Liberty- One Shots
60 Capítulo 60- Elijah & Octavia.
Notas iniciais

POV Misto. (Elijah e Octavia.)
Eu não acreditava no disfarce que ia ter que usar. Padre?! Só podem estar de sacanagem. Mas agente é agente, então ia ter que encarar. Coloquei a batina e fui para a casa do meu alvo, quer dizer, do FBI. Oliver Kane era um homem de negócios e que na verdade estava envolvido no tráfico de drogas da cidade. E porque eu vim de padre para casa de alguém assim? Pelo visto a filha era religiosa. Cheguei na mansão e toquei a campainha.
Estava sentada no sofá quando a campainha tocou e me levantei, indo atender. Olhei e era um padre. Não o conhecia, o que era estranho já que nossa cidade é bem pequena.- Hey, no que posso ajuda-lo?
— Senhorita Kane?- Questionei.
— Prefiro Blake, mas sim.- Disse.
— Tudo bem, me desculpe.- Disse.
— Então... o senhor vai dizer o que gostaria ou vai ficar parado sem falar nada?- Questionei.
— Eu sou o Padre Elijah. Minha paróquia me mandou aqui.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Acho que foi a seu pedido.- Disse.
— Meu pedido?- Perguntei.
— Foi o que me foi passado. Que a senhorita e sua avó pediram a presença de um padre para lhes atender frequentemente.- Disse.
— Bem, deve ser minha avó então. Eu vou na igreja local. Mas ela não mora aqui.- Disse.
— Mesmo assim vamos nos ver já que vou estar lá também.- Disse.
— Ah sim, claro.- Esse tal "padre" está muito suspeito. Não parece nada com um padre.
— Já que não foi a senhorita que me chamou, vou me retirar.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Boa tarde srta. Blake.- Disse.
— Boa tarde.- Disse.
Sai de lá intrigado pela beleza da garota. Eu não podia pensar nisso, aqui eu era Padre. Fui para a igreja e o padre local foi informado sobre mim. Com ele estava tudo certo. Fiquei pelo quarto estudando o caso e esse foi o resto do meu dia. Pela manhã coloquei a roupa e fui para o salão. Estava distraído quando vi a garota entrar.- Srta Blake, nos fazendo uma visita.
Sorri.- Sim. Venho todos os dias antes de ir para a aula. Meus amigos me acham louca e tudo mais, mas não me importo.- Dei de ombros.
— Nem teria porque. É bom ver jovens se aproximando da igreja.- Disse.
— Eu sei.- Falei.
— E posso ajudar nessa visita?- Ela era realmente linda, esses olhos esverdeados...
— Bem, o senhor poderia me dar sua benção.- Disse.
— Claro.- Fiz como me ensinaram e fiquei feliz de a ver de novo.
Sorri.- Obrigada. Vou para a escola agora. Até mais.- Sai dali.
Ela foi e comecei a trabalhar procurando as ligações que Oliver teria, e como ele negiciava as drogas. Eu tinha que me aproximar mais da casa dele. Estava pensando nisso quando Kane chegou a igreja. Ele era o principal colaborador da festa do padroeiro do lugar e isso o levava constantemente a igreja. Ele me viu e convidou para um jantar de boas vindas em sua casa. Ele era famoso por isso aqui. Aceitei de bom grado. Era minha chance.
O resto do meu dia foi normal. Fui para a escola e depois passear no shopping. Cheguei em casa e era 19:00. Minha vó estava fazendo o jantar e eu subi direto, indo tomar um banho. Sai do banho e coloquei um pijama. Terminei de me ajeitar e desci, dando de cara com meu pai entrando com o Padre dentro de casa. E eu de pijama. Ótimo.
— Octavia, vá se vestir. Temos visita.- Disse.
— Eu percebi. Desculpe Padre.- Sorri sem jeito e subi novamente.
Além de linda, ela é gostosa. Fazer esse trabalho vai ser difícil. A imagem dela com aquele pijama ficaria na minha mente.
Me vesti e voltei.
— Boa noite srta. Blake. E não se preocupe, está tudo bem.- Ainda bem que eu era treinado, se não meu corpo tinha me traído.
Sorri.- Menos mal então.
— Foi tudo bem na escola hoje filha?- Oliver perguntou.
— Sim, tudo ótimo.- Disse.
— Ótimo. Como estão os detalhes da festa padre?- Ele perguntou.
— Indo bem.- Disse.
Violeta chegou na sala.- O jantar está pronto.
Fomos para a sala de jantar.
Nos sentamos e o jantar foi servido.- Sra. Violeta com certeza a senhora tem o dom da cozinha.
— Obrigada Padre.- Ela sorriu.
— Eu sempre tive a curiosidade. O que leva um homem a ser padre?- Ele perguntou.
— O chamado e a certeza da vocação. Por mais que você fique tentado, principalmente no começo, quando se tem um objetivo não pode ceder no caminho.- Disse.
— Oliver, que pergunta é essa? Ele é um padre. Não tem e nem pode mais ter desejos da carne.- Ela disse.
— Mas não deixa de ser homem. E existem muitas tentações sobre saltos por ai. Nem uma vez sequer Padre Elijah?- Ele perguntou.
— Não.- Vou para o inferno por mentir tanto.
— Pai! Eu prefiro não ouvir sobre suas tentações.- Fiz cara de nojo.
— Acredite Oliver, as vezes um gesto simples pode ser mais tentador que um salto. Mas não, nunca quebrei meus votos.- Disse.
Comia. Mas que era estranho era um padre deixar uma conversa dessa continuar.
— Tudo bem então. Eu fico feliz que minha Octavia tenha feito voto de castidade até o seu casamento. A senhora ensinou bem a ela mãe. Assim fico tranquilo que ela não ficará se esfregando por ai.- Ele disse.
— Ela é uma boa garota.- Ela disse.
— Claro que é.- Ele falou.
Suspirei. É péssimo ser o centro da conversa, mas isso acontece sempre, então estou acostumada.
— É raro ver garotas se valorizando assim.- Disse.
— Com certeza.- Ela disse.
— Por isso eu tenho tanto orgulho.- Ele disse.
— Hã... vocês poderiam me dar licença? Tenho alguns trabalhos do colégio para fazer.- Disse.
— Claro querida.- Ela disse.
— Sem problemas.- Disse.
— Vá querida.- Ele disse.
— Obrigada.- Me levantei.- Boa noite.- Subi para o meu quarto.
Para mim ela foi cedo demais. Gostava de a olhar e apreciar sua beleza. O jantar terminava e vieram avisar Oliver da presença de alguém. Observei de longe e era Jaha, um conhecido do tráfico internacional de drogas, mas eu nem olhei para ele, conversava tranquilamente com Violeta. Na minha camisa tinha uma mini câmera que fotografou os dois. Sai e mexi no carro, era já tarde e dei a desculpa de ligar para um táxi, mas a senhora fez questão que eu dormisse lá. Perfeito. Fui para o quarto e só sai de lá quando era bem madrugada e todos dormiam. Achei o escritório dele e coloquei escutas. Voltei pelo caminho, mas vinha alguém. Voltei a postura de padre.
— Padre?- Questionei.
— Boa noite filha.- Merda, ela estava com aquele pijama de novo.
— O que o senhor está fazendo aqui?- Perguntei.
— Estou tentando achar a cozinha.- Disse.
— Oh sim, eu lhe mostro. É por aqui.- Indiquei para ele me seguir e descia as escadas.
Ela tinha uma bunda, um corpo... Droga, que vontade de a pegar e tocar aquele corpo todo.
Descemos as escadas e chegamos a cozinha.- Aqui. O que o senhor queria?
— Eu ia pegar água, mas já que está aqui e pode pegar, tem algum chá?- Questionei.
— Claro. Quer de que?- Perguntei.
— Camomila seria bom.- Disse.
— Está agitado?- Perguntei enquanto pegava o chá no armário.
A culpa é sua. Gostosa assim, como dormir?- É mais um hábito.
Ri.- Sei como é. Eu sou viciada no de pêssego.- Coloquei a água para aquecer e me escorei no balcão.
— Seu pai me pareceu muito orgulhoso de você.- Disse.
Sorri.- E fico feliz que ele seja.
— Espero que isso não afete você.- Disse.
— Porque afetaria?- Questionei.
— Muitos não sabem lidar com essa expectativa.- Disse.
— Eu estou bem.- Dei de ombros e comecei a fazer o chá.
— Fico feliz.- Disse.
Entreguei o chá a ele.- Aqui.
— Obrigado.- Peguei o chá e nisso minha mão esbarrou nela. Foi como se eu tivesse tomado um choque.
Eu posso jurar de pé junto que esse cara não é Padre. Se é Padre não honra isso. Ele simplesmente não tem cara! E não age como um também. Eu vou descobrir. Agora se ele for Padre, eu irei pular de paraquedas.- De nada.
Sorri e me afastei dela. Tinha que me controlar, se for descoberto posso não sair vivo daqui.
— Bem, vou ir dormir.- Disse.
— Sim, claro.- Falei.
— Boa noite.- Subi.
Ela foi e suspirei. Ela era uma tentação para mim. Fui para o quarto, deitei e tentei descansar. Pela manhã fui para a paróquia e busquei informações do caso. Peguei as fotos que tirei e prestava atenção nas gravações. O dia passava tranquilo e eu fiz um favor ao padre de verdade indo buscar os folhetos da tal festa. Saia da gráfica e dei de cara com a minha tentação.
Sorri.- Padre, estamos sempre nos encontrando.
— Deve ser algo divino.- Disse.
Sorri.- Provavelmente.
— Eu estava pensando e como foi tão boa em me ajudar gostaria de lhe dar algo.- Disse.
— Me dar algo? Mas não precisa.- Disse.
— Eu gostaria já que é uma garota tão especial.- Falei.
Sorri.- Tudo bem.
— Pode passar na igreja mais tarde?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Está indo nessa direção?- Perguntei.
— Na verdade não. Vou na casa de um amigo agora.- Disse.
— Tudo bem, lhe vejo mais tarde então.- Disse.
— Ok, até mais.- Sorri e sai.
Ela foi e eu voltei. O presente era um santo em madeira, mas tinha uma câmera dentro. Precisava de todas as informações possíveis e a ver será um extra. O que tem naquela garota eu não sei. Já tive todas as mulheres que quis, mas essa Octavia mexe comigo.
Depois que sai da casa do Tyler, fui direto a Igreja e falei com o Padre. Ele me deu um santo de madeira, o que foi realmente fofo. Ainda não sabia se confiava nele 100%. Depois fui para casa e subi direto para meu quarto. Coloquei o santo em cima da escrivaninha e comecei a me despir.
Quando liguei meu computador, olhei as gravações e sorri. Oliver você está me dando um caso fácil. Olhei a câmera de Octavia e puta que pariu; ela estava tirando a roupa. Aquilo ia ser muito bom.
Tirei a minha blusa e logo o sutiã.
Eu já tinha tirado a batina, então podia ficar sem aquele peso na consciência. Tranquei a porta e voltei a assistir. Ah menina, que peitos são esses? Parecem macios e que precisam ser tocados.
Tirei a calça jeans que usava e fui até a cômoda.
Agora podia ver melhor sua bunda e minha mão coçou de desejo de apertar e estapear ali. Não fiz cerimônia em abrir minha calça e começar a me tocar.
Peguei uma camisola e coloquei em cima da cama. Juntei a roupa que tinha tirado e coloquei no cesto que tinha ali, depois tinha que levar para a lavanderia. Tirei a calcinha também, colocando ali.
Ah merda, agora ela estava nua. Será que era virgem mesmo? Se fosse, pensar naquela perdição intocada... Não me tocava somente por cima da cueca, cheguei ao meu membro e me masturbava imaginando como ela devia ser gostosa.
Fui até o espelho que tinha na minha escrivaninha e me inclinei para me enxergar, enquanto fazia um rabo de cavalo no meu cabelo e o prendia em um coque.
Era como se ela soubesse que tinha alguém olhando e se exibia. Naquele momento eu queria era chegar por trás dela e fode-la.
Terminei de fazer o coque e entrei no banheiro. Tomei um banho rápido e voltei para o quarto enrolada na toalha.
Assim eu ia gozar fácil. Agora molhadinha assim e com certeza cheirosa. Essa Octavia tá me enlouquecendo.
Desenrolei a toalha do meu corpo e terminava de me secar. Coloquei a calcinha e me sentei na cama, passando o hidratante.
Oh garota. Ficava de boca fechada por causa do outro padre, mas ela estava me atiçando cada vez mais. Aquelas pernas lindas.
Passava o hidratante na minha perna e subia para minha barriga.
Eu estava perto de gozar e ela continuava. Ela era perfeita e eu aqui, babando nela.
Passava nos meus seios e logo no pescoço.
Só deu para alcançar um pano antes de eu fazer sujeira. Percebi estar ofegante e suado. O que aquela garota tinha feito comigo?
Me levantei e coloquei a camisola, logo guardando o hidratante.
Acho que o show acabava. Eu tinha que ser profissional agora, não podia estragar o caso por causa dela.
Não demorei a ir dormir naquela noite e quando o despertador tocou, me acordei e me vesti. Desci e tomei o café da manha, logo saindo para ir a escola.
Naquela noite eu tentei descansar, mas minha mente sempre voltava ela. O caso ia bem e agora a outra equipe se mantinha a frente armando uma emboscada, eu por hora só ficaria de olho em Kane. A cidade era bem gostosa de se estar e eu andava pelas ruas sem a batina. Pelo menos isso me deixaram. Parei para comprar um lanche e a vi saindo do colégio.
Sorri quando o vi novamente. Era impressionante como nos encontrávamos e ele ficava realmente bonito sem a batina. O que? Não é pecado achar um padre bonito. Fui até ele.- O senhor novamente Padre. Parece que estamos destinados a nos encontrar.
— Eu lhe disse isso. Mas destino não, providência divina.- Sorri tomando do suco.
Sorri e comprei um picolé para mim.- De qualquer modo, nos encontramos muito.
— É verdade, mas é sempre um prazer.- Disse.
— Digo o mesmo.- Chupei o meu picolé.
Ai cacete, agora ela ia chupar assim na minha frente? Depois de ontem estou fudido.
O olhei.- Tudo bem?
— Sim, só com calor. Não estou acostumado.- Disse.
— Acostumado com que?- Perguntei.
— O calor.- Disse.
— Mas com a batina não é pior?- Questionei.
— Sim, por isso sai sem.- Disse.
— Ah sim. Bem, mesmo que eu saiba que não faz o estilo do senhor, vou convidar.- Peguei um convite na minha bolsa e dei a ele.- Minha turma está fazendo um churrasco a beira da piscina em um clube aqui perto. Queremos arrecadar dinheiro para a formatura. Se o senhor quiser passar lá para comer, fique a vontade.
— Me tentando para a gula?- Questionei.
Ri.- Desafiando-o talvez.
— Olha que gosto de desafios.- Disse.
— Ótimo então.- Falei.
— Vou tentar ir, obrigado.- Disse.
— De nada.- Disse.
— E tudo bem com você?- Questionei.
— Sim.- Respondi.
— Que bom.- Disse.
— Bem, vou indo. Tchau.- Sorri e sai.
Tchau minha gostosa. Me mantive no meu lugar e falei com algumas pessoas. Esse era o disfarce mais difícil que usei. Voltei e passei uns dias quietos, só gravando as ligações, estudando casos, e claro, ajudando na igreja. Isso fora ver Octavia pela câmera e gozar várias vezes. Sai mais tarde que o horário que ela me disse. Entrei lá e comprei as coisas que ajudariam. Me sentei e fiquei procurando-a.
Vi o padre e fui até ele.- Hey, o senhor veio.
— Olá.- Sorri tentando não focar em como ela estava linda de biquini.- Não resisti a uma boa causa.
Sorri.- Fico feliz então.
— Está tudo bem gostoso.- Inclusive você.
— Está mesmo.- Disse.
— Seu pai também veio?- Perguntei.
— Ele não pôde.- Disse.
— Ah sim, entendo. Ele parece ocupado.- Disse.
— Ele é.- Falei.
— E você sozinha.- Disse.
— Como assim?- Questionei.
— Sua avó tem as ocupações dela, seu pai o trabalho e resta você.- Disse.
— Ah, isso.- Disse.
— Não deve ser agradável.- Disse.
— Não ligo muito.- Disse.
— Todos ligam, só não dizem. Uma vida sozinho sempre incômoda alguma hora.- Falei.
— E quem disse que vivo sozinha?- Questionei.
— Não?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Com quem vive então?- Questionei.
— Não estou te entendendo, Padre.- Disse.
— Então deixemos o assunto.- Falei.
— Ok.- Disse.
— Sempre viveu aqui?- Perguntei.
— Sim.- Falei.
— Nunca saiu ou sempre preferiu aqui?- Questionei.
— Hã... não penso nisso. Eu gosto daqui.- Dei de ombros.
— Você realmente é uma jovem diferente.- Disse.
— Pois é.- Falei.
— Fico feliz que seja.- Disse.
— Que bom.- Falei.
— Posso perguntar algo?- Perguntei.
— Pode.- Disse.
— O que seu pai disse é verdade? Você é pura?- Questionei.
— Sim, sou.- Disse.
Fiquei absorvendo a certeza. Tinha que segurar meu desejo.- Isso é mesmo muito raro, quando temos garotas já mães com sua idade.
— Eu não encontrei o cara certo. Eu quero que minha virgindade seja dele. Que eu seja só dele. Então não quero desperdiçar isso que é tão importante.- Disse.
Sorri.- Gosto da sua convicção. E me faz te admirar.
Sorri e mordi meu lábio.- Obrigada.
— Você deve me achar estranho.- Disse.
— Porque?- Questionei.
— Não é comum padres sentarem para conversarem em festas assim.- Disse.
— Não é estranho para mim.- Disse.
— Mesmo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Obrigado então.- Disse.
— De nada.- Falei.
— Estou te prendendo aqui, não é?- Perguntei.
Ri.- Não, não está. Meus colegas ficam melhor sem eu lá.
— Eu acho difícil.- Disse.
— Pois acredite.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque sim.- Falei.
A olhei. Como queria beijar aquela boca, a levar para algum lugar vazio e a fazer minha.
Retribui o olhar dele e sorri.- O que foi?
— Nada.- Droga, assim eu estou me entregando. O meu telefone tocou e era da agência. Eles encontraram uma ligação que os clientes do Kane ameaçavam Octavia. Olhei ela de reflexo. Agora minha missão era além de tudo, manter a garota a salvo.
— O que foi?- Perguntei.
— Podemos sair daqui? Não vai demorar.- Disse.
— Claro.- Disse.
A levei até um parte que não tinha ninguém e fechei a porta. Olhei pela janela, observando quem estava por lá.
— O que foi?- Questionei.
— Vendo se não tem ninguém te seguindo.- Disse.
— Você está louco?- Perguntei.
— Não, não estou.- Disse.
— Me solta então.- Me soltei dele e sai dali.
A peguei e trouxe de volta. Ainda bem que estava vazio.- Quer ficar aqui por favor? É para sua segurança Octavia.
— Eu disse para me soltar.- Falei.
— E eu disse para se aquietar ai.- Recebi outra ligação, dessa vez perguntando por ela e avisei que estava comigo.- Tem noção do que pode te acontecer se estiver lá e te pegarem?
— Você está louco. Me solta!- Exclamei.
— Não estou. Você que não sabe de nada que sua familia está envolvida.- Disse.
— Você é um louco pervertido!- O empurrei e sai dali.
Puta que pariu, que garota! Corri e a peguei, jogando em cima do ombro e a levei de volta ao quarto.- Cacete, dá para ficar aqui?! E fica quieta ou vou amarrar você.
— Me solta!- Gritava e batia meus pés contra ele.
— Cala boca Octavia, para de gritar.- Disse.
— Me solta!- Continuei gritando.
A botei no chão, contra a parede e tampei a boca dela.- Eu estou aqui para proteger você, agora para com isso.
Mordi a mão dele.
Tirei a mão, mas ainda a segurava.- Sério? Quer me machucar?
— Eu disse para me soltar, seu tarado!- Disse.
— Tarado?- Questionei.
— Me solta!- Exclamei.
— Para de gritar primeiro. Eu juro que não estou aqui para te machucar.- Disse.
— Me solta!- Falei.
— Cara, você é difícil.- Disse.
— Me solta!- Exclamei novamente.
— Octavia, para com isso, deixa de ser irritante.- Falei quase gritando.- Eu vou te proteger, não te machucar. Agora não posso explicar com você gritando.
— Me solta!- Dei um chute onde mais doeria nele e sai correndo dali.
Puta que pariu. Merda, ela pegou em cheio. Tomei fôlego e precisei de alguns minutos para me recuperar, e sai atrás dela. Olhava em todas as direções da festa e vi dois caras olhando do mesmo jeito pelo lugar, eram eles. Merda, eu tinha que acha-la antes deles. Cadê você sua teimosa?
Sai correndo e peguei um táxi, indo para casa.
Perguntei e falaram que ela tinha entrado no táxi. Corri para o carro e tirei aquela coisa da blusa, esquentava mesmo. Pensei para onde ela iria; para casa. Segui para lá e passei por um táxi, tinha que ser ela. Cheguei lá e a empregada me deixou entrar. Fui direto para o quarto dela.
— Sai daqui!- Exclamei.
Eu já estava sem paciência e dolorido ainda. Tampei a boca dela e a levei para o banheiro, liguei o chuveiro para disfarçar o barulho.- Para com isso cacete! Eu sou agente federal! Um dos meus deveres é proteger você.
— O que?- Questionei.
— Finalmente parou de gritar.- Disse.
— Desembucha!- Disse.
— Agente especial Elijah Mikaelson, FBI.- Falei.
— O que você quer?- Perguntei.
— Estou investigando o seu pai, mas hoje fui avisado que você estava sendo ameaçada.- Disse.
— Do que você está falando?- Questionei.
— Os clientes do seu pai estão precionando ele e te ameaçando.- Disse.
— Clientes?- Perguntei.
— Você realmente não sabe de nada, não é?- Questionei.
— Sei do que?- Perguntei.
— Seu pai não é um empresário. Bem, isso é só fachada. Tudo o que ele tem é de tráfico de drogas.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Sinto muito saber assim. Mas é nisso que ele trabalha. Tem um caso contra ele a anos sendo investigado.- Disse.
— Você está mentindo.- Disse.
— Sinto muito Octavia, mas não.- Uma parte minha estava ficando dolorida de fazer ela se magoar assim. Porque descobrir esse tipo de coisa magoa.
— Sai daqui.- Falei.
— Eu não posso, tenho que te proteger. Sinto muito querida.- Toquei seu rosto.
Dei um tapa na mão dele, fazendo-o tirar do meu rosto.- Sai daqui!
— Eu vou ficar na porta do seu quarto, qualquer coisa me chame.- Sai e me escorei ali, por fim sentando na porta.
Abri a porta.- Sai da minha casa. Agora.
— Me desculpe, mas eu não posso fazer isso.- Disse.
— A casa é minha e eu estou MANDANDO que você saia dela agora!- Exclamei.
Aquela garota era impossível! Foda-se. A segurei e a beijei.
Me afastei e dei um tapa nele.- Sai daqui!
— Eu vou estar de olho em você. E se contar para alguém, não vai ser só a operação, ou meu emprego que vou perder, eles me matam, você entende isso? Eu volto depois.- Disse.
Ele saiu e eu fechei a porta do meu quarto, trancando-a. Me atirei na minha cama e suspirei pesadamente. Ele estava mentindo, tinha que estar.
Eu não fui embora, só fiquei escondido até ver o pai dela chegar. Ai voltei a igreja e continuei fazendo relatório do caso, mas estava preocupado tanto dela me entregar como pela segurança dela.
Três dias se passaram e passei todos eles em casa, pensando. Eu estava com um ódio mortal daquele padre falsificado. Acha que é um herói só porque supostamente tem que me proteger. Resolvi ligar para o FBI para saber se era verdade e eles confirmaram. O que não melhorou o meu humor. Eu não sabia quem eu matava primeiro; ele, o FBI todo ou o maldito do meu pai.
Eu a observava pela câmera e pelas escutas da casa, sabia que estaria sozinha, então fui até lá. Entrei como padre e fui até o quarto dela. Ela estava no chuveiro, então tranquei a porta e a esperei.
Sai do banheiro sem a toalha enrolada no corpo e sim com ela na mão, secando meu cabelo. Levantei meu olhar e vi ele.- O que é isso?!- Coloquei a toalha rapidamente em minha frente.
Sorri.- Isso que é recepção.
— O que você está fazendo aqui?- Perguntei.
— Vim ver você.- Disse.
— Podia avisar então.- Falei.
— Prefiro surpresa.- Disse.
— Eu não.- Falei.
— Bem, como estou vivo ainda, suponho que não contou nada.- Disse.
— Não.- Disse.
— Minha vida agradece.- Falei.
— Preciso me vestir, me dê licença.- Disse.
— Eu não me importo.- Disse.
— Não se importa com o que?- Questionei.
— De você se trocar, apesar de preferir assim.- Disse.
— Você não vai me ver nua.- Disse.
— Por que não? Eu gostaria.- Falei.
— Quer assim então? Que seja.- Desenrolei a toalha do meu corpo e fui até a cômoda.
Era uma excelente visão, agora de perto então, melhor ainda. Só de a ver assim me excitava.
Coloquei a calcinha e o sutiã. Me sentei na minha cadeira na frente do espelho que tinha na escrivaninha e comecei a me pentear.
— Você está muito bonita.- Disse.
Franzi o cenho.- Ok.
Cheguei junto dela por trás.- Senti sua falta esses dias.
— Minha falta? Porque?- Questionei.
— Porque gostei de todo tempo que passamos juntos.- Disse.
— Ah sim.- Falei.
Botei as mãos nos ombros dela.- Vai dizer que não gosta também?
Girei na cadeira, ficando de frente para ele.- Você mentiu para mim.
— Era necessário.- Disse.
— Mentir nunca é necessário.- Disse.
— Eu não posso expor a agência e a operação assim.- Falei.
— Pense como quiser então.- Disse.
— Mas esse foi um disfarce difícil por sua culpa.- Disse.
— E agora me culpam.- Disse.
— Sim. Linda assim cada vez era mais difícil resistir a você.- Falei.
— Você está me enrolando, não é?- Perguntei.
— Não. Se não, não estaria aqui.- Disse.
— Elijah, para mim você era um padre.- Disse.
— Mas eu não sou.- Falei.
— Eu sei.- Disse.
Toquei o rosto dela. Minha vontade era beija-la.
Retribui o olhar dele.
Ela não parecia querer recuar, então a puxei para mim.
O olhei novamente e mordi meu lábio. Não fazia ideia do porque não recuava.
Dane-se. A beijei.
Retribui o beijo.
Minha intuição estava certa e não perderia a chance.
Parei o beijo, me afastando.- Melhor você ir.
— Você não quer que eu vá.- Disse.
— Você não sabe.- Disse.
— Conheço bem as pessoas.- Falei.
— Ok então.- Disse.
Sorri.- Viu?
— O que?- Questionei.
— Que eu te conheço.- Disse.
— Conhece nada.- Disse.
— Não me bateu de novo.- Falei.
— Porque não achei necessário.- Disse.
— E da outra vez sim.- Disse.
— Sim.- Falei.
— Porque?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Não?- Mantive ela nos meus braços.
— Não.- Disse.
— Vou dar esse desconto.- Beijei ela de novo.
Retribui o beijo.
A colei em mim. Era bom sentir o corpo dela.
Envolvi meus braços no pescoço dele.
A encostei na parede e deslizava a mão pelo seu corpo.
Minha mão descia pelas costas dele e a outra acariciava a lateral do pescoço dele.
O beijo dela era gostoso como eu imaginava e a sensação de tocar ela livremente me deixava mais excitado que pensei.
Envolvi minha perna na cintura dele, o puxando para mais perto de mim e acariciava seus cabelos.
Ela estava me tentando a jogar ela naquela cama e eu estava desejando loucamente fazer isso. Na verdade nem sabia o porque estava assim, só que precisava ter ela.
Continuávamos o beijo e acariciava sua nuca.
Começava a sentir a necessidade de ar, então fui diminuir a intensidade, passando a beijar seu pescoço.
Me arrepiava aos beijos dele.
— Octavia, você me deixa doido.- Disse.
— Isso é bom?- Questionei.
— Sim. A não ser que não me queira louco por você.- Disse.
Sorri.- Sim, eu quero.
— Então é bom.- Disse.
Ri.- Ok.
A levei para cama e a joguei lá. Tinha esperado muito por isso.
O puxei, beijando-o.
— Você gosta da minha boca.- Disse.
— Se você ficar falando, eu vou pensar e não vamos fazer nada. Então cala a boca se você não quiser ficar no estado que está, ok?- Questionei.
— Mandona?- Questionei.
Suspirei e me levantei.- Se você não quer, é só dizer.- Sai do quarto e fui para a cozinha.
Sorri. Eu adoro essa garota. Eu não podia sair assim pela casa, então me ajeitei para sair. A peguei por trás.- Você vai voltar para aquela cama agora.
— Não, não vou.- Disse.
— Só que eu não vou desistir e você não vai me deixar na mão.- A peguei no colo.
— Eu disse para não me deixar pensar e você não me escutou. Eu fiz um voto de castidade e tenho que cumpri-lo. Agora me coloca no chão.- Disse.
— Não.- A carreguei de volta.
— Elijah, me solta.- Disse.
A botei somente no quarto.- Você é tão teimosa assim com tudo?
— Não é da sua conta.- Disse.
— Passou a ser quando coloquei meus olhos em você.- Falei.
— Nos seus sonhos.- Disse.
— A todo o tempo.- A segurei contra mim.
— Elijah, eu estou pedindo com calma.- Disse.
A beijei.- Você vai querer tempo?
— Eu só vou transar quando me casar.- Disse.
Ai eu me engasguei.- Casar?
— Sim, casar.- Coloquei o roupão por cima.- Agora é melhor você ir.
— Por que eu iria?- Questionei.
— Porque eu estou dizendo para você ir.- Disse.
— E se eu não for?- Rocei minha boca na dela.
Me afastei.- Problema seu.
— Não seja tão durona, você me quer aqui.- Disse.
— Santo Deus, parece que você não entendeu que eu quero ficar sozinha. Será que tem que ser grossa com você para você entender o que eu estou falando?- Questionei.
— Eu vou voltar e você vai me querer aqui.- Disse.
— Ok.- Falei.
Rumei para sair e ouvi um barulho lá em baixo, era estranho.- Você tem algum esconderijo aqui?- Olhava pela fresta da porta.
— Não.- Falei.
— Me escuta; eu vou sair e você vai apagar tudo e ficar quieta aqui. Só abra a porta quando eu chamar.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Não importa o que ouvir, não desça.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
Estava com uma sensação estranha e a beijei rápido antes de sair. Não ia deixar nada acontecer com ela, nem que minha vida fosse o preço. Descia e vi três homens entrando. Merda, eu só tinha uma arma aqui. Eu tentei ir contra eles derrubei um, o outro eu feri. Distraído não percebi o movimento no corredor, olhei para trás e vi Kane levando Octavia. Ele estava me usando para cobrir a sua fuga. Corri atrás dele e chamei por Octavia. Tentei os impedir, mas não funcionou. Logo depois os cara da agência chegaram e estranharam tudo. Eu estava louco por Octavia ter ido. Fui resolver tudo e era estranho como se comportavam comigo, logo descobri porque. Mandaram informações sobre eu e Octavia e parecia que tínhamos um caso. O resumo disso é que fui acusado de os ajudar, como o diretor não ia com a minha cara, só me despediu e me mandou nunca mais voltar. Bem, isso foi a meses. Voltei a minha casa e procurei emprego. Consegui de chefe de segurança de uma loja. Nesse dia sai para almoçar e não acreditei em quem entrou.
— Você.- Disse.
— Olha se não é Octavia Blake.- Vê-la me fez ver que sentia a mesma coisa por ela.
— Oi.- Fui até o balcão para fazer o pedido.
— Curtindo sua nova vida?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Pois é.- Falei.
Continuava comendo e involuntariamente lembrava dos nossos beijos, de a sentir comigo.
Comprei um café e andei em direção a porta.
Não ia deixar ela ir assim. Levantei e a segurei.- Sempre fugindo de mim.
— Não estou fugindo.- Disse.
— Bem, você fugiu.- Falei.
— Não, eu não fugi.- Disse.
— Você foi e fez um pequeno inferno na minha vida. Não precisa se preocupar em eu estar atrás de vocês, não sou mais agente.- Disse.
— Olha Elijah, eu não estou afim de escutar suas teorias e opiniões sobre meu pai, então me solta e me deixa em paz.- Falei.
— Quem falou do seu pai?- Perguntei.
— Eu.- Disse.
— Que bom por que eu não toquei nesse nome. Senta, vamos conversar.- Disse.
— Conversar o que?- Perguntei.
— Conversar Octavia, pessoas fazem isso.- Disse.
— Eu não tenho tempo para isso.- Falei.
— O que tem de tão importante?- Perguntei.
— Vida.- Disse.
— Me dá seu telefone.- Disse.
Suspirei.- É o mesmo de antes.
— Sério que o manteve?- Questionei.
— Sim.- Disse.
Ri.- Tudo bem. Tenho que ir, meu trabalho me espera.
— Ok.- Disse.
— Eu te ligo.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
— Tchau.- Beijei seu rosto e sai.
Fui para minha casa e me deitei na cama. Não sei o que ele queria com isso.
POV Elijah.
Depois do trabalho fui pra casa, tomei um banho e comi alguma coisa. Via o número dela na tela e acabei ligando.
— Alô?- Ela atendeu.
— Oi.- Disse.
— Oi.- Ela disse.
— Estava dormindo?- Perguntei.
— Não.- Ela falou.
— Achei que te acordaria.- Disse.
— Não acordou.- Ela falou.
— Que bom. Não deviam estar mais escondidos?- Perguntei.
— Nossa vida é diferente agora Elijah.- Ela disse.
— Imagino.- Disse.
— Pois é.- Ela disse.
— Acho que todos estamos levando.- Disse.
— Sim.- Ela falou.
— Terminou o colégio?- Perguntei.
— Sim.- Ela disse.
— Queria ter te visto de formanda.- Disse.
— Não foi grande coisa.- Ela disse.
— Você estava lá, já basta.- Disse.
— Você é confuso.- Ela disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque sim.- Ela falou.
— Isso não é resposta.- Disse.
— É a minha.- Ela disse.
— Posso te levar para jantar?- Questionei.
— Jantar?- Ela perguntou.
— Sim.- Disse.
— Porque?- Ela perguntou novamente.
— Porque sim. Quero sair com você.- Disse.
— Hã... tudo bem então.- Ela falou.
— Quando você pode?- Perguntei.
— Qualquer dia.- Ela disse.
— Sábado?- Questionei.
— Pode ser.- Ela disse.
— Eu te busco as 19:00 então.- Disse.
— Tudo bem.- Ela falou.
— E está fazendo o que agora? Estudando?- Questionei.
— A distância e trabalhando.- Ela disse.
— Em que?- Perguntei.
— Em um banco. Consegui estágio na faculdade que estou fazendo que é de Administração.- Ela disse.
— Interessante.- Disse.
— Pois é.- Ela falou.
— Senti sua falta.- Disse.
— Sentiu?- Ela perguntou.
— Você não?- Questionei.
— Sim.- Ela disse.
Sorri.- Amanhã vai matar então.
— Tem certeza que quer isso mesmo?- Ela perguntou.
— Porque?- Perguntei.
— Nada.- Ela disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Ela falou.
****
Fomos jantar e foi difícil não a beijar de novo. Ela queria aquilo também, podia sentir. Aquele foi o primeiro encontro de vários que vieram e começamos a namorar. Esses dias viraram meses e temos dois anos juntos. Hoje foi o nosso casamento e eu não podia estar mais feliz. Octavia cumpriu a promessa de não transar até o casamento, não me pergunte como aguentei, mas aqui estou eu. Não fomos direto para a viagem, paramos num hotel. Eu fui tomar banho e agora a esperava.
Sai do banheiro vestindo um roupão.
— Ninguém diz que festa de casamento é tão puxada.- Disse.
— Verdade.- Falei.
Me levantei, indo até ela.- Você estava linda.
Sorri.- Obrigada.
— Não tem que agradecer amor.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
A beijei. Durante toda a festa eu queria acabar logo para ficar sozinho com ela.
Retribui o beijo.
— Não via a hora de ter você só para mim.- Disse.
Sorri e toquei o rosto dele.- Eu sou só sua.
— Agora é só minha e minha mulher.- Disse.
Sorri.- Sim, sou.
A agarrei pela cintura e a beijei de novo, a levando para cama.
Retribui o beijo novamente e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
Dessa vez ela não me afastaria. Eu só tenho que me controlar, afinal são dois anos sem sexo.
Acariciava a lateral do pescoço dele e tocava seu peito.
Eu ficava excitado com os poucos movimentos dela e para devolver tocava suas pernas. Por fim, abrindo o roupão.
Minha mão desceu pelo abdômen dele e comecei a tirar sua calça.
Sorri.- Não sou só eu que está ansioso.
— Que eu saiba precisa tirar a roupa para se ter qualquer relação sexual.- Sorri.
— Seria estranho com ela.- Disse.
— Pois é.- Falei.
Tirei o roupão dela e sorri. Ela estava com uma lingerie vermelha, sem aquelas frescuras, porém super sexy. Mais do que ela já era.
Sorri pelo olhar dele e voltei a beija-lo.
Minhas mãos corriam o seu corpo. Lembrei de anos atrás quando fiz isso pela primeira vez, agora era muito melhor.
Me arrepiava aos toques dele e terminei de tirar a calça dele.
Chutei a calça longe e já estava excitado. Ela sempre me deixava assim. Tive que me masturbar muito para não fazer besteira.
Comecei a tirar a cueca dele também.
Passei a beijar a parte do seio dela que o sutiã não cobria, mas parei para tirar a cueca por completo.
O beijei novamente e acariciava seus cabelos.
Agora era minha vez de a despir. Soltei o fecho do sutiã e peguei em seus peitos com vontade.
Gemi contra os lábios dele, mas continuei beijando-o.
Ela continuava me beijando, mas eu queria a saborear. Quebrei o beijo e fui beijando pelo pescoço e cheguei ao seu peito, o tomando com minha boca.
Gemi e minha mão descia pelas suas costas.
Fiz o mesmo no outro e segui pela sua barriga, já descendo sua calcinha.
Ajudei ele a tirar e acariciava sua nuca.
— Você é maravilhosa, só de olhar.- Disse.
— Obrigada.- Falei.
Não usaria camisinha, não tinha necessidade. Ajetei melhor ela na cama e voltei a me deitar junto dela, ficando entre suas pernas e senti meu membro roçar na intimidade dela. Suspirei.
Envolvi minha perna na cintura dele e o beijei novamente, entrelaçando meus dedos em seu cabelo.
Me coloquei em sua entrada e comecei a entrar. Não queria machuca-la e que ela se sentisse mal o menos possível.
Eu espera uma dor pior do que o incomodo que senti, mas dava graças a Deus por não ter doído. Acho que isso foi algum tipo de recompensa.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Sorri e a beijei, começando a me movimentar dentro dela.
Gemi e retribui o beijo novamente.
Deus, como ela é gostosa. Muitos não gostam de virgens, mas saber que a minha mulher era somente minha e que só eu a tinha tocado, tinha um gosto diferente, era diferente e me dava mais prazer ainda.
Minha mão descia pelas costas dele e minha outra mão descia pelo seu peito.
Sabia que a maioria não gozava na primeira vez, mas não ia me importar de tentar. Queria dar isso a ela, isso e muito mais. Aumentei um pouco o ritmo e a força que ia também.
Descia minha mão pelo abdômen dele e beijava seu pescoço e maxilar.
Eu tinha pedido uma suite master, então não tínhamos problema de incomodar os vizinhos. E uma coisa que não fazia era ficar calado. Quando não a beijava, dizia coisas no ouvido dela, princpalmente em como ela é gostosa.
Sorria ao que ele dizia e minha mão subia e descia nas suas costas.
Tomávamos ritmo e ela se soltava, acho que a tensão passava e o prazer invadia a ela. Sorri ao ser eu a dar isso a ela.
Minha perna o mantinha junto a mim e acariciava seu peito enquanto beijava seu maxilar.
Tocava e apertava a coxa dela. O orgasmo já estava perto, afinal eu estava com muito tesão acumulado, mesmo eu me segurando, chegaria logo.
Voltei meus lábios aos dele e o beijei novamente. Acariciava a nuca dele.
Eu estava já no limite, eu precisava daquilo. Intensifiquei as estocadas até que o orgasmo tomou conta de mim.
Fui parando o beijo delicadamente para ele poder respirar.
Tomava folego, descansando sobre ela.- Você é uma delícia.
Sorri.- Obrigada.
Tirei os cabelos molhados do rosto dela e toquei ali, sorrindo.- Você é a melhor coisa que eu já tive.
— Não diga isso até termos nossos filhos.- Sorri.
— Até lá, é só você.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
Sai com cuidado de dentro dela, mas fiquei ali antes de ir me limpar.- Não te machuquei?
— Não, não se preocupe.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Olhei para ela.- Então...
— Então...?- Questionei.
— É o que você esperava? Valeu a pena esperar?- Questionei.
Sorri.- Sim, valeu.
Suspirei aliviado.- Que bom.
Beijei-o.- Pode ir ao banheiro, depois vou tomar um outro banho.
— Eu tenho uma ideia melhor. Vamos juntos.- Levantei e trouxe ela comigo.
— Tudo bem.- Disse.
Botei a banheira para encher e depois entramos. Afastei o cabelo dela e beijei no seu pescoço.- Faz ideia das vezes que desejei você? Mesmo antes de estarmos juntos.
— Na verdade não.- Disse.
— Tem uma coisa que nunca te contei.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Lembra aquele santo que te dei?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Tinha uma câmera dentro.- Disse.
— Você estava me espionando?- Perguntei.
— Sim. Não era de total intenção, mas depois do seu show, fiquei feliz com a ideia.- Disse.
— Show?- Questionei.
— Sim, tirando a roupa no quarto. Ah, foi a primeira vez que me fez gozar com você.- Disse.
— Elijah!- Dei de leve no braço dele e ri.- Você é um sem vergonha.
— Eu disse que você sempre me excitou. O que ficava complicado com aquela roupa.- Disse.
Sorri e me inclinei, beijando o rosto dele.- Você terá que pedir muito perdão por isso, mocinho. Se confessar toda a semana.- Ri.
— Por ai ou até mas. Eu usei um santo. Mas a senhorita quase teve um marido que não funcionasse. Você quase me aleijou.- Disse.
Mordi meu lábio.- Desculpe por aquilo. Você me assustou.
— E eu fiquei roxo.- Disse.
— Ficou?- Perguntei.
— Com toda certeza.- Disse.
— Tadinho.- Disse.
Sorri lembrando de como era ser agente. Eu sentia falta daquilo, mas me adaptei a essa nova vida, era o que eu era agora. Percebi ela me olhando.- O que?
— Você está sorrindo.- Disse.
— Lembrando da época de agente.- Disse.
— Ah sim.- Falei.
— Mas como tudo tem uma coisa boa, posso ficar mais tranquilo com a sua segurança.- Disse.
— Não quero que se sacrifique por mim.- Disse.
— Não tem sacrificio. Nunca vou voltar, minha ficha lá está suja. Só não fui preso pelas minhas amizades.- Falei.
— Então eles que vão presos.- Disse.
— Não tem que se preocupar. Minha expulsão satisfez a quem importa.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Mas no final acertaram. Estou com você.- Disse.
— Quem?- Perguntei.
— Querida, eu nunca te expliquei porque eu sai da agência?- Perguntei.
— Acho que não.- Disse.
— Dias depois que vocês fugiram, fui chamado na central e lá eles disseram que tinham provas que ajudei vocês a fugir por eu ter um relacionamento com você.- Disse.
— Nossa.- Disse.
— Então fui expulso e como meu chefe ficou em duvida, e não gostava de mim, não me prendeu e ajeitou as papeladas para eu ser livre. Mas sabendo que nunca voltaria para lá.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— Mas isso me trouxe para essa cidade, que me trouxe você de volta. Isso me deixa feliz como um emprego lá não deixaria.- Disse.
— Que bom.- Falei.
— Como se você não soubesse disso.- A beijei.
Retribui o beijo.
Parei e a olhei.- Eu te amo.
— Eu também te amo.- Disse.
Ficamos na banheira e eu a amei de novo. Aqueles dias de lua de mel foram os mais perfeitos e maravilhosos que eu já tive. O tempo foi passando e algumas vezes eu tinha crises de ciume, afinal, eu era bem mais velho que ela e os amigos dela me tiravam do sério. Ela sempre me acalmava e quando ela engravidou três anos depois de casados, não pude ficar mais feliz. Só que não esperávamos que ela corresse riscos no fim da gravidez como ela teve. Eram gêmeos e a pressão dela subia muito. Ela foi para o hospital várias vezes até que eles nasceram prematuros. Enquanto os três não foram liberados para ir para casa, minha angustia não acabou. No batizado deles, no tempo que estávamos na igreja, me lembrei de padre. No dia quando me olhei no espelho, não imaginei que ia encontrar a mulher que me deu filhos lindos e me faz o marido mais feliz que imaginei ser.
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