivemos uma briga grande e uma quase segunda briga grande.- Disse.

— Tudo bem.- Terminei de a ensaboar.

— Ok.- Disse.

Acho que levaria mais tempo para ela acreditar em mim ou pelo menos acreditar do que significa para mim. Não sei se estou errado em já a querer assim, ela é só uma garota ainda, mas eu já tinha demostrado de tantas formas... Era melhor deixar para lá. Deixei esse assunto de lado e ela resolveu tudo do quarto, e nesses meses as coisas ficaram mais calmas. Mais tarde vai ser a festa de Halloween da turma dela e a Jenna iria levar o Jer pra pegar doces. Elena estava se arrumando e entrei no quarto.- Uau.

— O que?- Perguntei.

— Você está linda.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Qual o nome mesmo?- Cheguei junto dela.

— É uma fantasia de Hermione.- Peguei minha varinha.- E também tem a varinha.

— Essa saia não é curta? Não seria melhor uma calça?- Questionei.

— A intenção da fantasia é ser sexy.- Disse.

— Numa festa cheia de adolescente? Garotos excitados e sem controle, gosto menos ainda.- Disse.

— Eu conheço todo mundo.- Coloquei a varinha na minha bota.

— Isso não ameniza. Está decidido, vou com você.- Disse.

— Vai?- Questionei.

— Não vou deixar ir assim e sozinha.- Disse.

— Lena, quando a tia vai chegar?- Jer entrou correndo.

— Daqui a pouco.- Disse.

— E do que está Jer?- Questionei.

— Batman!- Ele brincou com a capa.

Ri.- Cuidado quando brincar com essa capa.

— Tá.- Ele disse.

A campainha tocou.- Deve ser ela.- Desci e abri a porta.- Boa noite Jenna.

— Boa noite.- Ela disse.

— Entra.- Disse.

Ela entrou.

— Ainda não decidiu sobre vir para cá?- Perguntei.

— Não.- Ela disse.

— Venha. Sempre disse que não tinha problema e eles precisam de você aqui.- Disse.

— Não quero falar disso com você.- Disse.

— Ainda querendo atirar coisas em mim.- Sim, ela o fez quando contamos a ela.

— Me deixa em paz e não se dirija a mim.- Disse.

— Tia Jen.- Ele desceu correndo.

— Hey garoto.- Ela disse.

Ele pulou no colo dela.- A gente vai pegar doce?

— Sim, vamos.- Ela disse.

— Muito?- Ele perguntou.

— Sim.- Ela respondeu.

— Vai deixar um para mim Jer?- Perguntei.

— Claro, ai você faz o avião de novo?- Ele perguntou.

— Só se não comer demais, para não passar mal.- Disse.

— Bem, melhor irmos.- Disse.

— Não quer esperar a Elena?- Questionei.

— Não, temos que ir.- Disse.

— Tchau tio Eli.- Ele disse.

— Tchau Batman.- Disse.

Eles saíram.

Elena desceu e a segurei antes de sairmos.

— O que foi?- Perguntei.

— Não vou poder fazer isso lá fora.- A beijei.

Retribui o beijo.

— Que nenhum amigo seu faça gracinha, não vou me segurar.- Disse.

— Não vão.- Disse.

— Ótimo.- Disse.

— Vamos.- Saímos de casa.

A levei até a escola e estava cheio de garotos e garotas fantasiados e se divertindo. Fiquei num ponto que desse para vê-la e ela foi ficar junto com os amigos.

POV Elena.

— Hey.- Disse.

— Está linda.- Caroline disse.

— Você também.- Disse.

— Barbie ensanguentada.- Ela disse.

Sorri.- Original.

— Não podia ser melhor.- Tyler a abraçou

Apenas sorri para os dois.

— Veio sozinha?- Bonnie perguntou.

— O Matt já chegou.- Tyler disse.

— Eu vim sozinha sim.- Disse.

— Que isso Lena, dá uma chance a ele.- Tyler disse.

— Não quero falar disso.- Disse.

— Deixa ela Ty.- Caroline disse.

— Vou dar uma volta.- Disse e sai.

— É leviosa ou leviosá?- Matt parou do meu lado.

— Hey Matt.- Disse.

— Oi.- Ele disse.

Apenas sorri.

— Quer dançar?- Ele perguntou.

— Melhor não.- Disse.

— Porque?- Ele questionou.

— Porque eu te amo e não quero te dar esperanças.- Disse.

Passei a ouvir a partir de que vi aquele garoto perto dela. E não gostava de ouvir a forma que ela dizia que o amava.

Ele suspirou.- Como você mudou assim? Você me amava.

— As coisas mudam.- Disse.

— Tem a ver com aquele cara não é?- Ele sinalizou.- Ele te segue até aqui.

— Matt, por favor, esquece isso.- Disse.

— Tudo bem, temos que reconhecer quando perdemos, não é?- Ele questionou.

— Não fala assim.- Disse.

— Não vou mais fazer isso com você, não merece.- Ele disse.

— O que?- Perguntei.

— Te pressionar.- Ele falou.

— Tudo bem.- Disse.

— Ainda sim não podemos dançar?- Ele perguntou.

Não Elena, diga não.

— Hã... vamos ver mais tarde. Não estou afim de dançar.- Disse.

— Ah, tudo bem. Posso te acompanhar até a mesa cheia de docinhos que você gosta.- Ele disse.

— Tudo bem.- Disse.

Ele a acompanhou.- Ah, olha essas aranhas.- Ele pegou. -Abre a boca.

Sorri e abri.

Ele riu.- Boa?

— Maravilhosa.- Sorri.

— Deixa eu ver... Barata.- Ele comeu.- Gosto de morango.

Peguei a varinha na minha bota. Ela estava embalada, porque era uma bala.- E eu vou comer minha varinha.- Comecei a chupa-la como se fosse pirulito mesmo.

Ele a olhou.- Que varinha.

— Ela é muito parecida com a do filme mesmo.- Disse.

— Sim.- Ele disse.

Não sabia se prestava atenção no jeito que o garoto a olhava ou no que ela fazia. Ah, ficava tão sexy, imagino como não seria se fosse em mim... Ah Elena.

— Você gostou do novo professor de história?- Perguntei.

— Sim, ele é maneiro.- Ele disse.

— Sim.- Disse.

— Você está ótima na torcida.- Ele disse.

Sorri.- Porque tenho para quem torcer.- Coloquei meu dedo no peito dele, brincando.

— Acha que tenho chances de ser profissional?- Ele perguntou.

— Com toda a certeza. E eu serei aquelas fãs malucas que irão em todos os jogos e que pularão em cima de você e que jogam calcinhas no estádio.- Disse em tom de brincadeira.

Como é que é? No reflexo quebrei o copo na minha mão.

— E vou dedicar todas as minhas vitórias a minha líder favorita.- Ele disse.

— Vou cobrar.- Disse.

— Vem, tem um monte de coisas para a gente tirar fotos.- Ele disse.

— Vamos.- Disse.

Observei ele a pegar pela mão e levar onde tinha vários brinquedos e tiraram fotos, rindo e brincando. Naquele momento tive inveja daquele humano. Ele podia estar com ela, sem problema algum e eu apenas olhava. Pelo menos ela parecia feliz.

— Vamos, mais uma.- Caroline disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Se depender de você vamos fazer isso a noite toda.- Matt disse.

— Verdade.- Disse.

— É Halloween, vamos guardar essas fotos para sempre.- Todos se juntaram e tiraram.- Pronto, foi a ultima. Meninos, porque não vão buscar uma bebida?

— Tudo bem.- Eles foram.

— E ai, como o Sr. Gostoso está?- Caroline perguntou.

— Está bem.- Disse.

— Firme e insaciável.- Caroline disse.

— Ah Deus, ela vai começar... É falta de educação.- Bonnie disse.

Ri.- Deixa ela.

— Não é ele lá no canto?- Caroline perguntou.

— Sim.- Disse.

— Porque ele veio?- Bonnie perguntou.

— Coisa de homem.- Disse.

— Ele parece protetor.- Caroline disse.

— Ele é.- Disse.

— E a Jenna?- Bonnie perguntou.

Suspirei.- Na dela.

— Ela só está preocupada, uma hora vai aceitar.- Caroline disse.

— Espero.- Me sentei e cruzei as pernas.

— Mas funciona assim; vocês só estão juntos dentro de casa?- Caroline perguntou.

— Sim.- Disse.

— Nossa, deve ser estranho namorar assim.- Bonnie disse.

— Não quero falar de mim.- Disse.

— Por que? Ele não está nos ouvindo.- Caroline disse.

— Espero que não.- Disse.

Ela riu.- Já pensou ele ter poderes e ouvir as besteiras da Carol?

— Seria vergonhoso para mim depois.- Ri.

— O que? Só porque disse que ele tem um brinquedo que você adora brincar?- Caroline questionou.

— Isso não foi vergonhoso e ainda bem que foi a única coisa que falou. E pare de falar brinquedo, é estranho.- Disse.

— Quer que eu fale o soldado? Que pelo que falou é um grande soldado.- Caroline disse.

— Caroline!- Disse rindo.

— Mas é grande mesmo?- Bonnie perguntou.

Escondi meu rosto nas minhas mãos.- Vocês me deixam vermelha.

— Ficou curiosa Bonnie?- Caroline perguntou.

— Não é porque não fiz nada que o assunto não seja interessante.- Bonnie disse.

— Eu só respondi uma pergunta safada da Caroline e olha no que deu.- Disse.

— Então, gostou de ficar por cima?- Caroline perguntou.

— Não chegamos nisso ainda.- Disse.

— Não?- Caroline perguntou.

— Caroline, você vai ser uma terapeuta sexual perfeita.- Bonnie disse.

— Não faço muita questão. E acho que nem seria tão confortável pela... condição dele.- Disse.

— Amiga, tem que tomar as rédeas também. Por mais que seja gostoso ele mandar, é bom você tomar a iniciativa.- Caroline disse.

— Isso é comigo, Caroline.- Disse.

— Ok, tudo bem. Mas tente qualquer hora, é bom para dar uma apimentada.- Caroline disse.

— Ele não tem aquelas taras que a gente lê por ai né?- Bonnie perguntou.

— Não.- Disse.

— Bonnie, que livros você anda lendo?- Caroline perguntou.

Suspirei.- Acho que vou dar uma caminhada antes que eu me contamine aqui.- Me levantei.- Nos vemos daqui a pouco.- Sorri e sai.

POV Misto. (Elijah e Elena.)

Aproveitei para a seguir e a puxar para um canto vazio.

— O que é isso?- Questionei.

— Então, está se divertindo?- Perguntei.

— Nem tanto.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque não.- Disse.

— Quer ir embora?- Perguntei.

— Ainda não.- Disse.

— Quando quiser ir me chama.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Você está tão linda.- Deslizei a mão pelas costas dela.

Sorri.- Gostou do meu uniforme de Hogwarts então?

— Demais.- Disse.

— Então vou te fazer olhar os filmes comigo. Muitos dizem que é de criança, mas eu amo mesmo assim até hoje.- Disse.

— Fiquei curioso.- Disse.

— E já que gosta tanto de ler, depois vai ler também.- Beijei o queixo dele.

Sorri.- Recomendado seu, eu leio qualquer hora.

Sorri.- Ok.

Beijei ela.- Suas amigas são engraçadas.

Ri.- E taradas.

— Oh, não sabia que eu tinha um grande soldado.- Disse.

— Se você estivesse com a Caroline, ia sofrer na mão dela.- Disse.

— Porque?- Questionei.

— Pelo que você já viu das conversas.- Disse.

— É, ela parece ser insaciável.- Disse.

— Sim.- Disse.

Ri.- Prefiro muito mais você.

Sorri.- Vou fingir que acredito nisso.- O beijei de leve.

— O deve fazer.- A virei para a parede.

Sorri.- Vou beijar a parede agora?

— Não, amor.- Beijei o pescoço dela.

Me arrepiei e sorri.- Tudo bem.

Minha mão subiu pela perna dela.- Você assim é muito tentadora.

Sorri.- Isso porque você não viu a calcinha.

— O que tem ela?- Perguntei.

— Surpresa.- Disse.

— Assim não vale.- Disse.

— Tudo bem, eu deixo você dar uma olhada.- Disse.

— Elena, você veio para cá?- Matt perguntou.

— O que ele tá fazendo aqui?- Perguntei no ouvido dela.

— Não sei.- Disse.

— Lena?- Matt passava pelo corredor.

— Sai daqui.- Disse a Elijah e pegava meu celular no decote. Sim, tive que colocar ali porque a roupa não tinha bolsos.

— Esse... Nos vemos lá fora.- Disse.

POV Elena.

— Ok.- Elijah saiu e peguei o celular, fingindo estar falando com Jenna.

— Ah, você está aí.- Matt disse.

Fiz sinal para ele esperar.- Tudo bem Jenna, não incomodou. Está na segunda prateleira. Até daqui a pouco.- Fiz que desliguei.

— Tudo bem?- Ele perguntou.

— Sim, só a Jenna sendo Jenna.- Disse.

— Ah tá. Seu drink.- Ele disse.

Coloquei o celular no decote novamente e peguei o copo.- Valeu. Vamos entrar?

— Vamos. Lugar sugestivo.- Ele disse.

— Isso ou na calcinha.- Disse.

Ele sorriu.- Isso seria ótimo se precisasse o pegar.

— Ah é? E porque?- Questionei.

— Deixa quieto.- Ele riu.

Cheguei perto dele.- Está bêbado?- Perguntei divertida.

— Eu não amor.- Ele passou o braço pelos meus ombros.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Só um pouco animado.- Ele disse.

Balancei a cabeça e sorri.- Ok, vamos entrar senhor animado.

— Só se dançar comigo.- Ele disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Agora sim. Vamos princesa.- Ele me levou até onde todos dançavam.

Sorri e começamos a dançar.

Ele me segurou pela cintura.- Você sempre dançou bem.

— O suficiente para agradar.- Disse.

— Que nada.- Ele disse.

— Mas é.- Disse.

Ele os colou mais.- Que isso Lena, você arrasa.

Sorri.- Obrigada.

— De nada amor.- Ele beijou o ombro dela.

— Como a Vicki está?- Perguntei.

— Bem, tentando estudar.- Ele disse.

— Não é justo você sendo o mais novo e cuidando dela e não ter ninguém para cuidar de você em casa.- Disse.

— Eu vou me virando.- Ele disse.

Toquei o rosto dele.- Não diz isso. Sabe que cuidarei sempre de você.

— Você tem o Jer para cuidar.- Ele disse.

— Tem sempre lugar para mais um.- Sorri e beijei-o no rosto.

— Olha que eu acredito.- Ele disse.

— Pode acreditar.- Disse.

Ele deslizava a mão pelas costas dela.- Você é tão linda.

Sorri.- Obrigada.

POV Elijah.

Estava já ficando irritado com ele assim em cima dela e estava a beira de ir até lá, quando uma mulher parou ao meu lado.

— Olá.- Ela disse.

— Boa noite.- Disse.

— Você é um professor novo? Nunca o vi por aqui.- Ela disse.

— Sou tutor de uma aluna.- Disse.

— Pais e responsáveis foram convidados? Não sabia.- Ela disse.

— Recebi permissão especial.- Disse.

— Entendo. E é tutor de qual aluna?- Ela perguntou.

— Elena Gilbert.- Disse.

— Oh, a Elena. Ela é boa aluna.- Ela disse.

— Sim, ela é ótima.- Disse.

— Verdade.- Ela disse.

— E a senhora é?- Perguntei.

— Professora de matemática.- Ela disse.

— Ah sim, prazer, Elijah.- Disse.

— Mary.- Ela disse.

— Ficar de olho neles deve ser entediante.- Disse.

— As vezes sim.- Ela disse.

— Esse Matt é um garoto confiável?- Perguntei.

— Claro.- Ela disse.

— Não gosto dele.- Disse.

— Porque?- Ela perguntou.

— Ele marca muito ela, mesmo ela não querendo.- Disse.

— Bem, Elena era uma garota muito popular e ela sempre conseguiu o que quis e o que não queria. Muitos garotos corriam atrás dela, mas o escolhido foi o Matt. Parece que isso mudou. Não tem mais garotos atrás dela, como pode ver. Então não se preocupe com isso.- Ela disse.

— Posso confiar?- Perguntei.

— Tenho certeza que já confirmou isso hoje.

Botei a mão no bolso e olhei de volta. Ele estava beijando o pescoço dela!?

— Mas Matt é um bom rapaz. E tenho certeza que foi um ótimo namorado.- Ela disse.

— Um bom rapaz que me parece ter bebido a mais.- Eu estava com raiva. Queria pegar aquele moleque pelo pescoço.

Ela olhou.- Bem, ele tem muitos problemas. A irmã dele deve estar fazendo coisa pior em algum buraco escuro por ai.

— Mas não vai afogar as mágoas com ela.- Disse saindo de onde estava e descendo até lá.

— Oh, ok.- Ela disse.

POV Misto. (Elijah e Elena.)

— Está tão cheirosa.- Matt beijou ali.

— Obrigada, mas Matt, melhor não fazer isso.- Disse.

— Estamos numa festa Lena, está tudo bem.- Ele disse.

— Eu sei, mas não é certo.- Disse.

— Solte-a agora.- Peguei o braço dele.

— Me solta.- Matt disse.

— Elijah, solte-o, por favor.- Disse.

— Fica longe dela, entendeu?- Apertei mais.

— Tá maluco, tá me machucando.- Ele disse.

— Elijah, solte-o agora!- Exclamei.

Soltei ele e peguei ela.- Vamos embora.

— Tudo bem.- Disse.

— Você não vai com esse maluco.- Ele disse.

— Matt, não complica.- Disse.

— Vamos Elena.- A puxei dali.

— Elijah, o que é isso?- Perguntei quando chegamos na rua.

— Tirando você de perto daquele abusado.- Disse.

— Você fez uma cena.- Disse.

— Não me importo.- Disse.

— Agora pode me soltar que está me machucando.- Disse.

— Ah, me desculpe.- A soltei e nos encaminhei para o carro.

Passei a mão sobre o vermelho no meu braço por reflexo e entrei no carro.

Entrei e dirigi para casa. Entramos e a segurei.- Me deixa ver isso.

— Para que?- Questionei.

— Para ter certeza que não te machuquei.- Disse.

— Vai passar daqui uns dias.- Subi para o quarto.

Acompanhei ela.- Hey.- A parei quando entramos no quarto.- Me desculpe, está bem? Quando eu vi aquele garoto te agarrando...

— Eu entendi. Vou tomar banho.- Entrei no banheiro.

— Disse que tem uma surpresa para mim.- Disse.

— Não mais.- Fechei a porta do banheiro.

Pensei em ir atrás dela, mas desisti. Tirei o paletó e afrouxei a gravata. Não podia estragar tudo agora. Me encostei ali e a esperei.

Tomei um banho, coloquei o roupão e sai do banheiro, indo pegar meu pijama.

— Você está bem?- Perguntei.

— Estou.- Peguei um pijama qualquer e uma calcinha, voltando ao banheiro para me vestir.

Fui até ela.- Vai me desculpar?

— Não sei. Me dá licença.- Disse.

— Elena.- Passei o braço em volta dela.

— O que você quer?- Perguntei.

— Me perdoe. Eu me excedi na festa e surtei com aquele garoto em cima de você.- Disse.

— Não Elijah, não venha com essa de me perdoe. Parece que é só eu que estou me esforçando para isso dar certo e não nos descobrirem. Acha que é fácil ver alguém que eu amo, como o Matt, ficar achando que tem esperanças comigo? Não, não é. Não é legal mentir para todos os meus amigos sobre o que você é! Então, faça alguma coisa que me ajude e cala a boca.- Disse.

— E você acha que eu gosto de só poder ficar com você confinado dentro de uma casa? Ou andar pela rua e fingir que não me importo com você? Me desculpe, mas não é fácil para mim também. Já basta todas as vezes que tive que me esconder e não quero me esconder com você, como se o que fazemos fosse errado, porque não é.- Disse.

— Se você não sai, eu saio.- Sai dali.

— Droga!- Chutei a porta que quebrou. Eu estava irritado principalmente com aquele garoto, toda vez que ele chegava perto demais dela, eu me descontrolava e acabávamos brigando. Dei tempo dela voltar, mas não o fez. Desci e ela tinha dormido no sofá, a peguei e coloquei na cama, enquanto eu fiquei no andar de baixo. Pensei a noite toda. Não podia mais me deixar levar assim, tinha a machucado, possivelmente machucado aquele garoto e ainda a afastei de mim. Pela manhã entrei no quarto para tomar banho e procurei sair sem a acordar.

Me acordei com o barulho, mas não me mexi e fechei os olhos novamente.

Pensei a ouvir e a olhei. Voltei e dei um beijo nos cabelos dela e sai de lá. Precisava me organizar com tudo aquilo. Passei alguns dias fora, eu ia em casa, claro, não a abandonaria e tinha o Jeremy, mas depois saia sem hora para voltar. Percebi o como estava errado na minha atitude e como parecia um rapaz perdido, ciumento e possessivo. Não um homem que sabe o que quer. A deixei a vontade, por mais que tivesse me corroído o dia que cheguei e o Matt estava junto dela. Ainda o odiava, mas minha atenção era outra. Vi ela fazendo planos.- Vai fazer algo?

— Ação de Graças.- Disse.

— Não estamos longe ainda?- Perguntei.

— Duas semanas.- Disse.

— Já?- Questionei.

— Sim.- Disse.

Ela anotava no caderno e estava tão próximo a ela... Sentia falta de a ter junto comigo.

— Caso queira dar um presente ao Jer, ele fez uma lista do que quer. Os riscados são os que eu e Jenna vamos dar.- Disse.

— Tudo bem.- Botei a mão em seu ombro.

Me levantei e fui até a geladeira, abrindo-a e olhando.

Acompanhei ela e tirei a sua atenção de lá.- Vamos ficar sempre assim?

— Já deixamos de ser nós a umas boas semanas. Já que eu suponho que em qualquer relação quando um homem fica mais na rua do que dentro de casa, não se tem mais nada. Então, fique a vontade para encontrar alguém da sua idade real ou não.- Disse.

— Como é que é?- Questionei.

— O que eu disse.- Disse.

A fiz olhar para mim.- Elena, eu não quero ninguém da rua.

— Não estou dizendo para você ficar com alguém da “rua”.- Disse.

— E o que está falando então?- Perguntei.

— O que eu disse ué.- Disse.

Fechei a geladeira e a trouxe para perto de mim.- Então quer deixar como está?

— Elijah, nos brigamos e você praticamente sai de casa. Isso não é um bom exemplo para Jeremy e eu tenho que cuidar dele.- Disse.

— Não o envolva nisso.- Disse.

— Tudo bem, como preferir.- Disse.

— Elena, nós podemos resolver isso.- Toquei seu rosto. Sentia falta de a beijar e tocar.

— É o que mais quero porque eu te amo. Mas precisamos entrar em um acordo.- Disse.

— Acordo?- Perguntei.

— Até eu fazer dezoito anos, você não pode ter ataques de ciúmes públicos. O Matt é esperto e pode sacar alguma coisa. Agora depois... Eu deixo você ter quantos ataques você quiser, desde que não machuque ninguém.- Disse.

— Não haverão mais ataques.- Disse.

— Tudo bem então.- Disse.

— Obrigado.- A beijei.

— De nada.- Disse.

A encostei na parede e a beijei para valer. Deus, como sentia falta dela.

Retribui o beijo.

A segurei, a trazendo para mais perto de mim e no outro segundo estávamos no quarto.

Nos deitamos na cama e eu acariciava seus cabelos e com a outra mão a lateral do seu pescoço.

Rasguei a blusa dela, junto com o sutiã e quebrei o beijo para beijar seu colo e os seios.

Suspirei pesadamente ao sentir seus lábios na minha pele. Percebi que ele estava com barba para fazer, mas não me importei. Eu gostava dele assim até.

Desci e tirei a saia que ela usava, junto com a calcinha e me livrei da minha roupa.- Jer está com a Jenna?

Olhei no relógio.- Até as 21:00.

— Ótimo.- Voltei a me deitar sobre ela e entrei nela. Não foi muito sutil, mas eu precisava dela, muito mais que achei que poderia precisar.

Gemi e suspirei pesadamente, logo o beijando novamente.

Comecei a me movimentar e ah, estar dentro dela era gostoso demais. Ela podia não achar isso, mas ela me realizava e saciava todas as minhas vontades.

Eu me perguntava se ele não esperava as coisas diferentes que envolviam o sexo, como Caroline já falou, mas eu realmente gosto do básico, de realmente ser dele. Senti-lo sobre mim e dentro de mim que ao mesmo tempo que ele me faz dele, me sinto protegida pelo seu corpo... Não que eu não queira tentar outras coisas, mas eu prefiro assim. Sempre será mais confortável.

— Não vou deixar você ficar mais longe de mim.- Disse.

— E eu não quero mais ficar longe de você. Nunca mais.- Envolvi seu pescoço e beijava seu rosto.

— Nunca.- A beijei e acelerei as estocadas. Minhas mãos corriam o corpo dela, como se quisesse matar a saudade de cada parte dela.

Gemi contra o beijo, mas sem deixar de beija-lo. Minha mão descia pelas costas dele.

Os gemidos dela me excitavam mais. Ia cada vez mais rápido e mais forte. Isso estava me levando a estar perto do orgasmo.

Descia meus lábios, que já estavam levemente inchados pelos beijos, pelo pescoço dele.

Arfei.- Elena...- Gemi.

Sorri e continuei.

A onda de prazer se tornou um orgasmo delicioso que me tomou por inteiro e me deixou com uma sensação de felicidade que só tinha com ela.

— Eu te amo.- Disse.

— Eu amo você, minha Elena.- Disse.

Olhei para onde ainda estávamos unidos.- É impressão minha ou isso está cada vez mais confortável?

— Sim, deve ser pelo fato de estar tranquila.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Por você não estar preocupada e estar mais segura.- Disse.

— Hã... mas em todas as vezes que transamos nunca estive preocupada ou insegura.- Disse.

Deitei ao lado dela.- Nem um pouquinho?

— Nunca.- Disse.

— Isso é bom.- Disse.

— Sim.- Disse.

O tempo estava esfriando, então puxei o edredom sobre nós, mais sobre ela.- É horrível ficar sem você.

Me aninhei no peito dele.- Nós só tivemos uma briga e eu estava de cabeça quente, era só esperar até o outro dia. Não precisava ter saído de casa.

— Eu me senti mal por ter brigado e por ter me descontrolado.- Disse.

— Você tem o direito de perder o controle, só não de machucar alguém.- Disse.

— E ainda envergonhei você com seus amigos.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— A cena e tirar você da festa. Não acredito que machuquei você.- Disse.

— Está tudo bem, você não tem controle da sua força.- Disse.

— Claro que tenho. Realmente não sei o que houve comigo naquela noite.- Disse.

Me deitei de bruço.- E olha que agora nem tem porque você ter ciúmes. Estou “solteira” e nenhum garoto chega em mim ou fica olhando. O Matt só está confuso.

— E esse confuso já gerou todas as nossas brigas.- Disse.

— Só esquece ele. Ele vai me esquecer daqui a pouco.- Disse.

— Espero.- Disse.

— Ele vai.- Disse.

— E nisso fiquei sem minha surpresa.- Disse.

— Ah, não era nada demais. Só uma calcinha fio dental.- Disse.

— Oh! Que pena que perdi.- Disse.

— Não perdeu nada. Não ficou muito bom.- Disse.

— Mentira.- Disse.

— Verdade. Não tenho bunda para isso.- Disse.

— Discordo.- Desci a mão até lá e apertei.

Ri.- Ok.

— Eu queria te dar uma coisa.- Disse.

— O que?- Perguntei.

Levantei e fui até a cômoda, abrindo uma gaveta minha e pegando uma caixa e levando até ela.

Abri e olhei. Era um colar do infinito.- Uau, é lindo.

— Gostou?- Perguntei.

— Com certeza.- Disse.

— Tinha outras opções, mas achei esse mais discreto.- Disse.

— É lindo.- Disse.

— Olha por dentro.- Disse.

Olhei e sorri.- Ficou lindo.

— Posso botar?- Perguntei.

— Claro.- Me virei para ele colocar.

Afastei o cabelo e coloquei, beijando ali.

Me arrepiei e me virei para ele, lhe dando um selinho.- Me lembre de nunca mais brigar com você. Você fica meio anti-higiênico.- Ri, tocando sua barba.

— Não é anti-higiênico, você até gostou.- Disse.

— Eu gostei, mas poderia estar mais podado.- Sorri divertida.- Você não ia gostar se eu deixasse de me depilar.

— Não, tenho trauma disso.- Disse.

— E porque?- Perguntei.

— Idade média.- Disse.

— Oh, mas lá não tinha muita solução.- Disse.

— Já existia tesouras.- Disse.

Ri.— Não vai me dizer que já se enrolou na hora?

— Não, mas já desisti pelo cheiro.- Disse.

— Bem, mas isso é meio impossível de conter. É um local quente, então se soa e já tem o cheiro natural. Não é agradável para ninguém, mas não dá para arrancar fora.- Disse.

— Amor, eu sei a diferença do natural para o sem cuidado.- Disse.

— Ok, vamos parar com essa conversa de cheiro.- Disse.

— Também acho.- Disse.

— Falando em cheiro, tenho que marcar depilação antes da Ação de Graças.- Peguei um papel para anotar.

— Vocês tem tantos detalhes hoje.- Disse.

— Bem, eu fiz depilação anteontem, mas daqui duas semanas já vai estar querendo aparecer de novo.- Disse.

— Ok.- Disse.

Apenas sorri.

— Vamos tomar banho?- Questionei.

— Vamos.- Disse.

Levantei e fui com ela, enchemos a banheira e entramos.

****

Os meses passaram rapidamente e logo o Natal chegou. As ruas estavam enfeitadas, lojas e tudo que se possa imaginar, assim como nossa casa. Jer amava Natal e eu também, mas esqueci de perguntar se Elijah gosta ou tem algo contra, afinal ele é vampiro né? Mas ele não falou nada até o momento. Hoje teríamos a Ceia e convidei Care, Bonnie, Matt, Vicki e Tyler. Não que eu gostasse da Vicki, mas por educação. Já era 20:00 e esperávamos as pessoas chegar.

— Você está linda.- Disse.

Sorri.- É a sétima vez que me diz isso.

— E vai ouvir muito mais.- Passei os braços ao redor dela.

Sorri e me acomodei no peito dele.

— Porque me fez escolher só camisa em vez de gravata?- Questionei.

— Porque não é algo formal.- Disse.

— Não deixa de ser, temos convidados.- Mesmo que nem todos me agradem.

— Você está perfeito, ok? Ninguém chegará aos seus pés aqui.- Sorri e lhe dei um selinho.

— Digo o mesmo.- Disse.

— Lena.- Jer desceu correndo.

— Hey, sem correr.- Disse.

— Quando eu vou ganhar meu trem?- Ele perguntou.

— Daqui a pouco.- Disse.

— Me pega.- Ele esticou os braços.

Sorri e o peguei no colo.

Ele a abraçou.

— Hmm... que abraço gostoso.- Beijei a bochecha dele.

— Promete uma coisa.- Ele disse.

— O que?- Perguntei.

— Não vai embora também.- Ele disse.

O olhei e sorri.- Nunca meu amor.

— Tá.- Ele deitou a cabeça no ombro dela.

Acariciava os cabelos dele.- Tomou banho direitinho com a Jenna?

— Tomei.- Ele disse.

— Ótimo.- Disse.

A campainha tocou e fui abrir.- Hey, boa noite.

— Boa noite. Cheguei cedo?- Caroline perguntou.

— Claro que não. Sua mãe vem?- Perguntei.

— Adivinha? A pobre Xerife Forbes tem que ficar de plantão.- Ela bufou.

— Ela tem que ajudar as pessoas Care, devia ficar orgulhosa dela.- Disse.

— Pois bem, que passe o Natal, Ação de Graças, Halloween, Dia das Mães e aniversários com eles.- Ela colocou a bolsa no sofá.

— É um trabalho complicado, Caroline. Tenho certeza que ela não gosta de lhe deixar.- Disse.

— Meu pai era médico e era bem mais complicado.- Disse.

— Ele estava sempre com você. E o meu pai? Ah, ele fugiu sei lá para onde com o namorado.

— Namorado!? Ele...- Disse.

— Sim, é gay. E Caroline, você fala com ele todos os dias.- Disse.

— Tudo bem Elena, esquece.- Disse.

— É Caroline, melhor eu esquecer e ignorar essa sua ignorância porque pelo menos você tem pais e devia calar a boca e não reclamar do que tem de sobra.- Disse.

Ela ia responder quando a campainha tocou.

— Bonnie, boa noite.- Disse.

— Boa noite. Meu pai está estacionando o carro e minha vó fez questão de ir comprar uma torta.- Bonnie disse.

— Não precisava.- Disse.

— Verdade. Entre, está frio.- Disse.

Ela entrou.

— Quer me dar ele?- Cheguei na Elena.

— Hã... tudo bem.- Disse.

Ela o passou para mim e fui ficar perto da árvore. Ela era grande, todos ali gostavam muito da data. Aos poucos os outros foram chegando, Jenna desceu e logo a sala estava cheia.

— Lena, você está praticando o dom de dar festas.- Matt disse.

— Porque? Não estou dando festa, só convidei conhecidos para uma comemoração.- Disse.

— E está tudo muito bom.- Tyler disse.

— Que bom.- Disse.

— Verdade.- Matt deu um beijo no rosto dela.

— Tudo bem.- Disse.

— Care, você está quieta demais. Comeram a sua língua?- Matt perguntou.

— Não Matt, só estou com um mal estar.- Caroline disse.

— Vou arrumar as coisas.- Fui para a cozinha.

Acompanhei ela e Jer ficou brincando com os meninos.- Tudo bem?

— Hã... sim. Estou arrumando as coisas.- Disse.

— Te ajudo, é muita coisa. Como fizeram tanto tão rápido?- Questionei.

— Você devia fazer sala. Eu faço isso.- Disse.

— Acho que nosso pequeno está o fazendo bem.- Sorri.

— Tudo bem.- Disse.

Ajudei ela a botar as coisas na mesa.- Fez um bom trabalho.

— Eu não fiz nada. Jenna fez a comida e eu convidei as pessoas.- Disse.

— Não tire o seu mérito.- Disse.

— Hã... Ok então. Se insistem que eu fiz alguma coisa, ok então.- Disse.

— Insistem?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Quem... Ah sim, o jogador.- Suspirei.

— É.- Disse.

— Esse cheiro está maravilhoso, você me viciou em comida.- Disse.

— Diga a Jenna, ela vai gostar. Eu não sei cozinhar.- Disse.

— Meus cafés da manhã dizem o contrário.- Disse.

— É só passar manteiga no pão.- Disse.

— Se eu fosse humano...- Cheguei junto dela.- Estaria ficando gordo.

— Elijah, você está louco ou vivendo com outra família, porque eu não sei cozinhar.- Disse.

— E as variedades de pizza?- Perguntei.

— Não sou eu que faço.- Disse.

— Ok, desisto.- Disse.

— Ok.- Disse.

Beijei ela.- Mal posso esperar para te dar o seu presente.

— Daqui a pouco é a hora.- Disse.

— Então, vamos comer?- Matt entrou na sala de jantar.

— Vamos.- Disse.

Ela chamou todos e logo começamos a comer.- Jenna, a comida está ótima.

— Obrigada.- Ela disse.

— Verdade Jenna.- Matt disse.

— Ai, é tanta coisa que eu quero, posso comer tudo?- Jer perguntou.

Sorri.- Um pouco de cada. Vou te servir.- Comecei a servi-lo.

— Você anda comilão, heim Jer?- Bonnie questionou divertida.

— Verdade e cresceu demais.- Sheila disse.

— Viu? Eu disse que tô grande.- Jer disse.

— Tá é? Vai dormir sozinho?- Questionei.

— Vai?- Perguntei.

— Hã... Não.- Jer disse.

Ri.— Então não está tão grande assim.

— Você dorme com a sua irmã ainda Jer?- Matt perguntou.

— Claro.- Jer disse.

— Ele é um carrapato agarrado.- Disse.

— Tadinho.- Caroline disse.

— Ela fala.- Tyler disse.

— Palhaço.- Caroline disse.

— Tia Care, você vem no meu aniversário?- Jeremy perguntou.

— Ainda falta um pouco Jer.- Disse.

— Muito?- Jeremy perguntou.

— Quatro meses.- Disse.

— Passa rápido.- Matt disse.

— Sim.- Disse.

O jantar foi ótimo e até divertido. Só não gostei da forma que a irmã do Matt me olhava. Sério que ela queria fazer isso aqui dentro? Não dei atenção e fomos para a sala. Peguei o presente da Elena.- Aqui está.

— Obrigada.- Abri e sorri.- É lindo amor.- Lhe dei um selinho.

— Ainda não é o de noivado, acho que podemos aproveitar mais antes desse passo.- Peguei o anel.- Mas gosto da ideia de ser de compromisso.

— É lindo.- Sorri.

— Bem, meu presente não é tão glamoroso, mas é algo que você queria muito porque no Natal passado eu me entupi das suas indiretas.- Jenna disse.

Sorri.- Sério? Pensei que não tinha entendido.

— O que é?- Elijah questionou.

— Aquelas câmeras instantâneas, sabe? Tira a foto e sai na hora?- Questionei.

— Ah, bem a sua cara.- Disse.

— Sim. Obrigada Jenna. Os meus vão ser distribuídos por último porque fui a primeira a coloca-los na árvore e agora eles ficaram lá embaixo.- Disse.

Matt pegou o dele.- Aqui linda, esse é meu.

Abri e sorri.- Não acredito que ainda tem essa foto.

— É claro, esse dia foi perfeito.- Matt disse.

— Ganhamos o jogo e depois você me disse que estava...- Parei.- Foi um ótimo dia mesmo, Matty.

— Estava o que, Matty?- Tyler perguntou rindo.

— Esquece.- Disse.

— Sim, fica quieto Ty.- Matt disse.

Foi ótimo o tempo que ficamos ali, mesmo que não me sentisse completamente daquele mundo, me senti como se fosse. Elena tirou várias fotos, depois de todos os presentes distribuídos e muita conversa, todos foram voltando para suas casas, exceto a Jenna que ficou aqui e Jer foi dormir com ela. Elena foi tomar banho e me peguei pensando em alguns momentos como aqueles que tínhamos tido durante os séculos. Sim, por mais brigas que tivesse, eu sentia uma falta horrível dos meus irmãos.

Sai do banho vestindo um pijama e me deitei na cama.

O deitar dela me despertou e passei o braço ao redor dela.

Cocei meus olhos.- É só eu que estou cansada e parece que tem areia nos meus olhos?

— Você deve estar cansada sim.- Disse.

— Eu estou.- Disse.

— Então descanse meu amor.- Era melhor não a incomodar com meus problemas, eu não devia pensar neles agora.

— Tudo bem.- Disse.

Beijei ela.- Feliz Natal.

— Feliz Natal.- Disse.

Peguei a mão dela que estava com o anel e beijei.- Eu te amo.

Sorri.- Eu também te amo.- O beijei.

Depois do beijo ela dormiu logo e sorri, a observando. Pela manhã inauguramos o dia de Natal se amando e não podia ser melhor. Ainda tinha aquele aperto pela minha família, mas minha vida agora é com eles aqui. Amo Jeremy como se fosse meu filho, por mais que saiba que nunca serei o pai dele, não me importo de estar ao seu lado. Jenna, bem, acho que uma hora ela vai me aceitar e a Elena... Ah, eu não imaginava que iria encontrar o amor assim, de repente e onde menos esperava. Eu sei que uma hora Klaus vai vir atrás dela e quando o fizer, estarei pronto para proteger a minha mulher, mas até lá vou aproveitando cada minuto dessa felicidade.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Bem, aqui gostaria de reservar um "canto" para fazer uma pergunta; vocês gostam de ler incesto de qualquer grau? Tipo, sei que já fizemos One Shot de incesto e foi bem recebida, mas queríamos ter certeza. Por exemplo; eu gosto de ler de qualquer gênero, mas isso não quer dizer que apoio na vida real, pelo contrário. Mas na leitura e escrita acho que se pode abordar tudo desde que tenha uma boa escrita e no meu caso não seja algo forçado ou ruim... Mas bem, essa pergunta é porque eu e a Priscila tivemos uma ideia para uma OS Hope e Klaus e vocês devem estar espantados agora, mas deixa eu explicar da onde surgiu o pensamento... Klaus é ciumento com Rebekah, Freya e com certeza será com Hope e achamos que ele é tão ciumento que o pensamento dele chegaria ao ponto de só ele poder toca-las... O que vocês acham? Leriam um incesto assim? Queremos saber para podermos escrever... Temos One Shots prontas da Hope com outros que não tem nada de incesto e com ela grande claro HAHA' e espero que gostem da escolha da atriz que fizemos HAHA' (Ok, estou me estendendo) Bem, só nos respondam ai porque sabemos que incesto nível irmão vocês leem estamos pensando em outros ai... Caso querem ler uma Short fic Klaus e Rebekah, vão no meu perfil e leiam a Amor Proibido, vão gosta :) Bem, agora vamos a votação para o próximo capítulo: — Derek e Davina. — Derek e Lydia. — Derek e Elena. Então, respondam nossa pequena enquete e votem para o próximo capítulo :3 Nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)