Liberty- One Shots

70 Capítulo 70- Klaus & Alison.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Então, explicando porque não postei ontem; é que percebemos que postando todos os dias não ia dar tempo de todos lerem e tudo mais. Daí trocamos para One Shots duas vezes por semana, ok? A próxima será no Domingo e a outra na Quarta. Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Alison e Klaus.)

Meu telefone tocou e sorri quando olhei a mensagem. Era da Alison, minha namorada. Estava no último tempo e depois íamos no shopping. Quando a aula acabou fui direto até onde ela me esperava. A olhei e sorri. Ela não tinha um corpo padrão como todos ficavam atrás, mas eu não me importo. Sorri.- Hey linda.

Sorri.- Hey.

A beijei.- Com saudades?

— Sempre.- Disse.

Sorri.- Vamos?

— Vamos.- Disse.

Saímos e um grupinho de meninos olhavam a Alison com ar de deboche, odiava aquilo.

— Ah, eu tenho que te dizer uma coisa.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Eu vou passar as férias na casa da minha vó esse ano. Não consegui convencer minha vó ao contrário.- Não queria dizer a verdade. Que no caso era que iria sim para a cidade da minha vó, mas para um SPA. Meu exame de sangue estava um pouco alterado e teria que emagrecer. Não era nada preocupante, até porque sou só acima do peso, mas a médica disse que é o melhor a se fazer. E não queria dizer para não preocupa-lo. Ele é um pouco intenso nessas coisas.

— Ah Ali, achei que íamos passar as férias juntos.- Disse.

— Eu prometo que tentarei voltar o mais rápido possível, ok?- Questionei.

Entrávamos no carro.- Não tem como negociar?

— Infelizmente não.- Disse.

— Fazer o que então.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Sai de lá e fomos para o shopping. Não gostei da notícia, tinha planejado passar boa parte das férias com ela.

Chegamos ao shopping e começamos a andar por ele.

— Quer comer alguma coisa?- Perguntei.

— Não estou com fome. Mas se você quiser, podemos ir na praça de alimentação.- Disse.

— Vamos pegar um sorvete então, quer?- Perguntei.

— Pode ser.- Disse.

— Vamos lá comprar.- Fomos e comprei um para ela e um milk shake para mim. Sentamos numa mesinha e meu celular apitou, era uma mensagem no whatsapp. Era Tyler com uma mensagem ridícula sobre a Alison.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Olhei para os lados, só podia estar por ali.

Suspirei.- Não dê bola para esses comentários, Klaus. Já estou acostumada.

— Não gosto que falem mal de você. Muito mais por besteira.- Disse.

— Esquece isso.- Disse.

— O que me irrita mais ainda é julgarem você mesmo você sendo essa garota incrível que você é.- Toquei o rosto dela. Sim, o pessoal do colégio, principalmente os meninos pegam e muito no meu pé por ela ser gordinha. Nem vejo tudo isso que falam, ela só não é magricela que nem as que eles pegam. Prefiro minha namorada.

Beijei a palma da mão dele.- Desde que você goste de mim, é o suficiente Klaus. Não me importo com o que os outros pensam.

— Gostar? Bem, temos um problema então.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque eu não só gosto de você. Eu amo você.- Disse.

Sorri.- Você me entendeu seu bobo.

— Sim. Eu só não quero que essas coisas te atinjam, eles sabem ser cruéis.- Disse.

— Não vão.- Disse.

— Que bom.- A beijei.

Retribui o beijo.

A puxei mais para mim e enrolei minha mão nos seus cabelos.

Acariciava a lateral do pescoço dele.

Tive consciência que estávamos em público e fui parando.- Estamos em público, não vamos dar um show.

— Não seria muito indicado mesmo.- Ri e limpei o canto da boca dele que estava com o meu batom.

— Então, você quer ir na festa essa semana? Depois podemos ir lá para casa.- Disse.

— Claro, pode ser.- Disse.

Cheguei ao ouvido dela.- Estou com saudades suas.- Minha mão correu a coxa dela.

Sorri e lhe dei um selinho.- Estamos em publico, Klaus.

— Não posso dizer o quanto desejo a minha namorada?- Subi mais a mão.

— Poder você pode. Mas daqui a pouco estão nos expulsando do shopping.- Ri.

— Tudo bem, parei.- Ri e me afastei.

Sorri.- Ok.

— Vamos, quero comprar um livro novo.- Disse.

— Ok, vamos.- Disse.

POV Klaus.

Pegamos o que tomavámos e andamos pelo shopping. Aquela tarde foi tranquila. Levei ela para casa e cada momento com ela era ótimo. Foi complicado até ela aceitar que eu gostava dela, nem era brincadeira nem nada. O sábado foi tranquilo e quando deu a hora fui busca-la, a mãe dela atendeu.- Boa noite.

— Boa noite. Entre.- Jéssica disse.

— A Ali está pronta?- Perguntei.

— Deve estar acabando.- Ela disse.

— Como sempre.- Disse.

Ela sorriu.- Pois é.

— Ela me falou das férias. Tem mesmo que ir?- Perguntei.

— Sim, o médico disse que sim.- Ela disse.

— Médico?- Questionei.

— Sim. Ela estava com uma pequena alteração no exame de sangue e o médico recomenda que ela emagreça para não virar um problema maior. Ela não te contou?- Ela perguntou.

— Não.- Ela mentiu para mim. Porque?

— Ah, acho que falei demais então.- Ela disse.

— Está tudo bem.- Disse.

— Ok.- Ela disse.

Não demorou e a Alison veio, e fomos para a festa. Eu tentava entender porque ela mentiu para mim. A festa era normal e tentei deixar aquilo de lado. Conversei com os meninos(menos Tyler e Enzo). Eu e Ali dançamos e sorri ao ver ela se divertindo. Estava tudo bem até Tyler chegar junto de mim.

— E ai, ainda não morreu sufocado?- Ele questionou.

— Cala boca Tyler. Se for pertubar, vai embora.- Disse.

— Porque aquilo que ela tem não são seios, é tudo gordura. Os peitos devem ser pequenos, na realidade.- Ele disse.

— Tyler.- Minha paciência era muito curta quando se tratava de alguém falando da Ali.- Cala essa boca, você não sabe nada dela.

— Olhando bem, a gordura dela está mais na barriga, não é? Para baixo até que é normal. Mas me diga novamente, como é que você consegue fazer o "trabalho"?- Ele perguntou.

— Eu não tenho trabalho. Eu não tenho problema nenhum porque Alison é minha namorada e não tem nada nela que eu não goste. Afinal sou homem, não esteticista para querer saber essas coisas.- Sai de perto dele, mas Enzo entrou na minha frente.- O que você quer também?

— Tem certeza que você nunca pegou uma das amigas dela?- Enzo questionou.

— Larga do meu pé, vá pegar amiguinha você.- Disse.

— Só queremos que aproveite sua vida e não que fique bancando namorado por pena.- Tyler disse.

— Exatamente.- Enzo disse.

— Olha ai a Bonnie. Olha que curvas, que tem aqueles peitos, ali sim são peitos. E bunda companheiro. Imagina que bunda gostosa de foder.- Tyler disse.

— Dá para imaginar completamente.- Enzo disse.

Suspirei para não quebrar a cara deles dois.- Sabe, eu não preciso imaginar nada. Sabe por que? Porque eu já tenho isso, não preciso ficar mendigando.

Tyler riu.- Klaus, você quer comparar uma gostosa daquela com alguém como a Alison? Sabe o que precisa? É provar do outro tipo, acho que está esquecido como é ter uma gostosa.

— E sabe como sabemos que você não gosta dela e nem sente desejo como diz ter? Porque você é o cara mais ciumento da universidade e não sente um pingo de ciúmes da sua "namoradinha". Tanto que ela pode sair com aquele amigo Lucas dela para tudo quanto é canto. Ou com os outros que ela tem.- Enzo disse.

— Vocês são uns babacas.- Disse.

— Vamos Klaus, você sempre teve bom gosto, vamos pegar umas gostosas.- Tyler disse.

— Sim, vamos lá.- Enzo disse.

— Calem a boca! Me deixem em paz.- Sai de perto deles, saindo dali.

POV Misto. (Alison e Klaus.)

Eu fiquei bastante tempo da festa com as minhas amigas e com alguns amigos. Eu escutei por cima a conversa do Klaus com Tyler e Enzo, e sabia mesmo que ele não tinha ciúmes. Isso não me incomodava porque se eu fosse ele também não sentiria ciúmes de mim. Mas bem, fora os comentários de Tyler e Enzo, a festa foi legal. Por mais que não goste tanto de festas. Quando a festa acabou, fomos para a casa dele.

Entramos no meu quarto e fechei a porta.- Quando ia me dizer?

— Dizer o quê?- Perguntei.

— Para onde você vai nas férias?- Questionei.

— Eu já te disse.- Disse.

— Não mente para mim Alison. Sua mãe falou onde realmente você vai.- Disse.

Suspirei.- Minha mãe é uma boca grande. Eu só não queria te preocupar. Você se preocupa com tudo.

— Você ia me contar quando? Quando ficasse doente?- Questionei.

— Eu não vou ficar doente porque vou para o SPA e já mudei minha alimentação também.- Disse.

— E porque me deixar fora disso? Eu iria com você, te ajudarei no que fosse preciso. Afinal, essas coisas não são fáceis. Mas você me deixa de fora.- Disse.

Fui até ele.- Me desculpe, eu errei, ok? Eu só não queria que ficasse preocupado. E também não quero que perca suas férias lá.

— Quando vai entender que tudo que envolve você me preocupa.- Disse.

— Tudo bem, desculpe.- Disse.

A beijei.- Eu te amo Ali, sabe disso.

— Eu sei e eu também te amo.- Disse.

Estava de cabeça cheia com tudo o que eles falaram e só queria relaxar. A maneira disso era com ela.

— Você está bem?- Perguntei.

— Sim, só um pouco irritado daqueles dois falando coisas suas.- Beijei seu pescoço.- Acredita que me perguntaram se nunca peguei uma amiga sua?

— Bem, para aqueles dois nem é uma pergunta tão descabida.- Disse.

— Faltou pouco para não bater neles. Só parei por causa que seriam dois contra um.- Disse.

Sorri.- Tadinho de você.

— Agora estaria me remendando.- Disse.

— Nem me fale isso.- Disse.

— Eu não me importaria.- Disse.

— Klaus! Não fala assim.- Disse.

— O que Ali?- Perguntei.

— Que gostaria de estar machucado.- Disse.

— Eu não gostaria, só que se fosse para defender você eu não importaria.- Eu sei que sou um pouco exagerado, mas Ali me salvou de mim mesmo quando entramos na faculdade e depois disso meu amor e minha admiração só cresceram.

Suspirei.- Você não tem jeito.- Tirei o casaco que usava.

Sorri.- Você me adora assim.

— Verdade.- Disse.

A segurei comigo.- Então pode parando com isso.- A derrubei comigo na cama.

Sorri.- Ok, já parei.

— Já?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Mas eu não.- Minhas mãos subiram pela perna dela e quando chegou a blusa começou a tira-la.

Eu não era a pessoa mais desencanada com o seu corpo, mas não me importo dele me ver nua. Sentia um pouco de vergonha, mas suportável.

Tirei a blusa dela.- Agora eu esqueço qualquer coisa que tenha acontecido.

— Porque?- Perguntei.

— Porque é o que acontece quando estou com você.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Você sabe disso. Você me satizfaz completamente.- Disse.

— Fico feliz por isso.- Disse.

Beijei o pescoço dela e fui descendo. Não me importava com o que ela tinha, pelo menos eu tinha onde pegar.

Bem, explicando melhor meu corpo eu não sou "gorda", só não sou como as outras garotas que andam no meu grupo na faculdade. Meus seios são normais, como qualquer seio e na barriga eu tenho alguns "pneuzinhos", que me incomodam, para falar a verdade. Para a parte de baixo é normal, basicamente. Talvez quando emagrecer, irei diminuir ali também. Mas visualmente eu gosto. Eu sabia que Klaus sofria com os comentários, e além da minha saúde, quero fazer isso por ele. Não quero que ele fique irritado todos os dias e também, se um dia seguirmos com essa relação quero engravidar de um jeito saudável e ser uma mãe saudável . Se não for com ele, com qualquer outro.

Soltei o sutiã dela e tomei um seio na minha boca.- Adoro os seus peitos.

Suspirei pesadamente e acariciava seus cabelos.- Isso é um tanto notável amor.

— Porque?- Perguntei.

— Porque quase sempre você dorme com o rosto enterrado neles.- Disse.

— Fazer o que? São travesseiros perfeitos.- Disse.

Ri.- Eles agradecem.

Continuei a beijando e fazia questão de elogia-la. Sabia que de algum jeito tudo que eu ouvia chegava a ela e não a queria se sentindo não desejada de alguma forma. Por isso tudo que eu amava nela, eu falava, tocava, beijava... Faria qualquer coisa para não a ver triste por causa de imbecis.

O beijei novamente.

Retribui, mas eu tinha mãos inquietas e elas tocavam ela por onde podiam.

Me arrepiava aos toques dele, isso sempre acontecia.

Abri a calça dela e me afastei para poder tira-la.

Eu fico pensando como ele consegue realmente sentir desejo por mim. Nós mulheres podemos fingir se formos boas atrizes, mas eles não tem jeito. Ou tem ou não tem. Bem, a não ser que a história que Tyler e Enzo contam por ai seja verdade. Ok, melhor não pensar nisso Alison, você é muito paranoica as vezes.

Voltei beijando a perna dela.- Ali, o que foi?

— O que?- Perguntei.

— Você está bem?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Continuei e tirei a calcinha dela.

Comecei a desabotoar a camisa dele, logo a tirando.

Ajudei ela a tirar e tirei a calça também. Estiquei na mesinha para pegar o preservativo.- Merda.

— O que foi?- Perguntei.

— Você tá tomando pílula?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Porque eu esqueci de comprar camisinha. Lembra, a última foi no dia daquele trabalho. Bem, não foi todo de trabalho aquele dia.- Ri.

— Pois é, não é espertinho?- Sorri.- Mas tudo bem, eu estou tomando sim.

— Ufa, ia ser complicado sair agora assim.- Disse.

Sorri.- Não vai ter.- Lhe dei um selinho.

Ri e a beijei, me colocando melhor junto dela. Logo tive que tirar a cueca, já estava excitado demais.

Retribui o beijo e acariciava seu rosto. Gostava de sentir sua barba na minha pele.

Entrei nela e gemi, ir sem camisinha era muito mais perfeito.

Suspirei pesadamente, mas continuei beijando-o. Desci meus lábios pelo maxilar dele.

— Você é uma delícia.- Disse.

Sorri.- Que bom que acha isso.- Desci os beijos pelo pescoço dele e minha mão pelo abdômen dele.

Ela me provocava e sorri aumentando o ritmo.

Voltei a beija-lo e acariciava seus cabelos.

Desci minha boca até o peito dela e o tomei com a boca, sugando e mordiscando.

Gemi e suspirei pesadamente. Minha mão descia pelas costas dele.

— Você está me excitando mais.- Disse.

— E isso não é bom?- Perguntei.

— Demais.- Disse.

— Que bom.- Falei.

A beijei e passei a ir mais rápido.

Retribui o beijo e acariciava sua nuca. Eu sabia que nossa relação é um tanto monótoma. Eu não tinha tanta autoconfiança como fazer um stripper ou alto do tipo. Seria um tanto ridícula. Mas claro que não perguntava nada do tipo a ele.

A beijava e nos rodei na cama, a deixando por cima.

Eu não me sentia nada confortável assim. Eu nem me sentava no colo dele. Não sei porque ele resolveu fazer isso agora, mas não ia dizer nada.

A ajudava a seguir o ritmo, mas ela não parecia tão animada.- Quer que eu mude?

— Não precisa.- Disse.

— Certeza?- Toquei o rosto dela.

— Sim.- Disse.

Me levantei um pouco, a deixando sentada em mim. A beijei e uma mão ficou em sua cintura, a segurando contra mim e a outra enroscava em seu cabelo.

Acariciava os cabelos dele e minha outra mão descia pelas suas costas.

Sentia o orgasmo perto já e aproveitava para beijar o pescoço dela.

Me arrepiava aos beijos dele, era sempre bom sentir os seus lábios.

Não demorei a alcançar o orgasmo e estranhei ela não chegar, ela quase sempre chegava.

Toquei seu rosto e lhe dei um selinho.

Suspirei e sorri.- Você sempre será minha.

Sorri.- Não tenho objeções quanto a isso.

— Acho bom.- Encostei minha cabeça no ombro dela.

Acariciava seus cabelos e os beijei.- Eu deveria ir para casa hoje.

— Porque?- Perguntei.

— Porque meu irmão chega hoje.- Disse.

— Eu te levo de manhã.- Pedi.

Sorri.- Tudo bem.

— Ótimo. Acho que vou querer assim sempre, sem camisinha.- Disse.

— Está ficando mal acostumado.- Sorri.- E acho que estou te mimando também.

— Eu gosto de ser mimado.- Mordi o ombro dela de leve.

— Eu percebi.- Disse.

— Ainda mais por você.- Apertei ela contra mim.

— Então se acostume, será sempre mimado.- Sorri.- E ah, amanha vou dar uma saída com Jason e depois talvez vá na "festa de amigos" na casa da Spencer.

A olhei.- Festa de amigos?

— Sim. Ela, Aria, Hanna, Emily, Toby, Ezra, Caleb e o resto dos nossos amigos em comum.- Disse.

— Vou com você. Não gosto do jeito que a Emily te olha.- Disse.

— O jeito que ela me olha?- Questionei.

— É, sei lá. Bem, mesmo assim eu vou.- Disse.

— Tudo bem, vou adorar que vá.- Disse.

— Eu que digo isso.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Estou com calor, vamos tomar banho?- Perguntei.

— Vamos.- Disse.

Saímos da posição que estávamos e fomos para o banheiro, onde tomamos banho e eu provoquei ela até transarmos de novo.

Aquela noite foi perfeita e pela manhã a levei para casa. Eu e Ali namoravámos a três anos e eu nunca a olhei diferente por causa do seu físico, afinal ela era linda e isso era só um detalhe. A tardinha a busquei para tal festa e foi legal, fora o fato de Lucas ter ido também e ter ficado cheio de gracinhas com a Alison. Lembrei do que tinham me dito e observei ele. O filho da puta dava em cima dela na cara de pau! Aquilo acabou com minha paciência e Alison percebeu, e saímos de lá.

— O que foi?- Perguntei.

— Não quero você com o Lucas.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Ele dá em cima de você descaradamente!- Exclamei.

— O que? Lucas? Você está louco?- Questionei.

— Eu sei bem o que eu vi. Por isso ele sempre quer ir estudar com você sozinho.- Disse.

— Klaus, para com isso.- Disse.

— Nunca percebeu?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Ele já tentou alguma coisa com você?- Perguntei.

— Klaus, é o Lucas.- Disse.

— Ele é gay?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Então eu não estou vendo demais.- Só de pensar dele tentando tirar ela de mim me dava uma coisa que fervia minhas veias.

Fui até ele e o beijei.- Eu te amo Klaus, não tem que se preocupar.

— Qualquer coisa você o visita no hospital.- Disse.

Ri.- Ok.

— Ok, posso mandar ele para o hospital se ele tocar em você?- Sorri.- Gostei.

— Claro que não! E ele não vai tocar em mim. Nem tem porque. Você é o único cara que gosta de mim, sexualmente Klaus. Não tem que se preocupar com o Lucas ou com outro homem.- Disse.

— Isso não é verdade Ali, você é linda.- Disse.

— De rosto, talvez. Klaus, eu não me importo com isso. Já estou acostumada a não ser olhada como todas as minhas amigas são ou as outras da faculdade. E eu não me importo com isso. Tudo que me importa é o que você acha, nada mais.- Disse.

— Eu.- Suspirei.- Ali, você sabe que se não fosse você, eu não estaria aqui assim. Temos uma relação que muitos que se dizem perfeitos não tem.

— Ok, tudo bem. Não estou falando nada. Agora eu tenho que ir para casa.- Disse.

— É cedo.- Disse.

— Noite de filme em família.- Disse.

— É, não posso tentar te roubar disso.- Disse.

— Infelizmente não.- Lhe dei um beijo.- Eu pego um táxi se quiser continuar na festa.

— Até parece. Vamos, eu te levo.- Falei.

— Tudo bem.- Disse.

Nos despedimos e a levei para casa. Fiquei um tempinho lá e depois fui embora. Eu morava sozinho no apartamento, minha família, ou o que ainda tinha dela morava em LA. Deixa eu explicar; quando me formei houve uma festa para todos incluindo familiares e ela foi ótima. Até que algo deu errado nos fogos que soltaram onde começou um incedio. Foi uma confusão. Lembro de muita fumaça. Depois fui encontrando alguns, mas nem todos se salvaram. Perdi dois amigos e meu irmão mais novo, Henrik. Isso abalou a todos e quando vim para o inicio das aulas, foi onde conheci a Ali. Eu não estava bem, por vezes bebia demais, não ia nas consultas do psicólogo e aos poucos fomos nos conhecendo, e com a ajuda dela as coisas foram melhorando. Claro que no começo eu duvidava do que eu sentia, mas quando a beijei foi diferente de tudo. Só que ela me rejeitava achando que eu não queria nada sério, mas ela também se apaixonou e logo éramos namorados. Saber que era o unico homem na vida dela, ela perdeu a virgindade comigo, era perfeito. Porém esses que eu tinha de amigos começaram a me pertubar e vou dizer, é um inferno. Não tenho com quem conversar e vou levando as coisas. A semana começou e estava tudo tranquilo até termos uma festa de final de ano letivo no clube. Claro, todos fomos e eu estava era preocupado com que Tyler e Enzo iam fazer. Hanna e Caleb foram conosco de carro e não demoramos a chegar.- É bonito aqui.

— Sim.- Disse.

— E que bom que está calor, estou doido para cair na água.- Caleb disse.

— Nem fala.- Disse.

— Verdade.- Hanna disse.

— E que a comida seja boa.- Ele disse.

— Pois é.- Ela disse.

— Pegou tudo Ali?- Perguntei.

— Peguei.- Disse.

— Então vamos.- Mostramos os convites e entramos na área central. Já tinha bastaste gente e logo achamos nossos amigos. Me sentei numa cadeira, tirando a camisa.

Sentei ao lado de Klaus.

— Quer fazer o que primeiro?- Perguntei.

— Qualquer coisa.- Disse.

— Vamos para a água? Nos refrescamos e depois vamos ver o lugar melhor.- Disse.

— Eu não quero, mas pode ir.- Disse.

— Então vou rapidinho.- Disse.

— Ok.- Disse.

Dei meu celular e carteira a ela, e tirei a bermuda indo na água. Sempre gostei de nadar.

POV Alison.

Guardei as coisas dele na minha bolsa e fiquei observando-o.

Mona sentou.- Não vai para a água Ali?

— Não.- Disse.

— Porque? Está calor e você tem que se refrescar. A água está ótima.- Ela disse.

— Que bom então.- Disse.

— Vai ficar vestida? Está precisando pegar uma cor. Olha o tanto que já peguei.- Ela disse.

— Gosto de ser branca.- Disse.

Ela olhou a piscina.- Como ele pode ficar mais gostoso? Sério, o Klaus está chegando a niveis absurdos de perfeição.

— Ele é lindo mesmo.- Disse.

— O que me faz pensar no que você faz para segurar ele. Porque só de olhar dá para saber que ele é muito bom em tudo que envolve sexo.- Ela disse.

— E o que você tem com isso?- Questionei.

— Eu? Querendo esse delícia de homem para mim. Por que...- Ela a olhou.- Uma hora ele vai enjoar de te apertar e vai querer alguma gostosa, e lá estarei.

— Pode deixar que direi a ele que você está na fila.- Disse.

— Eu mesmo vou fazer isso. Mas me diz o que ele gosta. Tem cara que adora um oral. Já fez nele? Ou melhor, vocês transam?- Ela perguntou.

— Acho que isso não é da sua conta, Mona.- Disse.

Ela sorriu.- Ele gosta, todos gostam. Agora vou me refrescar que me deu calor só de imaginar.- Ela saiu, entrando na água.

Balancei a cabeça e suspirei. Me escorei melhor e peguei o livro que tinha trazido, começando a ler.

POV Misto. (Alison e Klaus.)

Logo voltei.- Alguém merece isso?

— O que?- Perguntei.

— Estar relaxando e uma Mona vir no seu pé.- Disse.

— Realmente deve ser.- Disse.

— Agora a senhorita tá muito sequinha, não acha?- Estava todo molhado e sentei na mesma cadeira que ela.

Sorri.- Acabei de ser molhada.

— Acho que foi pouco.- Me sacudi.

Ri.- Klaus!

— Você não vai lá, a água vem a você.- Disse.

Sorri e sequei os cabelos dele.- Você fica ainda mais lindo de cabelo molhado.

— Eu sou lindo de todos os jeitos amor.- Disse.

Sorri.- Isso é verdade.

— Assim como você.- Disse.

— Isso eu já não concordo, mas tudo bem. Ah, eu coloquei seu celular e sua carteira na minha bolsa.- Disse.

— Tá.- Disse.

— Se quiser, pode voltar para a água.- Disse.

— Não, vamos dar uma volta.- Disse.

— Ok.- Disse.

Botei a bermuda.- Vamos.

— Vamos.- Disse.

Peguei na mão dela, meu celular e fomos. Tinha um campo bonito e um mini jardim.- Vou sentir a sua falta.

— Também vou sentir a sua.- Disse.

— Eu sei que é para o seu bem, mas mesmo assim é ruim.- Disse.

— Por mim eu não ia e ficava com você.- Disse.

— Eu ia me sentir horrível se passasse mal por não ter ido.- Disse.

Ri e mordi meu lábio.- Não é bem assim amor. Só poderia desenvolver alguma doença e eu ter que viver de remédios.

— É tão ruim quanto. Prefiro sofrer agora e ter você bem para sempre.- Disse.

Lhe dei um beijo na bochecha.- Vai passar rápido.

— Eu espero.- Tinha dito a ela que ia em casa, mas depois de ligar para lá meu irmão pediu para eu não ir, mas ela não ia saber disso. Não agora.

Nos sentamos em um banco e ficamos olhando o lugar.

— Ali, eu estava pensando uma coisa.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Já estamos juntos a um bom tempo. Você não quer vir morar comigo?- Questionei.

— Morar com você? Tem certeza?- Perguntei.

— Sim. Odeio sempre termos que medir o pouco tempo que temos entre ir e voltar.- Disse.

Sorri.- Bem, tudo bem então. Quando voltar no inicio das aulas eu me mudo se ainda não tiver mudado de opinião.

— Porque eu mudaria?- Perguntei.

— Vai saber.- Disse.

— Não mesmo.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Não está com calor vestida assim?- Perguntei.

— É um vestido soltinho, então não.- Disse.

— Prefiro quando tem bem menos.- Beijei o pescoço dela.

Sorri.- Você é sempre tarado, não é mesmo?

— Estou na flor da idade love.- Disse.

— Eu sei bem disso.- Disse.

— E você também está.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Então temos que aproveitar.- A puxei mais perto.

Sorri e toquei os lábios dele.- Você fala como se ficássemos parados quando estamos juntos.

— Quanto mais melhor. Mas eu queria conversar sobre uma coisa.- Disse.

— Diga.- Disse.

— Tem estado tudo bem ou eu tenho te desagradado em alguma coisa? Feito algo que não goste.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Eu tenho reparado que nas ultimas vezes você não... chegou lá, você sabe.- Disse.

Sorri e o beijei.- Você é um fofo por se preocupar, mas não precisa. Isso acontece. É mais normal do que "chegar lá".

— É algo comigo? Sabe que pode me dizer.- Disse.

— Você é perfeito amor, não tem que se preocupar.- Disse.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Eu estava pensando também que podíamos praticar mais vezes as variações.- Disse.

— Claro, tudo bem. Porém você terá que segurar essa animação, eu embarco amanha de manha e hoje preciso dormir.- Disse.

— Já? Eu achei que ia daqui a uns dois dias.- Disse.

— Infelizmente não.- Disse.

— Então vamos embora. Só vou te ver em meses, não quero perder tempo aqui.- Disse.

— Tudo bem, vamos.- Disse.

Iamos voltando quando o tal Lucas apareceu. Eu tinha me controlado mais, só que não o suportava.

— Minha loira, achei que tinha sumido.- Ele chegou tomando o braço dela.

— Hey Lucas.- Disse.

— Ótimo dia para essa festa não?- Ele questionou.

— Pois é.- Disse.

— Vem, vamos para água. Sei que adora o tobogã.- Ele disse.

— Eu e Klaus estamos indo embora.- Disse.

— Já? Ah não Ali. Você vai viajar, vamos comemorar. Está todo mundo aqui, não tem porque ir embora.- Ele disse.

— Quando eu chegar de viajem, comemoramos o inicio das aulas.- Disse.

— Não é mesma coisa, fica vai.- Ele pediu encostando a cabeça mo ombro dela.

Sorri.- Você fica muito fofo assim, mas eu já combinei com Klaus de ir com ele agora. Não posso ficar e também nem faço questão.

— Então eu vou também.- Ele disse.

— Só nos seus sonhos.- Falei.

— Melhor não.- Disse.

— Sabe, você toma todo o tempo dela, isso é injusto.- Lucas disse.

— E o Lucas finalmente vai se declarar.- Tyler disse.

Suspirei. Ia começar.

— Vamos pegar as nossas coisas.- Levei ela até onde estavam nossas coisas.

— Já vão? Ah não.- Tyler disse.

— Vamos, a Alison nem deu um mostra do seu corpinho.- Enzo disse.

— Acho que é corpão, bem dos grandes.- Tyler disse.

— Para que querem tanto ver? Estão curiosos por acaso? Pois irão morrer de curiosidade então.- Disse.

Peguei as coisas e a dirigi para sair.

— Ah, já entendemos. Ele está indo para tentar foder a rolicinha.- Enzo disse.

Parei, sentindo que tinha passado do limite. Dei a bolsa que estava para ela, indo direto no Enzo.

Segurei Klaus pela mão.- Klaus, para, por favor. Vamos embora.

— Não Ali, já chega. O que foi que disse?- Questionei.

— Que você começa cedo para achar onde colocar. Sabe, é muita coisa ali e também levar uma boa chupada para ficar excitado.- Enzo disse.

Só senti minha mão acertando a cara dele e depois ele caindo na piscina.

— Seu babaca, batendo nos amigos porque querem ver você com uma mulher boa para valer.- Tyler disse.

— Eu já tenho uma.- O soquei também, que acompanhou o outro caindo na piscina. Peguei a Alison e a tirei dali.

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O outro dia chegou e estava um tanto nervosa por tudo. Me despedi de Klaus e da minha família no aeroporto e embarquei. Não levava mais que uma hora para chegar lá. Olhava pela janela do avião e é claro que tudo que falavam de mim me machucava, porque eu sabia que Klaus merecia mais do que eu. Ele é tão lindo e perfeito que merecia alguém a altura. Eu passaria praticamente três meses longe de todos e voltaria no dia do primeiro dia de aula, o que me deixava nervosa. Eu não acho que emagrecendo eu vá mudar, acho que psicologicamente isso não vai acontecer. Eu tenho medo que Klaus não goste mais de mim se emagrecer. Ele fala certas coisas que me fazem realmente acreditar que ele gosta de mim assim, desse tamanho e não sei o que ele vai achar quando chegar. Bem, eu logo cheguei no tal SPA e por incrível que pareça todos eram super legais. Os meses foram bastantes puxados com exercícios, alimentação bem regrada e mais exercícios. Eu estava 10 quilos acima do meu peso ideal e consegui perde-los. Basicamente estou com a barriga completamente seca. Ok, não que nem aquelas mulheres com corpos malhados que parecem homens, mas uma barriga seca. Aproveitei que ali no SPA tinha salão de beleza e mudei um pouco o corte do meu cabelo. Estava realmente nervosa no dia anterior de voltar e quase não dormi. Embarquei 6:30 no avião, chegando na minha cidade as 7:30. Peguei um táxi no aeroporto e fui para a faculdade.

Que férias ruins. Não tinha muito para fazer, a maioria do pessoal viajou e a semana que eu tentei ir em casa, mesmo sendo avisado, foi horrível e ainda estava morrendo de saudade da Ali. Só falava com ela um pouco a noite e logo ela ia dormir. É nessas horas que percebemos como sentimos falta de quem se ama. Eu não me importava se ela ia voltar 2 ou 10 quilos mais magra, me importa ela estar bem. Só que acho que ela não acredita muito nisso. Graças a Deus aquele tempo acabou e a esperei ansioso no entrada principal.

O táxi parou na entrada da faculdade e já vi Klaus. Sorri. A saudade aumentou ainda mais. Paguei o motorista e respirando fundo, desci do carro e fui até ele.

Quando a vi não acreditei. Ela estava mais perfeita do que já era.- Oi moça.

Abracei ele.- Senti tanta a sua falta.

— Eu também.- Disse.

Ele não parecia tão animado. Sabia que algo do tipo ia acontecer. Me afastei para poder olha-lo.- Então, como foi as férias?

— Horríveis.- A segurei comigo.

— Porque?- Perguntei.

— Antes disso vem.- A peguei pela mão e entrei no primeiro corredor vazio que achei, a colocando contra a parede e a beijei.

Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do seu pescoço.

Eu senti falta dela mais do que imaginei. A segurei mais contra mim. Claro que senti a diferença, mas ia esperar o momento de falar isso.

Parei o beijo delicadamente e sorri.- Não vai se animar ainda. Estamos na faculdade.

— Podemos matar aula.- Disse.

— Se matarmos aula, nunca aprenderemos.- Lhe dei um selinho.- E hoje depois da aula eu vou arrumar as minhas coisas para ir para a sua casa. Se ainda me quiser lá.

— Quero isso cada vez mais.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Como foi ruim ficar aqui sem você.- Encostei minha testa na dela.

— Você não foi ver sua família?- Perguntei.

— Fui, mas não devia ter ido.- Disse.

— Porque?- Questionei.

— Porque as coisas continuam ruins por lá. Só foi bom por ter visto meus irmãos.- Disse.

— Entendo.- Disse.

— E aqui a maioria viaja.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Então a maior parte do tempo foi em casa. Mas me fala de você. Dizer que fez bem é pouco.- Disse.

— Bem, foi bem puxado, então não diria que foi férias.- Disse.

— Eu percebi pela sua constante voz de cansada.- Disse.

— Pois é. O treinador pegava pesado.- Disse.

— Treinador? Era homem?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— E como era esse tal desse treino?- Perguntei.

— Bem, exercícios de aquecimento, esteira, corrida e outras coisas.- Disse.

— Acho bom que ele não tenha tirado casquinha.- Disse.

— Ai eu já não sei te dizer.- Disse.

A beijei de novo.- Mas você tá feliz com o resultado?

— Claro, tem todas as vantagens. Eu não me canso mais tão facilmente, assim como qualquer roupa serve e em primeiro lugar minha saúde, está completamente zerada.- Disse.

— Fico tão feliz por você.- Disse.

— Acho que ter saúde é a melhor parte.- O sinal tocou.- Vamos para a aula?

— Fazer o que.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Saímos e os garotos começaram a mexer com ela.- Ah, eu vou ter muito trabalho.

— Não, não vai. Só são um bando de hipócritas. Daqui a pouco param.- Me sentei na minha classe.

Sentei do lado dela.- Já foi em casa.

— Não.- Disse.

— Avisou sobre ir lá para casa?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— E?- Questionei.

— Tudo bem.- Disse.

— Seu pai se irritou muito?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Ufa.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Ai, mais um ano, falta quanto mesmo?- Perguntei.

— Um ano.- Disse.

— O bom é que agora vamos estudar juntos.- Disse.

— Mas sempre estudamos juntos.- Falei.

— Mas agora teremos outros estudos.- Sorri.

Sorri.- Tarado.- Os outros alunos começaram a entrar e logo o professor.- Agora vamos a aula.

— Ok.- Prestamos atenção e as aulas seguintes foram tranquilas. Quando saímos e fomos para o refeitório, logo demos de cara com Tyler e Enzo.

— Santo Deus, nós temos mesmo sorte.- Disse.

— Demais.- Disse.

— Olha Klaus, nunca achei que ia ver você pegando a irmã gostosa da Ali.- Tyler disse.

— Desde quando eu tenho irmã?- Perguntei.

— Alison? Puta merda.- Enzo disse.

— Não é muito legal falar palavrões, Enzo.- Disse.

— Dane-se. Quantas vezes entrou na faca para ficar assim?- Enzo perguntou.

— Deve ter sido várias. Agora sim tá boa de se pegar.- Tyler disse.

Suspirei.- Primeiro; não teve faca. Se tivesse eu não faria nada, porque eu tenho medo de faca. Segundo; não é da conta de vocês.

— Ali, vamos comer.- Disse.

— Aí Klaus, agora você deixa a gente testar para ver se ela é boa?- Tyler perguntou.

— Vamos.- Disse.

A levei para uma mesa afastada.

— Vou ir pegar o lanche. Já volto.- Levantei e fui para a fila.

Fiquei sentado e observava a maneira que os que a conheciam olhavam, uns sorriam como se parabenizando, outros espantados. Como podem ser tão superficiais? Claro, eu sei que hoje aparência é tudo, mas no caso da Ali nem chegava a tanto. Agora é como se todos a vissem para valer. O que me preocupa em não ser o unico, o que não era mais, é que todos a desejavam. Não, a Ali não me trocaria.

Peguei o lanche e voltei a mesa.

— Você não vai passar a comer só folha né?- Perguntei.

Ri.- Não. Mas por um ano tenho que seguir a risca o que o médico mandou.

— Ok, vou maneirar para te ajudar. Apesar que não sou de comer besteira.- Disse.

Sorri.- Imagina. Não sei como não engordou.

— Minha corrida.- Disse.

— Verdade.- Disse.

— Parece que agora está chovendo cantadas.- Disse.

Comi um pedaço do frango.- São idiotas.

— Você não se importa?- Perguntei.

— Me importar com o que?- Questionei.

— As cantadas, os garotos.- Disse.

— Klaus, eu só emagreci, não sofri uma lavagem cerebral. Se antes você era o único que podia me ter, hoje você ainda é o único. Se tem alguém, além de mim que desfrutará do meu novo e melhorado corpo, será você. Não outro.- Disse.

Sorri de leve.- É bom ouvir isso.

— O que foi? Está parecendo triste ou algo do tipo.- Disse.

— Nada, só pensei muito nesse tempo sozinho. Fizeram quatro anos, você sabe.- Disse.

Toquei a mão dele.- Eu sei.

Balancei a cabeça e apertei a mão dela.- Está tudo bem, esquece isso. E ninguém vai tirar você de mim.

— Nunca.- Disse.

A olhei. Eu sei que era besteira, mas ela me entendia.- Obrigado.

O beijei.- Não tem que agradecer.

— Vou parar de besteira.- Disse.

— Não é besteira.- Disse.

— É quando não tenho, quando você não dá motivo para isso.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Agora você está aqui, está tudo bem.- Disse.

— Sim, está.- Acariciei o rosto dele.- Você está carente hoje, não é?

— Dramático, você quer dizer.- Disse.

— Ok, esquece isso. Temos que voltar para a aula.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Então vamos.- Disse.

Ela terminou de comer e eu só belisquei alguma coisa. Voltamos a aula e fingia que não ouvia as provocações ao redor. As meninas chegaram e foi uma festa, pelo menos mais alguém estava feliz por ela, não só pela aparência. Estava tudo bem até Lucas chegar.

POV Alison.

— Ali?- Lucas perguntou.

— Hey.- Disse.

— Nossa, você está incrível.- Ele disse.

— Obrigada.- Disse.

— Mas você está bem?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Que bom. E nossa, você está gostosa.- Ele passou o braço ao redor dela.

Sorri.- Obrigada novamente.

— Mal me ligou, fiquei aqui sem ter nada para fazer.- Ele disse.

— Tadinho.- Disse.

— Mas você vai compensar. Podemos ir para sua casa e passar o resto do dia juntos.- Ele disse.

— Eu não posso. Estou com o dia cheio hoje. Estou me mudando para a casa do Klaus.- Disse.

— Mudando?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Mas já? Ah Ali, não faz isso.- Ele disse.

— Porque?- Perguntei.

Ele olhou ao redor e viu que o outro estava longe.- Esse cara, você devia saber, não bate bem da cabeça, principalmente por viver dizendo que é dele, isso é posse.

— Bem, eu sou dele.- Disse.

— Você é livre Alison, não é de ninguém.- Ele disse.

— É complicado. Nunca vai entender.- Disse.

— Nunca vou entender estar com ele.- Ele disse.

— Não começa Lucas.- Disse.

— O que? Não posso falar do senhor perfeitinho?- Ele questionou.

— Você é livre para falar de qualquer um e eu sou livre para não escutar.- Disse.

— Ele fez uma lavagem cerebral.- Ele disse.

Suspirei. O melhor era não falar mais nada.

— Agora você vai ficar emburrada comigo.- Ele falou.

— Eu não estou emburrada com você. Eu só não aguento mais esse assunto.- Disse.

— Eu não tenho chance, não é? Em fazer você largar dele.- Ele disse.

— Não, não tem.- Disse.

— Tudo bem, desculpe.- Ele disse.

— Ok.- Disse.

— Então, quando podemos sair?- Ele perguntou.

— Talvez amanha.- Disse.

— Ótimo. Pena que não vai ser na sua casa.- Ele disse.

— Porque?- Perguntei.

— Como se o Klaus fosse me querer.- Ele disse.

— Bem, eu vou ver com ele e te aviso.- Disse.

— Tá.- Ele disse.

— Ok.- Disse.

— É bom ter você de volta Ali.- Ele disse.

— Hã... obrigada.- Disse.

— De nada.- Ele disse.

POV Misto. (Alison e Klaus.)

Cansei de olhar e cheguei junto deles.- Vamos amor?

— Vamos.- Disse.

— Então até amanha.- Lucas disse.

— Até.- Disse.

Observei ele sair.- Abusado.

— Porque?- Perguntei.

— Ficar agarrando você.- Disse.

— Ele não me agarrou.- Disse.

— Vamos para casa.- Disse.

— Vamos.- Disse.

Saímos e fomos para casa. Agora era como se eu fosse perde-la a cada instante.

Klaus não estava nada animado com a minha mudança. Eu sabia que ele não ia gostar. E eu achando que ele iria ficar feliz, mas não. Pelo jeito fiz a coisa errada. Eu peguei todas as minhas coisas na casa dos meus pais e levei para o apartamento do Klaus. Passei a tarde toda arrumando e quando terminei, fui tomar um banho.

Estava jogado na cama quando ela saiu do banho.- Caralho.

— O que?- Perguntei.

— Você está maravilhosa.- Disse.

— Hã... obrigada.- Fui até a cômoda e peguei uma lingerie, me desenrolando da toalha.- Quer que faça o jantar hoje?

Estava babando nela nua. Ela sempre foi, mas agora estava perfeita.

Coloquei a lingerie e me virei.- Então, vai querer ou não?

— O que?- A observava de cima a baixo.

— O jantar.- Disse.

— Vou. Mas minha Alison, vou te dizer uma coisa...- Disse.

— O que?- Perguntei.

Levantei, a colocando contra a cômoda.- Você não devia ficar nua assim em frente a um homem que não tem sexo a meses.

Toquei o peito dele e sorri.- Assim fico com pena.

— Pode ficar.- Disse.

Ri.- Ok.

— Mas vai mesmo jantar primeiro?- Perguntei.

— Não quer?- Perguntei.

— Agora eu estou pensando em outra coisa.- Beijei o pescoço dela.

Sorri.- E em que?

— Em matar a saudade de você.- Disse.

Sorri.- Como quiser então.

— Ou não está nem um pouco de saudades?- Cheguei ao ombro dela.

Acariciava os cabelos dele.- Com certeza estou.

— Será?- Abaixei a alça do sutiã dela.

— Com certeza.- Disse.

A beijei e a levei para a cama.- Ótima maneira de estrear sua vinda para cá.

— Verdade.- Disse.

Continuei os beijos, tirando o sutiã dela.- Eles continuam perfeitos.

— Esse foi um ponto positivo. Descobri que o tamanho deles não tinha nada a ver com o peso. Ainda bem, porque seria estranho diminuir tudo de verdade.- Disse.

— Eu que o diga.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Eu estranharia.- Disse.

Ri.- Tadinho. E outra coisa que descobri é que correr deixa os seios flácidos. Ai o treinador me deu para colocar uma "faixa" especial para isso. Ainda bem que ele disse.

— Esse treinador era bem atento.- A olhei.

— Isso porque era um treinador ué. Todos eram.- Disse.

— Sei.- Disse.

— É verdade.- Disse.

Voltei a beijar ela. Sabia que ela não gostava muito de que eu beijasse o corpo dela e não sabia o quanto isso tinha mudado.

Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.

Eu estava já excitado, afinal estava a meses sem sexo e sem ela. Claro que sempre houveram cantadas e tentativas que eu a traísse ela, mas nunca que faria isso.

Acariciava a lateral do pescoço dele.

Descia a mão pelo corpo dela e tinham muitas diferenças.

Tirava a camisa dele, mas continuava o beijo.

Deixei ela tirar e peguei o seio com a boca.

Gemi e suspirei pesadamente.

— Você geme tão gostoso.- Disse.

Ri.- Ok.

— O que?- A olhei.

— Nada.- Disse.

— Você é linda.- Toquei seu rosto.

— Obrigada.- Disse.

— De nada amor.- Disse.

— Ok.- Disse.

Continuei a tocando e cheguei a calcinha dela, a tocando por cima.

Suspirei pesadamente.

— Você se sente melhor agora para eu te tocar?- Perguntei.

— Não muito.- Disse.

— Tudo bem.- Transformei a carícia em tirar a calcinha dela.

Comecei a abrir a calça dele.

Abocanhei o seio dela e mordisquei o mamilo.

Gemi e continuei a tirar a calça dele.

Parei e terminei de tirar a calça. Minhas mãos subiram pelas pernas dela, apertando as coxas.

Eu sabia que ainda ficava vermelha aos toques dele, assim como ao seu olhar.

Sorri com a reação dela e como estava de joelhos na cama, a puxei mais para mim.

Me inclinei e beijei-o.

Retribui o beijo e me deitei sobre ela, a vontade que estava era tanta que chegava a doer.

Comecei a tirar a cueca dele.

— Podemos ir sem camisinha?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Sorri e terminei de tirar a cueca.

Sorri.- Acho que a saudade é bem verdadeira mesmo.

— Acha?- Tinha vontade de ser tocado por ela, mas era algo que ainda trabalharia.

— Tenho certeza.- Disse.

— Ali...- Disse.

— Sim?- Perguntei.

— Posso pedir algo?- Questionei.

— Claro.- Disse.

— Me toca.- Disse.

— Claro. Só espero não fazer errado. Qualquer coisa me diga.- Disse.

— Não tem como fazer errado.- Disse.

— Ok.- Levei minhas mãos até seu membro, começando a toca-lo.

Suspirei e me deitei na cama, aproveitando.

Me apoiei no meu cotovelo e continuei.

Gemi. Ela tem pegada. Ok, isso é estranho de dizer, mas ela fazia tudo muito bem.

Acariciava os cabelos dele, continuando os toques.

— Ali...- Gemi. Eu não ia segurar meu orgasmo e me entreguei a tudo que sentia.

Ele chegou ao orgasmo e lhe dei um selinho.

Estava ofegante ainda, mas sorri.- Você é maravilhosa.

— Obrigada.- Disse.

— Posso perguntar?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Porque não quer que a toque?- Questionei.

— Você me toca.- Disse.

Corri a mão, chegando ao sexo dela.- Esse tipo.

— Não me sinto a vontade.- Disse.

— Você é incrível Ali, por inteiro. E isso não tem a ver com seu corpo, você sempre foi. Só está com um numero a menos no manequim. Continua a minha gostosa.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Por isso eu quero você a vontade comigo. Mas vou te dar o seu tempo, sempre fomos assim. Mas quero saber mais, o que mais não te deixa a vontade?- Perguntei.

— Não sei.- Disse.

— Ali, pode dizer. Quero fazer o melhor para nós.- Disse.

— Mas eu não sei.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Ok.- Disse.

Beijei o ombro dela.- Qualquer coisa me diga.

— Pode deixar.- Disse.

Beijei ela.- Posso dizer uma coisa?

— Claro.- Disse.

— Você está gostosa pra cacate. Opa, esqueci que não gosta de palavrão.- Disse.

Ri.- Tudo bem e obrigada.

Voltei a beija-la. Acho que a Ali nunca vai ter noção do quanto a amo, por isso sempre aguentei todas as provocações, brincadeiras e zoações. Não me importava se depois a tinha nos meus braços.

Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele, acariciando a nuca dele.

Como a queria tocar, mas não podia. A segurei pela cintura, a deixando mais colada em mim.

Envolvi minha perna em sua cintura e minha mão descia pelas suas costas.

Assim que eu estava pronto novamente, tirei a calcinha dela e a penetrei. Estar dentro dela não tinha comparação.

Gemi e suspirei pesadamente, mas sem deixar de beija-lo.

Quando quebravámos o beijo, mordia o pescoço dela e beijava seus seios. Sentia que agora ela estava um pouco mais solta, esperava que conseguisse a levar ao máximo.

Suspirava pesadamente ao que ele fazia e me arrepiava também. A barba dele conseguia sempre fazer isso.

— Você é uma delícia Ali.- Disse.

Sorri.- E você também é.

— Minha Ali. Você é só minha.- Disse.

— Sim, só sua.- Disse.

Sorri e aumentei o ritmo.

O beijei novamente.

Eu alternava o ritmo que íamos e hoje eu teria meu segundo orgasmo. Ter ela nos meus braços era um prazer que eu não trocaria por nada.

Gemia e suspirava pesadamente, mas sem deixar de beija-lo e acariciar sua nuca.

Toquei seus lábios.- Você geme gostoso.

Sorri e descia meus lábios pelo maxilar dele.

Aumentei o ritmo e senti que nós dois estávamos perto do orgasmo.

Descia uma das minhas mãos pelas costas dele e a outra pelo seu abdômen.

Seguimos e logo chegamos a um gostoso e bem vindo orgasmo. Sorri. Queria aquilo com ela para toda a minha vida.

Lhe dei um selinho.- Eu te amo.

— Eu te amo demais.- Disse.

Sorri e me aconcheguei nos braços dele.

Sorri e apertei ela comigo. Depois de algum tempo assim, tomamos banho e fomos jantar. Acho que tinha encontrado a forma que eu queria seguir a minha vida. Alison era especial e não é por figura ou peso, e sim pela pessoa que ela é. Se a maioria passasse a fazer isso, teríamos bem menos gente sofrendo com essa besteira de fisico e outras sendo recompensadas com sua companhia, como eu. Amo minha namorada como ela é hoje, mas se ela voltar aos quilinhos a mais, vou ama-la do mesmo jeito, porque um amor assim nem mesmo um detalhe desse destrói.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Fizemos uma história diferente, espero que tenham gostado :3 Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)