Liberty- One Shots
71 Capítulo 71- Klaus & Mary.
Notas iniciais

POV Misto. (Klaus e Mary)
Acordei e olhei a hora. Tinha que levantar para trabalhar. Levantei, tomei banho, me arrumei e sai do meu quarto. A noite já tinha caído e eu estava com sede. Cheguei na sala e me alimentei da primeira menina que surgiu. Fui para o salão e todos começavam os preparativos. Hoje era dia de casa cheia. Explicando melhor, aqui é a Bad Blood e eu sou Klaus Mikaelson, um dos vampiros Originais. Eu e meus irmãos temos essa rede de boates e eu cuido dessa de LA. Todos sabiam seus a fazeres e logo abrimos. Vários vampiros eram regulares, mas alguns eram novatos, esses dão problemas. Me sentei e olhava o show das meninas. O melhor será o próximo.
Não que eu tivesse orgulho de ser o que sou, mas infelizmente é o que me sustenta. Todo mundo diz que vida de prostituta é fácil, mas com certeza não é. Hoje era dia de show, então me arrumei e depois que o primeiro show acabou, entrei no palco.
Mary era a minha favorita, então quando ela entrou sorri como todos ali.
Olhei ao redor do palco enquanto começava a dançar e já conhecia a maioria dos rostos que tinha ali.
Muitos homens babavam nela, hoje ela levantaria um dinheiro alto. A olhar me deixava excitado, mais tarde ela seria minha.
Quando a musica parou, desci do palco. As gorjetas tinha sido gordas hoje. Guardei o dinheiro no meu sutiã e fui até o bar.
— Boa dança Mary.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Hoje quando terminar, vá para meu quarto.- Disse.
— Hã... tudo bem.- Disse.
— Faturou bem hoje.- Disse.
— Pois é.- Bebi um gole do whisky. Não gostava de beber muito, mas sempre tomava um copo de whisky. E Klaus as vezes me assustava, de todos os irmãos ele é o mais instável.
Puxei ela para mim.- O que está fazendo com o dinheiro?
— Como assim?- Perguntei.
— Está juntando?- Perguntei.
— Não exatamente. Quando preciso comprar alguma coisa, eu compro.- Disse.
— Ótimo, quero você sempre linda.- Disse.
— Isso não será um problema.- Disse.
— Ótimo.- Beijei o pescoço dela.
Olhei em volta e vi um cara me olhando. Primeiro cliente da noite, infelizmente.- Acho que tenho que ir. Tem um cara me olhando.
— Tudo bem, vai lá.- Disse.
— Até mais.- Fui até o cara.
Olhei ela ir até o cliente e logo subiram. A noite foi tranquila até um engraçadinho querer pagar duas por uma, o que me irritou e para resolver o matei logo. Mandei que tirassem o corpo dali e fui para o escritório ver a contagem do dia e noite quando o último cliente saiu, fui para meu quarto.
Depois que a noite acabou, fui tomar um banho e tirar tanto o sangue seco do meu pescoço quanto o rastro das mãos de todos os homens. Não que eu odiasse ser o que sou, eu não gosto, mas consigo suportar. Sai do banho, coloquei uma lingerie, uma camisola e um roupão por cima. Terminei de me ajeitar e fui para o quarto de Klaus.
Estava saindo do banho quando ela entrou.- Até que fim.
— Precisei tomar um banho para tirar o sangue.- Disse.
— Deixa eu ver.- Disse.
Afastei o roupão para ele ver.
Beijei ali e mordi meu pulso, dando a ela.
Peguei o pulso dele e comecei a beber.
Sorri com a sensação boa que me correu e deixei ela beber a vontade.
Bebi até sentir cicatrizar e parei.- Obrigada.
— De nada. Não gosto de te ver machucada.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Fui até a mesa e peguei o whisky, bebendo.- Dança para mim? Tive parte da noite estressante.
— Claro.- Tirei o roupão e fui até o som.
Sentei na cama e a deixei agir.
Liguei o som e comecei a dançar.
Sorri e a admirei. Mary era minha favorita ali e ainda tinha muitas idéias de como transar com ela.
Andei até ele e meio que subi em seu colo, dançando ali.
Minhas mãos foram para as coxas dela, a apertando.- Está gostosa.
Sorri.- É o que dizem.
— Tenho muita certeza.- Disse.
Sai do colo dele e voltei a dançar.
Cada movimento dela me deixava mais excitado. A olhava e sorria em como ela me fazia esquecer os problemas que tive.
Ele estava um tanto "manso" hoje, o que é realmente estranho. Me virei de costas para ele, continuando a dançar.
Me levantei e a colei em mim, dançando junto dela.
Sorri.- Aprendeu a dançar é?
— Algumas coisas não são difícieis.- Disse.
— Você dança bem e com certeza sabe como pegar uma mulher.- Indiquei o braço dele que estava ao meu redor.
— Principalmente uma gostosa.- Beijei o pescoço dela.
Sorri e me arrepiei ao beijo dele. No fundo eu gostava dele. Ok, eu sou bem masoquista, não é mesmo? Fazer o que.
— Você tem se comportado bem.- Disse.
— Hã... obrigada.- Disse.
— Eu gosto de recompensar quando está assim.- Disse.
— Não precisa recompensar.- Disse.
Subi a mão pela perna dela, por dentro da camisola.- Mas eu quero.
— Tudo bem.- Dançávamos lentamente ao ritmo da música. Ainda estava de costas para ele.- Eu queria fazer uma pergunta.
— Diga.- Disse.
— No verão eu vou ir para a boate de Miami como ano passado?- Essa boate era administrada pelo irmão mais novo, Kol.
— Não sei. Quer ir para lá?- Perguntei.
— Como você quiser.- Disse.
— Quero você aqui.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Só isso?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Tudo bem.- A virei para mim.
— Ok.- Disse.
O rosto dela estava um pouco vermelho.- O que foi?
— Um cliente se empolgou.- Disse.
— Te machucou?- Perguntei.
— Um pouco.- Disse.
— Por que não falou Mary? Quem foi?- Aqui tinha limites, ok, eu ou as vezes alguns dos nossos, passava deles, mas ninguém de fora podia isso.
— Nada, esquece.- Disse.
— Me diz Mary.- Disse.
— Foi o Enzo.- Disse.
— Aquele estúpido bateu em você?- A fiz olhar para mim.
— Sim.- Disse.
— Mais o que?- Sentia uma raiva crescente vindo a tona.
— Ele é violento sempre, então sempre fico dolorida. Mas é só isso, o de sempre.- Disse.
— Quando ele aparecer aqui vou acertar as contas com ele.- Toquei o rosto dela.
— Ok.- Disse.
— Vou cuidar bem de você hoje.- A beijei. Depois da dança estava mais calmo.
Retribui o beijo.
Segurei ela junto de mim e minha ereção se mostrava na minha cueca, estou só com ela, e gemi quando fiquei mais próximo dela.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Desci as alças da camisola, o que a deixou somente de calcinha. Sorri.
— O que foi?- Perguntei.
— Gosto de você assim.- A derrubei na cama.
— Assim como?- Perguntei.
Tirei minha cueca.- Na minha cama.
— Bem, isso você pode ter sempre.- Disse.
— Eu sei.- Tirei a calcinha dela.
— Que bom.- Disse.
Me coloquei entre as pernas dela e a penetrei. Não tinha sensação melhor do que foder uma mulher.
Estava bem dolorida ainda, mas claro que não ia reclamar. Tinha aprendido a não reclamar.
Cheguei ao ouvido dela.- Você é tão gostosa.
— Obrigada.- Disse.
Comecei a estocar. Mary era do tipo que mesmo com a profissão que tinha não tinha deixado de ser apertada, o que a deixava mais gostosa ainda.
Minha mão descia pelas costas dele e a outra pelo seu abdômen.
Gemi e passei a ir mais rápido.
Deixei ele ir como queria, até porque não tinha opção. Somente acariciava sua nuca.
Beijei pelo seu queixo e ia descendo pelo pescoço. Beijava ela e toda vez que ela era minha era assim; gostoso, prazeroso e me dava um orgasmo perfeito. Me deitei ao seu lado e sorri.- Você é demais.
— Obrigada.- Disse.
— Por isso gostam tanto de você.- Minha mão correu a sua perna.
— Tem outras melhores.- Disse.
— Daqui está nas melhores.- Disse.
— Se você diz.- Disse.
Sorri.- Lembro do seu primeiro dia aqui, quando Elijah te mandou de NY.
— Para você ver como não sou boa.- Disse.
— Você sabe que não foi por isso.- Disse.
— Não interessa, não sou boa.- Disse.
— Considerando a minha experiência, é sim.- Disse.
— Tudo bem.- Me sentei na cama.- Eu devia ir dormir. Não quero ficar com olheiras e nem cansada para amanha.
— Tudo bem. Se sentir algo, avise. Não quero você doente.- Disse.
— Tudo bem. Boa noite.- Coloquei o roupão e peguei minhas coisas, saindo dali.
Tomei outro banho e me deitei. Deixei minha mente vagar e fui parar no dia que a Mary chegou.
****
As vezes me perguntava como eu aguentava viver com aquilo. Aquelas mulheres me tiravam do sério. Agora queriam questionar a minha autoridade. Bateram no meu escritório.- Entra!
— A garota chegou.- Colin disse quando entrou.
— Estou indo.- Suspirei. Uma das garotas teve problemas lá em Nova York e Elijah achou melhor manda-la para cá. Sai e desci, logo vendo uma morena de costas.- É você?
Me virei.- Sim.
Nossa, ela é linda.- Mary né?
— Sim.- Disse.
— Como pode ver, as coisas aqui são bem parecidas com as de NY. Porém é comigo que tem que lidar, não com o bom gênio do meu irmão.- Disse.
— Hã... tudo bem.- Disse.
— Venha comigo.- Estava seguindo com ela para o escritório quando Kenna passou por mim toda feliz. Ela era quem eu queria achar.- Kenna!
— Sim?- Ela questionou.
— Por quanto tempo achou que ia me enganar?- Perguntei.
— O que?- Ela perguntou.
— Não se faça se sonsa!- Avancei sobre ela.- Está tendo um casinho com um cliente fora daqui.
— E o que que tem? Isso é um trabalho como qualquer outro. Então quer dizer que posso sair quando quiser.- Ela disse.
Dei um tapa nela.- Você sabe das regras. Nada de clientes fora daqui, nem encontros, nem nada. Agora vai para seu quarto que depois vejo o que faço com você.
Ela suspirou e saiu.
— Vamos Mary.- Disse.
— Ok.- Disse.
Seguimos até meu escritório.- Como deu para perceber, não tolero quem tenta me enganar.
— Tudo bem.- Disse.
— Aqui está a chave do seu quarto. O resto é a mesma coisa; tem livre acesso a cozinha, pode sair quando não estiver em horário de trabalho e blá blá.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Você está bem para voltar a trabalhar?- Perguntei.
— Estou.- Disse.
— Então você volta hoje a noite. E lembresse; se tiver indícios de problema, é para nos avisar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Pode ir então.- Disse.
Sai dali.
Voltei aos meus afazeres e mais tarde tive um problema com uns vampiros que achavam que podiam entrar a hora que quisessem. Qual o problema hoje? A noite chegou e me arrumei. Fiz as cortesias normais e quando anunciaram a Mary, me virei para olhar. Ela começou meio sem jeito, mas depois pegou ritmo e como era gostosa. Cada movimento que fazia era sensual e me excitava. Eu tinha que ter aquela mulher. O público gostou bastante e quando ela saiu, saiu com uma bom dinheiro.
Me sentei em um dos sofás que tinha ali.
— Agradou muito.- Cheguei junto dela.
— Obrigada.- Disse.
— Quantos costuma atender? Numa noite.- Disse.
— Quando todos compram o tempo minimo de meia hora, de dez para mais.- Disse.
— Nossa, então você é das boas.- Disse.
— Se você acha.- Disse.
— Com licença, você está livre?- Jeremy perguntou.
— Estou sim.- Disse.
— Então eu quero você.- Ele disse.
— Só pagar.- Disse.
— Não tem problema.- Ele sacou as notas.
Sorri. Ele tinha cara de garoto ainda, o que era fofo. Me levantei.- Podemos ir então.
— Faça um bom lucro.- Falei no ouvido dela e sai. Fiquei pelo salão e para eu explodir de uma vez hoje, arrumaram uma brga. Puta merda, será que não dá para eu ter um tempo de paz? Me livrei dos dois e logo os clientes foram indo embora até acabar. Quando fechamos, sai e fui até o quarto que Mary estava. Ela ainda se vestia.- Como foi?
— Eu estranhamente gostei do primeiro cliente, o que comprou duas horas. Ele era virgem, tão fofo.- Sorri.
— Sério? Não vejo muitos por aqui.- Tirei o palitó.
— Pois é, ainda existem.- Disse.
Me encaminhei até ela.- Não se vista.
— Porque?- Perguntei.
— Porque eu quero ter você.- Minha mão subiu a perna dela.
— Tudo bem.- Disse.
— Você é linda.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— É a verdade.- Disse.
Sorri.- Obrigada novamente.
Soltei o sutiã dela e tomei o seio com a boca.
Deixei ele fazer o que quisesse.
Depois de me maravilhar, me sentei na beira da cama.- Se amostre para mim.
— E como quer isso?- Perguntei.
— Dance e se toque.- Disse.
— Hã... Ok.- Fiz como ele disse.
Ela começou e podia observar ela melhor. Ela é gostosa para caramba. Isso que acho que deixou o cara doido. Ela se tocava também e estiquei a mão e a ajudei. Estava super excitado, então a peguei e a joguei na cama.
Por mais que estivesse cansada, não podia fazer nada a respeito.
Abri minha calça e tirei meu membro, logo me enterrando dentro dela. Ah que sensação, que delícia.
Eu nem ao menos conhecia ele e sabia do que gostava nessas horas. Uns preferem nem ser tocados, então não arrisquei.
A olhei.- Não precisa ser fria comigo, seja normal.
— Tudo bem.- Disse.
A beijei pelo pescoço e comecei a aumentar o ritmo das estocadas.
Baixei mais um pouco as calças dele já que o cinto estava me machucando e achava engraçado que os homens não usavam cuecas as vezes. Como conseguiam? Não faço ideia.
A mão dela parecia suave e o minimo toque dela me arrepiou. Por que? Não sei. A olhei e eses olhos castanhos continuavam doces. Sim, reparei nisso mesmo durante o sexo.
O olhei.- Ficar só de calça direto não machuca não? Já vi alguns machucados por isso, por ficar raspando na calça jeans.
— É mais fácil quando estamos excitados.- Disse no ouvido dela.
Sorri.- Menos mal então.
— Sim.- Peguei nos peitos dela e apertei. Estava completamete dentro dela e aquilo se tornava gostoso e me acalmava.
Descia minhas mãos pelas costas dele e a outra mão acariciava seu peito delicadamente.
A segurei mais contra mim e deixei me levar, logo chegando ao orgasmo.
Ele parou e esperava que ele não me quisesse mais. Já era difícil dar conta de todo o trabalho, imagina extra.
Deitei ao lado dela.- É, você é ótima.
— Obrigada.- E olha que não fiz nada para justamente ele não gostar de mim.
— Vai ser um prazer ter você aqui.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Toquei o corpo dela.- Você é linda.
— Obrigada.- Disse.
— Agora você deve estar querendo descansar, eu já vou.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Me levantei e me vesti, logo saindo. É, essa garota aqui vai ser das boas.
****
E depois do primeiro dia eu sempre tinha um tempo para Mary, gosto da companhia dela. Uma vez estava aborrecido e durante o sexo a bati, mas não me senti bem como com as outras, tanto que me arrependi. No fundo acho que ela é minha protegida aqui. Fiquei pensando e acabei dormindo.
POV Mary.
Quando me acordei no outro dia, era 9:00 horas. Tomei um banho e logo sai. Passei um hidratante no corpo — não podia perder o hábito-. Coloquei um short jeans e uma blusa. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e somente passei um hidratante. Ninguém nunca tinha visto minhas sardas, mas não estava afim de passar maquiagem agora de dia. Sai do quarto e fui para a cozinha.
— Bom dia.- Marcel disse.
— Bom dia.- Disse.
— Você está bem?- Ele perguntou.
— Estou. Porque?- Perguntei.
— Vi que você foi com Klaus no fim da noite.- Ele disse.
— Ah, isso.- Disse.
— Eu sei como ele é genioso, então tento preservar as meninas.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Então, as meninas estão querendo ir na praia hoje.- Ele disse.
— Bem, bom passeio então.- Disse.
— Você não quer ir?- Ele perguntou.
— Não estou no clima e não quero estragar o passeio.- Disse.
— Porque? Algum problema?- Ele questionou.
— Pergunta meio idiota com você sabendo com o que trabalho.- Disse.
— Pensando em sair?- Ele perguntou.
— Hã... não.- Disse.
— Bem, você vai fazer falta.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Vou ver se estão prontas, até mais.- Ele disse.
— Até.- Disse.
POV Misto. (Klaus e Mary.)
Levantei e era tarde já. Estranhei o silêncio na casa. Andei pelos corredores e vi Mary.- Cadê todo mundo?
— Saíram.- Disse.
— Onde?- Perguntei.
— Praia.- Disse.
— Por que não foi também?- Olhei pela janela e dava para ver o mar, estava um dia bonito.
— Não quis.- Disse.
— Não gosta de praia?- Perguntei.
— Gosto.- Disse.
— Mau dia?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Tudo bem então. Já tomou café?- Perguntei.
— Já.- Disse.
— Ok, nos vemos depois então, tenho que sair.- Disse.
— Ok.- Disse.
Fui e tomei café na varanda, aproveitando a tranquilidade e vendo o mar. Quando deu a minha hora, me troquei, mas pensei melhor.- Mary.- Bati no quarto dela.
Abri a porta.- O que?
— Se troque, vamos sair.- Disse.
— Para onde?- Perguntei.
— Tenho um almoço e a pessoa é meio tradicional, quero companhia.- Disse.
— Hã... e você quer levar uma prostituta para um jantar tradicional?- Perguntei.
— Aparência é tudo e o seu emprego não interessa a ele.- Disse.
— Ok, vou me arrumar.- Disse.
— Tá, te espero lá embaixo.- Disse.
— Ok.- Disse.
Desci e peguei um whisky, a esperando.
Suspirei. Nem quando eu queria descansar, eu podia. Tenho uma sorte... Coloquei uma roupa, terminei de arrumar e desci.
A olhei de cima a baixo. Mesmo simples ela ficava bem.- Pronta?
— Sim.- Disse.
— Vamos.- Fomos para o carro e nos dirigi para o lugar. A pessoa que ia encontrar era Henry Pierre, era aniversário dele e seria um almoço comemorativo. Henry era chefe de polícia dessa área da cidade e tínhamos um acordo, ou seja, ele deixa a polícia fora do nosso pé, sem termos que compleir todos. Estacionei e entramos na casa.- Pode relaxar Mary, aproveite.
— Devia ter trazido outra pessoa então.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque sim.- Disse.
— Deixe disso. Não é todo dia que vai a uma festa como convidada apenas para aproveitar.- Disse.
— Ok.- Disse.
Logo o vi e me aproximei.- Henry.
— Klaus, você veio.- Ele disse.
— Disse que viria. Parabéns.- Disse.
— Obrigado. E a sua acompanhante, quem é?- Ele perguntou.
— Mary.- Disse.
— Prazer Mary, Henry Pierre.- Ele disse.
— Prazer.- Disse.
— Podem ficar a vontade. Ah, já conhece a minha mulher? Cath, venha cá.- Ele disse.
— Olá.- Ela disse.
— Cath, esse é Klaus Mikaelson e a amiga dele, Mary.- Ele disse.
— Prazer sra. Pierre.- Disse.
— Igualmente.- Ela disse.
— Você tem uma mulher bonita Henry.- Disse.
— Eu sei.- Ele disse.
— De longe, talvez.- Ela disse.
— Que nada. Nem parece que tem... quantos filhos?- Perguntei.
— Sete.- Ele disse.
— Sete!?- Exclamei.
— E dois são pequenos.- Ela disse.
Ri.- Imagino. Também sou de família grande. O do meio de sete.
— Então sua mãe e eu estamos quites.- Ela disse.
— Com certeza.- Se ela não estivesse morta a mil anos, pensei. Olhei Mary e parecia deslocada, então logo Henry e Catherine nos deixaram e fomos para um canto que dava para observar a festa.- Quer beber algo?
— Prefiro não beber ao dia.- Disse.
— Hoje não terá expediente, pode ficar a vontade.- Disse.
— Eu não quero.- Disse.
— E comer?- Perguntei.
— Quando servirem o almoço, eu como.- Disse.
— Tá. Você é meio muda assim mesmo ou é alguma problema?- Perguntei.
— Não tenho nada para falar.- Disse.
Suspirei.- Tudo bem.- Se soubesse que nem falar ela faria, não tinha trago. Queria alguém para se divertir comigo, não uma pedra de gelo. A festa foi boa e no fim da tarde voltamos. Foi uma perda total de tempo levar Mary, ela nem se importava se estava fora da Bad Blood ou não. Decidi a deixar de lado e nos dias que se seguiram fui ficando com outras garotas. Só que eu ficava excitado toda vez que a via, de todas ali é a que o meu orgasmo é mais gostoso. Puta merda, já quero foder com ela de novo. Quem manda ser gostosa. Ri pensando nisso e olhei pelo salão que está cheio. Ela voltava de um dos quartos e quando passou por mim, pude ver seu pulso vermelho.- Mary, o que houve?
— Nada demais.- Disse.
— Você está com dor, dá para ver isso.- Disse.
— Eu estou bem.- Disse.
— Tem certeza disso?- Perguntei.
— Tenho.- Disse.
POV Klaus.
— Tudo bem.- Ela foi e mantive os olhos nela. Marcel chegou do meu lado, me observando.- O que foi?
— O que tanto olha?- Ele perguntou.
— Mary está machucada, mas não quer dar o braço a torcer.- Disse.
— Depois que a noite acabar, eu passo no quarto de todas como sempre para dar meu sangue.- Ele disse.
— E o pulso estava bem vermelho.- Disse enquanto bebia meu whisky e via um rapaz a puxar para seu colo.
— Isso é um tanto normal.- Ele disse.
— Ok.- Tentei me destrair quando ela subiu com o rapaz, só que tinha uma cisma com algumas coisas. Já passava das três da manha quando passava pelo corredor e a vi quieta e massageando o local.- Você é mesmo teimosa.
POV Misto. (Klaus e Mary.)
— O que?- Perguntei.
— Deixa eu ver isso.- Disse.
— Para que?- Questionei.
Peguei a mão dela, no final com mais força que precisava.
— O que você quer?- Perguntei.
Olhei e estava marcado.- Sabe que não gosto disso.
— Eu já estou cuidando disso.- Disse.
— Não muito bem.- Disse.
— Eu estou bem, já disse.- Disse.
— Quer saber, foda-se.- Soltei o braço dela.
— Obrigada, você também.- Disse.
— Como é que é?- Perguntei.
— O que escutou.- Disse.
A peguei pelo braço.- Acho que tenho sido muito bonzinho com você.
— Faça o que quiser.- Disse.
— O que é garota? Querendo morrer?- Questionei.
O olhei. O pior de tudo é que gosto dele. Eu sei, eu sou louca e masoquista por deixar isso acontecer. Na verdade tem até nome para isso. Mas claro que nunca deixei e nunca deixaria isso transparecer. Ele só me trata mal mesmo.- Se quiser, me mate. Afinal você sempre faz o que quer, não é mesmo?
— Sim, eu faço. Seria muito fácil fazer isso.- Mas o que estou falando? É a Mary, que sempre que dá protejo.- Vai para seu quarto.
— Até soou como se fosse meu pai. Mas antes eu vou ir na cozinha, posso fazer isso pelo menos "pai"?- Ironizei.
Levantei a mão. Ela merecia cegamente disso.- Vai.
Sai dali.
Ela me enlouquecia. E gostava de riscos, afinal não é qualquer um que me enfrenta. Descontei a minha raiva em outra pessoa, em uma que levei para o quarto e depois desci.
Por mais que seja de madrugada, resolvi fazer algo para comer. Meus horários de comida são bem loucos, mas tinha me acostumado assim e sabia que não podia sair da dieta. Então fazia algo saudável como um frango, arroz e saladas.
Estava distraído quando Elijah me ligou e suspirei quando ele me contou. O irmão do tal cara que machucou a Mary tinha feito uma bagunça em NY e estava vindo atrás dela. Ele me deixou de sobreaviso e quando desliguei, fui atrás dela a achando na cozinha.
Suspirei quando senti a presença de alguém e sabia que era Klaus. Eu não tenho paz mesmo.
— Vem comigo Mary.- Disse.
— Posso pelo menos comer antes?- Perguntei.
Suspirei.- Pode e depois vá ao meu escritório.
— Ok.- Disse.
Fui para o meu escritório, pensando na melhor maneira de agir.
Terminei de comer, lavei a louça e fui para o escritório dele.
Ouvi ela entrar.- Senta.
Me sentei.
— Elijah me ligou, o cara que te machucou deixou problema para nós.- Disse.
Eu que me machuco e ele que acha que tem problemas.- Quais?
— Um irmão. Que está decidido a se vingar.- Disse.
— O problema é meu, então deixa que eu resolvo. Não quero dar mais problemas para vocês.- Disse.
— Não. O problema é nosso. Por isso, de uma vez por todas, você vai sair da situação caso sinta alguma coisa errada. Isso ou estamos vendo você ficar só dançando até acharmos ele.- Disse.
— Não ganho dinheiro suficiente assim.- Ninguém sabia, mas fazia uma faculdade a distância. Eu até poderia fazer aulas em uma normal, porém tenho medo de alguém me reconhecer.
— Não se preocupe com isso. Vou ver melhor e te aviso.- Disse.
— Ok. Posso ir agora?- Perguntei.
— Pode, vamos cuidar disso, não se preocupe.- Disse.
— Ok.- Sai dali.
Procurei e não consegui encontrar nada sobre esse cara. Marcel passou para avisar que tudo foi fechado como normal e o dispensei. Me levantei e fui até o quarto dela. No fundo, ficava preocupado com ela. Fui no quarto dela e ela dormia como anjo. Toquei o rosto dela.- Você vai ficar bem.- Beijei os cabelos dela e sorri. Sai e fui para o meu. Tentei não pensar em nada, mas Mary sempre vinha a minha mente.
Uns dias se passaram e até agora tudo estava normal. Tinha feito o show e me sentei em um sofá. Um cliente veio conversar comigo e fiquei conversando ali com ele.
— Marcel, alguma novidade?- Cheguei nele, a olhando de longe.
— Sobre?- Ele perguntou.
— O tal irmão de NY.- Disse.
— Nada.- Ele disse.
— Como esse cara se escondeu assim?- Perguntei.
— Não sei, mas eu acho que o melhor para a Mary seria sair daqui. Libera-la. Achar um trabalho para ela e ela sair daqui.- Ele disse.
— Só que ai não teria nossa proteção.- Disse.
— Klaus, que proteção? Ela é machucada todos os dias de maneiras que eu acho que ela não se cura de uma noite para outra. Ela tem medo de você e diferente das outras você sabe que ela não é de reclamar. Até porque se perder esse emprego, só por ela, ela não conseguiria outro.- Ele disse.
— Ela não vai sair daqui.- Não ia a deixar ir.
— Ok.- Ele disse.
Deixei a noite rolar e quando todos foram para seu quarto, fui ao dela.
Saia do banho enrolada em uma toalha e com certeza teria que ir em um ginecologista. Vi Klaus entrando e suspirei. Absolutamente terei que ir.
A olhei, que visão maravilhosa. Ela era linda, eu sabia disso, mas cada vez que a via eu tinha mais certeza. O que é isso? Para com esse sentimentalismo!— Mary, eu quero a verdade. Você está bem?
— Estou.- Na verdade nenhuma noite eu estava bem, mas ele não precisa saber dessas coisas. Ele nem liga na verdade. Se ligasse não ia me fazer transar com ele depois de ter trabalhado. Ele nem dá bola se estou mais vermelha ou levemente inchada, ou com dor. Porque isso, querendo ou não, acontece. Porque se importar com um vermelho no meu pulso? Só porque aparece mesmo.
Cheguei junto dela.- É mentira.
— Eu estou bem Klaus. Você devia perguntar isso para as outras.- Disse.
— Estou perguntando para você.- Toquei o rosto dela.
— Eu estou bem.- Disse.
— Para de mentir Mary! Com o ritmo que você vai, você não está bem. Esse pulso não é a unica coisa que está machucada.- Disse.
— Desde quando você se preocupa?- Perguntei.
— Desde a... se estou perguntando é porque me preocupo, não?- Nem eu sabia responder essa pergunta. Merda, estou uma confusão.
Suspirei.- Se você acha que é assim... E eu estou bem, sei me cuidar.
— Merda, para com isso! Sabe, eu odeio que mintam para mim!- Andei pelo quarto.
— Você é paranoico.- Disse.
— Sim, eu sou. E muito mais.- Voltei a estar junto dela.- Não vê que com você é diferente?
— E porque?- Perguntei.
— Porque é.- A beijei de leve.- Com ninguém aqui, tenho dias bons como já tive com você.
Franzi o cenho.- Agora sou eu que pergunto; você está bem?
— O que?- Perguntei.
— Você está bem?- Perguntei.
— Porque?- Questionei.
— Esquece.- Disse.
— Fala Mary!- Exclamei.
— Nossa, você está sensível hoje.- Me sentei na cama.
— Você está me deixando maluco.- Disse.
— Eu não sei o que você quer que eu diga, Klaus. Eu não tenha nada a dizer. Não sei porque insiste. Me diga, o que quer que eu fale?- Perguntei.
— Você realmente acha que não sabemos quando alguém está mentido? Os batimentos cardíacos entregam.- Cheguei junto da janela.- Marcel falou para deixar você ir embora.
Suspirei.- Não sei quantas vezes terei que dizer que não estou mentindo. Mas você está convencido disso. E porque?
— Porque aqui está te fazendo mal.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Você quer ir?- Perguntei.
— Desde quando eu posso decidir?- Questionei.
Isso queria dizer que se podesse ela iria embora. Porque não gosto da ideia? Droga, ela é uma das minhas prostitutas, não devia me importar assim se ela fica ou vai. Mas eu quero que ela fique, não quero ficar sem ela.- Desde que estou perguntando.
— Hã... eu não sei. Não seria fácil achar emprego.- Disse.
— Você quer ir.- Constatei.
— Acabei de dizer que não teria emprego.- Disse.
— Estou dizendo da sua vontade. Não do resto.- Disse.
Suspirei.- Pela milionésima vez Klaus, eu estou bem onde eu estou. Agora você pode sair daqui para eu poder dormir? Caso você não saiba eu estou cansada e morrendo de sono. Agora saia, por favor.
— Ok.- Fui até ela e mordi meu pulso.- Tome. Não vai dormir com dor.
— Eu não quero.- Disse.
— Mary.- Pedi.
— Eu. Não. Quero.- Falei pausadamente.- Que droga, eu tenho livre arbítrio ainda. Me deixa em paz.
Ouvir aquilo me atingiu, por mais que fosse apenas para ela ficar melhor.- Tudo bem, boa noite.- Beijei os cabelos dela e sai.
Tranquei a porta e voltei para a cama. Nem me vesti. Me cobri e logo dormi.
Sai de lá e fui para meu quarto. Eu estava louco, com certeza estava. O que foi isso? Para que pressiona-la daquele jeito? O que eu queria? Que ela não quisesse ir porque gostava da minha companhia? Sim! Não. Oh merda, eu não posso estar me envolvendo com alguém assim. Ainda mais com ela. Eu ainda lembro, eu sempre lembro dos seus olhos quando paro para pensar, que mesmo durante o sexo permaneciam doces, como eu queria ver alegria neles. Alegria por estar comigo. Isso não importa, isso ninguém nunca sentia. Percebi que nunca a fiz, ou soube dela ter prazer. Merda, isso tá me levando numa espiral louca. Passei a deixar ela em paz, sem perguntas e aqueles dias que não tinha trabalho; segunda e terça, foram lentos. Fiz o que me acalma quando estou perturbado assim, fui pintar. Deixei o píncel correr e os traços que se formavam eram diferentes. Como ela gostaria da minha presença? Sou apenas alguém que a vende para lucrar e ter prazer. Ninguém em sã consciência gostaria disso. Dois dias pintando e terminava o quadro. Me afastei para olhar e dentre as pinceladas vários desenhos formavam o rosto dela. É, estou perdido.
Tinha acabado de dançar e agora estava no colo de um cliente enquanto ele conversava com uns outros caras.
Aquilo estava me deixando mal. Tomei um banho e deixei o quadro onde estava e me vesti descendo. Peguei um whisky no bar e olhei ao redor. Meu olhar cruzou com o dela.
Baixei meu olhar quando o vi.
POV Klaus.
Ela tem medo de mim, isso é um fato. E acha que sou louco; novidade. Fiquei um pouco ali e depois que ela subiu, me incomodou a ideia de ela estar com alguém. Merda. Fui para meu quarto e dei o braço a torcer. Peguei o meu telefone e liguei para meu irmão.
— Alô?- Ele atendeu.
— Elijah.- Disse.
— Klaus.- Ele disse.
— Estou com problemas.- Disse.
— Qual?- Ele perguntou.
— Estou ficando louco.- Disse.
— Louco? Porque?- Ele perguntou.
— Mary.- Disse.
— O que tem ela?- Ele questionou.
Contei para ele o que estava acontecendo. O bom é que sempre podia falar com ele sem medo de sofrer retaliação.
— Entendo o problema. Porém só você pode resolver isso.- Ele disse.
— Como?- Perguntei.
— Não sei, é com você Klaus.- Ele disse.
— Nossa obrigado, eu ligo para você me ajudar e você me responde isso.- Disse.
— Você está apaixonado, não eu.- Ele disse.
— Eu?!- Quase gritei.
— Sim.- Ele disse.
— Acho que o maluco ficou foi você. Eu não me apaixono.- Disse.
— Então o que você quer com ela?- Ele perguntou.
— Eu não sei!- Respirei fundo, pensando em tudo.- Merda, eu estou apaixonado. Como deixei isso acontecer?
— Isso só você pode responder.- Ele disse.
— Só sabe dizer isso?- Perguntei.
— Santo Deus Niklaus, o que você quer que eu diga? Você é um homem adulto, não tem que ficar pedindo orientações de como lidar com a sua vida.- Ele disse.
— Tudo bem Elijah, esquece.- Disse.
— Ok.- Ele disse.
Logo desliguei e fiquei com aquilo na cabeça. Não sei quanto tempo fiquei no meu quarto, mas quando sai do quarto a procurei e uma das meninas me falou que ela tinha subido com o Enzo. Puta merda. Porque ninguém me avisou? Usei minha velocidade para chegar ao quarto que ela estava.
POV Misto. (Klaus e Mary.)
Estar com Enzo era sempre terrível. Não sei como ele conseguia ser tão cruel. Ele fazia questão de me machucar e é claro que eu não podia reclamar.
Entrei no quarto e a expressão dela de dor me gelou e arranquei ele de cima dela.
— Que merda é essa?- Enzo questionou.
— Klaus?- Questionei.
— Mary, eu disse para ser avisado quando esse merda viesse aqui.- Disse.
— Ora um Mikaelson, grande coisa. Eu paguei e bem para estar com ela e fazer o que quiser. Agora me solta.- Ele disse.
— Você nunca disse isso.- Disse.
— Eu disse que ia cuidar dele.- Disse.
— Ora, ela tem proteção. O que não é uma novidade para mim. Mas estávamos nos divertindo, não é querida?- Ele perguntou.
— Se você diz.- Disse.
— Eu vi bem como. Agora você vai se ver comigo.- Disse.
— O que? Ela é uma puta, é o que merece. E tenho plano de muito mais, até achar que ela pagou pelo que fez.- Ele disse.
— E o que eu fiz?- Perguntei.
— Meu irmão está morto por sua causa.- Ele disse.
— Então é você?- O joguei contra parede.
— Sim. E cada vez que venho é um prazer a colocar no seu lugar. Você fica dolorida depois que vou embora, não é querida? É pouco.- Ele disse.
— Não é da sua conta.- Disse.
— Mary, eu já volto.- Peguei ele pelo pescoço, o tirando dali.
Deus, o que ele ia fazer? Suspirei e me levantei, arrumando a cama.
O levei para fora e me diverti antes de o matar. Pensar que ele a tinha machucado, ferveu meu sangue. Mandei que se livrasse do corpo, me limpei e voltei a ela.
Ele demorou tanto que já tinha até tomado banho e agora estava sentada na cama, assistindo TV.
Entrei no quarto.- Hey.- Me sentei na cama.- Como está?
— Bem.- Disse.
— Quer alguma coisa? Um remédio, algo?- Toquei o rosto dela que tinha uma pequena mancha vermelha e o pescoço uma marca de mordida.
— Já tomei um remédio.- Disse.
— E para isso aqui?- Fiz menção ao pescoço dela.- Quer meu sangue?
— Bem, tomando ele eu ficaria toda curada, então não seria só o pescoço e você não precisa "gastar" seu sangue comigo.- Disse.
— Não é gasto nenhum.- Mordi meu pulso e dei a ela.
Fiz cara de nojo. Eu odiava beber sangue. Era tão nojento. Com relutância, tomei um pouco e parei.
O ferimento dela fechou e sorri.- Melhor agora.
— Tudo bem.- Disse.
— Ele não vai mais machucar você. Ninguém vai.- Disse.
— Difícil isso.- Disse.
— Eu não vou deixar.- Disse.
— Vai regular os clientes?- Perguntei.
— Não vai ter mais clientes.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Não vou passar outra noite enlouquecendo como essa, pensando em quem está te tocando.- Disse.
— Homens me tocam a anos, Klaus.- Disse.
— Eu não quero saber.- Disse.
— Do que?- Perguntei.
— Disso. O unico que vai te tocar agora e quando você quiser, sou eu.- Disse.
— Não estou entendendo.- Disse.
— Você está livre do seu trabalho, bem, pelo menos como prostituta, mas isso implica em você ficar aqui comigo.- Disse.
— Hã... tudo bem.- Disse.
— Sim? Vai ficar comigo?- Perguntei.
— Vou.- Disse.
Sorri e a beijei. Percebi a vontade que estava de a beijar.
Retribui o beijo.
Me aproximei mais dela e não me lembrava a ultima vez que beijei alguém porque eu sentia algo.
Levei minha mão até a lateral do pescoço dele e parei o beijo.- Porque está fazendo isso?
— Não é óbvio?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Por que eu gosto de você, gosto de estar com você.- Disse.
— Não explicou muito, mas tudo bem, deixa para lá.- Disse.
— O que não entendeu?- Perguntei.
— Sua resposta não explicou nada.- Disse.
— Gostar de você não explica?- Questionei.
— Você sempre disse que gosta de mim.- Disse.
— As coisas evoluem Mary. Não quero você com ninguém. Não além de mim.- Disse.
— Você está com ciúmes então?- Perguntei.
— Sim. Quer dizer, por ai.- Disse.
Ri.- Ok.
— Vou deixar você dormir. Ou quer que eu fique?- Perguntei.
— Queria dormir.- Disse.
— Tudo bem, então eu vou. Qualquer coisa me chame.- Disse.
— Ok.- Disse.
Me levantei.- Na verdade, não quer dormir comigo?
— Dormir com você?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Hã... tudo bem.- Disse.
— Vamos então?- Perguntei.
— Vamos.- Fui com ele.
A levei e entramos no quarto. Merda, tinha esquecido o quadro ali.
— O que é isso?- Perguntei.
— Nada.- Me apressei em tira-lo dali.
— Tudo bem.- Disse.
Guardei e voltei.- Pronto.
Me deitei na cama.- Agora vou dormir, estou cansada.
— Tudo bem, eu vou deitar daqui a pouco.- Disse.
— Ok. Boa noite.- Me ajeitei na cama e logo adormeci.
A observei e fui tomar banho. Pensei no que tinha proposto. Era louco, mas gostava da ideia dela comigo. Botei uma cueca e uma calça, voltei ao quarto e me deitei. Suas feições estavam tranquilas agora e eu daria a ela o que precisasse. Mary não seria mais de qualquer um, seria minha.
POV Mary.
Quando me acordei no outro dia, Klaus dormia. Me levantei e fui para o meu quarto. Coloquei uma roupa e me arrumei. Eu estava com medo de como todos reagiriam. Não queria ser taxada como a que tem preferências. Suspirei e desci.
— Bom dia Mary.- Marcel disse.
— Bom dia.- Disse.
— Você está bem?- Ele perguntou.
— Estou e você?- Perguntei.
— Bem e Klaus?- Ele questionou.
— Dormindo.- Disse.
— Fazia tempo que não o via furioso como quando ele saiu daqui com Enzo.- Ele disse.
— Só você então.- Disse.
— Mary, o que apareceu para você não é nem metade do que ele pode fazer.- Ele disse.
— Ah sim.- Disse.
— É que depois que ele conseguiu ser hibrido, ele se acalmou um pouco.- Ele disse.
— Não me interesso nesses assuntos de vampiros, Marcel.- Disse.
— Tá. Vai para a pisicna?- Ele perguntou.
— Acho que sim.- Disse.
— Nos veremos lá então.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
Ele pegou o café e saiu.
Balancei a cabeça e suspirei. Eu não sei o que essa gente daqui pensa. Que gostamos deles? Eu não sei as outras, mas não consigo confiar em nenhum deles. Nem em Klaus que eu gosto por ser louca, apenas. Me sentei em uma espreguiçadeira e comecei a passar o protetor solar.
— Mary, o que houve ontem? Ouvi que teve problemas com o Enzo.- Lola disse.
— Nada.- Disse.
— Mas você está bem?- Ela perguntou.
— Estou.- Disse.
Ela suspirou.- Será que um dia vamos sair daqui?
— Bem, vocês podem sair quando quiserem.- Disse.
— E você não?- Ela perguntou.
— E eu também ué.- Disse.
— Mas para onde iria? Ninguém quer empregar uma de nós.- Ela disse.
— Só sair da cidade.- Disse.
— Estou cansada daqui, você não?- Ela perguntou.
Dei de ombros.- Tanto faz.
— Esqueço o quanto você adora conversa.- Ela disse.
— Só não gosto de falar da minha vida. Ela é pessoal e só eu tenho que saber dela. Assim como o que eu quero ou não.- Disse.
— Tudo bem.- Ela disse.
— Ok.- Disse.
POV Misto. (Klaus e Mary.)
Tomei café e fui a piscina.
— O que o Klaus quer aqui? Ele nunca se envolve com a gente.- Ela disse.
— Vai saber.- Disse.
Sentei na cadeira dela.- Levantou que nem vi.- A beijei.- Bom dia.
— Bom dia.- Disse.
— Dormiu bem?- Perguntei.
— Sim e você?- Questionei.
— Também. Já tomou café?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— E não sentiu mais nada?- Questionei.
— Não, estou bem.- Disse.
— Ótimo. Eu tenho umas coisas para resolver, então nos vemos mais tarde.- Disse.
— Tudo bem. Boa sorte com o que quer que seja.- Disse.
— Obrigado.- A beijei e sai.
POV Mary.
Prendi meu cabelo em um coque e voltei a passar o protetor.
— O que foi isso?- Lola perguntou.
— Eu e Klaus.- Disse.
— Juntos?- Ela perguntou.
— Mais ou menos. Ele não disse nada muito concreto de ser algo "sério".- Disse.
— Isso é estranho. Achei que eles nem sentissem nada.- Ela disse.
— Bem, eu não sei muito sobre isso.- Disse.
Ela suspirou.- Aqui é tão bonito. Ninguém diz sobre tudo que acontece.
— Verdade.- Disse.
— Como era em NY?- Ela perguntou
— Como é aqui.- Disse.
— Você tem planos para o futuro?- Ela perguntou.
Ri.- Isso é sério? Futuro? Acho que não.
— Pois eu tenho. Se conseguir sair daqui.- Ela disse.
— Bom para você então.- Disse.
— Você é tão aberta para conversar que chega a ser maravilhoso o tempo ao seu lado.- Ela riu.- Só temos a nós aqui, ficar quieta assim só piora.
— Se não gostam da minha presença, não estou impondo elas a vocês. Assim como não fico falando que vocês não calam a boca, vocês não deviam ficar falando que eu não falo.- Disse.
— Entendi. Bem, vou mergulhar.- Ela saiu indo para água.
Suspirei e me levantei, saindo dali. Essas garotas acham que isso daqui é um clube da Luluzinha, só pode. Bem capaz que vou confiar nelas. Eu tinha amigas em NY, aqui é um mundo totalmente estranho e nem conheço elas. Se quiserem me ver como antipática, que me veem então. Não me importo com o que elas acham mesmo.
POV Misto. (Klaus e Mary.)
Esses acordos me tiram do sério. Ô coisa chata. Depois de me reunir com alguns enfermeiros que forneciam sangue, sim, temos outra fonte se não as meninas ficariam secas, fui escolher algumas bebidas e comprei algumas coisas para o salão. Queria alguma coisa para a Mary e vi um anel bonito, comprei também. Quando cheguei era fim da tarde e a achei no quarto dela.- Te achei.
— Oi.- Disse.
— Demorei mais do que pensei.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Estava pensando, quer jantar comigo?- Perguntei.
Mordi meu lábio.- Eu ia amar, mas não gosto de ir em lugares que possam me reconhecer.
— Se for fora da cidade?- Questionei.
— Tudo bem, pode ser.- Disse.
— Ótimo.- Sorri.
Sorri.- Ok.
— Então se arrume que vou ver onde vamos.- Disse.
— Não tenho roupa decente, Klaus.- Disse.
— Não?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Então se arrume que no caminho compramos.- Disse.
— Ok.- Me levantei e fui para o banheiro.
Fui para meu quarto, me troquei e arrumei um lugar bonito e que não teria problemas. A peguei quando terminou e fomos no shopping.
Tinha um pouco de medo de vir nesses lugares, mas me sentia estranhamente segura com Klaus.
— Que tipo você gosta?- Perguntei.
— Como assim?- Questionei.
— Para saber que loja entrar.- Disse.
— Ah, pode ser qualquer uma. Meu estilo meio que se misturou com o estilo que uso na boate. É complicado.- Disse.
— Ok.- Entramos numa loja e a deixei escolher.- Fique a vontade.
— Melhor você escolher. Está mais acostumado com esse tipo de mulher.- Disse.
— Que tipo?- Perguntei.
— Decente.- Disse.
— Não tem complicação. Já sei.- Achei uma vendedora e pedi que ela escolhesse algumas roupas para ela. Ela foi com a vendedora e voltou vestida com um vestido.- Está linda.
— Obrigada.- Disse.
— Pode levar mais o que quiser.- Disse.
— Não precisa.- Disse.
— Você mesmo disse que só tem as roupas da boate. Como não vai mais trabalhar assim, precisa de outras.- Disse.
— Estou bem por hoje.- Disse.
— Tudo bem. Falta alguma coisa?- Perguntei.
— Não, nada.- Disse.
— Então vamos, deve estar com fome.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Falta uma.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Isso.- Peguei o anel.
Era um anel com uma linda pedra vermelha no meio. Sorri.- É lindo, obrigada.
— De nada. Acho que rubi combina com você.- Disse.
O beijei.- Confio em você.
Sorri.- Vamos.- Peguei o carro e foi mais ou menos uma hora até o restaurante. Ele era a beira da praia, numa cidade afastada. A noite estava gostosa para um passeio assim.
Chegamos no restaurante e nos sentamos em uma mesa. Era estranho vê-lo assim, tão calmo, tão sereno... Tão diferente do homem pelo qual comecei a me apaixonar. Mas eu gostava dele assim. Não me sinto tão masoquista.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Está me olhando diferente.- Disse.
— Estou?- Questionei.
— Deixa.- Peguei o cardápio.- Gosta de que?
— Qualquer coisa.- Disse.
— Ninguém gosta de qualquer coisa. Eu por exemplo, gosto de carne.- Disse.
— Só estou dizendo que como de tudo.- Disse.
— Vou pedir risoto e filé com batatas.- Disse.
— Eu vou querer filé de peixe com arroz e saladas.- Disse.
— Vinho?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Pedi um suave. Olhei o mar e a lua estava crescente e bonita. A decoração do lugar era rústica e com muitas velas, o que ao olhar para Mary a deixava mais doce.
Ficava levemente corada com a intensidade do olhar dele. Podia não parecer, mas sou extremamente timida.
— Você fica vermelha.- Disse.
— Hã... sim.- Disse tentando que minhas bochechas voltassem ao normal.
— Fica fofo.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
O vinho chegou e bebi.- Suave, vai gostar.
— Tenho certeza que sim.- Disse.
— Gosta daqui ou prefere lugares como NY?- Perguntei.
— Eu gosto sim.- Disse.
— Eu também prefiro. Gosto da liberdade que eles nos fazem sentir.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— O que mais gosta?- Perguntei.
— Ler.- Disse.
— Sério? Eu adoro. Quando voltarmos vou te mostrar minha bibliloteca.- Disse.
Sorri.- Vou adorar conhecer.
— Eu sempre gostei das Artes. Principalmente ler e pintar.- Disse.
— Você tem cara de quem gosta dessas coisas mesmo.- Disse.
— Cada um de nós gosta. Elijah é mais para escrever e ler também. Rebekah gosta de moda e de desenhar roupas. Kol de musica. Freya gosta de escrever e é uma escritora e tanto. O unico que saiu diferente foi Finn.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Deve nos achar uma família louca, não é?- Questionei.
— Hã... não.- Disse.
— Não? Isso é uma surpresa.- Disse.
Ri e logo a comida chegou. Começamos a comer.
— Está um delícia.- Disse.
— Sim.- Disse.
— E estar com você, melhor ainda.- Disse.
— Digo o mesmo.- Ele estava muito estranho. Nem parecia o mesmo de ontem. Estranhamente formal e educado. Será que gosto disso? Acho que sim, só não estou acostumada.
A musica que tocava era boa também.- Depois vamos dançar?
— Vamos.- Disse.
Continuamos jantando e era bom aproveitar a companhia dela sem ser no ambiente da Bad Blood, podia a ver em outro ângulo. Terminamos e antes da sobremesa, fomos dançar. O perfume dela era gostoso e a sentia de forma diferente, não obrigada e tentando aproveitar a situação. Tocava de leve as suas costas enquanto seguíamos o ritmo da musica. Não era acostumado com aquilo, mas não me importava e só aproveitava tudo o que vinha junto. O resto da noite foi perfeita e quando fomos embora, estava feliz. A levei para cima e não me importei com alguns olhares quando passamos. Parei na porta dela.- Quer ficar aqui ou no meu quarto?
— Onde quiser.- Disse.
— Mary, eu estou perguntando onde você quer.- Disse.
— Hã... eu não sei, tanto faz. Eu vou dormir do mesmo jeito.- Disse.
— Não se importa de vir comigo?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Então vamos.- Fomos para meu quarto e tirei a jaqueta.- Gostou?
— Foi ótimo.- Disse.
— Que bom.- Tirei a blusa.- Vou tomar banho, já volto.
— Ok.- Disse.
Fui para o banheiro e me controlei. A minha vontade de tirar aquele vestido dela era demais e tinha dito que só faria quando ela quisesse. Tomei banho e coloquei uma cueca, voltando.
— Vou tomar banho. Posso tomar aqui?- Perguntei.
— Claro, a vontade.- Disse.
— Ok.- Entrei no banheiro.
Me deitei, pensando em coisas nada a ver para não ficar excitado. Tinha que respeitar isso e ela também precisa de um descanso.
Tomei um banho rápido e sai enrolada na toalha.- Me esqueci que não peguei pijama e nem nada.
— Quer uma camisa minha?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
Peguei uma e dei a ela.
Me desenrolei da toalha e coloquei a camisa.
Ela ficava sexy de todas as formas e com a minha camisa não era exceção. Sorri.- Ficou boa em você.
— Obrigada.- Disse.
Ela se deitou e toquei seu rosto.
— O que foi?- Perguntei.
— Admirando você. Faz tempo que não fico assim com alguém.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
Ficamos ali e ela logo dormiu. Suspirei. Como eu ia lidar com aquilo? Os dias foram passando e ficávamos mais juntos. Ela começou a trabalhar na boate, mas ajudando no bar e eu cortava os engraçadinhos que iam mexer com ela. O problema é que estávamos sem sexo. Isso começava a me incomodar já que costumava ter todo dia ou quase. Hoje quando subimos e ela se deitou, a beijei.
Retribui o beijo.
A trouxe mais para mim, estava ficando louco de tesão por ela.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Deixe o beijo mais intenso e minha mão deslizou pela sua perna, a trazendo para mim.
Parei o beijo.- Melhor pararmos.
— Porque?- Beijei o pescoço.
— Porque sim.- Disse.
— Mary, já faz semanas...- Continuei beijando ali.
— Eu sei.- Disse.
— Você não quer?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Parei e a olhei.- Por que? Sou eu?
— Não.- Disse.
— Qual o problema?- Perguntei.
— Eu só não quero.- Disse.
— Tudo bem.- Me ajeitei na cama, afinal estava excitado.
— Desculpe.- Disse.
— Tudo bem.- Beijei a testa dela.- Vamos dormir.
— Ok.- Disse.
Fiquei acariciando os cabelos dela até ela dormir e ainda bem que a porta da varanda estava aberta para a brisa me acalmar. O problema é que ela continuou asism e eu tinha que disfarçar quando estava no salão com as meninas dando. Ela não se abria comigo e eu não sabia bem o que estava causando aquilo. Passava de três meses já e tudo começava a me afetar, principalmente o humor. Cheguei no bar.- Mary, me dá um whisky.- Tinha acabado de ver uma garota no palco.
Servi ele.- Aqui.
— Ótimo.- Tomei de um gole só.
Continuei servindo os outros.
— Me dá outro love.- Disse.
Servi outro a ele.
Tomei e me acalmava um pouco. O que eu não fazia pela Mary. Isso de respeitar o tempo dela estava me deixando tenso.
Continuei servindo os outros e fui até uma mesa que me chamou, servindo-os.
Os cara começaram a mexer com ela e eu estava doido para descontar em algo. Quando um deles passou a mão na bunda dela, foi meu limite. Levantei, indo até lá.
Coloquei a mão no peito de Klaus, antes que ele chegasse no cara.- Klaus, para. Aqui tem humanos também.- Falei essa parte mais baixo.
— Não vou deixar ficarem alisando você.- Disse.
— E não vão. Já estou voltando para o bar.- Disse.
"Escoltei" ela até voltar ao bar e fiquei sempre por ali. Quando fechamos, subimos e ela foi tomar banho, e eu fiquei escorado na porta da varanda.
Sai do banheiro vestindo a camisola já.
Senti ela atrás de mim e dei espaço para ela ficar ao meu lado, passei o braço ao lado dela.
— O que foi?- Perguntei.
— Porque?- Perguntei.
— Por nada.- Disse.
— Diz Mary.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Se você perguntou é por algo.- Disse.
— Nada demais, já disse. Só achei estranho você estar calado, mas já vi que não está calado, então não tem nada, como já disse.- Disse.
— Não é nada.- A apertei contra mim.- Você ainda tem medo de mim?
— Não mais.- Disse.
— Até pouco tempo sim?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Porque? Estamos bem.- Disse.
— Eu sei, mas medo é mais forte que a razão.- Disse.
— Isso é verdade. Eu também estava, do que temos, de sentir assim.- Disse.
Toquei o rosto dele e o beijei.- Eu não sei se sou mulher para você Klaus. Você devia achar outra.
A olhei.- Por que diz isso?
— Porque eu vejo como você está e como olha para as outras garotas, ou quando tem alguma cena de sexo no salão. E eu não quero te atrapalhar.- Disse.
— Você não me atrapalha Mary. Ninguém em um século, acho que mais, me fez sentir algo. Eu me apaixonei por você sabendo bem como você é.- Disse.
— E como eu sou?- Perguntei.
— Você é incrível. Me faz rir com coisas bobas, que mesmo eu querendo te dar o mundo você só quer coisas simples, que mesmo vivendo tudo que viveu aqui continua com o olhar doce que me prendeu nele desde a primeira vez que o vi, que me dá uma certa paz só de estar com você ou te olhar dormir.- Sorri.- Mary, acredite, se eu não amasse você, não estaríamos aqui.
Suspirei.- Eu também te amo, mas não é o suficiente pelo jeito.
— Ama?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Ela me ama. Sorri plenamente. Ainda não tinha ouvido isso.
— E eu quero pedir uma coisa.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Apague minha memória da dora e dos machucados, é o único jeito.- Disse.
— O que? Mexer com a sua mémoria?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Mary... está tão ruim assim? Mesmo sendo comigo?- Questionei.
— Não é por mim e sim por você. Sei que já está impaciente por causa do sexo. Bem, eu não estou e acho que com o tempo vai tudo voltar ao normal. Como começar uma relação nova. Namorar e só com o tempo existir o sexo e essas coisas. Mas sei que para você não é assim.- Disse.
— Não. Não vou ser egoísta com você assim.- Disse.
— Eu só quero ajudar.- Disse.
— Eu sei love. Mas eu quero que isso, nós, dê certo. E não vou me sentir bem toda vez que estivermos juntos que só está a vontade por minha influência.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Abracei ela. Claro que queria estar com ela e que fosse minha, mas eu teria que aguentar. Se quero me dar essa chance, essa chance de ter alguém, tenho que fazer as coisas certas. Me surpreendi ao perceber que nesse tempo a amava e isso me assustou pra caramba, mas me convenci a aceitar e tentar. Quanto ao sexo, bem, me afetava um pouco que não a deixava a vontade ainda, mas não vou pirar.- Não se preocupe comigo, vou ficar bem.
— Ok.- Disse.
****
POV Mary.
Mais dias se passaram, mas nada mudou. Agora eu estava em mais uma noite no bar da boate. Não era meu emprego ideal, mas dava para pagar a faculdade.
— Ai está você.- Jeremy disse.
— Hey.- Disse.
— Eu estava louco para voltar, mas estava num curso.- Ele disse.
— Fiquei sabendo pelos seus amigos. E como foi?- Perguntei.
— Bem. Está ocupada já? Estou doido para tirar aquela imagem daquele dia.- Ele disse.
Sorri.- Você foi muito bem, não tem que ficar com vergonha. E eu não faço mais isso, fico no bar agora.
— O que? Não, vim ansioso para isso.- Ele disse.
— Tem outras garotas.- Disse.
— Você é especial. Não tem como abrir uma exceção?- Ele perguntou.
Me inclinei e o beijei na bochecha.- Eu não sou especial e não tem. Além de eu estar no bar, eu estou com Klaus.
— Klaus? Quem é esse?- Ele questionou.
— Um dos donos.- Disse.
— Nossa.- Ele disse.
— O que?- Perguntei.
— Não ter você. Nem uma dança?- Ele perguntou.
Suspirei, mas logo sorri. Eu tinha um carinho especial por ele.- Tudo bem, uma dança.
— Mesmo? Valeu.- Ele disse.
— Vamos lá.- Dei a volta no balcão e fui com ele para a pista.
Ele me puxou para junto dele.- Lembro como dança bem.
Sorri.- Faço o melhor que posso.
— Faz um ótimo trabalho.- Ele desceu a mão pelas minhas costas.- Você é tão linda Mary.
— Obrigada.- Disse.
Ele beijou o meu ombro.- Mary, fica comigo, deixa esse cara para lá. Passei meses desejando ter você e você é só mais uma para ele.
— E o que eu sou para você?- Perguntei.
— Alguém especial, que sempre vou lembrar.- Ele disse.
Sorri e beijei a testa dele.- Eu fico feliz que seja especial, mas eu amo Klaus e ele me ama. Eu estou feliz. Você vai encontrar uma garota legal por ai. Tanto hoje, para essa noite, quanto para sua vida.
POV Misto. (Klaus e Mary.)
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Mary, o que é isso? Quem é esse?- A puxei para mim.
— É o Jer.- Disse.
— Esse é o cara?- Jer perguntou.
— Sim.- Disse.
— Acho que não ouviu avisarem que ela não sai com mais ninguém. Então dá o fora.- Disse.
— Está tudo bem. Eu disse a ele, mas vim dançar com ele.- Disse.
— Não vou arrumar problema para você. Até mais linda.- Ele a beijou no canto da boca e saiu.
Andei de volta para o bar.
— Quem era esse abusado?- Perguntei.
— Ele não é abusado, é um amor. E era meu cliente. O meu primeiro de quando vim para cá, lembra? O que perdeu a virgindade comigo.- Disse.
— Virgem?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Tá.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Quando tiver um tempo, podíamos dançar.- Disse.
— Podemos sim.- Disse.
— Está bem?- Na outra noite ela tinha acordado agitada.
— Estou.- Disse.
— Estava pensando em sairmos por uns dias, quer?- Perguntei.
— Hã... pode ser.- Disse.
Não percebi muito entusiasmo dela.- Não quer?
— Eu gosto de ficar aqui, mas se quiser sair, tudo bem.- Disse.
— Ok, ficamos.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Voltei ao salão, mas todas as noites eu mantinha os olhos nela. Quando os ultimos clientes foram saindo, ela veio dançar. Era bom e eu gostava daquilo.
Apoiei meu queixo no ombro dele e dançávamos.
— Não gostei daquele garoto te agarrando.- Disse.
— Ele não estava me agarrando.- Disse.
— A mão dele estava quase na sua bunda.- Disse.
— Mas não estava.- Disse.
— Não importa, não gostei.- Disse.
Ri.- Ok.
— Rindo do que?- Perguntei.
— De você.- Disse.
— Porque?- Questionei.
Sorri.- Nada demais.- Beijei-o.
Retribui o beijo e a segurei mais contra mim.
Acariciava a lateral do pescoço dele.
Minha mão deslizava por suas costas e me controlava para não ficar excitado.
Entrelacei meus dedos em seus cabelos e acariciava ali.
A segurei e a levei para o quarto.- Aqui não temos expectadores.
Sorri.- Tudo bem.
Voltei a beija-la e dessa vez mais intenso.
Retribui o beijo novamente.
A encostei na parede e minhas mãos desceram pela perna dela, a apertando.
Me arrepiei ao toque dele e tinha decidido que ia deixar rolar. Não estava 100%, mas acho que nunca estarei. Era melhor acontecer logo para saber como realmente estou.
— Sinto tanta sua falta.- Disse.
Sorri.- Estamos juntos sempre amor.
— Não completamente.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
Beijei o pescoço dela. Era difícil de se controlar.
Me arrepiei ao beijo dele e minha mão descia pelas suas costas.
Subi a mão por dentro do vestido dela.- Está boazinha hoje.
Sorri e mordi meu lábio.- Você merece.
— Que bom.- Apertei a bunda dela.
Beijei-o novamente.
Eu queria seguir, mas levar um não seria complicado. Intensifiquei o beijo, me sentindo cada vez mais excitado.
Desci minha mão pelo peito dele e comecei a abrir sua camisa.
— Mary, onde está indo?- Perguntei.
— O que?- Questionei.
— Assim vai ser difícil eu me controlar.- Disse.
Sorri.- Não é para se controlar. Agora você tem uma mulher com a experiência de uma prostituta, mas com a exclusividade de ser só sua. E tem coisas que você ainda não sabe que eu faço muito bem.- Lhe dei um beijo e terminei de abrir a camisa dele, logo tirando-a.
— Posso concluir que acabou a espera?- Perguntei.
— Sim. Não prometo que esteja 100%, mas não adianta ficar adiando. Só assim irei descobrir como realmente estou.- Disse.
Suspirei aliviado.- Não se preocupe, será ótimo.
— Eu já fico bem sendo bom para você.- Disse.
Sorri e a levei para cama.
Nos deitamos e o beijei novamente.
Subia o vestido dela, agora a tocando mais livremente.- Você é tão gostosa.
— Obrigada.- Disse.
A levantei para tirar o vestido, deslizando a mão por ela.
Tirei o cinto dele e comecei a abrir sua calça.
Ajudei ela a tirar a calça e a cueca também. Abri o sutiã dela e peguei seus seios.
Suspirei ao toque dele.
A livrei da calcinha e a olhei nua.
— O que foi?- Perguntei.
— Você é maravilhosa.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
Me coloquei entre as pernas dela e rocei meu membro no sexo dela. Gemi.
Acariciava os cabelos dele e sorri.- Você gosta de se maltratar.
— Porque?- Perguntei.
— Porque está se provocando ai.- Disse.
— Sentindo você.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Mas prefiro ter você logo.- Entrei nela.
Ainda não era uma sensação boa para mim, porém era com ele e isso fazia ao menos ser confortável.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Se não tiver, me diga.- Disse.
— Ok.- Disse.
Comecei a me movimentar lentamente, ela estava acostumada a ser fodida, mas agora eu só queria amá-la.
Desci meus lábios pelo maxilar dele e acariciava seu abdômen.
Gemi e beijava o pescoço dela. Tocava a lateral do seu corpo suavemente.
Desde que entrei aqui na boate, que fazem uns dois anos, quase sempre Klaus me chamava para o quarto dele depois do meu expediente. Eu sempre estava cansada e nunca fazia questão de agrada-lo em relação ao sexo. Mas por sorte nesse tempo ele nunca me pediu oral, anal ou se alimentou de mim. Era sempre algo rápido. Mas a partir de hoje, eu quero agrada-lo, de verdade, porém eu percebi que ainda preciso conhece-lo melhor nisso. Não sei ainda direito o que ele gosta nessas horas.
Desci minha boca até o peito dela e suguei, mordiscando o mamilo.
Suspirei pesadamente e envolvi minha perna na cintura dele.
Intercalava a maneira que ia; lento ou mais rápido. Não deixava de a beijar ou beijar alguma parte do seu corpo.
Minhas mãos desciam pelas costas dele e a outra mão acariciava seus cabelos.
— Mary...- Gemi no ouvido dela.- Minha rainha.
— Rainha?- Perguntei.
— Sim, é como quero te tratar, uma rainha.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
Apertei as coxas dela e a segurei mais contra mim. Sentia o orgasmo perto, mas queria ficar mais nela.
O beijei novamente e entrelacei meus dedos em seus cabelos.
Eu não resistia mais e me entreguei ao orgasmo. Sabia que ela não tinha chegado, mas teríamos tempo.
Aos poucos fui parando o beijo.
— Eu te amo.- Disse.
Sorri.- Eu também te amo.
Me deitei ao lado dela.- Eu quero tanto te fazer feliz, ser suficiente para te dar isso.
Me aconcheguei no peito dele.- E você é.
— Sou?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Espero que seja mesmo, não quero te machucar.- Disse.
— Não vai.- Disse.
— E como está?- Questionei.
— Estou bem.- Disse.
— Tem certeza?- Desci a mão pelas costas dela.
— Tenho sim.- Disse.
— Ótimo.- A abracei e sorri com aquela noite maravilhosa. Eu amava Mary e pode estranhar a maneira que aceitei isso, mas era isso ou sofrer tentando me negar um sentimento que existia e é forte. Aos poucos as coisas foram melhorando para ela e fiquei mais que feliz quando ela se rendeu ao orgasmo. Fazer minha mulher ter prazer, ser feliz... Eu não podia querer mais nada.
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