Liberty- One Shots
80 Capítulo 80- Derek & Elena.
Notas iniciais

POV Derek.
Me mexi na cama e estava um pouco dolorido da noite anterior, mas sorri. Tinha faturado uma grana suficiente para ficar tranquilo com todas as contas e ainda ajudar a Laura em casa. Eu e minha irmãs moramos na casa que nossos pais deixaram para gente, ainda bem que não pagamos aluguel, mas tinha a minha faculdade e a da Cora agora também. Como eu ajudo? Eu entro nas lutas que tem na universidade. Uns amigos arrumam para mim. São boas e a grana é alta. Mas hoje é dia de descansar, então passei o dia fazendo porra nenhuma e noite me arrumei e sai. Tinha a festa de inicio de ano. Era na praia e foi para lá que fui. Vi o meu pessoal e fui falar com eles.
— E ai cara.- Enzo disse.
— Muito quebrado ainda?- Damon perguntou.
— Nada que uns remédios não tenham resolvido.- Disse.
— Que bom.- Enzo disse.
— Você foi muito bem, deve estar com a conta gorda.- Klaus disse.
— Muito mais que a nossa.- Damon disse.
— Não venha reclamar da vida, Damon.- Freya disse rindo.
— Muito menos vocês queridos Mikaelson's.- Damon disse.
— Estou bem. Obrigado pela preocupação, fiquei até emocionado.- Disse.
— Tadinho. Claro que nos preocupamos.- Ela disse.
— Claro, é o nosso fofinho.- Damon riu, pegando umas cervejas.
— É, esse devia ser seu apelido, "fofinho", não "Alfa".- Ela disse.
— Freya, acho que você quer testar o poder do meu "Alfa".- Disse.
— Irmã, acho que foi descoberta.- Klaus riu e bebeu.
Ela riu.- Sonha querido.
— Ih, tomou fora.- Damon disse.
— Você que está perdendo. Que grupinho novo é aquele ali?- Questionei.
— Que grupinho?- Enzo questionou.
— Ali perto da fogueira.- Disse.
— Ih, eu conheço alguns. Aquela morena gostosa é minha vizinha, Elena.- Damon disse.
Ela suspirou.- Vai começar o papo de homem.
— Vira lésbica que acaba o problema.- Disse.
— Fácil como estalar os dedos.- Ela disse.
— Demais e ela é gostosa mesmo.- Disse.
— Assim como as amigas.- Klaus disse.
— Entrando no clima do papo, além da morena "gostosa", só a outra morena é. Porque a loirinha é esquisita de corpo.- Ela disse.
— Coitada Freya.- Klaus disse.
— É verdade Klaus. E você Damon?- Questionei.
— Todas são gostosas.- Damon disse.
Ela ri.- Damon gosta de qualquer coisa desde que seja mulher.
— Não tenho frescuras.- Damon disse.
— Até parece.- Klaus disse.
— Eu não falo nada porque tenho vários defeitos mesmo.- Ela disse.
— Mas tá bem gostosa.- Damon disse.
— Damon, você não é muita base nesse momento.- Ela disse.
— Agora não tem mais como voltar Damon.- Klaus disse.
— É, vamos ver se qualquer uma serve mesmo.- Damon disse.
Ela riu.- Coitado.
— Derek, já que se acha tão gostosão, vai lá e tenta a sorte com a Elena. Vou adorar ver o coice daqui.- Damon disse.
— Ele chamou ela de cavalo?- Klaus questionou.
— Mais ou menos. Está achando que não convenço ela a sair comigo?- Questionei.
— Isso me soou muito como se ele tivesse tentado e tivesse levado um fora.- Ela disse.
— Com certeza.- Klaus disse.
— Já mesmo. Ali é um poço de frieza.- Damon disse.
— Então alguém tem que derreter esse gelo.- Ri e me encaminhei para lá.
— Quero só ver.- Ela disse.
Peguei três cervejas e cheguei a elas.- Olha aqui, mais um grupo de novatas. Aqui meninas, uma cortesia dos mais velhos.- Dei a cada uma.
— E quem é você?- Caroline perguntou.
— E você acha que somos idiotas de tomar bebida de estranho?- Bonnie questionou.
— Elas estão lacradas. E sou Derek, terceiro ano.- Disse.
— Prazer então.- Bonnie disse.
— E você Elena, não vai falar nada?- Questionei.
POV Misto. (Derek e Elena.)
— Como sabe meu nome?- Questionei.
— Temos um conhecido em comum que disse. Assim como ele disse que não teria coragem de vir aqui falar com vocês, babaquice não?- Questionei.
— Pois é.- Bonnie disse.
— Vai continuar sendo muda?- Perguntei.
— Hã... não sabia que tinha vindo aqui para falar especificamente comigo.- Disse.
— Oh entendemos, vamos Bonnie.- Caroline disse.
— Vamos.- Bonnie disse.
— Tecnicamente sim.- Disse.
— Fale então.- Disse.
— Vim te chamar para sair.- Disse.
— Me chamar para sair? Nem nos conhecemos.- Disse.
— Por isso estamos conversando agora.- De perto era mais linda.
Ri.- Você está tentando me cantar? Eu não sou esse tipo de garota e também não sirvo para você provar ao Damon que você pode me "pegar", como dizem, e ele não.
— E quem disse que quero isso?- Questionei.
— E o que quer?- Perguntei.
— Ué, sair com você. Para que conste, ele só disse que te conhecia depois de eu mencionar que me atrai por você.- Disse.
— Então ele deve ter dito que eu não sou fácil assim não. Melhor você procurar outra e me deixar em paz.- Sai dali.
POV Derek.
Olhei ela sair e uau, que bunda gostosa. Isso era raro! Ri e deixei ela ir, mas não ia desistir de sair com ela. A festa foi maneira e me diverti com meus amigos. As aulas começaram com tudo e cada ano ficava mais dificil. Desci para o café e encontrei uma irmã sonolenta.- Cora, acorda.
— Me deixa em paz cabeça de bagre.- Ela resmungou.
— Mal começou e já está assim?- Questionei.
— Para você ver.- Ela disse.
— Espera passar do meio, fica bem pior.- Disse.
— Grande incentivo.- Ela disse.
— Por qual motivo meus bebês já estão brigando?- Laura riu, indo pegar o café.
— Bebê uma virgula.- Cora disse.
— Isso é. Não tem bebê nenhum por aqui.- Disse.
— Fora vocês, acho bom mesmo que continuem sem bebês. Os dois.- Laura disse.
— O Derek vai ser fácil não ter bebê. Afinal faz um baita tempo que ele não anda com ninguém ou fala em mulher, ou olha uma mulher.- Cora disse.
— Querida irmãzinha, não é porque não trago nenhuma mulher para transar em casa que quer dizer que estou sem. Faço isso em respeito a vocês.- Disse.
— Ai de você eu acordar e ter uma piranha no meu sofá.- Laura disse.
— Eu não estou dizendo de levar para transar em outro lugar, seu garanhão. Eu sei que você está na seca porque eu tenho um infiltram-te nos seus amiguinhos.- Cora disse.
— Cora, fica longe dos meus amigos. Ou melhor, vou avisar para eles ficarem longe de você.- Disse.
Ela riu.- Ai que medinho dele. Vocês dois não botam medo nem numa formiga.
— Eu tô avisando, não quero nenhum safado perto de você.- Disse.
— Derek, ela não é uma garotinha, nem virgem mais é.- Laura disse.
— O QUE???- Exclamei.
— E como diabos você sabe disso?- Ela questionou.
Ela riu.- Eu sou irmã mais velha e uma garota também. Conheço os sinais. E você demorava demais quando ia na casa do Stiles.
— Sinais? Você é mais velha que a vovó. Não existe sinais. Os seios não crescem, não criamos corpo e a não ser que você fique grávida, ninguém nunca saberá se é virgem ou não.- Cora disse.
— Continue achando isso.- Laura disse.
— Stiles? Eu vou matar aquele pastel.- Disse.
— Você não mata um mosquito.- Cora disse.
— Você acha isso?- Perguntei.
— Eu sei isso.- Cora disse.
— Deixa ela Derek, ela sai com quem quiser. Assim como você.- Laura disse.
— Vou para a aula.- Cora se levantou.
— Vocês me deixam maluco. Eu vou também.- Disse.
— Ok.- Cora disse.
— Tenham um bom dia, bebês.- Laura disse.
— Cala boca Laura.- Rimos e saímos. Deixei Cora no prédio dela e fui para o meu. Na hora do intervalo fui para o refeitório e vi a morena gostosa. Me sentei ao lado dela.
POV Misto. (Derek e Elena.)
— O que você quer?- Perguntei.
— Companhia para o almoço.- Disse.
— Vá ficar com seus amigos.- Disse.
— Quero ficar com você.- Disse.
Suspirei.- Ok.
— Faz que curso?- Perguntei.
— Moda.- Disse.
— Sério? Não tem cara.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Eu diria medicina ou direito.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Então é boa de desenho?- Perguntei.
— Sou.- Disse.
— Temos algo em comum então.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Sou da Arquitetura.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Gostando da universidade?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Você é daqui?- Questionei.
O olhei.- Garoto, o que você quer comigo? Eu já disse que não quero nada com você.
— Gosto de fazer as pessoas mudar de opnião. E porque não quer?- Questionei.
— Porque não.- Disse.
— Isso não é resposta. Vamos, não é tão ruim assim sair comigo. A não ser que esteja com medo.- Disse.
— Eu. Não. Quero.- Falei pausadamente.
A fiz olhar para mim.- Você ainda vai querer e vai adorar estar do meu lado.
Tirei a mão dele.
— Pode esperar Elena, porque isso vai acontecer.- Sorri e me levantei, indo para minha mesa.
Suspirei e sai dali. Era o que me faltava. Não ia ter paz agora.
POV Derek.
— Sinto cheiro de fora.- Damon disse.
— Pois é.- Enzo disse.
— Cara, cada vez que ela diz não, me deixa mais excitado.- Disse.
— Agora que ele entra na seca de vez.- Enzo disse.
— É você então.- Acusei.
— Eu o que?- Enzo questionou.
— Que anda falando com a Cora.- Disse.
— Ela é uma pirralha. Não sou eu que gosto de novinhas.- Enzo disse.
— Uh. Quer dizer que a irmãzinha anda te zoando é?- Damon questionou.
— Já deixei bem claro. Deixar minhas irmãs fora do radar de vocês.- Disse.
— Engraçado que ninguém respeitou a minha.- Klaus se sentou.
— Qual delas?- Enzo perguntou.
— Falando assim só pode ser a Rebekah. Todo mundo sabe.- Disse.
— Ela dá para geral.- Damon disse.
— Só pode mesmo, porque eu não sou.- Ela se sentou.- E também para o Klaus estar com ciúmes, só pode ser ela. O irmão que gosta de mim é o Elijah.
— Tadinha. Querendo consolo Freya?- Damon questionou.
— Engraçadinho, não. Eu não me importo.- Ela comeu do lanche.- Eu só me dou bem com meus pais, Finn e um pouco com a Rebekah e Elijah.
— Me senti excluído.- Klaus disse.
— Coitado.- Ela disse.
— Estou profundamente magoado agora.- Klaus disse.
— Ah Deus, vocês são umas florzinhas.- Damon disse.
— O negócio é que a Rebekah é mais nova que ele, eu sou mais velha e vi esse garoto pelado já. Troquei fralda dele até.- Ela disse.
— Xiii, o mini Klaus foi exposto a uma garota. Finalmente.- Damon disse.
— Mini?- Klaus questionou.
— Quando eu trocava as fraldas dele, realmente era mini. Agora eu não sei. Espero não ter que trocar nada dele hoje em dia.- Ela disse.
— Ela confirmou.- Disse.
— Pois é, mini Klaussy.- Damon disse.
— Quer ver ele? Abaixa as calça e fica de costas que te mostro.- Klaus disse.
— Klaus!- Ela exclamou.
— Foi mal maninha.- Klaus disse.
— Dariam um bom casal os dois.- Damon disse.
Ela riu.- Até parece.
Elena passou do outro lado e a acompanhei com o olhar. E quando ela percebeu, virou a cara e ri.
— Derek, para com essa bobagem. Deixa a garota em paz.- Ela disse.
— Não estou fazendo nada.- Disse.
— Mas está fazendo disso um desafio.- Ela disse.
— Ela é uma caloura Derek, vai atrÁs das que fazem fila quando você luta.- Klaus disse.
— E ela é tão nova quanto a sua irmã.- Ela disse.
— Nossa, vocês sabem como me incentivar.- Disse.
— É para isso que servem os amigos.- Ela disse.
— Eu tenho que ir.- Levantei.
— Ah, ele ficou sentido.- Klaus disse.
— Tadinho.- Ela disse.
— Vão se fuder.- Sai de lá.
****
POV Misto. (Derek e Elena.)
Fui para minhas aulas e no fundo eles tinham razão; ela é uma garota que mal olhava para mim. Me foquei nos trabalhos que estavam sendo passados e duas semanas depois, fui chamado para uma luta. Ela não foi difícil, só que o cara me acertou algumas vezes. Quando ganhei, não acreditei em quem vi, Elena.
Aquilo tudo era nojento, então sai para a rua.
Sai de tudo. Meu dinheiro pegaria depois. Sai na rua e a vi.- Hey.
— Oi.- Disse.
— Veio com quem?- Questionei.
— Caroline.- Disse.
— Ah sim.- Alguns garotos mexiam com ela, o que me irritava.
— Então você é masoquista?- Questionei.
— Masoquista?- Perguntei.
— Gosta de apanhar.- Disse.
— Oh isso, bem, hoje foi um dia atípico.- Disse.
— Sei.- Disse.
— Pode perguntar. E respondendo, não gosto de apanhar, só estou pelo dinheiro.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Hey gostosa, vamos para uma festa?- Um cara perguntou.
— Ela está acompanhada, vaza.- Disse.
— Quem é você?- Questionei.
— Paul.- Ele disse.
— Ela não vai a festa nenhuma com você, vaza.- Disse.
— Eu sei responder.- Disse.
— Responda então.- Disse.
Olhei o garoto.- Paul, obrigada pelo convite, mas eu ainda estou me adaptando aqui e não estou priorizando festas no momento.
— Valeu.- Ele saiu.
— Bastava um não.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Para o babaca ir logo embora.- Disse.
— Hã... da minha vida cuido eu.- Disse.
— Como disse, é nova aqui, conheço os babacas.- Disse.
— E você não é um?- Questionei.
— Claro que não.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Vamos num lugar comigo? É onde eu gosto de ir depois da luta.- Disse.
— No hospital?- Perguntei.
— Não. Por mais que esteja com uma dorzinha aqui. Mas é na praia.- Disse.
— E porque deveria confiar em você?- Questionei.
— Porque sim.- Disse.
— Bem, eu só vou ir porque moro na frente da praia.- Disse.
— Mora?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Mandou bem. Vamos.- Disse.
— Ok.- Disse.
Fomos até minha moto e peguei os capacetes.
Coloquei o capacete.
Ela subiu e gostei da sensação dos nossos corpos juntos. Segui para praia, mas enrolava para sentir ela mais assim. De onde estávamos a praia não ficava longe, então levei uma meia hora para chegar lá.
Desci da moto e tirei o capacete.
— Isso foi sexy.- Disse.
— Hã... Ok.- Coloquei o capacete na moto.
— Deixa de ser séria. Vamos, é um bom passeio e a noite está ótima.- Disse.
— Não. Eu só aceitei a carona.- Disse.
— Nossa, o que é preciso para fazer você sorrir?- Questionei.
— Não é da sua conta. Eu não te conheço, não sei da onde você veio, se tem ficha na polícia, se é bandido ou não, então não cobre nada.- Disse.
— Que isso, vamos com calma ai Elena. Se quer saber, só perguntar.- Disse.
— Eu não quero saber.- Disse.
— Quer saber? Foda-se princesinha. Sobe ai que vou te levar seja para onde for.- Nisso que dá ser mais sutil com as garotas.
— Você tá louco? Eu não te pedi nada e já estou em casa. E te enxerga garoto e me deixa em paz também.- Sai dali.
Dane-se. Deixei a moto num estacionamento e fui para a praia. Era bom para me recuperar e gostava de nadar. Quando estava saindo vi duas garotas, uma era tão gostosa que me deixou louco e não foi difícil convencer ela a ir para um motel comigo e cacete ela era boa no que fazia. Foi um fim de noite muito mais proveitoso que ficar bancando o bonzinho para pegar a princesinha. Fui para casa e olhei minha conta, é faturei bonito. Voltei ao normal depois daqueles dias e como era bem melhor ficar assim. Tinha saído de uma sala. Ok, não estava estudando e sim fodendo uma loira, quando esbarrei na princesinha.- Olha por onde anda.
— Olha você.- Disse.
— O que está fazendo aqui? Isso aqui não é corredor para calouros.- Disse.
— Ah, é porque... Ah, verdade, não é da sua conta.- Disse.
— Saindo daqui agora. Nenhum calouro vai ficar no nosso setor.- Disse.
— Eu já vou sair, não faço questão de ficar aqui. Só vim deixar meu trabalho com um professor.- Continuei andando.
Olhei ela.- A propósito, o que gostava de olhar em você era sua bunda. Ela é mais interessante que a dona.
Parei e o olhei.- Ela agradece.- Segui meu caminho.
— Riquinha metida.- Fui embora e continuei a fazer as coisas normais, mas as vezes me pegava olhando a metidinha por ai. Aff, se ela não fosse tão chata daria para gente se divertir legal trepando noite a dentro. Tinha vários trabalhos a fazer então fui para a biblioteca e precisava de um livro sobre técnicas de desenho. Quando eu peguei, alguém também pegou.- Peguei primeiro.
— Tudo bem.- Disse.
Fui para meu lugar e comecei a fazer o trabalho.
Me sentei em uma mesa e tirei minhas coisas da mochila. Como não tinha o livro, procurei na internet, peguei algumas folhas do fichário e comecei a escrever para mim os capítulso do livro que ia precisar.
Botei meus fones e batia o ritmo da musica na mesa enquanto fazia meu projeto.
Fazia as coisas e conversava com a Caroline e Bonnie no grupo do whatsapp.
Apesar de tudo que eu era, eu amava o que eu fazia. Me perdia quando desenhava e fazia os mais variado projetos. Os meus favoritos eram de casas, mas mandava bem em prédios também. Sem querer me gabar mais era o mais foda da minha turma. Minha folha acabou e fui buscar outra.
Continuava escrevendo.
Voltei com um refrigerante, mas como estava distraído tropecei na mochila no chão, que fez derrubar o copo na mesa.- Merda, olha onde larga essas coisas.
— Desculpe.- Tirei a mochila e peguei um pano para limpar o computador da biblioteca.
— Vai me dar outro refrigerante.- Disse.
— Tudo bem.- Peguei minha carteira.- Quanto é?
— Dez dólares.- Disse.
´Dei a ele.
— Agora você vai lá e compra para mim.- Disse.
— Eu não posso. Preciso terminar isso aqui o mais rápido possível.- Disse.
— Sério? Eu tenho o meu projeto que tenho que terminar também e agora tenho que buscar outra folha. Ah ótimo, cacete!- Joguei a folha respingada de refrigerante.
— Tudo bem Derek.- Levantei e peguei outro refrigerante para ele.- Toma. E se quiser eu refaço a folha que foi estragada.
— Quero só ver conseguir, afinal não são uns rabisco de roupinha.- Não era meu trabalho que estava ali, mas ela não sabia disso.
— Tudo bem, me passe o que precisa.- Disse.
— Um prédio, vinte andares, com detalhes mordenos porém sem deixar de ser clássico.- Disse.
— Para quando precisa?- Perguntei.
— Hoje. Eu estava nos detalhes finais.- Disse.
— Tudo bem. Daqui a pouco eu te entrego.- Juntei minhas coisas e sai dali para fazer.
Ela saiu e ri. Idiota. Voltei ao meu lugar e tomava o refrigerante tranquilo, decidindo o resto do trabalho.
Acabei faltando todas as aulas que tinha no dia e perdendo o meu trabalho, mas tudo bem. Terminei o dele e fui na ultima aula dele que era a do desenho. Pedi para chamarem ele.
— O que foi?- Estranhei quando me chamaram.- Ah, é você.
Entreguei a ele.
— O que é?- Perguntei.
— Seu trabalho.- Olhei a hora.- Tenho que ir pegar o ônibus, então tenho que ir. Desculpe novamente e espero que esteja bom.- Sai dali.
Voltei para aula e botei o que ela me deu na mochila. Quando acabou fui para casa e olhei. Tinha ficado bom, mas o meu era melhor. Deixei o dela guardado, era um troféu. Tomei banho, jantei e fui dormir. No outro dia tinha prova. Quando aqueles dias de trabalho e provas acabaram, teve uma festa para todos da universidade e acabei indo, por mais que essa não fosse divetida como as outras. Cheguei com a moto,e no que ia estacionar uma garota saiu atravessando, freiei com tudo.- Tá maluca porra?
— Desculpe.- Disse.
Desci.- Te acertei?
— Não, está tudo bem.- Disse.
— Cara, tem noção se pego você?- Questionei.
— Seria minha culpa, então não teria que pagar nada e eu pagaria o concerto da moto se precisasse.- Disse.
— Você gosta de atravessar meu caminho.- Disse.
— Desculpe.- Disse.
— Tanto faz.- Tentei ignorar o fato de que ela estava gostosa pra cacete e estava me deixando duro.- O que a princesinha da praia está fazendo aqui?
— Vim acompanhar minhas amigas.- Disse.
— Ah sim, você é a garota que não gosta de festa.- Disse.
— Eu gosto, mas de outro tipo.- Disse.
— Já sei. Com cheio de velhinhos e musica lenta.- Disse.
— Sim, eu gosto sim de festas dos velhinhos. Para seu conhecimento, eles são bastante alegres e irei sentir falta de passar algumas tardes com eles em NY.- Disse.
— Muito animado.- Disse.
— Você tem o direito de pensar como quiser.- Disse.
— Bem, isso explica porque tudo é tão chato para você aqui.- Disse.
— Se acha isso, ok.- Disse.
— Eu não acho, é o que você faz.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Já que voltou a responder assim, vou procurar alguém que queira se divertir.- Disse.
— Tudo bem, boa festa.- Disse.
— Eu já estou aqui, por isso a festa já é boa.- Ri e entrei.
Mandei uma mensagem para Bonnie e Caroline dizendo que ia ficar na rua. Tirei um livro da bolsa e achei um lugar tranquilo, me sentando e começando a ler.
Peguei uma bebida e tomei. No reflexo, olhei ao redor e percebi que ela não tinha entrado. Cacete Derek, para com isso, deixa aquela garota para lá. Ela não tem nada para servir para você. Puxei alguém que sorria para mim e começamos a dançar. Nem todos os meus amigos foram, então depois de uns amassos com umas duas garotas e beber um pouco, decidi ir para casa. Lá fora reconheci a figura sentada no canto.- Sério princesinha?
— O que?- Perguntei.
— Sentada aqui, sozinha lendo?- Questionei.
— Eu gosto.- Disse.
— Numa festa?- Perguntei.
— Em qualquer lugar.- Disse.
— Você é estranha.- Disse.
Baixei o olhar para o livro.- Eu sei.
Olhei todos lá dentro e aquela garota ali, sozinha.- Anda, vem.
— O que? Eu não quero, mesmo. Você que gosta disso, pode ir. Se achar a Car, vai se divertir com ela, tenho certeza.- Disse.
— Não quer uma carona? Vai ficar ai dando sopa para um babaca bêdado?- Para que estou falando isso? Ou volta para festa ou vai embora, ela que se foda.
— Estou bem aqui, obrigada pela preocupação.- Disse.
— Ou vai comigo ou vou te arrastar lá para dentro.- Disse.
Suspirei.- Tudo bem.- Me levantei e fui com ele.
— Boa garota.- Caminhamos até a moto.- No mesmo lugar?
— Sim.- Disse.
— Ok, só que teremos que dar a volta e vai demorar mais.- Disse.
— Ok.- Disse.
Subi na moto e dei partida. A sensação boa de a sentir junto de mim me invadiu de novo. Que porra era essa?
Ele me deixou em casa e eu fui direto resolver as coisas que faltava da faculdade. No outro dia me acordei cedo para deixar alguns currículos por ai. Então tomei um banho rápido e coloquei essa roupa: http://www.polyvore.com/look/set?id=163936592. Depois de deixar os currículos, fui para a faculdade.
Estava estudando para um teste e vi pernas muito gostosas passando por mim.- Nossa vai onde gostosa?- Disse olhando de baixo para cima e puta que pariu; Elena.
Sorri por ele ter se enganado.- Para a aula.
— Não está cedo?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Está sim.- Ok, gostosa assim logo de manhã, vou ter que ir já já é no banheiro resolver, porque estou ficando excitado.
— Bem, eu gosto mesmo de chegar na aula mais cedo.- Disse.
— Para que?- Perguntei.
— Porque é gostoso ficar na sala de aula sem ninguém e fazendo o dever ou estudar.- Disse.
— Você tem manias estranhas.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
Me levantei.- Vamos tomar café?
— Tudo bem.- Disse.
Fomos para a cafeteria e pedi dois cafés com bolinhos.
— Não quero bolo.- Disse.
— Tá, eles são para mim. Quer o que?- Questionei.
— Nada, já comi.- Disse.
— Tudo bem.- Peguei o pedido e fui para mesa.
Ele era bem estranho.- Bem, vou indo então.
— Que isso, senta ai.- Disse.
— Hã... eu não faço parte do seu grupo Derek e eles estão bem ali. Eu sou do grupo dos nerds, você dos populares. Então é melhor não.- Disse.
— Se eu quiser tomo e fodam-se.- Disse.
— Bem, eu prefiro sem confusão. Até mais.- Fui para a aula.
Até respondi sorrindo. Porque eu tô sorrindo? Para com isso, para. Fiquei ali e o pessoal veio, mas não liguei para o que falavam. Fui para minha aula e no almoço voltei por ela e me sentei com ela.- Sem desculpas agora.
— Tudo bem.- Disse.
— Você não tem que se importar se estão falando alguma coisa. Se estão, foda-se eles.- Disse.
Ri.- Você precisa lavar sua boca mesmo.
— Porque?- Perguntei.
— Porque você fala tanto palavrão que chego a ficar envergonhada sem precisar.- Disse.
— Eu te deixo envergonhada?- Perguntei.
— Não do jeito que está pensando, seu bobo. Não me importo de ficar com você. Estou dizendo que nunca ouvi tanto palavrão. Ainda mais tantos palavrões com indicações sexuais, mas tudo bem. E isso me faz ficar com vergonha por não falar e achar estranho quando falam. Eu devo ficar até corada se duvidar. Mas eu já estou "acostumada" pelo fato do Damon falar também, então está tudo certo. Foi só um comentário mesmo.- Disse.
— Vocês se conhecem a muito tempo?- Perguntei.
— A um tempo.- Disse.
— Ah sim.- Comecei a comer.- Vai ter uma luta sábado, quer ir?
— Bem...- Mordi meu lábio.- Tudo bem, eu vou.
— Ok.- Disse.
— Nossa, conseguiu que a gostosa falasse com você babaca?- Aiden questionou.
Olhei para o cara.- Quem é você?
— Sou Aiden. Se quiser tem um espaço mais agradável na minha mesa.- Ele disse.
Minha mão coçou para socar ele.- Some Aiden.
Percebi Derek serrar o punho.- Obrigada pelo convite, mas estou bem aqui.
— Que isso. Aqui só querem transar com você.- Aiden disse.
Olhei para a mesa que ele estava.- E os da sua mesa não?
— Lá temos cérebro para ter uma boa conversa, aqui só idiotice.- Aiden disse.
Me levantei.- Mesmo Aiden? Por que idiotice foi vir aqui.
Fiquei no meio deles.- Derek, relaxa. Não precisa disso.
— Ui, nem comeu ela e ela já manda nele.- Disse.
— Eu não estou mandando nele.- Disse.
Tirei ela da frente.- E você filho da puta, some da minha frente antes que te arrebente aqui mesmo.
— Que medo.- Ele riu e saiu.
Passei a mão no meu braço, ele não era muito gentil não.- Você se estressa muito fácil. E era comigo, não precisava me defender.
— Só não peguei ele porque já tive advertência por causa disso. E ninguém mexe com quem está comigo.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
****
Logo o dia da tal luta chegou e não estava muito animada, porque não gostava disso, mas fui para lá mesmo assim.
Cheguei e fui até o Enzo.- E aí, como estão as apostas?
— Empatadas.- Ele disse.
— Ele é bom?- Perguntei.
— Sim.- Ele disse.
— Faz um favor para mim.- Disse.
— O que?- Ele perguntou.
— Fica de olho na Elena. Ela não é acostumada a lugar assim e se dar merda pode acontecer alguma coisa.- Disse.
— Pode deixar.- Disse.
— Valeu.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Agora deixa eu ir.- Disse.
— Ok.- Disse.
Peguei o corredor e fui para o ringue improvisado. O cara era grande, mas ia poder com ele.
Cheguei no local da luta e fiquei onde conseguia ver bem o ringue. Estava bem nervosa e percebi por estar nervosa que eu gostava dele. Porque? Não sei. Ele é um tanto grosso as vezes e bem... louco, mas eu gosto dele. Não sei ainda como. Se como amigo ou algo a mais, mas eu gosto. Acho que como amigo.
A luta começou e eu acertei ele algumas vezes, mas ele era muito bom tanto que me acertou também. Foi uma luta difícil, quase perdi, mas no final ganhei dele. Sai de lá e me limpei, indo para a saída.
— Oi.- Disse.
— Hey princesa.- Estava com uma toalha para parar o sangue do supercílio.
— Tudo bem?- Questionei.
— Já estive melhor.- Disse.
— Imagino.- Disse.
— Você está bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Vamos todos para um bar aqui perto, vamos?- Questionei.
— Tudo bem.- Disse.
Esperamos todo mundo chegar e fomos ao bar. Pedi uma cerveja para beber e outra para colocar onde estava doendo.
Tomava do suco.
— Cara, não é melhor botar gelo?- Damon perguntou.
— Eu tô bem.- Disse.
— Se você diz.- Enzo disse.
— Cara, você está moído.- Klaus disse.
— Ele sabe o que faz.- Enzo disse.
— Isso ai.- Disse.
— Milagre você ter vindo Elena.- Damon disse.
— Pois é.- Disse.
— Coisas que só eu consigo.- Passei o braço ao redor dela.
Sorri.- Não se exiba.
— Só um pouquinho.- Ri e tomei da minha cerveja.
Comi do amendoim que tinha ali.
— Quer mais alguma coisa?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Ficamos por ali, mas foi ficando tarde e era melhor levar ela. Me despedi do pessoal e saímos de lá.
— Não precisa me levar em casa, vou pegar um táxi. Volte e vá se divertir.- Disse.
— Elena, estou sendo um cara legal, não estrague.- Disse.
— Ok então.- Disse.
Chegamos na moto e no que subimos e ela se segurou em mim, segurei um gemido de dor.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Diga.- Disse.
— Só onde pegou doeu.- Disse.
— Ok.- Me soltei dele.
— Não se solte, só pegue mais embaixo.- Disse.
— Ok.- Fiz o que ele disse.
Sorri com a sensação gostosa de sempre e parti para a casa dela.
Era estranho ficar assim porque ficávamos muito colados e é estranho ficar com seus seios colados nas costas de um homem "desconhecido".
Toda vez que eu freiava ela ficava mais colada em mim e isso começava a ficar mais gostoso.
Tentava não imaginar o que ele pensava, porque ficava com vergonha. Então espero que ele não tenha nenhum tipo de interesse por mim.
O que estava acontecndo comigo? Não sou de levar garotas para casa, nem de ser mais cuidadoso com o que falo perto dela. Nem de sorrir ao saber que vou vê-la ou por ela estar comigo. Essa garota tá me deixando doido. O tempo estava estranho e quando chegamos na casa dela, a chuva já caia.
— Nossa, que chuva.- Disse.
— Demais.- Disse.
— Quer entrar?- Perguntei.
— Quero.- Disse.
— Ok.- Subimos para o meu apartamento.- Fique a vontade. Se importa se eu for tomar banho antes que falte luz? Se faltar.
— Não, vai lá.- Disse.
— Ok, já volto.- Fui tomar banho.
Ela foi e me sentei, mas estava molhado, então tirei a camisa.
Tomei um banho rápido — mesmo lavando o cabelo- e sai, me sequei e coloquei um pijama. Terminei de me ajeitar e voltei para a sala.
— Apartamento legal.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— E essa chuva veio do nada. Ainda bem que chegamos a tempo.- Disse.
— Pois é.- Fui para a cozinha e coloquei água para aquecer.
— Onde posso colocar minha blusa para secar?- Perguntei.
— No sofá mesmo.- Disse.
Coloquei esticada e a olhei.- Pijama fofo.
Ri.- Obrigada.
— De nada. Você tem algum analgésico ai?- Perguntei.
— Sim.- Dei a ele.
— Valeu.- Agora que o sangue estava esfriando, estava ficando todo dolorido.
— De nada.- Disse.
— Mora sozinha?- Perguntei.
— Sim, estou pensando em adotar um cachorrinho.- Disse.
— Eu gosto de bichinhos, mas não temos. Laura tem alergia a pêlo.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Achei que ia morar com as meninas.- Disse.
— Bonnie tem família aqui, então mora com eles e Caroline e eu não nos bicamos em várias coisas, então é melhor morar separado. Eu a amo, mas...- Disse.
— É melhor distância.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Vai fazer o que?- Perguntei.
— Como assim?- Perguntei.
— Água no fogo.- Disse.
— Chá. Quer?- Questionei.
— Não gosto. Posso tomar banho?- Questionei.
— Claro. Eu vou fazendo algo para comermos e depois vou ver se tenho algo para passar onde está doendo em você.- Disse.
— Tudo bem, obrigado.- Disse.
— De nada.- Disse.
Fui para o banheiro dela e tomei uma ducha morna. Pensei naquilo ali, estar com ela sozinho. Bem, não deixa de ser uma oportunidade. Sai e vesti a cueca e a calça umidas, olhei ao redor. Ela não tinha um banheiro tipíco de garotas, mas uma coisa chamou minha atenção, o cheiro na verdade, o hidratante, era o cheiro dela. Sorri e que merda Derek, para de frescura. Voltei até ela que estava sentada com uma xícara.- Nossa, bem melhor.
— Imagino que sim.- Disse.
Olhei a chuva.- Será que a moto vai ficar segura onde está?
— Claro.- Disse.
— Espero.- Sentei perto dela.
— Bem, onde dói?- Perguntei.
— Aqui.- Indiquei na altura das costelas.
— Ok.- Peguei o creme e comecei a passar.
Ela tinha toques suaves e podia jurar que era virgem por causa da falta de jeito, talvez vergonha de me tocar.
— Está doendo muito?- Perguntei.
— Oh sim.- Tentei ser sério.
— Sério?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Ok.- Fui mais suave.
— Suas mãos são boas.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— O que me faz pensar se já a usou antes.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Usou mais embaixo de onde está.- Disse.
— Derek!- Exclamei.
— O que?- Perguntei.
— Você.- Disse.
— Foi só uma pergunta.- Disse.
— Uma intima.- Disse.
— Nem tanto.- Disse.
— Como não?- Questionei.
— Intima seria eu chegar e dizer; você é virgem.- Disse.
— Se você acha.- Disse.
— Você é.- Disse.
— E isso importa?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Mas você é?- Questionei.
Ri.- Olha quem está curioso.
— É só um sim ou não.- Disse.
— Vou te deixar curioso.- Sorri.
— Isso pode não ser uma coisa boa.- Disse.
— Porque não?- Perguntei.
— Vou te deixar curiosa.- Disse.
Ri.- Ok.
— Essa sua massagem tá fazendo bem.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Não desse jeito.- Ri.
— E como?- Perguntei.
— Você sabe como.- Disse.
— Derek! Se controle garoto.- Disse.
— Você é gostosa.- Disse.
Sorri.- Obrigada. Mas isso não é desculpa para você se animar ai.
— Quem disse?- Questionei.
— Eu.- Disse.
A segurei pelo braço e a puxei até ficar bem junto a mim.- Isso não é verdade
O olhei.- E porque não?
— Por...- Ah, não sou bom mesmo de falar, só cheguei mais perto e a beijei.
Fui pega de surpresa, mas fiquei mais surpresa ainda por retribuir.
Não era um beijo calmo, eu raramente sei ser assim e ela... Cara, desde que andamos mais juntos quero provar ela por inteiro.
Não sei se devia estar fazendo isso, parecia muito errado.
Nossa, a beijar estava me acendendo por completo e me fazendo adorar aquilo.
Parei o beijo.- Não posso fazer isso.- Me levantei.
— O que foi Elena?- Questionei.
— Você é você, e eu sou eu. Não vou transar com você como as outras que você sai.- Disse.
— Já estava pensando em transar comigo é?- Questionei.
— Não, mas é o que você pensa toda hora. Acabou de dizer que ficou excitado com uma massagem para passar sua dor.- Disse.
— Uma coisa sobre mim. Não transo com quem não quer, então se você dizer não, é não. Não precisa se preocupar.- Disse.
Suspirei.- Não estou dizendo que você estupra as garotas que você anda, só estou dizendo que não sou uma delas.
— Mas você respondeu, então me quer.- Disse.
— Não é bem assim.- Disse.
— É sim.- Disse.
— Ok então.- Disse.
— Agora deixa eu te beijar de novo.- A trouxe para perto.
— Tome cuidado, está machucado.- Disse.
— Não para te beijar.- Disse.
Ri.- Você é uma coisa.
— Eu sei.- A beijei de novo.
Retribui o beijo.
A sensação foi a mesma e talvez até melhor pelo relaxamento dela.
Era estranho beija-lo porque ele não era muito ativo no "beijo". Ficava pensando porque fazia tanto sucesso, mas tudo bem. Parei o beijo suavemente.- Vou terminar de fazer a janta.
— Você cozinha?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Gosto de mulher que cozinha ou melhor, gosto de comer.- Disse.
Sorri.- Dá para ver.
— Porque?- Perguntei.
— Porque sim ué.- Disse.
— Tá.- Ri, a observando.
Fui para a cozinha.
A chuva estava caindo pesada lá fora, era tão acostumado ao sol daqui que estranhava quando chovia. Ela terminou o jantar e acabei aceitando. Enquanto comíamos a luz acabou.
— Espero que volte logo.- Disse.
— Sim, sua comida está ótima.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Gostosa igual você.- Disse.
Ri.- Que comparação.
— Eu sou assim Elena.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Terminamos de comer e estava tarde já. É, nada de eu poder ir embora.- É, acho que vou ter que lhe fazer companhia.
— Claro, tudo bem.- Disse.
— Então vamos para o quarto.- Fui pegar no braço dela e peguei no peito.
— Derek! Cuidado.- Disse.
— Opa, estava gostoso demais para ser seu braço.- Disse.
— Você é impossível.- Disse.
— Foi sem querer.- Disse.
— Eu sei.- Peguei meu celular e liguei a lanterna.- Vamos.- Nos dirigi para meu quarto.
Claro que não foi sem querer, mas numa situação dessas, tinha que aproveitar. Segui ela e nos deitamos.
— Que coisa chata ficar sem luz.- Disse.
— Verdade, mas existem passatempos.- Disse.
— Tipo?- Perguntei.
Sorri, a virando para mim e voltando a beija-la.
Retribui, mas parei e toquei em seus lábios.- Calma, você está com seus lábios machucados. Não pode movimentar tanto eles assim, pode abrir.
— Aí eu me sentiria um vampiro num beijo com gosto de sangue.- Disse.
— Não seria legal.- Disse.
— Mas tenho que aproveitar, porque provavelmente vai mudar de idéia depois que eu for embora.- Disse.
Sorri.- Claro que não.
— Não?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Que bom, porque não quero mudar também.- Disse.
— Derek, você é legal, mas eu sei como você gosta de levar sua vida.- Disse.
— Você sabe como eu levo, não como eu gosto.- Disse.
— Derek, você em um semana cada dia está com uma garota diferente, uma mais bonita que a outra, então não sei como você pretende ficar comigo.- Disse.
— Bem princesa, com nenhuma mantive contato como mantenho com você ou tenha ficado apenas conversando na cama e feliz por isso.- Disse.
— Se você diz.- Disse.
Toquei o rosto dela.- Você é diferente.
— Tudo bem.- Disse.
— Acredita em mim?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Ótimo.- A beijei rápido, mas aquilo fez doer.
— Vamos tentar dormir.- Disse.
— Ok.- Disse passando minha perna sobre ela.
— O que é isso?- Questionei.
— O que?- Questionei.
— Que você está fazendo.- Disse.
— Me ajeitando para dormir.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— No melhor jeito.- Beijei o pescoço dela.
Sorri e me arrepiei.
— Não acha?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Que bom minha princesinha metida.- Disse.
— Não sou metida.- Disse.
— Eu achava que era.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Por isso te apelidei assim.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Ok, a dor no corpo está me vencendo.- Disse.
— Então durma.- Disse.
— Sentindo você assim é fácil.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Relaxado, só ouvindo o som da chuva lá fora, cansado e dolorido era um coquetel para dormir.- Boa noite minha princesa.
— Boa noite.- Disse.
Sorri e apaguei com a deliciosa sensação dela nos meus braços.
Me sentia meio mal agora que ele disse do "apelido". Eu estava meio que acostumada com o bullying por ser "nerd" e tudo mais, mas não achei que ele fazia isso comigo. Imagino o que ele falava antes e o fazia também. Suspirei. Fazer o que? Fechei os olhos e tentei dormir.
Me mexi na cama e senti meu corpo reclamar. O cheiro dela foi a primeira coisa que senti, depois ela junto a mim, ou melhor, ela junto a mim com a minha animação (vulgo ereção) a todo vapor.
Me senti acordar.- Hey.
— Bom dia linda.- Disse.
— Bom dia.- Disse.
Beijei pelo ombro dela e chegando ao pescoço.- Melhor ainda por estar assim.
Sorri.- Que bom.
A virei para mim e passei a beija-la.
Retribui o beijo.
Minha mão agarrou uma das pernas dela e nossa, que perna.
Parei o beijo lentamente e sorri.- Não se anime tanto, temos que nos arrumar para a aula.
— Eu não vou hoje, nem você.- Disse.
— Como não?- Questionei.
— Vai ficar comigo.- Disse.
— Eu não posso. Nunca faltei, não vai ser a primeira vez hoje.- Disse.
— E se eu não deixar você ir?- Questionei.
Sorri.- E você me manda?
— Uhum.- Disse.
— Desde quando?- Questionei.
— Desde quando quero você nessa cama comigo.- Disse.
Sorri.- Não foi convincente, então tenho que ir.- Me levantei.
— Não mesmo.- A puxei de volta.
Ri.- Derek!
— Não vai sair.- Disse.
Sorri e quando ia falar a campainha tocou.- Espera ai.- Me levantei.- Já volto.- Fui atender.
— Hey.- Jer disse.
Sorri.- Oh meu Deus, Jer!- O abracei.
— Minha linda, estava morrendo de saudades suas.- Ele disse.
— Eu também.- Disse.
— Tenho uma surpresa.- Ele disse.
— Qual?- Questionei.
— Vim para ficar com você.- Ele disse.
Sorri.- Que ótimo!
— Sim.- Ele a abraçou mais forte.- Quer dizer se puder.
— Claro que pode.- Disse.
Ele riu e entraram. Ele sentou no sofá e a trouxe para seu colo.- Você está linda.
— Acabei de acordar, estou toda amassada e de pijama. Isso não me favorece muito.- Disse.
Ela demorava, então fui ver quem era. A encontrei sentada no colo de um cara, todos sorrisos.- Que porra é essa?
— Der, desculpe. Me empolguei aqui e esqueci de avisar.- Disse.
— É, vi o quanto se empolgou com o bababca.- Estava puto. Ela me beija e ja estava assim.
Sorri e mordi meu lábio tentando conter o riso do ciúme dele.- Derek, esse é o meu irmão, Jeremy.
— Irmão?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— E quem é esse?- Questionei.
— É o Derek.- Disse.
— E quem é Derek?- Perguntei.
— É uma longa história.- Disse.
— O que? Nada disso, estamos juntos.- Disse.
Sorri.- Então estamos juntos.
— Um cara todo arrebentado? Você não escolheu bem Lena.- Disse.
— Como se você tivesse algum direito de falar depois de ter namorado a Vick.- Disse.
— Ela era uma boa pessoa.- Disse.
— Era uma vadia e uma drogada.- Disse.
— Não fala assim Lena.- Disse.
Suspirei.- Matt não mereceu a irmã que teve.- Balancei a cabeça.- Como ele está?
— Bem, está dirigindo um bar. Meio que gerente.- Disse.
— Isso é ótimo.- Disse.
— Ele está indo bem.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— E você? Quer dizer, sem o estrannho ai.- Disse.
— Bem, estou bem.- Disse.
— Ótimo. Agora, estranho pode nos deixar? Sabe, vim ficar com a minha irmã. Ela não fica mais sozinha.- Ele disse.
— Ela que decidi isso.- Disse.
— Jer, deixa de ser ciumento. Eu quero que o Derek fique.- Disse.
— Ótimo. Porque estou muito bem aqui.- Peguei minha camisa, a colocando.
— Acho que é melhor eu me vestir.- Disse.
— Você está bem.- Disse.
— Ela tem aula.- Jer disse.
— Nós não vamos.- Disse.
— Agora muito menos. O meu bebê chegou.- Apertei as bochechas dele e as beijei.
— Bebê?- Ri.
— Lena, para com isso.- Ele disse.
— Porque? Você gosta que eu te chame de bebê, gosta quando eu fico te fazendo carinho também. Pode ser maior que eu, mas eu sou três anos mais velha, mocinho.- Disse.
— Elas só mudam de endereço.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Você falando igual minha irmã mais velha.- Disse.
— A diferença é que ele é uma criança mesmo. Tem 15 anos ainda. Começou a crescer ano passado quando aquela vadia o depravou, tadinho.- Disse.
— Hey, estou indo para 16.- Disse.
Ri.- Grande diferença. Você já tomou banho? E tem alguma roupa para lavar?
— Minhas coisas estão num quarto. Cheguei ontem, mas com aquela chuva não deu para chegar aqui.- Disse.
— Que quarto?- Perguntei.
— De uma pensão. Foi o que deu para arrumar perto da rodoviária num quase dilúvio.- Disse.
— Vamos pegar depois.- Disse.
— Tudo bem. Eu tô é com fome.- Disse.
— Ok, vou fazer o café.- Disse.
— Vou ligar para casa.- Não vou dizer que amei aquele pirralho ali. Ele estragou o meu dia com ela.
Fui para a cozinha fazer o café.
Liguei para uma Laura bem irritada por não saber onde eu estava (ela esquece que sou de maior) e avisei que ia para casa só mais tarde. Desci para dar uma olhada na moto e aprovetei um mercadinho que tinha na frente para comprar umas coisas.
POV Elena.
— Lena, quem é esse cara?- Jeremy perguntou.
— Nos conhecemos na faculdade.- Disse.
— Ele parece de gangue.- Ele disse.
Ri.- Ele é meio... exótico, mas é um cara bom.
— Exótico? Lena, ele não tem cara de bom não. Só de safado que pega, dorme e vai embora.- Ele disse.
— Jer, nós não transamos. Diferente de você, senhor precoce, eu sou virgem.- Disse.
— Que continue assim.- Ele disse.
— Nunca vi irmão mais novo ter ciúme de irmã mais velha.- Ri.
— Eu tenho sim. Afinal, tenho que cuidar de você.- Ele disse.
Sorri.- Que fofo.
Ele deu de ombros.
— E você; ainda está se achando adulto ou quer dormir comigo essa noite?- Questionei.
— Dormir com você sempre.- Ele disse.
Sorri.- Se eu não te conhecesse acharia que você é aqueles irmãos que acham a irmã "gostosa" e se aproveitam um pouco.
— Credo! Quer dizer, você é gostosa, mas é minha irmã. Eu nunca... Eca!- Ele disse.
Ri.- Tadinho, ficou vermelho de vergonha.- Beijei-o nas bochechas.- Estou brincando amor.
— Ok.- Ele disse.
POV Misto. (Derek e Elena.)
Voltei, indo para a cozinha.- Cheguei.- Botei as compras na mesas.
— O que é isso?- Perguntei.
— Fiz uma compra para a gente tomar café e também escova de dentes.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Trouxe bacon.- Disse.
— Ok, vou fazer.- Disse.
— Está fazendo ela de empregada?- Jer perguntou.
— Jer!- Exclamei.
— Deixa ele falar, é só um pirralho.- Disse.
— Ok, vocês dois deixem de se estranhar.- Disse.
— Vou no banheiro, já volto.- Disse.
— Ok.- Disse.
Tomei um banho e escovei os dentes. Ah, meu rosto não estava dos melhores, mas não doía tanto, só o corpo. Voltei e ela estava sozinha. A abracei por trás.- Cheiro bom.
Sorri.- Espero que goste.
— Sinto que tudo o que faz é bom.- Disse.
— Nem tudo.- Disse.
— Não costumo ser detalhista.- Disse.
Ri.- Que bom.
— Ele vai ficar aqui?- Perguntei.
— Vai.- Disse.
— Bem, então meus planos de passar o dia só com você se foram.- Disse.
— Sinto muito.- Disse.
— Tudo bem, é seu irmão.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Não mudou de ideia?- Perguntei.
— Sobre?- Questionei.
— Ontem e hoje de manhã.- Disse.
— Claro que não.- Disse.
Sorri.- Que bom.
Apenas sorri.
O café da manhã foi mesmo bom, mas não curti o resto do dia como esperava. Ficar com a Elena estava mais que bom e ainda me surpreende como é minha reação quando estou com ela. O pessoal estranhou, zoou e até reclamou de eu estar com ela, mas não deixei nada disso me afetar, não nesses quatro meses. Hoje o tempo estava bom e a arrastei para a praia.
— Não gosto muito de praia.- Disse.
— Ah, aqui é lindo.- Disse.
— Se você acha.- Disse.
— Ainda mais com você de biquíni.- Disse.
— Não é nada demais.- Disse.
— Claro que é.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Já disse que você é mais que perfeita Elena.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Você nunca acredita em mim.- Disse.
— Só não concordo.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque não.- Disse.
— Garotas...Vem, vamos para a água.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Fui com ela e a peguei no colo, nos derrubando na água.
Ri.- Você é louco? Meu cabelo vai ficar uma palha se essa água tocar nele.
— Fica nada.- Disse.
— Fica sim.- Disse.
— Não vai nadar comigo?- Questionei.
— Melhor não, mas pode nadar a vontade.- Disse.
— Ah, vem.- Disse.
Sorri.- Melhor não. É trabalhoso cuidar de cabelo e gasta dinheiro que eu não tenho.
— Tudo bem então.- Mergulhei. Aproveitei e nadei bastante. Era uma coisa que gostava. Quando voltava vi dois garotos mexendo com ela. Cheguei junto.- Vazem.
— O que? A gostosa aqui tá acompanhada?- O garoto perguntou.
— Tá sim e você tem dois segundos para sair de perto dela.- Disse.
— Não precisa ameaçar Derek.- Disse.
— Aí que medo do machão.- Ele debochou.
— Como é que é?- Questionei.
Suspirei. Ia começar.
— Pode vir que depois eu fodo a gostosa por você.- Ele segurou ela.
Aquele merda ia ver.- Tira as mãos dela, filho da puta.
— Me solta. Não vai querer confusão.- Disse.
No que avancei, a puxei e a trouxe para mim e soquei ele. Os amigos dele chegaram e o seguraram, alegando que ele está bêbado.
— Bêbado em plena luz do dia?- Questionei.
— Pois é moça. Vamos Lance, antes que alguém te arrebente.- Um dos cara disse.
— Vocês são chatos.- Lance disse.
— Boa sorte.- Desejei.
Eles saíram.
— Você está bem?- Perguntei.
— Estou.- Disse.
— Que imbecíl.- Disse.
— Ele estava bêbado.- Disse.
— Agarrou você.- Disse.
— Porque está bêbado.- Disse.
— Ninguém agarra você.- Disse.
— Não crie um caso disso.- Disse.
— Tudo bem, vamos beber alguma coisa.- Disse.
— Ok.- Disse.
Seguimos até a mesa. Pedi uma cerveja e um suco para ela.
Bebia do suco e olhava a praia.
— Acho que vou ficar sem namorada.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Tem gente babando em cima da minha mulher.- Disse.
Sorri.- Eu sou só sua, não importa que olhem.
— Minha?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu amo ouvir isso.- Disse.
Sorri.- Que bom.
— Depois daqui poderíamos ir lá em casa, não vai ter ninguém.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ótimo.- Tomei da cerveja. Ficamos mais um pouco ali e na hora do almoço fomos para casa. Chegando lá comemos e agora estávamos no sofá.- Como está nas matérias?
— Estou bem e você?- Perguntei.
— Bem, só uma que esá me apertando.- Disse.
— Qual?- Questionei.
— Urbanismo I.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Mas vou ficar bem, sem estresse.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Toquei o rosto dela.
— O que foi?- Perguntei.
— Você é linda pra cacete. Ops, desculpa, sei que não gosta de palavrão assim.- Disse.
Ri.- Tudo bem. É seu jeito.
— Mas sério Elena, você faz as coisas serem diferentes.- Disse.
— Diferente como?- Perguntei.
— Me faz sentir aquelas coisas.- Disse.
— Que coisas?- Perguntei.
— Como dizem, estar apaixonado.- Disse.
Sorri.- Você é um amor. Estar apaixonado é normal. Ainda mais se apaixonar por você.
— Você acha que vai se sentir assim por mim?- Questionei.
— Eu já te amo.- Disse.
— Ama?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Sorri e a beijei. Ouvir aquilo me deixava nervoso, nunca soube lidar bem com sentimentos.
Retribui o beijo.
— Elena...- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Eu não sei se sei lidar. Não quero machucar você e não quero foder o que temos.- Disse.
Toquei os lábios dele.- Eu te amo, você não precisa me amar. Não é obrigado a isso.
— Eu... Eu nunca amei alguém. Não alguém que vale a pena como você.- Disse.
— Está tudo bem.- Disse.
— Não quero perder você.- Disse.
— Não vai.- Disse.
A beijei de novo. Eu queria ela, queria para sempre.
Retribui o beijo.
O sofá era grande então deu para eu me virar mais para ela e a colar mais em mim.
Acariciava a lateral do pescoço dele.
Minha mão descia pela perna dela e eu adorava as pernas dela. Na verdade ela por inteiro.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Desci a mão pelas costas dela e deixava o beijo mais intenso.
Acariciava a nuca dele e a outra mão continuava acariciando seus cabelos.
Fui parando para podermos tomar ar, mas não deixei de beija-la. Agora descendo para o pescoço.
— Der...- O parei, fazendo-o olhar para mim.- Eu sei o que você quer, mas eu não quero ter nossa primeira vez aqui. Sua casa é movimentada e não ficarei tranquila aqui.
— Não vai chegar ninguém Lena.- Disse.
— Você já disse isso várias vezes.- Disse.
— Sempre chega alguém.- Suspirei.
— Sim.- O beijei delicadamente.- Mas hoje a noite o Jer vai dormir na casa de um colega porque eles tem que fazer um trabalho de Astronomia e é a noite. Então você pode ir lá em casa se quiser.
— Você quer?- Questionei.
Sorri.- Eu já disse que sou sua, Derek.
— Tá.- Dei um selinho, descansando o rosto junto ao dela.
Acariciava os cabelos dele.
Estava curtindo aquela sensação quando o meu telefone tocou. Atendi e era o Enzo marcando uma luta para semana que vem. Pensei bem e aceitei. Desliguei.
— O que foi?- Perguntei.
— O Enzo marcando uma luta, mas não gosto do pessoal que vai ser.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Eles gostam de encrenca. Ouvi dizer que alguns andam armados.- Disse.
— Nossa, tome cuidado.- Disse.
— Já disse que não gosto de gente assim. Luta normal, ok, mas nada de arma, droga e gangue.- Disse.
Sorri.- E eu amo você por isso.
— Eu tenho princípios amor.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
A beijei e ficamos ali mais um pouco. A tardezinha ela foi para casa e eu fui tomar um banho. Já tinha roupa lá (toda semana alguns dia dormia lá), então foi só me trocar aqui e sai. Parei para comprar o jantar e depois fui para lá.
Abri a porta para ele.- Hey.
— Boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
— Eu sei que nunca fiz isso e pode ser meio brega, mas trouxe para você.- Dei algumas rosas. Bem, dizem que todas as garotas gostam de rosas.
Sorri.- São lindas.
— Gostou?- Eu nunca tinha dado flores, então não sabia muito disso.
— Claro.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Sorri e o beijei.- A comida está pronta.
— É a chef da noite?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— E qual o nosso cardápio?- Questionei.
— Lasanha e de sobremesa crepe de nutella com morango.- Disse.
— Uau. Minha garota é mesmo uma chef.- Disse.
Sorri.- Para você ver.
— Vou ter que lutar muito para não engordar.- Disse.
Sorri.- Não exagere.
— É sério.- Disse.
— Ok.- Disse.
— O Jer já saiu?- Perguntei.
— Já.- Disse.
— Que bom. Vamos a essa delícia?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Sério que arrumou a mesa?- Questionei.
— Só arrumei os pratos.- Disse.
— Mas arrumou.- Sorri.- Vamos ao rango?
— Vamos.- Disse.
Me sentei e ela pegou as coisas, logo nos servindo.- Nossa, que delicia.
— Que bom.- Disse.
— Ou então sou eu com fome.- Disse.
— Possivelmente.- Disse.
— Você mandou muito bem.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Bebi do suco.- A praia te deixou com marquinha.
Me olhei.- Verdade.
— Deixou mais sexy.- Disse.
Sorri.- Você acha tudo sexy, não é base.
— Não acho tudo. Você que é e deixa tudo.- Disse.
Ri.- Ok.
— É verdade Lena.- Disse.
— Ok.- Disse.
Sorri e terminamos de comer. Com a sobremesa eu me deliciei. Tinha me sentado ao lado dela e a sujei de doce.
Ri.- Nutella é sempre bom.- Passei a língua nos meus lábios.
Beijei ela.- Verdade.
— Pois é.- Disse.
Já estava terminando mesmo, então deixei a sobremesa de lado e voltei a beija-la.
Retribui o beijo.
Cheguei mais perto dela e o sabor do doce deixava a boca dela mais gostosa.
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Ri.- Acho melhor sairmos das cadeiras antes que levemos um tombo.
— Com certeza.- Disse.
Levantamos e fomos para o quarto. A puxei e a beijei, estava louco para ter ela.
Retribui o beijo e acariciava sua nuca. As vezes ficava pensando se nesses meses ele não tinha me traído. Eu sei, é horrível pensar issso, mas sinceramente, ele é o unico cara que namorei que nunca ficou me enchendo para transar, o que era bem estranho. Ele não toca nesse assunto. Então o que vou pensar? É a primeira coisa que se pensa, mas eu tentava não pensar. Nao tinha provas nem nada.
A levei até a cama, a deitando ali. Eu não tinha ficado tantos meses sem transar e isso me deu uma angústia louca.- Finalmente essa seca acabou, né princesa?
— Bem, considerando que é a minha primeira vez, não considero que eu estivesse em seca ou algo do tipo.- Disse.
— Para mim parece que estou a ponto de explodir.- Disse.
Ri.- Não exagere. Nem é tanto tempo.
— Não, imagina. O meu... Deixa para lá.- Disse.
— Diga.- Disse.
— As minhas bolas estão até doloridas.- Disse.
Ri.- Tadinho de você.- O beijei.
— Até porque nunca fiquei assim.- Beijei o pescoço dela.
— Assim como?- Questionei.
— Sem sexo.- Disse.
Toquei o peito dele e beijei delicadamente sua bochecha.- Você consegue me deixar com pena.
— Mas agora acabou.- Sorri, tirando a blusa dela.
— Sim.- Ajudei ele a tirar.
— Sabe, sempre imaginei você nua.- Disse.
— Vai ver que não é nada demais.- Disse.
— Tenho certeza que está errada.- Fui beijando pelo pescoço a baixo.
Me arrepiei.- Tudo bem.
— Você é linda Lena, te falo isso desde de que nos conhecemos.- Disse.
— Sei que fala.- Disse.
— É a verdade.- Cheguei na barra da saia dela.
— Ok.- Disse.
Abri o botão e tirei a saia.- O bronze com certeza fica bem em você.
Sorri.- Obrigada.
Voltei a subir e tirei o sutiã. Que peitos... Cai de boca neles.
Suspirei pesadamente e comecei a tirar a camisa dele.
Ajudei ela a tirar e tirei logo a calça que estava.
Voltei a beija-lo e acariciava seus cabelos.
Meu desejo falava mais alto e a beijava com a vontade. A segurei mais pela cintura e senti meu sexo junto ao dela e isso me deixou mais doido ainda.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e minha perna em sua cintura.
Peguei na coxa dela. Ela tinha um corpo maravilhoso.
Me arrepiei com o toque dele.
Tirei a calcinha dela e a minha cueca. Voltei a estar junto dela.
Parei o beijo.- Antes uma coisa.
— O que?- Questionei.
— Não precisa de camisinha, se não quiser. Eu venho tomando anticoncepcional a um tempo já para prevenir as coisas já.- Eu tinha pensando nisso a um mês, mais ou menos, creio que ele nunca tenha transado sem camisinha e isso talvez seja algo legal para ele.
— Sério?- Questionei.
— Sim.- Disse.
Sorri.- E eu achando que não podia ficar melhor.
— Que bom que gostou.- Disse.
— Tudo vindo de você.- Toquei seu rosto, a beijando e me colocando melhor entre as pernas dela.
Retribui o beijo novamente e acariciava seu abdômen.
Me coloquei na entrada dela e fui entrando aos poucos.
No começo doeu, mas era suportável.
— Está bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Ótimo.- Beijei ela, começando a me mover devagar.
Eu não fazia ideia de como os homens classificam o sexo ou a região intima feminina, mas esperava que não fossem muito exigentes. E também não sei se Derek é.
— Cacete, você é uma delícia.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
A beijei de volta e aumentei o ritmo. Eu estava a meses sem isso e agora ela gostosa assim... Tem noção de como é complicado se segurar e sem ir com tudo?
Retribui o beijo e entrelacei meus dedos em seus cabelos.
O prazer se espalhava pelo meu corpo e era diferente com ela. Não era apenas ser gostoso. Era gostoso e era com ela, a minha garota, isso importa e fazia diferença.
Eu amo Derek e sei que ele não me ama ainda, sinto isso. Mas não me importo, nunca me arrependeria desse momento. Era com ele e sempre seria especial.
— Você é muito gostosa.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Ri, tocando o corpo dela. Ah Elena, quando achei que me perderia assim por uma unica garota?
Beijava o pescoço dele. Sabia que ele tinha várias famas, mas não via isso agora. Porque ele tem muitas em relação ao sexo. Para mim ele é fofo e normal.
Nos virei e a mão que estava na perna dela desceu até a bunda dela, a apertando.
Suspirei pesadamente e o beijei.
— Bunda gostosa.- Ri, falando contra a boca.
Sorri.- Obrigada.
— Você agradece muito amor.- Disse.
— Você que elogia demais.- Disse.
— Você que é demais.- Disse.
Ri e o beijei.
Acelerava os movimentos e tudo que eu sentia por ela ficava melhor, e mais claro também. Minha mulher era a Elena e nenhuma outra me faria me sentir como me sinto com ela. O orgasmo chegou e nossa, acho que tinha sido a melhor transa que já tinha tido.
Parava o beijo delicadamente.
— Você é...- Suspirei.
— O que?- Perguntei.
— Perfeita.- Disse.
Sorri e beijei a bochecha dele.
Deitei ao lado dela.- Vou dizer; ter você e assim contato direto, deixou tudo mais gostoso.
Mordi meu lábio e sorri.- Fico feliz por isso.
Toquei o rosto dela.- Elena, acho que você é aquela garota.
— Que garota?- Questionei.
— Aquela que a gente fica louco se não vê, sorri que nem bobo quando faz ela sorrir, que abriria mão de qualquer coisa para ter ela junto. Ok, eu sei que não sou o melhor cara com palavras, mas acho que você entendeu. Você é a minha garota.- Disse.
Sorri e acariciei seu rosto.- Fico feliz por escutar isso.
— Fica?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Que bom, porque não ia saber dizer isso de novo.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
— Sou bom com desenhos, sexo e lutas, mas não com palavras.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Ri.- Imbecil, não?
— Claro que não.- Disse.
— Você está bem?- Questionei.
— Claro.- Disse.
— Ótimo. Acho melhor tapar os ouvidos.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Não vai?- Questionei.
— Não sei do que está falando.- Disse.
Ri.- Essa foda foi do cacete.
Ri.- Que bom então.
— Eu quis poupar seus ouvidos.- Disse.
Sorri.- Obrigada pela preocupação.
— Ao seu dispor princesa.- Disse.
Sorri e lhe dei um selinho.
Ficamos ali e aquela noite foi perfeita. Nunca achei que fosse encontrar uma garota assim. Dizem que aquilo que mais lutamos é aquilo que nos trás felicidade e agora com ela aqui, dormindo nos meus braços, sei que é verdade. Valeu cada vez que a pertubei e a segui, para hoje a ter sim; minha mulher e minha Elena.
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